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                  <text>AS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E A MEDIAÇÃO DA INFORMAÇÃO NA
COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA
Marili Isensee Lopes1
Mestre em Ciência da Informação,
Bibliotecária da BU/UFSC,
Campus Universitário, Trindade,
Fpolis, SC, Brasil, marili@bu.ufsc.br.
Edna Lúcia da Silva2
Doutora em Ciência da Informação,
Professora do PGCIN/UFSC, Campus
Universitário, Trindade, Fpolis, SC,
Brasil, edna@cin.ufsc.br.
RESUMO
Diminuindo as distâncias e permitindo o transporte de informações de uma maneira
instantânea, a Internet reconfigurou a noção de espaço geográfico, criando um novo
espaço, que supera as fronteiras do mundo físico. Assim, a Internet libertou os
usuários da dependência de intermediários, eliminando barreiras e proporcionando
oportunidades para o acesso direto aos produtos de informação em qualquer hora
ou local e de forma independente. Esse fenômeno gerado pela autonomia dos
usuários na busca de informação tem sido rotulado de desintermediação da
informação.

Sendo

assim,

com

o

avanço

e

a

incorporação

das

TICs,

especificamente da Internet, nas atividades das unidades de informação ocorreu um
deslocamento de objetivos dessas instituições, pois passaram a visualizar a sua
atuação e o fluxo de suas atividades através de um novo paradigma, o paradigma de
acesso à informação, em substituição ao paradigma de posse da informação. Neste
sentido, este trabalho pretende discutir as mudanças proporcionadas pelas TICs nas
atividades exercidas pelos bibliotecários, especificamente no processo de busca da
informação, bem como no papel da biblioteca como mediadora da informação em
função do uso das redes eletrônicas nas comunidades científicas.

Palavras-chave: Desintermediação da informação. Bibliotecas universitárias.
Internet. Busca da informação. Comunicação cientifica.

1
2

Mestre em Ciência da Informação, Bibliotecária da BU/UFSC, Brasil, marili@bu.ufsc.br.
Doutora em Ciência da Informação, Professora do PGCIN/UFSC, edna@cin.ufsc.br.

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1 INTRODUÇÃO

Ao final do século XX, o mundo ingressou numa era que, baseada nas tecnologias
da informação e comunicação (TICs), passou e vem passando por transformações,
as quais têm provocado profundas mudanças em todos os setores da sociedade.
Essa nova era tem sido denominada de muitas formas, como por exemplo,
sociedade pós-industrial (BELL, 1977), sociedade pós-moderna (LYOTARD, 1990),
sociedade pós-capitalista (DRUCKER, 1994), sociedade em rede (CASTELLS,
1999) e sociedade da informação (MATTELART, 2002).

Embora não exista consenso na denominação desta nova sociedade, existe
consenso quanto ao papel desempenhado pelas TICs. Todos os autores são
unânimes em ressaltar o papel transformador das tecnologias na reorganização das
noções de tempo e espaço: a simultaneidade expandiu o espaço e lhe deu uma
dimensão global.

Segundo Castells (1999, p.49) “estamos vivendo mais um dos intervalos da história,
onde a característica principal é a transformação da nossa cultura material pelos
mecanismos de um novo paradigma tecnológico que se organiza em torno da
tecnologia da informação”. As características da sociedade em rede não são
essencialmente o conhecimento e a informação, pois estas já fizeram parte de
outras histórias, mas sim as tecnologias de informação e comunicação.

Assmann (2000, p.9), constatou a importância desse papel e destacou que as novas
tecnologias de informação e comunicação diferem das tecnologias tradicionais, pois
enquanto que estas serviam para ampliar os sentidos (braços, visão, movimento),
as novas tecnologias ampliam o potencial cognitivo do ser
humano (seu cérebro/mente) e possibilitam mixagens
cognitivas complexas e cooperativas. Uma quantidade imensa
de insumos informativos está à disposição nas redes (entre as
quais ainda sobressai a Internet). Um grande número de
agentes cognitivos humanos pode interligar-se em um mesmo
processo de construção de conhecimentos. E os próprios
sistemas interagentes artificiais se transformaram em máquinas
cooperativas, com as quais podemos estabelecer parcerias na
pesquisa e no aviamento de experiências de aprendizagem.

