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                  <text>BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E AS FONTES DE INFORMAÇÃO
ELETRÔNICA: O BIBLIOTECÁRIO E AS NOVAS DEMANDAS

Isabel Merlo Crespo
Mestre em Comunicação e Informação pelo
Programa de Pós-Graduação em Comunicação
e Informação da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul. Bibliotecária da Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Av. Ipiranga 6681, Prédio 16, Porto Alegre/RS Brasil
E-mail: icrespo@pucrs.br

Ana Vera Finardi Rodrigues
Mestre em Ciência da Informação pela Pontifícia
Universidade Católica de Campinas. Bibliotecária
Setorial da Faculdade de Veterinária da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Av. Bento Gonçalves, 9090, Porto Alegre/RS Brasil
E-mail: anavera@ufrgs.br
Celina Leite Miranda
Mestre em Ciência da Informação pela Pontifícia
Universidade Católica de Campinas. Bibliotecária
Setorial da Escola de Enfermagem da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
R. São Manoel, 963, Porto Alegre/RS - Brasil
E-mail: celina@ufrgs.br

1

�RESUMO

Descreve o papel a ser desempenhado pelo bibliotecário, especialmente os que
atuam em bibliotecas universitárias, em função da adoção das tecnologias da
informação e comunicação, bem como, algumas das principais fontes de
informação utilizadas em bibliotecas universitárias nacionais e centros de
informação acadêmica, e disponíveis na Internet. Para isso, realizou-se uma
revisão nos fundamentos contextuais das atuações deste profissional, frente às
perspectivas apresentadas, em decorrência das mudanças ocorridas no âmbito
da comunicação científica, especialmente das fontes de informação disponíveis,
tais como: periódicos científicos eletrônicos, e-books, bibliotecas digitais,
publicações de acesso livre e bases de dados. Entre outras considerações,
verifica-se que este profissional deve estar capacitado a atuar com fontes de
informação de qualquer tipo, em qualquer suporte, elegendo-as e adequando-as
de acordo com as necessidades de seu usuário. A formação do profissional da
informação deve focar-se no desenvolvimento de um perfil que lhe permita
adaptar-se e dominar as mudanças decorrentes do avanço tecnológico, tornandoo, assim, apto a atender o usuário remoto (via on-line) que, diante da globalização
e da sociedade digital, apresenta-se com um grande potencial de crescimento.

Palavras-chave: Bibliotecário. Bibliotecas universitárias. Fontes de informação
eletrônica.

1 INTRODUÇÃO

Com a revolução das tecnologias da informação e o advento da Internet o
texto escrito, como tem acontecido desde a invenção da escrita, com a introdução
do alfabeto grego (cerca de 700 a.C.), tem sofrido modificações inclusive
alterando a cultura humana a partir do momento em que aparece a cultura
letrada. (MARTINS FILHO, 1998). O surgimento de novas tecnologias, permitindo
um novo espaço de comunicação (mídia eletrônica), caracteriza-se pela

2

�capacidade de consolidar grandes estoques de informação, acompanhada da
facilidade de tratamento e recuperação de dados.

As bibliotecas, desde o início de sua história, aproximadamente no século
VII a.C., passam por uma constante adaptação, seguindo a evolução da
sociedade, sofrendo influência e vinculando-se diretamente às mídias existentes
e ao desenvolvimento tecnológico. Inicialmente utilizavam-se tábuas de argila
para registrar a informação produzida, evoluindo para papiro, pergaminhos, couro
de animais e posteriormente, no século XV, com os tipos móveis. Assim, abriu-se
a possibilidade de levar às mais diversas camadas da população, a informação
impressa. O barateamento de custos, proporcionado pela montagem de matrizes
e pelo uso do papel vegetal, mais barato e de fácil manufaturamento, e a
possibilidade de grandes tiragens de uma mesma obra, impulsionou a
disseminação da informação. O crescimento editorial gerou, ainda, entre outras
questões, a ampliação de acervos em bibliotecas e a criação de muitas outras,
trazendo como conseqüência, uma maior transferência de informação para a
sociedade. A partir de então foi necessário que as bibliotecas se adequassem à
demanda emergente. (MILANESI, 2002; BURKE, 2003).

A década de 90, marco do surgimento da Web e das Tecnologias de
Informação e Comunicação (TICs), especialmente nas bibliotecas universitárias,
facilitou a disseminação do conhecimento, exigindo das bibliotecas e do
profissional que nela atua, uma adaptação aos novos conceitos, trazendo a
necessidade de um posicionamento convergente com as mudanças, de maneira
a, além de não perder, conquistar novos espaços.

