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                  <text>BIBLIOTECAS VIRTUAIS BRASILEIRAS:
análise dos serviços oferecidos
Maria Rosivalda da Silva Pereira1
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
BIBLIOTECA SETORIAL DE PÓS-GRADUAÇÃO- CENTRO DECIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA
AV. DOS PORTUGUESES S/N, CAMPUS DO BACANGA
CEP65085-580  SÃO LUÍS, MA - BRASIL

Vanessa Alexsandra Souza Gomes2
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO MARANHÃO  FORUM DES. SARNEY COSTA

AV. PROF. CARLOS CUNHA, S/N - CALHAU,
CEP 65010-905 SÃO LUÍS, MA - BRASIL

Resumo: Serviços em bibliotecas virtuais. Analisam-se os serviços oferecidos
pelas bibliotecas virtuais brasileiras cadastradas no GT Bibliotecas Virtuais.
Apresenta-se o total de bibliotecas virtuais cadastradas no sitio do GT por suas
respectivas categorias. Para efeitos deste estudo, elege-se como categoria de
análise as Bibliotecas Universitárias por representarem um contingente maior em
relação às demais categorias, inclusive por distribuição geográfica, possibilitando
assim realizar uma coleta de dados mais diversificada sobre os serviços
oferecidos, e efetuar a comparação destes serviços entre elas. Restringe-se à
referida análise somente as bibliotecas virtuais que apresentam seus respectivos
links de endereços válidos.
Palavras-chave: Bibliotecas Universitárias. Serviços. Web sites.

1 INTRODUÇÃO

Dados do INEP mostram que o Brasil conta, em julho de 2006, com um
total de 2.384 instituições de ensino superior, sendo 244 públicas e 2.140
privadas (BRASIL, 2006). Estas, com os constantes avanços no campo das
tecnologias de informação e a popularização crescente do uso dos recursos
providos pela Internet, mais especificamente da web, em decorrência da sua
abertura em 1994 para fins comercial no país, deixaram de utilizar a rede apenas
como instrumento de divulgação institucional e passaram a utilizá-la também
como importante canal de prestação de serviços, de comunicação e de
disseminação de informações através de seus web sites.
1
2

Bibliotecária  Universidade Federal do Maranhão  bibliotecaccet@ufma.br
Bibliotecária  Tribunal de Justiça do Maranhão / Fórum Desembargador Sarney Costa 
vagomes@tj.ma.gov.br.

�Com isso, as bibliotecas tradicionais foram impelidas a também se
colocarem nesse novo espaço e explorá-lo, sem necessariamente ter que
abandonar sua forma tradicional e estrutura física (deixando com isso de existir no
mundo real, da forma como a conhecemos) e a disponibilizarem seus serviços
aos usuários de forma on-line através de web sites.

Pelo fato de estarem vinculadas diretamente às universidades, espaço
onde primeiramente a Internet se desenvolve em caráter inicial estritamente
acadêmico e experimental, as bibliotecas universitárias foram as primeiras a
disporem do ciberespaço para proverem os seus serviços à sua clientela. Dessa
forma, assumiram novos conceitos/denominações conforme o grau em que
empregavam estas tecnologias e seus recursos na disponibilização de seus
produtos e serviços, quais sejam: digital, virtual, eletrônica, polimídia ou híbrida.

Decorre já 10 anos da utilização deste novo espaço. No entanto,
observa-se que os serviços oferecidos via web pelas bibliotecas universitárias
brasileiras ainda são reduzidos, sendo em grande parte os mesmos oferecidos
tradicionalmente no espaço físico das universidades. Nota-se ainda que todo o
potencial oferecido pelas redes de comunicação, suas tecnologias e recursos não
foram, até este momento, devidamente explorados para ampliar os serviços
oferecidos à comunidade acadêmica e promover um avanço em sua
diversificação.

Para identificar os serviços que estão sendo oferecidos pelas
bibliotecas universitárias brasileiras no momento e verificar a evolução ou não em
termos dos serviços oferecidos por essas bibliotecas, utilizou-se como universo
neste trabalho a lista de bibliotecas universitárias cadastradas no sitio do Grupo
Temático de Bibliotecas Virtuais (GTBV) do Comitê Gestor da Internet no Brasil,
coordenado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(IBICT). Tal escolha, deu-se em função de esta ter sido uma iniciativa pioneira
lançada em 1997, logo assim que tiveram início ações de criação desses tipos de
bibliotecas na rede. Este site possui informações atualizadas até o ano de 2002
sobre as bibliotecas virtuais brasileiras em diversas categorias.

