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                  <text>COMPORTAMENTO E CULTURA INFORMACIONAL VISTOS
ATRAVÉS DE UMA PUBLICAÇÃO DIGITAL
Gildenir Carolino Santos∗
Eliana Marciela Marquetis∗∗
Marilda Truzzi∗∗∗

RESUMO
O trabalho relata a experiência de editoração, pela Biblioteca da Faculdade de
Educação da Universidade Estadual de Campinas, do periódico ETD - Educação
Temática Digital. Usando os conceitos e princípios da gestão do conhecimento, é
mostrado o trabalho efetuado junto aos professores da referida faculdade para
utilizar o citado periódico quando da publicação de seus artigos. Apresenta as
dificuldades encontradas para aceitar a construir uma publicação digital na área
humanista da Educação, visto que a maioria dos professores e pesquisadores
desta Faculdade trabalha com mais intensidade com a publicação impressa, não
tendo em vista as vantagens de estarem publicando e buscando artigos pela
forma eletrônica. Apontam as áreas temáticas, ou seja, os Grupos de Pesquisa
que iniciaram o primeiro fascículo da revista digital e que continuam alimentandoa de forma constante com idéias e trabalhos de suas produções técnicocientíficas, onde hoje tem grande aceitação da comunidade acadêmica por
estarem não só encontrando artigos de qualidade, mas também produzindo de
forma digital os seus artigos, com os demais estados brasileiros, cuja editoração
está sob a responsabilidade da biblioteca da faculdade.
PALAVRAS-CHAVE: Periódico digital. Gestão do conhecimento. Publicação
digital em educação. Periódico eletrônico. Periódico científico.

1 INTRODUÇÃO

No mundo globalizado em que vivemos atualmente, a informação é de
fundamental

importância

para

a

geração

de

novos

conhecimentos,

desenvolvimento da sociedade, de produtos, sendo necessária à difusão e
compartilhamento dessas informações, de modo a que o desenvolvimento
humano tenha continuidade.
De acordo com Davenport e Prusak (1998, p. 6):
Conhecimento é uma mistura fluida de experiência condensada,
valores, informação contextual e insight experimentado, a qual
proporciona uma estrutura para a avaliação e incorporação de
novas experiências e informações. Ele tem origem e é aplicado na

�mente dos conhecedores. Nas organizações, ele costuma estar
embutido não só em documentos ou repositórios, mas também em
rotinas, processos, práticas e normas organizacionais.

O conhecimento “é a fonte de poder de mais alta qualidade e a chave para
a futura mudança de poder” (NONATA ; TAKEUCHI, 1977, p. 5). Para se obter
conhecimento, gerá-lo e conseqüentemente ter o poder, a informação é
necessária. Porém, essa máxima tem mudado, como coloca Chait (1999, p. 124)
“conhecimento é poder, transformou-se em ‘compartilhar o conhecimento é
poder’. Conseqüentemente, não se trata de mudar a cultura e sim modificar
algumas regras para que as pessoas ajam de maneira diferente”.
Pela definição de conhecimento dada pelos autores, podemos constatar
que uma unidade de informação, bem como os produtos gerados por ela, são
fontes riquíssimas que contém conhecimento permitindo que as organizações
façam uso do mesmo, de modo a transformá-lo, transmitindo e gerando novos
conhecimentos. Desse modo, toda fonte de informação disponibilizada e
compartilhada contribuirá para todo o processo de geração do conhecimento,
permitindo a troca de conhecimento entre os indivíduos.
Com o advento das novas tecnologias, o compartilhamento e o acesso à
informação foram facilitados, contribuindo para mudanças no comportamento
quando da obtenção da informação. Para Gonçalves Filho (2001, p.56):

O maior valor da tecnologia na gerência do conhecimento é o de
estender o alcance e aumentar a velocidade da transferência do
conhecimento. A tecnologia da informação permite que o
conhecimento de um indivíduo ou de um grupo seja utilizado por
outros membros da organização ou por seus parceiros de negócio
em todo o mundo. A tecnologia também contribui na codificação
do conhecimento e, muitas vezes, na sua geração.

