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                  <text>ARQUIVOS CATARINENSES DE MEDICINA E A GESTÃO DE CONTEÚDOS
DE ACESSO LIVRE DA INFORMAÇÃO CIENTÍFICA
Dilva Páscoa De Marco Fazzioni
Bacharel em Biblioteconomia, Associação
Catarinense de Medicina - ACM,
e-mail: dilva@acm.org.br

Ursula Blattmann
Dra. Engenharia de Produção, Mestre e
Bacharel em Biblioteconomia, professora na
Universidade Federal de Santa Catarina,
e-mail: ursula@ced.ufsc.br

Rosemeri Maurici da Silva
Doutora em Medicina/Pneumologia.
Professora do Curso de Graduação em
Medicina da Universidade do Sul de Santa
Catarina. Diretora de Publicações Científicas
da Associação Catarinense de Medicina.
e-mail: rosemaurici@gmail.com

Resumo

A informação na área médica consiste em saber localizar imediatamente, acessar
e usar documentos técnicos e científicos atuais e relevantes para a comunidade
médica. Este artigo apresenta aspectos da gestão de conteúdos digitais da revista
Arquivos Catarinenses de Medicina – http://www.acm.org.br/revista/, publicada na
versão impressa a partir de 1957, passou em março de 2002 para a edição
eletrônica on-line, disponível na home-page da Associação Catarinense de
Medicina – ACM. A recuperação da informação ocorre pela Internet, via
indexação na Base de Dados LILACS desde 1983, disponibilizada no Portal de
Revistas Científicas da Bireme e também no Portal de Periódicos da Capes. O
1

�bibliotecário gerencia todo o processo de editoração eletrônica da publicação.
Apresenta as vantagens do livre acesso: agilidade na recuperação da informação,
disponibilidade on-line, redução de custos operacionais e incentivo a produção
científica na área médica.
Palavras-chave: Arquivos Catarinenses de Medicina; Arquivos abertos Medicina; Bibliotecário – gestão de conteúdos digitais; Publicações eletrônicas

Forma de apresentação: Pôster

1 Introdução

A informação da área médica consiste em saber localizar imediatamente, acessar
e usar documentos técnicos e científicos atuais e relevantes para a comunidade
médica.

Este artigo apresenta aspectos da gestão de conteúdos digitais da revista
Arquivos Catarinenses de Medicina - http://www.acm.org.br/revista/, publicada na
versão impressa a partir de 1957, passou em março de 2002 para a edição
eletrônica on-line, disponível na home-page da Associação Catarinense de
Medicina – ACM.

2 Revisão da Literatura

A disseminação de informação científica, considerada fator fundamental para o
avanço da ciência (LEITE, 2006), ganhou novos parâmetros a partir do
desenvolvimento das tecnologias da informação em redes de computadores.
Trata-se de um processo dialético e de retroalimentação, onde o conhecimento
adquirido e compartilhado por um cientista pode estimular e cooperar nas
pesquisas desenvolvidas por um colega seu, distante e desconhecido.

A disseminação e ampliação dos meios de comunicação, que facilitaram o
surgimento de publicações de cunho científico no pós-guerra pode ter sido o fator
2

�determinante para o amplo desenvolvimento científico e tecnológico na segunda
metade do século passado. Tanto é efetivo este raciocínio, que as estimativas
apontam que mais de 80% do conhecimento científico e tecnológico utilizados
atualmente foram produzidos depois da 2ª Guerra Mundial.

Para Crane (apud LEITE, 2006), a comunicação científica é a difusão de idéias
transmitidas de pessoa a pessoa, paralelamente a um processo de interação
social, que acentua o desenvolvimento do conhecimento científico. A amplitude
alcançada pela comunicação do conhecimento – seja de caráter científico ou
tecnológico – provocou o surgimento dos conceitos da gestão do conhecimento.

Segundo Leite (2006), o conjunto de aspectos que perfazem a comunicação
científica, entre os quais o compartilhamento da atividade intelectual e criativa,
trocas de informação e idéias, publicações, convergem interessam à gestão do
conhecimento. “Todos esses aspectos são de interesse para a visualização das
similaridades entre a comunicação científica e a gestão do conhecimento” (LEITE,
2006).

