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                  <text>Siü'.ftj iCVU

Digitalizado
gentilmente por:

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PRIMEIRO CONCxRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA

I

í'

O leitor e o bibliotecário
por
Severino Jordão Emerenciano
t
t

c

\
\

\

Recife
195^

J

�J!
/I

SITUAÇÃO

ATUAL

DO

LEITOR

BRi^ILEIRO

O leitor e o biblioteccírio
Fonna§ao do leitor brasileiro

Infome de JORDÃO Hl-IERENCI/iNO para o I Congresso brasileiro de
Biblioteconomia (Recife, 18 a 25 de julho de 1954).

Jordão Enerenciano
Diretor do Arquivo Publico Estadual.

ÍNDICE
A - Introdução
B - Proposição do assunto,

Conentário ao título

G - Situaçao atual do leitor
I - fatores negativos contra o leitor
1, falta de gosto pela leitura desinteressada
2, agitaçao da vida moderna. Falta de tempo, Condiçoes locais
de clima
3« aspectos econonicos. Preço do livro, Salarios
II - seduções que desviam o leitor da leitura e da biblioteca,
Radio, Clubes, Boites, Bingos e conversa fiada,
III - ambiente das bibliotecas. Má localisaçao.
to. Horários. Catálogos. Pessoal,

Cinema,

Anacronismo e desconfor

D - O leitor e o bibliotecário
1, o que o leitor espera do bibliotecário
2« qualidades de um bom bibliotecário
E - Fomaçao do leitor brasileiro
mê
Sugestões
1,
2,
3,
4-,
5,
6,
7,
8,

estimular o gosto e o hábito da leitiira
barateamento do preço do livro
aumentar o número de bibliotecas e proceder a uma melhor localizaçao
favorecer o serviço de empr éstimos a domicilio
melhorar o ambiente das bib3.iotecas e o quadro de pessoal
facilitar o livre acesso às coleçoes
converter
a biblioteca em centro vivo de cultura
m0
creaçao de um novo espirito

F - Conclusoes
1, Ja estivemos pior, üia novo espírito tstá nascendo
2, A quem se deve o movimento renovador.

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N

T

R

o

D

U

Quon ascreve estcis linhas, ap^essad.'^s o soa prt
uia bibliotecário - m^.s apenas iin arquivista.
L
nente preparado no ciirso de bibliotecononia da Ui
autor dessas linhas S profissional de Arquivo e, i
vações diferen das do bibliotecário porque outros .
seu setor«.

' propriamente
ido tácnicaRecife, o
'uas obser'.ioo e
o

Alem de ser de outra natureza o seu público e o matei
^asultado, forçí. ê reconhecer que no Brasil, pelo menos, a Arquivxstj.ca ainía nao alcançou aquele desenvolvimento e ainda nao viveu aquela experiencia já vitoriosamente atingida e vivida pela Biblioteconomia,
No setor dos Arqui
voSj muito há que aprender, experimentar e realizar.
Por um dever de honestidade intelectual e ate de lealdade, convém adver tir que estas linhas sao escritas menos por vim profissional do que por iua
sinples leitor. Melhor será que considerem estas observaçoes como sendo
as de \ara leitor brasileiro, de nível médio, sobre as suas próprias difi culdades, as suas relações com a biblioteca e os bibliotecários,
Se estas observaçoes, se estes pobres conent'rios nao forem exatos ou estiverem eivados da unilateralismo, que os corrijan os mais experimentados
e os técnicos. Desde já, aqui se protesta, con hianildade^e desejo de aprender, o propósito de receber, com bom animo, as correçoes, os esclarecinentos e as emendas dos mais capazes.
- B 0 tema que me foi distribuido está assim enunciado; Situa^ao atual
do
leitor brasileiro.
En seguida, acrescentan-se dois sub-títulos: o lei tor e o bibliotecário - fomacao do leitor brasileiro.
Ora, Isso de algua nodo linitou o assunto do título principal, A situa Çao atual do leitor br.isileiro compreende outros aspectos, dignos do es tudo, e que nao sao apenas os especific.-.dos nos sub-títulos, ou sejan, os
das relações entre leitores e bibliotecários e o de fomaçao do leitor.
Parece-me, a mim, todavia, que o pensamento da Comissão Organizadora e Executiva, a cujo cargo esteve a elaboraçao do temário, foi o de que se es
tudasse cono nun panorana geral o assunto, __coi.;preendendo os seus múlti pios aspectos nas dando-se una naior atençao â matéria dos dois sub-títulos,
jk
00
Preferi e adotei essa inteligência da proposição porque, doutro modo, haveria o risco de linitar e obscurecor o assunto,
— c -•
SnUAÇÃO ATUAL DO lEITOR BRiiSILEIRO
1 - Fatores negativos contra o leitor
1, falta de gosto pela leitura desinteressada
C - I - 1
Para que se pudesse analis".r, objectivanente, o problena, havia necessi^
de de uma pesquiza denorada e cuidadosa, Bn primeiro lugar, era '\q
boa
prudência uma larga informação estatística, p:^a saber o que le o leitor
brasileiro, as horas e os dias de maior frequencia S,s bibliotecas e quais
as bibliotecas preferidas. Em segundo lugar, era preciso conhecer demo radamente as nossas bibliotecas, suas instalações, seu pessoal e o seu a'^

