<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="4990" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.libertar.org/items/show/4990?output=omeka-xml" accessDate="2026-04-21T22:00:34-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="4058">
      <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/47/4990/SNBU2006_083.pdf</src>
      <authentication>8ccff86e4ccf08c32210da6e971b4715</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="54824">
                  <text>BIBLIOTECA CENTRAL – UFS
EVOLUÇÃO E DISSEMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO

Nelma Maria Santos de Carvalho
Bacharel de Biblioteconomia pela UFBA
Especialista em Gestão Pública pela UFS
Universidade Federal de Sergipe
Biblioteca Central
Campus Universitário Prof. Aluísio Campos, Bairro Rosa Elze, São Cristóvão / Sergipe.
Cep: 49100-000
Nelma@ufs.br

1

�INTRODUÇÃO
A busca por um ambiente de qualidade é uma preocupação cada vez mais freqüente
nos administradores dos centros de informações, para alcançar essa qualidade é
necessário passar por inovações exigida pela modernidade e pelo novo perfil dos
usuários. A Biblioteca Central (BICEN) modernizou suas dependências, adotando
novas tecnologias e procurando torna-se cada vez mais atrativa para servir
eficientemente a sua comunidade. Estando inserida no contexto universitário cujos
objetivos são o desenvolvimento educacional, social, político e econômico.
As mudanças ocorridas no modo de produção e divulgação da informação no
mundo, vêm das tecnologias oriundas principalmente da telemática, que, leva o
pesquisador à necessidade de conhecer as ferramentas de trabalho disponíveis,
antes de dar inicio a sua pesquisa acadêmica, tais como: a internent (wrld wide web )
; bases de dados (tradicionais, on-line ou em CD-ROM). Tais ferramentas de busca
já fazem parte de realidade da BICEN.
A Biblioteca Universitária carrega a responsabilidade de corrigir as desigualdades do
processo injusto de educação na sociedade, esta despeja nas universidades um
grande contingente de estudantes sem a cultura de freqüentar bibliotecas, isso por
que em toda a sua vida escolar não desenvolveram o hábito de usar a biblioteca
para fazer seus trabalhos escolares e até mesmo como momento de lazer e
satisfação curiosidades. E os poucos estudantes que freqüentavam bibliotecas a
viam como depósitos de coisas velhas, hoje, ainda existe os estudantes que vão á
biblioteca com a intenção apenas de acessar a internet, com a prática do
copiar/colar. A BICEN preocupada com a democratização da informação incorporou
novas tecnologias e procurou tornar-se cada vez mais atrativa e essencial para seus
usuários.
CONTEXTUALIZANDO A BIBLIOTECA CENTRAL DA UFS

2

�Historicamente no Brasil o acesso à informação sempre foi definido pelo poder
aquisitivo, e durante o período colonial os Jesuítas tentaram corrigir essa exclusão
informacional trabalhando com o objetivo de facilitar o acesso à palavra escrita por
pessoas com pouco poder aquisitivo, mesmo sendo uma ordem religiosa com grande
poder político na época seus esforços foram isolado, pois a educação e a cultura
eram prioridades dos seguimentos dominantes da sociedade.
Essa exclusão informacional vem desde a vinda da Biblioteca e da Imprensa Real de
Portugal para o Brasil favorecendo apenas a burguesia. No entanto, em 5 de
fevereiro de 1811, Pedro Gomes Ferrão de Castello Branco encaminhou um projeto
ao governador da Capitania da Bahia, solicitando a aprovação de um plano para a
fundação de uma Biblioteca. Se tornando o primeiro projeto documentado na história
do Brasil com o objetivo de facilitar o acesso ao livro tendo como única preocupação
a educação. O plano foi aprovado, e a Biblioteca inaugurada no Colégio dos Jesuítas
em 04 de agosto de 1811, na Bahia, daí em diante todas as iniciativas para
implantação de Bibliotecas partiu de projetos governamentais.
O Estado de Sergipe foi colônia da Bahia por muitos anos e a educação ficava a
encargos das ordens religiosas do Estado da Bahia, e Sergipe não tinham permissão
para fundar Escolas de Ensino Superior por ordens do clero baiano. Essa
negociação durou anos, até que a Arquidiocese de Salvador / BA não suportando
mais as pressão das Dioceses de Aracaju / SE e da sociedade sergipana que já
detinha um grande poder aquisitivo determinou a criação do primeiro curso superior
na área das letras, aparecendo também à primeira Biblioteca de ensino superior
mesmo que não legalizada. A elite sergipana não satisfeita em depender da Bahia
para educar seus herdeiros, reivindicava a criação de faculdades de cursos
considerados de “elite”. Esse movimento era composta de senhores de engenhos e
grandes comerciantes que não aceitavam que seus filhos fossem para Salvador / Ba
ou Recife / PE estudar para “doutores”, medicina, advocacia e engenharias.

