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                  <text>BIBLIOTECAS DIGITAIS: FERRAMENTAS DE AUXÍLIO NA FORMAÇÃO DE
PROFISSIONAIS DA ÁREA DE SAÚDE.
Francisca Rosaline Leite Mota - rosemota@yahoo.com.br
Doutoranda em Ciência da Informação  ECI/UFMG
Professora do Curso de Biblioteconomia da UFAL
Marlene de Oliveira  marlene@eci.ufmg.br
Dra. em Ciência da Informação  UNB
Coord. Do Programa de Pós-Graduação da Escola de Ciência da Informação
Universidade Federal de Minas Gerais  Brasil.

Eixo Temático:
As bibliotecas universitárias e a produção do conhecimento
Tipo de Apresentação:
Comunicação oral
Resumo:
A existência de canais de comunicação que divulguem a produção científica é essencial
para o fortalecimento de qualquer área. A biblioteca, em especial a universitária, exerce
papel de destaque e progressivamente incorpora as Novas Tecnologias de Informação e
Comunicação no intuito de promover a disseminação e o uso do conhecimento e contribuir
para a formação profissional dos sujeitos. O advento das bibliotecas digitais trouxe
vantagens como o acesso remoto pelo usuário, utilização simultânea de documentos,
recuperação de textos na íntegra, etc. Contudo, desafios se fazem presentes e a
implementação das mesmas perpassa por questões relacionadas às instalações físicas,
formação e desenvolvimento de coleções, processamento técnico, treinamento de pessoal e
mecanismos para disponibilizar e disseminar os conteúdos. Na área da saúde, sabe-se que a
produção de informação é gigantesca e é premente a existência de um número maior de
bibliotecas digitais. Este artigo trata das questões relacionadas à origem e evolução das
bibliotecas digitais na área de saúde. Discute e apresenta o conceito de bibliotecas digitais e
as contribuições das mesmas para a formação dos profissionais desta área bem como o
papel do profissional da informação enquanto mediador do processo de disponibilização e
recuperação das informações nos ambientes digital e virtual.
Palavras-Chave: Biblioteca Digital. Sistemas de Informação. Formação Profissional. Área
da Saúde.

�1 INTRODUÇÃO

A existência de canais de comunicação que divulguem a produção científica é essencial
para o fortalecimento de qualquer área. A biblioteca, em especial a universitária, exerce
papel de destaque e progressivamente incorpora as Novas Tecnologias de Informação e
Comunicação no intuito de promover a disseminação e o uso do conhecimento e contribuir
para a formação profissional dos sujeitos. O advento das bibliotecas digitais trouxe
vantagens como o acesso remoto pelo usuário, utilização simultânea de documentos,
recuperação de textos na íntegra, etc. Contudo, desafios se fazem presentes e a
implementação das mesmas perpassa por questões relacionadas às instalações físicas,
formação e desenvolvimento de coleções, processamento técnico, treinamento de pessoal e
mecanismos para disponibilizar e disseminar os conteúdos. Na área da saúde, sabe-se que a
produção de informação é gigantesca e é premente a existência de um número maior de
Bibliotecas Digitais.

Discute-se o tecer de relações entre a área da saúde e a Ciência da Informação, apresenta-se
os principais tipos de informação na área da saúde. Nos capítulos que se apresentam, trata
da evolução da Biblioteca Tradicional à Digital, enfocando a importância da produção e
comunicação cientifica. Por fim, apresenta de forma sucinta as principais contribuições da
Biblioteca Digital para a formação dos profissionais da saúde e o papel do bibliotecário
como mediador da relação usuário/informação.

2 CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E CIÊNCIAS DA SAÚDE

Uma forte contribuição para o surgimento da Ciência da Informação foi a crescente
produção de conhecimentos científicos e tecnológicos nas várias esferas sociais e nos
diversos campos do conhecimento humano. Conforme Oliveira (2005, p.10) a Ciência da
Informação nasceu no bojo da revolução científica e técnica que se seguiu à Segunda
Guerra Mundial e sofreu conforme estudos da autora a Ciência da Informação influência
da Documentação e da Recuperação da Informação.

�A CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO é um campo dedicado às questões científicas e à prática
profissional voltadas para os problemas de efetiva comunicação do conhecimento e de seus
registros entre os seres humanos, no contexto social, institucional ou individual do uso e das
necessidades de informação. No tratamento destas questões são consideradas de particular
interesse as vantagens das modernas tecnologias da informação. (SARACEVIC, 1999, p.47).