Desse modo, o presente trabalho tem por objetivo demonstrar como a
gestão do conhecimento está presente em uma unidade de informação, relatando
a experiência para se publicar um periódico eletrônico, a ETD - Educação
Temática Digital, editado pela Biblioteca da Faculdade de Educação da
Universidade Estadual de Campinas (BFE/UNICAMP), onde se trabalhou com os
conceitos usados na gestão do conhecimento, de modo a mudar o

�comportamento das pessoas envolvidas, bem como compartilhar as informações
geradas pelos grupos de pesquisa da citada faculdade.

2 TRABALHANDO CONCEITOS
É necessário antes de tudo, apresentarmos um referencial teórico sobre os
termos e defini-los de acordo com a situação em que se destaca o nosso trabalho.
A gestão do conhecimento é definida, segundo Rossatto (2003, p. 7) como
“um processo estratégico contínuo e dinâmico que visa gerir o capital intangível
da empresa e todos os pontos estratégicos a ele relacionados e estimular a
conversão do conhecimento.”
Teixeira Filho (2000, p. 97) entende a gestão do conhecimento “como uma
coleção de processos que governa a criação, disseminação e utilização do
conhecimento para atingir plenamente os objetivos da organização. Dessa forma,
ela está relacionada a processos e também a produtos na empresa”.
A gestão do conhecimento em seu sentido mais atual e de acordo com
Terra e Gordon (2002, p. 57) pode ser “considerada o esforço para melhorar o
desempenho humano e organizacional por meio da facilitação de conexões
significativas”, significando, na opinião dos mesmos autores,
[...] garantir que todos dentro da organização tenham acesso ao
conhecimento da organização, quando, onde e na forma que eles
necessitam; ajudar e motivar que detentores de conhecimentos
importantes compartilhem seu conhecimento, tornando mais
simples o processo para esses indivíduos codificarem parte de
seu conhecimento e/ou colaborarem com outros. (TERRA ;

GORDON, 2002, p.57).
A informação por si só na gestão do conhecimento acaba sendo irrelevante
e insignificante se não estiver em um contexto. Assim, Terra e Gordon (2002, p.
58) colocam que “uma das maiores preocupações da gestão do conhecimento é a
provisão de contexto para a informação disponível”. Os autores continuam
afirmando que se faz necessário o enriquecimento da informação, adicionando
detalhes tais como: “quem criou a informação? Qual a formação dos autores?
Onde e quando a informação foi criada? Por quanto tempo a informação vai

�continuar a ser relevante, válida e atualizada? Quem mais pode ter interesse ou
pode ter conhecimento correlato? Quando ela foi aplicada ou se mostrou ser útil?”
(TERRA; GORDON, 2002, p.58-59).
Algumas premissas (objetivos) são fundamentais para a gestão do
conhecimento e, de acordo com Davenport (2002) são elas:
Discutir a importância da administração comportamental e cultural.
Detalhar

os

tipos

essenciais

de

comportamento

informacional:

compartilhamento, administração de sobrecarga de informações, redução de
significados múltiplos.
Descrever como os gerentes podem começar a causar mudanças.
Para os fins do presente trabalho, nos deteremos apenas no segundo
objetivo, verificando o que se entende por comportamento informacional,
compartilhamento, administração de sobrecarga de informações e redução de
significados múltiplos.
Para Davenport (2002, p.110), comportamento informacional ”se refere ao
modo

como

os

indivíduos

lidam

com

a

informação”.