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l'í

�cervo
•
^
^
Essa infonaaçao estcitistica o esse conhecimento das bibliotecas ajudariam a ^
compreender o que busca e o que deseja o leitor brasileiro, quais as
suas
aptidões, o seu nível de instrução e quais os seus problemas,
ß
*
Inicialmente^e preciso salientar una circiinstancia de profunda importancia:
hoje quase nao há leituras, nem leitores desinteressados. Ninguém le pelo
prazer, alto e nobre da leitura, ou, sequer, pelo objectivo, nestio remoto ,
da ilustraçao, do enriquecimento da cultura pessoal, do gosto humanístico_,
do aprimoranento das aptidões individuais.
Quase todas as leituras
sao
feitas â base de um objectivo imediato, de \in fin prdxino.
Há sempre
um
interesse em vista, á o universitário para estudar suas disciplinas, fazer
suas provas, o professor para preparar suas aulas, o pesquizador para elabo
rar suas monogfafias, e at^ o homen de negocio afim de colher ncmontaneas e
imediatas informaçoes do sou interesse,
Aosjjoucos, vae morrendo o gosto, o prazer da leit\ira como liberagao e elevaçao, Paradoxalnente, porem, hoje le-se muito mais do que antes. A qualidade da leitura i que decaiu e se aiaesquinharan os seus fins. A leitu r a
ê feita por dever, por interesse - como
encargo visando objectivos ine diatos e nao como una fiaga, uma libertaçao. Raros sao_os leitores que ainda encontram prazer e consolação na leitura, Embora nao poucos encontran
nela meio de compensações. Compensações inclusive de ordem material.
Nesse capítulo do leitor, o que me parece mais grave e mais penoso ê exatamente a perda desse gosto alto e nobre, a perversão da leitxira em objecti vos pragmáticos e intoresseiros,
Nao será exagero acrescentar que
hoj e
qxiase todos lemos sempre com o propósito de roubar ao livro e ao autor al guna coisa,
Nao cabe^^ porán, ao bibliotecário, ^a atitude de lírica ignorancia dessas
circunstancias e de azedume contra esse desvirtuamento. Sua prudente atitw
de devera ser a de conhecer seguramente todos., os aspectos da questão e,con
sabedoria, anor e pertinacia, contribuir para xima melhor fomaçao do leitor
e para que dentro das atuais _^condiçot!S de vida se faça alguma coisa afim de
que a cult\ira nao se tome tao imediatista, interesseira e subordinada a ob
jectivos transitórios.
~
Força ê reconhecer que o leitor moderno foi conduzido a tais limitações
e
se fez agente de um tal abastardamento - menos por^causa do^seu proprio caráter e da sua ^ndole do que por causa de circunstancias a ele extrínsecas,
e de ordem economica, política, social, etc,,
2, Agitação da vida moderna.

Falta de tempo.

Condiçoes locais de clina.

