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                  <text>A APROPRIAÇÃO INFORMACIONAL PARA A CIDADANIA SOB O FOCO DO
USUÁRIO FINAL DE PROGRAMAS NACIONAIS DE INFORMAÇÃO E/OU
INCLUSÃO DIGITAL: ANÁLISE DE ALGUMAS EXPERIÊNCIAS
BRASILEIRAS1
Ferreira, Sueli Mara Soares Pinto∗
Dudziak, Elisabeth Adriana∗∗

RESUMO
O objetivo do trabalho é analisar a percepção de usuários brasileiros quanto ao
impacto gerado pelos programas nacionais de informação e as TICs (tecnologias
de informação e comunicação) nos processos decisórios, em torno do exercício
pleno de sua cidadania, a fim de identificar os níveis de apropriação informacional
em que se encontram. Inicialmente, são explorados os pontos conceituais e
empíricos a respeito da fluência em informação e seus níveis de apropriação: a
digital (concepção com ênfase na tecnologia da informação); a informacional
propriamente dita (concepção com ênfase nos processos cognitivos) e a social
(concepção com ênfase no aprendizado direcionado à inclusão social, que
consiste em uma perspectiva integrada de aprendizado e exercício de cidadania).
Em segundo lugar, a partir dos objetivos e escopo dos Programas Nacionais de
Informação é traçado um panorama sobre eles e o respectivo impacto das
tecnologias de informação e comunicação no Brasil. Finalmente, aprofundou-se a
pesquisa com estudos de caso em algumas iniciativas implementadas em
diferentes regiões do Brasil, buscando-se compreender como usuários finais de
telecentros e bibliotecas têm se utilizado deles e que mudanças estão sendo
geradas nas condições de suas atividades e no exercício de sua cidadania, de
acordo com diferentes níveis de apropriação: digital, informacional ou social. Para
o estudo foram consideradas as variáveis: motivação, compreensão,
dificuldades/lacunas ou limitações, uso das informações/ conhecimentos obtidos,
projeção/impacto no dia-a-dia e valorização/ recomendação do programa. Os
resultados apontam para a existência de diferentes e simultâneos níveis de
apropriação nas várias regiões analisadas, mas de maneira geral com
predominância do foco ainda para a inclusão digital.

1 INTRODUÇÃO

1

Resultado de pesquisa conjunta desenvolvida por profissionais e pesquisadores de
diversos países da América Latina, coordenada pela Profa. Dra. Sueli Mara S.P. Ferreira
da Universidade de São Paulo e apresentada neste trabalho em formato resumido. Email:
smferrei@usp.br.

�O estudo parte da premissa de que existe uma necessidade de
participação ativa de toda a população nos processos decisórios em torno do
pleno exercício da cidadania. A fim de alcançar este objetivo, torna-se necessário
promover a ampla e irrestrita inclusão digital, informacional e social em todas as
camadas da sociedade. Os Programas Nacionais de Informação implementados
na América Latina são o primeiro passo em busca desta atuação cidadã.
Observa-se que os programas governamentais em geral têm atendido as
demandas

relativas

ao

oferecimento

da

necessária

infra-estrutura

na

implementação de telecentros e o amplo acesso a microcomputadores e a
Internet. O papel dos agentes multiplicadores das propostas governamentais tem
sido essencial neste processo e tem se centrado na capacitação técnica e
apropriação primeira da tecnologia, enfatizando o desenvolvimento das
habilidades dos usuários no uso dos equipamentos e ferramentas de acesso.
Assume-se, porém, que a capacitação para a cidadania (objetivo último da
inclusão digital e informacional) baseia-se no alcance de um patamar superior de
apropriação, não só dos meios (ferramentas e instrumentos de acesso) como
também do efetivo acesso intelectual à informação e ao conhecimento. Parte-se
da reflexão sobre as informações e acontecimentos, direcionando a produção de
uma mudança pessoal pelo processo do aprendizado. Logra-se aqui não somente
a aquisição de habilidades, como também a construção de conhecimentos e
valores, elementos fundamentais ao pleno exercício da cidadania. O aprendizado
é o nível mais elevado de apropriação informacional, onde reside o poder de
mudança e a possibilidade de adoção de novas posturas enquanto sujeito (ator
social / cidadão). Entretanto, neste momento torna-se necessário avançar nos
estudos de modo a verificar o real impacto de tais programas na comunidade,
analisar de que modo os usuários finais têm se apropriado dos programas
nacionais de informação para que possam ser incluídos na chamada sociedade
da informação, do conhecimento e da aprendizagem. Neste sentido, esta
pesquisa teve como objetivo analisar a percepção dos usuários latino-americanos
quanto ao impacto que programas governamentais de inclusão digital e
informacional geram no exercício de sua cidadania, de modo a mapear e
sistematizar diferentes níveis de apropriação informacional.