Incluindo-se

no

comportamento “a busca, o uso, a alteração, a troca, o acúmulo e até mesmo o
ato de ignorar os informes”.
Quanto à cultura em relação à informação, Davenport (2002, p.110)
entende como “o padrão de comportamento e atitudes que expressam a
orientação informacional de uma empresa”. Muitas vezes, as preferências por
determinados

canais

de

comunicação

são

determinadas

pela

cultura

informacional existentes nas organizações.
O compartilhamento das informações é o ato voluntário de colocar as
informações à disposição de outros, sendo diferente de relatar, pois isto é uma
troca involuntária de informações. O compartilhar implica em vontade.
(DAVENPORT, 2002, p. 115).
Para Nonaka e Takeuchi (1977, p. 8):

�Compartilhar a mesma compreensão a respeito do que a empresa
representa, que rumo está tomando, em que tipo de mundo quer
viver, e como transformar esse mundo em realidade torna-se
muito mais importante do que processar informações subjetivas. O
autores continuam conclusões, insights e palpites altamente
subjetivos são parte integrante do conhecimento.

Compartilhar, para Rossato (2003, p.14):
“é a categoria que agrupa as ações relacionadas à socialização,
as quais objetiva, estimulam, facilitam ou proporcionam a troca de
conhecimento tácito entre os indivíduos”. Segundo a mesma
autora “esses indivíduos e seus conhecimentos, competências,
habilidades, experiências e rede social constituem o capital
intelectual”.
Capital intelectual é o conjunto de conhecimentos, em sua maioria
tácitos, detidos pelos membros da organização que os capacita a
atuar em várias situações para criar ativos tangíveis e intangíveis,
que constituem a vantagem competitiva da empresa. Esses
conhecimentos constituem um ativo intangível de propriedade do
próprio indivíduo e não da organização, mas podem ser utilizados
por ela para gerar riqueza, sendo, porém, de difícil identificação e
compartilhamento. (ROSSATO, 2003, p.18).

A explosão bibliográfica e as novas tecnologias acarretam um acúmulo de
informações. A administração da sobrecarga de informações consiste em saber
fazer uso de forma integral de todas as informações que são geradas na
organização. A tendência do ser humano é ignorar certas informações e não fazer
uso delas, devido a processos cognitivos pré-estabelecidos.
Exemplificando, muitas pessoas preferem a forma impressa à digital e
assim, quando recebem alguma informação sob essa forma ela ignora, não
havendo um envolvimento maior da pessoa.
Devido ao grande volume de informações, muitas vezes um mesmo termo
tem vários significados. Para esses vários significados, Davenport (1998) coloca
como “significados múltiplos”, onde ele mesmo afirma que os significados
múltiplos possuem vantagem e desvantagem, como segue:
Vantagem: quando se pensa em uma nova maneira de definir um termo, isso
mostra o interesse do gerente com o negócio.

�Desvantagem: como compartilhar conhecimento se não falam uma linguagem
comum?
Assim, “os significados múltiplos devem ser gerenciados e controlados”
(DAVENPORT, 2002, p.126). Como exemplo podemos citar um tesauro para
controlar os significados múltiplos.
Com a finalidade de compartilhar os conhecimento gerado através das
pesquisas

desenvolvidas

na

Faculdade

de

Educação

da

UNICAMP

(FE/UNICAMP), foi criado o periódico ETD - Educação Temática Digital. Quando
da proposta de criação do periódico, vários conceitos presentes na gestão do
conhecimento foram utilizados, como veremos a seguir.

3 O PERIÓDICO CIENTÍFICO: ETD – EDUCAÇÃO TEMÁTICA DIGITAL
A FE/UNICAMP desde o início de suas atividades em 1972 tem
consolidado o seu papel na formação dos futuros educadores, com o intuito de
garantir novas formas de vinculação entre a teoria e a prática, valorizando o
espaço para a pesquisa na formação docente, com investimentos institucionais
que englobam a captação de recursos financeiros para a promoção projetos
relacionados a infra-estrutura da Faculdade, recursos humanos e materiais, no
sentido de criar condições favoráveis ao pleno desenvolvimento de pesquisas e
projetos educacionais. (SANTOS; PASSOS, 2002).
Nesse sentido a BFE/UNICAMP, tomou a iniciativa de promover a
divulgação da produção intelectual da Faculdade, idealizando a Revista On-line
da Biblioteca Prof. Joel Martins, atualmente ETD – Educação Temática Digital.
Inicialmente os bibliotecários da BFE/UNICAMP com a colaboração de 3
(três) alunos (1 de graduação e 2 de pós graduação), que participaram da revista
como voluntários, divulgaram o projeto da Revista, através de pequenas
apresentações para alguns grupos de pesquisa da Faculdade. A idéia tinha como
principal objetivo agregar as áreas temáticas destes grupos de pesquisa, bem
como divulgar a produção intelectual da Faculdade, promover o intercâmbio de
informações entre os pares da Academia. (SANTOS; PASSOS, 2002).