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Neste sentido, a Internet como representante mais importante das TICs na
sociedade da informação e do conhecimento, passou a ser um meio de
comunicação que reúne recursos tecnológicos e informacionais que agregam duas
características importantes: a interatividade e a massividade.

A Internet configura-se como uma rede de redes que globalmente cria um novo
mundo, o mundo virtual, e estabelece novas possibilidades de relações e interações
humanas disponibilizando tanto canais de comunicação e informação quanto
recursos informacionais úteis para a pesquisa científica. O uso da Internet é
diversificado e inesperado e as possibilidades criadas pela rede são inúmeras. A
massividade associada à interatividade e a facilidade de uso da rede possibilitam a
ampliação das formas de busca e acesso às informações. Além de diminuir as
distâncias e permitir o transporte de informações de uma maneira instantânea, a
Internet reconfigurou a noção de espaço geográfico, criando um novo espaço, não
geográfico, que supera as fronteiras do mundo físico.

Diante deste novo cenário surgem algumas questões que merecem ser discutidas.
Uma das questões mais importantes é que cada indivíduo pode ser um emissor e
um receptor de mensagens na Internet. Assim, ele pode ser, ao mesmo tempo, um
produtor e um usuário da informação. Como usuário da informação, pode escolher
entre as informações disponíveis as que lhe interessam em um universo
informacional amplo e diversificado e sem passar pelos filtros tradicionais tais como
bibliotecas, bibliotecários, editoras, editores.

Neste trabalho pretende-se discutir o papel da tecnologia, em especial da Internet,
na mediação da informação e o novo papel das unidades de informação, em
especial das bibliotecas universitárias nesse processo. A Internet libertou os
usuários da informação da dependência de intermediários isto porque eliminou
barreiras e propiciou oportunidades para o acesso direto aos produtos de informação
em qualquer hora ou local e de forma independente e isso criou um novo cenário
para a atuação dos profissionais da informação.

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2 AS REDES E A MEDIAÇÃO/DESINTEMEDIAÇÃO DA INFORMAÇÃO

A Internet possibilitando a divulgação de idéias e informação por qualquer pessoa
gerou mudanças igualmente nos processos tradicionais de comunicação e modificou
a relação entre os autores-editores-bibliotecas-leitores colocando em cheque a
cadeia tradicional de transferência de informação. Contudo, tais mudanças são
vistas ainda com ressalvas, pois existem questionamentos quanto à fidedignidade e
à consistência das informações disponibilizadas na rede, uma vez que estas na
maioria das vezes não passaram por um filtro que garanta a sua qualidade
(MEADOWS, 1999; TARGINO, 2002).

Para Wolton (2003), os recursos disponibilizados via Internet, simbolizam a liberdade
e expressam a capacidade de domínio de tempo e espaço, pois possibilitam que
usuários da informação possam agir sem intermediários, quando desejarem, sem
filtros, nem hierarquias e em tempo real. A expressão surfar na Internet, segundo
esse autor, sugere essa sensação de liberdade que envolve dimensões psicológicas
e provoca nos indivíduos uma grande atração pelas novas tecnologias.

Segundo Oddone (1998) a mudança de paradigma nos processos comunicacionais
foi influenciada pela virtualidade e pela instantaneidade da informação - da produção
ao consumo – e isso já é uma realidade. Sustentado por técnicas sofisticadas de
armazenamento e acesso por meio de ferramentas cada vez mais amigáveis, o
ciberespaço tem proporcionado para os indivíduos uma autonomia com relação ao
processo de busca e tem oferecido melhor opção de escolha para atender suas
necessidades de informação.

A Internet passou a ter um papel importante no processo da mediação da
informação. Ao relacionar mediação com as redes de informação, Vaz (2001) explica
que o termo rede no século passado estava relacionado a um fenômeno localizado.
Quando se referia a grupos sociais designava muitas vezes organizações de caráter
oculto, cujos membros obtinham vantagens ilícitas. Quando empregado em sentido
técnico, rede designava alguma forma de distribuição de um fluxo de canais fixos,
usualmente esse fluxo era produzido centralmente e apropriado localmente. O

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sentido adquirido pelo termo atualmente é diametralmente oposto ao seu sentido
anterior. Nos tempos atuais, o termo rede é usado como exemplo do que é aberto,
do que rompe hierarquias, do que transgride fronteiras, do que impede o segredo e
do que pode ser produzido e apropriado por qualquer um.

