<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="5097" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.libertar.org/items/show/5097?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-01T15:57:07-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="4166">
      <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5097/SNBU2004_167.pdf</src>
      <authentication>1f2db9e2c38fab400f0ab43e5dfb652b</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="55778">
                  <text>A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E A GERONTOCRACIA DO CONHECIMENTO
Maria Odaisa Espinheiro de Oliveira∗

RESUMO
A informação e o conhecimento, gerados desde a Antigüidade, precisam ser
organizados e disseminados por bibliotecas para melhor atender às necessidades de
seus usuários. Nesse contexto, o trabalho tem como objetivo refletir sobre a
biblioteca e a gerontocracia como termos voltados para a sabedoria. A biblioteca
universitária é o espaço para essa reflexão, em relação a gerontocracia do
conhecimento em serviços de informação. A análise é realizada por meio do estudo
comparativo dos dois termos. O resultado mostra que o olhar do dimensionamento
dos recursos de informação antigos é importante para redimensionar um outro
cenário, a fim de contribuir para o desenvolvimento de novas ações, nas prestações
de serviços, dentro de uma mudança de comportamento e, não somente, na
preocupação com a arquitetura da informação, colocando tecnologias e não pessoas
no centro do mundo da sabedoria.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca Universitária. Gerontocracia do conhecimento.
Recursos de informação.

1 INTRODUÇÃO
As palavras Biblioteca e Gerontocracia nos levam a uma reflexão para o
mundo de hoje. Enquanto a primeira destaca-se por seu caráter de organizar e
armazenar os documentos para disseminar a informação, a segunda chama a
atenção pela força e poder dos mais velhos na produção e na gestão do
conhecimento. A gestão entendida como ação de dirigir e controlar os esforços de
um grupo de pessoas para um esforço comum, com a finalidade de atingir eficiência
e resultados.
A informação e o conhecimento são armazenados desde a Antigüidade.
Contudo, só mais recentemente a informação tem atraído estudiosos de diferentes

�domínios do saber, no sentido de compreender seus mecanismos de produção,
processamento, disseminação e uso.
A Biblioteca Universitária é o espaço escolhido para refletir sobre o saber e o
poder, uma vez que este tipo de biblioteca, é entendido como armazenadora e
disseminadora do conhecimento produzido pela universidade e de saberes de um
modo geral, organizados com a missão de ser a facilitadora do acesso a este
conhecimento e possuidora de uma gerontocracia para melhor gerenciar esse
conhecimento.
Na perspectiva dialética, este trabalho parte da concepção de que o que é novo
ficar velho e o que é velho se torna novo. Dessa maneira, estruturalmente, este
estudo está organizado em três partes. Na primeira, apresenta um panorama geral
acerca da biblioteca como forma de saber para entender a biblioteca no contexto da
universidade, como Biblioteca Universitária. Logo em seguida é apresentada uma
breve reflexão sobre o termo gerontocracia, para entender a gestão do conhecimento
em serviços de informação como forma de poder. Do exposto, na terceira parte,
procede-se à análise comparativa dos dois termos biblioteca e gerontocracia a título
de considerações finais, quanto ao olhar lançado na evolução do conhecimento a
partir dos conhecimentos antigos.

2 A BIBLIOTECA COMO FORMA DE SABER
A biblioteca tem sua história no registro da informação e o homem na criação
de sistemas rudimentares para não dispersá-la. A escrita é a memória do
conhecimento do homem. Na Antigüidade os assírios, os sumérios e os babilônios
tinham seus arquivos e nessa época estes povos usavam placas de argila para
registrar o conhecimento que formavam suas bibliotecas. A utilização do papiro como
suporte da escrita foi um avanço e que, posteriormente, foi substituído pelo
pergaminho. As maiores bibliotecas encontravam-se em Alexandria, no Egito e o

