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'I Digitalizado
-gentilmente por:
'

WW'^WSid^^
^

. .

JÍJJLrLJ
♦

��SEGUNDO COKGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECOUOMIA E DOCIRlsmÇÁO

Sistemas de claseificação em "bibliotecas médicas
por
Maria Stela Santos Pita Leite

SÃO PAULO
a- (3fr

Salvador
1959

Digitalizado
-gentilmente por:

�"SISTEMAS

DE

CLASSIFIGACÃO

EM

BIBLIOTECAS

MÉDICAS"

polr

MARIA STELA SANTOS PITA LEITE
Bibliotecária-Chefe da Faculdade de
Universidade da Bahia

Medicina

da

Bibliotecária-Chefe da Escola Bahíána de Medicina
e Saúde Pública
Professora de Bibliografia em Ciências Médicas da
Elscola de Biblioteconomia e Dofrlw.asitasSo da UniTersidade da Bahia.

20-26
Julho de 1959

Iia

CONGRESSO

BRASILEIRO

DE

BIBLIOTECONOMIA

E

DOCUMENTACAO.
I
Salvador - BAHIA.

cm

1

2

3

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I Sc a H
st em

'

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�SINOPSE

Estuda as secg'öes médicas dos esquemas gerais: classifica
ção decimal de Melvil Dewey, classificação da U, S. Library of

Congress,

Colon Classification de S, R. Ranganathan, classificação bibliográfica de
Henry Evelyn Bliss e Classificação Decimal Universal.
Dá breve notícia de sistemas especiais de classificação u
sados em suas bibliotecas de origem: Library of the College of

Physician

of Philadelphia, New York Academy of Medicine Library, Library of the Medicai Society of the Count of Kings e Library of the Medicai and

Chirur-

gical Faculty of Maryland.
Estuda os sistemas especiais de classificaç^ão! Classifica
ção de Barnard, Classificação da Boston Medicai Library, detendo-se especialmente na Classificação da National Library of Medicine e na Classifition for Medicai Literature de Eileen R. Cunningham.
De todos estes sistemas estudados cita vantagens e desvan
tagens e dá relação das bibliotecas que os adotam.
Lembra que os sistemas gerais de classificação foram planejados para cobrir todo o campo do conhecimento em época anterior ao desenvolvimento das grandes bibliotecas devotadas a

u m

s 6

assunto.

Por outro lado o campo especializado tem crescido tSo rápido e tão extensivamente que os sistemas gerais têm provado ser inadequados.

O

O
o

O
o

o

O
o

o

O
o

o

�INTRODUÇÃO

Classificaçao é essencialmente o agrupamento de idéias ou objetos por
iim denominador" comum; é o processo de reunir cousas ou idéias em grupos,

de

acordo

com o seu grau de semelhança. Um bom esquema de classificaçao pode s'er aplicado indiferentemente a livros, monografias, filmes, microfilmes, etc; deve sTr simples

para

ser facilmente conpreendido e ao mesmo tempo capaz de se expandir para cobrir os cain
pos sempre amplos do conhecimento. "... é algo mais que um simples sistema para orde
nar livros nas estantes; serve de instrumento para poder reunir e IccaU-izar

efica-'-

mente toda classe de dados, seja qual for a forma em que se apresentem"»
Na escolha de um sistema de classificação deve se considerar o assunto principal da biblioteca, o melhor arranjo das coleções, com a finalidade de facilitar o trabalho do bibliotecário, Um bom sistema de classificação permite a

e^qían-

sao e introdução de novos temas sem desmontar a estrutura, sem perd.er s. relação lóg^
ca dos assuntos; a notação deve ser sinples, isto é, fácil para ler e fácil para copiar.
Um sistema de classificação médica para ser satisfatório deve ser pia
nejado para trabalhar com literatura altamente especializada, produzida e usada

por

cientistas, pesquisadores, professores, médicos, estudgrxhes universitários, tecnicamente treinados na sua especializarão, mas raramente tendo algum conhecimento dc biblioteconomia; nem senpre conpreendem que um sistema de classificação é do ponto

de

vista biblioteconômico, um meio planejado para ordenar o material, possibilitando

a

sua rápida e pronta localização. Em resumoraum meio para atingir um fim.
O problema I muito difícil; a aplicação de sistemas de
é feita por bibliotecários que têm treino técnico err. tjhTiicci.c.ujr

cias?? f3'5.0
.nas, regra ge-

ral, não têm conhecimento das ciências médicas tanto quanto seus leitores» O enprêgo
de um sistema de classificação cuidadosamente elaborado, pode entretanto superar esta dificuldade. Um bom sistema deve ser desenvolvido do ponto de vista médico,

mas

observando sempre o problema do bibliotecário.
O presente trabalho terá o seguinte desenvolvimento:
a) breve estudo das secções médicas dos esquemas gerais;
b) estudo de esquemas especiais para a classificação de biblio
tecas médicas;
- •

•
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�c) vantagens e desvantagens;
d) bibliotecas que usam os respectivos sistemas;
e) conclusões.