Neste contexto percebeu-se a necessidade de uma visão dinâmica das
bibliotecas universitárias, que se direcione a este cenário e adote novas
estruturas que permitam o uso de recursos e ferramentas tecnológicas. As
bibliotecas necessitam desenvolver e reordenar sua estrutura, trabalhos e
métodos gerenciais, de maneira a oferecerem respostas rápidas e eficientes às
demandas da sociedade, na qual estão inseridas, e também aos seus usuários.

3

�As bibliotecas universitárias são aquelas que refletem as características da
instituição à qual vinculam- se, a Universidade, buscando orientar-se através
destes objetivos e seguindo diversas funções voltadas para o ensino, pesquisa e
extensão. Maciel e Mendonça (2000, p. 2) destacam que elas “não são
organizações autônomas, e sim organizações dependentes de uma organização
maior - a Universidade, portanto sujeitas a receberem influências externas e
internas do ambiente que as cercam.” São caracterizadas como centros de
informação e pesquisa, especializados ou não, preocupados com o avanço
científico e tecnológico e, ao mesmo tempo, com a manutenção da história e
acompanhamento das ciências.

Quanto aos serviços que as bibliotecas universitárias oferecem, segundo
Tarapanoff (1982, p. 82) estão envolvidos em três atividades básicas que seriam:
“adquirir e armazenar materiais [...]; identificar e localizar os materiais e
apresentar estes materiais para os usuários da biblioteca, numa variedade de
formas.” Estas atividades e serviços passaram, com a evolução tecnológica, a
utilizarem-se de canais diretos proporcionados pelas Tecnologias da Informação e
da Comunicação (TICs) para o tratamento, armazenamento e recuperação de
dados, com o uso de fontes em novas mídias e para o contato com seus usuários.

As bibliotecas universitárias fazem uso intenso das fontes de informação
em meio eletrônico, especialmente quando possibilitam o acesso direto e ágil ao
conteúdo completo das informações. Os recursos disponíveis hoje possibilitam
obter o documento, em curto espaço de tempo, de qualquer lugar, bastando para
isso fazer o acesso remoto, diretamente de sua máquina.

Outro fator importante é a adequação das bibliotecas e bibliotecários às
novas exigências do meio acadêmico, em decorrência do uso das tecnologias. A
partir desta evolução, as bibliotecas universitárias necessitaram adaptar seus
recursos e serviços a esta situação, na intenção de dar suporte às atividades de
ensino, pesquisa e extensão.
4

�Em decorrência das mudanças oriundas do avanço tecnológico, ao papel
do bibliotecário agregam-se novas demandas. De acordo com as considerações
de Souto (2005, p. 30) o profissional irá atuar: “[...] de forma significativa no
desenvolvimento/gerenciamento e serviços informacionais, assumindo, assim,
uma notória participação no desenvolvimento industrial, social, econômico,
cultural, científico e tecnológico”. Complementando essa idéia, Bueno e Blatmann
(2005, p. 4) destacam que é necessário que este profissional conheça,

[...] os recursos informacionais disponíveis para desempenhar com
habilidade a pesquisa de conteúdos e tomar atitudes específicas quanto
ao uso ético da informação (leal, sigiloso e confidencial). Ao reportar as
atividades desenvolvidas utilizando as novas tecnologias da informação
e comunicação na formação profissional espera-se buscar satisfação dos
usuários no centro da informação.

A orientação e o treinamento dos usuários, na era eletrônica, são
atribuições do bibliotecário que se tornam, cada vez mais, vinculadas à sua
formação. Adquirem contornos relevantes, uma vez que a evolução do
“treinamento em recursos bibliográficos” está exigindo conhecimentos cada vez
mais específicos em recursos online, especialmente na busca e recuperação de
informação. Faz-se necessário um planejamento no intuito de voltar-se às
necessidades dos usuários, quando do seu treinamento, visando a sua
capacitação de forma adequada. Figueiredo (1996, p. 43) aborda este contexto,
enfatizando a importância do bibliotecário desenvolver e oferecer “[...] programas
de instrução que forneçam suficiente informação para que o usuário possa
escolher o instrumento de pesquisa mais apropriado às suas necessidades”, bem
como “a [...] de treinamento contínuo, à medida que novas bases de dados são
incorporadas”. (FIGUEIREDO, 1996, p. 43).

