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                  <text>ENSINO À DISTÂNCIA: COMO AS BIBLIOTECAS DO FUTURO PODEM
CONTRIBUIR PARA O APRENDIZADO DO ALUNO OFF-CAMPUS.
Andréa Pereira dos Santos∗
Suely Gomes∗∗

RESUMO
Discute a contribuição das bibliotecas do futuro para o Ensino à Distância. Definese o que se entende por ensino à distância e por bibliotecas do futuro: digitais,
virtuais e híbridas. Através da análise da literatura, tenta-se responder como as
bibliotecas do futuro podem contribuir para a formação do aluno off campus.
Conclui-se que apesar de mudar o modo como os serviços serão prestados o
trabalho do bibliotecário revela-se de significativa importância para o sucesso de
qualquer projeto pedagógico.
PALAVRAS-CHAVE: Ensino à Distância. Bibliotecas Híbridas. digitais e virtuais.
Bibliotecas e Ensino à Distância.

INTRODUÇÃO

As novas tecnologias da informação ampliaram as possibilidades de
comunicação entre os povos e nações. Acabaram-se as barreiras de espaço e
tempo. A informação chega ao receptor em qualquer lugar que este esteja.
Assim como a comunicação, a educação sofre também mudanças
significativas. Para se estar em uma faculdade não é mais preciso sair de casa.
Sua formação pode ser adquirida, bastando para isso um microcomputador,
conectado à rede através de linha telefônica e disposição para estudar.
A Internet revolucionou a educação, a comunicação e a informação.
Muitas escolas e faculdades usam a rede das redes para ampliar as
possibilidades de aprendizagem das pessoas. Pode-se buscar aperfeiçoamento,

�participando desde cursos simples, como utilização de um programa, até graus
mais elevados como a graduação e pós-graduação, sem sair de casa.
Depois dessa revolução, com a educação e a explosão de cursos via
Internet, percebeu-se uma preocupação quanto à qualidade desses cursos e
como estes oferecem informações complementares ao aprendizado dos alunos.
Ou seja, nos cursos comuns, presenciais, as pessoas que freqüentam uma
faculdade tem o direito de ter acesso a uma biblioteca. Então, os alunos de um
curso à distância também deveriam ter esse mesmo direito. Em outras palavras, a
instituição, tanto no caso do ensino presencial quanto no do ensino à distância,
tem a obrigação de oferecer condições adequadas para que aluno obtenha
sucesso no seu empreendimento, independente da natureza de seu vínculo com
a instituição.
Então a questão é: como? As bibliotecas sem paredes - sejam elas,
digitais, virtuais ou híbridas – têm sido apontadas como uma provável solução.
O objetivo do presente trabalho é, através da revisão da literatura, apontar
as contribuições das bibliotecas na formação do aluno off campus.

EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

Ensino à distância é o termo utilizado para designar o método de instrução
na qual a interação entre aluno e professor ocorre de forma intermediada por
ferramentas tecnológicas, sejam convencionais (como correio, rádio, televisão)
sejam mais modernas como a Internet (NASCIMENTO TROMPIERI FILHO
(2002).
Holmber, citado por Belloni (1999), afirma que o termo
educação a distância cobre várias formas de estudo, em todos os
níveis, que não estão sob a supervisão contínua e imediata de
tutores presentes com seus alunos em salas de aula ou nos
mesmos lugares, mas que não obstante beneficiam-se do
planejamento, da orientação e do ensino oferecido por uma
organização tutorial.