�Museion, fundado por Ptolomeu I (323-285 a C.), era parte essencial da academia de
sábios sob sua proteção. (GATES, 19--).
Por aproximadamente sete séculos, a Biblioteca de Alexandria reuniu o maior
acervo de cultura e ciência que existiu na Antigüidade, sendo importante na história
da humanidade e, particularmente na história do livro e da biblioteca. Hoje, a
Biblioteca Alexandrina, como é chamada, está localizada à beira-mar do
Mediterrâneo, no campus da Universidade de Alexandria, no local do antigo
complexo da Biblioteca e do Museu. Essa nova biblioteca foi criada para ser pública
e acadêmica. (SALEM, 2002).
Segundo o artigo intitulado “Egito inaugura nova Biblioteca de Alexandria”
publicado no Estadão.com.br (2002), o complexo de Alexandria inclui três museus,
seis galerias, cinco institutos de pesquisa, um salão de conferência e um planetário.
Este artigo revela que a nova biblioteca em termos de acervo não é a maior do
mundo, mas a idéia é de que seja uma referência em novas tecnologias.
No entanto, é observado no mesmo jornal que com toda esta modernidade, há
o receio de que, nos dias de hoje, a nova biblioteca não seja considerada como um
espaço de liberdade intelectual, tal como na Antigüidade. Isto pelo perigo do
fanatismo religioso existente atualmente no Egito, o qual já resultou em censura e
destruição de livros.

Vale ressaltar que a biblioteca antiga foi importante no

desenvolvimento científico em diversas áreas, como astronomia, matemática e
medicina, incluindo, também o legado de Homero e a tradução do Antigo
Testamento.
Assim, desde a Antigüidade até hoje, vamos encontrar os vários meios de
registrar e disseminar a informação, procurando melhor atender aos usuários. Nos
tempos antigos, os reis usavam placas de argila para registrar o conhecimento; na
idade média o surgimento da universidade acelerou a produção de manuscritos e
com a invenção da imprensa o pensamento humano registrado pela escrita atingiu a
um número maior de pessoas. Atualmente a internet, como rede de informação e

�comunicação, tem a função de facilitar a organização e disseminação da informação
para a geração de novos conhecimentos.
Não podemos esquecer que o mais antigo e maior sistema do homem para
armazenar informações e transmiti-las de uma pessoa para outra é a linguagem e
que a biblioteca reflete o saber, a memória e a representação. Price (1976) mostra a
ciência desde a Babilônia e seu crescimento exponencial. Surge, então, a chamada
explosão da informação. Mas a resposta à explosão informativa do século XX foi à
utilização do computador para ordenar a informação registrada. A biblioteca, então,
como instituição social, participa das mudanças tecnológicas, adaptando-se às novas
tecnologias, com a utilização de computadores e da internet para formação de redes
cooperativas.
Mas, no limiar do século XX foi delineada uma nova função para a biblioteca,
sobrepondo-se à idéia de biblioteca como uma forma de organização do saber. O
saber e o poder foram considerados trajetórias paralelas. Além disso, a informação
foi vista como elemento estratégico para o ensino e a pesquisa e os sistemas de
informação para apoiar-se no sistema integral de ensino, permitindo um fluxo
ascendente daqueles que se interessavam pela investigação (MILANESI, 1983).
Esta evolução fez com que os locais de guarda, organização, preservação e
disseminação dos acervos, sofressem modificações que vão se refletir na arquitetura
física, na arquitetura da informação e no desenvolvimento do saber fazer. A
biblioteca está passando de uma organização totalmente ligada ao material impresso
para outra a ser armazenada sob a forma digital.
Assim, a biblioteca digital conectada a uma rede está sendo o resultado desta
evolução. A biblioteca, apesar de sua palavra ser considerada etimologicamente
“depósito de livro”, não permaneceu estática no decorrer dos anos no tempo e no
espaço. Ela tem sua evolução e, dentre as inúmeras especificações do termo
biblioteca,

pode-se

encontrar:

tradicional,

pública,

escolar,

universitária,

�especializada, ambulante ou itinerante, infantil, municipal, estadual, nacional, digital,
virtual, eletrônica, sem paredes, do futuro, e outros.