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�1

classificado

decimal

DEWEY

A Classificação Decimal de Melvil Dewey foi formulada em 1873, tendo
sido adotado em carater experimental, no Amherst College, Massachusetts onde ele era
^^^^^°^®cario. So em 1876 e que surgiu a Ia» edição; desde então as ediçrSes

sucede-

ram-se, estando atualmente na 16a»
Baseou-«e em Bacon e Harris; W, T, Harris filosofo americano, na oca
#ião bibliotecari« da St» Loui« Public Sdiool Library havia lançado upi esquema^ - de
elaasificação baseado em Bacon mas invertendo o seu raciò&lt;sínlo, Este sistema era co
nhecido como Baconiano Inverso, Os esquemas de Bacon, Harris e Dewey mostram sua in
terrelaçSo,
Dewey estabeleceu uma Escola de Biblioteconomia onde sua classificação era ensinada; providenciou uma equipe de bilbiotecários encarregada de

manter

senpre atualizado o seu esquema e garantir o direito de Copyright para o Lake Hac3d
Club. A classificação de Dewey tem influenciado direta ou indiretamente em todos os
demais sistemas de classificação bibliográfica. O índice de classificação

chamado

"Relative index", e, considerado por Dewey como parte mais inportante do seu esquema, aparece desde a Ia. edição.
Cobrindo todo o canç)0 do conhecimento é limitado o uso deste sistema
em uma biblioteca especializada, para uma porção relativamente pequena do plano geral,
Nas ciências chamadas básicas, tais como Anatomia e Fisiologia o esquema é desenvolvido em pequenissimos detalhes; no canpo clínico é igualmente insuficiente.
Nos últimos anos três edições desta classificação foram publicadas:
14«., 15a. e a l6a. são, entretanto insuficientes para satisfazer as exigências das
coleções médicas.
Exenplos:

(15a. edição)

6l6

cm

1

Medicina interna e clínica

616.2

Sistema respiratório

616.3

Sistema digestivo, Gastroenterologia. Proctologia,

616,6

Sistona urogenital. Urologia,

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^5

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�Entre as bibliotecas que usam este sistema citamos Academy of Medicine, Toronto; Medicai Library oí Mc Gril üniversity, Montreal, Archiboald Churche Medicai Library, Northwestern Üniversity, Chicago, Biblioteca da Faculdade Nacional de
Medicina, Rio de Janeiro, Biblioteca da Faculdade de Medicina da Universidade do Recife e muitas outras.
Algumas secçBes desta classificação foram desenvolvidas: Enfermagem
6l4,9 e Pediatria 618.9 pelo Minnesota Departament of Health Library, St, Paul, Mate
ria Medica e Propedêutica, 615, paS^o Squibb Institute of Medicai Research Library,
New Brunswick, New Jersey. Tuberculose 616.2 pela Biblioteca do Instituto Brasileiro
para Investigação da Tuberculose (IBIT) - Salvador - Bahia.

Ca^SSIFICA^O

DA

LIBRARY

OF

CONGRESS

Por ocasião da reforma da Biblioteca do Congresso Americana, iniciada
em 1897, foi verificada a necessidade de uma total reclassificação do seu acervo.

O

esquema que vinha sendo adotado, que nada mais era do que uma adaptação do sistema de
Fíancis Bacon, foi considerado inadequado para uma coleção em constante

desenvolvi-

mento. Após cuidadoso estvidp chegou-se a conclusão que nenhxim dos esquonas existertes
era apropriado e que se fazia necessário a formulação de um sistema especial, utilizando o que houvesse de melhor nas classificaçcSes existentes, tendo sanpre em

mira

os interesses da L. C.." O sistwia nasceu, assim, da conparação dos esquanas existentes e do estudo das condiç(5es particulares da biblioteca. A classificação foi áLaborada por especialistas, cada um preparando o esquema em seu canpo de atividade.

Ein

linhas gerais segue bem de perto a Classificação Expansiva de Cutter. A notação é más
ta, consistindo de letras e números.
Das classificações feitas para cobrir canpos de conhecimento geral

o

da L* C. pode liem ser adaptado a coleç?5es especiais. A seqüência de assuntos na das
se Q - Ciências Pura.s é baseada principalmente no esquema da International catalogue
of scientific literature. A classe R - Prática da Medicina segue o mesmo princ^io an
classificação de doênças em que se fundamenta o plano Billings, (l)
Exeitç&gt;los na Classe. RC - Medicina Interna:

RC 705-779

Doênças do sistema respiratório

RC 799-869

Doênças do sistema digestivo

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iq

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�RC 870-923

Doenças do sistema urogenital. Urologia;

RC 960-962

Medicina trcpical.

A recente revisão da classe R, feita por Mrs. Sarah G. Meyer, era colâ
boração com médicos e bibliotecários, é um exenplo de adaptabilidade desta classificação, Foram feitas mudanças na terminologia e modernização de nomenclatura de doenças. As revisões e expansões variara era cada secçlLo: Cirurgia (RD), Pediatria (RJ)^r
m§cologia (RM) e Enfermagem (RT) foram revisadas para atender suficientemente as necessidades das coleções, assim como, prover desenvolvimento tanto quanto possível,pra
ticosé
As modificações e acréscimos, feitos ao sistema são divulgados periodicamente através da publicação: L, C-. Classification - Additions and changes.
A distribuição de fichas impressas com a classificação do Congresso e
a de Dewey, facilitou o conhecimento do esquema, tornando-o familiar. Passou a ser o
lhada pelos bibliotecários americanos como um sistema erudito de classificação.
Para a biblioteca médica geral este sistema é plenamente

satisfató-

rio.
Bibliotecas que usam este sistema no todo ou em parte: Welch Medicai
Library, Johns Hopkins University, Baltimore; Lane Medicai Library, San Francisco; a
biblioteca do U. S. National Institutes of Health, Bethesda, Maryland; Bio-MedicalIi
braries, University of Chicago; Medicai School Library, University of Oregon,

Port-

land; Medicai School Library, Wayne University, Detroit; Medicai Library, Western Cb
tario University, London.

COLCW

nfafi=;SlFIGATION

DE

S..,

R.