�A princípio foi acordado que como a Revista não possui um Comitê
Editorial para avaliação dos artigos, a responsabilidade pelo conteúdo das
informações seria de cada grupo, sendo que o Coordenador do Grupo ficaria
responsável pela revisão do teor de cada artigo a ser publicado, com relação à
normalização e padronização da estrutura do artigo, esta seria função dos
bibliotecários da BFE/UNICAMP.
Fazer a publicidade da revista na Faculdade de Educação/UNICAMP, foi
uma tarefa dispendiosa, pois a consolidação do produto que estava sendo
oferecido, dependia exclusivamente da colaboração dos artigos produzidos pelos
grupos participantes e principalmente no fator confiança, por se tratar de um
projeto inovador dentro da Instituição.
Acontece em 1999 a concretização do projeto da Revista On-line da
Biblioteca Prof. Joel Martins, como citado anteriormente, hoje com o nome de
ETD – Educação Temática Digital, como uma publicação quadrimestral
(atualmente semestral) composta por artigos produzidos por alguns dos vários
grupos de pesquisa da FE/UNICAMP e instituições convidadas, transformando a
Revista em uma fonte de pesquisa nos diversos canais e em formato digital, com
textos completos de artigos em português e inglês, com o formato HTML1 e PDF2
de acesso gratuito. (SANTOS; PASSOS, 2002).
O gerenciamento e diagramação eletrônica (tratamento técnico dos
documentos) da revista são realizados pelos próprios bibliotecários da
BFE/UNICAMP, juntamente com a colaboração de alunos voluntários e membros
da equipe técnica da revista.
A Comissão Editorial da revista, conta com a participação de um
representante de cada coordenador temático, além dos convidados de outras
instituições em cada área.
A revista possui normas para a sua estruturação, e adota para
padronização as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT),
que orienta com relação à descrição bibliográfica de dados coletados na Internet
ou em outro meio magnético.
1

HTML – Hypertext Markup Language.

�Como fonte de registro, a revista está cadastrada e patenteada, possuindo
o controle de ISSN3 indicada para publicações seriadas, e indexada nas bases de
dados bibliográficos da Biblioteca da Faculdade de Educação, Edubase e
Sumários Correntes de Periódicos On-line, estando também em processo de
indexação em outras bases, tanto nacionais e estrangeiras.

4 INSTITUIÇÃO ENVOLVIDA E TEMAS TRADADOS NA PUBLICAÇÃO
Como já mencionamos anteriormente, a instituição envolvida nesse
processo de gestão do conhecimento foi a Universidade Estadual de Campinas,
representada pela Faculdade de Educação com os Grupos de Pesquisa e Ensino
e a BFE/UNICAMP.
Os temas tratados pelos Grupos de Pesquisa4, desde o início da
construção da revista são os seguintes: Cidadania &amp; Movimentos Sociais
(GEMDEC); Comunicação e Tecnologia (TIC´s); Educação e Arte (LABORARTE);
Educação e Saúde (PRAESA); Educação na América Latina (GEPALC); Escola e
Diversidade (LEPED); Estudos Piagetianos &amp; Psicologia Genética (LPG);
Gerontologia (NEAPE); Gestão Educacional (LAGE); História da Educação
(HISTDBR); Filosofia da Educação (PAIDÉIA); Instituição Escolar e Organizações
Familiares (FOCUS); Leitura e Alfabetização (ALLE); Planejamento Educacional
(LAPPLANE); Surdos e Linguagem (GPPL), e tivemos a abertura da área
Biblioteconomia &amp; Ciência da Informação, representada pela BFE/UNICAMP.