A Ciência da Informação ocupa-se dos processos que envolvem a produção, organização,
armazenagem, disseminação, gestão e uso da informação e do conhecimento. Deste modo,
os conhecimentos gerados pelos mais diversos campos do conhecimento necessitam passar
por todas as etapas do processo de tratamento para serem recuperados de forma a atender as
demandas daqueles que deles necessitam. Ressalta-se que a Biblioteconomia e
Arquivologia são disciplinas que, embora, de cunho mais técnico são envoltas e abrigadas
pela a Ciência da Informação. Não existe consenso quanto à conceituação de informação,
sabe-se, porém que esta se constitui enquanto insumo para as práticas diárias da
humanidade como um todo. Progressivamente, a informação passou a ser importante e
decisiva no contexto da chamada Sociedade da Informação1. Percebe-se que, na busca por
maior entendimento sobre as questões que permeiam o uso da informação, a pesquisa em
Ciência da Informação, vem ao longo das últimas décadas, consolidando-se e abrindo
novos horizontes de discussões.

De acordo com Mota (2005) no âmbito das Ciências da Saúde é constante a preocupação
com questões relativas a produção do conhecimento, divulgação das pesquisas e uso da
informação e a progressiva inserção de tecnologias da informação em seus domínios já é
uma realidade. Do mesmo modo que a Ciência da Informação, segundo Wersig &amp;
Nevelling (1975), possui a responsabilidade social de transmitir o conhecimento para
aqueles que dele necessitam, as Ciências da Saúde possuem a responsabilidade social de
promover melhorias nas condições de vida dos indivíduos. Assim, o diálogo estabelecido
entre a Ciência da Informação e as Ciências da Saúde pode e deve se tornar mais estreito.

1

De acordo com Melo (2004, p.01) o termo sociedade da informação representa uma profunda mudança na organização
da sociedade e da economia, havendo quem a considere um novo paradigma técnico-econômico. É um fenômeno global,
com elevado potencial transformador das atividades sociais e econômicas, uma vez que a estrutura e a dinâmica dessas
atividades inevitavelmente serão, em alguma medida, afetadas pela infra-estrutura de informações disponíveis.

�3 INFORMAÇÃO NA ÁREA DA SAÚDE

A sistematização de informações na área da saúde, assim como em todas as outras áreas, é
essencial e determinante. Conforme Stair &amp; Reynolds (2002) para a informação ser
considerada valiosa é necessário que ela seja precisa, completa, econômica, flexível,
confiável, relevante, simples, pontual, verificável, acessível e segura. No que tange a área
da saúde tais características são indispensáveis. De acordo com Mota (2005) as
informações produzidas no âmbito da saúde podem ser: 1) técnicas - dizem respeito
basicamente às práticas e procedimentos adotados na área da saúde; 2) administrativas estão relacionadas ao processo de administração e tomada de decisão; 3) contábeis e
financeiras - dados levantados, consolidados e centralizados pelo Serviço de Arquivo
Médico - SAME e, em parte são transmitidas pelos diversos serviços (folha de pagamento,
compras, despesas com limpeza e manutenção, etc.); 4) tecnológicas - dizem respeito ao
uso de tecnologias para cuidados na atenção ao paciente e ainda nos processos
administrativos e; 5) científicas - são produzidas em laboratórios e oriundas de pesquisas
realizadas em centros especializados, hospitais universitários, institutos, etc..

No âmbito das Ciências da Saúde a preocupação com as questões relativas a produção do
conhecimento, divulgação das pesquisas e uso da informação têm sido constante. Sadana &amp;
Pang (2004) afirmam que, atualmente, uma das principais preocupações da Organização
Mundial de Saúde - OMS é a de promover a cooperação entre grupos científicos e
profissionais que possam contribuir para o avanço da área da saúde. Neste sentido, é mister
definir e analisar com mais objetividade o que é considerado como pesquisa em saúde, (isto
é, os tópicos reais cobertos), saber quem está fazendo a pesquisa em saúde (isto é,
instituições e indivíduos) e quem são os usuários da pesquisa (fabricantes de política,
comunidades, doadores, indústria), quais são os custos e quem os financia. Ter clareza das
potencialidades e dos limites da pesquisa na área contribuirá, sobremaneira, para o avanço
do conhecimento científico e para a obtenção de melhorias na área da saúde.

