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                  <text>A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO APOIO À PRODUÇÃO DE
CONHECIMENTO ATRAVÉS DA DESCENTRALIZAÇÃO:
UMA EXPERIÊNCIA QUE DEU CERTO

Dirce Missae Suzuki Fernandes
Bibliotecária do Centro Odontológico Universitário (COU)
Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Londrina, Paraná, Brasil
dirce@uel.br

Ilza Almeida de Andrade
Bibliotecária da Divisão de Circulação – Biblioteca Central
Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Docente da Universidade Norte do Paraná (UNOPAR)
Londrina, Paraná, Brasil
ilza@uel.br

�1

A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO APOIO À PRODUÇÃO DE
CONHECIMENTO ATRAVÉS DA DESCENTRALIZAÇÃO:
UMA EXPERIÊNCIA QUE DEU CERTO

Resumo: O artigo propõe demonstrar o quanto a Biblioteca Universitária dá suporte as
atividades de ensino, pesquisa e extensão no mundo da globalização e das novas
tecnologias tanto pela informatização dos serviços quanto pela estrutura organizacional,
agilizando a busca da informação. Destaca a necessidade de descentralização de uma
unidade de informação em um mesmo campus, em função da distância, uma vez que o
tempo é fator preponderante aos usuários, e maior pontualidade na localização visto que
buscam a informação para desempenhar suas atividades acadêmicas e de pesquisa. Essa
necessidade de aproximação da unidade de informação dos centros de estudos, incentivou
o Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina (SB/UEL), a criar a
Biblioteca Setorial de Ciências Humanas (BS/CH). Procura demonstrar comparativamente
por dados estatísticos de freqüência, consulta e empréstimo o aumento do uso da biblioteca
devido à descentralização e a estrutura informatizada. Considera-se que, empiricamente, a
satisfação dos usuários está ligada a facilidade de acesso aos materiais de informação em
um mesmo local.
Palavras-chave: Bibliotecas universitárias. Descentralização. Produção de conhecimento.

1 INTRODUÇÃO

O Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina (SB/UEL),
coordenado pela Biblioteca Central (BC), é Órgão de Apoio da UEL, vinculado
administrativamente à Reitoria, por delegação ao Vice-Reitor. Criado em 1981, é
composto por cinco unidades: Biblioteca Central (BC), Biblioteca Setorial do Centro
de Ciências da Saúde (BS/CCS), Biblioteca Setorial da Clínica Odontológica
Universitária (BS/COU) e Biblioteca Setorial do Escritório de Aplicação de Assuntos
Jurídicos (BS/EAAJ) e Biblioteca Setorial de Ciências Humanas (BS/CH).
O SB/UEL tem por missão "promover o acesso, a recuperação e a
trans ferência da informação para toda a comunidade universitária, de forma
atualizada, ágil e qualificada, visando contribuir para a formação profissional do
cidadão, colaborando, dessa forma, no desenvolvimento científico, tecnológico e
cultural da sociedade c omo um todo".
Atualmente, SB/UEL até junho/2006 tem como comunidade universitária
potencial a ser atendida aproximadamente 32.633 usuários, um acervo composto de