5 RECURSOS MATERIAIS E HUMANOS EXISTENTES
A revista contou desde o início de sua constituição com recursos materiais
e humanos providos da BFE/UNICAMP sem nenhum recurso externo à biblioteca
ou à Faculdade.
Dessa forma, tivemos os seguintes recursos materiais (local, equipamentos
e software) e humanos:
2

PDF – Portable Document File – Tipo de arquivo do software Acrobat (Writer e Reader) da empresa Adobe.
International Standardization Serial Number.
4
Para saber mais sobre os Grupos de Pesquisa e Ensino e suas siglas, acessar: www.fae.unicamp.br
3

�Espaço físico da BFE/UNICAMP para as reuniões e estruturação da revista.
Utilização de um computador para a editoração da revista e do servidor da
Biblioteca para armazenagem da ETD.
Softwares utilizados: FrontPage para estruturação das páginas em HTML;
editor de texto Word para arranjos e estruturação dos textos (artigos) e Adobe
Acrobat Writer para estruturação dos textos no formato PDF referente a
questão de segurança dos artigos.
Os dois bibliotecários, juntamente com três alunos voluntários (graduação e
pós-graduação), executaram os serviços de editoração e normalização
técnica.

6 UTILIZANDO OS CONCEITOS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO PARA
CRIAÇÃO DO PERIÓDICO ETD
Nessa trajetória da construção do periódico ETD, aos dias atuais,
verificamos após todo esse processo, como foi administrada a mudança de
comportamento com a existência da publicação digital.
Antes de tudo, tínhamos que conscientizar os docentes e pesquisadores sobre a
disseminação seletiva da informação, e propor uma parceria no compartilhamento das
pesquisas em andamento, através de artigos digitais para a comunidade acadêmica,
sabendo que a clientela da área de humanas, não tem como preferência lidar e
operacionalizar a tecnologia de informação e comunicação por meio de uma publicação
digital, uma vez que eles gostam e trabalham com mais intensidade com a publica
impressa.
Em relação à mudança de comportamento (reações), podemos notar essa
diferença,

durante

a

apresentação

coletiva

aos

Grupos

de

Pesquisa

(aproximadamente 10 grupos presentes), que a equipe da BFE/UNICAMP fez
apresentando a proposta da construção da publicação digital, onde se
destacaram as seguintes reações:

�Medo da mudança do impresso para o digital.
Insegurança de disponibilizar o que era de interesse local ao público em geral
na Internet.
O que lucrariam com esse ato(do impresso para o digital).
Não havia confiança e nem crédito de que a infra-estrutura e a equipe
poderiam dar certo na construção da publicação digital.
Se o título pertencente à biblioteca não iria ficar restrito localmente.
Em

seguida,

os

bibliotecários

responsáveis pela reunião, deram

esclarecimentos e informações de como seria a publicação digital.
A produção gerada na publicação digital teria o mesmo valor acadêmico
tanto quanto a produção impressa encaminhada aos órgãos avaliadores, como o
Datacapes, Qualis5, ANPED, ou outro órgão de pesquisa.
Assim, após a apresentação, os docentes questionaram quanto aos direitos
autorais dos artigos, pois não se sentiam confortáveis disponibilizando artigos
pela Internet, já que a Internet não garante proteção aos direitos autorais, apenas
para formatos eletrônicos, de acordo com a lei nº 9.610/98.
Os bibliotecários esclareceram aos docentes e pesquisadores que os
artigos estariam num formato seguro PDF6, que é um tipo de arquivo de
compactação, que permite a visualização do documento da mesma forma do
original, sem modificações, difícil de serem copiados, poderiam apenas ser
impressos a longa distância.

Dessa forma também, citamos como exemplos

dois grandes diretórios de publicações digitais que estavam se consolidando no
período de 1999: ProBE7 e SciELO 8.
Os diretórios foram apresentados para os pesquisadores e docentes, e
colocada à missão de cada um deles, focalizando o nosso propósito inicial de nos
mostrar para o mercado da informação também.

