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                  <text>PRESERVAÇÃO DE DOCUMENTOS EM BIBLIOTECAS: UMA NECESSIDADE
CONSTANTE
Rita Andrade de Oliveira∗
Ademir Henrique dos Santos∗∗
Adélia Tomaz∗∗∗

RESUMO
Este trabalho relata uma pesquisa sobre conservação e preservação de materiais
bibliográficos no acervo da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá. Como
resultado principal propõe medidas preventivas visando o controle dos processos de
envelhecimento mantendo, à distância na medida do possível, as fontes internas e externas
de deterioração. Como metodologia utilizou-se a descritiva, levantando as dificuldades no
exercício dos programas relativos à conservação e preservação dos materiais bibliográficos.

1 INTRODUÇÃO
O presente trabalho constitui-se de uma pesquisa sobre Conservação e Preservação
de Materiais Bibliográficos em bibliotecas universitárias, utilizando-se como amostra o acervo
da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá.
Como objetivo propõe medidas preventivas visando o controle dos processos de
envelhecimento mantendo, à distância na medida do possível, as fontes internas e externas
de deterioração.
Para desenvolver este projeto utilizar-se-á a metodologia descritiva, levantando as
dificuldades no exercício dos programas relativos à Conservação e Preservação dos
Materiais Bibliográficos.

2 CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO

�A Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi criada em 1969. Com a expansão de
novos cursos, conseqüentemente do acervo, números de usuários e implantação de novos
serviços para atender a demanda foi necessário rever um novo projeto para ampliação do
espaço físico da Biblioteca Central.

Assim sendo, em 1990 iniciou-se o processo de

construção do novo prédio que fora inaugurado em outubro deste mesmo ano.
Mesmo assim este espaço, com o passar dos anos se torna cada dia insuficiente. O
setor de restauração instalado permanentemente em local inadequado (em decorrência da
falta de espaço) não dá conta do reparo de mais de 5.000 obras danificadas. É real a
constante preocupação que leva o questionamento da falta do estabelecimento de uma
política de conservação e preservação dos materiais bibliográficos.
Quanto aos ambientes físicos, diversos são os fatores prejudiciais ao acervo da
Biblioteca da UEM: o prédio é quadrilátero e em todos os seus lados repletos de janelas com
abertura parciais tipo basculante. Este tipo de janela além de prejudicar a ventilação do
ambiente, permite a entrada de grande parte da poeira já instalada, bem como grande
quantidade e variedade de insetos voadores.
Embora tenha proteção do tipo black-out, em alguns locais é insuficiente não
resolvendo o problema da deterioração fotoquímica.
A iluminação natural é intensa, visto que da nascente até o poente do sol é grande a
intensidade dos raios nos vidros das janelas, que não possuem a película protetora que
diminuía à incidência dos raios ultravioletas.
Quanto à luz artificial as lâmpadas são em quantidade satisfatória, porém por serem
lâmpadas fluorescentes deveriam portar filtros contra os raios UV.
Uma preocupação a mais em relação à conservação preventiva se faz necessária, no
que diz respeito ao treinamento dos funcionários diretamente envolvidos com o manuseio de
materiais bibliográficos.

�A reposição das obras nas estantes requer uma habilidade adquirida em treinamento,
pois obras com lombada superior a três cm de largura devem ser armazenadas com cuidado.
A higienização é outro fator de relevância, pois todo o prédio da biblioteca necessita
dela, visto que nos quatro pisos há estantes com materiais armazenados. No sub-solo o
depósito da aquisição e obras de reposição. No térreo o setor de periódicos, no 1º andar o
acervo geral, e no 3º piso um pequeno depósito com mais de 5.000 obras a espera de
restauração. Nota-se a importância e a necessidade do trabalho de higienização nas
estantes, mas infelizmente um único funcionário é destinado a esta tarefa, o que é
indiscutivelmente insuficiente. Para a execução desta tarefa, os procedimentos de
manutenção devem ser vistos com urgência.
Outro fator na conservação preventiva, diz respeito à climatização da biblioteca em
geral; uma vez que em todos os seus andares armazenam-se obras. A temperatura e a
umidade especificamente em Maringá são oscilantes, ou seja, o tempo todo tem variações
torna-se, portanto, um dos fatores que contribuem fortemente para a deterioração dos
materiais bibliográficos, além de favorecer a proliferação de agentes biológicos.
O manuseio constante dos materiais pelos funcionários e usuários é outro fator
determinante para que se recomende a aplicação de critérios, ou a adoção; de normas e
procedimentos básicos.
A prevenção também incide na área de incêndio e infiltrações. No caso de incêndio, os
funcionários poderiam realizar treinamento específico junto as especialistas da área, pois no
que se refere ao manuseio de extintores ou retiradas estratégicas não é de conhecimento de
funcionários. Fato agravado pela colocação de grades nas janelas.
Quanto ao transporte de materiais especificamente de livros, os carrinhos são
considerados inadequados, pois a colocação de livros com várias espessuras compromete
procedimentos básicos de conservação.
Os problemas elencados são grandes desafios que sugerem mudanças. Para que o
custo a longo prazo não se torne elevado, seria interessante que o “olhar” desta instituição se