O surgimento da Internet transformou a rede em infinita encruzilhada, que subverte a
noção de espaço local e global, que rompe com sistemas de intermediação
tradicional entre emissores e receptores ao permitir que cada nó da rede possa
produzir e distribuir mensagens. A distribuição de informação na tipologia de rede
anterior caracteriza-se como de um para todos, e agora essa distribuição passa a
ser de todos para todos.
A Internet, considerando suas características, segundo Vaz (2001), coloca em crise
um tipo de mediador, mas necessariamente cria espaço para outros. Os primeiros
mediadores agiam de acordo com as necessidades dos espaços e das tecnologias
da época. Atuavam como especialistas do interesse comum ou do que disseminar
informações que fossem de interesse para um público amplo. Dentre as várias
atividades profissionais, segundo Vaz (2001, p.5), que assumiam a função de
mediador, destacam-se as dos jornalistas, editores e bibliotecários. Este mediador
aparecia como representante, “sabendo ou do bem comum ou do que vários
desejam”. A forma de mediar, neste período, pode ser caracterizada como piramidal,
pois “poucos produtores de informação difundiam a mesma mensagem homogênea
para vários”. Nesses novos tempos, o mediador na Internet, ainda segundo Vaz
(2001) terá um papel similar ao do corretor, pois aproximará os singulares de sua
singularidade. O mediador, em função das tecnologias disponíveis, será aquele que
facilitará as expressões individuais e, além disso, permitirá a cada um encontrar o
seu público.
Esse fenômeno gerado pela autonomia dos usuários na busca de informação tem
sido rotulado de desintermediação por Lévy (2000, p. 208). Para este autor, os
intermediários institucionais (como estações de televisão, rádio, editoras, escolas,
bibliotecas) até o surgimento do ciberespaço controlavam o espaço público de
comunicação e tinham como função a filtragem e a difusão entre os autores e os
consumidores da informação.

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A desintermediação é um fenômeno em processo de consolidação e, por isso,
existem algumas divergências quanto aos benefícios ou malefícios do mesmo para
os usuários, unidades de informação e serviços bibliotecários.

Froehlich (1998) considera que a ausência de intermediação humana entre usuários
e informação pode comprometer a qualidade da informação, enfatizando a ausência
de critérios de autoridade cognitiva como um sério problema para o uso das fontes
eletrônicas. Davenport (1998, p. 53) acredita que as pessoas ainda são “os melhores
meios para identificar, categorizar, integrar a informação”. Segundo esse autor, a
informação para ser valorizada precisa ser organizada, reestruturada, interpretada e
sintetizada, tarefas que o computador ainda não é capaz de executar de forma
satisfatória. Wolton (2003) considera que o problema não está somente no acesso,
mas sim na capacidade em saber o que procurar e nisso a competência está
envolvida. A possibilidade de acesso a tudo através de um mesmo terminal, desde o
fazer compras até acessar uma biblioteca, não possibilita o desenvolvimento de
competências abrangentes que garantam acesso à informação de todos os níveis ou
que requeiram estratégias mais elaboradas.

Targino (2000, p.23), por sua vez, alerta para o uso indiscriminado de informações
eletrônicas argumentando que isso agrava
a tendência de horizontalização da leitura, comprometendo o
processo de informação e conhecimento. Esvai-se a
probabilidade de uma visão totalizante do tema, e se abandona
o interesse por obras densas, básicas ou de conteúdo clássico
e vital à formação profissional em qualquer instância.

Por outro lado, Lévy (2000, p.210) refuta todos esses argumentos contrários à
desintermediação. Para esse autor os antigos processos de intermediação eram
“massivos e grosseiros” e os “novos processos de intermediação, em contrapartida,
resultam dos próprios indivíduos, e correspondem, de maneira fina, em função de
certo trabalho, às necessidades e aos interesses destes”. Enfatiza, ainda, que “a
essência da cibercultura está talvez nessa passagem entre seleções, hierarquias e
sínteses por toda parte diferentes e em constante mutação conforme as pessoas, os
grupos e as circunstâncias”.

