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                  <text>E-BOOK E SEU IMPACTO NA SOCIEDADE

Marili Nogueira Loureiro∗
Maria Cristina Matoso∗∗

RESUMO
As bibliotecas que disponibilizavam o acesso aos documentos na forma
“tradicional”, deparam-se hoje com a era da digitalização, a era Virtual e com o
aparecimento do e-book: - o livro eletrônico. O livro já foi confeccionado em vários
suportes, sempre restritos a pequenos grupos de intelectuais. Com o advento da
imprensa no século XV por Gutenberg, a sua difusão deu-se de forma mais
ampla, pois a produção de livros no mundo aumentou de forma exponencial e
praticamente sem sofrer alterações drásticas, pois a cultura era a versão
impressa. Contemporaneamente, no mundo da multimídia, surgiu o formato
eletrônico com possibilidades de acesso quase ilimitado e isso nos leva a
reflexões, tais como o livro nasce virtualmente? Como fica a parcela da sociedade
sem condições de possuir equipamentos adequados para a leitura do e-book?
Não seria mais uma forma de exclusão social? Qual é a infra-estrutura necessária
para acessar os e-books. As bibliotecas universitárias de uma forma ou de outra
possuem recursos para acompanhar essa evolução, mas e a biblioteca escolar?
Sem esquecer o elemento principal desta cadeia bibliotecário-informaçãousuário. Qual será o perfil adequado para acessar essa inovação tecnológica? Em
relação aos Direitos Autorais, como será trabalhado um tema tão discutido no
meio virtual, onde tudo se copia. Como os autores serão resguardados em
relação a idéia original. Conclui-se que o livro eletrônico é mais um paradigma
que associa-se a maior indagação: será que a biblioteca sem papel vai suplantar
a biblioteca tradicional ou vão coexistir?
PALAVRAS-CHAVE: e-book. Biblioteca universitária. Direitos autorais. Exclusão
social.

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca Universitária (BU), sendo uma das instituições da Sociedade
da Informação, está em desenvolvimento e evolução constantes, buscando
renovar e melhorar seus serviços à comunidade usuária.

Isso deve-se ao

momento em que estamos vivendo. São tempos de mudanças, avanços
tecnológicos muito rápidos e todos estes fatores interferindo e renovando o
paradigma da transferência de informação.

�Nesse contexto, a Biblioteca Universitária tem sido uma das precursoras da
utilização da inovação tecnológica ao absorver para suas atividades os recursos
oferecidos pelos avanços tecnológicos. É importante destacar a função principal
da Biblioteca Universitária na visão de Ziman (1979), como a memória na qual
cada ítem está continuamente sendo reescrito à medida que novos resultados são
trazidos para ela.
Dos vários conteúdos que a BU registra, trata e dissemina à sua
comunidade, o livro é um dos principais “atores” alocado em seu acervo. Dado a
sua importância para o registro da extensão da memória e imaginação da
humanidade, como cita Borges (2004) em El Libro, faz-se necessário, apesar de
não pretendermos ir ao âmago da história do livro, embora esta seja fascinante,
apontar que o mesmo, no decorrer da história do homem, já possuiu vários
suportes a saber: tiras de seda, argila, tábuas, papiros, pergaminho e em papel,
sempre restritos a pequenos grupos de intelectuais.
Com o advento da imprensa no século XV - meados de 1450 por
Gutenberg, a sua difusão deu-se de forma mais ampla, pois a produção de livros
no mundo aumentou de forma exponencial e praticamente sem sofrer alterações
drásticas, pois a cultura era a versão impressa.
Assim, o livro trouxe várias vantagens, tais como o surgimento dos índices
e das bibliografias, que facilitavam a pesquisa. Aumentou o número de
alfabetizados, democratizou-se o conhecimento, a ficção tornou-se possível,
nasceu a propaganda, apareceram as bibliotecas públicas, despontou a idéia de
autoria. Os autores clássicos foram impressos.

A educação, a ciência e a

transferência de tecnologia ganharam importância.
Transcendendo o tempo e espaço, no decorrer da evolução do livro, entre
o momento em que Gutenberg publicou, em 1455, a famosa Bíblia de Gutenberg,
primeiro livro completo impresso na máquina de tipos móveis, e o advento do
computador com a editoração eletrônica passaram-se cerca de 550 anos.
Contemporaneamente, grandes alterações foram implementadas nos
procedimentos de produção, transmissão e uso do conhecimento. Na década de

�80, Castells (1999) apontou que novas tecnologias transformaram o mundo da
mídia, sendo a Internet a espinha dorsal da comunicação global.
Na perspectiva desse contexto, no final do século XX, as possibilidades
permitidas pelas inovações tecnológicas possibilitaram uma nova realidade para a
produção do livro impresso, a publicação sem o uso do papel, com custos
baixíssimos, o livro eletrônico.