Complementando esta idéia pode-se colocar que o profissional da
informação, de acordo com Araújo e Dias (2005), necessita desenvolver um perfil
pró-ativo capaz de antecipar-se às exigências do seu usuário, dispondo, para
tanto, de tecnologias de educação à distância, oferecendo treinamentos remotos,
com a troca de informações em tempo real, tutoriais e outros. Assim, torna-se
5

�visível o envolvimento dos bibliotecários na adoção de padrões de indexação e
descrição bibliográfica, no processo de alimentação de bases de dados (MARC,
metadados, protocolos de comunicação entre computadores facilitando a
pesquisa e recuperação de registros).

Além disso, para atuar neste contexto que surge, este profissional deve ter
uma postura compatível aos recursos decorrentes do acesso livre à publicação
científica. A disseminação da informação está sendo democratizada, quebrando
barreiras de acesso e modificando o modelo tradicional de publicação, que
demandava, anteriormente, trâmites burocráticos, desde a sua publicação, até o
usuário final. Considera-se, ainda, o aspecto custo das assinaturas, que acabava
por limitar o acesso à informação. (RODRIGUES, 1999).

Para desempenhar as funções já descritas, o bibliotecário deverá
desenvolver algumas habilidades de cunho profissional. Entre elas destaca-se o
empenho em desenvolver parcerias entre bibliotecas ou outras instituições, a
formação de redes visando globalizar os conhecimentos, proporcionando o
acesso à informação em nível mundial, dedicar-se ao desenvolvimento de bases
de dados e, por fim, voltar-se para a adoção de protocolos e padrões técnicos.
(TARAPANOFF, 1997).

Desse modo, pretende-se, no decorrer deste trabalho, levantar algumas
questões a respeito das mudanças por que passam as bibliotecas universitárias,
especialmente dos novos serviços adotados e do papel a ser desempenhado pelo
bibliotecário, em função das mudanças tecnológicas. Para tal, buscou-se fazer
uma revisão nos fundamentos contextuais a respeito dos serviços e produtos das
bibliotecas universitárias, das fontes de informação disponíveis, seus novos
recursos tecnológicos bem como as perspectivas apresentadas em decorrência
da comunicação científica e do bibliotecário neste cenário.

2 SERVIÇOS E FONTES DE INFORMAÇÃO ELETRÔNICA

6

�Neste levantamento são apresentados alguns dos principais serviços e
fontes de informação utilizados em bibliotecas universitárias nacionais e centros
de informação acadêmica, disponíveis na Internet.

2.1 SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO ELETRÔNICA

Atualmente é uma tendência e uma necessidade o desenvolvimento de
serviços que sejam acessados através do website das bibliotecas. Os websites
são utilizados para diversos fins, como: informar sobre os serviços oferecidos,
acervo, horário de funcionamento, contatos, além de reunir as fontes de
informação, auxiliar os usuários através de tutoriais, FAQs (Frequently Asked
Questions) entre outros.

Estes serviços tendem a complementar os já oferecidos presencialmente
ou apresentar-se como um novo serviço, vinculado, de modo especial, somente
ao meio eletrônico. Destaca-se, por exemplo, a comutação bibliográfica, para a
obtenção de documentos, que atualmente pode ser realizado totalmente por meio
eletrônico.

Os serviços de referência, que atualmente também se denominam serviços
de referência digital, adotam as facilidades oferecidas pela tecnologia. Utilizam-se
dos mais variados recursos, como chats, ouvidoria eletrônica, blogs, acesso
remoto a bases de dados e fóruns de discussão. Márdero Arellano (2001) destaca
alguns dos serviços de referência virtual que são oferecidos via e-mail: Ask A
Service, ou o Ask-A-Scientist; Ask-A-Librarian e Ask-An-Expert (serviço prestado
por especialista no assunto).

Alguns dos serviços, comumente denominados, serviços de informação
eletrônica, são descritos a seguir (Quadro 1).