(1933; 2a. edição I939, 3a. edição I950)

Uma das classificações mais importantes aparecidas nos últimos tenpos
é a Colon Classification de S. R. Ranganathan.
Ranganathan, eminente bibliotecário indú, estudou biblioteconomia

na

Inglaterra; de seus estudos concluiu que nenhum dos sistemas de classificação exi^

(1) Billings, J, S. "Classification of subjects" Index Medicus. ser,
1, 6 (January, 188^), 2-5»

2

3

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�-in-

tentes era satisfatório. Ao regressar à índia começou a desenvolver, na Biblioteca da
Universidade de MADRAS, um esquema de classificação que foi publicado em 1933

com o

nome de Colon Classification. A sua classificação é altamente filosófica; e grande mente mnemônica; a terminologia e muito precisa.
Os bibliotecários indtís a usara com sucesso o mesmo acontecendo na Inglaterra.
As classes principais sHo representadas pelas letras do alfabeto
A - Z, com exceção da classe de generalidades que é simbolizada pelos números de
a 9 e da classe de Misticismo e experiência espiritual cujo símbolo é

de
1

No iní

c4o de cada classe vem uma espécie de fórmula que indica o modo como deve s'er formado o número de classificação dentro daquela classe. Assim, na classe L - medicina, a
parece a fórmula: L (O); (P); isto significa que na classificação de assiintos de medicina dois a^ectos devem ser observados: o órgão (0) e o problema (P). Depois desta fórmula aparecem dois esquemas; um para o órgão ou partes do corpo humano e outro
para os problemas que podem estar relacionados com estes órgãos. Ex: DôSiças do aparelho digestivo

LZih

L.

Medicina

L2

Aparelho digestivo

L:4

L2:4 Doenças do aparelho digestivo.

Doenças em geral

Os seguintes exemplos são citados por Ranganathan para ilustrar a ^li
cação da classe L (Medicina)

L:2

Anatomia humana

L:3

Fisiologia humana

L:4

Doenças em geral

L:4;6
L2

Terapêutica an geral

Sistona digestivo

L2:2

Anatomia do sistema digestivo

L2:3

Fisiologia do sistema digestivo

L2:4

Doenças do sistena digestive

L2:^2
L2:42:6

cm

1

Doenças infecciosas do sistema digestivo
Tratamento das doenças 'nfecciosas do sistema digest^
vo

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lí

19

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�- 5 L2:^21

Tuberculose do sistema digestivo

L2s^21i6

C1A5SIFIGACÃ0
I

Tratamento da tuberculose do sistona digestivo

BIBLIOGRÁFICA. DE
—•«««

HENRY
'

EVELYN
'

BLLSS
———

Henry Evelyn Bliss, bibliotecário do College of the City of New York,
aproximadamente no fim do século XIX, interessou-se por classificação de bibliotecas
e começou a estudar cuidadosamente, idealizando o sistema conhecido pelo seu nome. O
sistema completamente desenvolvido foi publicado com o título de:

"A Bibliographie

Classification"; o 12 volume surgiu em 19^f o 2- em 19^7 e o 3- e o

em 1953.q^an

do foram reeditados os dois primeiros volumes reunidos em um só.
Os esquemas de classificação são precedidos por sinopses que

mostram

as relações sistemáticas e lógicas das ciências, classes e subclasses e suas subord^
nações e coordenações a fim de tornar a classificação mais compreensível. Seu sistema usa letras maiúsculas, minúsculas e números; lembra um pouco a técnica

mecânica

de Ranganathan, Tabelas auxiliares apresentam subdivisões de forma, geográficas, llii
guísticas, históricas e subdivisões especiais para determinados assuntos» Bliss possua seguidores na França, na Inglaterra, mas na sua terra natal não tem sido bem

a-

ceito.
Na edição de 1952-53t C» C» Bamard, bibliotecário da London School of
Hygiene and Tropical Medicln®, colaborou no desenvolvimento da classe de ciências m£
dicas; Richard B« Singerj Harvard Medicai School, cooperou na revisão das secções de
Fisiologia, Medicina e Cirurgia; Qiauncey M* Louttit, Wayne University, editor de Ifejc
chological Abstracts, assistiu no desenvolvimento da secçSo de Psicologia.
A seqüência de assuntos e as doenças agrupadas por agentes causais,di
fere radicalmente de outras classificações. Uma das características

do

rc.^'^ioma

de

Bliss é o método alternativo de classificação, que pemite que o assunto seja locali
zado em uma classe ou era outra, conforme a conveniência da biblioteca.
Exettplos;

cm

1

HM

Med icina

HN

Terapêutica, Farmacologia

HO

Hospitais e Enfernagem

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�- 6 HP

Patologia Geral

IQ

ou

IA.T-U

Patologia Genética.

Bibliotecas que usam este sistana:

Ministry of Health

Library (Grã-.

Bretanha), Library of the College of the City of New York,Royal Anthrophological Ins
titute of Cancer Researche University of London, Institute of Psychiatry.

