<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="5002" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.libertar.org/items/show/5002?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-07T18:00:24-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="4069">
      <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/47/5002/SNBU2006_087.pdf</src>
      <authentication>b3e08939a6c273fb054ea4d12e47f07b</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="54923">
                  <text>BIBLIOTECA NO AMBIENTE EDUCACIONAL E A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
Magda Almada
Especialista em Gestão da Informação e
Inteligência Competitiva, Bacharel em
Biblioteconomia, Bibliotecária na Faculdade de
Belford Roxo – FABEL - http://www.fabel.edu.br
e-mail: magda.almada@gmail.com
Ursula Blattmann
Dra. Engenharia de Produção, Mestre em
Biblioteconomia, Bacharel em Biblioteconomia,
Professora na Universidade Federal de Santa
Catarina, e-mail: ursula@ced.ufsc.br

RESUMO
A biblioteca está cada vez mais presente simultaneamente nas modalidades de
ensino fundamental, médio e superior no sentido de organizar e administrar
fontes de informação seja de recursos didático-pedagógicos quanto aos de
suporte informacional para a atualização e pesquisa dos diferentes públicos. Os
gestores desse tipo de biblioteca precisam oferecer serviços e produtos para
atender os diferentes públicos (estudantes desde a pré-escola ao superior,
professores e demais membros dessa comunidade educacional), e
compreenderem as mudanças dos objetivos e das funções da biblioteca. As
diferentes necessidades e o uso intensificado da informação dos distintos
públicos (usuários/leitores) dinamizam o papel da biblioteca. A inserção de
novas tecnologias da informação e comunicação devem estar intercaladas no
cotidiano do bibliotecário para potencializar serviços e produtos da biblioteca.
Para isso é pertinente estabelecer diretrizes de planejamento para a gestão
interna e externa da biblioteca e contribuir nas ações da instituição educacional.
Entre os resultados pode-se mencionar que a biblioteca contribui positivamente
na qualidade do ensino e da pesquisa oferecidos na instituição educacional; no
processo de incentivo a leitura pois potencializa às atividades críticas e
intelectuais; e no papel da biblioteca presente na (in)form[ação] do cidadão para
sobreviver na era da globalização imposto pela Sociedade da Informação.
Palavras-chave: Acesso à Informação; Competência Informacional; Inclusão
Social; Leitura; Sociedade da Informação; Biblioteca.

Eixo temáticos: As Bibliotecas Universitárias e a Produção do Conhecimento
- As redes e virtualidades da pesquisa acadêmica

Apresentação oral

�1 INTRODUÇÃO
Segundo SILVA; CUNHA (p.79, 2002) a educação no século XXI deverá ser
uma educação ao longo da vida. Este conceito permite “ordenar as diferentes
sequências de aprendizagem (educação básica, secundária e superior), gerir as
transições, diversificar os percursos, valorizando-os”. A educação deverá se
preocupar com a formação do cidadão, da pessoa em seu sentido amplo, e não
somente com a formação profissional.
BLATMANN; CIPRIANO (2005) entre as mudanças e transformações
ocorridas no sistema educacional brasileiro na década de 1990, especificamente
após a implementação da lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, foram
estabelecidas diretrizes e bases da educação brasileira, conhecida como LDB,
proporcionando o crescimento das entidades educacionais que desenvolvem
estruturas atendendo alunos desde a pré-escola ao ensino superior.
No artigo 7 desta lei, constata-se que o ensino é livre à iniciativa privada,
desde que atendidas as condições:
I - cumprimento das normas gerais da educaação nacional e do
respectivo sistema de ensino;
II - autorização de funcionamento e avaliaçção de qualidade pelo Poder
Público;
III - capacidade de autofinanciamento, ressaalvado o previsto no art.
213 da Constituição Federal.

Cabe salientar que os estabelecimentos de ensino devem elaborar sua
proposta pedagógica, como visto no artigo 12:
Os estabelecimentos de ensino, respeitados as normas comuns e as
do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: I - elaborar e
executar sua proposta pedagógica; II - administrar seu pessoal e seus
recursos materiais e financeiros. [...]

Também estão estabelecidos os seguintes princípios:

�Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão
democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as
suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios:
I - participação dos profissionais da educcação na elaboração do
projeto pedagógico da escola;
II - participação das comunidades escolar e local em conselhos
escolares ou equivalentes.