�2

117.858 títulos e 201.759 exemplares, compreendendo a coleção de livros, folhetos,
teses, dissertações, monografias, trabalhos de conclusão de curso e multimeios, e
uma coleção de periódicos de 6.055 títulos e 346.109 fascículos. Do total do
sistema, a BC possui 67.767 títulos e 112.005 exemplares de livros e folhetos, e a
BS/CH, 34.185 títulos e 60.274 exemplares.
A BS/CH, objeto do estudo, foi inaugurada em agosto de 2005, para atender as
áreas de Humanidades, compreendendo quatro centros de estudos:
a) Centro de Letras e Ciências Humanas (CLCH), com os cursos de Filosofia,
Ciências Sociais, Letras e História;
b) Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA): com os cursos de
Biblioteconomia, Pedagogia, Arquivologia, Design Gráfico, Design de Moda,
Artes Cênicas e Música;
c) Centro de Educação Física e Desportos (CEFD): com o curso de Educação
Física; e
d) Centro de Estudos Sociais Aplicados (CESA): com os cursos de Direito,
Serviço Social, Administração, Economia, Secretariado Executivo e Ciências
Contábeis.
Os quatro centros concentram o maior número de usuários potenciais da UEL,
sendo 8.224 de graduandos, 1.228 de pós-graduandos, 650 de docentes, e 141 de
funcionários técnicos -administrativos.
A proposta da criação da BS/CH surgiu da falta de espaço físico na BC (2.800
metros) para abrigar a demanda de material bibliográfico já existente, doados por
várias instituições e alocados no Centro de Letras e Ciências Humanas (CLCH). O
projeto iniciou em 2003 com o Acervo Especial do CLCH, que organizou e
disponibilizou em março de 2004 os materiais para a comunidade do centro de
estudo. Posteriormente, em 2005, a BC descentralizou o acervo da área de humanas
no mesmo campus, dando origem a BS/CH (890 metros), contemplando o desejo
dos usuários, manifestado em estudo realizado em 2002 pelos alunos do curso de
Biblioteconomia, e seguindo exemplos de outras unidades de informação, como
USP, UNESP, UNICAMP, UNIVALE, entre outras.

�3

Como relatado anteriormente, o SB/UEL possui outras setoriais localizadas fora
do campus universitário, as quais foram criadas pela necessidade de atendimento
mais próximo dos centros de estudos.
A descentralização também foi possível em virtude das novas tecnologias, pois
em 2001 o SB/UEL, informatizou-se utilizando o software VTLS/Virtua, possibilitando
ao usuário acessar o catálogo online do acervo do sistema, sua localização física e o
status do item.
Assim sendo, neste artigo procura-se demonstrar através da coleta e análise
de estatísticas de freqüência de usuários, empréstimo, consulta e acervo, que a
descentralização parcial do acervo, permite maior acessibilidade aos materiais de
informação, e por analogia, a produção de conhecimento.

2 CONTEXTUALIZAÇÃO

A universidade tem como matéria-prima o conhecimento e existe para servir a
sociedade e contribuir para o seu desenvolvimento, objetivando a formação de
profissionais qualificados. Por isso, estruturam-se por meio de suas atividades
acadêmicas e administrativas, objetivando o funcionamento harmônico das funções
de ensino, pesquisa e extensão e, ainda, visando assegurar o pleno uso de seus
recursos humanos e materiais. (SILVA et al., 2004).
E para que haja funcionamento harmônico entre o ensino, a pesquisa e a
extensão, são necessárias a tecnologia da informação e a gestão de conhecimento
para a produção do conhecimento. O ideal é inter-relacionar os aspectos técnicos,
bem como ao fluxo, pessoas e informação.
A gestão do conhecimento é ativo intangível e segundo Sveiby (1998 apud
ROSSATTO, 2003) são classificados em três tipos:
a) O capital intelectual, sendo um conjunto de conhecimentos, normalmente
tácito, individual, experiências, habilidades, idéias, pensamentos, etc;

�4

b) O capital estrutural, regidos por normas e padrões, manuais e outros
desenvolvidos internamente ou advindos de conhecimentos adquiridos
fora da empresa;
c) O capital de relacionamento, que é a capacidade da organização manter
seus clientes e resolver os problemas, além de desenvolver projetos
sociais que de fato colaborem para o desenvolvimento local e,
conseqüentemente, do país.
Deste modo, entende-se que uma organização do conhecimento é aquela
voltada para a criação, armazenamento e o compartilhamento que possibilita a
agregação de valor e a geração de novos conhecimentos, e por conseqüência, a
produção do mesmo.
Então, cabe a universidade prover infra-estrutura básica, como bibliotecas,
redes de computadores, espaço físico para os laboratórios etc., para que, através da
pesquisa científica (básica e aplicada), principalmente, consiga gerar conhecimentos
novos úteis para o avanço da ciência, para aplicação prática e para solução de
problemas específicos.
Assim