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Para Fourie (2001), a desintermediação é uma tendência na sociedade. Cada vez
mais pessoas têm acesso à Internet, e os sistemas de informação e comunicação
estão sendo desenvolvidos de forma mais amigável, o que proporciona naturalmente
maior autonomia e independência para os usuários da informação.

O ciberespaço criou uma situação de desintermediação e isso já é aceito como um
fato. Já é uma evidência que a desintermediação tem afetado os processos
comunicacionais, a função das editoras, o papel dos sistemas e das unidades de
informação.

A dúvida que paira nesta questão refere-se à dimensão exata dos

desdobramentos e efeitos desse fenômeno nos processos comunicacionais,
culturais, sociais ou científicos.

3 A MEDIAÇÃO DA INFORMAÇÃO E O PAPEL DAS BIBLIOTECAS E DOS
BIBLIOTECÁRIOS

Barreto (1998), em seu artigo sobre as mudanças estruturais dos fluxos da
informação, fez uma comparação entre o fluxo da informação no ambiente impresso
e o fluxo da informação no ambiente eletrônico. Segundo ele, com relação ao
processo de mediação, no fluxo da informação tradicional, existe sempre a
mediação de um profissional que ele denomina de “profissional de interface”, seja na
fase inicial, ou na avaliação do produto final. Enquanto que, no fluxo da informação
no ambiente eletrônico ocorrem interações diretas, conversacionais e sem
intermediários, do receptor com a informação.

Embora se deva considerar a importância das demais atividades profissionais no
processo de mediação da informação, neste artigo procura-se focar particularmente
nas atividades exercidas pelos bibliotecários, especificamente no processo de busca
da informação, bem como no papel da biblioteca como mediadora da informação em
função do uso das redes eletrônicas nas comunidades científicas.

Por muitas décadas as bibliotecas tiveram o seu papel de guardiãs do
conhecimento, de preservadoras e organizadoras do acervo, bem como de servir de
intermediadora entre os provedores de informação e seus usuários. Contudo, nas

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últimas décadas, tem sido discutido plenamente o impacto das novas tecnologias da
informação, e, em especial a Internet tem sido um símbolo maior destas mudanças
na história das atividades exercidas pelos intermediários da cadeia de comunicação
científica.

Assim como as editoras, os serviços de informação e das bibliotecas passaram a
sofrer mudanças marcantes em suas atividades bem como nas formas de interação
com os seus usuários. Dentre os impactos da Internet nas bibliotecas pode-se citar:
o crescente número de publicações eletrônicas disponíveis, a acessibilidade do
próprio usuário na busca da informação, ausência do contato usuário/bibliotecário, a
diversificação das informações (CUNHA, 1999; MARCONDES; GOMES, 1997).
Além disso, as unidades de informação das universidades em especial fizeram
investimentos em tecnologia e passaram a atuar também como provedoras de
informação eletrônica.

O papel mais importante das unidades de informação, e, conseqüentemente, de
profissionais como os bibliotecários, até então, era constituído pela ação de
intermediação entre a informação produzida (publicadores) e os usuários da
informação. Com o avanço e a incorporação das TICs, especificamente da Internet,
nas atividades das unidades de informação ocorreu um deslocamento de objetivos
dessas instituições, pois passaram a visualizar a sua atuação e o fluxo de suas
atividades através de um novo paradigma, o paradigma de acesso à informação, em
substituição ao paradigma de posse da informação, o que as tornou vulneráveis ao
fenômeno da desintermediação.

Para Fourie (2001) a desintermediação é entendida com a busca de informação por
um usuário final sem a necessidade de envolvimentos de terceiros: mediadores ou
intermediários. Significa a eliminação do mediador entre a informação (ou qualquer
produto) e seus usuários finais o que, conseqüentemente, acarreta o que o autor
denomina de potencialização dos usuários. Quando aplicado às unidades de
informação (bibliotecas), o termo significa a evolução do acesso da informação que
se dava através de depósitos físicos centralizados para as fontes alternativas
acessíveis diretamente através de ordenadores e redes de informação.