GLASSIFIGACÃO

A

C D ü

DECIMAL

universal

(CDU)

resultou de uma anpliação e aperfeiçoamento da

(Ttaga-i

çao de Dewey com o fim especial de classificar o R^ertório Bibliogjráfico Universo,
organizado em Bruxelas pelo Instituto Internacional de Bibliografia. O título da Ia*
edição da

CDU

I.I.B., 1907.

era Manuel du Repertoire Bibllographique üniversel. Bruxelles,

A 2a. edição, de 1927-33» e™ dois volumes, já tem o nome de "Classifi

cation Decimais Universelle".
Apás exame cuidadoso dos esquemas existentes o Instituto verificou

a

insuficiência da Classificação de Dewey para a Classificação do Repertório; assim;en
tre Melvil Dewey e o Instituts International de Bibliografie firmou-se um acordo,per
mitindo alterar e ampliar o sistema. Nesta época a Classificação de Dewey estava

na

5a. edição,
Há edições da

CDU

em várias línguas: português, francês,

inglês,

aAeraão, espanhol, japonês, etc; as modificações e acréscimos são divulgados periodicamente através da publicação "Ebctensions and corrections to the Ü.D. C.". É publicada pela Federação Internacional de Documentação que em 1937 sucedeu ao Instituto Internacional de Documentação, sucessor do Instituto Internacional de Bibliografia,
Do exposto podojios concluir: a

CDU

foi elaborada com o fim e^ecí,

fico de classificação de bibliografias.
Os símbolos toi*nam-se muito extensos, deixando de sêr mnemonicos;

a

arrumação dos livros nas estantes requer a presença de um técnico, pois, um funciona
rio qualquer não será capaz de realizá-la pela complexidade dos sinais,
Exençilos:

611 + 613 (021)
61 (03) = 3

cm

1

Manual de anatomia e higiene

Enciclopédia médica em alemão

'I" " I" " I" " I" " I" " I Digitalizado
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ig
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13
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�611.12: 611 o ^2
31:61 (411 + 417)

Linfáticos do coração
Estatística médica da Escócia e Irlanda.

CUSSIFI CAÇOES
f

ESPECIAIS

Classificações especiais s'äo sistemas que abrangem apenas tun ramo
conhecimento humano; sSo elaborados com o objetivo de permitir a classificação

do
mais

detalhada de um assunto, para o qual os sistemas gerais vigentes, riSo foram considerados satisfatórios. No século XIX as bibliotecas médicas passaram a se interessar"wl
vãmente pelos problemas de arranjo dos livros nas estantes e surgiram os esquemas
peciais.
Registram-se os esquemas de classificação da 1) Library of the College of Physician of Philadelphia, o 2) New York Acsdemy of Medicine Library, a 3)
brary of the Medicai Society of the Count of Kings, e a 4) Library of the

Medicai

and Chimrgical Faculty of Maryland. Estes são raramente usados fora das Bibliotecas
de sua origem.

1) CLASSIFICADO

DA

LIBRARY

OF

THE

COLLEGE

OF

PHYSICIAN

OF

PHILADELPHIA - A

classificação usada nesta Biblioteca foi planejada por CSiarles Perry Fisher, seu bibliotecário, por volta de 1881. Ê desenvolvida ao longo da linha do Index Medicus.
As Classes principais são representadas por letras maiúsculas, as subdivis'3es por
tras maiúsculas dobradas* Ê usada na Biblioteca de sua origem e na Walter R. Steiner
Medicai Library of the Hartford (Connecticut) Medicai Society.

2) Nü

YORK

ACADEMY

OF

MEDICINE

LIBRARY

CLASSIFICATION - Este sistema foi pla-

nejado por membros do Staff desta Biblioteca. A notaç'So é : números precedidos

pela

letra S, que significa secglko. Dentro de cada secção os livros são alfabetados

por

autor e título. Seu plano de desenvolvimento é semelhante ao da National Library

of

Medicine, que foi elaborado na mesma época. È usado somente nesta Biblioteca.

Sistema da Biblioteca da MEDICAL SOCIETY OF THE COUNT OF KINGS - Bass
ando seu plano no esquema de classificação da New York Academy of Medicine Library,
A. T. Huntington planejou-o por volta de 1900« As modificaçt5es adotadas foram, principalmente na secção dedicada a medicina em geral. Nenhum símbolo de classificação e
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3^4
^5
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19
2

�usado; os livros sao arranjados nas estantes pelo assunto, em ortiem alfabética de au
tor e título, Êste sistema e usado somente nesta Biblioteca.

Sistema da classificaç'ão da Biblioteca da MEDIGAL AND CHIRÜRGICAL FA^ MAJIYLAND - Êste plano idealizado em 1896 pela bibliotecária Márcia C. Noyes,
seguiu os princ^ios gerais da classificação de assunto do Index Medicus com

várias

modificações, O símbolo de classificação consiste de uma simples

de le-

combinação

tras. É usada somente nesta Biblioteca.

CaLASSIFICACilo

^

NATIONAL

LIBRARY

OF

IffiDICINE

O papel que a National Library of Medicine tem desempenhado

no campo

da classificação medica è muito inportante. Por ocasião da 2a. Guerra ífiindial
a reorganizaçao e modernização dos serviços bibliográficos e processos

houve

técnicos

da

O Survey Report on the Army Medicai Library, publicado em 19^ recomenda
que "a biblioteca seja reclassifiçada de acordo com um sistema moderno", e
diz "The best Classification scheme that could be devised for the

adiante

Library would

be

one wich combined the notation of the Library of Congress system with the basic plan
of the Cunningham Classification. Accordingly, permission should be sought to revise
the Library of Congress scheme for medicai in this way. If permission

cannot

b e

obtained, then a new scheme should be worked out, utiliging the best features ofboth
these Classification",
Miss Mary Louise Marchai foi escolhida para elaborar a nova classifição auxiliada por membros representativos da Survey Committee, da Library of Goigress
e da Army Medicai Library,
Antes do projeto ser executado houve várias conferências e discussões
em que tomaram parte médicos, cientistas e bibliotecários.
A classificação cobre o campo de medicina e ciências correlatas, O es,
queraa segue a mesma forma do sistema da Library of Congress, consistindo de letras mâ
iúsculas e números. As várias classes da L. C, serio usadas para arranjo do

material

relacionado cora medicina ou para assunto não médico. Quando a classificação

deve sêr

feita de acordo com o esquema da L, C., no índice é indicada apenas a classe: ex: EsIas para surdos HV.