A percepção geral dos especialistas no assunto é que o número de publicações
periódicas científicos tenha se proliferado de forma exponencial. Para localizar e
identificar uma publicação periódica pode ser utilizado via registro do International
Standard Serial Number (ISSN), pois torna-o único e definitivo. Esse registro no
Brasil é feito pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(IBICT).

Essa proliferação de títulos científicos tende a se ampliar com o advento de mais
modernas ferramentas da tecnologia da informação. As revistas eletrônicas estão
amplamente difundidas e cada título, se não for substituído, pelo menos terá a
versão on-line. A possibilidade de uma versão digital disponível on-line, com
acesso gratuito ou pago, abre um leque de alternativas para os serviços de
distribuição e afetam os custos de produção da publicação de periódicos.

3

�Embora as tecnologias digitais de armazenamento por si só poderiam promover
uma revolução em todas as áreas do conhecimento, o advento da Internet,
permitiu uma amplitude considerável a esta revolução. “A rede é, antes de tudo,
um instrumento de comunicação entre pessoas, um laço virtual em que as
comunidades auxiliam seus membros a aprender o que querem saber. Os dados
não representam senão a matéria prima de um processo intelectual e social vivo,
altamente elaborado” (LEVY, 1998, p. 3).

Lyman

e

Varian

(2003)

observam

que

a

World

Wide

Web

contém

aproximadamente 170 terabytes de informação, volume correspondente a 17
vezes o tamanho do acervo impresso da Biblioteca do Congresso dos Estados
Unidos. No respectivo estudo, os autores identificaram os canais de informação, o
fluxo da informação e o processo de distribuição dos conteúdos digitais, destacase que 92% de toda nova informação gerada em 2002 reside em mídia
magnética, principalmente em servidores (discos-rígidos), filmes (7%), papel (1%)
e mídia óptica (0,002%).

A Internet não pode ser vista apenas como um meio mais rápido, ágil e eficiente
de distribuição dos arquivos, mas é um sistema que modifica substancialmente a
forma de trabalho e principalmente de distribuição de conteúdos digitais. Por meio
da rede de computadores podem ser oferecidos “revistas, revistas individuais,
artigos individuais ou partes de artigos. Vários níveis de informação podem tornarse disponíveis para consulta, incluindo títulos, resumos, revisões do artigo, dados
complementares, apêndices etc. Conjuntos de artigos poderiam ser enviados
automaticamente para os leitores baseados em perfis de interesse dos usuários”.
(KING; TENOPIR, 1998, p. 178).

A disponibilidade on-line e gratuita de artigos facilita o acesso em diversas
maneiras, salienta Lawrence (2001), citando várias alternativas de provisão de
arquivos como as conexões diretas entre cientistas, ou grupos de pesquisa, emails, grupos de discussão, indexação em ferramentas de busca.

4

�Os periódicos digitais se mostram aptos a solucionar alguns antigos problemas
enfrentados pela comunicação do conhecimento. “Houve quem propusesse o fim
das revistas, pois os artigos seriam distribuídos como unidades independentes.
Reclamavam os cientistas que cada fascículo de uma revista continha apenas
uma minoria de artigos de seu interesse. Que assim estavam pagando por
material supérfluo” (LEMOS, 2005).

Da mesma forma, a tecnologia da informação pode auxiliar na avaliação das
informações disponíveis. “A qualidade dos artigos mais antigos pode ser medida
pelo número de citações de autores (antes ou depois da publicação), por
avaliações feitas pelos leitores ou por uma comissão de especialistas”. (KING;
TENOPIR, 1998, p. 178).

Outros aspectos da produção de periódicos científicos dizem respeito aos custos
das assinaturas (que podem mudar com o advento de novas tecnologias). Lemos
(2005) ressalta que, entre 1986 e 2004, as 123 bibliotecas afiliadas à Association
of Research Libraries, dos EUA, elevaram em 63% os gastos com a compra de
livros e em 273%, com a aquisição de periódicos. Segundo o autor, em 2003 e
2004, aquelas bibliotecas investiram 5,5 milhões de dólares com a assinatura de
periódicos.

