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A COMUNICAÇÃO DA EXPERIÊNCIA: A DISCIPLINA BARREIRAS NA
COMUNICAÇÃO DA INFORMAÇÃO E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O
DESENVOLVIMENTO DE PESQUISAS CIENTÍFICAS

1

Brisa Pozzi de Sousa¹; Fernando de Assis Rodrigues¹; Isa Maria Freire³;
Lisandro Rogério Modesto²; Lucirene Andréa Cantini Lanzi¹; Paulo
Loncarovich¹; Simone Borges Paiva²; Tamara de Souza Brandão Guaraldo²;
Thais Regina Franciscon de Paula¹.
�

Mestrando(a), Programa de Pós graduação em Ciência da Informação (UNESP), Marília, São Paulo.
Doutorando(a),Programa de Pós graduação em Ciência da Informação (UNESP), Marília, São Paulo.
3
Profa. Dra., Departamento de Ciência da Informação (UFPB), João Pessoa, Paraíba.
�

2

�
�������
�
Apresenta um relato de experiência ocorrida no âmbito do Projeto Rede de Cooperação e
Aprendizagem em Ciência da Informação/Programa de Cooperação Acadêmica da
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Procad/Capes), uma
parceria entre os Programas de Pós Graduação em Ciência da Informação da Universidade
Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade Estadual Paulista (UNESP/Campus Marília),
referente à atividade desenvolvida na Missão de Docência e Pesquisa na UNESP/Disciplina
“Barreiras na comunicação da informação: tecnologias intelectuais”, ministrada pela Prof.
Dra. Isa Maria Freire (UFPB). Foi realizado um exercício conceitual e prático sobre as
barreiras na comunicação da informação, embasado pelas teorias de Wersig (1970) e Freire
(1987, 1991), no qual propiciou se aos alunos a experiência de reflexão sobre as pesquisas
e práticas desenvolvidas no campo da Ciência da Informação. Usou se a pedagogia da
Educação Biocêntrica, centrada no conceito de �������� � , e como procedimentos
metodológicos a pesquisa bibliográfica, a leitura e discussão dos artigos, que deram apoio
ao exercício da reflexão crítica sobre as barreiras a serem enfrentadas no percurso da
pesquisa científica. Apresenta como resultado, a identificação de barreiras, tal como
apontadas por Wersig (1976): ideológicas, econômicas, legais, de eficiência, financeiras, de
tempo, idioma, capacidade de leitura, consciência e conhecimento da informação e
responsabilidade; as que foram agregadas por Freire (1987, 1991) em estrutural;
institucional e pessoal. A partir desta reflexão, os discentes identificaram barreiras ainda não
descritas na literatura, tais como epistemológica; conceitual; psicológica; autocrítica e
existencial. A discussão foi realizada tanto no âmbito das pesquisas individuais como,
também, nos fazeres dos bibliotecários e cientistas da informação, nos diversos espaços de
sua atuação, auxiliando na visualização dos aspectos relevantes de cada pesquisa, além de
ser uma experiência de vivência coletiva.
�
Palavras Chave: Barreiras na comunicação da informação. Tecnologias intelectuais.
Comunicação científica. Ciência da Informação.

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Presents an experience that occurred under the Project Cooperation Network and Learning
in Information Science / Academic Cooperation Program of the Coordination of Improvement
of Higher Education Personnel (Procad / Capes), a partnership between the Masters and
Doctoral Programs in Science Information from the Federal University of Paraíba (UFPB)
and Universidade Estadual Paulista (UNESP / Campus Marília). This experience was related
to activity performed at the Mission of Teaching and Research at UNESP, specifically in the
discipline "Barriers in the communication of information: intellectual technologies" held by
Professor Dr. Isa Maria Freire (UFPB). We conducted a theoretical and a practical exercise
on the barriers in the communication of information, based on the theories of Wersig (1970)
and Freire (1987, 1991), which led to the students the experience of reflection on the
research and practices developed in field of information science. He used the pedagogy of
Biocentric Education, centered on the concept of �������� � , and as methodology was used
the literature search, reading and discussion of papers, which gave support to the exercise of
a critical reflection on the barriers to be faced in the course of scientific research. The result
shows the identification of barriers, as pointed out by Wersig (1976): ideological, economic,
legal, efficiency, financial, time, language, reading ability, awareness and knowledge of
information and responsibility, those that were aggregated by Freire (1987, 1991) in
structural, institutional and personal. From this analysis, the students identify barriers not
previously described in literature such as epistemological, conceptual, psychological, self
criticism, and existential. The discussion was held both in the field of individual research, as
in the activities of librarians and information scientists in different areas of its operations,
assisting in the visualization of the relevant aspects of each project, besides being an
experience of collective living.
Keywords: Barriers in the Communication of Information. Intellectual Technologies. Scientific
Communication. Information Science.

