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                  <text>COLEÇÃO DE DISSERTAÇÕES E TESES: CONTRIBUIÇÃO DAS
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO
CIENTÍFICO*

Ana Esmeralda Carelli∗

RESUMO
Resumo O mundo contemporâneo apresenta cenário diversificado e desafios
constantes para todas as profissões. No bojo destes desafios, os bibliotecários
têm enfrentado uma produção de informação sem precedente, tanto na
diversidade de formatos e de ambiente quanto na quantidade, e uma das tarefas
deste profissional tem sido elaborar formas de viabilizar o uso desta informação.
Os programas de Pós-graduação nas universidades contribuem com produção
das dissertações e teses que formam parte da coleção das bibliotecas
universitárias. Entretanto este tipo de material tem características peculiares que
dificultam o acesso. Assim proceder a estudo desta produção pode ser uma forma
a mais de maximizar o potencial desta coleção. Este trabalho analisa as
dissertações e teses sobre leitura, produzidas nos programas de Pós-graduação
comparando as áreas de Educação e Psicologia, apresentadas em quatro
Universidades paulistas (1990/1999), enfocando nível, título, autoria, tipologia,
temática, sujeitos, locais, materiais e delineamento. Os resultados indicam que a
produção brasileira de dissertações é numericamente superior à das teses. Os
títulos tendem a seguir os padrões esperados, em número de vocábulos. Na
autoria dos trabalhos predominou o gênero feminino. Nos trabalhos analisados
preponderam as pesquisas de campo. O tema mais pesquisado foi Ensino de
Leitura. Foram mais pesquisadas crianças, normais e sem especificação do
gênero e em grupos. As pesquisas tenderam mais a serem feitas no ensino
fundamental. Os testes/escalas e avaliação de leitura e outras habilidades e
material didático são os recursos mais utilizados. Os estudos de levantamento
predominam nas pesquisas educacionais analisadas.

INTRODUÇÃO
O século XXI, inaugurado recentemente, vem sendo marcado por
profundas mudanças. Witter (2002, p.213) destaca o impacto que todas estas
mudanças têm provocado na qualidade de vida humana, afirmando que a
... Ciência passou a ter um papel decisivo em todas as áreas de
atividade humana, afetando tanto a vida em sociedade como a
privada, embora nem todas pessoas percebam estas relações de
forma precisa.

�A ciência é produto da pesquisa. A geração de novos conhecimentos
científicos depende de condições definidas previamente. Meadows (1999) sugere
que, para a realização da pesquisa científica exige-se alto nível de conhecimento
especializado, obediência aos padrões apropriados de competência dos
envolvidos no processo e ainda, conforme propõe Buriti (1999), demanda senso
de observação, olhar crítico, análise apurada por meio de investigação
apropriada, gerando assim novas contribuições. Conclui afirmando que produzir
Ciência é realizar e divulgar pesquisas.
Diante da competitividade por novos avanços científicos, exigências de
inovação dos produtos no cenário científico e tecnológico, os governos de todos
os países, gradualmente perceberam a necessidade de analisar criticamente suas
políticas científicas e tecnológicas, em função desta conjuntura, o que implica
dizer, na produção científica decorrente.
Na maioria dos países desenvolvidos o financiamento das atividades de
pesquisa e desenvolvimento é resultante da parceria do Setor Público e Privado.
(Domingos, 1999). Com esta parceria, as pesquisas produzidas devem
corresponder às expectativas do governo, da iniciativa privada, da própria
sociedade, com o apoio de todos os segmentos. (Buriti, 1999).
Portanto o desenvolvimento da ciência deve estar atrelado a sociedade,
contemplando fundamentalmente, a solução de seus problemas. (Buffren, 1996;
Freitas, 1998). Cabe à sociedade definir a ciência, que precisa e deseja, impondo
limites e orientações e objeções a tudo que ameaça a humanidade.(Miranda,
2002, p.90).
O mesmo parecer compartilha Domingos (1999) ao comentar que o avanço
tecnológico das últimas décadas teve forte impacto no estilo e qualidade de vida.
Chama atenção inclusive para o fato de que algumas descobertas foram
catastróficas, lembrando então que o desenvolvimento da ciência deve ser visto
com prudência, não desvinculado dos interesses da sociedade.
Nesta relação entre ciência e sociedade, há uma influência mútua e o
contexto sócio-histórico deve ser considerado nesta análise, como sintetiza Witter
(1999).
A ciência pode ser caracterizada como atividade institucional, produzida
normalmente, nos institutos de pesquisa e nas universidades, principalmente nos