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De maneira geral, as possibilidades oferecidas pelas TICs têm provocado mudanças
no comportamento das pessoas com relação ao acesso à informação e à
comunicação em vários níveis. O modelo de comunicação científica, cunhado por
Garvey e Griffth em 1979, que estabelecia diferenças significativas entre os canais
formais e informais, vem sendo drasticamente modificado. Para esses autores, o
sistema de comunicação científica tradicional englobava dois subsistemas e seus
respectivos canais: o informal e o formal. Os canais informais eram constituídos
pelos recursos informacionais proporcionados através de contatos pessoais
(conversas, telefonemas, mensagens, cartas, colégios invisíveis entre outros).
Enquanto que os canais formais eram constituídos pelos recursos informacionais
provenientes das fontes de informação primária (periódicos, relatórios, etc.),
secundária (resumos, índices, etc.) e terciária (tratados, livros-texto, etc.).

As TICs têm alterado o processo de comunicação científica e o comportamento de
usuários da informação, em relação a várias etapas e aspectos do processo e, por
isso, um novo modelo para o sistema de comunicação científica têm sido pensado.
Segundo Meadows (2001), as diferenças entre canais formais e informais estão
diluídas em função da mediação das novas tecnologias, uma vez que os resultados
de uma pesquisa podem estar disponíveis de várias formas, por exemplo, um
mesmo artigo de uma pesquisa pode ser localizado no website do autor, sob
discussão numa lista, em um periódico impresso e em um periódico eletrônico.

O advento das TICs também provocou igualmente sensíveis mudanças no perfil e no
comportamento dos usuários das unidades de informação. A autonomia no processo
de busca da informação ocorre de fato. Agora o usuário dispensa intermediários e se
torna autônomo elaborando sua própria busca bibliográfica, sem auxilio do
profissional da informação (CUENCA, 1999).

A esta ausência de contato usuário/bibliotecário denominou-se, como visto,
desintermediação da informação. O conceito desintermediação surgiu entre a
década de 1960 e 1970. A designação estava relacionada a algumas mudanças
ocorridas nos serviços oferecidos pelos setores financeiros e industriais; os bancos
foram os primeiros a adotar tal conceito quando passaram a oferecer seus serviços
de forma que seus clientes o fizessem sem a intermediação humana.

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O processo de desintermediação nas bibliotecas se deu com maior intensidade com
o surgimento da Internet. Os avanços tecnológicos na área de comunicação e
informação provocaram estas mudanças nas atividades das bibliotecas e
especificamente no papel do bibliotecário.

O fato das bibliotecas passarem a utilizar as novas tecnologias para a implantação
de novos serviços e a disponibilizarem por meio de seus websites, serviços remotos
e acesso a seus próprios catálogos, os chamados On-line Public Acess Catalogs
(OPACs), bem como o trabalho cooperativo para o fornecimento de informações de
forma mais atraente a seus usuários, como é o caso dos bancos de dados, a
exemplo dos Bancos de Teses e Dissertações, e dos Portais de Pesquisa, a
exemplo do Portal CAPES, e tantos outros, fez com que repensassem seus papéis
como provedoras de informação nesta sociedade da informação e da comunicação.

Pode-se afirmar que existem duas correntes quando se fala em desintermediação da
informação nas bibliotecas. Pode-se considerar que o acesso direto à Internet
provocou uma certa autonomia na busca da informação, a ponto de se dispensarem
os serviços de uma biblioteca bem como de seus profissionais. Mas, por outro lado,
pode-se considerar que as bibliotecas de certa forma estão evoluindo juntamente
com as novas tecnologias, a partir do momento que disponibilizam em seus sites
recursos informacionais tais como fontes de referência com texto completo e
serviços on-line para acesso ao seu acervo, que possibilitam a autonomia aos
usuários no processo de busca da informação e na utilização de seus serviços.

As bibliotecas, especificamente as acadêmicas, que já foram desafiadas pela
adoção das TICs para a realização de grande parte de suas atividades de
gerenciamento das informações, bem como no oferecimento de seus serviços,
enfrentam agora um novo desafio, ou seja, encontrar novas funções e um novo
papel no processo de transferência da informação.

Além do papel já assumido por tantas décadas, segundo Cuenca (2004), as
bibliotecas terão que atuar na construção de interfaces gráficas dos sistemas de
informação, bem como na capacitação da comunidade acadêmica para o uso da
Internet e de todos os aparatos tecnológicos disponibilizados em rede.