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�
� � ��������
Apresenta um relato de experiência ocorrida no âmbito do Programa de Pós
Graduação em Ciência da Informação, no Projeto Rede de Cooperação e
Aprendizagem na Ciência da Informação, como Missão de Docência e Pesquisa do
Programa de Cooperação Acadêmica entre a UFPB e a UNESP/Marília (apoio
Capes), referente à atividade desenvolvida na disciplina “Barreiras na comunicação
da informação: tecnologias intelectuais”, ministrada no primeiro semestre de 2010
pela Prof. Dra. Isa Maria Freire. Nesse contexto, um exercício conceitual sobre as
barreiras na comunicação da informação, embasado pelas teorias de Wersig (1970)
e Freire (1987, 1991) foi proposto aos alunos como experiência de reflexão sobre as

�

��
pesquisas e práticas desenvolvidas na Pós Graduação em Ciência da Informação.
Essa reflexão se faz necessária devido às inúmeras indagações que
encontramos ao iniciar a pesquisa científica. O objetivo dessa experiência, além da
reflexão conceitual, foi proporcionar a oportunidade de comunicação da experiência
individual, além de contribuir para o conhecimento do grupo e reconhecimento das
muitas barreiras a serem enfrentadas no decorrer da pesquisa. Como resultado do
exercício metodológico, um amplo mural sobre o tema foi construído a partir das
informações e vivências de cada participante em suas pesquisas, e compartilhado
pelo grupo, além de um mapa conceitual, que possibilitou visualizar a significação da
experiência coletiva.

����� �������� ��� ����
A propósito da comunicação da informação, Goldmann (1970, p. 96) coloca
que existem efetivamente informações cuja compreensão é incompatível com as
características fundamentais deste ou daquele grupo social: é o caso em que o
conteúdo da informação ultrapassa o máximo de consciência possível do grupo,
resultando na incompreensão da mensagem comunicada:
Trata se [...] do fato de que, em uma conversação, ou [...] em uma
transmissão de informações, não existe apenas um homem ou
aparelho emissor das informações e um mecanismo transmissor,
mas, em alguma parte, existe também um ser humano que as recebe
[...] e sabemos que sua consciência não pode deixar passar qualquer
coisa de qualquer modo.

Nesse sentido, Wersig apresentou uma visão fundada no valor social da
informação pelos seus efeitos na sociedade industrial à qual a atividade de
informação está inexoravelmente ligada, colocando as barreiras na comunicação
como problema básico para o uso eficiente dos recursos de informação disponíveis.
Essas barreiras ocorreriam tanto em relação à criação de uma ampla consciência da
informação, em todos os níveis da sociedade e não apenas no campo científico e

�

��
tecnológico, quanto em relação à organização de fontes de informação que possam
atender satisfatoriamente as necessidades decorrentes dessa conscientização.
Esta tem sido uma área de interesse da Ciência da Informação desde sua
emergência como campo científico, em meados do século XX. Em 1970, durante um
Congresso Internacional da Federação Internacional de Documentação, Wersig
propôs uma abordagem da informação a partir de um modelo geral de comunicação,
ressaltando que:
[...] na comunicação humana somente [podemos aceitar] um
processo de transmissão de sinais como processo de comunicação
se o receptor decodifica a mensagem com os mesmos, ou quase os
mesmos, conceitos que o comunicador utilizou na codificação.
(WERSIG, 1970, p. 131)