�cursos de pós-graduação evidenciando estreito vínculo entre atividades de
pesquisa e programas de pós-graduação.
Uma das funções inerentes da ciência é disseminar conhecimento.
(Macias-Chapula, 1998), sendo este um de seus aspectos de maior visibilidade,
acrescenta Spinak (1998). Vários outros autores enfatizam isto, quando Buriti
(1999) e Lima (1999) afirmam que a pesquisa só cumpre sua efetividade, para
geração de conhecimento, para o avanço da ciência e da sociedade, quando
publicada.
A produção do conhecimento científico ocupa papel essencial na pesquisa,
um componente desse conhecimento é a literatura científica.
A literatura científica explicita a relação da ciência, pesquisa e produção do
conhecimento como partes essenciais do sistema científico.
As formas textuais da produção da ciência podem assumir formas distintas,
como: artigos, livros, teses e dissertações e para cada um destes corresponde um
discurso específico, dentro do discurso científico.(Domingos, 1999).
Com o crescimento desta produção, e de todos estes formatos e outros, o
bibliotecário enfrenta o grande desafio para a formação e desenvolvimento de
coleção, que como sugerem Levell e Myers (2003), as atividades do
desenvolvimento de coleção são atividades importantes e contínuas de todas as
bibliotecas, sobretudo neste momento, com a incumbência de disponibilizar tanto
os recursos informacionais: impresso como os recursos disponíveis on-line. Agee
(2003, p.137) ilustra esta situação, ao afirmar que “a seleção de materiais é o
coração da aquisição acertada, e a melhor maneira de construir uma coleção de
qualidade”.
Neste contexto torna-se oportuno realizar estudos de produção cientifica,
considerando o crescimento vertiginoso da literatura, que é produzida em todas
as áreas do conhecimento.
Assim buscou-se estudar a produção das dissertações e teses sobre
leitura, de quatro Instituições de Ensino Superior (IES) paulistas nos programas
de Pós-Graduação em Educação e Psicologia, abrangendo a década de 90

�(1990-1999). Tendo por objetivo a descrição desta produção científica quanto aos
aspectos do: nível do trabalho; título, autoria, tipo de trabalho, classificação
temática; tipologia dos participantes das pesquisas analisadas e locais de
pesquisa.

RESULTADOS

Cabe inicialmente quantificar o total de trabalhos analisados, conforme
apresentado na Tabela 1, sendo um montante de 122 dissertações e teses. As
IES com maiores produções foram: a USP com 41 e a PUC-SP com 38 trabalhos.
As dissertações e teses têm se caracterizado como importantes
contribuições para o conhecimento científico, sobretudo pelos temas enfocados,
atualidade e relevância da bibliografia, e rigor metodológico destas pesquisas.
Estes trabalhos possibilitam a verticalização do conhecimento. As teses são
particularmente importantes porque além de serem trabalhos originais, no sentido
de novidade, trazem diferenciais e inovação, por vezes relevantes. Os resultados
obtidos nesta variável estão disponíveis na Tabela 2, onde está explicitado que as
dissertações têm maior produção em três das IES estudadas e somente a USP
tem maior produção de teses. A figura 1 facilita a visualização destes resultados.
A média global do número de vocábulos do título, dos trabalhos analisados,
está dentro do número máximo de 12 vocábulos recomendado pela Ciência, em
suas representações como APA, Comissões de Eventos Científicos, entre outras.
A tipologia de análise quanto à autoria não se aplica ao presente estudo.
Entretanto, foi possível fazer outro tipo de análise, a saber, a que se refere ao
gênero dos autores. Esta tipologia tem menos pistas a oferecer quanto ao
desenvolvimento científico e tecnológico, mas pode apresentar um quadro
referencial da produção por gênero, fornecendo subsídios para a Psicologia da
Ciência e a Sociologia da Ciência.
A Tabela 3 apresenta os resultados relativos a Autoria na documentação
analisada, há o predomínio da presença feminina representado por 105 ou