�voltasse com carinho para a biblioteca e depositassem confiança naqueles que se
preocupam com o futuro do patrimônio intelectual.

3 JUSTIFICATIVA
Analisando, funções cujos setores, envolvem acervo, coleções especiais periódicos e
restauração, nota-se a insegurança no controle de conservação por isso é necessário
colaborar para a melhoria de alguns aspectos elencados no capítulo anterior.
Todas as ações de conservação preventiva visam cuidar do acervo da como um todo.
No entanto, será dada maior atenção para o acervo de livros. São realizadas seis guardas
diárias, perfazendo uma média de sessenta a noventa livros por dia; são retirados de
circulação de dez a quinze livros por dia, que necessitam de algum reparo. Com estes dados;
é feito o diagnóstico e a dimensão exata da necessidade de uma ação preservativa eficiente,
que pelo menos amenize os efeitos destrutivos nos materiais bibliográficos.
Apesar de serem parte do patrimônio cultural, os documentos dos arquivos, os
manuscritos, e os documentos impressos não sobrevivem por si mesmos; é necessária uma
vontade política para salvaguardar e proteger esta herança cultural. Por esta razão,
numerosos países, ditam regulamentos e leis para a proteção, conservação e utilização dos
arquivos. Da mesma forma, à nossa legislação exige que se conserve na Biblioteca Nacional,
pelo menos um exemplar de cada livro ou obra impressa.
Não obstante, muitas destas “destruições” são de origem humana. Os bens culturais
são tocados e manipulados, vê-se com tristeza encadernações manchadas de gordura,
páginas cobertas com manchas de canetas, lombadas maltratadas e deformadas.
Ainda é mais difícil, chegar à conclusão sobre os danos que estão sendo causados às
obras raras e especiais quando se trata dos fatores no âmbito do ambiente físico.
Se uma das finalidades das bibliotecas, é levar o conhecimento e informação através
de gerações, também tem como uma de suas finalidades estabelecer medidas preventivas e

�impedir ou limitar danos a documentos já armazenados em seu interior, prolongando suas
vidas.
Para que isso aconteça às bibliotecas devem ser apropriadamente climatizadas, com
depósitos seguros e bem equipados. Quanto aos livros deve-se procurar manter os depósitos
a uma temperatura entre 16 e 20ºC e a umidade relativa de 45 a 55%. Estas condições
proporcionam aos documentos ampla proteção contra o mofo e outros microorganismos e
pragas.
O ar não deve conter gases tóxicos ou oxidantes, nem pó, e deve ser renovado com a
freqüência necessária.
É preciso evitar a exposição demasiada e prolongada dos documentos a luz,
especialmente à luz natural e as iluminações artificiais com intensa radiação ultravioleta.
A luz tem duas fontes: a natural e a artificial. As bibliotecas e os arquivos
devem evitar a natural. A luz do sol tem alta porcentagem raios ultravioleta. A
luz danifica porque a energia em forma de luz é absorvida pelas moléculas
dentro de um objeto. Essa absorção da energia de luz pode desencadear
varias seqüências de reações químicas, e todas elas estão prejudiciais ao
papel. O termo geral para esse processo é deterioração fotoquímica (OGDEN,
1977).