A educação escolar definida pela LDB explicita-se no artigo 21:
Art. 21. A educação escolar compõe-se de:
I - educação básica, formada pela educaçãoo infantil, ensino
fundamental e ensino médio;
II - educação superior.

A educação escolar pode ser entendida conforme:
Art. 32. O ensino fundamental, com duração mínima de oito anos,
obrigatório e gratuito na escola pública, terá por objetivo a formação
básica do cidadão, mediante:
I - o desenvolvimento da capacidade de aprrender, tendo como meios
básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da
tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a
sociedade;
III - o desenvolvimento da capacidade de aprrendizagem, tendo em
vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de
atitudes e valores;
IV - o fortalecimento dos vínculos de famíllia, dos laços de
solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a
vida social.

Enquanto a educação superior tem, como exposto no artigo 43, entre as
finalidades de:
I - estimular a criação cultural e o desennvolvimento do espírito
científico e do pensamento reflexivo;
II - formar diplomados nas diferentes áreass de conhecimento, aptos
para a inserção em setores profissionais e para a participação no

�desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação
contínua;
III - incentivar o trabalho de pesquisa e innvestigação científica, visando
o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da
cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do
meio em que vive;
IV - promover a divulgação de conhecimentoss culturais, científicos e
técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o
saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de
comunicação [...]

Ainda BLATMANN; CIPRIANO (2005), Considerando a lei de diretrizes e
bases da educação no Brasil e o contexto político-educacional brasileiro,
observa-se que instituições de educação básica estão se envolvendo com a
educação superior. As mudanças de mercado de ação são decorrentes dos
processos da globalização e principalmente da educação vista como um bem de
consumo, ou seja, a nossa velha conhecida oferta/procura, é a demanda do
mercado educacional.
Os estímulos na política educacional para o ensino superior, incentivada
pela expansão da rede privada, investindo na abertura de faculdades e escolas
de ensino privado tiveram um avanço significativo na última década. Instituições
de ensino que tinham como nicho de mercado a educação básica se motivaram,
entre os fatores de aproveitarem o espaço físico e a estrutura organizacional,
lançando-se para a educação superior, abrindo faculdades em diferentes áreas
do conhecimento.
Para o credenciamento das instituições de ensino superior, o Ministério da
Educação utiliza critérios de avaliação. Sobre bibliotecas, observa-se no artigo
18° do Decreto 2.036, de 19 de agosto de 1997, alínea b do 1° parágrafo que as
instituições de ensino superior também tornarão públicos:
b) a descrição dos recursos materiais à disposição dos alunos,
tais como laboratórios, computadores, acessos às redes de
informação e acervo das bibliotecas.

Enquanto ao credenciamento existem resoluções e portarias específicas,
cabe ao bibliotecário conhecê-las e aplicá-las para melhor avaliação perante o

�MEC. Verificam-se critérios como os estabelecidos na Resolução 10 do
Conselho Nacional de Educação – Câmara de Educação Superior, de 11 de
março de 2002, no Plano de Desenvolvimento Institucional, a biblioteca deverá
conter, conforme descrito no parágrafo 4°:
I - indicação do acervo, formas de sua atuualização e expansão,
identificando sua correlação pedagógica com os cursos e programas
existentes ou previstos, bem como as obras clássicas, dicionários e
enciclopédias, destacando em especial:
a) livros, periódicos acadêmicos e científicos e assinaturas de revistas
e jornais;
b) vídeos, DVDs, CD ROMS e assinaturas eletrônicas.
II - descrição do espaço físico incluindo as instalações para estudos
individuais e em grupo;
III - horário de funcionamento, pessoal técnico-administrativo e serviços
oferecidos, tais como, consulta e empréstimo, acesso a redes, a bases
de dados, a outras bibliotecas nacionais e internacionais, a consultas e
leituras eletrônicas.