�(86,1%) dos trabalhos, enquanto que o gênero masculino dispõe de 13 ou 10,7%
das dissertações e teses. Entre os autores cujo sexo não se identificou verificouse que há poucos casos, um total de quatro trabalhos (3,3%).
Estes resultados obtidos com relação à autoria são similares aos
registrados por outros estudos de produção científica, como os de Domingos
(1999), Lima (1999) e Oliveira (1999).
Os resultados do estudo de Lima (1999), enfocando a produção de teses
em Administração Escolar, permitem constatar que 54% trabalhos eram de
autoria feminina, contra 44% do gênero masculino; 2% não foi identificado. A
autora atribui este resultado como tendência mundial do mercado de trabalho,
pois o campo educacional é predominantemente feminino.
Pode-se levantar algumas hipóteses para explicar o fato do predomínio da
presença feminina, na produção de dissertações e teses sobre leitura, talvez seja
decorrente da própria área de conhecimento, ou seja Educação e Psicologia, que
são áreas em que há um maior número de mulheres atuando, o que é confirmado
pelos resultados de estudos anteriores. O predomínio feminino em algumas áreas
do

conhecimento,

como

Psicologia,

Biblioteconomia,

Enfermagem

e

Fonoaudiologia, conforme é destacado por Domingos (1999), pode significar
problemas na sua visibilidade enquanto área de conhecimento. Lima (1999)
chama atenção para o fato de que a presença masculina predomina na produção
de ciência no Brasil, como um todo, porém na área educacional verifica-se
maioria feminina, o que tem reforçado a discriminação e a desigualdade nas
oportunidades de trabalho.
O tipo de pesquisa utilizado na produção das dissertações e teses foi
variável de análise neste estudo, conforme expresso na Tabela 4. Os resultados
mostram predomínio da categoria Pesquisa de Campo, em todas IES estudadas
correspondendo a 78 trabalhos (=63,9%); o segundo posto coube ao Estudo
Teórico (17=13,9%), vindo imediatamente após a categoria Pesquisa de
Laboratório (16 trabalhos ou 13,1%), enquanto que Pesquisa Documental ocupou
última posição abrangendo apenas 11 trabalhos ou 9,0%.

�Em geral, a produção de dissertações e teses sobre leitura, nas IES
estudadas, não difere do resultado obtido por outros estudos nacionais. Deve ser
destacada a quase ausência de pesquisas de laboratório, com exceção de
pesquisas em Psicologia da USP. O predomínio cabe aos estudos de campo
seguidos de perto pelos estudos teóricos, a figura 2 traz a síntese totais por tipo
de pesquisa.
A leitura é um tema estudado nas diversas áreas do conhecimento
humano, como Psicologia, Educação, Letras, Fisiologia, Biblioteconomia,
Comunicação, Sociologia e outras.
Neste trabalho, a leitura foi estudada dentro de duas áreas: Educação e
Psicologia. As dissertações e teses foram analisadas em seis áreas temáticas,
tendo por referencial o Summary of Insvestigations Relating to Reading,
conforme distribuição obtida na Tabela 5
No total, o tema mais enfocado nos 122 trabalhos foi Ensino de Leitura
(65,6%), seguindo-se Preparo e Prática de Professores (18%); Sociologia da
Leitura com 10,7%; Leitura de Leitores Atípicos (3,3%), Produção Científica em
Leitura com 2,5% e nenhum trabalho na categoria Fisiologia da Leitura
O tema geral, de maior produção foi Ensino de Leitura, este resultado é
similar ao obtido por Oliveira (1999) que, na análise da produção em periódicos
especializados em Leitura, constatou que o tema de maior destaque foi Ensino e
Aprendizagem de Leitura, seguido por Alfabetização e Comportamento de Leitura.
.A temática Sociologia da Leitura tem sido tratada nas dissertações e teses
brasileiras, aspecto que Oliveira também levantou na sua pesquisa, como tema
bastante focalizado no periódico nacional, o mesmo não ocorrendo na produção
estrangeira.
Importa lembrar que pesquisas em Leitura, na ciência brasileira, ainda são
bastante incipientes. Estudos de produção científica neste tema são raros,
sobretudo pela baixa produtividade nacional e, quando acontecem, baseiam-se
em fontes estrangeiras, que possibilitam comparações com dados mais
expressivos. Para exemplificar tal estratégia, cita-se Oliveira (1999) que estudou a