5

Qualis – programa de avaliação de periódicos da CAPES/CNPq.
PDF – sigla de Portable Documento File, é um arquivo de domínio da empresa Adobe, que desenvolveu o
Acrobat Writer, programa para gerar o PDF, tornando-se um software proprietário.
7
ProBE – Programa Biblioteca Eletrônica - diretório que gerencia títulos de periódicos na integra, criada
pela FAPESP e administrado atualmente pelo CRUESP
8
SciELO – Scientific Electronic Library On-line – diretório de periódicos nacionais brasileiros na íntegra,
criado pela BIREME.
6

�Foi explicado que tanto para o ProBE, quanto para o SciELO, a intenção da
criação da revista digital era de impactar o mercado da informação, especialmente
na área de humanas que carece de tal artefato, onde a metodologia utilizada de
ambas as bases, não impediria o crescimento e futuramente a possível inclusão
da nossa publicação no SciELO.
Com isso, chegamos a convencer os Grupos de Pesquisa e docentes
presentes na reunião que o não compartilhamento não cria vantagens
competitivas.

7 GERENCIANDO E CONTROLANDO SIGNIFICADOS MÚLTIPLOS
Na questão do gerenciamento e controle dos significados múltiplos,
baseado nos fundamentos de Davenport (2002), podemos destacar alguns deles
que são apresentados na construção da revista digital e que só podemos
perceber, quando executamos todo o processo em sua finalização. Alguns desses
significados são:
Padronização das palavras-chave dada a cada artigo.
Utilização do Thesaurus BRASED9 para padronização dos termos.
Utilização da norma de referência bibliográfica na revisão bibliográfica dos
artigos pelos autores.

8 RESULTADOS ESPERADOS
Como resultados alcançados desta publicação digital, tivemos os
seguintes:
Credibilidade dos Grupos de Estudos e Pesquisa da FE.
Solicitação de instituições e Grupos externos para encaminhamentos de novos
artigos.
Fonte de referência para novos projetos editoriais.
Amplitude do Conselho Editorial no âmbito internacional
9

Para saber mais sobre o Thesaurus BRASED, acessar: http://www.inep.gov.br/pesquisa/thesaurus/

�Periódico aceito para indexação em bases nacionais e internacionais.
Instrumento de compartilhamento de informações produzidas localmente.
Avaliação por órgãos de fomento à pesquisa, como a CAPES (Qualis).

9 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Desde o início do projeto da revista, a proposta principal foi a de buscar o
aperfeiçoamento, para oferecer qualidade, tanto na construção da revista, quanto
na apresentação dos trabalhos, pesquisadores, pós-graduados, e outros
profissionais que decididamente firmaram um compromisso cultural e científico,
seja na área de educação, ensino superior, formação de professores,
biblioteconomia, estreitando os laços de conhecimentos diversos, que reunidos na
revista eletrônica, demonstram a preocupação de muitos com a história da
educação brasileira, com a política educacional e social do país, e com o
desenvolvimento da Ciência e Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC).
(SANTOS; PASSOS, 2002).
A gestão do conhecimento encontra-se fortemente presente no nosso diaa-dia e muitas vezes nem a percebemos. Todo o trabalho realizado, junto à
comunidade acadêmica da FE/UNICAMP, para a aceitação do periódico ETD Educação Temática Digital é um exemplo concreto do emprego da gestão do
conhecimento em unidades de informação. Trata-se de mais uma metodologia
para lidarmos com a explosão informacional que vivemos atualmente, sendo
perfeitamente aplicável e não sendo somente mais um modismo.
Podemos concluir o presente trabalhado, citando as palavras de Davenport
(1998):
É o uso da informação, não sua simples existência, que permite
aos gerentes tomar decisões melhores sobre produtos e
processos, aprender com os clientes e com a concorrência,
monitorar os resultados de seus atos. [...] Quando as pessoas
devem determinar por si mesmas como identificar e compartilhar a
informação, e até mesmo comportar-se diante dela, é improvável
que estejam fazendo o melhor uso possível daquilo que é,
inegavelmente, um importante recurso competitivo.