Sob a denominação de medidas preventivas, devem incluir, igualmente a necessidade
de uma gestão eficaz, quanto a conservação, para garantir a adoção precaução necessária
no momento da retirada e do retorno dos livros (circulação), durante seu transporte e mesmo
quando de sua utilização para leitura.
A microfilmagem também é outra proteção conveniente para obras da coleção
especial, que além de ser uma medida eficaz também é econômica.Sobre o microfilme
Margaret Child, Assistent Director Smithsonian Institution Libraries, escreve:
A microfilmagem é importante porque proporcionam uma forma relativamente
barata de preservar o conteúdo informativo dos livros, periódicos, jornais. É a
única tecnologia comprovada que temos a disposição. É uma antiga
tecnologia que existe e se usa desde meados da década de 30. Se ela for
feita adequadamente e se os negativos forem armazenados de forma correta,

�sabemos que estas imagens vão sobreviver por vários séculos.Ninguém gosta
de microfilmagem, sou historiadora de profissão, e pessoalmente detesto
microfilmagem. A cabei com os olhos por causa dela. Mas não temos outra
escolha no momento. Há novas tecnologias no horizonte, mas só no
horizonte, e por enquanto o microfilme é a tecnologia testada e confiável que
temos (SLOW, 1987).

Com o advento do progresso cientifico e tecnológico desencadeado a partir do século
XIX, a rápida expansão dos limites de diversas áreas do conhecimento e suas inúmeras
relações vem contribuindo constantemente para o aumento e diversidade dos “suportes
originais” dos documentos.
É este crescimento de informações impressas desencadeia um processo de evolução
e aperfeiçoamento das técnicas de conservação.
Hoje, mais do que nunca, o homem se volta para a pesquisa, para a investigação e
divulgação constantes de todos os conhecimentos teóricos e práticos que viabilizam, para as
gerações futuras, a permanência a durabilidade de seu principal produto, que são os livros e
os documentos.
O processo irreversível de deterioração dos objetos culturais, não pode apenas ser
detido com o dinheiro, sobretudo em períodos economicamente difíceis. São também
necessários os conhecimentos, a imaginação e a determinação.
POLÍTICA DE PRESERVAÇÃO
É necessário estabelecer, em caráter de urgência, políticas de preservação para
qualquer acervo de biblioteca.
A política de acervo ajuda a determinar as prioridades de conservação. Os
objetivos e as prioridades de um programa de preservação devem estar
firmemente enfatizados no documento que afirma a missão da Instituição.
Devem ser fundamentadas, também, políticas de acervo coerentes e bem
definida (OGDEN, 1997, p.11).

A decisão sobre as prioridades, no planejamento para a preservação, requer algumas
ferramentas especializadas. Estas ferramentas, assim como outras que existem na área,

�ajudam o administrador a avaliar os componentes básicos do planejamento para preservação
(OGDEN, 1997, p. 3).
A ABP (Associação das Bibliotecas de Pesquisa) oferece um manual, o Programa de
Planejamento para Preservação que, embora focalize as maiores bibliotecas de pesquisa e
preveja, para sua realização, a assistência de um experiente administrador de preservação,
pode fornecer um útil resumo de procedimentos informações para a avaliação das matérias
que devem ser consideradas por qualquer instituição.

PRESERVAÇÃO ESTRUTURAL
O planejamento efetivo de um programa de preservação exige a revisão dos vários
sistemas e políticas empregadas, que vão desde aspectos relativos à seleção do local, à
construção do edifício.
Nesse sentido, devem ser evitadas zonas de risco, tais como aquelas sujeitas
a inundações ou áreas altamente sujeitas à poluição atmosférica, devem
também ser evitados terrenos pantanosos, excessivamente úmidos
(ALMEIDA, 2000, p. 97).

“A estrutura do edifício é também um filtro permitindo que quantidades
cuidadosamente controladas de luz, calor e outros elementos penetrem em seu interior”
(TRINKLEY, 1997, p. 16).
Este último aspecto é uma questão estrutural, não só na construção, mas também no
caso de reformas,
[...] Deve-se estimular o arquiteto a buscar soluções que melhorem a
eficiência térmica da estrutura já existente, que possa vir a contribuir para um
ambiente interno estável, com níveis aceitáveis de temperatura e umidade
relativa do ar (ALMEIDA, 2000, p. 98).

Neste aspecto Trinkley nos alerta para o fato relevante dos produtos químicos nos
acervos, os quais também afetam as pessoas, principalmente as alérgicas.