�produção científica veiculada no periódico nacional especializado em Leitura
comparando-o com dois títulos estrangeiros. Como sintetiza Witter (1999, p.19)
"há muito que fazer, pesquisar e atuar..." para assegurar a formação do leitor em
todos seus níveis.
O local de pesquisa é uma variável especificada para a coleta de dados.
No âmbito das pesquisas em leitura, prevalecem as instituições de ensino, da préescola ao nível universitário.
Os resultados encontrados estão dispostos na Figura 4. O local de
pesquisa em maior quantidade de trabalhos foram às escolas de ensino
fundamental com 52,5% equivalendo a 64 trabalhos, seguida da categoria Não
Cabe 23% o que equivale a 28 textos; estabelecimentos de ensino superior em
11% (9). Vale destacar e comentar a falta de realização de pesquisas no Ensino
Médio nas dissertações e teses estudadas; assim este local deve ser alvo de
investimentos, tornando-se um campo potencial promissor para realização de
estudos futuros.
Em materiais de coleta de dados prevaleceu a categoria testes/escalas e
avaliação de leitura outras habilidades, seguida de material didático.
Shanahan (2002, p.23) lembra que "a pesquisa pode nos ajudar a pensar
mais eficientemente no ensino". O ensino é a aplicação prática dos resultados de
pesquisa. Espera-se que haja este relacionamento; as pesquisas podem
comprovar a efetividade das diversas tecnologias de ensino.
Cabe ainda lembrar que, embora no estudo se tenha buscado instituições
de mérito reconhecido, a produção ainda é pequena, o que limitou as
possibilidades de análise.
A escolha de Educação e Psicologia foi feita por serem áreas mais
preocupadas com a leitura, isto não quer dizer que não haja produção mesmo
nacional, dedicada à leitura, mas vinculada a outras áreas de conhecimento.
mostrou-se satisfatória, havendo progressiva concordância entre os analisadores.

�CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os estudos de produção devem ser instrumentos capazes de fornecer um
quadro de referência do desenvolvimento científico da área estudada. Podem
informar acerca dos vários aspectos da pesquisa, bem como dos enfoques
teórico-metodológicos, das tendências temáticas e, sobretudo devem ser uma
síntese da ciência.
Neste novo milênio, há muito que fazer, pesquisar, aprimorar em termos de
avanços necessários para uma área tão prioritária como a leitura. Existe o grande
desafio a ser vencido, o analfabetismo, e, sobretudo, o desafio de tornar o homem
um leitor e um leitor proficiente.

REFERÊNCIAS

AGEE, J. Selecting materials: a review of print and on-line resources. Collect.
Build., v.22, n.3, p. 120-130, 2003.
BUFREN, L. S. Linhas e tendências metodológicas nas dissertações do mestrado
em ciência da informação do IBICT - Universidade Federal do Rio de Janeiro
(1972-1995). In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS,
11, Curitiba, 1996, Anais ... 2 disquetes
BURITI, M. de A.. Produção científica em Periódicos de Psicologia do Esporte e
Educação Física – Prevenção.Campinas, 1999. Tese (Doutorado em Ciência).Instituto de Psicologia e Fonoaudiologia - PUC-Campinas. Campinas.
DOMINGOS, N. A. M. Produção científica: análise de resumos de dissertações
teses em Psicologia. Tese (Doutorado em Ciência).- - PUC-Campinas. Campinas
FREITAS, M. H. de O. Qualidade de dissertações de Biblioteconomia e
Ciência da Informação: objetivos e delineamento. Campinas, 1998. Dissertação
(Mestrado em Biblioteconomia. PUC-Campinas. Campinas.
LEVEL, A.; MYRES, S. Creating internal Web tools for collection development.
Collect. Build., v.22, n.4, p. 162-66, 2003.