Morel (2002) diz que tão importante quanto definir as prioridades nacionais na pesquisa em
saúde é garantir que o conhecimento gerado e as intervenções sanitárias resultantes sejam

�efetivamente incorporados em políticas e ações de saúde pública. A transformação da
pesquisa em ações de saúde é um processo complexo, árduo, dispendioso, e algumas vezes
extremamente demorado. Ressalta-se que o uso das informações oriundas da realização de
pesquisas na Área da Saúde pode acontecer de várias formas.

O uso da informação, segundo Pimentel (2003), vai muito além da disseminação de
conteúdos gerais. É necessário que o público tenha acesso às informações oriundas dos
sistemas de saúde. Mas, sobretudo, é necessário que essas informações sejam transmitidas
de maneira clara e confiável. Os esforços no sentido de conhecer as opções de sistemas de
saúde em seus distintos níveis assistenciais ainda são pequenos e não alcançam toda a
população. O mesmo ocorre quanto ao conhecimento sobre as possibilidades e
oportunidades para utilização sustentável desses sistemas, em nível educativo, tanto formal
quanto informal. No Brasil já existem algumas iniciativas que visam potencializar a
comunicação e o intercâmbio de informações no âmbito da saúde por meio da utilização de
tecnologias da informação. Podemos citar projetos como o Paciente Virtual, o Hospital
Universitário Virtual, etc. Vale ressaltar que o sucesso de tais programas não deve se
circunscrever ao atendimento do paciente. Mas, à sistematização de informações que
possibilitem ao paciente maior conhecimento da área de saúde para que tal segmento possa
apropriar-se dos resultados de pesquisas por meio de políticas públicas.

4 CONTRIBUIÇÕES DAS BIBLIOTECAS DIGITAIS PARA A FORMAÇÃO DOS
PROFISSIONAIS DA ÁREA DE SAÚDE

A produção cientifica é base para o fortalecimento de qualquer área do conhecimento e,
está calcada na realização de pesquisas que subsidiem a construção do conhecimento nos
mais diversos campos do saber humano. Comunicar é tão importante quanto produzir
conhecimento cientifico. A Comunicação Cientifica é uma das mais importantes estratégias
utilizadas pelas universidades para a consolidação do conhecimento cientifico e para o
fortalecimento do tripé que fundamenta as atividades universitárias, ou seja, a pesquisa, o
ensino e a extensão. É imprescindível para a memória de qualquer instituição, sobretudo, às
de cunho universitário, o registro do conhecimento produzido em seu seio.

�A formação de comunidades cientificas é condição sine qua non para o desenvolvimento e
consolidação de qualquer área do saber humano. Isso já é bastante evidente com os planos
de avaliação docente e com os programas de pós-graduação.

É através da publicação científica que o saber científico se torna público e passa a fazer
parte do corpo universal do conhecimento denominado ciência. Os cientistas necessitam de
acesso constante ao conhecimento já registrado para produzir novos conhecimentos, e desta
forma, fazem referência a outros autores que os precederam. Num processo de pesquisa e
construção de novo conhecimento, a literatura promove a divulgação, disseminação e
compartilhamento dos resultados. O cientista necessita ter contato com colegas e com a
literatura para se manter informado sobre o que está sendo feito na área, pois as pesquisas
evoluem do conhecimento já registrado por outros.

Para Mueller (1995), a comunidade científica é estruturada com base em algumas
instituições formais, tais como sociedades científicas, ou informais, como os colégios
invisíveis. A autora destaca que o relacionamento dos membros de uma comunidade
científica pode se dar por meio de um sistema complexo de comunicação, que tem regras
para a produção e divulgação de suas publicações: que regulamenta o papel de autores,
editores e avaliadores e que estabelece convenções rígidas no estilo e formato dos trabalhos
científicos. A autora destaca que as quatro normas propostas à comunidade científica são a
universalidade, compartilhamento, imparcialidade e ceticismo. Sendo que alguns autores
acrescentaram ainda a racionalidade, a neutralidade emocional e a originalidade. A
Biblioteca é um importante veículo não só para a Comunicação Cientifica, mas,
sobretudo, para o fortalecimento e a consolidação das Comunidades Científicas.