É neste quadro de referência conceitual que os profissionais da informação
podem ser vistos como mediadores no processo de comunicação social, em
especial nas situações de comunicação do conhecimento representado pela
informação. Naturalmente, a presença de mediadores humanos ou tecnológicos no
processo de comunicação aumenta a possibilidade de ruídos ou barreiras na
transmissão de uma informação, diminuindo a chance do usuário receber uma
mensagem completa.
Nesse sentido, Wersig (1976) propôs a abordagem do problema a partir da
classificação das barreiras na comunicação da informação, como segue:
�
� �����������, em dois níveis:
� entre países com formas diferentes de ordem social, onde diferentes
ideologias orientam a vida social;
� entre grupos sociais em uma mesma sociedade, mas que possuem
ideologias diferentes;
� ���� !����, baseadas no fato de o conhecimento ter adquirido "���#� de
propriedade privada para seu produtor, e sua publicação e uso dependem do
poder ou da negociação com o produtor;
� ������, representadas pelas restrições estabelecidas ao acesso e uso da
informação, especialmente a ��$�#!�%&amp;�� '����������� (aplicável à produção
de bens e serviços);

�

��
� ���'�!(�, em dois aspectos:
� pelo fato de a informação “envelhecer”, tornar se obsoleta como bem
cultural ou de produção, o que obriga o usuário a estar atento à oferta de
conhecimento, de modo a encontrar novos dados que complementem seu
conjunto de informações;
� pelo fato de que, freqüentemente, muito tempo é gasto entre a produção
da informação e sua disseminação por um meio de comunicação eficiente;
� ����$���)����, de dois lados:
� do ponto de vista do agente que transfere a informação (comunicador), a
qual pode ser identificada na relação entre � � �� �� �� � � �� � e
� � �� ���� ����� � �� ��;
� do ponto de vista do usuário, na medida dos esforços empreendidos para
usar os serviços de informação (custos financeiros, tempo, estratégias de
busca e outros esforços);
� $�������#��, considerando que, enquanto mercadoria, a informação tem um
preço relativo aos seus custos e à demanda do mercado;
� '�#!����������, pois nem sempre usuários e agentes de informação usam o
mesmo código de linguagem no processo de recuperação do conhecimento,
podendo ocorrer, especialmente na transferência de informação para o setor
produtivo, que a terminologia utilizada dificulta a compreensão da mensagem
pelos usuários finais;
� ��� ����!�, que pode ser facilmente superada pela tradução para língua
compreendida pelo usuário:
� ��� ��(�������� ��� ���'*#�, que diz respeito à capacidade de o usuário
selecionar o material informativo relevante para atender sua necessidade de
informação, podendo ser superada pelo treinamento;
� ��� ������)����� �� ���+���!��'�� ��� ��$�#!�%&amp;�, o que significa para o
agente atender à demanda apenas com informação conhecida ou ampliar
suas fontes no limite da exaustividade;
� ��� #��(����,�������, pois o uso da informação depende da atividade do
usuário e de sua capacidade para fazer uso ativo do conhecimento técnico
científico no seu trabalho.
Para Wersig (1976), em cada caso onde há uma necessidade de informação
específica, deve ser feita alguma ação que implique sua comunicação direta ou
indireta, podendo existir um conjunto de barreiras. Por isso mesmo, como
ressaltado, os mediadores na comunicação da informação devem procurar adequá
la às reais condições de compreensão do receptor ao qual se destina, ao mesmo

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tempo em que tentam controlar os efeitos da ação comunicativa. Na comunicação
direta isto é possível, desde que ambos compartilhem a mesma linguagem, porque
emissor e receptor podem esclarecer, de imediato, as dúvidas sobre a correta
decodificação da mensagem. Mas na comunicação indireta, situação em que se
colocam as atividades de informação, as chances do receptor compreender a
mensagem de modo apropriado são menores porque:
a) a mensagem deve ser transformada e podem ocorrer ruídos
decorrentes da codificação ou dos meios de transmissão (canais de
comunicação) e o receptor pode ter [dificuldade] para [compreender]
a mensagem original;
b) o receptor pode pensar que decodificou adequadamente a
mensagem e não tê lo feito;
c) o receptor deseja obter informação do comunicador para
esclarecer suas dúvidas com relação à completa compreensão da
mensagem, e não o pode fazer ― situação em que se colocam as
atividades de informação, pois toda agência de informação [indivíduo
ou instituição] é parte dos inúmeros processos de comunicação
indireta. (FREIRE, 1987, p. 42)