�2 REFERENCIAL TEÓRICO
Mudanças tecnológicas, econômicas, políticas e sociais transformaram a
visão atual de mundo e, por conseqüência, de educação. Neste ambiente,
promovendo o acesso à informação e à comunicação que ignora fronteiras, a rede
mundial Internet ganhou popularidade, indiscutivelmente integrada ao dia a dia da
sociedade (LEVY, 1999). Nesse contexto assistimos a emergência da Sociedade
da Informação. Um novo quadro mundial se formou, baseado na Tecnologia da
Informação e da Comunicação, sinalizando os processos de inclusão digital. Três
concepções de apropriação informacional emergiram: a digital (concepção com
ênfase na tecnologia da informação); a informacional propriamente dita
(concepção com ênfase nos processos cognitivos) e a social (concepção com
ênfase no aprendizado direcionado à inclusão social, que consiste em uma
perspectiva integrada de aprendizado e exercício de cidadania). Tais concepções
determinam diferentes níveis de complexidade da apropriação informacional. O
Quadro 1 abaixo sintetiza e compara as três concepções.
Quadro comparativo entre as Concepções de Apropriação
Inclusão digital

Inclusão informacional

Inclusão social

Ênfase no Acesso

Ênfase no Conhecimento

Ênfase no Aprendizado

Sociedade da Informação

Sociedade do Conhecimento

Sociedade de Aprendizagem

acesso e

acesso, processos e

processos/habilidades e

relações/habilidades,

conhecimentos

conhecimentos e atitudes

o que

o que e como

o que, como e por que

acumulação do saber

construção do saber

fenômeno do saber

Usuários/indivíduos

Aprendizes/Cidadãos

Conhecedor

Autônomo

Acesso/ habilidades

sistemas de
informação/tecnologia
Expectador

Fonte: Adaptado de Dudziak, 2001.

�2.1 INCLUSÃO DIGITAL - APROPRIAÇÃO INFORMACIONAL COM ÊNFASE NA
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
Vários autores definem a apropriação informacional ou competência em
informação como a capacitação em tecnologia da informação, baseada numa
"alfabetização computacional" ou digital como habilidade primária. Associada à
Sociedade da Informação, a competência em informação é definida como a
aplicação de técnicas e procedimentos ligados ao processamento e distribuição
de informações com base no desenvolvimento de habilidades no uso de
ferramentas e suportes tecnológicos (TAYLOR, 1979).

O máximo de avanço

neste nível de apropriação é o aprendizado de uso dos componentes de
hardware, aplicativos e programas, mecanismos de busca e uso de informações
em ambientes eletrônicos, muitas vezes como finalidade em si mesmos. Neste
nível, a apropriação é carente de aprofundamento, pois o foco está na aquisição
de habilidades e conhecimentos praticamente mecânicos.

2.2 INCLUSÃO INFORMACIONAL - APROPRIAÇÃO INFORMACIONAL COM
ÊNFASE NOS PROCESSOS COGNITIVOS
O olhar sobre a apropriação informacional enquanto processo de busca da
informação para construção de conhecimento envolve o uso, interpretação e
busca de significados, a construção de modelos mentais, não apenas a busca de
respostas às perguntas, com a incorporação da noção de processo, uma vez que
o indivíduo está ativamente construindo um novo entendimento a partir das
informações encontradas (KUHLTHAU,1993). As necessidades informacionais
são definidas segundo a existência de gaps ou lacunas informacionais que fazem
o aprendiz buscar a informação (FERREIRA, 1996). Esse nível de entendimento
da apropriação ajusta-se perfeitamente à chamada Sociedade do Conhecimento,
Dessa forma considera-se que o indivíduo competente em informação sabe como
o conhecimento é organizado, como achar a informação e como usá-la para a
realização de tarefas ou resolução de problemas (DOYLE,1994). A biblioteca é
concebida como um espaço de aprendizado e, o profissional da informação
aparece ora como gestor do conhecimento, ora como mediador nos processos de

�busca da informação (RADER, 1997; KULTHAU, 1993). A dimensão social, de
interação com a comunidade e o ambiente começam a ser explorados.