Ohira e Prado (2002) dividem a história e evolução das bibliotecas em três momento: 1) A
Biblioteca Tradicional contemplando os registros do conhecimento formados por outros
tipos de materiais (tabletes, papiro, argila, pergaminho) e posteriormente o suporte
impresso; 2) A Biblioteca é automatizada e passa a utilizar tecnologias de computadores
para a realização de atividades básicas como catalogação, indexação e organização do

�acervo; 3) A Biblioteca Contemporânea que utiliza a informação no suporte digital que com
o advento da Internet passou a disponibilizar on line textos completos de documentos.
Cunha (2000, p.75) apresenta a evolução das bibliotecas na figura abaixo:

Figura 1: Evolução da Biblioteca
Fonte: CUNHA (2000, p.75)

Observa-se que houve ao longo dos séculos uma grande (re) evolução na estrutura física e
conceitual do modelo de biblioteca. Aqui interessa tratar a Biblioteca Digital que, de acordo
com Cunha (1999) é também conhecida como biblioteca eletrônica, biblioteca virtual,
biblioteca sem paredes e biblioteca conectada a uma rede. A terminologia, qualquer que
seja, implica em um novo conceito para a armazenagem da informação e para a sua
disseminação. São características da biblioteca digital: o acesso remoto pelo usuário;
utilização simultânea de um mesmo documento; inclusão de produtos e serviços de uma
biblioteca ou centro de informação; possibilidade de acesso a textos completos e não
somente a referências bibliográficas; provisão de acesso em linha a outras fontes externas
de informação; não há necessidade premente do documento solicitado pelo usuário ser de

�propriedade da biblioteca local; utilização de diversos suportes de registro da informação
tais como textos, som, imagem e números; existência de unidade de gerenciamento do
conhecimento, que inclui sistema inteligente ou especialista para ajudar na recuperação dae
informação mais relevante. Neste contexto, o periódico eletrônico consolida-se. Os livros
eletrônicos ou e-book ainda são pouco divulgados e além de possuir um custo mais elevado
também implica em dispensar maior tempo para sua leitura. Por mais interessante que seja
e, por mais variados os recursos ora aplicados (como dispositivo que imita o folhear do
livro impresso) os e-books ainda não adquiriram adeptos suficientes capazes de popularizálo mesmo que em meio virtual, ou seja, nas aldeias globais virtuais ora consolidadas. Hoje
o periódico eletrônico é um dos protagonistas no acervo das Bibliotecas Digitais.

Os profissionais na área da saúde, geralmente, são criteriosos, estudiosos e muito
dedicados. Necessitam de uma enorme gama de informações que promovam atualização
constante em suas especialidades. Sabe-se que todos os dias são lançados no mercado
diversos produtos, fórmulas, novos procedimentos de diagnóstico e terapêutica que podem
contribuir significativamente para a forma de conduzir um determinado tratamento. Estes
profissionais devem estar atentos e utilizarem os conhecimentos e descobertas cientificas
no sentido de melhorar o atendimento aos seus clientes/pacientes. A educação continuada é
fundamental e conta como grande aliada as Bibliotecas Digitais.

Podem-se eleger como contribuições das Bibliotecas Digitais para a formação dos
profissionais na área da saúde:

1. Facilidade do acesso remoto a textos completos que servem como fontes de
atualização e pesquisa;
2. Promoção de intercâmbio de informações;
3. Divulgação do conhecimento cientifico produzido;
4. Promoção do acesso eqüitativo ao conhecimento e à informação cientifica;
5. Fortalecimento das comunidades cientificas;
6. Educação continuada dos profissionais da saúde.

�Em meio a estas contribuições é mister falar que a área da saúde tem sido um importante
campo de atuação para o profissional da informação, sobretudo, o Bibliotecário. São
apontadas como possibilidades de atuação nesta área o

Processamento de informações (utilização de descritores, metadados,
definição de linguagens de indexação e terminologias),
desenvolvimento e gerenciamento de Sistemas de Informação, como
os Registros Eletrônicos em Saúde e Prontuários Eletrônicos do
Paciente, no gerenciamento bases de dados estatísticas e bibliográficas,
por exemplo, sobre epidemias, cuidados com a saúde, no fornecimento
de informações que possam subsidiar políticas públicas na área da
saúde e promover programas de prevenção de doenças. (MOTA e
OLIVEIRA, 2005, p.105).
Perante todas estas possibilidades o Bibliotecário deve estar atento para acompanhar os
avanços nas mais diversas áreas e, mediar, a interação entre o usuário e a informação. O
Bibliotecário de Referência, tem importante papel neste novo cenário de interfaces
tecnológicas. Cunha (1999, p.264) diz que O bibliotecário ainda continuará a ter uma
responsabilidade docente, ao ensinar as pessoas como utilizar com proveito os recursos
informacionais existentes em uma determinada biblioteca ou mesmo na Internet. Métodos
e enfoques mudaram e torna-se essencial adaptar-se, atualizar-se e interagir com os novos
veículos e formas de produção, comunicação, armazenamento, disponibilização e
recuperação do conhecimento cientifico produzido.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