sendo,

a

biblioteca

universitária

como

órgão

de

apoio

às

atividades/funções de ensino, pesquisa e extensão da universidade, exerce papel
fundamental na produção de conhecimento, uma vez que oferece a comunidade
universitária produtos e serviços que influem na produtividade científica.
De acordo com Muller (1984, p. 151),
[...] se é verdadeiro que grande parcela de produtividade é gerada por
associação e não por invenção, é pertinente, então, associar produtividade
científica com disponibilidade de informação e, por extensão, associar
produtividade científica universitária com bibliotecas universitárias.

No entanto, as bibliotecas universitárias para serem efetivamente apoiadoras e
facilitadoras no processo de produção de conhecimento, precisam se preocupar
constantemente com a melhoria da estrutura, dos serviços, dos recursos humanos,
da qualidade e quantidade dos acervos.
Nota-se que ao longo dos anos as bibliotecas universitárias têm investido não
só na automação com o objetivo de melhorar o atendimento ao usuário, por esse

�5

recurso possibilitar a rápida disponibilização da informação, mas também em
estrutura para suportar a demanda.
Contudo, Targino (2006, p. 181), alerta que a “informatização representa
apenas um recurso e jamais um fim em si mesmo, de tal forma que a prestação de
serviços continua como o objetivo central de todas as bibliotecas.”
Cabe ressaltar que na atual “Sociedade do Conhecimento”, a priorização da
acessibilidade, não mais a disponibilidade, é que faz a diferença em qualquer
organização cuja matéria-prima é o conhecimento, como é o caso das universidades.
Mazzoni et al. (2001, p. 29) argumenta que
Os ambientes universtários estão associados à produção e disseminação
de conhecimento, destacando-se a informação como um dos elementos
relevantes neste processo. Para todas as pessoas, ter o acesso à
informação é parte indissociável da educação, do trabalho e do lazer [...].

Com relação à estrutura da biblioteca universitária, Ferreira (1980) diz que “a
estrutura administrativa é muito importante, para que os serviços bibliotecários sejam
eficientes e satisfaçam às necessidades e exigências do usuário” (p. 18). Mas,
adverte que centralizar e descentralizar bibliotecas foram e são objetos de
discussões, e que não há ainda consenso quanto à forma mais adequada, e que o
próprio significado desses termos difere de pessoa para pessoa.
A esse respeito, em março de 2002 os alunos do 3º ano de Biblioteconomia
efetuaram coleta de dados junto à comunidade universitária com objetivo específico
de avaliar a estrutura da BC /UEL – a centralização. 1
Na análise dos dados coletados constatou-se que dos oito centros de estudo
localizados no campus universitário, quatro manifestaram na continuidade da
centralização por estarem localizados próximos a BC, e os quatro centros afastados
manifestaram-se favoráveis à descentralização, demonstrando que realmente não
há consenso com relação a centralização e a descentralização, reforçando a tese de
Ferreira (1980).

1

Coleta de dados para a disciplina “3BIB027 Estudo da comunidade e do usuário”, opção Informação
e Sociedade. O resultado final foi apresentado somente como requisito da disciplina para avaliação.