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iq

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�A classificação incorpora: (l) notaçSo uniforme para divisão de foima,
assim como para outro tipo de material geral em cada unidade de assunto; (2) tabelas
flexiveis com subdivis'5es para expansões; (3) agrupamento de todos 05 aspectos da e^
trutura de um órgSo ou parte do corpo sob a unidade anatômica até onde o uso prático
permite (4) classificação etiológica de condiç^Ses patológicas baseados

na

Standaird

nomenclature of disease; (5) agrupamento por especialidades médicas. É

suplementada

por um índice detalhado.
Uma classificação assim t?.o detalhada tem muitas possibilidades e pode ser aplicada a coleção de qualquer tamanho, A

N. L.

publica notas suplementares,

atualizando-a, o que muito auxilia as bibliotecas que a adotam.
Exenplos;

QS

Anatomia Humana

VIB

Medicina Interna

QT

Fisiologia

WC

Doenças Infecciosas

QU

Bioquímica

WF

Sistema Respiratt5rio

WG

Sistema Cardiovascular

Sob cada tabela principal os números vêm uniformemente

distribuídos;

alguns números deliberadamente foram deixados livres, para necessidades ocasionais.
Exenplos;

WJIOI

Anatomia do Sistema Urogenital

WJlte

Cistoscopia

WJ3OI

Anatomia do Rim,

Bibliotecas que usam este sistema; National Library of Medicine;

Los

Angeles Count Medicai Society Library; Rudolph Matas Medicai Library, Tulane University; Medicai School Library of the University of Arkansas; Veterans Administration
Libraries; Medicai Libraiy of Los Angeles County General; Hospital, New York Acadeny
of Medicine; Library, Biomedical Library of the University of California, Los

Ange-

les; no Brasil - Biblioteca do Hospital dos Servidores do Estado - IPASE - Rio de Jâ
neiro,

CLASSIFICAGÃO
•

KE

BARNARD
—

Formulada por Qyril. C, Barnard, bibliotecário da London School of Hy-

2

3

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�- 10 -

giene and Tropical Medicine, para atender aos reclamos de uma coleçSo muito especializada, uma vez que os sistemas existentes eram insuficientes.
A notaçSo de letras, sem números, é usada com um desenvolvimento deta
lhado de algumas das secções inspirados pela classificação da L, C,. Adotou as divis?5es de forma como a classificação de Dewey. Há uma seqüência lógica de arranjo

d o

geral para o específico; as doenças s2o classificadas por agentes causais.
Esta classificaçSo foi premiada com o Diploma with Honous (1931) pela
Britsh Library Association. O bilbiotecário William R. Le Fanú, do Royal College

of

Surgeons, onde a classificação é usada, introduziu modificações na classe D - Histdria da Medicina e classe V - Cirurgia.
Onze tabelas auxiliares d'ão grande flexibilidade e esqjansão ao sistema, permitindo subdivis'Ses sob órgãos, condiçcSes patológicas, tumores,

parasit o s,

drogas, etc. Uma característica deste sistema é a notaç'So alternativa para toda

a

classificação para atender "diferente tipos de bibliotecas ou idéias pessoais".

Ex:

Higiene industrial

SQR ou UD, feadiologia

BR ou QR.

Esta feitura expande a notação de tal forma que o assunto principal da
coleção de tamanho médio pode ser distribuido por todo o alfabeto ao em vez de ficar
em uma ou duas letras somente, podendo, portanto, ser usado por uma bilioteca médica
geral.
Exeitplos:

P

G

Patologia

Q

H

Diagnóstico e Clínica Médica

So Jo

Saúde Pública

SP JP

Medicina Preventiva.

Bibliotecas que usam esta classificação; Robert and Lilian Lindsay
brary of the Britsh Dental Association, (London); Mississipi State Board of Health Li
brary, Jackson; Liverpool Medicai Institution Library; London School of Hygiene

and

Tropical Medicine Library; Royal College of Surgeons Library, London; School of

Pu-

blic Health and Tropical Medicine, University of Sidney, Austrália.

cm

1

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Stern
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CLASSIFICACÃO
•f

DA

BOSTON
'

^lEDICAL

LIBRARY
'

Planejado em 1879 por James R. Chadwick e Elizabeth J» Collins,foi
visado e aumentado por James F* Ballard, Diretor da Boston Medicai Library.
Traduzida para o japonês pela Association of Medicai College
pan, a Medicai Library Association, em 1921, adotou-a como esquema de

of

Ja-

classificaçao

oficial, recomendando-a como o melhor sistema daquela época.
Baseada em uma série consecutiva de números, é muito expansiva,

sim-

ples e a notação breve. A classificajSo começa com trabalhos de referência geral,His
toria da Medicina e assuntos correlatos.
Exenplos:

IB

Bibliografia. Bibliofilologia
até

IT

Ifcseus médicos e científicos.

Vem em seguida Ciências biológicas, medicina e suas subdivisões e e^.
pecialidades, ex:
2

Biologia

3

Anatomia

15

Sistema Circulatório. Cardiovascular.

I5A Sistema Circulatório. Geral.
I5B Anatomia do Sistema Circulatório.

É objetivo dêste sistema tr?.zer junto todo o material relativo a

um

órgão ou sistema.
Bibliotecas que usam este sistemas
X

Boston Medicai Library, Cleveland

Association; a Biblioteca da Escola de Medicina e Saude Publica,Har-

vard University, Boston; Mayo Clinic Library, Rochester, Minnesota, etc.

CUNUIMOIAM

CLASSIFICATION

Formulada por Eileen R. Cunningham, bibliotecária da Vanderbilt University Medicai School Library.