2 A NOVA MÍDIA ENCONTRA O E-BOOK
Atualmente estão disponíveis várias ferramentas que dinamizaram a troca
e acesso à informação escrita. O desenvolvimento e a célere expansão das
inovações tecnológicas de informação proporcionou o surgimento de uma
sociedade de informação, digital ou de rede, em que a Internet e a World Wide
Web assumem importância em questões relacionadas a natureza do livro, em
relação a sua produção, transmissão e uso do conhecimento, dissociando-o do
suporte tradicional - impresso - para o formato eletrônico.
Com a evolução do livro impresso (analógico) para o formato eletrônico,
Chartier (1999) “nos lembra que muitas revoluções, dentre as quais a de
Gutenberg, vividas como ameaças, criaram, pelo contrário, um conjunto de
mutações que até agora tinham ocorrido em separado”.

Chartier vai além e

argumenta que muitas das categorias relacionadas com a cultura escrita estão a
modificar-se, pois está havendo mudanças nas técnicas de preparo do texto, no
suporte e nas práticas de leituras, com o surgimento do e-book.
Então o que são e-books?

Em uma definição simplista: são livros

eletrônicos para ler no computador (ou imprimir). É a versão digital do velho e
bom livro de papel. Furtado (2004), nos lembra que ao utilizarmos o termo e-book
implica o recurso a equipamentos de hardware e software. Porém, faz-se
necessário apresentarmos algumas vantagens e desvantagens, as quais estão no
Quadro 1.

�Quadro 1. Vantagens e desvantagens do e-book.
Vantagens
- espaço físico mínimo
- sem custo de frete

- som e imagem adaptáveis às
necessidades de cada leitor

- localização instantânea de páginas

- interatividade

- cruzamento automático de

- distribuição em minutos, a

referências

centenas de pessoas, em qualquer
parte do globo

- ferramentas de busca
- rompe barreiras de espaço
- cópia e colagem para facilitar a
pesquisa e recuperação
- citação e os arquivamentos de
trechos pertinentes

- impressão parcial de trechos
- - alteração de fontes (tamanho e
tipo)

Desvantagens
- dimensão cultural, social e econômica diferenciada entre os usuários
- exigência de suporte de hardware e software sem os quais não é possível o
acesso
- acompanhamento constante da evolução da informática e reciclagem
constante por parte do usuário
Diante desse universo apresentado entre os prós e contras, destacaremos
o seguinte: o livro impresso não consome energia, pois não depende de um
dispositivo eletrônico e não necessita de um back-up, porém uma edição de ebook apesar da necessidade de um aparato eletrônico, o seu alcance é mundial,
ou seja, o livro chegará a locais onde não existe uma livraria, necessitará apenas
de um micro e de uma linha telefônica.
À luz desse contexto, apresentaremos a seguir algumas iniciativas de livros
publicados por editoras comerciais na forma eletrônica ou digital e que podem ser
adquiridos na Internet, pois a proliferação dos e-books ocasionou a transição para
um mercado digital.

�2.1 COMERCIALIZAÇÃO
Visualizem um ambiente de trabalho de um aluno, de um professor, de um
pesquisador: temos uma visão de pilhas de papéis (livros, revistas, normas, entre
outros), tornando o espaço a sua volta um caos. Considerando que o volume e o
tempo de vida da informação mudaram radicalmente, Dowbor (2001) argumentou
que

as “infra-estuturas

avançadas das telecomunicações desempenham um

papel-chave na democratização da informação e do conhecimento”.
Gerando

um

contexto

diferenciado

ao

criar

inúmeros

sites

que

disponibilizam o e-book, muitas editoras inseridas no mercado cibernético
disponibilizam seus endereços na Web

versões

eletrônicas na íntegra e

reduzidas das obras originais o que nos permite fazer test-drive para uma análise
da obra. Na Internet, já estão disponíveis alguns sites que comercializam o ebook, os quais estão apresentados no Quadro 2.
Quadro 2. Alguns exemplos pró de domínio de livros digitais.
Livros digitais