�REFERÊNCIAS
CHAIT, L.P. Se souber, conte a alguém. HSM Management, v. 14, p. 122-15,
maio/jun. 1999.
DAVENPORT, T.H. Cultura e comportamento em relação à informação. In:
______. Ecologia da informação: porque só a tecnologia não basta para o
sucesso na era da informação. São Paulo: Futura, 2002. Cap.6.
DAVENPORT, T.H.; PRUSAK, L. O que queremos dizer com conhecimento? In:
______. Conhecimento empresarial: como as organizações gerenciam o seu
capital intelectual. 5.ed. Rio de Janeiro: Campus, 1998. Cap.1.
GONÇALVES FILHO, C.; GONÇALVES, C.A. Gerência do conhecimento:
desafios e oportunidades para as organizações. Cadernos de Pesquisas em
Administração, São Paulo, v.8, n.1, p.47-59, 2001.
ROSSATTO, M.A. Gestão do conhecimento: a busca da humanização,
transparência, socialização e valorização do intangível.
Rio de Janeiro:
Interciência, 2003.
SANTOS, G.C. ; PASSOS, R. Gerenciamento e estruturação de periódicos
eletrônicos: a experiência do periódico ETD – Educação Temática Digital da
Faculdade de Educação da UNICAMP. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12., Recife. Anais eletrônicos... Recife: Ed.
UFPE, 2002. (Publicado em Mini CD-ROM).
SILVA, S.L. da. Informação e competitividade: a contextualização da gestão do
conhecimento nos processos organizacionais. Ciência da Informação, Brasília,
v.31, n.2, p.142-151, maio/ago. 2002
TEIXEIRA FILHO, J. Gerenciando conhecimento: como a empresa pode usar a
memória organizacional e a inteligência competitiva no desenvolvimento de
negócios. 2.ed. Rio de Janeiro: SENAC, 2001.
TERRA, J.C.; GORDON, C.. Gestão do conhecimento na era das redes. In:
______. Portais corporativos: a revolução da gestão do conhecimento. São
Paulo: Negócio, 2002. Cap. 3.

�ANEXO 1
Website do ETD – Educação Temática Digital

∗

Mestre em Educação pela Faculdade de Educação/UNICAMP; Bibliotecário-Diretor da Biblioteca
da Faculdade de Educação/UNICAMP - gilbfe@unicamp.br
∗∗
Mestre em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela PUC-Campinas; Doutora em
Educação pela Faculdade de Educação/UNICAMP; Bibliotecária-Chefe da Biblioteca do Centro de
Lógica e Epistemologia/UNICAMP – marciela@cle.unicamp.br
∗∗∗
Bibliotecária da Área de Planejamento da Biblioteca Central/UNICAMP – marilda@unicamp.br
Universidade Estadual de Campinas - Sistema de Bibliotecas. Av. Sérgio Buarque de Holanda,
s/nº - Cidade Universitária. 13083-970 Campinas - SP

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>O trabalho relata a experiência de editoração, pela Biblioteca da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, do periódico ETD - Educação Temática Digital. Usando os conceitos e princípios da gestão do conhecimento, é ostrado o trabalho efetuado junto aos professores da referida faculdade para utilizar o citado periódico quando da publicação de seus artigos. Apresenta as dificuldades encontradas para aceitar a construir uma publicação digital na área humanista da Educação, visto que a maioria dos professores e pesquisadores desta Faculdade trabalha com mais intensidade com a publicação impressa, não tendo em vista as vantagens de estarem publicando e buscando artigos pela forma eletrônica. Apontam as áreas temáticas, ou seja, os Grupos de Pesquisa que iniciaram o primeiro fascículo da revista digital e que continuam alimentando-a de forma constante com idéias e trabalhos de suas produções técnico-científicas, onde hoje tem grande aceitação da comunidade acadêmica por estarem não só encontrando artigos de qualidade, mas também produzindo de forma digital os seus artigos, com os demais estados brasileiros, cuja editoração está sob a responsabilidade da biblioteca da faculdade.</text>
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