�Foram analisados somente os serviços oferecidos pelas bibliotecas
universitárias através de seus web sites que apresentavam seus links válidos. Na
categoria eleita para análise, bibliotecas universitárias, foram identificados 107
links, mas foram considerados apenas 96 por estarem válidos no momento da
pesquisa. Nesse universo de 96 links observou-se, durante a realização do ckeck
list para identificação dos serviços oferecidos, que a maioria das bibliotecas
setoriais apresentam os mesmos serviços das bibliotecas centrais em uma clara
referência à unidade de serviços institucionais. Por este motivo excluiu-se da
análise as bibliotecas setoriais, ficando o estudo desse modo restrito à análise de
somente 50 links.

Os dados de cadastro de bibliotecas do site do GTBV criado em 1997 e
atualizado somente até o ano de 2002 foram utilizados nesta pesquisa por
considerar-se que este é um intervalo de tempo razoável para se fazer uma
análise da evolução dos serviços oferecidos pelas bibliotecas no ambiente virtual.

Para levantamento dos dados criou-se um checklist, preenchido
individualmente por site visitado com os serviços listados e validados pelos
pesquisadores.
2 REVISÃO DA LITERATURA

As bibliotecas são as instituições sociais mais antigas do mundo de
que se tem notícia. Elas remontam à Antigüidade e foram evoluindo
simultaneamente à escrita e aos suportes criados para registro da mesma.

A sua evolução histórica sempre esteve atrelada e foi determinada pelo
desenvolvimento das tecnologias da informação vigentes em cada época, que
Cunha (2000, p. 75) classificou em quatro eras: Era I  Tradicional Moderna, Era
II  Automatizada, Era III  Eletrônica; e Era IV  Digital e Virtual.

A biblioteca da época ou momento atual é a digital/virtual originada dos
avanços tecnológicos das redes de comunicação e do surgimento da

�Internet/Web que lhe legou um novo espaço para atuação além do tradicional
espaço físico  o ciberespaço.

Esse novo espaço/ambiente de atuação impôs alterações significativas
a vários aspectos dessa instituição, mas sobretudo, às suas coleções e aos seus
serviços, principalmente aqueles voltados para o público. Dentre esses destacase o serviço de referência que tem como missão atender às necessidades de
informação dos usuários por intermédio do bibliotecário provendo-lhes de
resposta imediata às suas perguntas/questões, quer pessoalmente, quer através
de produtos e serviços.

As bibliotecas universitárias foram as primeiras a ter a oportunidade de
se colocar nesse novo espaço e disponibilizar aos seus usuários variados
serviços3. O primeiro deles foi o acesso ao catálogo on line e em seguida os
serviços de referência virtual (síncronos e assíncronos), parte principal da
evolução dos serviços de bibliotecas na Internet.

Com a Internet, o Serviço de Referência evoluiu, possibilitando ao
usuário a exploração direta de um universo maior de ferramentas ou fontes de
informação. Para isso, vale-se tanto de recursos externos de outras bibliotecas,
disponíveis gratuitamente ou não, além de um contato maior e mais fácil com o
bibliotecário com certa comodidade (hora, local, identidade), colocando-lhe ainda
nas mãos o controle sobre esse processo. Assim o que antes era operado de
modo independente pelo bibliotecário conforme sua conveniência, vem privilegiar
o usuário [...] preservando anonimato, selecionando fontes, descartando e
buscando outros SR(s). (OLIVEIRA; BERTHOLINO, 2000 apud SILVA;
BEUTTENMÜLLER, 2005, p. 80).

Dentre os principais recursos utilizados pelas bibliotecas que oferecem
serviços de referência em tempo real (síncronos) estão: [...] acesso à base de

3

A oferta de serviços de referência eletrônica ou virtual começou no final da década de 1980 com
as bibliotecas americanas (MÁRDERO ARELLANO, 2001, p. 8).

�dados, telefone, e-mail, formulário na Web, videoconferência, Internet chat,
páginas de FAQs ou Mural. (MÁRDERO ARELLANO, 2001, p. 8).

Outro tipo de serviço de referência virtual em prática nos EUA há
bastante tempo que é disponibilizado nos sites das principais bibliotecas é o
AskA, também chamado de Ask-An-Expert, um serviço de consulta a
especialistas da informação (voluntários, orientadores, bibliotecários e outros) que
funciona 24 h, orientando os seus usuários em pesquisas e direcionando-os para
as melhores fontes, especialistas, ou serviços de outras instituições.