Do ponto de vista do trabalho dos bibliotecários e de suas organizações, o
surgimento de novas tecnologias da informação para acesso a artigos científicos
apresenta repercussão em diversos aspectos do trabalho. Entre as mudanças,
Lemos (2005) cita a economia de espaço nas bibliotecas, acessibilidade;
divulgação ilimitada; rapidez de publicação; qualidade garantida pelos pares;
extensão ilimitada (sem limites para o tamanho do artigo); ligação automática do
artigo à rede de seus antecessores ou correlatos (links); utilização de cores sem
qualquer limitação; uso de diferentes métodos de indexação; buscas fáceis;
utilização de multimídia; interatividade; remissivas para outros recursos
disponíveis na rede; e o aumento da utilização de material publicado
anteriormente e agora disponível on-line.
5

�A modificação do trabalho, por sua vez, exige novos conhecimentos e habilidades
por parte dos profissionais. “Será preciso desenvolver aptidão literária –
“ciberliteratura” –, envolvendo uma prática holística, entendendo como a
tecnologia eletrônica (e a não-eletrônica) gerencia a informação para seu uso
efetivo. As mudanças devem ser apreendidas e consolidadas [...]. Este boom da
informação eletrônica demanda profissionais aptos para o desenvolvimento de
serviços específicos de seleção, tratamento e recuperação da informação”.
(TOMAÉL et al. 2001, p. 2).

A enumeração de atributos positivos da comunicação digital do conhecimento
pode deixar transparecer que não existam problemas ou dificuldades a serem
superadas nesta nova modalidade de transmissão do conhecimento. No entanto,
como alerta Tomaél (2001, p. 3), “alguém que passe certo tempo surfando na
Web acaba por encontrar o bom, o mau e o feio, isto porque, devido à abertura do
sistema, qualquer pessoa pode colocar qualquer tipo de informação na Internet”.

Neste aspecto se considera o surgimento de mais um desafio ao profissional
bibliotecário. Identificar ou criar mecanismos, metodologias e conceitos que
ajudem o usuário a selecionar o essencial, o relevante e o necessário. O
profissional deve buscar a constante atualização e o aperfeiçoamento devido à
evolução tecnológica e mudanças no processo de gestão, das atividades e tarefas
de seu cotidiano.

A seguir, apresenta-se a descrição da Associação Catarinense de Medicina.

3 Associação Catarinense de Medicina e a Produção Técnico- Cientifica

Empenhados na "fundação de uma sociedade médica que zelasse pelos
interesses morais e materiais da classe e fosse um laço de união entre todos os
colegas que mourejam na clínica dentro do Estado de Santa Catarina", médicos
de Florianópolis reuniram-se no dia 27 de maio de 1934, numa assembléia
presidida. Daquele evento resultou a criação do Sindicato Médico de Santa
Catarina, cujo primeiro presidente foi Carmosino Camargo de Araújo, seguido de
6

�Carlos Corrêa. A entidade foi dissolvida em 1937, quando sob a presidência de
Djalma Moellmann, foi dissolvida, para a criação da Associação Catarinense de
Medicina, ato efetivado em Assembléia Geral de Médicos do Estado de Santa
Catarina, presidida pelo Dr. Artur Pereira e Oliveira, foi criada a Associação
Catarinense de Medicina. A instituição foi declarada de utilidade pública pela Lei
Estadual 1551 e pela Lei Municipal 862, é filiada à Associação Médica Brasileira
(AMB).

O aprimoramento científico, a educação médica e a disseminação das
informações científicas sempre estiveram entre os principais objetivos da
mobilização da classe médica catarinense. Tanto é que, em 1953, a Associação
Catarinense de Medicina promovia seu primeiro Congresso Médico, seguido de
outros eventos de caráter científico, tais como a Jornada Bienal (que contou com
a presença de Euryclides Zerbini, que em 1968 faria o primeiro transplante
cardíaco da América Latina), o Seminário de Pediatria, entre outros. Em 1956,
surgiu a Faculdade de Medicina de Santa Catarina, que na década de 1960 seria
um dos embriões da Universidade Federal de Santa Catarina. Em 1957, a ACM
promovia o segundo Congresso Médico, no qual lançou o primeiro número da
revista “Arquivos Catarinenses de Medicina”.