3

�A primeira Escola de Ensino Superior em Sergipe surgiu na década de 40 com a
Faculdade de Ciências Econômicas (1948), Faculdade de Química (1950), Direito e
Filosofia (1951), Serviço Social (1961). Três décadas depois da criação da primeira
Faculdade no Estado de Sergipe, o governo atendendo reivindicações populares
autorizou a criação da Universidade Federal de Sergipe aonde pudesse juntar as
escolas de nível superior já existente e criar novos cursos que atendesses as
necessidades de mercado, as reivindicações populares e diminuísse a exclusão
educacional. A criação da Universidade Federal de Sergipe contrariou a historia
política da época pois aconteceu em um período que o Brasil vivia os anos sóbrios
da Ditadura Militar.
A construção do Campus Universitário em 1968 com a junção de todas as
Faculdades já existente no Estado e a criação de outras contradizia o que acontecia
no restante do país aonde ocorria à descentralização com o objetivo de desmobilizar
os estudantes. Embora a perseguição política no Estado não tenha sido menos
perversa. Na estrutura do “Campus Universitário Profº. José Aloísio de Campos” já
existia o espaço para a Biblioteca Central aonde centralizaria todos os acervos das
faculdades que comporia a Universidade. Os acervos bibliográficos foram trazidos de
qualquer forma e amontoados em pequenos espaços até que o prédio da Biblioteca
Central ficasse pronto.
A Biblioteca Central foi inaugurada dez anos após a criação do Campus
Universitário, em 11 de agosto de 1979, com a finalidade de centralizar os serviços;
coordenar o processamento técnico, gerenciar de forma coerente a distribuição de
recursos materiais e humanos. Construída com uma área física de 3.351 m2,
distribuída em dois pavimentos. Com o passar dos anos e o aumento do número
cursos criados e a ampliação expansão dos números de vagas oferecidos pela UFS
nos cursos de graduação já existente, além do surgimento dos cursos de pósgraduação (especialização, mestrado e doutorado) nas diversas áreas do
conhecimento.

4

�Sua missão é dar suporte informacional às atividades educacionais, científicas,
tecnológicas e culturais da Universidade Federal de Sergipe, contribuindo para
elevar o nível socioeconômico e cultural da sociedade em geral.
Esse crescimento do fluxo de usuários fez o cervo triplicar em seu tamanho,
ocupando assim as áreas destinadas a pesquisa/estudo, diante de tal realidade a
Biblioteca precisou reestruturar seu espaço físico, e em 2001, a BICEN passou por
sua primeira reforma e ampliação, construindo o mezanino e retirando as portas das
cabines melhorando a visão e o controle da coordenação sob os usuários nos
espaços destinados ao estudo em grupo ou individual.
O acervo da Biblioteca Central da UFS que nasceu de coleções antigas (muitas
dessas obras compõem a Coleção de Luxo) hoje possui Coleções Circulante
(empréstimo, CD, Fita K7, DVDs); Coleção de Referência, Coleção de Periódicos;
Coleção de DVDs; Coleção de Documentação Sergipana; Coleção de Luxo e
Coleção de Obras Raras. Atende os currículos das áreas de ciências biológicas,
ciências humanidades, ciências sociais, ciências exatas e das artes.
As funções básicas da BICEN derivam da dinâmica social. Dentro dessa dinâmica,
visualizamos as funções de:
• Armazenagem do conhecimento: desenvolvimento de coleções, memória da
produção científica e tecnológica, preservação e conservação;
• Organização do conhecimento: qualidade de tratamento temático e descritivo
que favoreça o intercâmbio de registros entre as bibliotecas e sua recuperação;
• Acesso ao conhecimento: a exigência de informação transcende o valor, o lugar,
a forma e necessita de acesso. Por isso devemos pensar não só em fornecer a
informação, mas possibilitar o acesso simultâneo de todos.
Essas três funções estão presentes em toda a evolução do processo de socialização
do conhecimento realizado pela Universidade ao longo dos tempos, mesmo

5

�considerando a permanente mudança dos formatos documentários para registro do
conhecimento e seu modo de acesso.