�LIMA, M. F. de A psicologia em teses de Administração Escolar.Campinas,
1999. Tese (Doutorado em Ciência).- - PUC-Campinas.
MACIAS-CHAPULA, C. A. O papel da informetria e da cienciometria e sua
perspectiva nacional e internacional. Ci. Inf.,v. 27, n.2, p.134-40, 1998.
MEADOWS, A. J.. A comunicação científica. Brasília: Briquet de Lemos/Livros,
1999.
MIRANDA, E E. de. Harry Potter e o Genoma. Galileu., v.11, n.120, p.90, 2002.
OLIVEIRA, M. H. M. A.. Leitura e escrita: análise da produção com ênfase no
universitário. 1999Tese (Doutorado em Ciências). PUC-Campinas. Campinas.
SHANAHAN, T. What reading research says: the promises and limitations of
applying research to reading education. A. Farstrup, S. J. Samuels (eds.). What
research has to say about reading instruction. 3ed. Newark: IRA, 2002.
SPINAK, E. Indicadores cienciométricos. Ci. Inf., v. 27, n.2, p.141-48, 1998
WIENTRAUB, S. (ed.) Annual Summary Investigations relating to Reading.
Newark: IRA, 2000
WITTER, G. P. Alfabetização e leitura. inicial. In. G. P. Witter (org.) Leitura: textos
e pesquisas. Campinas: Alínea, 1999. Cap.4, p.58-66
WITTER, G. P. (org.) Produção científica sobre estresse e prevenção. In:
WITTER, G. P.(org.) Psicologia: Tópicos gerais. Campinas: Alínea, 2002
Cap.10, p.213-38

�APÊNDICE, TABELAS E FIGURAS
Tabela 1: Produção Nacional das Dissertações e Teses sobre leitura nas IES
paulistas: PUC-SP; PUC-Campinas, UNICAMP e USP (1990/ 1999)
Total PUCTotal PUCTotal
Total
Ano
Total USP
SP
Campinas
UNICAMP
Geral
14
1990
3
0
3
8
1991

2

0

4

4

10

1992

3

0

2

4

9

1993

6

2

2

2

12

1994

5

1

6

2

14

1995

7

2

4

6

19

1996

3

0

3

1

7

1997

3

4

1

3

11

1998

4

3

3

2

12

1999
TOTAL

2
38

1
13

2
30

9
41

14
122

Tabela 2 Nível do Trabalho nas dissertações e teses sobre leitura: PUC-SP, PUCCampinas, UNICAMP e USP
IES
PUC-SP

NÍVEL
Doutorado
Mestrado
F
%
F
%
6
15,8
32
84,2

Total
F
38

%
100,0

PUC-Campinas

1

7,7

12

92,3

13

100,0

UNICAMP

8

26,7

22

73,3

30

100,0

USP

28

68,3

13

31,7

41

100,0

TOTAL

43

35,2

79

64,8

122

100,0

�Doutorado

Nível do Trabalho

Mestrado

35
30
25

N° de
Trabalhos

20
15
10
5
0
PUC-SP

PUC-Campinas

UNICAMP

USP

IES

Figura 1: Nível do Trabalho nas dissertações e teses sobre leitura: PUC-SP, PUCCampinas, UNICAMP e USP

Tabela 3 - Autoria nas dissertações e teses sobre leitura: PUC-SP, PUCCampinas, UNICAMP e USP
Gênero
Autoria
Total
F
IES

F

M
%

F

N/I
%

F

%

F

%

PUC-SP

33 86,8

4 10,5

1

2,6

38 100,0

PUC-Campinas

12 92,3

1

7,7

0

0,0

13 100,0

UNICAMP

25 83,3

3 10,0

2

6,7

30 100,0

USP

35 85,4

5 12,2

1

2,4

41 100,0

Total

105 86,1

13 10,7

4

3,3

122 100,0

�Tabela 4 Tipo de Trabalho nas dissertações e teses sobre leitura: PUC-SP,
PUC-Campinas, UNICAMP e USP
TIPO DE TRABALHO
PESQUISA PESQUISA
ESTUDO
PESQUISA DE LABORA- DOCUMENTEÓRICO DE CAMPO
TÓRIO
TAL
F
%
F
%
F
%
F
%
3
7,9
29 76,3
0
0,0
6 15,8

IES

PUC-SP
PUC-Campinas
UNICAMP
USP
TOTAL

TOTAL
F

%
38 100,0

0

0,0

10

76,9

2

15,4

1

7,7

13 100,0

11

36,7

15

50,0

4

13,3

-

0,0

30 100,0

3

7,3

24

58,5

10

24,4

4

9,8

41 100,0

17

13,9

78

63,9

16

13,1

11

9,0

122 100,0

Tipo de Trabalho

80
70
60
ESTUDO TEÓRICO

50

PESQUISA DE CAMPO
PESQUISA DE LABORATÓRIO

N° de Trabalhos 40

PESQUISA DOCUMENTAL
30
20
10
0
TOTAL

Figura 2: Totais dos Tipos de pesquisa nas dissertações e teses sobre leitura:
PUC-SP, PUC-Campinas, UNICAMP e USP