O expediente ainda informava que seriam aceitos trabalhos nacionais e
estrangeiros, de procedência idônea. Entretanto, a revista destacava que não
assumiria a responsabilidade pelos conceitos emitidos. “Os trabalhos enviados
para publicação devem ser escritos em linguagem clara, obedecendo às regras
gramaticais e a ortografia oficial. Devem ser datilografados em papel tipo ofício,
com espaços duplos e largas margens” (ACM, 1957, p. 2). A primeira edição leva
a assinatura de médicos como Antônio Moniz de Aragão (Presidente da ACM à
época), Arthur Pereira e Oliveira, Roldão Consoni, Isaac Lobato Filho, Renato
Câmara e João Araújo (integrantes da Comissão Científica da Associação).

O fato de sua sobrevivência há 49 anos é um grande feito para a revista Arquivos
Catarinense de Medicina. Estudo realizado por Poblacion e outros (1980), citado
por Stumpf, descobriu que dos 2.099 títulos editados entre 1827 e 1978, apenas
7

�136 sobreviveram. Embora outra pesquisa, desenvolvida por Costa (1989),
também referenciado por Stumpf (1997), tenha concluído que muitos desses
títulos não desapareceram, mas mudaram sua denominação, é notável a
dificuldade de manutenção de periódicos científicos. “O desaparecimento das
revistas se dá por uma seleção natural das melhores”, escreve Stumpf (1997),
citando conclusão de Lemos (1982) de que a tendência de proliferação de títulos
segue característica comum nos países subdesenvolvidos, nos quais se observa
uma elevada taxa de natalidade e altos índices de mortalidade.

Os autores supõem que entre os motivos das altas taxas de desaparecimento das
revistas, estejam a falta de infra-estrutura para captação de artigos originais que
correspondam ao perfil editorial das revistas; a evasão dos artigos melhores para
as revistas estrangeiras; os recursos escassos e dispersos para custear a
editoração e impressão; a formação deficiente do corpo editorial e amadorismo na
execução de tarefas; as dificuldades com a distribuição; a falta de padronização
que dificulta a indexação das revistas; e a baixa qualidade gráfica.

A revista Arquivos Catarinenses de Medicina está indexada na Base de Dados
LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), na BVS
(Biblioteca Virtual em Saúde) do Centro Latino-Americano e do Caribe de
Informação em Ciências da Saúde (BIREME), órgão vinculado à Organização
Pan-Americana da Saúde e à Organização Mundial da Saúde. Desde 19 de
outubro de 2005, a revista Arquivos Catarinenses de Medicina integra o Portal de
Revistas Científicas da BIREME e, desde 25 de maio de 2006, o Portal de
Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(CAPES).

Sempre primando pelo rigor na seleção dos artigos, pelo respeito às normas
técnicas às quais se submeteu e pela qualidade científica, a revista Arquivos
Catarinenses de Medicina passou, ao longo de sua história, por muitas
mudanças. O objetivo foi o da melhoria do padrão técnico e de acompanhar as
tecnologias que surgiram e as tendências do design gráfico. Contudo, a mais
significativa e profunda modificação pela qual a revista passou ocorreu em 2002,
8

�quando deixou de circular no formato impresso e passou a ser editada
exclusivamente

no

modelo

eletrônico,

depositada

na

rede

mundial

de

computadores. A publicação está disponível, gratuitamente, com os textos
integrais e acesso livre ao público na Internet, no sítio da ACM, acessado pelo
endereço www.acm.org.br.

A iniciativa da instituição em transformar a revista do formato impresso para o
eletrônico foi fundamentada na possibilidade de ampliar a visibilidade e
universalizar o acesso à informação cientifica. Em decorrência, a instituição
obteve uma significativa redução de custos operacionais, gráficos e de
distribuição. A decisão levou em conta a relação custo-benefício de se manter
uma revista impressa que, a despeito de um alto custo financeiro, tinha a
distribuição limitada na quantidade de exemplares e na área geográfica de
abrangência. Em suma, com a mudança, a revista Arquivos Catarinenses de
Medicina deixou de ter o foco regional e passou a ser nacional. As vantagens de
revistas somente em formato digital on-line são: a recuperação da informação
indexada, o acesso rápido e o fato de não ocupar espaço físico.

Na versão eletrônica busca-se a qualidade de conteúdo e a forma de
apresentação, utilizam-se os hiperlinks para assuntos correlatos. Além disso, o
armazenamento da revista possibilita a criação de arquivos particulares com as
mais diversas formas de indexação e formatos de busca.