DE FRENTE PARA A REALIDADE

O crescimento da Universidade e a mudança do perfil do usuário colocaram os
bibliotecários diante de um grande dilema, a Biblioteca que outrora era considerada
um modelo, hoje não conseguia atender em tempo hábil as solicitações dos usuários
e insatisfação dos profissionais. A grande demanda de procura por serviços
bibliográficos de alunos, professores, técnicos administrativos e comunidade em
geral, causavam frustrações e problemas administrativos por falta de pessoal e por
operar um sistema manual arcaico e defasado, dando a BICEN a triste característica
de um órgão que não funcionava já que não conseguia atender de modo satisfatório
seus usuários.
A frustração dos pesquisadores que necessitavam de informações atualizadas e no
menor tempo possível levava os bibliotecários a uma luta constante pela busca do
conhecimento, precisavam estar a par dos avanços tecnológicos e os processos de
automatização, aquisição de materiais em novos formatos, como mídia e bases de
dados eletrônicos. Diante de tal impossibilidade de atender satisfatoriamente a
grande demanda só existia uma saída, a automação.
AUTOMAÇÃO
Diante da realidade atual que a sociedade da informação está vivendo os
Bibliotecários da BICEN perceberam que o sistema de Bibliotecas da UFS era
inoperante, faltava pessoal para manter o catalogo atualizado, e por esse motivo não
poderia continuar com um catalogo manual.
Automatizar o acervo de uma biblioteca do porte da BICEN é uma tarefa que deve
ser planejado nos mínimos detalhes e envolver todos os profissionais que
6

�trabalhavam no local, pois sem a compreensão e a colaboração de todos os
envolvidos no processo operacional a tarefa seria árdua. Um dos grandes desafios
dos administradores de centros de informações esta na capacidade de conciliar o
tempo e a quantidade de informações disponíveis por intermédio das ferramentas de
informática. Na medida em que o conhecimento se torna um produto, é preciso saber
gerencia-lo. Observou-se a necessidade de lidar com a complexidade tecnológica e
dela extrair maiores benefícios para a população, sendo detectado que o acesso à
tecnologia não era o maior problema, o desafio maior estava em administrar as
mudanças organizacionais, a cultura de um povo que era fiel ao mito “sempre fiz
assim e deu certo porque mudar”, coordenar egos e administrar os recursos
humanos.
Cabe lembrar que cada ambiente informacional não exclui o outro, mas tem o
potencial de acrescentar informações. Portanto, o pesquisador necessita conhecer
as vantagens e limitações destes círculos informacionais. Segundo Clausen (1997,
p.182) a Internet está tornando-se gradativamente a mais importante ferramenta para
todas os tipos de pesquisas.
A BICEN diante da certeza que precisava modernizar seus serviços, a próxima etapa
era decidir qual Sistema de Biblioteca adotar, não é simples, tendo em vista que a
primeira dificuldade para se trabalhar nesse sentido diz respeito às controvérsias
sobre a compreensão de quais seriam as características determinantes de uma
automatização retrospectiva.
A unidade de coordenação da BICEN-UFS foi quem promoveu as atividades de
gestão da tecnologia da informação e a inclusão dos auxiliares na automação. Entre
elas estava o planejamento de investimentos, a especialização de sistemas, a gestão
de contratos de consultores especializados, a contratação de serviços de terceiros
para a conversão retrospectivas, o processo de aquisição de equipamento, o
planejamento de necessidades de treinamento na área de informática, o
planejamento das tarefas e cronogramas, a aquisição de outros tipos de infra-