Andrade e Amboni (1999, p. 12) apud BLATMANN; CIPRIANO (2005)
mencionavam que cabe ao gestor da biblioteca verificar e relacionar a
quantidade de exemplares dos livros-texto utilizados em todas as disciplinas do
curso

e

que

se

encontram

disponíveis

na

Biblioteca

(http://www.mec.gov.br/sesu/ftp/curdiretriz/administ/ad_reconh1.doc).
Enquanto os padrões, mencionados por Andrade et al. (1999), envolvem
“existência de no mínimo de dois livros citados na Biblioteca Básica dos Cursos
de

Graduação

em

Administração”

(http://www.mec.gov.br/sesu/ftp/curdiretriz/Administ/ad_padrao.doc ). Além disso
compete :
a) Fornecer a lista dos principais periódicos (revistas e
jornais) assinados pela Biblioteca.

�b) Indicar a política adotada para atualização do acervo de livros e
periódicos, bem como de pessoal especializado (bibliotecários e
outros).

c) Indicar a política e facilidade de acesso ao material
bibliográfico, fornecendo as seguintes informações:
d) Horários de acesso;
e) Forma de acesso e empréstimo;
f) Facilidades de reservas;
g) Qualidade da catalogação e disposição do acervo.
h) Acrescentar ainda as seguintes informações:
i) Reprografia e infra-estrutura para recuperação de informações:
j) Formas de acesso à base de dados: internet e outras:
k) Espaço físico para leitura e trabalho em grupo;
l) Área física disponível;
m) Planos de expansão.

Existe a preocupação na busca pela qualidade no ambiente educacional
perpassa

diretamente

pela

presença

das

bibliotecas

e

bibliotecários

[competentes]. Com isso surgem questões de como atender e oferecer suporte
informacional mais e melhor aos alunos da pré-escola, séries iniciais, ensino
fundamental, médio e superior em um mesmo ambiente? As possíveis respostas
estão centradas em como dar suporte as atividades de ensino, pesquisa e
extensão, priorizando a qualidade de produtos e serviços prestados pela
biblioteca e pelos bibliotecários para sua comunidade educacional.
2 A BIBLIOTECA NO SISTEMA DE ENSINO
Cabe aos dirigentes de cada biblioteca buscar compreender qual o
objetivo, a missão, as funções e traçar ações para atender as atividades
estabelecidos. Nas bibliotecas educacionais é necessário conhecer a proposta
pedagógica da instituição, caracterizar o ambiente (efetuar o diagnóstico da

�instituição) e identificar o perfil do uso e das necessidades da comunidade
educacional para estabelecer quais as demandas informacionais e propor
serviços e produtos qualitativos na instituição educacional.
Ao aproveitar a estrutura operacional, isto é, utilizar ao máximo o espaço
para os três turnos diários (manhã, tarde e noite), requer transform[ação]
envolvendo a gestão das pessoas (treinamento, horários e atividades), utilização
de recursos da tecnologia da informação para dinamizar os serviços e produtos
como o controle de empréstimos e reserva eletrônico, disponibilizar o catálogo
on-line para facilitar as consultas ao acervo e incrementar o atendimento da
biblioteca. Se antes eram crianças e adolescentes que freqüentavam este
ambiente, agora cabe ao bibliotecário planejar e saber administrar a biblioteca
para atender também aos estudantes e professores do ensino superior. Convém
lembrar da importância do acolhimento do bibliotecário para com seus leitores
em ser um momento agradável, educador, humano e pertinente.
De acordo com Ferreira (1980).
[...] assim como a universidade deve estar voltada para as
necessidades educacionais, culturais, cientificas e
tecnológicas do país, as bibliotecas devem trabalhar visando
esses objetivos, condicionada que são as finalidades
fundamentais da universidade. Por isso as bibliotecas
devam, participar ativamente do sistema educacional
desenvolvido pela universidade.

O processo de adaptação requer competências, habilidades e atitudes de
todos os envolvidos na gestão da biblioteca. Significa acompanhar as alterações
da realidade educacional, econômica, social e as demandas culturais.
O ambiente da biblioteca precisa estar adequado para oferecer
oportunidades de ampliar conhecimentos dos educandos, de planejar e executar
atividades para incentivo da leitura e da pesquisa de sua comunidade indiferente
se iniciantes ou pós-graduados.
As bibliotecas que prestam serviços e produtos tanto para a comunidade
da educação básica e do ensino superior são denominadas por Mattos (2005) de