O profissional bibliotecário da Associação Catarinense de Medicina atua na
coordenação técnica do Departamento Científico e exerce papel central na
produção da revista. É o Departamento Científico, no qual funciona a biblioteca,
responsável pela coordenação técnica e a intermediação de todas as atividades,
por meio da bibliotecária Dilva Páscoa De Marco Fazzioni. Todas as
transferências de arquivos são realizadas via e-mail. O fluxograma a seguir
sintetiza a tramitação dos artigos na execução da revista Arquivos Catarinenses
de Medicina.

9

�Figura 1 - Fluxograma da revista Arquivos Catarinenses de Medicina

10

�A partir do momento em que o autor submete o artigo para a publicação na revista
Arquivos Catarinenses de Medicina, inicia-se um minucioso processo de trabalho
até que a revista seja publicada na Internet. As primeiras ações consistem em
acusar o recebimento, armazenar e catalogar os arquivos. Em seguida os artigos
são repassados ao Conselho Editorial, composto por representantes das
especialidades médicas de Clínica Médica, Cirurgia, Pediatria e Ginecologia e
Obstetrícia e coordenado pelo Diretor de Publicações Científicas da entidade,
cargo atualmente ocupado pela doutora Rosemeri Maurici da Silva. O Conselho
faz uma primeira análise do artigo e indica o nomes dos dois Consultores
Convidados, que farão a Revisão por Pares (Peer Review), que é feita de forma
anônima. Os Consultores são convidados pela Diretoria da ACM, cujo mandato de
duração de três anos.

O Departamento Científico faz a redistribuição dos artigos aos Consultores
Indicados pelo Conselho Editorial. Por meio do Departamento Científico, as
avaliações retornam ao Conselho Editorial para a consolidação. Caso o artigo
seja rejeitado, o Departamento Científico comunica a decisão ao autor. Nos casos
de aprovação, em geral o artigo retorna ao autor para alguma revisão (adaptação,
correção e modificações).

Após a revisão dos autores, os artigos retornam ao Conselho Editorial, para a
verificação e aprovação final. O Departamento Científico faz então a revisão do
artigo sob a adequação às normas técnicas, no caso, as de Vancouver. A
adequação às normas é um dos serviços prestados pela bibliotecária do
Departamento Científico da ACM aos médicos.

Em seguida, os artigos são encaminhados à revisão gramatical e ortográfica dos
idiomas Português e Inglês e, após, ao bureau de editoração eletrônica. Embora a
revista não seja mais impressa, a editoração mantém a diagramação e o projeto
gráfico original, para facilitar a impressão on-line pelos usuários e manter a
imagem tradicional da revista. O bureau de editoração gera um arquivo em
Portable Document Format (PDF). O Departamento Científico ainda faz uma
11

�revisão do layout antes do envio ao Conselho Editorial para a aprovação
definitiva. Se não forem necessárias novas correções, o arquivo eletrônico é
encaminhado ao Departamento de Informática da ACM, que o publicará na
Internet. Depois, o trabalho da bibliotecária consiste em fazer a indexação da
revista na base LILACS. Portanto, a atuação do profissional bibliotecário consiste
em promover o gerenciamento e a mediação dos conteúdos digitais on-line: do
processo de produção; recebimento dos originais; e a posterior indexação.

O número de acessos (hits) de março a julho de 2006 apresenta significativo
crescimento no mês de junho, na ordem de 24,5% sobre a média de acessos
registradas em março, abril e maio do mesmo ano, e apresenta tendência de
continuar acima da mesma média em julho. É necessário realizar estudos ou
pesquisas sobre os motivos do crescimento, a satisfação do leitor para a melhoria
contínua. A hipótese mais provável é de que a variação esteja associada à
inclusão do periódico no Portal de Revistas da CAPES. Os gráficos a seguir
demonstram o total de consultas dos meses de março a julho de 2006.

Acessos (hits) à página principal da revista Arquivos Catarinense de
Medicina - www.acm.org.br/revista - de outubro de 2005 a julho de 2006
634
531
500

496

478

443

349

340
294

out/05

nov/05

dez/05

jan/06*

fev/06

mar/06

abr/06

mai/06

jun/06

jul/06**

Fonte: Departamento de Informática da ACM.
* janeiro de 2006: inferior a 284 acessos – não contabilizado.
** até 24/7/2006.