C I - 2
É já \an logar com\jm repetir que a vida moderna se agitou, se endenoniou de
tal modo, que ninguém tem nervos nem tempo para fazer nada desinteressada mente. O nervosismo e a^angiístia do tempo sao, sen dúvida, características
da civilisaçao contemporânea, O mimero de desajustados psíquicos e a varie
dade de desajustnnentos sao muito maiores do que outrora. Una larga part e
dos homens_^de hoje vive, senão enlouquecidos de todo, pelo menos desvairada
de irritaçao, agitaçao e desgrste nervoso,
Quem quizer verificar isso,nao
precisa ir a clinicas ou analisar estatísticas. Basta obsejrvar os que ficam â espera dos trr.nsportes coletivos, dos cinemas, nas antecamaras das re
partições piíblicas, nas filas dos mercados e elevadores, Há em todas as fi
sionomias um ar de irritaçao, revolta e desgaste, _ As horas que estupidamente se delapidam nossas esperas intermináveis, nao sômente irritam e desgastam o homem, cooo reduzem o aproveitpxiento do seu tempo útil.
Parece que o tempo encolheu, já nao chega prjra nada, ninguém dispõe mais de
horas livres para fazer qualquer coisa» ^Todos rjidan a correr de xan canto
para outro, numa louca e triste competição para ganhrjr a vida. Ganhar a vi
da perdendo estupidsnento o que de bolo ela pode oferecer.

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�É necessário reconhecer que neste país, sobretudo no nordeste, não há cli ma para leitura. Nao raro, o leitor se sente nvuna___verdadeira fornalhaj|_ con
uma temperatura infernal.
No nordeste, as condiçoes climatológicas nao ajudam o trabalho intelectual. Ler, estud'.r, pensar, escrever nesta região,
em certas ocasioes e ambientes, é qualquer coisa de heróico. Tudo conspira
contra o trabalho intelectual. Há horas em que a preguiça intelectual,
o
amoleçimento_^da vontade, a inapetencia para qualquer função superior da in
teligencia sao invencíveis,
3» Aspectos economicos.

Preço do livro.

Salários,

G - I - 3
A tudo isto nao sao estranhos também os fatores economicos. Os salários de
hoje, cora a desvalorisr.çao da moeda, inflariao do meio circulante, alto custo das^utilidades, mal chegrjn par \ atender às exigencias materiais de sobre
vivência.
Nao^ha soJLdos p;ira os luxos de cultura e as leituras desinteres
sadas,
Isso nao significa nenhma concessão à rigides marxista do condi cionamento fatal da cultura às infra-estruturas econômicas e materiais, Si£
n^ica sômente que o leitor tem contra^si, tcjnbém, a falta de desafogo economico para dedicaivse com mais elevação e desinteresse à leitura,
O preço do livro e^igualmente proibitivo. De tal modo se elevou o custo do
papel, da composição, dog transportes que o livro, hoje, e um luxo.
Nin guem pode mais dar-se a esse prazer de coniprcj: livros. Ora, o fato de
o
leitor nao possuir ja o seu próprio livro, o levou a gerder o amor a esse
seu velho e fiel amigo.
^Desabituou-se de sua convivência e quase já anda
esquecido até daqueles amáveis cuidados materiais que outrora lhe dispensava.
^
k feição material do impresso, as encadernações, perderam aquele gosto, a-.'quela delicadeza, aquele bom tom que foram_^ap::jiágio do livro. Em consequen
cia, também as bibliotecas e suas instalações estão sendo, dia a dia, priva
das da sua velha nobreza rrquitetural, do seu esplendor e beleza. As bibli
otecas de hoje, afundad .s e despersonalizadas nesse estilo sem caráter nem
grandeza que e o funcional, - podem ter mair primores técnicos, oferecor
maior rendimento pratico, sabisfazer melhor às novas exigencias. O que e Ias ja nao tem e grandeza, elevaçao e beleza.

II - Seduçor'S que desviam o leitor da leitura e da biblioteca.
dio. Clubes. Boittís. Bingos e conversa fiada.