�O produto químico destacado por este autor é o formaldeído, pode causar danos aos
níveis de 0,05 a 0,5 ppm, aos olhos, que podem irritar-se, aos níveis de 1 ppm, irritará o
nariz, a garganta e os brônquios. O formaldeído é um gás incolor com odor detectável a uma
concentração de aproximadamente uma parte por milhão (ppm). Este gás pode ser
encontrado em alguns materiais têxteis, em aglomerados, compensados de madeira,
laminados baseados em papel ou fibra plástica e em determinadas tintas, fibras de vidro e
plásticos. Este mesmo gás afeta as coleções de bibliotecas de duas maneiras: a primeira na
presença de umidade, ele formará um ácido fraco denominado ácido fórmico. Em segundo o
formaldeído não apenas afeta o pH do papel, mas pode alterar sua cor, esmaecer pigmentos
e atacar a colagem utilizada em alguns papéis (TRINKLEY, 1997, p. 102).
Nota-se que os metais acabam sendo a opção para estantes e armários, desde que
tenham revestimentos de esmalte cozido de alta qualidade.
Um outro aspecto que nem sempre recebe a atenção necessária refere-se ao
acabamento interno e ao mobiliário. Arquitetos e bibliotecários preocupam-se geralmente
com a qualidade acústica, durabilidade, funcionalidade e a estética. Nem sempre aspectos
ligados à preservação são levados em consideração.
Ainda na parte estrutural interna do prédio, passamos a analisar a questão piso;
considera-se ideal aquele que, além de ser bonito e silencioso, não exale nenhum poluente
nocivo; não favoreça a infestação de insetos; seja impermeável e resistente a água; seja a
prova de fogo e seja de fácil manutenção. Há basicamente oito tipos ou classificações de
pisos: concreto, cerâmica, tijolo, pedra, madeira, vinil, cortiça, borracha, linóleo e carpete.
Trinkley (1997, p. 25) afirma que: “Para todos estes tipos de piso obviamente há
questões de preservação associadas, todas a serem discutidas entre bibliotecário, projetistas
e pelo arquiteto considerando todos os aspectos para que possa ser tomada a decisão final”.
Passamos então a verificar a parte de sobrecargas. Trata-se de questão importante
quando unidades armazenam acervos de documentos. Livros quando reunidos têm seu

�peso bastante elevado. Segue-se a mesma observação para jornais, revistas e outros
documentos em suporte de papel.
Livros normais pesam de 11,3 a 13,6 quilos por fileira em uma prateleira com
91,4 centímetros, ocupadas em três quartos de sua capacidade. Periódicos
encadernados num arranjo similar pesarão cerca de 25 quilos. Tirando uma
média, um corredor com estantes dos dois lados, com sete prateleiras e 5,5
metros de comprimento, com 91,4 centímetros entre as estantes, em um
quadrilátero de 6,9 metros de lado pesará entre 122 quilos e 269 quilos por
metro quadrado (somente os livros sem incluir o peso das estantes”
(TRINKLEY, 1997).

AGENTES AMBIENTAIS

ILUMINAÇÃO
Fundamental é do ponto de vista preservativo, com referência à iluminação (luz),
tanto natural quanto artificial; que se tomem providências quanto a sua interferência na vida
das coleções.
A luz não é inconveniente para a boa conservação do papel sempre que sua
intensidade for controlada. De outra forma, descolore as tintas, atua sobre os
ingredientes e impurezas do papel por reações fotomecânicas e de oxidação.
Os produtos resultantes desta ação atuam sobre a celulose, debilitando-a pela
ruptura· de suas cadeias moleculares. A luz tem uma ação fotossensitiva
branqueadora sobre os papéis de boa qualidade e produz amarelecimento e
escurecimento naqueles em cuja composição figura a lignina. A luz mais
prejudicial com base na quantidade de radiações ultravioleta é a luz do sol,
seguindo-se a fluorescente, e em último lugar a incandescente (GONÇALVES,
1989, p.163).

Para (ALMEIDA, 2000, p.101), toda luz é prejudicial aos acervos, pois isto provoca a
perca de cor, o desbotamento de corantes e pigmentos e resulta no desgaste dos
documentos impressos e também os materiais magnéticos.
A luz natural ou artificial, é um tipo de radiação eletromagnética capaz de
fragilizar os materiais constitutivos dos documentos, induzindo um processo
de envelhecimento acelerado. Além da radiação visível o ultravioleta e o
infravermelho são mais dois fatores de radiação (SPINELLI JUNIOR, 1997, p.
27).