2.3 INCLUSÃO SOCIAL - APROPRIAÇÃO INFORMACIONAL COM ÊNFASE NA
CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA
Considerando que a apropriação informacional emerge do processo de
aprendizado, ela deve englobar além de uma série de habilidades e
conhecimentos, a noção de valores e atitudes ligados à dimensão social e
situacional, incluindo a ética, a autonomia, a responsabilidade, a criatividade, o
pensamento crítico e o aprender a aprender, enfatizando o cidadão, o ser social,
admitindo uma visão sistêmica da realidade. A apropriação informacional nesse
nível considera a dimensão social e ecológica do aprendiz, entendendo-o não
mais como usuário, nem mais como indivíduo, antes como sujeito que alcança
uma identidade pessoal a partir de sua atuação como transformador social,
segundo Alain Touraine (citado em CASTELLS, 1999). Pressupõe-se a
incorporação de novas habilidades, conhecimentos e atitudes (BREIVIK,1985),
um estado permanente de mudança, a própria essência do aprendizado como
fenômeno social e exercício da cidadania. (OWENS, 1976; HAMELINK, 1976).

3

PANORAMA

BRASILEIRO

DOS

PROGRAMAS

NACIONAIS

DE

INFORMAÇÃO
O Programa Sociedade de Informação, criado em 1995, tem como missão
articular e coordenar o desenvolvimento e a utilização de produtos e serviços
avançados de computação, comunicação e conteúdos e suas aplicações visando
à universalização do acesso e à inclusão de todos os brasileiros na Sociedade da
Informação. Com o lançamento do Livro Verde e a finalidade precípua de
promover o acesso universal à informação, o Programa considera ser essencial a
promoção da alfabetização digital (habilidades de uso de computadores e
internet), como também a capacitação das pessoas para a utilização dessas

�mídias em favor dos interesses e necessidades individuais e comunitários, com
responsabilidade e senso de cidadania.
O Programa está estruturado segundo sete linhas de ação: mercado,
trabalho e oportunidades, universalização de serviços para a cidadania, educação
na sociedade da informação, conteúdos e identidade cultural, governo ao alcance
de todos, P &amp; D, tecnologias chave e aplicações, infra-estrutura avançada e novos
serviços (SOCINFO, 2004). No Brasil, diversas são as iniciativas em torno do
acesso à internet, atualmente existem vários programas e telecentros, iniciativas
governamentais e não governamentais, totalizando 500 telecentros e cerca de
26% da população com acesso à internet. Também existem diversos cibercafés,
administrados por franquias comerciais ou empresas de telefonia, além do acesso
a partir das universidades e escolas públicas. Com apoio da UNESCO foi criado o
ProInfo, Programa Nacional de Informática na Educação, objetivando treinar
professores de escolas públicas instalando também 100.000 computadores a
partir do final de 1998. Diversas iniciativas em torno de Bibliotecas Digitais têm
sido implementadas, assim como eventos na área têm sido promovidos.

4 O ESTUDO DE CASO: METODOLOGIA DE TRABALHO
A pesquisa foi desenvolvida em três etapas: (a) a partir do referencial
teórico a respeito dos diferentes níveis de apropriação informacional, foi efetuada
pesquisa documental visando traçar um panorama geral sobre os diferentes
estágios de apropriação informacional; (b) estudos de casos de iniciativas
regionais brasileiras foram desenvolvidos; (c) por fim, a partir da análise de
resultados das observações e experiências coletadas junto aos usuários finais
dos estudos de casos, foram comparados diferentes níveis de apropriação
informacional. Para o desenvolvimento dos estudos de casos, inicialmente foram
convidados a participar profissionais e professores de diversos países latinoamericanos, dos quais derivaram vários estudos mais profundos. As experiências
analisadas no contexto brasileiro foram:

�•

PROGRAMA “INCLUSÃO DIGITAL” DO BANCO DO NORDESTE – CEARÁ - BRASIL

•

PROJETO “INTERNET CIDADÃ” DA PREFEITURA DE BELO HORIZONTE – MINAS
GERAIS – BRASIL

•

PROJETO “DIGITANDO O FUTURO” DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA –
PARANÁ - BRASIL

•

TELECENTRO

DE INFORMAÇÃO E

NEGÓCIOS

DA

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL SÃO

CARLOS – SÃO PAULO – BRASIL

Devido à natureza exploratória e descritiva destes estudos utilizou-se
metodologia de estudo qualitativa, baseada em grupos de foco, uma vez que o
objetivo foi compreender fenômenos sociais atuais, através do método indutivo. A
coleta, a análise e a interpretação dos dados envolveram equipes regionais e,
neste texto, se apresentam os resumos dos resultados comparativos dos estudos
brasileiros, do ponto de vista dos usuários finais. Para a coleta de dados foram
definidas duas etapas estratégicas: (a) análise do programa/iniciativa selecionado;
(b) estudo junto aos usuários do programa/iniciativa selecionado. A seleção do
programa baseou-se nos dados de identificação, programa, proposta, etc. A
coleta de dados foi baseada em: - análise documental: documentos oficiais do
programa, sites, materiais divulgados pela mídia etc.; - entrevista: com
Coordenadores, Gestores, Docentes, Atendentes ou outros membros do staff do
Programa para obter informações mais detalhadas e/ou relevantes. Nenhum
roteiro pré-definido, único ou padronizado foi elaborado para o levantamento
destes dados ou entrevista a ser conduzida visando valorizar em cada
programa/iniciativa sua dinâmica própria que deveria ser identificada pelas
equipes

regionais

respectivas.

O

estudo

junto

aos

usuários

do

programa/iniciativa selecionado visou analisar sua percepção dos programas,
utilizando a metodologia do grupo de foco, com o objetivo de: analisar o impacto
que esse programa de inclusão digital gerou no exercício da cidadania das
comunidades envolvidas, de modo a mapear e sistematizar diferentes níveis de
apropriação informacional. Variáveis utilizadas:

�Motivação: buscou-se entender qual era a expectativa do usuário no momento
exatamente anterior a ele realmente ter começado a freqüentar o programa.
Compreensão: objetivou captar o que o usuário percebeu/sentiu e compreendeu
no início de seu envolvimento com o programa.
Dificuldades / gaps ou limitações: visou identificar quais foram: problemas e
barreiras.
Uso das informações / conhecimento obtidos: identificação do que foi realmente
útil ao usuário e onde foi aplicado. Os dados/sentimentos/ações e emoções
buscadas neste momento se referiram ao momento da pesquisa.
Projeção / impacto no dia a dia: buscou-se entender o que realmente mudou na
vida do usuário tanto em casa, nos estudos, profissionalmente, vida social etc.
Valorização / recomendação: pretendeu-se observar o valor que o usuário
denotou ao referido programa a ponto de o recomendar para outros usuários.

5 SÍNTESE DOS RESULTADOS OBTIDOS POR PROGRAMA ANALISADO

5.1 PROGRAMA “INCLUSÃO DIGITAL” DO BANCO DO NORDESTE – CEARÁ BRASIL
O Banco do Nordeste mantém o Centro Cultural desde 1998, o qual vem se
firmando no cenário cultural de Fortaleza, e também da Região. A ação cultural do
programa se dá a partir de duas vertentes: incentivo à produção e difusão de
manifestações culturais locais e a implementação de ações estratégicas e linhas
de financiamento. O “Projeto Inclusão Digital” faz parte das atividades
desenvolvidas por esta Biblioteca junto ao Programa de Biblioteca Digital iniciado
em julho de 2002 e tem como objetivo contribuir para a cidadania a partir do uso
de computadores e da internet. Disponibilizando doze computadores para o
público em geral, os usuários cadastrados fazem uso dos equipamentos
orientados e treinados pelos atendentes e bibliotecários. Como resultado, esperase despertar nos usuários a curiosidade, valorização e interesse pelos bens
culturais e informacionais, colaborando para o exercício de sua cidadania. O
estudo de percepção de usuários, desenvolvido como parte desta pesquisa, teve