Assim, os mediadores da informação (agências e agentes da informação)
devem procurar se antecipar às várias situações nas quais surgem barreiras de
comunicação que dificultam a correta recepção da informação pelos usuários. Dessa
forma, podem vir a ser criadas oportunidades para comunicação efetiva da
informação, começando pela identificação das necessidades existentes nos diversos
grupos de usuários, as fontes de informação mais relevantes para atender a essas
demandas, e os tipos de barreiras de comunicação existentes.�
Em estudo pioneiro na utilização do modelo de comunicação da informação
de Wersig, Freire (1987) aborda as barreiras na comunicação da informação
tecnológica para produtores rurais no nordeste brasileiro. Analisando esta situação
específica, Freire (1987) agregou as barreiras classificadas por Wersig (1976) em
três níveis:
� ��'#*'*#��, definido como o das barreiras relacionadas a processos sociais
(ideológicas e de eficiência);

�

��
� ���'�'*������, definido como o das barreiras relacionadas a agências e
agentes de informação (terminológicas, de consciência e conhecimento da
informação e de responsabilidade);
� (������, definido como o das barreiras relacionados a características dos
usuários finais (capacidade de leitura).
Estudando o processo de comunicação da informação para a tomada de
decisão na universidade, Starec (2003, p. 98) encontrou novas categorias de
barreiras:

� !-���!*����%&amp;�, quando “tentativas para aumentar [o] fluxo de informação
[são] pouco eficazes”;
� �*�'*#���#����.�������/�“uma das [barreiras] mais difíceis de se transpor”;
� $��'�������!(�')����, “a mais delicada e [que] requer um cuidado especial”;
� ��(���)����� '����������/� pois “As tecnologias de informação e de
comunicação surgiram para facilitar, mas, por vêzes, o que percebemos é que
elas acabam dificultando o dia a dia nas organizações”.
�
Certamente, a principal barreira na comunicação da informação é constituída
pela linguagem, que deve ser vista como “um problema básico, relacionado à
otimização de todo recurso de informação disponível”, como observado por Araújo
(1978, p. 35). Todavia, as barreiras na comunicação da informação identificadas nos
estudos citados podem vir a ser superadas em decorrência de mudanças, tanto no
comportamento dos usuários, através do processo de socialização ou mediante
treinamento específico, quanto no comportamento do mediador da informação.
Entretanto, seja qual for a abordagem adotada para o estudo de uma situação
de comunicação indireta, é importante considerar a complexidade do processo de
comunicação da informação na sociedade contemporânea, que envolve processos
psicológicos, sociais, econômicos e culturais, bem como as características dos
usuários para os quais se deseja transmitir informação relevante. O desenho desse
perfil será o mapa do território onde os agentes de informação poderão atuar com
eficiência e eficácia, transformando as barreiras em possibilidades de comunicação.
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0��� �� � �����1 �����

Para aplicar o modelo de Wersig (1976) à nossa área de estudo, a pesquisa
bibliográfica, leitura e discussão dos artigos de Freire (1987, 1991), foram atividades
fundamentais como apoio ao exercício metodológico da reflexão crítica sobre as
barreiras a serem enfrentadas no percurso da pesquisa científica. O modelo de
Wersig (1976) foi discutido em sala e aplicado ao contexto da pesquisa individual de
cada um dos participantes da disciplina, num total de dezenove pesquisadores que
desenvolveram uma reflexão própria e particular sobre seu objeto de estudo, sendo
posteriormente compartilhada em grupo com a orientação da Prof. Dra. Isa Maria
Freire.

2������ �����3 �� ��
Foram

identificadas,

em

nossos

respectivos

projetos

de

pesquisa,

primeiramente as barreiras já encontradas na literatura de Wersig (1976), as quais
são:

� ideológica, sendo que, no nosso contexto, não se aplicam às barreiras entre
diferentes países ou grupos, mas em grupos sociais de uma mesma
sociedade que possuem ideologias diferentes;
� econômica, pois a informação adquiriu valor de mercado, o que vem restringir
seu acesso, especialmente na área tecnológica e, inclusive, tecnologias
digitais de informação e comunicação (TICs);
� legal e financeira, que complementam a restrição ao acesso e uso da
informação;
� de eficiência, especialmente do ponto de vista de recuperação da informação,
pois embora tenham sido utilizados os serviços disponíveis para essa
finalidade, não foi possível recuperar os textos de referências de Wersig
(1970; 1976);
� terminológica, que se refere ao uso do quadro de referência conceitual;
� capacidade de leitura, pois a disciplina foi compactada em duas semanas, o
que exigiu do grupo maior rapidez na leitura dos textos recomendados;