�mistas (bibliotecas escolares-universitárias). Estas têm como funções priorizar
atividades para o desenvolvimento do ser humano. Isto significa que precisam
acompanhar as propostas do elenco das disciplinas, acompanhar as
necessidades informacionais da comunidade educacional. A finalidade da
instituição educacional consiste em preparar o educando para interagir na
sociedade, contribuindo para o seu desenvolvimento intelectual e pessoal.
Com a lei 10.861, ficou instituído o Sistema Nacional de Avaliação da
Educação Superior – SINAES, e a preocupação dos bibliotecários passa a
se concentrar na pontuação da avaliação (40%), assim recomendações de
como

preparar

a

biblioteca

para

avaliação

do

MEC

descritas

detalhadamente no artigo de Barcelos e Gomes (2004) auxiliam nesta árdua
e importante tarefa. Certamente quem ganha é a comunidade educacional.
Graça Maria Fragoso (2005, p 47) diz que a biblioteca “é o coração da
escola, concedendo vida à comunidade escolar, uma vez que permanece em
constante sintonia com o processo pedagógico.”
E para o bibliotecário, já 1994, Graça Maria Fragoso (1994) mencionava
que é necessário promover a produção de textos, incentivar o leitor a recriar o
que vivência e nesse ambiente dinâmico incorporar as novas tecnologias de
informação e comunicação. Certamente haverá espaço para bibliotecários próativos, envolvidos com ações e não tantos discursos ocos.
Assim, a biblioteca no ambiente educacional tem como função
desenvolver também atividades de ensino, cultura e lazer, além de despertar o
gosto pela leitura, preparando o indivíduo para assumir uma atitude crítica aos
problemas de uma sociedade mutante e trans-nacional. – in[form(ação)].

2.1 O perfil do profissional bibliotecário
SILVA; CUNHA (p.79, 2002) aprender a ser é um pilar que foi preconizado
pelo Relatório Edgard Faure, preparado para a Unesco, na década de 70. O
mundo atual exige de cada pessoa uma grande capacidade de autonomia e

�uma postura ética . Considera-se que os atos e as responsabilidades
pessoais interferem no destino coletivo. Refere-se ao desenvolvimento dos
talentos do ser humano: memória, raciocínio, imaginação, capacidades
físicas, sentido estético, facilidade de comunicação com os outros,
carisma natural, etc. Confirma a necessidade de “cada um se conhecer e
se comprrender melhor”.
O bibliotecário ativo na escola é aquele que participa da elaboração do
currículo da escola. Esse torna a sua biblioteca um diferencial, notado e
conseqüentemente faz a diferença e acaba atraindo investimento para a sua
biblioteca.
O bibliotecário no ambiente educacional precisa estar apto a desenvolver
o papel de educador quando criar políticas internas para incentivar a prática
cultural na biblioteca entre as quais em organizar mostras culturais, exposição
da memória da instituição, contação de histórias, sessões de teatro e cinema,
dia de autógrafo com autores, gincanas de leitura e interpretação, criação de
textos entre outros. Quando fizer da biblioteca um espaço divertido, agradável,
aconchegante, um ambiente prazeroso; assim mantendo leitores e
conquistando novos leitores. Com isso, envolvendo-os nas atividades e fazendo
que se torne um programa agradável e habitual em visitar a biblioteca para
realizar pesquisas e/ou efetuar leituras diversas. Esta será com certeza a
biblioteca sonhada por muitos, porém, realizada no momento por poucos.
O bibliotecário precisa [inter]agir para favorecer práticas de leitura de
diferentes fontes de informação, propiciar espaços de leitura e minimizar a
exclusão social. Lembrando a importância da aculturação digital para todos.
2.2 Biblioteca no Sistema de Ensino Barddal Biblioteca da FABEL (inserir as
informações da Biblioteca da FABEL)
2.3 A leitura no ambiente educacional
A leitura e a escrita são processos de aprendizagem singulares de cada
indivíduo. Não basta que o sujeito aprenda ler e escrever nos primeiros anos