�como foco os participantes do Projeto Crescer com Arte, da Fundação da Criança
e da Família Cidadã – FUNCI, da prefeitura municipal da cidade de Fortaleza
(CE), que trabalha com adolescentes em situação de risco.
Resultados: quanto à motivação, percebeu-se que os jovens se sentem
motivados a utilizar o programa, principalmente pela necessidade que têm de
realizar suas pesquisas escolares, pelo conforto proporcionado pelas instalações
e por se sentirem importantes e bem tratados pelas pessoas que trabalham no
ambiente. Já no que tange a compreensão, percebeu-se que esses jovens
internalizaram bem a essência do projeto de inclusão digital, inclusive valorizando
o conforto do ambiente e o atendimento agradável. Com relação ao uso das
informações obtidas, os adolescentes utilizam o programa como local para treinar
e aplicar os conhecimentos de computação adquiridos através de cursos e troca
de informações com amigos. Na variável projeção / impacto no dia-a-dia dos
participantes, ficou evidente que os jovens começaram a ter mais interesse nos
estudos. Como o laboratório está instalado dentro da biblioteca, o ambiente
propício para estudo foi considerado como estímulo despertado-os para isto.
Perceberam mudança em seus hábitos cotidianos.

5.2

PROJETO

“INTERNET

CIDADÃ”

DA

PREFEITURA

DE

BELO

HORIZONTE– MINAS GERAIS – BRASIL
O programa “Internet Cidadã”, iniciado em 1999, visa a implantação e
manutenção de estruturas de acesso público gratuito à Internet, com a
perspectiva de combate à exclusão digital. Seu raio de ação ou cliente potencial
são os cidadãos que não dispõem de acesso à Internet.O objetivo geral delineado
é o de implantar e avaliar modelo de uso de internet para consultas e pesquisa
em bibliotecas de oito escolas municipais, sendo uma em cada administração
regional. Os objetivos específicos: democratizar o acesso à internet, consolidar a
cultura do uso da tecnologia da informação como recurso de pesquisa nas
bibliotecas escolares, avançar na capacitação da comunidade escolar no uso das
tecnologias de informação. Para o desenvolvimento dos objetivos propostos, este
Programa iniciou-se com a ação das equipes da Secretaria Municipal de

�Educação e da Prodabel (Órgão de informatização da Prefeitura), para a conexão
à RMI (Rede Municipal de Informática), a seleção e capacitação de monitores e
definição de responsabilidades para a estruturação do espaço de Internet Cidadã.
Para avaliar a percepção dos usuários foram realizadas entrevistas semiestruturadas e grupos de foco com os usuários do programa. Resultados: do
ponto de vista da motivação, os adolescentes do primeiro grupo passaram a
utilizar os computadores a partir de informações divulgadas pelas suas próprias
escolas, enquanto os adultos tomaram conhecimento do programa porque são
frequentadores do Centro de Cultura e por que os computadores ficam
localizados

“próximos

as

instalações

sanitárias”.

Detectou-se

que

a

compreensão que têm do programa é que o uso do computador ajudou nas
pesquisas de trabalhos escolares e na obtenção de empregos. As principais
dificuldades apontadas foram do ponto de vista técnico e operacional, no que
tange ao uso dos componentes de hardware (mouse, por exemplo) e software.
Barreiras como lentidão dos equipamentos, número escasso de computadores
para a quantidade de usuários, etc. Em termos de uso real das informações
adquiridas, os usuários estão focados ainda nos mesmo problemas que os
levaram aos telecentros, qual seja busca de emprego, trabalhos escolares e
emails. O maior impacto percebido junto aos adolescentes é o aprendizado de
informática. Suas expectativas se referem à obtenção de uma colocação
profissional, Em relação a variável recomendação, a grande parte dos
participantes já trouxeram outros amigos, além de irmãos e primos.

5.3

PROJETO “DIGITANDO O FUTURO” DA PREFEITURA MUNICIPAL DE

CURITIBA – PARANÁ - BRASIL
A iniciativa é patrocinada pela Prefeitura Municipal de Curitiba juntamente
com o Instituto Curitiba de Informática e em parceria com o Comitê de
Democratização de Informática, a Microsoft do Brasil e a Brasil Telecom. O
projeto Digitando o Futuro iniciou-se em 2000, dentro do contexto do Programa de
Descentralização da Secretaria Municipal da Educação da Prefeitura Municipal de
Curitiba (PMC), com a finalidade de propiciar o acesso às novas tecnologias no