Endereços

Rocket e-book

www.gemstar-ebook.com

e-books Brasil

www.ebookbrasil.com

Banres &amp; Noble

www.barnesandnoble.com

Ponto de Vista

www.angelfire.com

eBook Connections

www.ebook.connections.com

Eletric Books

www.eletricbook.com

Bitbooks

www.bitboks.com

DLSIJ Press

www.dlsijpress.com

Softbook

www.dlsijpress.com

Virtual Books

www.virtualbook-terra.com.br

NetLibrary

www.netlibrary.com

e-Books.org

www.e-books.org

Free e-Books

www.web-source.net

Net Books

www.net-books.com

�Ilustramos com algumas iniciativas. A pioneira do e-book foi o projeto Gutenberg
(www.promo.net/pg), implementado em 1971 por Michael Hart na University of
Illinois. Ele permite a importação do texto integral de milhares de obras,
principalmente literárias. Outra empresa é a Netlibrary (www.netlibrary.com).
Umas das primeiras empresas a comercializar livros e-books. Possui acervo nas
diversas áreas, com ênfase na língua inglesa. Alguns títulos são de acesso
gratuito (CUNHA, 2001, p.94).

2.1.1 Infolink do Brasil
Segundo dados colhidos em 14 de junho deste ano o acervo da Biblioteca
Virtual de texto completo de livros Ebrary era de aproximadamente 40 mil títulos,
sendo 36 mil em inglês, 4 mil em espanhol, 300 em Português provenientes de
mais de 150 editoras líderes no mercado incluindo: The MacGraw-Hill Companies,
John Wiley &amp; Sons, Cambridge University Press, Taylor &amp; Francis, Palgrave, entre
outras.
O acesso é feito na totalidade do conteúdo disponível na base de dados à
qual são adicionados novos títulos diariamente.
O acesso à tecnologia ebrary é feito através de DRM (Digital Rights
Manegement – Administração e Proteção de Direitos Digitais). O e-livro para
bibliotecas permite oferecer a seus clientes o acesso multi-usuário a conteúdos
que têm proteção aos direitos dos autores.
O e-livro para bibliotecas se integra aos recursos digitais e metodologia de
trabalho que cada biblioteca utiliza notadamente usando o formato MARC.

2.1.2 portal do livro
Em 5 março de 2004 foram nomeados pelo Presidente da República
Federativa do Brasil os novos diretores do Departamento de Políticas do Ensino
Superior da Secretaria de Educação Superior (Depes/SESu) e do Departamento

�de Projetos Especiais de Modernização e Qualificação do Ensino

Superior

(Depem) respectivamente Prof. Manuel Palácios e Prof. Oscar Acselrad.
Segundo seu novo diretor, Depes irá atuar em interface com o Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (INEP) no sistema
de avaliação da educação superior e participará ativamente da elaboração da
reforma universitária.
As duas metas apresentadas pelo diretor do Depem serão elaborar um
plano Nacional de Graduação e implantar

um programa

com políticas

específicas para o ensino de graduação.
O Ministério da Educação e o Ministério da Ciência e da Tecnologia estão
estudando a implantação de um Portal de Livros (grifo nosso) também
conhecido como Biblioteca Virtual, que estará disponível à comunidade
acadêmica e, possivelmente, a outros setores da sociedade. Neste Portal estarão
contidos textos integrais dos principais livros utilizados pelos cursos de
Graduação, possibilitando impressão parcial dos textos sem descumprimento da
Lei de Direitos Autorais.
Para tanto, no período de julho a agosto de 2004, a SESu/Depem
realizarão o levantamento da Bibliografia Básica adotada nos cursos de
Graduação das Instituições de Ensino Superior. As Instituições que subsidiaram
este levantamento foram selecionadas, por amostragem, dentre as filiadas ao
Fórum de Pró-Reitores de Graduação – FORGrad.
A nós, Bibliotecas Universitárias, cabe aguardar que o objetivo do futuro
Portal de Livros se concretize e que tenhamos acesso a bibliografias básicas
atualizadas fidedignas e condizentes com as temáticas abordadas em cada curso.