Cinema, Rá-

C - II
Há ainda uma série enorme de circunstâncias contra o leitor.
Esgotado, deprimido, possv.ido de nervosismo, angustiado por dificuldades e^nomicas^ devorado por anciedades, gasto pelas longas esperas, irritado
cora a carência de transportes - o leitor moderno tem uma mràor necessidade
e is r^^çoes e ce pra.2erGs.
ij, todo custo precisa ele de compensar-se o
quanto possa dessa angustia e desse desespero.
inimigos do bibliotecário, sob a forma de reduçães
que se\ítSpí^T.°® leitores. No mínimo, ^o leitor prefere ir a um cinema, do
Svpl% h f ® -Si™'' leitura. Distragao relativ.jnente bro-ata e mais acces
tinSntP apraciavel da leitores o
bibliotecas e da leitura uin con"
Tiingente
A
Se ele, realmente, preenchesse a su

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Outro adversáriozlnho insidioso e pertinaz ê o rádio, com os seus progrexias
vulgares 9 bestas, e as suas novelas estúpidas e estupefacientes. Nao ra ro, o ouvinte vae-se deixando ficar, vae ouvindo o prograna, lanbusando- se
com a melosidade da novela e adeus leitura,
No raínimo, o rádio perturba o
clima de silencio e tranqüilidade exigido pela leitura, enerva o leitor
e
dana a paciência de toda a gente.
á una pena que se tenha de dizer tao nal do rádio e do cinema - dois instru
nentos que tao excelentes serviços poderiam prestar ao leitor e à tarefa de
repjiimar o gosto pela leitura o
Há ainda mais: os clubes, as boites. Clubes e boites que delapidam o tempo infeoun lusente, consomem sem finalidade as hor^.s livres que o leitor melhor poderia empregar,
Nao menos de lamentar é o roubo de tempo através de um espetáculo que é um
novo e verdadeiro inimigo do bibliotecário; os chamados "bingos". O "Bingo" e, sem favor, \ama nova peste, nao direi branca ou preta, mas estiípida.
Horas, a fio, sao perdidas ness„ tolice que ainda mais deprime e irrita viiaa
gente que já vive gasta e possuida de um terrível nervosismo,
O brasileiro tem, por tendencia, o gosto bem meridional de esbanjar e
mal
aproveitar o seu tempo.
Há um hábito nacionalarraigado e generalizado ,
do chamado ''bate-papo", á a conversa erigida nao direi em esporte nacional,
mas, em hábito generalizado. Esse hábito pode ser responsável, também, por
um verdadeiro esbanjamento de tempo,
]J'ica-se nas esquinas, nos cafés, nas
repartições, a conversar fiado, sem proveito nem rendimento - num verdadei»ro :atentado àquelas que realmente querem trabalhar, ler e produzir.
Claro está que nao se pode ter a pretensão - por sua ves estúpida e desarra
zoada - que toda gente empregue o seu tempo em leituras e se fechem os eine
mas, os clubes, as boites, omudeçam-se os rádios, acabem-se com os bingpg e
o b te-papo. Tolo e estúpido seria exigir que toda a gente fosse canalizada par.i as bibliotecas.
O que se pretende salientar á simplesmente isso: o leitor moderno tem contra si uma série enorme de fatores desistimulr.ntes e de seduções contra
a
leitiira» O bibliotecário de hoje precisa de lutar bravamente pari», disputar
o seu público aos cinemas, boites, bingos e ao rádio.
Par^ isso, ele de ve, é claro, converter a biblioteca em algo do atrv'^ente que possa prender o
leitor, mas isso é também outra historia,..
III -

Ambiente das bibliotecas. Má localização.
to. Horários. Catálogos, Pessoal.

Anacronismo e desconfor-

G - IV
Digamos que o leitor supere toda essa sorte de fatores negativos e se dis poe ao heroisno de aproveitar o seu tempo na leitura.
Vai,, enfim, freqüentar a biblioteca. A primeira dificuldade a vencer é
a
carência de transportes coletivos.
Toda gente sabe que aventura é hoje es
perar por esses transportes e neles viajar.
Para ir e voltar de uma dessas aventuras o leitor gastará suas duas horis além de danar-se, irritar-se
tremendamente .
Via de regra, as bibliotecas sao mal localizadas, ficam fora de mao e de di
fxcil accessibili^'ade, Nao raro, o leitor terá de tomar dois transportes
diferentes pára chegar até a biblioteca.
Isso sem mencionar os horário s
que quase sempre coincidem com os e^edientes do trabalho ordinário,de tal
modo que uma boa parte do público nao pode freqüentar as bibliotecas.
Vencidos todos esses fatores adversos e negativos eis o leitor na biblioteca, Outras vicissitudes o esperam.