2.1 A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
A partir da queda do Império Romano até o século XII, a educação esteve nas
mãos dos mosteiros e a instrução era principalmente teológica. No entanto, o
aparecimento das escolas oficiais, o estudo da gramática latina, o surgimento da
escrita vernácula e as condições sociais e econômicas cada vez mais favoráveis
deram origem às universidades. (GATES, 19--). Como observa Martins (1996), a
fundação das universidades foi o grande acontecimento medieval que, de certa
forma, direciona o destino das civilizações. No continente europeu, as Bibliotecas
Universitárias da Idade Média ganharam o seu desenvolvimento no decorrer do
século XV.
Vale ressaltar que o ensino está ligado ao desenvolvimento das bibliotecas.
No século XVII, Comênius em seu pensamento educacional dava valor ao saber.
Para ele o saber tinha valor instrumental: saber para agir bem. Compreendeu o papel
do interesse na aprendizagem, partindo do princípio de que a escola deve ser
atrativa. (COMÊNIUS, 1978). Então, se a escola hoje não for atrativa como será a
biblioteca? Ou seja, se o aluno não tiver interesse pelo espaço escolar, deduz-se que
não terá interesse pela biblioteca.
As reformas do ensino procuram contribuir, também, com as bibliotecas. A
reforma do ensino de 1971 decretou a prática da pesquisa na escola, mas como
observa Milanesi (1983) a escola brasileira, com algumas variações, ainda leva o
aluno à reprodução de discursos. Para esse autor, o que é pior é que, esse sistema
de ensino no Brasil ainda domina as fases da escola e entra na Universidade.
A Universidade em seu Regimento e Estatuto, de um modo geral, diz que a
sua missão está no ensino, na pesquisa e na extensão. É neste espaço que se

�produz vários tipos de conhecimentos e esses conhecimentos armazenados em
bibliotecas contribuem para a geração de novos conhecimentos científicos, a partir
de experiências e teorias escritas.
Os estudos nos documentos mostram que a experiência passada, ao longo
dos anos, retrata a importância dos cientistas da informação e bibliotecários, para o
desenvolvimento das forças produtivas, decorrente do seu papel de facilitador da
comunicação e da informação para a geração do conhecimento.
No bojo desta discussão, é relevante ressaltar que para compreender a
Biblioteca Universitária é importante conhecer o seu caráter universal e diversificado.
Luck et al (2000) partem do princípio que universidades e bibliotecas se completam
com a missão de servir a sociedade. Mas, especificamente, ser a mediadora da
relação ensino-aprendizagem dos usuários aos quais servem.
Norteando-se por esse pressuposto, as autoras analisam a Biblioteca
Universitária no processo de mudança do modelo pedagógico e curricular, como
conseqüência da regulamentação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional. Consideram que a didática do aprender a aprender serve para motivar o
aluno a construir atitude de pesquisa, mas que para isso a Universidade deve existir
como ampliação do projeto pedagógico voltado para a pesquisa e a produção de
conhecimento. Neste contexto, essa biblioteca não deve esquecer o seu papel de
mediadora nesse processo de formação de profissionais, como também de poder de
conhecimento para melhor gerenciar a informação.

3 A GERONTOCRACIA COMO FORMA DE PODER
Gerontocracia etimologicamente é entendida como “o poder dos mais
velhos” e considerada também, como gestão ou administração (GERONTOCRACIA,
2001). É uma palavra de grande ressonância para as várias áreas do conhecimento
humano. Pode-se observar que o tema da velhice conta com uma literatura tão

�antiga como a humanidade. O envelhecimento é um processo de complexidade
infinita, que afeta a estrutura e mais que a estrutura, a arquitetura química e física da
célula. Contudo, desde os mais remotos tempos da humanidade, as pessoas
longevas com maior experiência de vida foram respeitadas nas sociedades
primitivas.
Do saber acumulado da experiência de vida emana a autoridade e, por este
motivo, é freqüente encontrar nos povos primitivos e ainda em muitos dos chamados
civilizados ou de tecnologia superior dos nossos dias, a gerontocracia como forma de
governo.
Para a antropologia a velhice pode ser enfocada de diversos modos: desde o
ponto de vista da antropologia física até o ponto de vista da antropologia cultural.
Esta última se concentra no papel que a maturidade desempenha em uma cultura,
em um grupo étnico.
Na área da medicina, pode-se encontrar ao final do século XXI, o poderoso
complexo médico-industrial que dominará a economia mundial e o poder está nas
mãos de uma gerontocracia de seres atentos, principalmente, a dos últimos avanços
da tecnologia médica que tem de permitir alargar a duração da vida humana.
As tecnologias e o saber são de grande importância para o século XXI. Os
políticos de Barcelona, na Espanha, falam da importância do conhecimento e do
progresso científico em um país rico e moderno. O pensamento é que Barcelona
deve converter-se em um dos “centros mundiais do conhecimento” e a “capital
européia das tecnologias da informação”. Mas, para não perder o trem do futuro e
não se deixar levar por euforias tecnológicas, Martín (2000) diz que apostaria em
outra das linhas que marcará o século XXI. Este professor da “Columbia University” e
visitante da Universidade “Pompeu Fabra”, pensa como atrair os melhores cientistas
do mundo para trabalharem em Barcelona. Para ele, se o século XX tem sido o
século da liberalização da mulher, o século XXI será o século da gerontocracia. Este
autor mostra que a primeira industria da Califórnia, não é a informação e sim o

�turismo, impulsionado, sobretudo, pela terceira idade.