Serviços de referência desse tipo são operados tanto por empresas
para atender aos interesses financeiros de seus investidores -- de natureza
comercial  quanto os financiados por centros de pesquisa, para atendimento de
estudantes, pais, educadores e outros  de caráter não comercial. Segundo
Márdero Arellano (2001, p. 8) esses serviços costumam oferecer [...] dois tipos
de especialidade, informação sobre temas práticos e informação de referência
instrutiva.

Os serviços virtuais da natureza daqueles providos pelas principais
bibliotecas americanas em seus sites ainda não estão disponibilizados no Brasil e,
a maioria desses, mesmo nos EUA, ainda se encontram restritas a [...] consultas
enviadas por correio eletrônico, telefone ou formulários na Web, consumindo
tempo e exigindo um trabalho árduo de pesquisa. (MÁRDERO ARELLANO,
2001, p. 8). É importante ressaltar que o índice de bibliotecas possui algum tipo
de serviço de referência virtual nos Estados Unidos é bem maior com relação a
outros países, pois em 2001, 97,3% das bibliotecas universitárias americanas já
contavam com serviços nessa condição.

Há, doravante, uma tendência geral de crescimento dos serviços de
bibliotecas na Internet através da referência virtual. Entretanto, vários estudos
(AMARAL; GUIMARÃES, 2002, 2004; OLIVEIRA; BERTHOLINO, 2000; SILVA;
BEUTTENMÜLLER, 2005) mostram que esses serviços aqui no Brasil ainda se
desenvolvem lentamente pela iniciativa de algumas bibliotecas universitárias em

�seus web sites, [...] sendo que a maioria apenas direciona o usuário para a
utilização local da biblioteca ou oferecem informações básicas gerais sobre a
biblioteca, seus serviços e produtos. (OLIVEIRA; BERTHOLINO, 2000 apud
SILVA; BEUTTENMÜLLER, 2005, p. 80).

Esse cenário traz o reflexo de que as bibliotecas ao migrar para o
ambiente

virtual/digital

precisarão

contar

com alto

nível

de

mediação,

considerando as características dos seus usuários remotos na administração de
recursos informacionais, bem como questões envolvendo: [...] flexibilidade e
adaptabilidade às novas mídias e ao perfil do usuário, educação no acesso a
recursos on line, cooperação, rapidez e eficiência das coleções. (OLIVEIRA;
BERTHOLINO, 2000, p. 2).

Desse modo, consideramos como produtos/serviços de informação
indispensáveis nas bibliotecas virtuais universitárias, os seguintes:
•

Catálogo online;

•

Renovação e reserva online;

•

Extrato de conta dos usuários;

•

Atualização de cadastro;

•

Consulta a bases de dados com acesso restrito;

•

Sumários correntes;

•

Biblioteca Digital;

•

Tutorial de uso do site;

•

Visita virtual;

•

Boletim Informativo;

•

Notícias;

•

Links;

•

Perguntas freqüentes (FAQs);

•

Novas aquisições;

•

Sugestões de aquisições;

•

Regulamento de uso dos serviços;

•

Regimento Interno da Biblioteca;

�3

•

Guia do usuário;

•

Legislação interna (portarias e resoluções); e

•

Modelos de documentos acadêmicos / Manual de normalização.

SERVIÇOS

OFERECIDOS

EM

WEB

SITES

DE

BIBLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS

Os serviços de bibliotecas oferecidos no formato on-line, através de
web sites, em geral são atividades já oferecidas freqüentemente no balcão de
referência das bibliotecas. Sharma, Kumar e Sing (2004) apresentam em estudo
realizado alguns serviços que podem ser oferecidos em web sites, citando
inclusive exemplos de uso bem como vantagens e desvantagens de oferta de tais
serviços, quais sejam: serviço de referência através de e-mail; serviços de
perguntas direcionadas, tal como, pergunte ao bibliotecário; tutorial de uso de
serviços; chat.

Em outro estudo, Amaral e Guimarães (2002) categorizaram as
funções dos web sites de bibliotecas em seis: informacional, promocional,
instrucional, referencial, de pesquisa e de comunicação, para mostrar que uma
vez explorados adequadamente os recursos oferecidos pela web, as bibliotecas
poderiam desempenhar melhor as suas funções nesse novo ambiente, além de
ampliar os serviços oferecidos.

Embora esta seja uma classificação interessante, não fez parte dos
objetivos desse estudo utilizar tais categorias, mas apenas verificar os serviços
que são disponibilizados nos web sites das bibliotecas para avaliar o seu grau de
evolução entre as bibliotecas universitárias brasileiras cadastradas no sitio do
GTBV.