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Ordinariamente, ^a.s nossr.s bibliotecas nao oferecem un ojnbiente de conforto e
de simpatia. Nao ten ua clima psicológico capaz de grender o leitor e
de
tornar a leitura um grato prazer.
Moveis e deçoraçoes obsoletos e, miiitas
vezes, anacronicos.
Cores incomod-.s, instalações desconfortííveis, pouco arejconento, ruim iluminaçao, eis, de modo geral, o ambiente das nossas biblio
tecas.
E ainda há mais: muitas vezes o pessoal das bibliotecas se nao á inçotq)©ten
te, nao aparelhado tecnicamente, é incivil, inhsíbil e irritadiço - ve no lei
tor um elemento de incomodo que dá trabalho e perturba a paz dos cemitérios
dos livros.
Os catálogos, por sua vez, sao complicados, quase senqpro anacrônicos.
O
leitor sente-se confundido e enleiado ao mergulhar nesse tortuoso eDaranhri.do*
Falta a esses catálogos uniformidade, boa técnica e até légica, Nao raro, o
critério da divisão ^as matérias é absurdo, as entradas são arbitrárias e a
apresentaçao uma autentica desordem.
Pior que tudo, porém, é a biblioteca cujo pessoal entende que a instituição
é propriedade privada prx.. atendor e servir s^iento aos ;'Xiigoa o aos afei Çoados. Bibliotecs cujo possorJL não tem nenhum espírito publico e^desoo nhece a beleza e ajaobreza que há en servir.
3ervir sen preocupagoee
do
gru: os ou de afeições.
Convenhamos que depois de tudo isto o leitor sente n ^"jjurcJnonto pavor da b^
blioteca a perde qualquer amor à leitura, Há contra alo una vardadoira ocn^
piraçao.
D - O LEITOR E O BIBLIOTECjÍRIO
1«, o que o leitor espera do bibliotecário
2, qualidades de um bom bibliotecário
D - O LEITOÍÍ E O BIBLIOTSCiíiilO
1. O qua o leitor espera do bibliotecário
D - 1 As relações entre o leitor e o bibliotec'jtío sao as mais coDploxas e teia una
repercussão muito grande no rendimento da leitura o até no futuro da biblioteca.
Quase SDnpre inexperiente, dispondo de pouoo tempo e, nao raro, extroaciaentô
at.?j7efado, o leitor espera tudo do bibliotecário.
Êle é pcx::. o leitor luna fonte obrigatéria de informação o do orientação.
Grande parte da leitura ou d.-, pesquisa pode sor suprida e o tonpo ter naior
rendimento com essa ajuda «io bibliotecário.
Muitas ^vezes o leitor nao tem tempo nem quer descobrir os materiais oon
o
seu proprio esforçoo Quer ter o livro e o documento do seu interesse â oao
o sem grande taardajiça, ^ Pcxc. isso conta com o bibliotecário que deve apreon
der com rapidez e eficiencia os problom-s e as dificuldades do leitor*
*"
2. Qualidades de un bom bibliotecário.
Nao me seduz a tentaçao de repetir aqui r lição de Ortega y Gasset sobre
missa.o do bibliotecário o

a

Ele ja o "fez ccm tal prcpried'r.de, elevaç&lt;?,o, beleza e segurança que seria mes
quinho tecer insulsos comentários h. sua aplaudida lição.
'•
""
Oportuno seria, talvez, indogcj aqui quais as qualidaiies que devam ser pré prir«.s do bibliotecário,
£□ primeiro lugar, deve ele estar profundamente inspirado pela vocação