Para Martín os catalães

deveriam atuar sem medo na carreira da gerontocracia.
Na área de Ciência Política, segundo Capdeville (2000?), a gerontocracia tem
recebido pouca atenção para entender o declínio do comunismo no mundo e muitos
aspectos da decadência política no México. Este autor observando a realidade
mexicana diz que as eleições de 2000 foram bem claras. “La juventud está llena de
futuro, la vejez está llena de pasado”. Analisando essa concepção política, observase que apesar dos problemas citados no governo dos mais velhos, a juventude
precisa ler mais para um futuro melhor a partir da experiência do passado. Daí a
importância do conhecimento.
Para a área da Biblioteconomia e Ciência da Informação o termo
gerontocracia é inovador. É considerado como o poder do conhecimento dos mais
velhos. Tal conceito contribuirá para ampliar, significativamente, a produção de
novos saberes científicos e tecnológicos. Para a gestão de Biblioteca Universitária o
poder do conhecimento é importante para melhor atender as necessidades da
biblioteca e de seus usuários, através dos serviços de informação. Pois o poder está
diretamente relacionado às diversas formas de conhecer.

3.1 A GERONTOCRACIA DO CONHECIMENTO
O conhecimento faz parte do ser humano. O próprio homem produz o seu
conhecimento para que seja disseminado na sociedade, mas como se vive numa
realidade multidimensional, não se estuda estas dimensões separadamente. Não se
pode compreender o ser humano somente através dos elementos que o constituem.
Há uma interação entre os indivíduos que formam um conjunto e a sociedade
possuidora de uma língua e de uma cultura que transmite aos indivíduos. Daí a
necessidade de um modo de conhecimento que permita compreender como as
organizações e os sistemas produzem.

�O nosso sistema de ensino privilegia a separação em vez de praticar a ligação.
Assim, o homem deveria estender seu poder de reflexão aos conhecimentos
científicos, bem como à literatura e à poesia, alimentando-se ao mesmo tempo de
ciência e de literatura como faziam os homens da ciência e da literatura no passado.
Morin (1999) observa que partimos de um pensamento complexo e o problema do
conhecimento torna-se um desafio para nós. Para este autor só podemos conhecer o
todo se conhecermos as partes que o compõem. Neste pensamento, uns dos
desafios do século XX era: “a compartimentação e a disjunção entre cultura
humanística e cultura científica, acompanhadas pela compartimentação entre as
diferentes ciências e disciplinas. (MORIN, 1999, p.39).
Isto porque, em sua concepção, a cultura humanista revitaliza as obras do
passado e a cultura científica só valoriza as aquisições do presente. Em sua análise
comparativa, entre o saber medieval e o contemporâneo, mostra que o primeiro era
demasiado bem organizado e coerente e o segundo disperso. Mas já existe uma
reorganização do saber em andamento como a ecologia científica e como a ecologia
da informação. Isto é em uma visão holística.
Para o desenvolvimento da tecnologia é importante o conhecimento. Como
explica Davenport (2000, p. 15) “só a tecnologia não basta para o sucesso na era da
informação”. Este autor mostra que pouca atenção é dada aos fatores humanos
quando são elaborados os projetos informacionais e com isso suas pesquisas
mostram que ninguém considera o ambiente informacional em suas empresas bemadministrado.
Isto leva a considerar que o conhecimento “é a informação mais valiosa e,
conseqüentemente, mais difícil de gerenciar” (DAVENPORT, 2000, p. 19). É aí que
entra a sabedoria. O planejamento ecológico permitirá evolução e interpretação,
precisando da abordagem ecológica do gerenciamento da informação mais
comportamental e mais prática dos que os grandes projetos realizados na arquitetura
da informação.