�

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� consciência e conhecimento da informação, que significou, no caso da nossa
experiência, ler e identificar na literatura, elementos conceituais a serem
trazidos à discussão no fórum dos participantes, à luz da experiência crítica
de cada um no processo de desenvolvimento da pesquisa;
� de responsabilidade, pois a disciplina representou a oportunidade de
compartilhar conhecimentos.
Em seguida à identificação de cada barreira, ocorreu a leitura dos textos de
Freire (1987, 1991), nos quais as barreiras de Wersig (1976) foram agregadas em:
� estrutural: barreiras relativas a processos sociais (ideológicas e de eficiência);
� institucional: barreiras relacionadas a agências e agentes de informação
(terminológica, eficiência, consciência e conhecimento da informação,
responsabilidade);
� pessoal: relacionadas a características dos usuários (capacidade de leitura).
Após a discussão das barreiras, a teoria foi aplicada na prática, com o uso do
modelo de Wersig como recurso de um exercício metodológico a ser utilizado em
cada pesquisa. Esse exercício foi realizado individualmente e seu resultado
compartilhado com o grupo, reunido em sala e disposto em círculo para compartilhar
a experiência. Foram identificadas em nossas pesquisas as barreiras já descritas na
literatura por Wersig (1970) e Freire (1987, 1991), e também outras foram
encontradas e discutidas no decorrer do processo pelo próprio grupo, como:

� �(��'�!�������: que reflete os limites do próprio conhecimento humano, do
uso de paradigmas de diferentes ramos do saber científico;
� ������'*��: relativa a definições utilizadas, a compreensão de uma ideia ou
concepção no interior de diferentes teorias;
� (������: quando os indivíduos lutam na tentativa de permanecerem isentos
de sentimentos em relação à informação que for ferramenta de pesquisa.
Também é importante destacar a ética profissional, em que os direitos e
deveres de quem usa e recebe a informação, deve ser respeitado;
� (����������: desenvolve se em três níveis: situações de estresse e desânimo
no decorrer da pesquisa; exercício da autocrítica: enfrentada pelo
pesquisador ao reconhecer as qualidades e defeitos da pesquisa, assim como

�

��
os erros e acertos de suas ações; e existencial: referente ao modo de ser de
cada um, sua realidade subjetiva e particular.
Num exercício coletivo, foi possível expor as barreiras já descritas na literatura
e a partir do pensamento em conjunto, especificamos as barreiras epistemológica,
conceitual e psicológica, além da ampliação da barreira pessoal, que enfrentam os
pesquisadores na área da Ciência da Informação ao produzir, tratar, selecionar,
transmitir, mediar, recuperar e armazenar a informação como atividade científica e
profissional. Após as discussões em sala, foi elaborado um mapa conceitual da
experiência e palavras foram descritas para representar o sentimento dos
participantes.

Figura 1 Mapa conceitual representativo da experiência individual na disciplina Barreiras na
Comunicação da Informação
Fonte: Garcia (2010)