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de

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servir.
Convencer-se de que o seu destino nao e o de servo da ciência,
o
de realiaar pessoalDente trabalhos de erudição, de investigação.^ O seu destino nao 6 ser ensaista, romancista ou historiador.
Para ele nao está re sex'x-ada a nobre condição de escritor. Sua nissao e a de ajudar aos outros e
de facilitar a tarefa dos estudiosos.
Devo do estar sempre lembrado de que a biblioteca, oonfiada^à sua guarda,nao
e sua pertençíi, sua propriedade. . Lembrar-se que o acervo nao ê p-x seu uso
exclusivo, p .ra sua recreaçao pessoal ou , apenas, para a consulta dos seus
amigos, apaniguados e afeiçoados,
^
^
Deve, ^inda, o bibliotecário ser pessoa de boa aparência, apresentar-se c on
dignid-de, sem afetaçao, ser afável no tra.to, cortez, lhano e atencioso para
com o leitor. Uma pessoa biliosa, neurótica, gronta a explodir, irritadiça,
e senpro com a língua fácil para a respost ironic?. e malevolente nao deve,
janaiö, ingressar no quadro de pessoal àr.s bibliotec .a,
Essa gente irritr.diça e violente espcjata e afugenta o^leitor - que nao está disposto a engu lir des. foro ou pagar pola má educaçao dos outros«
O bibliotecário pode ^ deve ser pessoa afavel e atenciosa., sem afetaçao
e
sem o falso emane ir .riaento dos barbeiros, perfumistas e costureiros.
Há una
inat-:. finura, uma intrínseca fidalguia que independem de muitos gestos o de
grrjxde aparato.
Exige-se, também, que o bibliotecário tenha até boç. saúde para bem desempe nhar a sua missão.
Uma pessoa de má saúde nao está nunca em condiçoes
de
tratar com o público e de bem cvuiiprir a sua tarefa,
Mas nao é só de boa ap.irencia física, de saúde, cortezia e afabilidade o de
que precisa o bibliotecário.
Nao é necessário acrascentar que deve ser pes
soa de inteligência viva, alguma agudeza, excelente memória e boas hTimanidades.
A sua instrução deve estar à altura do público a que se destina.
Um bibliotecário para leitores viniversitários, leitores de instrução superior - deve
possuir, no mínimo, uma boa fomajao do curso secundário.
I&amp;so sem mencionar aqueles que pela própria função, devem, .lám disso, habilitar-se em os pecializa.çoes técnicas.
O bibliotecário moderno deverá ser uLia pessoa de bom senso e de bom gosto .
Deve de estar apto para substituir outros funcionários do quadro de pessoal
e ter bastrjite sensibilidade para cuidcj nao sSnente da sua própria apcjren cia como do ambiente de sua biblioteca.
Jamais pode esquecer que um pormonor nínôno, a cor de uma parede, a tonalidade do uma cortina ou de um tapu te,
disposição d.', sala de leitura, a iluiiinaçao, a temperatura - um
nada
aparentemonto desprezívdl, prenderá ou j,fugontará o sou público»
Tudo isso, 1 orem, será pouco Sd o bibliotecário nao for_tecnicnmonte fomadoé
Pouco adiantará a sua cortezia, a sua afabilidadese nao ó cap.:z desorganizar una bibliografia, se nao entende
catalogaçao e de classific.içao,
se
desconhece o acervo d.i biblioteca e nao tom idéia de como deve manejar os ca
tálogos,
Se lhe falta a formaçao técnica, pouco importa a saúde, a corte zia a outras prendas pessoais.
O leitor moderno precisa, mais do que nunca, de biblio^tecários competentes,
capazes e bem formados.
Bibliotec:j:íos que sejam autênticos colaboradores
e nao sinples funcionários, meros guardas do acervo»
AO bibliotecário está ainda reservada uma decisiva tarefa: a de, em meio des
sa torrente do tinta a de papel inpresso, saber selecionar.
O leitor, afogado e esmagado por essa massa de impressos, noÄ tem tempo, discernimento ou
se isibilidade par*^. escolher o melhor e o que mais lhe convóu. Cabe ao bibli
otecário ajudá-lo nessa tarefa e, ao me;.no tempo, ter bastante boa senso para manter a gua biblioteca atualizrjda mas nao congestion;ida e atulhada
por
um imenso bagaço literário que nao marjce sobreviv^er.
Repita-se, porón, que esse aspecto da sua nissao foi de trJ. nodo estudado*
por Ortega y Gasset que seria Inoportuno tentar acrescentar qualquer coisa à

cm

1

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«%
tm
sua explendida lição.