�Ao contrário do que se possa imaginar, a institucionalização do ensino à
distância se deu em meados do século XIX nos Estados Unidos e Na Europa,
onde eram oferecidos, pelos correios, cursos de datilografia, taquigrafia, línguas
estrangeiras e instrução para adultos. O advento do rádio e da televisão
possibilitou a difusão e a diversificação dos cursos à distância por diversos
países.
No Brasil, os primeiros cursos à distância foram criados em 1904, “(...)
consagrados em 1939, com a criação do Instituto Monitor, e em 1941, com o
Instituto Universal Brasileiro” (Wilke).
Até recentemente, os cursos à distância eram depreciados, talvez por ter
se transformado em uma segunda oportunidade de estudos para aqueles que
fracassaram em uma instância escolar convencional. Transcorreram várias
décadas até que esta modalidade de ensino se estabelecesse como uma
modalidade de ensino competitiva (ABED).
Segundo a ABED, atualmente o ensino à distância não pode ser mais
reduzido aos cursos por correspondência (correios) ou à teleducação (rádio e
televisão).

Essa modalidade de ensino ganhou novas dimensões graças aos

sistemas integrados (computador, multimídia, redes locais, nacionais ou
internacionais, Internet e escolas virtuais) que viabilizam a autonomia do aluno em
relação a escolha do espaço e tempo para o estudo. Paralelamente, deixa de ser
visto como instrumento para resolver os problemas daqueles que não tinham
condições de freqüentar escolas convencionais e passa a ser uma opção para
assegurar melhores posições no mercado de trabalho, oportunizando o
aprendizado permanente e continuado, inclusive em nível de mestrado e
doutorado.
Enquanto que no exterior a concepção de universidade virtual ganhou força
na década de 701, no Brasil, esse movimento começa a ganhar impulso a partir
de 1996, com a reforma educacional promovida pela lei 9394/96 (LDB) (WILKE).

1

A Open University funciona desde 1971, na Inglaterra; a Universidade Nacional à Distância (Espanha) e a
Universidade Aberta (Portugual) foram fundadas em 1989.

�Além disso, o Conselho Nacional de Educação, através da Resolução no. 1,
de 3 de abril de 2001, estabelece as normas para funcionamento de cursos à
distância

nos

diversos

níveis:

fundamental,

médio,

técnico,

superior,

profissionalizante e pós-graduação. O trâmite para reconhecimento dessa
modalidade de ensino é o mesmo aplicável aos cursos presenciais.
Pesquisa

coordenada

por

Vianney

(apud

WILKE)

identifica

32

universidades que obtiveram autorização do MEC para atuarem em educação a
distância. Informa ainda que haviam 84.397 alunos matriculados em 60 cursos em
nível de graduação.
Como forma de garantir a qualidade, o MEC estabeleceu indicadores de
qualidade para a autorização de cursos de graduação à distância2. Assim, na
construção de um programa de graduação à distância, a instituição deverá, entre
outras medidas:
•

dispor de acervo atualizado, amplo e representativo de livros e periódicos,
acervo de imagens, áudio, vídeos, sites na Internet, à disposição de alunos
e professores;

•

adotar procedimentos que garantam o atendimento a cada aluno,
independente do local onde ele esteja (por exemplo: confeccionar
embalagens especiais para entrega e devolução segura dos livros,
periódicos e materiais didáticos);
Esses indicadores reforçam a necessidade de se pensar a infra estrutura

informacional de apoio aos alunos off campus.

BIBLIOTECAS DIGITAIS E VIRTUAIS E BIBLIOTECAS HÍBRIDAS
As bibliotecas, como organismos sociais e, portanto, reflexos de seu
contexto histórico social, sofreram, ao longo de suas existências, alterações
2

Para cursos de nível fundamental e médio, inclusive técnico, esses indicadores são definidos pelos Conselhos
Estaduais de Educação, órgãos responsáveis pela normatização, autorização e supervisão desses níveis de ensino
(conforme Decreto 2.561, de 27 abril de 1998).