�6

Sendo assim, faz -se necessário destacar as vantagens e desvantagens da

Descentralização

Centralização

cent ralização e da descentralização (Quadro 1).
VANTAGENS
DESVANTAGENS
- produz uniformidade e facilita o controle.
- a a valiação de desempenho sempre
- os gerentes têm acesso rápido à
depende de critérios estabelecidos pela
informação e podem cuidar dos problemas à
hierarquia superior.
medida que ocorrem.
- a busca da uniformidade desfavorece a
- Reduz a duplicação de esforços.
competição.
- Tende a inibir a iniciativa e desestimular a
criatividade.
- permite avaliar os gerentes com base em
- o controle e o tratamento uniformizado de
sua capacidade de tomar decisões e
problemas são difíceis em um sistema
resolver problemas.
descentralizado.
- tende a aumentar a satisfação dos gerentes - Pode diminuir as vantagens da
com o sistema de controle e resultado.
especialização devido à tendência à auto - Produz um clima de competitividade positiva
suficiência.
dentro da organização.
- Favorece a criatividade e a engenhosidade
na busca de soluções para problemas.

Quadro 1. Vantagens e desvantagens da Centralização e Descentralização.
Fonte: Maximiano (1986 apud PINTO, 2002, p. 61).

Lasso de La Vega (1961 apud FERREIRA, 1980, p. 23) também apresenta
algumas vantagens com relação a centralização e a descentralização, no caso das
bibliotecas universitárias:
Centralização
a) oportunidade de haver uma biblioteca completa;
b) melhor qualidade de serviços, com menor custo;
c) uma só biblioteca poderá ter melhores instalações.
Descentralização
a) necessidade do material bibliográfico estar localizado próximo aos leitores;
b) maior rapidez de material bibliográfico solicitado.
A distância entre a biblioteca central e as unidades de ensino, segundo Ferreira
(1980, p. 68), pode ser considerada uma vantagem para descentralização
considerando-se o fator tempo, pois “a hipótese é de que quanto maior a distância
entre a biblioteca central e as unidades de ensino, menor o grau de centralização
das bibliotecas” (grifo da autora).
Ferreira (1980, p. 26) recomenda os seguintes modelos de estrutura
organizacional para as bibliotecas universitárias:

�7

a) centralização monolítica, e/ou
b) centralização parcial, em que apenas o acervo é descentralizado.
Enfim, não se pode afirmar que a estrutura totalmente centralizada é sempre
mais eficaz que a parcialmente centralizada, mesmo porque as universidades e as
unidades de informação possuem realidades diferentes uma das outras.

3 ASPECTOS METODOLÓGICOS

Neste estudo utiliza-se de abordagens empírico-analíticas, as quais se
caracterizam, segundo Martins (2000), por utilizarem técnicas de coleta, tratamento
e análise de dados quantitativos, buscando construir relações causais entre
variáveis dependentes e independentes. Adicionalmente procura-se validar os
resultados da pesquisa, utilizando-se fundamentalmente da perspectiva estatístic a,
que lida com probabilidades, ainda que indique uma margem de erro suas
conclusões mostram-se com grandes possibilidades de acertos.
Desta forma, um método de obtenção de estatísticas e os resultados obtidos
por seu intermédio constituem um todo indivisível. Como apontado por Martins
(2000), a eficiência de uma estatística está condicionada à veracidade e à
segurança com que ela representa o fenômeno estudado; e, desde o momento em
que se possa duvidar dos resultados, fica abalado todo o sistema, entrando então
em discussão o próprio método de trabalho.
De acordo com Andrade (1995, p. 23), “a manipulação estatística permite
comprovar as relações dos fenômenos entre si, e obter generalizações sobre sua
natureza, ocorrência ou significado. Um exemplo: pesquisa sobre a correlação entre
nível de escolaridade e número de filhos.”
No caso da Biblioteconomia, ao considerar
[...] os bibliotecários como gestores do conhecimento e da informação e as
bibliotecas [...] como organizações de serviços é fundamental que se
obtenham dados estatísticos, de modo, sistemático. Esses dados podem
ser investigados para apoio ao processo de planeamento, que deve ter

�8
como objectivos o melhoramento dos serviços, a produtividade e o
fornecimento de informação ao processo de decisão. (MELO, 2006).