E - FOimçÃO DO LEITOR BiLlSILSIRO - Sugestões
1.
2.
3.
U»
5.
6.
7.
8.

estimular o gosto e o hííbito
leitura
barateamento do preço do livro
".unentar o niinero de bibliotecas e proceder a uma, melhor localizaçao
favorecer o serviço de empréstimo a domicílio
melhorar o ambiente das bibliotecas e o quadro de pessoal
facilitar o livre acesso as coleçoes
converter a biblioteca em centro vivo de cultura
criação de um novo espírito
E

At^ aqui o^que se fez foi estudar os aspectos negativos do problema e as^nossas deficiências. Mal andaríamos se nos limitássemos a analisar apenas esses
aspectos e nao cuidássemos de esboçar o que nos parecem soluçoes e remédios.
O quG é que se podo fazer para a boa formaçao do leitor brasileiro?
O que vou sugerir, a esse respeito, é ditado pela minha ©jcperiencia de leitor
o de arquivista.
A
Falta-me a mim a e3q3eriencia do bibliotecário, repito.
As sugestões sao essas;
1^) estimular o gosto, nobre e alto, pela leittira desinteressada e restaurar
o hábito de ler.
É necessário que os homens regressem â alegria da leitura
ao prazer do convívio coa os livros sem a preocupaçao de roubar-lhes algum a
coisa. Voltem ao hábito da leitiira como
meio de elevaçao e de fuga»
Sim
de fuga e de libertaçao porque nada como a leitura, neste mundo angusti a d o
e desvairado, gora peraitir^que o homem, por algum tempo, possa evadir-se de
tonta escravidao, preocupaçao e sofrimento.
Depois de algumas horas de leitura livre G desinteressada, o homem cc&amp;io que tem mais alegria de viver e sen
te mais gosto pela vida.
~
2®) empenhar todos os esforços par.: o barateamento do livro, de modo a tomálo mais acessível aos menos favorecidos economicamente.
Isso nao quer dizer
que se aumente, m is e mais, a já imensa torrente de matéria impressa, Esse
inconveniente deverá ser remediado pelo bibliotecário capaz de educar o piíbli
CO ensinando-o a selecionar o que deve ler.
"
3®) aumentar o minero de bibliotecas, descentralizando, quanto possível,a con
centraçao em grandes depósitos. Aumentar o número e, co mesmo tempo, estudar
xima localizaçao que torne mais acessível a biblioteca para o leitor, evitando as grandes distancias e longas esperas por transportes coletivos»
4-®) favorecer quanto possível o serviço de empréstimo a domicílio - de modo
que o leitor tenha o livro â. mao e possa fazer a sua leitura no tempo dispoi^
vel - o qual nem sempre coincide com os horários das bibliotecas. O emprés timo a domicílio tem, ainda, a vantagem de evitar a perda de tempo com transportes e outras inconveniências.
5®) tomar, cafia vez^^ mais simpático o ambiente das bibliotecas de tal
modo
que o leitor sinta gosto e prazer de permanecer nela.
Para isso i necessá rio também melhorrj: o gessoal^^ tornando-o mais competonte, mais técnico e mis
consciente da sua missão.
Nao seria descabido, neate item, sugerir que
se
tomem os catálogos mais simples e de mais fácil consulta.
6^) Permitir, sempre que possível, o acesso dos leitores às coleções» O acee-»
so direto do leitor ao acervo sugere novas leittiras, provoca verdadeiras descobertas e estimula o gosto pela leitura.
Isso sem mencionar a circunstan —
cia de que com esse livre acesso o leitor sente nao sòmente um clima de confi