�escolares e depois não faça uso da mesma para conviver na sociedade. É
necessário estimular estes processos ampliando as atividades pedagógicas do
ambiente educacional. Caso contrário haverá um déficit na capacidade do
sujeito em saber lidar com informações e consequentemente dificultar a
apropriação e a geração de conhecimentos, devido ao de(uso) da informação
fornecida.
Graça Maria Fragoso (2004, p. 168) expõe:
O processo de alfabetização de crianças e adultos é um exemplo das
diferenças entre leituras. Para a criança, a leitura das palavras é
novidade que abre as portas para o mundo do conhecimento. Para o
adulto, o aprender a ler as palavras é oportunidade de ordenar e
estabelecer uma lógica na organização do mundo, ampliar as
possibilidades de interpretação. Porém, para esse adulto, não é ponto
de partida.
Ler, portanto, é analisar e buscar compreender as mudanças. Objetiva
interpretar o que foi registrado. Entretanto, como se posiciona o leitor ,
hoje, em uma sociedade tão sobrecarregada de informações e
informatizada?

No Brasil são realizadas avaliações do ensino básico e superior. Cabe
destacar que a média de desempenho em Língua Portuguesa, entre os anos de
1995-2001, apresentou queda de 10% (SAEB/MEC 2004, p. 9). Conforme o
estudo do MEC/INEP esta situação expõe que:
Algumas características dos alunos brasileiros ajudam a entender o problema.
Os estudantes de desempenho “muito crítico”, em sua maioria, 76%, estão
matriculados no ensino noturno, 96% em escolas públicas, 48% conciliam
trabalho e estudo e 84% têm idade acima da considerada ideal para a série. São
filhos de mães com baixa escolaridade. O perfil dos estudantes com
desempenho “adequado” é quase o oposto. A maioria, 76%, estuda na rede
privada de ensino, 89% freqüentam aulas no período diurno, 87% somente
estudam e 84% não apresentam distorção idade/série. São filhos de mães de

�maior escolaridade: 80% delas têm, no mínimo, o ensino médio. O ensino é mais
ineficaz justamente para os estudantes mais carentes.
Pacheco e Araújo (2005) descrevem aspectos da avaliação apresentados no
quadro 2 referente ao SAEB/MEC de 2004.

AVALIAÇÕES DO SAEB/MEC 2004
4ª série do Ensino
Fundamental
Estágio

Muito crítico
Crítico
Intermediário
Adequado
Total

2001 (%)

22,2
36,8
36,2
4,9
100,0

2003 (%)

18,7
36,7
39,7
4,8
100,0

8ª série do Ensino
Fundamental
2001 (%)

1,9
20,1
64,8
10,3
100,0

2003 (%)

3ª série do Ensino Médio

2001 (%)

4,3
22,0
63,8
9,3
100,0

2003 (%)

4,9
37,2
32,5
5,3
100,0

3,9
34,7
55,2
6,2
100,0

Quadro 2: Adaptado do MEC/INEP/SAEB (2004)

Analisando o quadro 2, pode-se dizer que os estudantes desenvolvem
habilidades de leitura muito elementares e que nos diferentes níveis os mesmos
estão sendo acumulados déficits educacionais (como dificuldades de leitura e
interpretação de textos de gêneros variados) em longo prazo e isto certamente
influenciará no perfil dos estudantes do ensino superior.
Os “adequados” conforme o documento do INEP/MEC (2004, p.9)
[...] somam 5%. São os que demonstram habilidades de leitura de textos
argumentativos mais complexos. Relacionam tese e argumentos em textos
longos, estabelecem relação de causa e conseqüência, identificam efeitos de
ironia ou humor em textos variados, efeitos de sentidos decorrentes do uso de
uma palavra, expressão e da pontuação, além de reconhecerem marcas
lingüísticas do código de um grupo social.