Para Morales et al. (2004), “a avaliação de um serviço de informação pode ser
objetiva

ou

subjetiva.

A

avaliação

objetiva

está

baseada

em

resultados

quantificáveis, como é o caso dos dados estatísticos”.
As estatísticas apóiam o processo de decisão relativo à aquisição, recursos
humanos, a confirmação de orçamentos e atividades das bibliotecas; e a
identificação das tendências a desenvolver na utilização e no valor da informação
das bibliotecas. (MELO, 2006).
Para este estudo, foram coletad os dados de freqüência, empréstimo e consulta
dos relatórios anuais da Divisão de Circulação da Biblioteca Central, e na Divisão de
Processos Técnicos, o total de exemplares da BC, Acervo Especial do CLCH e da
BS/CH, relativo ao período de 2003 a 2006 (até junho).
Esses dados serviram para construção das variáveis consideradas na
comparação dos resultados, aliada a literatura da área de Biblioteconomia e Ciência
da Informação.

4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS

A direção de uma empresa depende de seu admin istrador que possui a
importante tarefa de tomar decisões, e o conhecimento e uso da estatística ajuda a
organizar, dirigir e controlar a empresa. (CRESPO, 1989).
Em bibliotecas universitárias é comum o uso de estatísticas para tomada de
decisão. Utilizam-se os dados de freqüência de usuários para subsidiar a
administração geral na manutenção de materiais, fluxo predial, recursos humanos e,
principalmente, adequação de espaço físico com relação ao número de usuários.
Carvalho (1981) estabelece padrões para auxiliar o desenvolvimento e eficiência das
bibliotecas universitárias considerando-se o acervo, o pessoal, a área física, a

�9

acomodação e o orçamento; além das normas estabelecidas pela Comissão de
Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (CAPES).
Sabe-se que o usuário utiliza uma unidade de informação para inúmeras
atividades ligadas a sua vida universitária desde consulta ao acervo, empréstimo,
devolução, renovação, estudos, solicitação de serviços de referência, fotocópia, uso
do laboratório de informática, uso de sanitários e lazer.
Neste estudo, optou-se pela análise semestral da freqüência de usuários, pois
no 2º semestre de 2005 houve a descentralização do acervo área de ciências
humanas da BC para a BS/CH.
Observa-se que a partir de 2003, houve aumento de freqüência da BC do 1º
semestre para o 2º semestre de aproximadamente 9%, em 2004 de 16%, e em 2005
um decréscimo de 24%, 2006 tomando como parâmetro o 2º semestre de 2005 com
o 1º semestre de 2006, a freqüência decresceu aproximadamente 12.5%. (Gráfico
1).Cabe ressaltar que o ano de 2003 foi atípico em função de greve na instituição no
período de julho de 2001 a janeiro de 2002, alterando o calendário acadêmico e
refletindo na freqüência de usuários à BC, em 17% superior a 2004.

350000
317.273
300000

291.441
279.766
240.490

250000

243.130
196.235

200000

172.262

150000
100000
50000
0

2003

2004
1º SEMESTRE

2005

2006

2º SEMESTRE

Gráfico 1. Freqüência de usuários/ano da Biblioteca Central (BC).

�10

Com relação ao Acervo Especial percebe-se que houve aumento 25% na
freqüência do 1º semestre para o 2º semestre de 2004, comparando o 1º
semestre/2004 com o 1º semestre de 2005 houve 220% de aumento (Gráfico 2).

30.000
23.928

25.000
18.045

20.000
15.000
10.000

7.318

5.000
0
2004 AC. ESP.

2005 AC. ESP.

1º SEMESTRE

2º SEMESTRE

Gráfico 2. Freqüência de usuários/ano do Acervo Especial do CLCH.

120.000
108.879

100.000
78.724

80.000
60.000
40.000
20.000

18.045

23.928

7.318

0
2004 AC. ESP. 2005 AC. ESP.