�processo ensino-aprendizagem a todos os alunos da rede de escolas públicas de
Curitiba. Para tanto, pretende: introduzir efetivamente a informática como
ferramenta pedagógica nas escolas da Rede Municipal de Ensino (RME); oferecer
cursos noturnos de informática para a população; e criar locais de acesso público
e gratuito à Internet. Do ponto de vista educacional, foram estabelecidos os
seguintes objetivos: Introduzir o computador como ferramenta auxiliar e
complementar no ensino, participação de docentes e formação de comunidades
virtuais. A PMC criou os Faróis do Saber, que consistem em bibliotecas
comunitárias integradas às escolas municipais e distribuídas nos bairros de
Curitiba, sendo equipadas com laboratórios de informática com acesso à Internet.
O projeto atinge desde estudantes, donas de casa, até profissionais liberais. Tais
usuários têm acesso à ambientes que, quando completos, contam com nove
microcomputadores conectados à Internet. O grupo responsável pela pesquisa
recortou, no âmbito do projeto Digitando o Futuro, o universo a ser contatado para
participar da dinâmica: jovens com idade entre 15 e 25 anos, freqüentadores dos
Faróis do Saber. Participaram do grupo de focos 05 jovens. Resultados: quanto
às motivações que levaram os participantes à “descobrirem” ou procurarem o
Programa, foi a notícia de que os Faróis ofereciam “Internet grátis!”. Quanto à
compreensão todos considerassem importante que o governo estivesse
disponibilizando computadores e Internet gratuita a toda a população da cidade.
Os entrevistados também consideram que o acesso à Internet pode melhorar a
sociedade. Em termos de dificuldades apontadas foram: - falta de flexibilidade no
uso do equipamento em termos de maior tempo de uso; - mais assistência no uso
individual no que se refere a habilidade de digitação e pesquisa na Internet, por
exemplo (muito embora o programa ofereça cursos regulares nestas áreas).
Quanto às expectativas, foi salientado o acesso gratuito à Internet. De maneira
geral, os adolescentes utilizam muito o programa para enviar/receber e-mail e
navegar na internet, mas alguns também mencionaram a oportunidade para
cadastrar currículos, procurar emprego. Quanto a projeção / impacto no dia-adia da vida dos participantes, a resposta foi “mudou tudo, pois se acesso ao que
nunca se pensou ter”. Outro ponto interessante foi a concordância geral de que
passaram a ter um vocabulário diferenciado das outras pessoas de seu grupo
familiar e de amigos.

�5.4

TELECENTRO DE INFORMAÇÃO E NEGÓCIOS DA FUNDAÇÃO

EDUCACIONAL SÃO CARLOS – SÃO PAULO – BRASIL
O programa Telecentro de Informação e Negócios é de âmbito nacional,
coordenado pelo Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de
Pequeno Porte, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
com o apoio do SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas e da ONG CDI – Comitê para a Democratização da Informática,
responsável pela orientação pedagógica, que combina a promoção da cidadania e
a utilização de novas tecnologias. Visa a democratização do acesso à informática
e à internet ou a inclusão digital de empreendedores, micro e pequenos
empresários e trabalhadores desses segmentos, com a aplicação simultânea da
proposta político-pedagógica e da sistemática de trabalho do CDI e dos
conteúdos de empreendedorismo do SEBRAE. O programa tem como meta a
instalação de 81 telecentros comunitários em todo o país. Já estão implantados
40 telecentros, distribuídos em 19 Estados e no Distrito Federal. A Fundação
Educacional São Carlos, da Prefeitura Municipal de São Carlos – interior do
estado de São Paulo, foi uma das instituições selecionadas e inaugurou em 2004
o seu Telecentro de Informação e Negócios. Foram selecionados 13 usuários
para participar do grupo de foco, todos alunos da Oficina Avançada de Informática
para Maturidade. Resultados: No grupo estudado, de pessoas na terceira idade,
com bom nível de escolarização, com situação sócio-econômica já estável, com
tempo livre em virtude da aposentadoria, pode-se afirmar que aprender
informática advém de uma motivação interior mais abrangente de continuar a
aprender sempre. O convívio social também é fator motivacional. A expectativa
dos participantes era encontrar um ambiente acolhedor, capaz de oferecer um
bom ensino e professores. É perceptível o fator manter-se atualizado como
relevante; percebeu-se que todos querem continuar a aprender e socializar-se. As
principais dificuldades apontadas foram do ponto de vista técnico e operacional.
O uso se refere principalmente à localização, transcrição e distribuição de receitas
culinárias, usar e-mail, resolver problemas pessoais como preencher formulário
do imposto de renda. O impacto no dia-a-dia dos participantes está em viver o

�presente, mais atualizados, felizes, seguros e confiantes. Neste sentido, muitos
dos participantes já recomendaram o programa para outras pessoas.