�Tabela 5 Classificação Temática Geral nas dissertações e teses sobre leitura: DAI, PUC-SP, PUC-Campinas,
UNICAMP e USP
CLASSIFICAÇÃO TEMÁTICA DO SUMMARY

IES

PREPARO E
PRODUÇÃO SOCIOLOLEITURA DE
ENSINO DA FISIOLOGIA
PRÁTICA DE
CIENTÍFICA
GIA DA
LEITORES
LEITURA DA LEITURA
PROFESSOEM LEITURA LEITURA
ATÍPICOS
RES
F

%

F

%

F

%

F

%

F

%

F

%

Total

F

%

PUC-SP

23

60,5

0

0,0

1

2,6

11

28,9

2

5,3

1

2,6

38 100,0

PUC-Campinas

10

76,9

0

0,0

1

7,7

1

7,7

1

7,7

0

0,0

13 100,0

UNICAMP

18

60,0

0

0,0

0

0,0

4

13,3

0

0,0

8

26,7

30 100,0

USP
TOTAL

29
80

70,7
65,6

0
0

0,0
0,0

2
4

4,9
3,3

6
22

14,6
18,0

0
3

0,0
2,5

4
13

9,8
10,7

41 100,0
122 100,0

�Classificação Temática

SOCIOLOGIA DA LEITURA

Temas

PRODUÇÃO CIENTÍFICA EM
LEITURA
PREPARO E PRÁTICA DE
PROFESSORES
TOTAL

LEITURA DE LEITORES
ATÍPICOS

FISIOLOGIA DA LEITURA

ENSINO DA LEITURA
0

10

20

30

40

50

60

70

80

N° de Trabalhos

Figura 3: Totais na Temática geral pesquisada nas dissertações e teses sobre leitura: PUC-SP, PUC-Campinas, UNICAMP e USP

�Locais de Pesquisa

Sem especificar
Não cabe
Residência

Locais

Outra especifique
Laboratório
TOTAIS

Estabelecimento de ensino superior
Escola de ensino médio
Escola de ensino fundamental
Centro de educação infantil
0

10

20

30

40

50

60

70

N° de Trabalhos

Figura 4- Locais de pesquisa nas dissertações e teses sobre leitura: PUC-SP, PUC-Campinas, UNICAMP e USP

∗

carelliana@uel.br Universidade Estadual de Londrina – UEL. Departamento de Ciência da Informação. Campus Universitário, Caixa Postal: 6001 - 86.051990- Londrina – PR

�</text>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Coleção de dissertações e teses: contribuição das bibliotecas universitárias na construção do conhecimento científico.</text>
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              <text>O mundo contemporâneo apresenta cenário diversificado e desafios constantes para todas as profissões. No bojo destes desafios, os bibliotecários têm enfrentado uma produção de informação sem precedente, tanto na diversidade de formatos e de ambiente quanto na quantidade, e uma das tarefas deste profissional tem sido elaborar formas de viabilizar o uso desta informação. Os programas de Pós-graduação nas universidades contribuem com produção das dissertações e teses que formam parte da coleção das bibliotecas universitárias. Entretanto este tipo de material tem características peculiares que dificultam o acesso. Assim proceder a estudo desta produção pode ser uma forma a mais de maximizar o potencial desta coleção. Este trabalho analisa as dissertações e teses sobre leitura, produzidas nos programas de Pós-graduação comparando as áreas de Educação e Psicologia, apresentadas em quatro Universidades paulistas (1990/1999), enfocando nível, título, autoria, tipologia, temática, sujeitos, locais, materiais e delineamento. Os resultados indicam que a produção brasileira de dissertações é numericamente superior à das teses. Os títulos tendem a seguir os padrões esperados, em número de vocábulos. Na autoria dos trabalhos predominou o gênero feminino. Nos trabalhos analisados preponderam as pesquisas de campo. O tema mais pesquisado foi Ensino de Leitura. Foram mais pesquisadas crianças, normais e sem especificação do gênero e em grupos. As pesquisas tenderam mais a serem feitas no ensino fundamental. Os testes/escalas e avaliação de leitura e outras habilidades e material didático são os recursos mais utilizados. Os estudos de levantamento predominam nas pesquisas educacionais analisadas.</text>
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