2005 BS/CH

1º SEMESTRE

2006 BS/CH

2º SEMESTRE

Gráfico 3. Freqüência de usuários/ano do Acervo Especial do CLCH e BS/CH.
Comparando-se os dados anuais, pode-se afirmar que, mesmo com a
descentralização a freqüência à Biblioteca Central entre 2004 e 2005 decresceu
apenas 18.5% (Gráfico 4).

�11

281.141

537.449
545.619
608.714

TOTAL

BS/CH

AC. ESP.

108.879
76.724

21.369
25.363
172.262

439.356

BC

2003

2004

2005

520.256

608.714

2006

Gráfico 4. Freqüência total/ano de usuários por biblioteca.
Por essa análise, entende-se que a Biblioteca Central não suportaria a
demanda total sem que houvesse a descentralização, pois em 2004 recebeu
545.619 usuários acarretando inúmeros problemas como demora no atendimento,
dificuldade na localização de itens nas estantes e, principalmente, falta de espaço
físico para estudos, chegando a ponto dos usuários estudarem em escadas de
acesso, contrariando assim as normas de espaço físico versus demanda de
usuários. Em 2005, a freqüência foi de 439.356 usuários, e até junho de 2006, a
Biblioteca Central já recebeu 172.262 usuários.
O caos de 2003 e 2004, hoje, mes mo com a alta freqüência de usuários na BC
não ocorre, pois é visível que a localização dos itens desejados é mais pontual em
virtude da reorganização das estantes com a retirada de aproximadamente 40 mil
exemplares, e a readequação do espaço físico tanto das áreas atendidas quanto do
fluxo de circulação de usuários. Se não fosse descentralizada, a Biblioteca Central
teria que construir outra unidade com espaço físico adequado para comportar a
demanda de material de informação, usuários e serviços, como pode ser observado
nos Gráficos 5, 6 e 7, que demonstram a relação acervo versus uso/ano por unidade
de informação.

�12

2003

2004

2005

2006

Biblioteca Central (BC)
USO

227.252

ACERVO

112.005

USO

560.802
112.740

ACERVO

665.597

USO
ACERVO

152.224
676.961

USO
144.691

ACERVO
0

100.000

200.000

300.000

400.000

500.000

600.000

700.000

Gráfico 5. Relação acervo versus uso/ano - BC.

2003

2004

2005

2006

Acervo Especial do Centro de Letras e Ciências
Humanas (CLCH)
USO
ACERVO
13.776

USO

13.427

ACERVO

14.048

USO
4.529

ACERVO
USO
ACERVO
0

2.000

4.000

6.000

8.000

10.000

12.000

14.000

16.000

Gráfico 6. Relação acervo versus uso/ano – Acervo Especial do CLCH.

�13

Biblioteca Setorial de Ciências Humanas (BS/CH)

USO
2006

152.786
60.274

2005

ACERVO

119.260

USO

41.118

ACERVO

2004

USO

ACERVO

2003

USO

ACERVO

0

20.000

40.000

60.000

80.000

100.000 120.000 140.000 160.000

Gráfico 7. Relação ac ervo versus uso/ano – BS/CH.
Decidiu-se apresentar dados de acervo para demonstrar a relação volume de
uso (empréstimo e consulta) e acervo, mas a proporção não foi foco de análise, pois
o estudo sobre acervo versus uso deve ser realizado por métodos cientificamente
comprovados pela literatura, como por exemplo, os descritos por Lancaster (1996).
O que se observa, de modo geral, é que a descentralização possibilita maior
acessibilidade ao material de informação, tanto para consulta in loco quanto para
empréstimo domiciliar em uma unidade de informação.
Os dados de consulta e empréstimo por

semestre e por unidade de

informação/ano indicam que em 2003 e 2004, como unidade centralizada, a
Biblioteca Central houve mais a consulta do que o empréstimo; fato comum, uma
vez que o usuário tem a opção de escolha entre vários itens por ele consultado,
ressaltando que nas áreas saúde, biológicas, exatas e tecnológicas os alunos
permanecem mais tempo no recinto da biblioteca para estudos. (Gráficos 8 e 9).