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Por ocasilo da reorganização da Vanderbilt School of Medicine Libraiy,
em 1927, a classificaç?ío da literatura médica então usada não preenchia os requesitos
desejados, Foi, então, decidido elaborar um sistema para classificar livros, periódicos, etc., de medicina. Como resultado veio a Ia. edição da Cia s s ificat ion for Medi cal Literature publicada em 1929.
IXirante a preparação deste sistema, a Classificação Decimal de Dewey,
as secç'Ses de Ciência e Medicina da Classificação da L. C. a Boston Medicai

Library

Classification, o Index Catalogue of the Library of the Sureeon - General's Office e
Quarterly Cumulative Index Medicus foram cuidadosamente estudados. O fator mais

im-

portante, entretanto, no desenvolvimento das subdivisões foi a esqjeriência ganha

na

reclassificação dos livros na Vanderbilt Medicai Library. Assim, a Biblioteca representou o laboratório e os livros as cobaias para uma experiência on classificação m£
dica..
Baseada no esquema planejado para o Departamento de Anatomia do Johns
x.opi':*i,ns university Medicai School, é dividido em quatro partes distintas;

1) ciências biológicas
2) sistemas orgânicos do coipo
3) assuntos clínicos e patológicos
outros trabalhos de interesse em coleçfSes médicas.

Cada grande divisão é completada com notável precisão: assim, novas t§
orias ou descobertas resultantes de pesquisas científicas futuras podem ser ^ibgicamfe;iUt. col npadas.
O plano de agrupamento de doenças infecciosas específicas usado aqui ê
uma inovação marcante em classificação médica, não só porque o aspecto etiológico é â
centuado, mas, principalmente porque a classificação bacteriológica é introduzida para formar a divisão de classe para cada doença causada por um organismo específico ou
parasito,
É constantemente revisada; modernos conceitos e descobertas

reoentes

provocaram alterações nas classes; higiene, medicina preventiva e saúde pública; medi
cina militar e radiologia têm sofrido expansões; a classe história da medicina foi am
pliada para incluir história das especialidades.
Apropriado indiferentemente a folhetos, monografias ou livros,

facil-

mente ajustado a qualquer tamanho ou tipo de coleção, é um exenplo característico

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llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll
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2

�- 13 classificação de assunto especial.

ESQUEMA

MEDICINA

E

ciências

CORRELATAS - Formam vinte e seis classes representadas por 1^

tras maiusculas do alfabeto. Ex:

J:

Sistema cárdio-vascular.

Estas classes foram arranjadas tanto quanto possível de acôrfo com

o

currículo do ensino médico. As ciências basicas: Biologia, Anatomia, Fisiologia e Bio
química formam as primeiras classes. As regiSes anatômicas e sistemas do corpo são qç
ranjadas, tanto quanto possível em seqüência lógica. São seguidos pelo fenômeno da do
ênça, natureza e mudanças nêles produzidas.
Exenplo:

M7

Fígado

M7a

Morfologia (incluindo anatomia, histologia e embriologia)

M7b

Fisiologia

MTbl
M7c

Secreção e composição da biles
Patologia

M7cl

Cirurgia

M7c3

Tumores
etc.

Em seguida organismos causando doenças, Bacteriologia e Parasitologla;
a prevenção da doença Higiene, Medicina Preventiva e Saúde Publica; finalmente as diferentes fases do estudo e tratamento da doença. Medicina Clínica, Doenças Infeccio sas (de acordo com a etiologia), Cirurgia, Pediatria, Farmacologia, Fisioterapia,
dicina Militar e Radiologia.
Obras de refer^cia médica! Biografia, Historia da Medicina,
tais, Enfermagem, Serviços Sociais, formam outras secçoes representadas

Hospi-

por

Xètras

maiúsculas dobradas:

JJ

Sociologia

KK

Filosofia e Religião

CC

Hospitais,
etc.

W, W, XS,&gt; YY,' ZZ, foram deliberadamente conservadas vagas para

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sa-

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�- Iii -

tisfazer as necessidades das bibliotecas especializadas, tanto quanto as 00169*063 va
riam de biblioteca para biblioteca. Assim, não é necessário usar outro sistema

para

classificar esse tipo de literatura.
Em todas as secções as grandes subdivis'Ses são feitas com números ar^
bicos, ex!
K3 : outras subdivisões acrescentando uma letra m3nuscuia.K3a:
subdivisões adicionais sao formadas pela adiçSo de outro número aráb?'*o K3al. Com ês
te método o sistema ê extremamente flexível e pode ser decomposto em diminutas subdi
visões em qualquer das secções pelo simples acréscimo de letras ou números.
Vejamos um exerrplo; hérnia, na tabela há apenas M9c2a - Hérnia.
e precisamos, contudo, detalhar para classificar o material que temos, entSo, teremos;

M9c2b

-

Hérnia ventral

M9o2c

-

Hérnia inguinal

M9c2d

-

Hérnia femoral ou crural

M9c2e

-

Hérnia umbilical

M9c2f

-

Hérnia diafragmática

M9c2g

-

Hérnia epigástrica

M9c2h

-

Hérnia incisional

Deste modo, o material foi detalhadamente classificado sem ferir a es
trutura do sistema.
O grâu de expans'So sera dado pela pessoa que classifica a coleção e as
decist!ies serão cuidadosamente anotadas no oexanplar de classificay'äo de modo a

pema

tir manter a continuidade^.
Sempre que o material forma uma coleç'âo que é freqüentemente mantida,
separada da coleção principal de livros, tal como Odontologia e Enfermagem, forma uma
unidade, Ex:

E3

-

Odontologia

DD

-

Enfermagem,

A cirurgia dos vários crgãos e sistemas fica com o orgao ou sistema,
ex:

-

Estômago;

M'^ol

Cirurgia do estômago; para cs que discordam deste ponte

de vista foi colocado Cirurgia Regional

onde o bibliotecário poderá concentrar

todos os trabalhos sobre cirurgia; este número pode ser desintegrado por vários si^

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iq

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2

�- 15 temas ou orgaos. Se este mútcdo for o'escolhido então as subdivisões de cirurgia
vários org&amp;os e sistema não. serão usados, üm livro sobre anatomia do

nos

coração s e ri a

enquanto trabalhos de anatomia geral seria classificado em

Do

mesmo

modo

trabalhos sobre Tuberculose fica em S5k26, enquanto trabalhos sobre Doenças do Sistema Respiratório fica em Ilc.
Remissivas são feitas em todo o texto, onde quer que possa surgir confusão para a classificação do material.
Embora tenha sido elaborado para uma coleç'3o de tamanho regular,
sistema é bem adapatado a uma biblioteca muito grande, como também, a coleções

este
peque

nas.

Índice A experiencia demonstra que o índice alfabético contitue uma vantagem
inestimável para qualquer sistema de classificaçtío.
Para a colaboração deste índice foi feito estudo cuidadoso do Quarterly Cumulative Index Medicus Sub.iect Headings and Gross References. da

American Medi-

cai Association e nos últimos volumes do Quarterly Cumulative Index Medicus. Êste tem
sido muito útil como guia para a terminologia sob a qual a literatura médica aparece.
Onde muitas subdivisões ocorrem sob um termo, ex: Coração, a numeração
inclusive

J2 - 2c9f é dada no índice e a secçao inteira será consultada antes de de-

cidir onde classificar determinado trabalho.
Se o nome específico da doença não aparece no índice, deve ser procura
do sob o nome do órgão ou sistema de órgão. Ex; "Doença de Basedow" será encontrada
sob "hipertiroidismo" ou sob "Tiroide-doênças".
Entre as bibliotecas que usam êste sistema citamos:American College of
Surgeon, Chicago; Biblioteca do Centre International 1'Ehfance, Paris; Medicai D^artment of the Qiattanooga Public; Library Tenessee, biblioteca do Medicai College
Alabama, Birminglam; Memorial Library, St, Margaret Hospital, Hammond, Indiana
blioteca da Western Psychiatric Institute and Clinic; Medicai School,

of
a bi-

üniversity

Pittsburgli; Medicai School Library, Vanderbilt Üniversity; Biblioteca do

of

Instituto

de Neurologia da Universidade do Brasil, Rio de Janeiro - Brasil; Biblioteca da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Salvador - Ba.. - Brasil; Nashville, Tevessee.
A secção Tlf foi desenvolvida pela Biblioteca do Centre International de l'Enfance,Pa
ris.
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CONCLUSÕES

CLaSSiFICAGÃO

DECIM/LL

^

MELVIL

DEWEY

Tem a grande vantagem de ser largamente conhecida, resultante do

ssu

grande uso. Excelente para outros tipos de biblioteca; os assuntos relacionàdos para
medicina, entretanto, são muito pobres; as secções destas tabelas não são

adequadas

para as exigências das coleções médicas. A notação toma-se muito grande e complicada sob a necessária expansão.

CUSSIFICAClo

DA

Ui

S^

LIBRARY

OF

CONGRESS

Flexível e adaptável às coleçSes especiais* A notação e menor e .mais
fácil de ler do que a do esquema de Dewey. Tem a grande vantagem de ser preparada por
especialistas em cada canço.

CLASSIFICACÃO

DA

BOSTON

MEDICAL

LIBRARY

Fácil, simples e flexível. As secções de Tuberculose, Odontologiae Eh
fermagem são bem desenvolvidas; ao passo que Bacteriologia, Neurologia e

F&amp;macolo-

gia ressentsn-se de expansões.
Desvantagem; revisões pouco freqüentes.

CLASSIFICAÇÃO

M

BARNARD

Particularmente aplicável a coleções de Saúde Pública e Parasitologiaj
a última edição, todavia, traz desenvolvimento que possibilita a sua aplicação em biblioteca.

CLASSIFICAÇÃO

DA

ANTIONAL

LIBRARY

OF

MEDICINE

As classes principais são flexíveis, ponto muito importante em um sistema de classificação para coleções de medicina. Constantemente revisada, bom

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índice

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�e edições atualizadas.

CIASSIFICACAO
&gt;

DE

CUNNINC2ÍAM
————

Flexível, simples de usar, bom índice, atualizada, permite fácil

eix-

pansão; satisfaz plenamente a qualquer biblioteca médica.
O Prof, Jesse H, Shera, Reitor da School of Library Science,
Reserve University, de quem tive a honra de ser aluna durante o Curso de