7

�estrutura e instalações computacionais, o planejamento e a analise dos sistemas de
bibliotecas (software) disponível no mercado e que coubesse no orçamento do setor
público.
Os três passos que a BICEN – UFS passou:
a) Automatizações das rotinas internas, no sentido de proporcionar o acesso
público ao catálogo em linha, como pré-requisito da próxima fase;
b) Acesso á base de dados em linha para os usuários, incluindo o acesso a
Internet, conduzindo a;
c) Disponibilizar serviços através da pagina Internet da biblioteca, que è
acessível à distância.
Em 1995 a Biblioteca Central / Universidade Federal de Sergipe após analisarem os
benefícios da automação, perceberam que não tinha mais condições de atender a
demanda de procura por informação em tempo hábil, resolveram investir em
inovações dos serviços na Biblioteca Central e suas setoriais. Adquiriram o Sistema
de Biblioteca SAB – II (Sistema de Automação de Biblioteca), desenvolvido e doado
pela Universidade Federal de Santa Maria. Nesse momento iniciou a automação dos
serviços, mas, ainda continuavam os fichários manuais e percebeu-se que o sistema
não atendia a necessidades essenciais.
Começa-se uma nova batalha para diante da Administração Pública adquirir recursos
para a conversão retrospectiva e aquisição de um sistema mais eficiente. Os
Bibliotecários chegaram à conclusão de que possuir apenas um catálogo
automatizado não era suficiente para atender as necessidades dos usuários,
precisavam de um Sistema de Biblioteca que funcionassem em rede.
Em 1999 a BICEN-UFS adquiriu o BIBLIOTCH sendo uma nova versão do sistema
anterior, doado pela Universidade Federal de Santa Maria, esta versão era mais
moderna e funcionava em rede e o sonho parecia completo. Os usuários podem de
qualquer terminal conectado a internet fazer o levantamento bibliográfico, consultar o

8

�acervo, verificar se o livro desejado esta disponível e podendo então ir a biblioteca
fazer o empréstimo. De posse do livro, o usuário pode fazer a renovação do
empréstimo de um exemplar de um material bibliográfico (apenas uma vez) de
qualquer lugar pela internet.
Com a aquisição do Sistema BIBLIOTCH que funcionava em rede, o website das
bibliotecas foi criado, sendo hoje o centro e o cérebro, contendo um universo de
informações indispensáveis aos alunos desde a graduação até aos estudos de pósgraduação, abrangendo as exigências da pesquisa e publicação de trabalhos,
(monografias, dissertações, teses e artigos de periódicos). Além de atender a
comunidade em geral que busca conteúdos para concursos ou atualizações
pessoais.
A análise do impacto da tecnologia da informação na Biblioteca Central da UFS,
abrange aspectos relacionados à informatização, ao perfil dos bibliotecários e do
usuário diante da informática. O administrador precisou gerenciar a mudança
comportamental em frente à nova forma de gerenciar a gama de informações
disponibilizadas pela tecnologia da informação destacado, portanto, o poder da
automatização no processo de aprendizagem.
Depois de toda batalha para automatizar a Biblioteca descobre-se que o
BIBLIOTECH não atendia as necessidades administrativas, começa então novas
negociações para a aquisição de um novo Sistema de Biblioteca que atenda as
necessidades dos usuários, dos bibliotecários e da administração, ou seja, um
sistema com linguagem MARC2.
ETAPAS DE EVOLUÇÃO DA BIBLIOTECA CENTRAL – UFS
O Sistema de Biblioteca da UFS é composto por três Bibliotecas: Duas no Campus
Universitário Prof. Aloísio de Campos em São Cristóvão / SE sendo elas a Biblioteca
Central – BICEN que atende a todo o campus universitário da UFS, estudantes,