�2006

14

50.847

CONSULTA

148.742
101.939

2003

2004

2005

EMPRÉSTIMO

78.510

CONSULTA

5.320

EMPRÉSTIMO

6.910

CONSULTA

1.870

EMPRÉSTIMO

1.819

165.692
160.580
164.050

133.399
155.349

CONSULTA
EMPRÉSTIMO

127.728
0

20.000

40.000

BC

60.000

80.000 100.000 120.000 140.000 160.000 180.000

ACERVO ESP. CCH

BS/CH

2005

2006

Gráfico 8. Empréstimo e consulta 1º semestre/ano por biblioteca.

CONSULTA
EMPRÉSTIMO

41.076

CONSULTA

135.192
78.184
99.338

2003

2004

EMPRÉSTIMO
CONSULTA

5.274

EMPRÉSTIMO

5.085

200.889
167.259
226.664

CONSULTA
EMPRÉSTIMO

170.220
0

50.000

BC

100.000

ACERVO ESP. CCH

150.000

200.000

250.000

BS/CH

Gráfico 9. Empréstimo e consulta 2º semestre/ano por biblioteca.
No entanto, em 2005 os dados já refletem parte da mudança, pois a consulta
da Biblioteca Central foi de 300.884 e o empréstimo de 259.918, diferença inferior
comparada aos anos anteriores. As consultas e empréstimos do Acervo Especial do

�15

CLCH, também apresentam dados que reforçam a tese de que acervo mais
específico contribui para o uso da informação. Na BS/CH tomaremos como ponto de
anál ise os dados de uso de agosto a dezembro, considerando-se que a mudança foi
efetuada em período de férias. A BS/CH no 2º semestre de 2005 emprestou 78.510
itens e a consulta foi de 41.078, representando o inverso do ocorrido nos anos
anteriores na Biblioteca Central, ou seja, maior consulta do que empréstimo. Isso
ainda ocorre com relação a BC que emprestou 78.510 itens para 100.932 consultas,
o 1º semestre de 2006, e a BS/CH, 50.847 consultas e 101.939 empréstimos.
Para concluir a análise dos dados, no Gráfico 10 tem-se a visualização da
evolução da contribuição da descentralização do acervo para a comunidade
universitária.
400.000
350.000
2003 BC

300.000

2004 BC
2004 AC.ESP

250.000

2005 jan./jul BC
200.000

2005 ago./dez BC
2005 jan./jul AC. ESP

150.000

2005 ago/dez BS/CH
2006 BC

100.000

2006 BS/CH

50.000
0
ACERVO

EMPRÉSTIMO

CONSULTA

Gráfico 10. Relação acervo versus empréstimo versus consulta
por biblioteca, 2003-2006.

�16

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após análise e discussão dos dados, cabe considerar que, com a
descentralização, o uso BC e da BS/CH cresceu significativamente.
Considerando-se então que a freqüência é uma medida de uso do recinto, as
bibliotecas estão atendendo para estudos e outras atividades um volume de
usuários satisfatório, visto que na BC e na BS/CH os usuários fazem a devolução do
material emprestado em guichê exclusivo, localizado no hall de entrada.
O uso da BS/CH é nitidamente maior em função da peculiaridade da área
reservada as devidas proporções.
A descentralização do acervo e a conseqüente concentração de algumas áreas
do conhecimento humano tornam a busca ao material de informação mais pontual e
precisa. A acessibilidade, a especificidade e visibilidade do acervo, são fatores que
interferem na localização, uma vez que a maioria dos itens procurados é encontrada
ou se tem a informação de onde, como e quando encontrá-los.
Outros fatores podem estar interferindo positivamente na utilização da
Biblioteca Setorial, como por exemplo, catálogo online, treinamento de calouros,
profissionais