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A despeito disto, Gomes (2004, p.2) esclarece
que da mesma forma que intermediários humanos – editores,
bibliotecários e outros – filtram e processam a informação no
ambiente tradicional, oferecendo catálogos, índices e outros
modos de acesso à informação organizada, também no meio
eletrônico estão comprometidas com as mesmas práticas.

Para Gomes (2004) as bibliotecas e outras instituições acadêmicas de todo o mundo
têm buscado oferecer serviços de orientação aos usuários no processo de busca da
informação relevantes no meio eletrônico, especificamente, a Internet, de modo
eficaz e eficiente.

Produzir, processar e distribuir informações está ao alcance de todos, e parece uma
forma ilimitada, na qual a proximidade promovida pela ausência de um intermediário
na produção e transmissão da informação, sem nenhuma seleção prévia, leva à
crença de que a Internet não carece de mediação.

Embora, a rede apresente facilidades no acesso às informações, a Internet inclui em
seu manancial de informações, tanto informações de qualidade e relevantes, quanto
de pouca qualidade ou irrelevantes. As ferramentas de busca, apesar de seu avanço
nos últimos anos, ainda não oferecem resultados de qualidade na recuperação das
informações. Além do que, a quantidade de informações disponibilizadas na rede
dificulta a localização de uma fonte específica.

Vaz (2001) esclarece que a Internet tem provocado uma nova forma de limitação
que é a escassez das faculdades cognitivas de cada um em saber utilizar tudo o que
está disponível na rede. Para este autor, embora se considere que a Internet não
apresente limites físicos de estocagem de informação, não existem limites impostos
por alguma instância ou estrutura hierárquica de controle e transmissão e circulação
da informação, e também tenha ocorrido um aumento na velocidade e uma
diminuição drástica de custos; por outro lado o crescimento da rede tem produzido
um excesso de informação que se afigura como um limite às nossas capacidades
cognitivas de tomar conhecimento de tudo e de explorá-la em todo o seu potencial.
Sob esta perspectiva o autor conceitua o mediador, como um filtro necessário em
função do excesso de informações, pois diante de um manancial de informações e
serviços, na disputa pela atenção dos usuários da informação, o valor de

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credibilidade é o que garante aos provedores de informação o retorno dos usuários
sempre ao mesmo local.

Então, ao se pensar a biblioteca como um espaço público na rede, e a partir da
caracterização de interatividade da Internet, Vaz (2001) enfatiza que as novas
atitudes do mediador em relação a este meio serão a de proporcionar facilidades e
espaços, incluindo nestes espaços múltiplas informações para atender à diversidade
de demandas individuais, de forma rápida personalizada obtida pelos registros dos
usuários que utilizam esse espaço (o site).

Para Quadros (2001, p.34), baseado em considerações de Drabenstott (1997), o
novo grande papel do bibliotecário, será o de gateway ou gatekeeper, ou seja, será
responsável por guiar e orientar o usuário através dos vários meios e formas de
acesso à informação. O bibliotecário deverá, sobretudo, reafirmar sua posição de
“conselheiro intelectual” usando suas habilidades de seleção, análise e síntese da
informação com o objetivo de personalizá-la para os seus usuários, tornando o seu
trabalho muito mais proveitoso para a sociedade.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Assim pode-se concluir que as TICs poderão eliminar formas tradicionais de
mediação, mas abrem possibilidades para formas inovadoras de mediação.

Ao profissional bibliotecário, caberá, manter-se atualizado em relação ao uso das
TICs, que afetam tanto seu ambiente de trabalho bem como os usuários de
informação. Como mediador, passará atuar na orientação do uso das TICs, nos
procedimentos de acesso a mecanismos de busca, na seleção, análise e síntese de
conteúdos de informação, no desenvolvimento de sistemas especialistas para
responder a questões de referência, na capacitação por meio de instruções
bibliográficas, entre outras tarefas mais complexas (QUADROS, 2001).