6

ANÁLISE DOS RESULTADOS
Muito embora os programas analisados tenham sido projetados e

implementados em diferentes áreas regionais, voltados a públicos diversificados e
em contextos variados, é possível identificar alguns pontos de convergência no
que concerne aos níveis de apropriação informacional propostos e já
implementados, com a busca constante pela inclusão social. Pontos de destaque
dos Programas:
• contribuir com a construção da cidadania (projeto Inclusão Digital do Banco do
Nordeste);
• atuar na democratização e universalização do acesso a informação (projeto
Internet Cidadã da Prefeitura de Belo Horizonte, projeto Telecentro de
Informação e Negócios de São Carlos)
• consolidar a cultura do uso da tecnologia da informação como recurso de
pesquisa nas bibliotecas e nas escolas (projeto Internet Cidadã da Prefeitura
de Belo Horizonte; Projeto Digitando o Futuro da Prefeitura de Curitiba).
• capacitar comunidades específicas no uso das tecnologias de informação
(projeto Internet Cidadã da Prefeitura de Belo Horizonte, Projeto Digitando o
Futuro da Prefeitura de Curitiba.
Porém, do ponto de vista da implementação de atividades, a maioria dos
programas ainda estão no nível da inclusão digital e em diferentes estágios.
Alguns atuando na construção de suas infraestruturas de rede e sistemas de
informação/internet/intranet, outros iniciando atividades de capacitação no uso e
acesso à informação recorrendo a formação de habilidades de operação e
compreensão do funcionamento das TICs. A inclusão informacional também está
presente em alguns projetos que claramente mencionam a preocupação com
procedimentos avaliativos em relação as TICs, desmistificando o uso da
ferramenta como fim em si mesma, ou quando apresentam a preocupação com o

�desenvolvimento de conteúdos on-line garantindo as especificidades e os valores
culturais de cada região. Poucos projetos já deixam claramente exposto entre
seus objetivos a ênfase nos processos de aprendizagens ( exceto o Programa de
Curitiba). A análise dos resultados dos grupos de foco evidenciou que as
percepções e demandas dos participantes dos vários projetos estudados também
se enquadram mais no nível da inclusão digital. Ou seja, os usuários têm
consciência que estão buscando desenvolver habilidades para utilização de
recursos tecnológicos.
As expectativas, problemas e barreiras comentadas pelos participantes
evidenciam as dificuldades que ainda devem ser sanadas no sentido de
consolidar a inclusão digital proposta por todos os projetos e demandadas pelos
usuários (uso de mouse, compreensão do universo da informática, para
produção/organização e acesso de informação eletrônica e on-line e mesmo para
solução de problemas com uso de tecnologia). Neste contexto, é relevante
observar que alguns dos participantes não vinculam esta necessidade como algo
que lhe seja direito enquanto cidadão e, portanto, não necessariamente vinculam
os projetos que participam como sendo iniciativas públicas. Muito embora a
ênfase maior dos usuários tenha sido a tecnologia, muitos verbalizaram outros
desejos, anseios e até mudanças de hábitos que evidenciam:
• suas necessidades de compreensão do processo de busca da informação para
construção de conhecimento envolvendo o uso, interpretação, compreensão de
significados e construção de modelos mentais (apropriação informacional com
ênfase nos processos cognitivos). Exemplos: maior conhecimento para avaliar e
selecionar informações na Internet; identificação de problemas e busca
adequada de soluções na tomada de decisões, mais motivação nos estudos a
partir da compreensão do contexto e aplicação dos conceitos passados, entre
outros.
• e até mesmo a busca por mudanças pessoais, sociais e por mais clara noção de
valores ligados à dimensão situacional como o desenvolvimento de atitudes e
crenças pessoais como ética, autonomia, responsabilidade, criatividade,
pensamento crítico e aprender a aprender (apropriação informação com ênfase
na construção da cidadania). Exemplos: esperança que o projeto possa auxiliar

�na busca de empregos, auto-estima elevada, maior valorização entre amigos e
familiares, entre outros.