treinados,

qualidade

de

acervo,

iluminação

da

biblioteca

e

dependências em piso único, layout claro, reeducação no uso de suportes,
proximidade da unidade de informação dos centros de estudos e, principalmente, a
qualidade no atendimento, por ser mais personalizado.
O aumento do uso das Bibliotecas traz também preocupações com relação a
recursos financeiros, humanos e materiais que poderão ser minimizados com
decisões diretivas administrativas da unidade. Os usuários sempre estão a procura
de facilidade, diminuição do tempo de busca e atendimento cordial, e cabe a cada
direção de unidade de informação, captar essa necessidade e tornar a unidade mais
aconchegante, leve e profissional.
Para a melhoria da qualidade do acervo, atendimento, espaço físico e,
principalmente, adequação do acervo às necessidades dos usuários com base na
bibliografia adotada pelos cursos, sugere-se a elaboração de estudos de

�17

investigação com métodos adequados e embasados na literatura científica, como os
estudos realizados por Di Chiara, Prazeres e Luz (1996) e por Lancaster (1996).
Acredita-se que a biblioteca universitária desempenhará melhor seu papel de
apoio a produção de conhecimento, se atuar não só na gestão da informação, mas
também na gestão do conhecimento para melhoria da qualidade de ensino e o
acréscimo da produção científica para benefício da sociedade na qual está inserida.
É evidente que os usuários estão sempre em busca de facilidades, por isso
sugere-se que os periódicos, as teses, as monografias e os trabalhos de conclusão
de curso da área de humanas também sejam alocados na BS/CH, pois acredita-se
que a acessibilidade a esses tipos de materiais é necessária para a produção de
conhecimento.

REFERÊNCIAS

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bibliotecas universitárias. Fortaleza: Edições UFC; Brasília: Associação de
Bibliotecários do Distrito Federal, 1981.
CRESPO, Antonio Arnot. Estatística fácil. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 1989.
DI CHIARA, Ivone Guerreiro; PRAZERES, Yara M. P. C.; LUZ, Graça Maria S.
Análise do uso da coleção de livros da Biblioteca Central da Universidade Estadual
de Londrina (BC/UEL). Perspectiva em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v.
1, n. 2, p. 177-188, jul./dez. 1996.
FERREIRA, Lusimar Silva. Bibliotecas universitárias brasileiras: análise de
estruturas centralizadas e descentralizadas. São Paulo: Pi oneira; Brasília; INL, 1980.
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�18

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organização do conhecimento: a biblioteca universitária no contexto da gestão do
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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Fernandes, Dirce Missae Suzuki; Andrade, Ilza Almeida de</text>
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              <text>O artigo propõe demonstrar o quanto a Biblioteca Universitária dá suporte as atividades de ensino, pesquisa e extensão no mundo da globalização e das novas tecnologias tanto pela informatização dos serviços quanto pela estrutura organizacional, agilizando a busca da informação. Destaca a necessidade de descentralização de uma unidade de informação em um mesmo campus, em função da distância, uma vez que o tempo é fator preponderante aos usuários, e maior pontualidade na localização visto que buscam a informação para desempenhar suas atividades acadêmicas e de pesquisa. Essa necessidade de aproximação da unidade de informação dos centros de estudos, incentivou o Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina (SB/UEL), a criar a Biblioteca Setorial de Ciências Humanas (BS/CH). Procura demonstrar comparativamente por dados estatísticos de freqüência, consulta e empréstimo o aumento do uso da biblioteca devido à descentralização e a estrutura informatizada. Considera-se que, empiricamente, a satisfação dos usuários está ligada a facilidade de acesso aos materiais de informação em um mesmo local.</text>
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