�Dessa maneira, um fato importante é que os padrões da arquitetura da
informação envolvem documentos e que uma evolução do SGML (Standard
Generalized Markup Language), começou a revolucionar a maneira de distribuir e
exibir informações. A criação do “world wide web” veio facilitar conectar documentos.
E, dessa forma, a evolução das tecnologias de informação e comunicação tornou-se
possível para indexação, recuperação, disseminação e uso da informação, na
grande rede, com a utilização das ferramentas de busca. Por meio da “web” pode-se
acessar documentos hipertextuais dos mais variados assuntos e de diferentes
arquiteturas de informações textuais, sonoras e imagéticas.
Esses são alguns dos acontecimentos que têm transformado o cenário social
da vida humana, em uma revolução tecnológica concentrada nas tecnologias da
informação, remodelando a base material da sociedade em ritmo acelerado neste
novo milênio. Como observa Castells (2000), a flexibilidade de gerenciamento foi um
processo de reestruturação do próprio capitalismo e a organização das empresas em
redes, tanto interna quanto em suas relações com outras empresas, foi um avanço.
Neste sentido, o conhecimento e a informação são elementos cruciais para o
desenvolvimento. No entanto, enfatiza este estudioso no assunto que, o importante
no modo informacional de desenvolvimento é a ação do conhecimento.
A gestão do conhecimento surge, então, como uma metodologia de gestão
que se preocupa tanto com o processo de inovação, como de produção para
determinar a vantagem competitiva da empresa. Pode ser entendida como a forma
de administração e aproveitamento do conhecimento das pessoas para a
organização da empresa. Porém, é interessante observar que cada vez temos maior
certeza que uma metodologia adequada, é importante não só para a gestão do
conhecimento como, também, para a gestão de recursos informacionais. Ambos são
projetos distintos, mas que se complementam.
Segundo Paula (2002), em sua experiência sobre a Gestão Integrada de
Recursos Informacionais, a gestão é modelada pela visão holística sob o enfoque
metodológico e tecnológico. Para ela as organizações cada vez mais necessitam de

�agilidade operacional, uma vez que esta operação está relacionada com a
competência e uso de tecnologia para a administração de suas funções, juntamente
com a gestão do conhecimento. Deve-se observar que o processo de globalização
do acesso à informação vem criando expectativas no mundo atual. Como observa
ZAHER (2002), o compartilhamento de recursos informacionais em redes, já é uma
temática discutida e já vem sendo praticada pelo profissional da informação. Cabe
lembrar que a forma e os instrumentos desse processo vem sendo alterado, em
especial, com a propagação da cultura digital, responsável por influências de
comportamentos individuais e em grupos.

4

CONSIDERAÇÕES GERAIS
Ao analisar os termos Biblioteca e Gerontocracia observa-se que ambos os

termos evoluíram. No decorrer do tempo o conceito de biblioteca passa de “depósito
de livros” para ser dinâmico visando ao usuário e o de gerontocracia de “velho”
passa a ser novo na dinâmica da gestão do conhecimento.
No estudo comparativo, infere-se que a palavra biblioteca tinha a concepção
de depósito de livro - uma idéia arcaica - que evoluiu e foi dada uma nova concepção
de saber e poder. A gerontocracia apesar de ter o velho em sua palavra (geron)
passa, também, a ter um conceito novo de saber e poder.
A mudança para a melhoria das bibliotecas universitárias observa-se que está
na maneira de atender seus usuários, a partir da compreensão do contexto em que a
Universidade está inserida e de sua contribuição para desenvolver a sociedade em
redes.
Assim, o conhecimento das bases de dados, no que diz respeito à
organização dos dados, critérios de busca, chaves de acesso, escopo, como
recursos e serviços, torna-se essencial para poder extrair maior número de
informações relevantes e, dessa maneira, o aprendizado é indispensável. Logo os

�serviços de informação que se realizam em meio ao funcionamento de redes e
serviços cooperativos, faz com que as bibliotecas avancem no contexto acadêmico e
científico.
Por fim, olhar o dimensionamento dos serviços – voltados à preocupação com
a arquitetura da informação que coloca tecnologias e não pessoas no centro do
mundo da sabedoria - torna-se importante para redimensionar um novo cenário, a fim
de contribuir para o desenvolvimento de novas ações nas prestações de serviços,
dentro de uma mudança de comportamento, em relação à inclusão social.