7

RECOMENDAÇÕES FINAIS
Estudos desta natureza, com pesquisas feitas por vários pesquisadores e

profissionais em distintas regiões seguindo uma metodologia e sistemática
acordada mutuamente se mostra válido não somente sob o aspecto técnico e
teórico de discussão, comparação conceitual e validação metodológica como
principalmente no sentido social em que a própria pesquisa se insere. O
aprendizado coletivo sobre o próprio tema, de formas de pesquisa integrada,
definições e parâmetros de pesquisa e os resultados encontrados com os estudos
junto aos usuários foram bastante significativos para toda a equipe e retorno as
suas respectivas comunidades. Em relação aos resultados encontrados são ainda
possíveis de serem feitas outras análises e ou ainda podem ser utilizadas como
parâmetros para novas pesquisas. A própria metodologia aqui detalhada pode ser
passível de uso em outros estudos. O estudo é um indicativo da potencialidade
das ações de inclusão digital e informacional para membros da comunidade
brasileira, expandido-os para outras dimensões mais amplas de inclusão social –
autonomia, integração e participação comunitária.

REFERÊNCIAS

BREIVIK, P.S. Putting libraries back in the information society.
Libraries, v.16, n.1, 1985.

American

CANCLINI, N.G.Culturas híbridas, poderes oblíquos. São Paulo:EDUSP, 1997.
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∗

Escola de Comunicações e Artes – ECA/USP. Av. Prof. Prof.Lúcio M. Rodrigues, 443 - 05508900 – São Paulo – SP – Brasil. e-mail: smferrei@usp.br
∗∗
Escola Politécnica – EP/USP. Av. Prof. Luciano Gualberto, Trav.3, n.158 - 05508-900 – São
Paulo – SP – Brasil. e-mail: elisabeth.dudziak@poli.usp.br
Colaboradores – autores dos estudos de casos: Elisabeth Márcia Martucci e Márcio Rodrigo
Falvo – São Carlos/São Paulo; Patrícia Zeni Marchiori, Sonia Maria Sauaf Mazza, Sérgio Luiz
Zacarias, Carlos A. Silvestre Inácio, Elisabeth Dominski Ribeiro, Anderson Adami, Daniela Victório
Del Puente – Curitiba/Paraná; Marta Pinheiro Aun, Mauro Araújo Câmara – Belo Horizonte/Minas
Gerais; Márcia Mello de Matos, Eliene G, Vieira do Nascimento, Nirlange Pessoa de Queiroz –
Fortaleza/Ceará

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              <text>O objetivo do trabalho é analisar a percepção de usuários brasileiros quanto ao impacto gerado pelos programas nacionais de informação e as TICs (tecnologias de informação e comunicação) nos processos decisórios, em torno do exercício pleno de sua cidadania, a fim de identificar os níveis de apropriação informacional em que se encontram. Inicialmente, são explorados os pontos conceituais e empíricos a respeito da fluência em informação e seus níveis de apropriação: a digital (concepção com ênfase na tecnologia da informação); a informacional propriamente dita (concepção com ênfase nos processos cognitivos) e a social (concepção com ênfase no aprendizado direcionado à inclusão social, que consiste em uma perspectiva integrada de aprendizado e exercício de cidadania). Em segundo lugar, a partir dos objetivos e escopo dos Programas Nacionais de Informação é traçado um panorama sobre eles e o respectivo impacto das tecnologias de informação e comunicação no Brasil. Finalmente, aprofundou-se a pesquisa com estudos de caso em algumas iniciativas implementadas em diferentes regiões do Brasil, buscando-se compreender como usuários finais de telecentros e bibliotecas têm se utilizado deles e que mudanças estão sendo geradas nas condições de suas atividades e no exercício de sua cidadania, de acordo com diferentes níveis de apropriação: digital, informacional ou social. Para o estudo foram consideradas as variáveis: motivação, compreensão, dificuldades/lacunas ou limitações, uso das informações/ conhecimentos obtidos, projeção/impacto no dia-a-dia e valorização/ recomendação do programa. Os resultados apontam para a existência de diferentes e simultâneos níveis de apropriação nas várias regiões analisadas, mas de maneira geral com predominância do foco ainda para a inclusão digital.</text>
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