Cunha (2002) destaca quatro funções para web sites de bibliotecas
universitárias: a) ferramenta de promoção; b) informações sobre os serviços
disponíveis; c) guias e auxílios; e d) portal para fontes de informações. Esses

�serviços abrangem plenamente o que se caracteriza por serviço de referência em
uma biblioteca.

Ao se analisar os sites das bibliotecas selecionadas, percebeu-se que
os serviços que mais são disponibilizados nos web sites são os catálogos on-line
das bibliotecas (96%), seguido pelo serviço de renovação de documentos (62%).
O serviço de reserva é oferecido apenas em 56% dos sites pesquisados. Esses
serviços são básicos em bibliotecas e se percebe que apesar do discurso acerca
de tecnologia ser corrente, conforme demonstra a literatura, ainda não foi
incorporado à prática biblioteconômica, o uso da tecnologia em favor do serviço
de atendimento ao usuário.

Opinião similar pode ser encontrada no estudo realizado por
Guimarães e Amaral, (2002), no qual consideraram que a [...] oferta de serviços
por meio de sites das bibliotecas universitárias brasileiras ainda é pobre e
incipiente, e mesmo quatro anos após a pesquisa, se verifica que quase nada
mudou, e se continua sem diversificar os serviços oferecidos. Vale ressaltar que a
implantação de um serviço de renovação online implica na diminuição de filas nos
setores de atendimento, e o pessoal locado nestes setores pode ser direcionado
para a criação e implementação de outros produtos e serviços que atendam às
necessidades dos usuários.

A conveniência de uso de algo certamente molda a escolha de usar ou
não determinado serviço (SHARMA; KUMAR; SING, 2004). No entanto, nem
sempre é possível escolher entre usar um ou outro serviço ou biblioteca. Cita-se
a exemplo disso, os serviços de reserva e de renovação, que nem sempre se
encontram presentes no formato on-line em bibliotecas brasileiras. Entretanto, a
oferta desses serviços implica diretamente na melhoria do atendimento, e,
consequentemente, na satisfação do usuário, que pode escolher ir fisicamente à
biblioteca para utilizar o serviço, ou, simplesmente fazê-lo ao alcance de um click,
de onde lhe for mais confortável.

�Concernente ao atendimento, tem-se como serviço, o extrato de conta
e a atualização do cadastro do usuário. Esses serviços permitem o controle por
parte do usuário de toda a sua conta, evitando assim problemas de atrasos e
punições no uso dos serviços da biblioteca. Dessa forma, pode ser gerenciado os
serviços na biblioteca pelo próprio usuário, fortalecendo a parceria com
responsabilidades compartilhadas.

Sobre o relacionamento biblioteca  usuário normalmente definidos em
instrumentos institucionais, como regulamentos de uso dos serviços e guias de
usuários, tem-se o registro de 38% dos sites disponibilizam seu regulamento, e
24% o guia de usuário. A baixa disponibilidade desses documentos deixa claro
que a preocupação de estabelecer os critérios de uso dos espaços e dos serviços
da biblioteca ainda não está bem definida em muitas instituições. Essas relações
quando bem definidas e de amplo conhecimento, tal como em uma relação
comercial, evitam conflitos entre usuários e funcionários por delimitar a função de
cada um desses atores no ambiente da biblioteca, e asseguram ainda uma
relação de cordialidade.

Outras normas de extrema relevância neste ambiente são o regimento
da biblioteca  instrumento que apresenta em detalhes a estrutura hierárquica, a
constituição, as competências e atribuições e; as legislações internas (portarias e
resoluções), que aprovam e legitimam todas as relações da biblioteca com os
seus funcionários e usuários. A preocupação em evidenciar esses instrumentos
mostra-se ainda incipiente nas bibliotecas pesquisadas, posto que, cada um deles
foi encontrado em apenas 6% dos sites pesquisados.

Quando se trata de conteúdos disponibilizados nos sites das
bibliotecas pesquisadas, tem-se primeiramente apontados os links (60% dos
sites), que se apresentam de forma aleatória ou classificada por áreas,
normalmente, dentro das áreas relativas aos cursos atendidos pela biblioteca e de
conhecimento geral, tais como links institucionais de organizações profissionais.
As bibliotecas digitais também são bem destacadas, e não somente a de teses e
dissertações da instituição, como também o repositório da produção científica

�institucional. Outro item de grande destaque são as bases de dados de acesso
restrito (52%), muitas dessas se referem ao Portal .periódicos., mantido pela
CAPES para instituições federais de ensino superior e institutos de pesquisa. O
baixo índice em relação às bases de dados de acesso restrito pode ser explicado,
por, em alguns sites de bibliotecas não constar o link ou a marca de
disponibilização desse acervo, embora, no site da instituição seja disponibilizado.
Nesse caso, não foram contabilizados por não estar disponibilizado o acesso
diretamente no web site da biblioteca.