�substanciais nas suas concepções. Cunha (2000, p. 75) identifica 4 etapas da
evolução

das

bibliotecas:

a

era

da

biblioteca

tradicional;

a

biblioteca

automatizada; a biblioteca eletrônica; a biblioteca digital e a biblioteca virtual

(fig.1)

Ohira e Prado (2002) caracterizam os três primeiros momentos da seguinte
forma:
•

No primeiro momento, tem-se uma biblioteca tradicional com seu espaço físico
bem delimitado, com seus serviços e produtos de forma mecânica (...). A
revolução na biblioteca aconteceu com a introdução dos catálogos em fichas e
o abandono do catálogo sob forma do livro. Esta etapa compreende de
Aristóteles até o início da automação em bibliotecas.

•

No segundo momento, a biblioteca contemporânea utiliza a tecnologia dos
computadores nos seus serviços meios e fim, considerados os primeiros
passos rumo à biblioteca eletrônica (...). Com o acesso on-line aos bancos de
dados por meio dos processos de recuperação e disseminação da informação.

•

Em terceiro momento, a biblioteca contemporânea utiliza a informação no
suporte digital com o advento do suporte em CD-ROM. Com o surgimento da

�Internet, a biblioteca ganha nova dimensão: deixa de ter somente um espaço
físico e ganha um novo espaço - o ciberespaço.
Neste terceiro momento da evolução das bibliotecas, ocorre uma confusão
terminológica. Tanto na literatura nacional quanto na internacional, não existe
consenso sobre a definição de biblioteca digital, eletrônica e virtual (OSHIRA;
PRADO, 2000). Alguns autores utilizam esses termos como sinônimos. Cunha
(1999) esclarece que o termo “biblioteca eletrônica” é o preferido dos britânicos
para se referirem à biblioteca digital e biblioteca virtual.
Para Marchiori (1997) e Cunha (1999) a biblioteca digital difere das demais
porque a informação que ela contém existe apenas na forma eletrônica, podendo
ser acessada em qualquer lugar por meio de redes de computadores.

Já

biblioteca virtual é conceituada como um tipo de biblioteca que para existir
depende da tecnologia da realidade virtual, i.e, de aplicação de programas que
simulem estruturas físicas da biblioteca (andares, salas, estantes), ordenando os
recursos de informação que ela contém. Para Macedo &amp; Modesto (1999, p. 52), a
biblioteca virtual é “mais uma ambiência da realidade não presencial, depende de
recursos mais complexos”. Assim, a maioria das bibliotecas denominadas virtuais
trata-se de bibliotecas eletrônicas.
Não cabe a esse trabalho tentar diferenciar todos esses tipos de
bibliotecas, mas sim apontar a importância delas no suporte a educação à
distância. Para facilitar o estudo chamaremos esse grupo de bibliotecas virtuais e
digitais.
Além desse grupo ainda existe um segundo tipo de biblioteca chamada
híbrida. Ohira e Prado (2002) definem biblioteca híbrida como uma fase de
transição da biblioteca tradicional para a digital. Garcez e Rados (2002), afirmam
que a
biblioteca híbrida é designada para agregar diferentes tecnologias,
diferentes fontes, refletindo o estado que hoje não é
completamente digital, nem completamente impresso, utilizando
tecnologias disponíveis para unir, em uma só biblioteca, o melhor
dos dois mundos (o impresso e o digital)

�Esses diferentes tipos de formatos de acesso à informação permitem ao
usuário várias maneiras em que ele pode conseguir a tal informação. Pois como
sabemos, por mais vasta que seja a gama de informações que conseguimos pela
Internet, pelas bibliotecas Virtuais e digitais, essas não substituem o livro
impresso. E é essa a vantagem de uma biblioteca híbrida, permitir que a
informação seja recuperada através de vários formatos. Uma vez que o universo
do mundo impresso ainda é maior que o do mundo virtual ou digital.
Independente da conceituação, observa-se que esses quatro momentos,
que caracterizam a história e a evolução das bibliotecas, deixam claro, que
apesar das mudanças, a função principal da biblioteca, seja ela com ou sem
paredes, continua sendo o de armazenar e disseminar a informação. O que na
verdade muda é a forma como armazenamos e disseminamos tais informações.
Hoje, mais fácil e rápido do que antigamente. Apesar de ainda passarmos por
problemas com a grande explosão informacional. Onde temos desde problemas
como plágio até problemas com a falta de veracidade das informações.
Compete às novas bibliotecas organizar e fiscalizar as informações
pertinentes a área de atuação do curso, dando a estas, informações suporte
tecnológico que permita aos usuários uma interface amigável, clara e precisa.
Com isso, busca-se evitar pesquisas exaustivas e grande quantidade de
referencias com baixa precisão.