9

�professores e pesquisadores das Faculdades particulares UNIT e Pio X, já que a
BICEN é a única no Estado a dispor do serviço do COMUT e a comunidade em
geral; a Biblioteca Comunitária que fica dentro do Colégio de Aplicação – UFS,
atende aos alunos e professores do 1º e 2º grau e a Biblioteca da Saúde – BISAU
que fica no Hospital Universitário em Aracaju /SE.
O Sistema de Biblioteca é coordenado pela Diretora da BICEN, auxiliada pelo
Sistema BIBLIOTECH para automação dos serviços de aquisição, registro,
catalogação, empréstimo e controle de multas. O catalogo é on-line e interligado o
que facilita a administração dos empréstimos em qualquer uma das bibliotecas e a
pesquisa bibliográfica dos usuários via internet.
Atendendo as exigências do Governo Federal de modernização, a UFS visa ter seus
sistemas todos interligados, a fim de atender, de forma integrada as áreas de
atuação da Universidade: DAA, Restaurante e Biblioteca. Já dentro dos conceitos
estabelecidos no redesenho dos processos de disseminação e compartilhamento da
informação e o uso da tecnologia como ferramenta para ampliar e aperfeiçoar os
serviços que presta ao cidadão.
A Universidade e a Biblioteca procuraram equipar suas estruturas físicas de
equipamentos modernos em tecnologia e telecomunicações, ferramentas adequadas
que possibilitem o aperfeiçoamento dos perfis dos servidores dentro da nova cultura
de desenvolvimento de habilidades, aptidões pessoais. E os profissionais da
informação precisam aperfeiçoar e dominar as ferramentas tecnológicas para poder
melhorar os serviços técnicos referentes a bibliotecas, assim como auxiliar os
usuários na utilização dos terminais e na captura da informação adequada e de
qualidade.
Os Bibliotecários analisaram as necessidades e dificuldades dos auxiliares usuários,
adaptando a Biblioteca para:

10

�•

Providenciar o acesso democrático a toda a informação publicada;

•

Oferecer oportunidade de aprendizagem e utilização de consulta as bases de
pesquisa;

•

Garantir que os auxiliares soubessem trabalhar com computadores e que os
usuários tivessem acesso aos computadores e aos sistemas de que precisam;

•

Salvaguardar a identidade cultural num mundo em rápida mutação.

A tecnologia já tem a capacidade de proporcionar as respostas, mas é necessário
ultrapassar a dependência generalizada dos meios de comunicação tradicionais.
Este é um dos motivos para adquirir uma atualização mais moderna de um sistema
de biblioteca. Pois, mesmo que durante muitos anos, o livro permaneça o mais
importante veiculo da informação, as bibliotecas limitadas a materiais impressos
descobrirão que estão cada vez mais atrasadas em relação àquelas que
providenciam serviços modernos em rede com um êxito impressionante. Para atingir
sua finalidade, a BICEN-UFS teve de assumir o desafio, de redefinir o seu papel e
estabelecer estratégias para exigências sempre em mutação. O principal objetivo, no
contexto da sociedade da informação, a qualquer momento e em qualquer lugar.
O QUE A BICEN OFERECE HOJE A SEUS USUÁRIOS:
•

acesso ao conhecimento humano, independentemente da forma sob a qual foi
registado;

•

uma coleção de material impresso e multimédia para empréstimo;

•

acesso a redes e apoio à navegação em rede e à pesquisa de informação;

•

postos de trabalho para usuários (pontos de redes em locais estratégicos do
acervo para conexão de computadores manuais);

•

oportunidades de formação e aprendizagem aberta;

•

espaço climatizado, proporcionando oportunidades confortáveis de encontros
para estudo individuais ou em grupos (cabines não climatizadas);

•

serviços de disponibilização eletrónica de documentos.

•

renovação do material locado de qualquer computador com acesso a internet;

11

�•

videoteca com DVDs didáticos e cultura geral;

•

salas de projeções climatizadas, equipadas com aparelho de tvs, DVDs, vídeo
cassete, slaid, retro-projeto e data-show;

•

Comutação bibliográfica;

•

Catalogação na fonte de monografias, dissertações, teses e livros,
defendidos, publicados ou patrocinados pela UFS;

•

Acesso ao Portal de Periódicos da CAPES;

OBJETIVOS AINDA ALMEJADOS:
•

acesso a catálogos coletivos para empréstimo interbibliotecas;

•

fazer parte de uma rede mundial de bibliotecas;

•

cooperar

de

perto

com

outras

instituições

de

arquivo,

escolas

e

estabelecimentos de ensino;
•

ter espaço equipado para deficientes visuais, com acervo em brailler,
computador, impressora, etc.);

•

oferecer serviços especiais a grupos-alvo diversificados - desde informação
comercial a serviços para minorias étnicas e deficientes visuais e físicos;

•

ser uma biblioteca cooperante no sistema do COMUT.