3 EXCLUSÃO SOCIAL
A revolução da digitalização, no novo contexto social que se configura o ebook e, em razão da presença cada vez maior de novas tecnologias na vida dos
cidadãos

e

consequentemente,

quem

não

tem

acesso

à

informação

�disponibilizada pelo e-book estará à margem da Sociedade da Informação,
instituindo-se uma nova modalidade de exclusão social.
Vale destacar que o termo exclusão de acordo com o Dicionário Aurélio,
origina-se do latim exclusione e significa ato de excluir, ato pelo qual alguém é
privado ou excluído de determinadas funções.
Nogueira (2004, p.28) aponta que o aparato informacional tecnológico,
imanente do processo de flexível produção consolidado na década de 1990, vem
se revelando incapaz de coibir a já conhecida exclusão pela falta de bens
simbólicos. O autor vai além e diz que uma nova face de exclusão surge com
essas mudanças e se caracteriza pela negação de bens simbólicos.
O resultado final dessa relação de negação do consumo, da educação, da
própria cultura de massa, da não conexão com o mundo exterior pela Internet
proporciona esta nova modalidade de exclusão, a exclusão digital ou
informacional.
Mas não é só isso. De acordo com Milagres e Cattelan (2004), em 2001 o
Brasil chegou a ter 11 milhões de micros e 35 milhões de linhas de telefone fixas.
Se considerarmos que os 11 milhões estão conectados a Internet, isso representa
apenas 5% da população brasileira. Temos o cenário pronto para um grave
problema social: o apartheid digital – a divisão entre os ricos e pobres, com
possibilidade de crescer ainda mais.
A sociedade de usuários de Informática e Telecomunicações do Espirito
Santo – SUCESU-ES www.sucesues.org.br/ em seu Boletim de Notícias
divulgado em 25 de março deste ano estimava que o Brasil teria 22 milhões de
microcomputadores em uso corporativo e doméstico até maio deste ano, um
crescimento de 10% frente ao número registrado em 2002 revelado na 15ª
Pesquisa Anual da Getúlio Vargas/ Escola de Administração de Empresas de
São Paulo.
Milagres e Cattelan (2004), apontam ainda que 80% dos internautas
pertencem às classes A e B, 16% à classe C e apenas 4% às classes D e E. e
que as maiores barreiras são o poder aquisitivo e a falta de instrução.

�As inovações tecnológicas desempenham um papel crucial na melhoria de
vida do cidadão, criando novas fontes de conhecimento, novos suportes para a
informação como o e-book, porém na medida em que se limita à elite, elas
tendem a aprofundar diferenças e a restringir ainda mais as oportunidades para
as camadas de menor renda. Daí a exclusão social.
Apesar da exclusão digital ser uma realidade da sociedade brasileira, a
Tecnologia da Informação, além de ser uma das maiores forças para tornar
possível as relações entre as pessoas em um mundo globalizado, sem paredes e
em tempo real, ela permite a criação de um ambiente de informação em rede,
abrindo as portas para a criação de novas oportunidades de melhoria, acelerando
o desenvolvimento social e requer por parte dos profissionais que dela farão uso
novas habilidades e novos conhecimentos.

4 O PERFIL DO BIBLIOTECÁRIO NA ERA VIRTUAL
O desafio destes profissionais da informação é imposto pela necessidade
dele se ajustar a uma nova tecnologia, permeando-a com as suas atribuições
rotineiras e incorporando-a aos novos serviços e produtos oferecidos pela
biblioteca hoje.
Cabe aqui uma “nota do que temos observado ao longo de nossa vida
profissional” – muitos docentes ensinam na Universidade compartilhando com o
aluno a construção do conhecimento que adquirem no decorrer de sua vida
universitária e nela não há muito espaço para as novas ferramentas didáticas que
temos atualmente. O papel da Universidade no novo século ainda tolhido por
tantos preconceitos de raças, de castas e de culturas é conceber a igualdade na
diferença, desenvolvendo o potencial humano para que ele possa interagir numa
sociedade a ser transformada. Os gestores do conhecimento passam por 3
etapas distintas: - 1ª dispõem de mecanismos culturais que

lhes permitem

visualizar o objetivo a ser percorrido; 2º determinam o caminho para atingir estas
metas traçando para isso um plano de ações e 3º avaliam os resultados
conseguidos nas atividades de planejamento, verificando se houve consistência
nos valores da missão e nas metas operacionais desenvolvidas.