No que se refere à disponibilidade de informações sobre o uso do site e
seus serviços, poucas bibliotecas se preocupam com esse serviço. Para tanto,
são oferecidos com as mais diferentes denominações, que são: guia do usuário
(24%); perguntas freqüentes (10%), que se referem não apenas aos serviços
oferecidos via web, mas também a questões relacionadas ao funcionamento da
biblioteca; e à visita virtual (4%). Essa comunicação é fundamental para o bom
relacionamento usuário  biblioteca, otimizando a utilização desta, pois, conforme
ressaltam Amaral e Guimarães (2002, p. 10), Disponibilizar instruções sobre o
uso da biblioteca e seus produtos e serviços significa ampliar as condições do uso
desses recursos informacionais, missão precípua da biblioteca. Esses recursos
tecnológicos possibilitam um maior alcance no uso dos serviços da biblioteca,
oferecidos pelo site ou não, podendo ser utilizados no momento em que surge a
necessidade informacional.

Outro

serviço

de

destaque

em

bibliotecas

universitárias,

principalmente, é o serviço de normalização. Em bibliotecas é comum a oferta
desse tipo de serviço, seja pela orientação imediata do bibliotecário ou, através de
formulários para encaminhamento de dúvidas ou solicitação do serviço, sobretudo
quando a instituição preza pela fixação de um modelo condizente com padrões
nacionais e internacionais para suas produções acadêmicas. Entretanto, apenas
algumas bibliotecas (26%) disponibilizam em seus web sites modelos de
documentos acadêmicos normalizados, o próprio manual de normalização
institucional, ou em alguns casos, um software de elaboração de referências
bibliográficas (um dos itens que mais gera dúvidas de normalização no usuário).

�Essas ferramentas auxiliam grandemente o usuário na elaboração de seus
trabalhos, dirimindo as dúvidas mais simples e deixando o auxílio bibliotecário
para casos mais complexos. É um serviço vultoso, principalmente quando se trata
de usuários iniciantes no processo de comunicação científica.

3 CONCLUSÃO

As bibliotecas, com o auxílio da Internet e seus recursos têm maiores
possibilidades de desempenhar melhor aquela que é considerada sua principal
função: possibilitar o acesso à informação solicitada pelo cliente em tempo hábil,
e, até mesmo de ampliar os serviços que são tradicionalmente por elas
oferecidos, através dos recursos das denominadas bibliotecas virtuais que
armazenam e dão acesso remoto por meio das redes a grandes volumes de
informação multimídia, paralelamente à existência de documentos em papel.

O oferecimento de serviços via web é um grande avanço para
bibliotecas, que ganham em tempo e variedade de serviços. No entanto, observase que essa ainda não é uma realidade brasileira, quando se constata que a
disponibilidade de OPACs é uma variedade incerta nos web sites de bibliotecas,
apesar da literatura retratar a automação em bibliotecas brasileiras desde a
década de 1970.

SERVICES IN VITUAL LIBRARIES: analysis of the services offered

Abstract: Services in virtual libraries. It is analyzed the services offered for the
Brazilian virtual libraries registered in the GT Virtual Libraries. It is showed the total
survey of virtual libraries cadastre in the GT for its respective categories. For the
purpose of this study, it is chosen as category of analysis the University Libraries
for representing a bigger contingent in relation the others categories. It survey
analysis only the virtual libraries that present its links of valid.
Keywords: University libraries. Services. Web sites.

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AMARAL, S. A. do.; GUIMARÃES, T. P. Sites da bibliotecas universitárias
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2004. 1 CD-ROM.
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Serviços em bibliotecas virtuais. Analisam-se os serviços oferecidos pelas bibliotecas virtuais brasileiras cadastradas no GT Bibliotecas Virtuais. Apresenta-se o total de bibliotecas virtuais cadastradas no sitio do GT por suas respectivas categorias. Para efeitos deste estudo, elege-se como categoria de análise as Bibliotecas Universitárias por representarem um contingente maior em relação às demais categorias, inclusive por distribuição geográfica, possibilitando assim realizar uma coleta de dados mais diversificada sobre os serviços oferecidos, e efetuar a comparação destes serviços entre elas. Restringe-se a referida análise somente as bibliotecas virtuais que apresentam seus respectivos links de endereços válidos.</text>
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