•

receber de volta a galeria para maior liberdade/controle em eventos;

•

implantar sistema de auto-atendimento na devolução de livros;

•

alcançar 99% de satisfação do usuário.

GERENCIAMENTO DAS FILAS DE ESPERA
Uma linha de espera, conhecida pelos pesquisadores operacionais como fila ocorre
sempre que os números dos que chegam a uma instalação excede a capacidade do
sistema de atendê-los de imediato. O gerenciamento operacional das filas consiste
em racionalizar os métodos de trabalho, programando a oferta, atendendo
prontamente à demanda espontânea e antecipando a demanda programada,
minimizando, então, os custos em espera dos clientes e das instalações ociosas. O
principal objetivo do gerenciamento operacional das filas de espera é reduzir o

12

�congestionamento através de técnicas tais como: aproveitamento dos horários
ociosos, deslocamento de funcionários em horários de pique, aumento da velocidade
dos serviços, revisão de todos os processos, redução e conhecimento dos gargalos,
uso apropriado da tecnologia de informação, e treinamento da equipe de suporte.
Os administradores de serviços precisam gerenciar adequadamente estes tempos de
espera dos clientes para garantir tanto eficiência como impedir que os clientes não
sejam afetados tão negativamente pela espera. Para atingir este ponto, os
administradores necessitam reconhecer que o bom gerenciamento da fila de espera
consiste em dois principais componentes: o próprio tempo de espera real e o tempo
de espera percebido pelo cliente. Segundo a observação do filósofo William James,
“o tédio resulta de se estar atento à própria passagem do tempo”. Com base nessa
observação, David Maister formulou os princípios sobre o tempo de espera,
resumidos abaixo:
1. O tempo desocupado parece maior do que o tempo ocupado;
2. A espera no pré-processo parece mais longa do que a espera no processo
propriamente dito;
3. A ansiedade faz a espera mais longa;
4. A espera incerta é mais longa do que a espera previsível, finita;
5. A espera inexplicada é mais longa do que espera explicada;
6. A espera injusta é mais longa do que espera eqüitativa;
7. Quanto mais valioso o serviço, mais tempo o cidadão admite esperar;
8. A espera solitária parece mais longa do que a espera em grupo;
9. A espera incômoda é mais longa do que a espera confortável;
10. A espera parece mais longa para usuários recentes ou ocasionais do que
para os freqüentes.
Antes da automatização os usuários da BICEN ficavam horas na fila, pois, o serviço
de empréstimo e devolução era feito todo manual, hoje, com a automatização dos
serviços o usuário não fica mais que 30 minutos na fila, este tempo ainda é muito,
embora, o serviço de renovação do material locado já possa ser feito pela internet.

13

�Trabalhamos para que no futuro alguns serviços como renovação e devolução de
material locado seja feito pelo próprio usuário, através de sistemas de autoatendimento.
CONCLUSÃO
O objetivo desta pesquisa visa analisar a evolução do sistema de Biblioteca
Universitária da UFS, o surgimento da tecnologia que chega transformando a forma
de atuar dos Bibliotecários, dos auxiliares e dos usuários. Essas mudanças levaram
os bibliotecários a atuar de forma diferente com o objetivo de cativar o novo cliente,
pois, si assim não o fizesse corriam o risco de fecharem suas portas ou seriam
citadas como exemplo de “sistema arcaico de centro de informação”. A inovação
tecnológica é atualmente um dos mais importantes fatores de progresso e melhoria
da qualidade de vida dos serviços oferecidos nas Bibliotecas.
A atuação da rede de bibliotecas universitárias da UFS, nesta análise, caracteriza as
fases e os tipos de bibliotecas frente ao uso de tecnologias. Demonstra,
especialmente, que poderemos conviver por muito tempo com a presença da
biblioteca eletrônica em função da coexistência da coleção de documentos
impressos.
REFÊRENCIA
ALBAGLI, Sarita; Maciel, Maria Lucia. Informação e conhecimento na inovação e no
desenvolvimento local. Ci. Inf. V. 33, n. 3, Brasília, set./dez 2004.
BATESON, John E. G.; Hoffman, K. Douglas. Marketing de services. 4. ed. Porto Alegre:
Bookman, 2001.
CARVALHO, Kátia de. Disseminação da informação de inteligência organizacional. Ci. Inf.,
v. 2, n. 3, jul. 2000.
CHAMPY, J.; NOHRIA, N. Avanço rápido: as melhores idéias sobre o gerenciamento de
mudanças nos negócios. Rio de Janeiro: Campus, 1997.
COGAN, S. Gerenciando as percepções nas filas de espera: para aumentar o nível de
satisfação dos clientes. Qualitymark Ed. 1998