�Diante do que já foi exposto, qual o perfil ideal do profissional da
informação? Com certeza será identificar, encontrar e/ou desenvolver e
implementar tecnologias e sistemas de informação que apoiem a comunicação e
a troca de idéias e experiências. Facilitar e incentivar as pessoas a se unirem e
participarem de grupos, equipes e redes. Criar uma arquitetura de informação que
inclua novas linguagens e categorias para identificar e alavancar perfis e
competências. Oportunizar uma arquitetura tecnológica que seja mais social,
aberta, flexível e que respeite e atenda às necessidades individuais e coletivas.
O profissional da informação mais do que nunca, necessita manejar a
racionalização do trabalho, diminuindo os custos para a instituição à qual está
ligado,

através

da

integração

institucional.

A

partir

de

parcerias

que

compartilharão de forma satisfatória os recursos existentes nas Unidades de
Informação com os avanços tecnológicos e outros recursos existentes fora da
instituição para orientar seus clientes, assegurarão a recuperação da informação
e ao mesmo tempo a qualidade dos serviços.
É importante que o profissional da informação assuma sua cidadania, já
que

esses

profissionais

além

de

serem

intermediários

entre

a

informação/conhecimento e os usuários/consulentes, são parte integrante do meio
em que vivem.

5 OS DIREITOS AUTORAIS E E-BOOKS
O livro digital obedece às mesmas leis e penalidades vigentes no país no
que se refere aos direitos do autor.
A Constituição Federal, em seu artigo 150, VI, “d”, concede imunidade
tributária a livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão como
cita Félix Soibelman, Rio de Janeiro. O objetivo era o de estimular a difusão da
cultura e do hábito da leitura reduzindo seus custos para o usuário final deste
produto. Porém, a Constituição foi elaborada há 16 anos – quando a construção
de sistemas de recuperação de informação, os produtos e serviços tecnológicos,
oferecidos hoje não fizeram parte dos estudos de 1988.

�A lei que regula os Direitos Autorais é a Lei nº 9.610 de 19 de fevereiro de
1988 e consta de 115 artigos. No seu artigo 5º considera entre outros, os itens de
: - publicações; transmissão ou emissão; distribuição; reprodução; contrafação –
a reprodução não autorizada - ; a obra propriamente dita: em co-autoria,
anônima, pseudônima, inédita, póstuma, originária,

derivada, coletiva e

audiovisual; editor; produtor; radiodifusão; artistas intérpretes ou executantes.
No capítulo III da Lei nº 9.610 que trata dos Direitos Patrimoniais do Autor e
de sua Duração, os Direitos do Autor dos livros eletrônicos estão assegurados no
Art. 29 item IX que trata da inclusão de obras em bases de dados, o
armazenamento

em computador, a microfilmagem e as demais formas de

arquivamento do gênero e no item X que prevê quaisquer outras modalidades de
utilização existentes ou que venham a ser inventadas. Maiores informações
podem ser adquiridas no site &lt; www.dgp.com.br/leis/leidraut.htm&gt;.

5 CONCLUSÃO
A integração tecnológica que permite o acesso ao e-book não deve
mascarar o fato de que parte da sociedade ocupa um universo de inacessibilidade
aos avanços tecnológicos difundidos na Sociedade de Informação da qual a
Biblioteca Universitária faz parte.
O futuro embora esteja sempre tão próximo é sempre imprevisível. Porém,
pelo novo que nos é apresentado diariamente, temos a certeza que as novas
gerações se defrontarão com o exacerbado volume de informações, no formato
digital.
Assim, para os indivíduos que cresceram às voltas com livros
convencionais, a criação do e-book é novo paradigma a ser assimilado. Porém
para as novas gerações, os usuários de hoje e do futuro, esta mudança que lhes
é apresentada rompe as barreiras do espaço e permitem-nos fazer parte de um
momento histórico: a era digital.
Destacando a imensa rede de comunicação científica e cultural, e se o
“mote” deste trabalho pode reforçar as ilhas de excelência destinadas a grupos