7

�Serviços

Descrição

Para atendimento imediato a questões do usuário que substitua a
tradicional entrevista de referência realizada pelo bibliotecário face
a face com o usuário. Pode funcionar em horários prédeterminados ou em tempo integral, conforme a estrutura que a
biblioteca possui. Também são utilizados recursos de voz e
imagem, através de webcams e microfones, com maior interação
entre bibliotecário e usuário.
DSI eletrônico
Serviço de mala direta eletrônica. É utilizado para avisar novas
aquisições, eventos e fazer comunicações em geral.
Os blogs institucionais de bibliotecas trazem informações gerais,
Blog
com atualizações diárias e a participação dos usuários.
Tutorial
Serve para dar treinamento ou maiores informações sobre o uso
ou funcionamento de um recurso ou fonte. Desenvolvido em
softwares específicos, pode permitir inclusive a interação com o
usuário.
Apresenta respostas, previamente elaboradas, a questões
FAQ
recorrentes, sem necessitar a mediação humana no momento.
Visita virtual
Apresenta um tour pelas instalações e ou recursos oferecidos pela
biblioteca. Através de áudio, vídeo etc.
E-mail (Pergunte ao Para respostas rápidas sobre dúvidas em questões de referência,
bibliotecário)
serviços prestados e funcionamento da biblioteca. Adota padrões
de atendimento como tempo de retorno etc.
Chat

Quadro 1 – Serviços de informação eletrônica

2.2 FONTES DE INFORMAÇÃO ELETRÔNICA

As fontes são dotadas de aspectos cuja tendência prima pela facilidade de
acesso por parte do pesquisador. A publicação eletrônica nem sempre
compartilha as suas características com os documentos impressos. (LEGGETT;
NÜRNBERG; SCHNEIDER, 1996). Sua disseminação pode dar-se de forma fácil,
possibilitando modificações e múltiplas versões, permitindo, inclusive, que estas
sejam armazenadas e referenciadas.

Destaca-se que algumas das fontes de informação tendem a unificar seus
serviços e recursos, uma vez que juntam características que anteriormente faziam
parte de apenas um único tipo de fonte, como os índices impressos. Assim podese obter, com um único recurso, a busca, localização e obtenção do documento,
distinguindo-o do panorama anterior onde, para cada passo, utilizava-se uma
ferramenta diferente. Segundo Taubes (1996) as vantagens da publicação

8

�eletrônica em relação à impressa, abrangem recursos de áudio e vídeo,
ferramentas de busca variadas (através das estratégias de busca), links para
artigos relacionados e citações e serviços de alerta por e-mail, entre outros.

Abaixo são apresentadas algumas fontes de informação eletrônica (Quadro
2) :

Fontes

Descrição

Periódicos científicos
eletrônicos

o periódico eletrônico é aquele “cujo texto pode ser acessado
diretamente por transferência de um arquivo de um computador
[...], cujo processo editorial é facilitado pelo computador e cujos
artigos são também disponibilizados na forma eletrônica.”
(SWEENEY, 1997, p. 9)
Bases de dados
São recursos que apresentam muitos modos de se pesquisar,
com diversos pontos de acesso, possibilitando a busca por
campos específicos, como palavras-chave, pelo(s) nome(s)
do(s) autor(es), utilizando-se de lógica booleana, escolhendo o
período de cobertura, e outros recursos que permitem buscas
muito específicas. Normalmente, fornecem apenas as
referências, mas também podem trazer os textos completos
(CAMPELLO; CENDÓN; KREMER, 2000).
Bibliotecas digitais
São definidas, como as bibliotecas que “combinam recursos
tecnológicos e informacionais para acessos remotos,
quebrando barreiras físicas entre eles.” (BLATTMANN, 2001, p.
93).
Bibliotecas digitais de São ferramentas de pesquisa em meio eletrônico e on-line, que
teses e dissertações
contêm os trabalhos oriundos de cursos de pós-graduação. As
teses e dissertações são consideradas um tipo de literatura
cinzenta, por não possuírem um sistema de publicação e
distribuição comercial (CAMPELLO; CENDÓN; KREMER,
2000).
E-book
Livro em formato eletrônico que pode ser visualizado na tela do
computador ou baixado através de download, via Internet,
podendo ser acessado de forma gratuita ou mediante
pagamento.
Ferramentas de busca São definidas como um facilitador para a localização de
na Internet
informações em buscas gerais, servindo, por exemplo, para
identificar o que é desenvolvido sobre um determinado assunto.
Destacam-se recursos como o Google, Cadê, Lycos e Yahoo.
Publicações de acesso Caracterizam-se por permitir o acesso sem barreiras, surgindo
livre
como uma alternativa ao modelo tradicional de publicação
científica, podendo dispensar a necessidade de pagamento ou
senhas. Como exemplo, arquivos abertos (open archives) arquivos online de acesso público, nos quais o próprio autor
deposita o documento no meio eletrônico, garantindo a
visibilidade sem as barreiras impostas pelos sistemas
tradicionais. (CAFÉ; LAGE, 2002).