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Para Ferreira (2005), os bibliotecários especificamente os de referência, deverão
integrar contextualmente as TICs e os instrumentos de referência tradicionais
tornando

assim

as

bibliotecas

competitivas

no

mercado

da

informação,

transformando-as num serviço. Ou seja, usar as TICs não como meros mecanismos
de acesso à informação, mas fornecer informação com valor agregado. Para esse
autor, as bibliotecas deveriam proporcionar o melhor serviço possível tanto high
touch (serviço de referência personalizado) como high tech (referência eletrônica). E
assim o conflito que ora vemos como ameaçador para bibliotecas e seus
profissionais, entre a cultura da tecnologia fria e impessoal, e a da biblioteca como
um espaço reconfortante e pessoal, poderá deixar de fazer sentido.

Sendo assim, acredita-se que as TICs tenham proporcionado novos desafios às
bibliotecas, bem como a seus profissionais, em função do crescimento exponencial
de recursos disponibilizados, das novas atitudes, expectativas e necessidades dos
usuários, mas, sobretudo têm proporcionado novas oportunidades, levando a uma
redefinição do papel dos bibliotecários e das bibliotecas na era da Internet
(FERREIRA, 2005).

No futuro, a Internet continuará a se desenvolver e a ser um meio de informação
cada vez mais importante. As bibliotecas operarão cada vez mais de forma remota e
preocupada com o acesso à informação. A superabundância de conteúdos
disponibilizados exigirá daqueles que lidam com a informação um controle de
filtragens, estratégias de pesquisa e ferramentas que permitirão navegar no
ciberespaço. E se as bibliotecas não assumirem este papel, outros o farão. Pôr uma
ordem no caos da Internet, será uma atividade altamente apreciada e reconhecida.
“As competências tradicionais dos profissionais da informação poderão acrescentar
valor aos serviços eletrônicos em rede já existentes ou em criação”. (RODRIGUES,
2005, p. 5).

As bibliotecas juntamente com seus profissionais, por meio de suas técnicas e
competências, ao contribuírem para organizar, localizar as informações existentes
no ciberespaço, estarão permitindo uma viagem mais segura em todas as estradas
da informação, poderão vir a ser o ponto de acesso ao qual os viajantes destas autoestradas sempre retornarão (RODRIGUES, 2005).

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REFERÊNCIAS

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Informação, Brasília, v. 29, n. 2, p. 7-15, maio/ago. 2000.
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eletrônica. Ciência da Informação, Brasília, v.27, n. 2, p.122-127, maio/ago. 1998.
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São Paulo: Cultrix, 1977.
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CUENCA, A. M. B. O usuário final da busca informatizada: avaliação da capacitação
no acesso a bases de dados em biblioteca acadêmica. Ciência da Informação,
Brasília, v. 28. n. 3, p. 293-301, set./dez. 1999. Disponível em:
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Tese (Doutorado em Saúde Pública)- Faculdade de Saúde Pública, Universidade de
São Paulo, São Paulo, 2004.
CUNHA, M. B. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ciência da
Informação, Brasília, v. 28, n. 3, p. 257-268, set./dez. 1999. Disponível em: &lt;
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DRUCKER, P. Sociedade pós-capitalista. São Paulo: Pioneira, 1994.
FERREIRA, M. I. G. de. High tech/high touch: serviço de referência e mediação
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              <text>Diminuindo as distâncias e permitindo o transporte de informações de uma maneira instantânea, a Internet reconfigurou a noção de espaço geográfico, criando um novo espaço, que supera as fronteiras do mundo físico. Assim, a Internet libertou os usuários da dependência de intermediários, eliminando barreiras e proporcionando oportunidades para o acesso direto aos produtos de informação em qualquer hora ou local e de forma independente. Esse fenômeno gerado pela autonomia dos usuários na busca de informação tem sido rotulado de desintermediação da informação. Sendo assim, com o avanço e a incorporação das TICs, especificamente da Internet, nas atividades das unidades de informação ocorreu um deslocamento de objetivos dessas instituições, pois passaram a visualizar a sua atuação e o fluxo de suas atividades através de um novo paradigma, o paradigma de acesso à informação, em substituição ao paradigma de posse da informação. Neste sentido, este trabalho pretende discutir as mudanças proporcionadas pelas TICs nas atividades exercidas pelos bibliotecários, especificamente no processo de busca da informação, bem como no papel da biblioteca como mediadora da informação em função do uso das redes eletrônicas nas comunidades científicas.</text>
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