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ança como uma nova mentalidade.
72) conván, ainda, que a biblioteca, dentro do seu nmbiente e conforme o seu
piíblico, se converta em vua centro vivo de cultura e de inspiraçao.
Confe —
rencias, exposiçoes periódicas a propósito__de datas e r.ssuntos, nostniarios
permanentes, boletins informativos, exlbUjoo^- de filmes educativos^ progra «•
mas que movimentem e atraiam o público — tudo isto pode converter a biblio —
teca num centro vivo e ativo de cxiltura,
8®) mais in; ort.?.nte o ràais urgente que tudo, porón, é criar uma nova menta lid.-,de entre os bibliotoc.-rios, entre todos quantos servem na Biblioteca. E
necess:'rio que todos se convençam dP. beleza d~. sua missão e se disponham^ a
vive-la, com elevaçao e entusiasmo.
Se o bibliotec.":rio nao tem uma autcn —
tica vocação e não possue entusiasmo pela sua função - i inútil todo o esfor
ço«
É necessário que' ele se capacite de que o seu destino ó o de servir o
o de ajudar.
Convença-se de que a biblioteca nao £ sua pertença, sua pro
priedade privada e que a sua t.'.irefa nao ê propriaiiento a de fazer obra de erudiçao ou cie pesquisa, mas a de ajudar os outros.
Quando o leitor^ sen •
"bir isso G tiver a certeza de que encontrara no bibliotecário um autentico
colaborador, com certeza há de aumentar o gosto pela leitura e de desenvol —
ver-se esse hábito fecundo.

F-CONCLUSÕES
1. já estivemos pior. Um novo espírito está nascendo
2. a quem se deve o movimento renovador.

CONCLUSÃO
O problema ê complexo e na sua solução devem colaborar elementos sociais,políticos, Qconomicos e técnicos,
vários fatores conspiram para subtraií* S.s bibliotecas os leitores, A t^cni**
ca, a dedicaçao e a habilidade podem contrapor-se a esses fatores tornando a
biblioteca um centro de atraçao e de interüSüe e um estímulo para o gosto pe
Ia leitura.
O bibliotecário nodemo tem umn. grande responsabilidade para com o leitor.

'

já estivemos pior. Nesse setor crxiinhci-ios muito. Uma nova mentalidade está
se criando no Brasil e as mais promissoras sao as perspectiv s que se abrem
para as bibliotecas, os bibliotec;írios e o leitor.
Novas ^eraçoes de técnicos, bem formados e bem inspirados na sua missão, es-tao chegando aos pontos de direção e corrigindo, refoman o e alterando praxes e preconceitos anacronicos. Um dia novo vem nascendo, neste país, para
a biblioteconomia.
Nunca será demasiado agradecer à,quel3S que promoveraju na Biblioteca Nacional
cursos técnicos para bibliotacários. De algiua modo, foram eles os pioneiros
desse espírito novo que começa a ir;] or-se nas bibliotecas.
No Recife, uma palavra devo ser dita ao Departar-ionto^de Documen açao e Cul tiira da Prefeitura - confiado ao bom gosto dosse autentico realizador o esti
muladormulador que é Jose Césio Regueira Costa.
Ao D.D.C. se devem os primeiros cursos reguläres de biblioteconomia - força é reconhecer que essa ini
ciativa operou uma verdadeira transfortvaçao entre nós.
Injustiça, porém, seria esquecer a iniciativa da Universidade do Recife
graças ao Magnífico Reitor Araazon;:.s, veneranda figura sempre pronta em atender às mais arrojadas iniciativas.
Creio que a Universidade do Recife foi a primeira Universidade sulamericana
a laanter cursos oficiais u reguläres de biblioteconomia, a esse respeito

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nunca deve ser'onitido o nouo ilustre de Edson Wery dí. Fonseca o prxaeiro dx
retor daquáles cursos na Universidade do Recife.
i Edson Nerv e J. C^sio Regueira Gosta entre outros, o Recife„ficou a
r
tsse espírito que hoje vai conquistando entuaiasnos e dedicações. No Recxx
a bem dizer, jí bi um.autSntioo novtaento de
ja a nissío e a vocajao do bibliotecário.
Ito uc.a voz, a
pioneira em tantos moviiaentos de renovaçao e dö generoso xdeali • ,
netrópole cultural do Norduste»

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