12

�Número de acessos ou buscas a todas as páginas de Revista Arquivos
Catarinenses de Medicina - de outubro de 2005 a julho de 2006.

2114

1522

1545

1591

1546

1291
1011

1027

996
780

out/05

nov/05

dez/05

jan/06

fev/06

mar/06

abr/06

mai/06

jun/06

jul/06**

Fonte: Departamento de Informática da ACM.
* até 24/7/2006.

3 Conclusões

Com a inovação de novas tecnologias da informação e comunicação o
profissional da informação bibliotecário gerencia todo o processo de produção da
revista Arquivos Catarinenses de Medicina, do recebimento dos artigos à
publicação na Internet e posterior indexação.

A publicação da revista Arquivos Catarinenses de Medicina cumpre mais uma das
missões da ACM que é a valorização da produção científica de seus associados e
autores interessados em difundir seus conhecimentos.

Transformada do formato impresso para o digital, a revista obteve maior
amplitude, agilidade na recuperação da informação, disponibilidade on-line e a
redução de custos operacionais. Desta forma, a revista cumpre com maior
eficácia um de seus principais objetivos, que é o incentivo à produção e
visibilidade científica na área médica.

13

�Agradecimento

Agradecimento a Hudson Silva, Bacharel em Ciências da Computação, da
Associação Catarinense de Medicina, pela colaboração com os dados estatísticos
referente aos acessos na revista Arquivos Catarinenses de Medicina.

Referências

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Medicina. V. 1, N. 1. 1957. p. 2.
ASSOCIAÇÃO CATARINENSE DE MEDICINA. Resumo Histórico. Florianópolis,
2006. Disponível em:
&lt;http://www.acm.org.br/principal/index.php?Pagina=../sua_acm/historico.php&gt;.
Acesso em: 29 jul. 2006.
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LEITE, Fernando César Lima. Gestão do conhecimento científico no contexto
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LEVY, P. Um sistema auto-regulador. Folha de São Paulo, São Paulo, 12 abr.
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CATARINENSES MEDICINE ARCHIVES AND THE MANAGEMENT OF FREE
ACCESS CONTENTS OF SCIENTIFIC INFORMATION
Abstract
The information in medical area consists knowing how to locate immediately,
access and use current and relevant documents for medical community, either
scientific or technical. This article presents aspects for digital contents
management

of

the

journal

‘Arquivos

Catarinenses

de

Medicina’

-

http://www.acm.org.br/revista/, first published in printed version in 1957, had is
electronic on-line version published in March of 2004 and is now available in
Associação Catarinense de Medicina - ACM (Catarinense Medical Association)
homepage. The recovery of the information occurs through Internet, indexation in
the Database LILACS since 1983, available in the Site of Scientific Magazines of
Bireme and also in the Site of Periodic of Capes. Due to the innovation of
technologies for information and communication the Information librarian
professional manages the process for electronic edit. He presents the advantages
of the free access: agility in the recovery of the information, availability on-line,
reduction of operational costs and incentive to scientific production in medical
area.

Keywords: Catarinenses Archives of Medicine; Open archives - Medicine;
Librarian - management of digital contents; Electronic publications.

15

�</text>
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                <text>SNBU - Edição: 14 - Ano: 2006 (UFBA - Salvador/BA)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>A informação na área médica consiste em saber localizar imediatamente, acessar e usar documentos técnicos e científicos atuais e relevantes para a comunidade médica. Este artigo apresenta aspectos da gestão de conteúdos digitais da revista Arquivos Catarinenses de Medicina – http://www.acm.org.br/revista/, publicada na versão impressa a partir de 1957, passou em março de 2002 para a edição eletrônica on-line, disponível na home-page da Associação Catarinense de Medicina – ACM. A recuperação da informação ocorre pela Internet, via indexação na Base de Dados LILACS desde 1983, disponibilizada no Portal de Revistas Científicas da Bireme e também no Portal de Periódicos da Capes. O bibliotecário gerencia todo o processo de editoração eletrônica da publicação. Apresenta as vantagens do livre acesso: agilidade na recuperação da informação, disponibilidade on-line, redução de custos operacionais e incentivo a produção científica na área médica.</text>
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