�privilegiados que é o meio universitário o grande números de cibernéticos conta
com inúmeras opções de e-books free, de domínio público. Porém isto vamos
contar em uma próxima oportunidade.
E-BOOK AND ITS IMPACT IN THE SOCIETY
ABSTRACT
The libraries that available the access to documents in "the traditional" form, are
come across today with the age of the digital, the Virtual age and with the
appearance of e-book: - the electronic book. The book already was confectioned
in silk straps, in clay, boards, papyruses, parchment and in paper, always
restricted the small groups of intellectuals. With the advent of the press in century
XV - middle of 1450 for Gutenberg, its diffusion was given of ampler form,
therefore the book production in the world practically increased of exponential form
and without suffering drastic alterations, therefore the culture was the version
printed. Contemporary, in the world of the multimedia, appeared the electronic
format with possibilities of almost limitless access and this in them takes the
reflections, such as the book is born virtually? If he will be positive, as is the parcel
of the society without conditions to possess equipment adjusted for the reading of
the book? It would not be plus a form of social exclusion? Which is the
infrastructure necessary to have access e-books. E the libraries as are? The
university libraries of one form or of another one they possess resources to follow
this evolution, but as it is the pertaining to school library? Without forgetting the
element main this chain librarian-information-user. Which will be the adjusted
profile to have access this technological innovation. Another investigation is in
relation to the aspect of the Copyrights, as a subject so argued in the virtual way
will be work, where everything is copied. As the authors will be protected in
relation to the original idea. One concludes that the electronic book is plus a
paradigm that associates it bigger investigation: he will be that the library without
paper goes to supplant the traditional library or go to coexist?
KEY WORDS: e-books. University library. Copyrights. Social exclusion.
REFERÊNCIAS
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&lt;http://www.educaterra.terra.com.br/voltaire/artigos/livro.htm&gt;. Acesso em: 19
maio 2004.
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CHARTIER, R. A aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo: Imprensa
Oficial, 1999.

�CUNHA, M.B. Para saber mais: fontes de informação em ciência e tecnologia.
Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2001. p.94-95.
DOWBOR, L. Tecnologias do conhecimento: os desafios da educação. Disponível
em: http://www.ppbr.com/ld. Acesso em: 1 jul 2004.
FURTADO, J.A. Livro e leitura no novo ambiente digital. Disponível em:
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MILAGRES, F.G.; CATTELAN, R.G. Exclusão digital: aspectos e desafios. São
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Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, 2004.
ROSETTO, M. Os novos materiais bibliográficos e a gestão da informação: livro
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ZIMAN, J. Conhecimento público. São Paulo: Edusp, 1979. 164p. Coleção o
Homem e a Ciência, v.8)

∗

Bibliotecária. Especialista em Administração de Bibliotecas. Coordenadora do Projeto Biblioteca
&amp; Editora – Gbipes. Bibliotecária Encarregada, Seção de Aquisição, Sistema de Bibliotecas e
Informação, Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Rua Marechal Deodoro, 1099 – Centro
– 13020-904 – Campinas – SP – Brasil sbi@puc-campinas.edu.br
∗∗
Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Bibliotecária Responsável pelo Núcleo de
Editoração, Sistema de Bibliotecas e Informação, Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
Av. John Boyd Dunlop, s/n, Bloco B-39, Jd. Ipaussurama, 13059-900, Campinas, SP, Brasil
revistasccv@puc-campinas.edu.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>As bibliotecas que disponibilizavam o acesso aos documentos na forma “tradicional”, deparam-se hoje com a era da digitalização, a era Virtual e com o aparecimento do e-book: - o livro eletrônico. O livro já foi confeccionado em vários suportes, sempre restritos a pequenos grupos de intelectuais. Com o advento da imprensa no século XV por Gutenberg, a sua difusão deu-se de forma mais ampla, pois a produção de livros no mundo aumentou de forma exponencial e praticamente sem sofrer alterações drásticas, pois a cultura era a versão impressa. Contemporaneamente, no mundo da multimídia, surgiu o formato eletrônico com possibilidades de acesso quase ilimitado e isso nos leva a reflexões, tais como o livro nasce virtualmente? Como fica a parcela da sociedade sem condições de possuir equipamentos adequados para a leitura do e-book? Não seria mais uma forma de exclusão social? Qual é a infra-estrutura necessária para acessar os e-books. As bibliotecas universitárias de uma forma ou de outra possuem recursos para acompanhar essa evolução, mas e a biblioteca escolar? Sem esquecer o elemento principal desta cadeia bibliotecário-informação-usuário. Qual será o perfil adequado para acessar essa inovação tecnológica? Em relação aos Direitos Autorais, como será trabalhado um tema tão discutido no meio virtual, onde tudo se copia. Como os autores serão resguardados em relação a idéia original. Conclui-se que o livro eletrônico é mais um paradigma que associa-se a maior indagação: será que a biblioteca sem papel vai suplantar a biblioteca tradicional ou vão coexistir?</text>
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