BIBLIOTECAS

DIGITAIS,

VIRTUAIS

E

HÍBRIDAS

NA

EDUCAÇÃO

À

DISTÂNCIA.
O trabalho das bibliotecas e consequentemente o trabalho do bibliotecário
no Ensino à Distância, ao contrário do que se possa imaginar, será ainda mais
necessário e de grande importância do que até mesmo o trabalho daquele
bibliotecário que atende aos seus usuários presenciais. Isto porque, seja a
biblioteca híbrida, virtual ou digital, o bibliotecário terá de fazer todo trabalho de
operação de busca, recuperação (ir à estante, tirar cópia, escanear ou enviar pelo

�correio etc.). Com isso quebra aquela idéia de que o usuário não dependerá mais
do bibliotecário.
Nas bibliotecas essencialmente digitais ou virtuais, os bibliotecários devem
organizar as informações de maneira amigável e facilitada aos usuários. E estar
sempre conectado à Internet pronto para responder questionamentos dos
usuários e indicar, sempre que necessário, páginas da Web ou locais onde
podem ser acessadas informações, as quais, não estão disponíveis na biblioteca
virtual/digital ou híbrida da sua instituição de Ensino à Distância.
Rodrigues citado por Blattmann e Belli (2000), afirmam que
é comum a todas (bibliotecas digitais, eletrônicas e virtuais), a
ênfase colocada no acesso remoto ao conteúdo e aos serviços
das bibliotecas e outras fontes de informação, na possibilidade de
reproduzir, emular e ampliar os serviços das biblioteca
tradicionais, aproveitando as potencialidades do armazenamento
e comunicação digitais para desenvolver serviços mais
personalizados e amigáveis, para promover o acesso e utilização
de informação multimídia e reduzir as barreiras de distância
(geográfica e organizacional) e tempo noa acesso à informação.

Então seja ela qual for, a biblioteca deve respeitar essas características
citadas acima por Rodrigues, para que assim o ensino à distância não seja
frustrante para o aluno acima de tudo e com isso buscando atender
exclusivamente as necessidades do usuário. Garcez e Rados (2002) afirmam
que:
que os bens e serviços oferecidos aos usuários devem ser
integrados (biblioteca híbrida) proporcionando a flexibilização
necessária para a oferta de serviços de qualidade, que agreguem
valor, adaptados à diversidade de usuários e diferentes locais
para viabilizar o produto, com foco no cliente, já que cada pessoa
ou grupo tem uma diferente necessidade de informação. E este o
papel destas bibliotecas: identificar pequenos grupos de usuários
e oferecer serviços mais especializados de valor agregado, com
grande flexibilidade e criatividade em sua realização e forma, por
meio do diagnóstico do que o usuário deseja, realizado de forma
continuada.