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4� ��� �����5���6��

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Todas as barreiras discutidas foram pensadas não apenas no escopo das
pesquisas individuais, mas também nos fazeres dos bibliotecários e dos cientistas da
informação nos diversos espaços de sua atuação.
Refletir sobre as barreiras na comunicação da informação foi um exercício
conceitual que possibilitou um importante incentivo ao processo de pesquisa de cada
um. A prática do exercício metodológico é uma análise crítica do que realizamos até
o momento e auxilia a visualização dos aspectos relevantes de cada pesquisa, além
de ser uma experiência de vivência coletiva.
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�
ARAUJO, Vania M.R.H. de. ��'*����������������$�#!���������!*����%&amp;��'9�����:�seu
papel na inovação tecnológica, na transferência de tecnologia e na administração de
pesquisa. 1978. Dissertação (Mest. Ci. Inf.). Rio de Janeiro: IBICT – UFRJ, 1978.
FREIRE, Isa Maria. O desviante secreto: um exercício conceitual. �)�������� �$�#!�%&amp;�,
Brasília, v.25, n.3, p. 1 17, 1996.
______. Barreiras na comunicação da informação tecnológica. �)�������� �$�#!�%&amp;�,
Brasília, v.20, n.1, p. 51 54, 1991.
______. #���$�#)����������$�#!�%&amp;��'�����������(�#��(#��*'�#���#*#���: estudo de
caso no Rio Grande do Norte. 1987. Dissertação (Mest. Ci. Inf.). Rio de Janeiro: IBICT
UFRJ, 1987.
GARCIA, Cristiane L.S.���(��������'*���#�(#����'�'�"������;(�#�)���������"��*������
�����(����� �##��#������ �!*����%&amp;����� �$�#!�%&amp;�. Lista mantida pelos discentes da
disciplina Barreiras na Comunicação da Informação, ministrada no PPGCI/UNESP/Marília,
de 12 a 22 de abril de 2010. Disponível em: &lt;http://groups.google.com.br/group/ppgci2010
barreiras&gt;. Acesso em: 30 abr. 2010.�
GOLDMANN, Lucien. Importância do conceito de consciência possível para a comunicação.
In: COLÓQUIOS FILOSÓFICOS DE ROYAUMONT. ��������'�������$�#!�%&amp;�������)�����
���'�!(�#&lt;���. Rio de Janeiro: Ed. Paz e Terra, 1970.

�

��
PAULA, Thais R.F. de. ��"���,�##��#��������!*����%&amp;�������$�#!�%&amp;�. Lista mantida
pelos discentes da disciplina Barreiras na Comunicação da Informação, ministrada no
PPGCI/UNESP/Marília, de 12 a 22 de abril de 2010. Disponível em:
&lt;http://groups.google.com.br/group/ppgci2010 barreiras&gt;. Acesso em: 1 maio 2010.
STAREC, Claudio. ��=*��'&amp;����� �$�#!�%&amp;����'#�'9����������������*(�#��#: os
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WERSIG, Gernot. Information consciousness and Information propaganda. In: FID/ET
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______. Communication theory and user analysis: the communication theory frame of
reference. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE DOCUMENTAÇÃO. Buenos Aires, 1970.
�����... Buenos Aires: FID, 1970.

�

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Apresenta um relato de experiência ocorrida no âmbito do Projeto Rede de Cooperação e Aprendizagem em Ciência da Informação/Programa de Cooperação Acadêmica da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Procad/Capes), uma parceria entre os Programas de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade Estadual Paulista (UNESP/Campus Marília), referente à atividade desenvolvida na Missão de Docência e Pesquisa na UNESP/Disciplina “Barreiras na comunicação da informação: tecnologias intelectuais”, ministrada pela Prof. Dra. Isa Maria Freire (UFPB). Foi realizado um exercício conceitual e prático sobre as barreiras na comunicação da informação, embasado pelas teorias de Wersig (1970) e Freire (1987, 1991), no qual propiciou-se aos alunos a experiência de reflexão sobre as pesquisas e práticas desenvolvidas no campo da Ciência da Informação. Usou-se a pedagogia da Educação Biocêntrica, centrada no conceito de autopoiesis, e como procedimentos metodológicos a pesquisa bibliográfica, a leitura e discussão dos artigos, que deram apoio ao exercício da reflexão crítica sobre as barreiras a serem enfrentadas no percurso da apontadas por Wersig (1976): ideológicas, econômicas, legais, de eficiência, financeiras, de tempo, idioma, capacidade de leitura, consciência e conhecimento da informação e  responsabilidade; as que foram agregadas por Freire (1987, 1991) em estrutural; institucional e pessoal. A partir desta reflexão, os discentes identificaram barreiras ainda não descritas na literatura, tais como epistemológica; conceitual; psicológica; autocrítica e existencial. A discussão foi realizada tanto no âmbito das pesquisas individuais como, também, nos fazeres dos bibliotecários e cientistas da informação, nos diversos espaços de sua atuação, auxiliando na visualização dos aspectos relevantes de cada pesquisa, além de ser uma experiência de vivência coletiva.</text>
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