�A importância da biblioteca no ambiente educacional deveria ser um
espaço para desenvolver e aprimorar as competências de leitura e escrita dos
educandos, isto é, a biblioteca tornar-se-á indispensável e contribuirá
positivamente no fortalecimento da aprendizagem e pesquisa na educação
básica e da educação superior.
3 COSIDERAÇÕES FINAIS
A leitura estimula a criatividade, desenvolve a compreensão e interfere no
desenvolvimento do ser humano. As bibliotecas são espaços de acesso e uso
da informação e também realizam ações para promover a leitura em diferentes
níveis conforme os perfis da comunidade.
A leitura possibilita a tomada de atitude crítica, cientifica e intelectual,
preparando o indivíduo para as diversidades da sociedade, e interfere
diretamente nas experiências de vida das pessoas, bem como na sensibilidade e
personalidade de cada pessoa.
O interesse pela leitura dar-se-á na infância, deve ser despertada no
educando pela escola na interação professor-bibliotecário, uma vez que estes
deverão indicar e incentivar o gosto pela leitura de toda a comunidade.
O conceito de bibliotecas mistas (bibliotecas escolares e de ensino
superior) surge da necessidade de atender no mesmo ambiente da biblioteca
usuários das séries iniciais ao ensino superior, tendo em vista a mudança de
cliente de algumas instituições de ensino. A biblioteca mista tem pôr prioridade
fazer do usuário a base de sua orientação e concepção direcionando o seu
acervo e seus recursos informacionais visando atender as necessidades
informacionais desse público.
Entre os problemas enfrentados pelas bibliotecas mistas destaca-se a
importância para atender com qualidade todos os níveis educacionais e faixas
etárias.

�Ao considerar os dados da avaliação realizada pelo MEC o bibliotecário
precisa saber como atender os déficits educacionais; gerenciar o espaço físico;
e, desenvolver atividades de incentivo à leitura e à escrita.
A biblioteca, indiferente se no ambiente educacional, empresarial, na
comunidade, precisa centrar ações para estimular o prazer da leitura nos
diferentes níveis.

�REFERÊNCIAS
ANDRADE, Rui Otávio Bernardes de et al. Padrões de qualidade para Cursos
de
Graduação
em
Administração.
1999.
Disponível
em:
&lt;
http://www.mec.gov.br/sesu/ftp/curdiretriz/Administ/ad_padrao.doc &gt; Acesso em:
13 maio 2005.
ANDRADE, Rui Otávio Bernardes de; AMBONI, Nério. Reconhecimento de
Cursos de Administração (rol de informações que devem ser providenciadas
pela
instituição).
1999.
Disponível
em:
&lt;
http://www.mec.gov.br/sesu/ftp/curdiretriz/administ/ad_reconh1.doc &gt; Acesso
em: 13 maio 2005.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR6022: Informação e
documentação – Artigo em publicação periódica científica impressa –
Apresentação. Rio de Janeiro, 2003. 5p.

______. NBR6023: Informação e documentação – Referências – Elaboração.
Rio de Janeiro, 2002. 24p.

______. NBR6028: Informação e documentação – Resumo – Apresentação. Rio
de Janeiro, 2003. 2p.

______. NBR10520: Informação e documentação – Citações em documentos –
Apresentação. Rio de Janeiro, 2002. 7p.
BARCELOS, Maria Elisa Americano do Sul; GOMES, Maria Lúcia Barcelos
Martins. Preparando sua biblioteca para avaliação do MEC. IN: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 13. Anais ... Natal: 2004.
CD-ROM.
BLATTMANN, Ursula; CIPRIANO, Aline de Souza. Os diferentes públicos e
espaços da biblioteca escolar: da pré-escola a universidade. In: Congresso
Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação, 21.,
Anais...
2005,
Curitiba,
2005.
CD-ROM
.
Disponível
em:
http://www.geocities.com/ublattmann/papers/p12.html.
BRASIL. Casa Civil. Lei 10.861, de 14 de abril de 2004. Disponível em: &lt;
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.861.htm &gt;
Acesso em: 13 maio 2005.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior.
Resolução 10, de 11 de março de 2002. Disponível em: &lt;