14

�CÔRTE, Adelaide Ramos … [et al.] Automação de bibliotecas e centros de documentação: o
processo de avaliação e seleção de software. Ci. Inf., v. 28, n. 3, Brasília, set./dez. 1999.
GONÇALVES, Betânia Lima Vieira, MARCONDES, Carlos Henrique. O impacto da internet
nos serviços bibliotecários : um estudo exploratório. In: Seminário Nacional de
Biblioteconomia Universitária, 10, Fortaleza, Ceara, out. 1998. Anais...
KOTLER, Philip. Administração de marketing: analise, planejamento, implementação e
controle. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1998.
LEVI, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática.
Trad. Carlos Irineu da Costa. São Paulo. Ed. 34, 1993.
LEVI, Pierre. O que é virtual. Trad. Paulo Neves. São Paulo: Ed. 34, 1993.
LOVELOCK, C.; WRIGHT, L. Serviços: marketing e gestão. São Paulo: Saraiva, 2001.
MARCONDES, Carlos H. Tecnologia da informação e impacto do profissional da
informação. Niterói – RJ, UFF, 199?
MINTZBERG, Henry. Criando organizações eficazes: estruturas em cinco configurações.
2. ed. São Paulo: Atlas, 2003.
ROBLES Jr.: Antonio. Custos da qualidade: aspectos econômicos da gestão da qualidade
e da gestão ambiental. São Paulo: Atlas, 2003.
SUAIDEN, Emir Jose. A biblioteca pública no contexto da sociedade da informação. Ci. Inf.,
v. 29, n. 2, Brasília, maio/ago. 2000.
TARGINO, M. G. Conceitos de bibliotecas. Brasília: Associação de Bibliotecários do
Distrito Federal, 1984.
ZABOT, João Batista M.; SILVA, L. C. Mello da. Gestão do conhecimento: aprendizagem e
tecnologia construindo a inteligência coletiva. São Paulo: Atlas, 2002.

15

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="47">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51378">
                <text>SNBU - Edição: 14 - Ano: 2006 (UFBA - Salvador/BA)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51379">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51380">
                <text>Tema: Acesso livre à informação científica e bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51381">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51382">
                <text>UFBA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51383">
                <text>2006</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51384">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51385">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51386">
                <text>Salvador (Bahia)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54798">
              <text>Biblioteca Central - UFS: evolução e disseminação da informação.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54799">
              <text>Carvalho, Nelma Maria Santos de</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54800">
              <text>Salvador (Bahia)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54801">
              <text>UFBA</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54802">
              <text>2006</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54804">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54805">
              <text>O objetivo desta pesquisa visa analisar a evolução do sistema de Biblioteca Universitária da UFS, o surgimento da tecnologia que chega transformando a forma de atuar dos Bibliotecários, dos auxiliares e dos usuários. Essas mudanças levaram os bibliotecários a atuar de forma diferente com o objetivo de cativar o novo cliente, pois, si assim não o fizesse corriam o risco de fecharem suas portas ou seriam citadas como exemplo de “sistema arcaico de centro de informação”. A inovação tecnológica é atualmente um dos mais importantes fatores de progresso e melhoria da qualidade de vida dos serviços oferecidos nas Bibliotecas. A atuação da rede de bibliotecas universitárias da UFS, nesta análise, caracteriza as fases e os tipos de bibliotecas frente ao uso de tecnologias. Demonstra, especialmente, que poderemos conviver por muito tempo com a presença da biblioteca eletrônica em função da coexistência da coleção de documentos impressos.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="68494">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