Quadro 2 – Fontes de informação eletrônica
9

�Frente a todas essas novas fontes eletrônicas, ampliam-se as funções do
bibliotecário. Redefine-se seu papel, transcendendo sua atuação de mero
intermediário entre usuário e informação.

Segundo Souto (2005, p. 47), “O domínio das técnicas de acesso às bases
de dados é uma importante característica de qualquer profissional da informação”.
Cabe ao bibliotecário organizar o acervo digital, na busca constante de novas
fontes, testando novos caminhos e monitorando canais de informação existentes.
Por exemplo, ferramentas de referência virtual, tais como chats, fóruns de
discussão, atendimento online em tempo real, inclusive valendo-se de recursos
multimídia como som e imagem. Além disso, pode fazer uso da busca na Internet
em sites de editoras de publicações científicas e de instituições de pesquisa.
Insere-se, ainda, nas suas atribuições, divulgar as fontes eletrônicas e seus
serviços, preparar tutoriais, guias que auxiliem os usuários em suas consultas e
dúvidas.

A análise e a observação dos usuários potenciais permitem ao bibliotecário
trabalhar no intuito de adequar as interfaces, como websites de bibliotecas e em
ferramentas de busca, inclusive colocando-as à disposição do usuário conforme
seus interesses. O bibliotecário atua, cada vez mais, em um contexto no qual o
acesso do usuário às informações independe do horário de funcionamento da
biblioteca, podendo beneficiar-se dos serviços remotos que lhe são oferecidos.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em todas as áreas do conhecimento, a tecnologia avançou e trouxe
vantagens. A Ciência da Informação se beneficia das ferramentas eletrônicas e
aceita os desafios que se apresentam através de produtos e serviços inerentes às
fontes eletrônicas.

10

�A formação do bibliotecário deve focar-se em um perfil capaz de adaptar-se
e dominar as mudanças decorrentes desses avanços tecnológicos. Dele é exigida
uma atualização constante, aprimorando suas habilidades, visando o atendimento
e capacitação do usuário, para atuar com fontes de informação de qualquer tipo,
em qualquer suporte, elegendo-as e adequando-as ao seu público. Os cursos de
graduação em Biblioteconomia merecem especial atenção, acompanhando
através de seus currículos este enfoque, formando profissionais capazes de
atuarem como mediadores, orientadores e instrutores nesta nova demanda. Além
disso, a educação continuada assume papel fundamental na intenção de manter o
profissional atualizado.

O profissional, neste contexto, deve desenvolver consciência crítica e
analítica, demonstrar interesse em descobrir novos caminhos e estar atento à
tecnologia emergente, refletindo sobre a evolução dos serviços, assumindo o
papel de intermediário no acesso à informação e influenciando na criação e
desenvolvimento de novas oportunidades.

REFERÊNCIAS

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11

�BURKE, P. Uma história social do conhecimento: de Gutemberg a Diderot. Rio
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12

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13

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Bibliotecas universitárias e as fontes de informação eletrônica: o bibliotecário e as novas demandas.</text>
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              <text>Crespo, Isabel Merlo; Rodrigues, Ana Vera Finardi; Miranda, Celina Leite</text>
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              <text>Descreve o papel a ser desempenhado pelo bibliotecário, especialmente os que atuam em bibliotecas universitárias, em função da adoção das tecnologias da informação e comunicação, bem como, algumas das principais fontes de informação utilizadas em bibliotecas universitárias nacionais e centros de informação acadêmica, e disponíveis na Internet. Para isso, realizou-se uma revisão nos fundamentos contextuais das atuações deste profissional, frente às perspectivas apresentadas, em decorrência das mudanças ocorridas no âmbito da comunicação científica, especialmente das fontes de informação disponíveis, tais como: periódicos científicos eletrônicos, e-books, bibliotecas digitais, publicações de acesso livre e bases de dados. Entre outras considerações, verifica-se que este profissional deve estar capacitado a atuar com fontes de informação de qualquer tipo, em qualquer suporte, elegendo-as e adequando-as de acordo com as necessidades de seu usuário. A formação do profissional da informação deve focar-se no desenvolvimento de um perfil que lhe permita adaptar-se e dominar as mudanças decorrentes do avanço tecnológico, tornando-o, assim, apto a atender o usuário remoto (via on-line) que, diante da globalização e da sociedade digital, apresenta-se com um grande potencial de crescimento.</text>
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