�Em bibliotecas a luz é utilizada como iluminação ambiental e iluminação de serviço.
Em relação à primeira muitas vezes se usa a luz natural para efeitos estéticos e psicológicos,
mesmo sabendo do comprometimento com a conservação de materiais. Diante do exposto,
alternativas de aproveitamento controlado da luz natural, que vão desde o uso de abóbadas
e pátios internos, até o uso de persianas verticais para reduzir a entrada de luz ou a filtragem
de UV com placas acrílicas ou filmes.
Mesmo com todas as alternativas ao uso da luz natural ela não deve nunca ser
utilizada para a iluminação de serviço.Esta deve ser voltada para áreas de trabalho, de
armazenamento de acervos e de leitura e é controlada por três fatores:
•

Distribuição espacial das lâmpadas,

•

Intensidade de fontes de luz,

•

Distribuição espectral ou de cor de luzes.
“É importante ressaltar que, nas áreas de armazenamento, há necessidade de luz

apenas para encontrar o material, e não para lê-lo, o que pode reduzir significativamente os
danos causados às coleções” (ALMEIDA, 2000, p. 102)

TEMPERATURA E UMIDADE

A temperatura e a umidade também afetam a preservação dos materiais. A umidade
representa o vapor d água contido na atmosfera circunvizinha ao acervo bibliográfico e é
resultante da combinação dos fenômenos de evaporação e condensação da água. Os
fenômenos estão diretamente relacionados com as variações de temperatura ambiental.
As chuvas, lagos, rios, limpezas aquosas, infiltrações por janelas, paredes e tetos
defeituosos e inclusive a transpiração do corpo humano, são fontes de umidade.
A medição da umidade ambiental é feita através do uso de higrômetros, higrográfos,
psicrômetros e tiras de papéis especiais, já a medição de temperatura é realizada através de

�termômetros.

Os

termoigrômetros

e

termoigrógrafos

são

aparelhos

que

medem

simultaneamente a temperatura e a umidade.
Normas técnicas e critérios referentes à umidade relativa, temperatura,
iluminação, poluição e até mesmo exposição e armazenamento do acervo
devem considerar sempre as condições ideais para conservação do bem
cultural. Normas técnicas de temperatura e umidade relativa devem ser
estabelecidas em função da estabilização climática interna, do conforto
humano e da conservação do acervo. Essa preocupação deve ser igualmente
respeitada quando do transporte e empréstimo do bem cultural para outro
local, seguindo os valores recomendáveis; [...] (POLÍTICA DE
PRESERVAÇÃO DE ACERVOS INSTITUCIONAIS, 1995, p. 19).

CONCLUSÃO/RECOMENDAÇÕES

•

Conhecer as dificuldades, instaladas na área interna da biblioteca, especificamente no
acervo, referente à conservação e preservação de materiais bibliográficos;

•

Levantar aspectos inerentes à ação preventiva, para salvaguardar toda a espécie de
obras acervadas na Biblioteca Central da UEM;

•

Identificar os problemas com o objetivo de estabelecer programas de ações
preventivas.
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de Janeiro. Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília. v.3, n.2. p. 199-208. jul. 1975.
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�GONÇALVES, N. P. S. A conservação preventiva na guarda das publicações oficiais.
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KREMER, J. M. Avaliação das condições de preservação e do estado de conservação da
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OGDEN, Sherelyn. Caderno técnico - administração de emergências. Rio de Janeiro:
Projeto conservação preventiva em bibliotecas e arquivos, Arquivo Nacional, 1997.

�OGDEN, Sherelyn. Caderno técnico - armazenagem e manuseio. Rio de Janeiro: Projeto
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OGDEN, Sherelyn. Caderno técnico - meio ambiente. Rio de Janeiro: Projeto conservação
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REILEY, J. M.; NISHIMURA, D. W.; ZIM, E. Novas ferramentas para preservação e
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∗

ritao2@bol,com.br
ahdsantos@uem.br
∗∗∗
atomaz@uem.br
∗∗

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Este trabalho relata uma pesquisa sobre conservação e preservação de materiais bibliográficos no acervo da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá. Como resultado principal propõe medidas preventivas visando o controle dos processos de envelhecimento mantendo, à distância na medida do possível, as fontes internas e externas de deterioração. Como metodologia utilizou-se a descritiva, levantando as dificuldades no exercício dos programas relativos à conservação e preservação dos materiais bibliográficos.</text>
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