Western

Documenta-

ç'ão e Pesquisas Bibliográficas realizado no Instituto Brasileiro de Bibliografia
Documentação (IBBD); em 1957, disse-nos sobre este sistema: "ê o mais difundido

e
en-

tre as bibliotecas médicas americanas".
A bibliotecária paulista, Maria Lessa da Fonseca, reconhecida autoridade no assunto, nome de grande valor, nos diz em carta datada de 17
195^í

de

agosto

o mais prático de todos os sistemas, mesmo entre os organizados para

de

atan-

der bibliotecas médicas".
Há seis anos vimos usando este sistema na Biblioteca da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Publica com ejxcelentes resultados; os livros nas estantes ficam distribuídos por cadeira do currículo médico o que é uma grande vantagem em
blioteca universitária; a parte de clínica, muito bem distribuida é um
cioso para o bibliotecário e para os leitores que encontram grande

bi-

auxílio pre-

facilidade

para

localizar os assuntos do seu interesse.
Cada um destes sistanas tem vantagens e desvantagens influenciados por
fatores pertinentes a cada biblioteca. O tipo da coleção na qual a classificação será usada deve servir como base para a escolha.
Permitam-nos, lembrar, entretanto que os esquemas de

classificaç'ôes-

gerais foram planejados para cobrir todo o campo do conhecimento em época anterior ao
desenvolvimento das grandes bibliotecas especializadas. O uso de um sistema de classificação geral em uma biblioteca cujo assunto principal é de escopo limitado, nece^
sàriamente poderá causar grandes e complicados símbolos de classificação. Isto é obvio, \ima vez que o esquema tem de tornar-se uma expansão dentro de uma secção restri
ta. Por outro lado, o campo especializado tem crescido tanto e tão extensivamenteijoa
os sistemas garais têm provado ser inadequados,
Para ilustrar citaremos um exemplo;
O assunto Câncer no sistema (geral) de Melvil Dewey.

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15a» ed.

616,99

16a. ed.

616.99^

Doenças neoplásticas - inclue tumores,
cer

côn-

Neoplasmas malignos, câncer, cárcinoraas,sar
comas, incluindo cirurgia
Câncer do estomago

6l6é99^33.

No sistema da Biblioteca do Congresso (geral) - (dissemos

que este

sistema pode sêl: aplicado a uma coleção especializada)

RC 25^ - 282

Doenças neoplásticas.

No sistema da National Library of Medicine (es^Jecial) -

Q2 200

a

Q7 ^^70 é reservada para o aissunto em questão; eoc:

02 201

Btiologia

Q7 350

Leucemia

Q7 ^05

Adenocarcinoma.
etci

No sistema de Cunningham -

S7x

Tumores. Tumores malignos (câncer) Tumores bnignos

STxl

Tumores (Neoplasmas) ger'al

S7xla

Bibliografia

S7xlb

Btiologia
a

S7xlk
S7x2

Cirurgia
Tumores malignos. Câncer
a

S7x2L
S7x3

Cirurgia
/
Tumores benignos.

Câncer de um determinado órgão fica com o órgão, ex:

Ift-c3

Câncer dos intestinos

I6c^

Câncer nos pulmões
etc.

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C.

í);

ü.

Atualizado, flexível e internacional. Desvantagens apontadas:

a) o símbolo torna-se muito grande face às necessárias eoç
pans'Ses;

b) a arrumação-dos livros nas estantes nSo pode
ta por um funcionário qualquer;

ser fei-

c) dificuldades para a aquisição de tabelas ooirpletas; a
classe 61, publicada em separado I igualmente dificil
de ser obtida*

"Classificação é um problema individual para cada título em cada biblioteca« O critério de julgamento será sempre colocar cada volume onde for mais útil para uso na biblioteca em questlo, indiferente à precisão teórica ou classificação em outra biblioteca".

00000
0000

o

MSSFL/mht.

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.O"
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lí

19

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I Sc a H
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Ii

�»SIST»iAB

DE

CUSSIFICàÇÃO

ai

BIBLIOTECAS

MÉDICAS"

ERRATA

Introdução, ultitio parágrafo»

OBoucuas

, leia

plstomo

Pagina 7
C» D, U»
- Blhliote cac que UEsai:i oótc clstonat
Instituto Ovwaldo Gruz^ Rio do íanciro, Braeil, Hcyal Sccdciy of Mcdicinc,
London^ Dr# Julius Jurchc Modical Library^ Jo wloh National
and ünivereity
Lifarazy« Jorusoloi;!«
P^incL 16, paragrafo 1
1 notação tomaHD© mito cactonen b cotijIôxc
paragrafo 2
Floxívcl o adaptável as colcçcco capo cèiaia, Tc n a grande vantagon do eôr
propnrada por oöpottiij-iatöe cn cada oanpo,

PaginQ 19
o oínbolo tornn-*eQ mito extonoo fcico à ncoGosariac expansões e
sohTQtudo dovido à oua notação nista»

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Sistemas de classificação em bibliotecas médicas</text>
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          <name>Creator</name>
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              <text>Leite, Maria Stela Santos Pita</text>
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          <name>Coverage</name>
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          <name>Publisher</name>
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          <name>Date</name>
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          <name>Description</name>
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              <text>Estuda as secções médicas dos esquemas gerais: classificação decimal de Melvil Dewey, classificação da U.S. Library of Congress, Colon Classification de S.R. Ranganathan, classificação bibliográfica de Henry Evelyn Bliss e Classificação Decimal Universal. Dá breve notícia de sistemas especiais de classificação usados em suas bibliotecas de origem: Library of the College of Physician of Philadelphia, New York Academy of Medicine Library, Library of the Medical Society of the Count of Kings e Library of the Medical and Chirurgical Faculty of Maryland. Estuda os sistemas especiais de classificação: Classificação de Barnard, Classificação da Boston Medical Library, detendo-se especialmente na Classificação da National Library of Medicine e na Classifition for Medical Literature de Eileen R. Cunningham. De todos estes sistemas estudados cita vantagens e desvantagens e dá relação das bibliotecas que os adotam. Lembra que os sistemas gerais de classificação foram planejados para cobrir todo o campo do conhecimento em época anterior ao desenvolvimento das grandes bibliotecas devotadas a um só assunto. Por outro lado o campo especializado tem crescido tão rápido e tão extensivamente que os sistemas gerais têm provado ser inadequados.</text>
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