É necessário atentar para o fato de que cada vez mais é importante investigar como o
conhecimento é gerado e é transformado em intervenções e ações de saúde. Observa-se
que, o processo de criação de conhecimento na área da saúde, está em consonância com as
principais características do conhecimento cientifico, tratadas por Zilles (1998), qual seja,
a) o conhecimento científico é fático; b) o conhecimento cientifico transcende os fatos; c)
A ciência é analítica; d) A investigação científica é especializada; e) o conhecimento
científico é claro e preciso; f) o conhecimento científico é comunicável; g) o conhecimento
científico é verificável; h) A investigação cientifica é metódica; i) o conhecimento

�científico é sistemático; J) o conhecimento científico é geral; l) o conhecimento científico
orienta-se em leis; m) A ciência é explicativa; n) o conhecimento científico é predicativo;
o) A ciência é aberta; E, SOBRETUDO E MAIS IMPORTANTE p) A ciência é útil.

Damásio (1996) diz que a emoção e o sentimento são indispensáveis para a racionalidade,
pois, a ausência de emoção pode destruir a racionalidade. Vale ressaltar que o
compartilhamento de conhecimento e de informação na área da saúde é decisivo para a vida
das pessoas. A criação do conhecimento na área da saúde é fundamental para a manutenção
da vida. A preocupação social com a comunicação e o compartilhamento deste
conhecimento deve ser, obrigatoriamente, levado a sério. As tecnologias são de grande
valia, mas, o lado humano, é e sempre vai ser a chave de sucesso neste empreendimento. Os
estudos na área da Ciência da Informação e o profissional bibliotecário ainda têm muito que
contribuir para o avanço desta temática.

Por fim, concordamos com Minayo (1996) quando da afirmação abaixo.
A saúde enquanto questão humana e existencial é uma problemática compartilhada
indistintamente por todos os segmentos sociais. Porém as condições de vida e de
trabalho qualificam de forma diferenciada a maneira pela qual as classes e seus
segmentos pensam, sentem e agem a respeito dela. Isso implica que, para todos os
grupos, ainda que de forma específica e peculiar, a saúde e a doença envolvem uma
complexa interação entre os aspectos físicos, psicológicos, sociais e ambientais da
condição humana e de atribuição de significados. Pois saúde e doença exprimem
agora e sempre a relação que perpassa o corpo individual e social, confrontando com
as turbulências do ser humano enquanto ser total. Saúde e doença são fenômenos
clínicos e sociológicos vividos culturalmente, por que as formas como a sociedade os
experimenta, cristalizam e simbolizam as maneiras pelas quais ela enfrenta seu medo
da morte e exorciza seus fantasmas. Neste sentido saúde/doença importam tanto por
seus efeitos ao corpo como pelas suas repercussões no imaginário: ambos são reais
em suas conseqüências (MINAYO, 1996, p.17)

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Acesso livre à informação científica e bibliotecas universitárias.</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Bibliotecas digitais: ferramentas de auxílio na formação de profissionais da área de saúde.</text>
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              <text>A existência de canais de comunicação que divulguem a produção cientÌfica é essencial para o fortalecimento de qualquer área. A biblioteca, em especial a universitária, exerce papel de destaque e progressivamente incorpora as Novas Tecnologias de Informação e Comunicação no intuito de promover a disseminação e o uso do conhecimento e contribuir para a formação profissional dos sujeitos. O advento das bibliotecas digitais trouxe vantagens como o acesso remoto pelo usuário, utilização simultânea de documentos, recuperação de textos na íntegra, etc. Contudo, desafios se fazem presentes e a implementação das mesmas perpassa por questões relacionadas às instalações fÌsicas, formação e desenvolvimento de coleções, processamento técnico, treinamento de pessoal e mecanismos para disponibilizar e disseminar os conteúdos. Na área da saúde, sabe-se que a produção de informação é gigantesca e é premente a existência de um número maior de bibliotecas digitais. Este artigo trata das questões relacionadas a origem e evolução das bibliotecas digitais na área de saúde. Discute e apresenta o conceito de bibliotecas digitais e as contribuições das mesmas para a formação dos profissionais desta área bem como o papel do profissional da informação enquanto mediador do processo de disponibilização e recuperação das informações nos ambientes digital e virtual.</text>
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