�http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/CES102002.pdf &gt; Acesso em: 13 maio
2005.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Biblioteca básica para cursos de
graduação em administração. Disponível: &lt;
http://www.mec.gov.br/sesu/ftp/curdiretriz/administ/ad_bibl.doc &gt; Acesso em: 13
maio 2005.
BRASIL. Decreto n. 2.306, de 19 de agosto de 1997. Disponível em:
&lt;http://legislacao.planalto.gov.br/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/dec%202.3061997?OpenDocument &gt; Acesso em: 13 maio 2005.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em: &lt;
http://www.mec.gov.br/seed/tvescola/ftp/leis/lein9394.doc&gt;, Acessado em
10/05/05.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em: &lt;
http://legislacao.planalto.gov.br/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei
9.3941996?OpenDocument &gt; Acesso em: 13 maio 2005.
BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Educação e Pesquisas INEP. Qualidade da educação: uma nova leitura do desempenho dos
estudantes da 3ª série do ensino médio. Brasília , 2004. Disponível em: &lt;
http://www.inep.gov.br/download/saeb/2004/qualidade_educacao.pdf &gt;
CORRÊA, Elisa Cristina Delfini et al. Bibliotecário escolar: um educador? Rev.
ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, v.7, n.1, 2002.
FRAGOSO, Graça Maria. A biblioteca escolar: tecnologia da emoção. Presença
Pedagógica, Belo Horizonte, v. 2, n. 9, p. 52-57, maio/jun. 1996. Disponível em:
&lt; http://geocities.yahoo.com.br/gra_fragoso/textos/emocao.html &gt; Acesso em:
16 maio 2005.
FRAGOSO, Graça Maria. A bela adormecida precisa acordar. In: MACEDO,
Neusa Dias de (org.) Biblioteca escolar brasileira em debate: da memória
profissional a um fórum virtual. São Paulo : SENAC / CRB8, 2005. p. 46-50.
FRAGOSO, Graça Maria. Biblioteca e escola: uma atividade interdisciplinar.
Belo Horizonte: Ed. Le, 1994. 68p.
FRAGOSO, Graça Maria; DUARTE, Rogério. Livro, leitura, biblioteca ... uma
história sem fim. Revista ACB Biblioteconomia em Santa Catarina,
Florianópolis,
v.
9,
p.
166-170,
2004.
Disponível
em:
&lt;
http://geocities.yahoo.com.br/gra_fragoso/textos/sem_fim.html&gt;. Acesso em: 15
maio de 2005.

�MATTOS, Ana Luiza de Oliveira. Biblioteca do Sistema Barddal de Ensino.
Florianópolis, 6 maio 2005. Entrevista concedida a Aline Cipriano e Ursula
Blattmann.
PACHECO, Eliezer; ARAÚJO, Carlos Henrique. Avaliação da Educação Básica .
2005.
Disponível
em:
&lt;
http://www.inep.gov.br/imprensa/artigos/artigo_01_05.htm &gt; . Acesso em: 13
maio de 2005.
SILVA, Edna Lúcia da; CUNHA, Miriam Vieira da. A Formação profisional no
século XXI: desafios e dilemas. Ci.Inf., Brasília, v.31.n.3, p.77-82, set./dez.
2002.

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="47">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51378">
                <text>SNBU - Edição: 14 - Ano: 2006 (UFBA - Salvador/BA)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51379">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51380">
                <text>Tema: Acesso livre à informação científica e bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51381">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51382">
                <text>UFBA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51383">
                <text>2006</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51384">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51385">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51386">
                <text>Salvador (Bahia)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54906">
              <text>Biblioteca no ambiente educacional e a sociedade da informação.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54907">
              <text>Almada, Magda: Blattmann, Ursula</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54908">
              <text>Salvador (Bahia)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54909">
              <text>UFBA</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54910">
              <text>2006</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54912">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54913">
              <text>A biblioteca está cada vez mais presente simultaneamente nas modalidades de ensino fundamental, médio e superior no sentido de organizar e administrar fontes de informação seja de recursos didático-pedagógicos quanto aos de suporte informacional para a atualização e pesquisa dos diferentes públicos. Os gestores desse tipo de biblioteca precisam oferecer serviços e produtos para atender os diferentes públicos (estudantes desde a pré-escola ao superior, professores e demais membros dessa comunidade educacional), e compreenderem as mudanças dos objetivos e das funções da biblioteca. As diferentes necessidades e o uso intensificado da informação dos distintos públicos (usuários/leitores) dinamizam o papel da biblioteca. A inserção de novas tecnologias da informação e comunicação devem estar intercaladas no cotidiano do bibliotecário para potencializar serviços e produtos da biblioteca. Para isso é pertinente estabelecer diretrizes de planejamento para a gestão interna e externa da biblioteca e contribuir nas ações da instituição educacional. Entre os resultados pode-se mencionar que a biblioteca contribui positivamente na qualidade do ensino e da pesquisa oferecidos na instituição educacional; no processo de incentivo a leitura pois potencializa às atividades críticas e intelectuais; e no papel da biblioteca presente na (in)form[ação] do cidadão para sobreviver na era da globalização imposto pela Sociedade da Informação.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="68506">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