A biblioteca que tem como dever dar suporte ao ensino á distância deve
oferecer serviços ao usuário de maneira que este possa se sentir como se

�estivesse sendo atendido na própria biblioteca. Como ser isto possível? Em um
primeiro momento poderia criar um serviço de consulta de referência em que o
bibliotecário estivesse conectado em um chat, sendo possível assim esclarecer
maiores dúvidas a respeito do sistema e também esclarecer ao usuário como ele
pode adquirir algumas informações.
Deve ser disponibilizado ao usuário a troca de informações via email e
também por telefone e as informações contidas no site devem ser interativas e de
fácil acesso. Pois como dito por Garcez e Rados (2002), "quanto maior a
habilidade de flexibilização, maior será a satisfação do cliente, uma vez que a
biblioteca estará excedendo as suas expectativas".
Pensando assim, chega-se a conclusão que a melhor biblioteca para
atender a essa flexibilização seria a biblioteca híbrida pois ela é, segundo Garcez
e Rados (2002),
designada para agregar diferentes tecnologias, diferentes fontes,
refletindo o estado que hoje não é completamente digital, nem
completamente impresso, utilizando tecnologias disponíveis para
unir, em uma só biblioteca, o melhor dos dois mundos (o impresso
e o digital).

Então como funcionaria o acesso a informações por alunos off-campus?
Garcez e Rados (2002), propõem um processo para atender tais alunos o
processo seria:
Acesso à informação, para o usuários off-campus, inicia-se via Internet,
correio eletrônico, telefone e fax, ou mesmo localmente em bibliotecas
consorciadas; o usuário efetua a busca por informação, que pode ser por
meio de acesso às bases de dados, como biblioteca híbrida (digital e
local), isto é, fontes internas e/ou catálagos Opac local (Online Public
Access Catalogue) (telnet/web) e Copac (Curl Online Public Access
Catalogue), recursos remotos da Web e canais informais, que estão
disponibilizados no home site das bibliotecas acadêmicas; escolhe a(s)
base(s) e efetua a pesquisa; obtém a informação, se estiver
disponibilizada, e/ou solicita a informação; se a informação não for
relevante, reinicia a pesquisa.

O documento do Guidelines for Distance Learning Library Services arrola
ainda alguns serviços essenciais que a biblioteca deve oferecer ao aluno offcampus:

�-serviços de referência;
-serviços bibliográficos e informacionais baseados em computador;
-acesso confiável, rápido e seguro às redes da instituição e outras, inclusive à
Internet;
-serviços de orientação;
-programa de instrução ao usuário destinado a habilitá-lo a usar com
independência recursos informacionais ao mesmo tempo em que satisfaz as
necessidades de alunos e professores dos programas à distância;
-auxílio com equipamento e midia não-impressa;
-acordos para empréstimos entre bibliotecas respeitando as práticas de "fair use"
da lei de copyright;
-serviço de entrega rápida de documentos tais como transmissão eletrônica e
malotes;
-accesso a serviços de reserva de materiais, respeitando as políticas de "fair use"
-horários adequados de serviços, tendo em vista maximizar oportunidades de
acesso pelos usuários;
-promoção de serviços bibliotecários para a comunidade dos cursos à distância,
incluindo políticas documentadas e atualizadas, regulamentos e procedimentos
para o desenvolvimento sistemático da administração dos recursos.
Apesar de Muller (2000), acrescentar que recomendações
estão

longe

da

realidade,

as

bibliotecas

podem

procurar

ainda

atender

as

recomendações mais desejadas pelos alunos off-campus. Como fazer isso?
Através de um planejamento bibliotecário unido ao estudo de usuários e adaptar
cada serviço à realidade da instituição. O que não se pode deixar nunca de lado é
a opinião do usuário, que é nosso objetivo final: atende-lo cada vez melhor.
Pela leitura feita em diversos artigos, acredita-se que a melhor
biblioteca a contribuir para ensino à distância seria a biblioteca híbrida que é a
mistura da biblioteca tradicional com a biblioteca digital. Isso porque, como já
afirmado anteriormente, a biblioteca Híbrida possui o melhor dos dois mundos. Já
que a realidade impressa impera sobre a digital e virtual.

�CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como vimos, existem várias maneiras de aliar qualidade com comodidade;
ou seja, as novas tecnologias de informação e comunicação permite que
troquemos, enviemos e armazenemos informações em tempo real. O que resta
então, é podermos trabalhar de forma conjunta de modo a oferecer ao nosso
usuário a opção mais fácil, eficaz e eficiente do usuário conseguir o que quer.
É importante que saibamos administrar bem nossa biblioteca, seja ela
virtual, digital ou híbrida, para oferecer condições favoráveis ao ensino à
distância. Administrando-a bem, oferecendo serviços que satisfaçam às
necessidades dos usuários, conseqüentemente contribuiremos para um ensino de
qualidade e facilitaremos o acesso a informação.
O Guidelines for Distance Learning Library Services citado por Mueller
(2000) acrescenta ainda que
Os recursos e serviços bibliotecários nas instituições de ensino
superior devem satisfazer as necessidades de todo o corpo
docente, discente e técnico, onde quer que esses indivíduos
estejam localizados, seja no campus universitário principal, fora do
campus, em programas de ensino à distância ou extensão ou
quando não há nenhum campus; em disciplinas cursadas por
créditos ou não; em programas de educação continuada; em
disciplinas presenciais ou transmitidas eletronicamente; ou
qualquer outro meio de educação à distância.

É conveniente ressaltar as dificuldades para implantação de um serviço de
bibliotecas para o ensino à distância: colaboração entre as instâncias da
universidade, ou seja, nem todos os departamentos estão preparados para
atender os alunos off campus; infra estrutura tecnológica e humana para manter e
desenvolver o sistema. Nas universidades públicas a questão pessoal é uma das
maiores dificuldades, pois, com atendimento online, o prestador de serviço deve
fazer inclusive o papel que seria do aluno: tirar cópia, selecionar textos, folhear
livros etc.

�Cabe, então, aos coordenadores destes cursos estudarem a melhor
maneira, o melhor serviço e também o melhor tipo de biblioteca capaz de atender
a tais necessidades de informação.

DISTANCE TEACHING: AS THE FUTURE LIBRARIES CAN CONTRIBUTE TO
THE STUDENTS OFF CAMPUS
ABSTRACT
It discusses the contribution of future libraries for the distance teaching. It is
defined that understand for the distance teaching and the future libraries: digital,
virtual and hybrid. Through the analysis of the literature, It tries to answer as the
libraries of the future can contribute for the student's off campus formation. It is
ended that will be rendered the librarian's work in spite of changing the way as the
services is revealed of significant importance for the success of any pedagogic
project.
KEY WORDS: Distance teaching. Libraries: hybrid, digital and virtual. Libraries
and distance teaching.
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Disponível em
&lt;http://www.rj.senac.br/psenac/ead/portalcte/areas/estudo%20faz%20censo.htm&gt;
Acessado em 10 Jul 2004.

∗

Bibliotecária Coordenadora da Biblioteca Jorge Félix de Souza do Centro Federal de Educação
Tecnológica de Goiás - Rua 75 no. 46 Setor Central - Goiânia Go - CEP 74055-110 – Brasil –
Fone : (62) 212-5050 ramal 106 andreaps@cefetgo.br
∗∗
Professora Doutora do Curso de Biblioteconomia da Faculdade de Comunicação e
Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás - Campus II Samambaia. CEP 74000 -000 –
Brasil – Fone: 521 1335 suely@facomb.ufg.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Ensino à distância: como as bibliotecas do futuro podem contribuir para o aprendizado do aluno off-campus.</text>
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              <text>Discute a contribuição das bibliotecas do futuro para o Ensino à Distância. Define-se o que se entende por ensino à distância e por bibliotecas do futuro: digitais, virtuais e híbridas. Através da análise da literatura, tenta-se responder como as bibliotecas do futuro podem contribuir para a formação do aluno off campus. Conclui-se que apesar de mudar o modo como os serviços serão prestados o trabalho do bibliotecário revela-se de significativa importância para o sucesso de qualquer projeto pedagógico.</text>
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