ABSTRACT

The information and the knowledge, generated since the Antiquity, need to be
organized and to be spread by libraries better to attend the necessities of its users. In
this context, the work has as objective to reflect about the library and the
gerontocracy as terms directed toward the wisdom. The university library is the space
for this reflection, in relation the gerontocracy of the knowledge in information
services. The analysis is realized by means of the comparative study the two terms.
The result shows that the look of the dimension of the old resources of information is
important to amplify one another scene, in order to contribute for the development of
new actions, in the renderings of services, inside of a change of behavior and, not
only, in the concern with the architecture of the information, placing technologies and
not people in the center the world of the wisdom.
KEYWORDS:
information.

University library. Gerontocracy of the knowledge. Resources of

REFERÊNCIAS

CAPDEVILLE, Rubén. Los problemas de la gerontocracia. 2000? Disponível em:
http://www.prodigyweb.net.mx/capde1/Articulos/Gerontocracia.htm. Acesso em: 30
abr. 2004.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. 4. ed. Tradução: Roneide Venâncio
Majer, com a colaboração de Klauss Brandini Gerhardt. São Paulo: Paz e Terra,
2000. 617p. (A Era da Informação: economia, sociedade e cultura, v.1).

�COMÊNIUS, João Amos. Didática magna. Tradução de Nair Fortes Abu-Merhy. Rio
de Janeiro: Editora Rio, 1978. 299p.
EGITO inaugura nova Biblioteca de Alexandria. ESTADAO. com. Br , 16 out. 2002.
Disponível em: http://www.estadao.com.br/divirtase/notícias/2002/out/16/66.htm.
Acesso em: 06 jul. 2004.
GATES, Jean Key. Como usar livros e bibliotecas. s..l.: Lidador, 19--, 258p.
GERONTOCRACIA. In: HOUAISS, Antonio; VILLAR, Mauro de Salles. Dicionário
Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p.1448.
LUCK, Éster Hermes et al. A biblioteca universitária e as diretrizes curriculares do
ensino de graduação. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 11, 2000. Florianópolis. Anais eletrônicos... Disponível em:
http://snbu.bvs.br/snbu2000. html/. Acesso em: 25 maio, 2003.
MILANESI, Luiz. O que é biblioteca. São Paulo: Brasiliense, 1983. 107p. (Coleção
primeiros passos, 94).
MARTINS, Wilson. A palavra escrita: história do livro e da biblioteca. 2. ed. Ver.
Atual. São Paulo: Ática, 1996. 519p.
MARTÍN, Xavier. Gerontocracia. 2000. Disponível em:
http://www.columbia.edu/~xs23/catala/articles/gerontocracia/gerontocracia.htm.
Acesso em: 30 abr. 2004.
MORIN, Edgar. Da necessidade de um pensamento complexo. In: MARTINS,
Francisco Menezes; SILVA, Juremir Machado da (Orgs). Para navegar no século
21: tecnologias do imaginário e cibercultura. Porto Alegre: Edipucrs/Sulina, 1999.
288p.
PAULA, Rosália Paraíso Matta de. GIRI-Gestão Integrada de recursos
Informacionais e Conhecimento Empresarial: relato de uma experiência de 16 anos
de aplicação no mercado brasileiro. In: INTEGRAR – CONGRESSO
INTERNACIONAL DE ARQUIVOS, BIBLIOTECAS, CENTROS DE
DOCUMENTAÇÃO E MUSEUS, 1. São Paulo, 2002. Textos... São Paulo: Imprensa
Oficial SP, 2002. p. 367-385.

�PRICE, Derek de Solla. A ciência desde a Babilônia. Tradução de Leonidas
Hegenberg e Octanny S. da Mota. Belo horizonte: Itatiaia, São Paulo: EDUSP, 1976.
189p. (O homem e a Ciência, v.2).
SALEM, Shawky. Information drive in Egypt with no barriers, no limits in the new
millennium: case study Biblioteca Alexandrina. In: INTEGRAR – CONGRESSO
INTERNACIONAL DE ARQUIVOS, BIBLIOTECAS, CENTROS DE
DOCUMENTAÇÃO E MUSEUS, 1. São Paulo, 2002. Textos... São Paulo: Imprensa
Oficial SP, 2002. p. 499-510.
ZAHER, Célia Ribeiro. Capturando no espaço cibernético: a aquisição sem fronteiras.
In: INTEGRAR – CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS, BIBLIOTECAS,
CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO E MUSEUS, 1. São Paulo, 2002. Textos... São
Paulo: Imprensa Oficial SP, 2002. p. 673-690.

∗

Universidade Federal do Pará – UFPA. Departamento de Biblioteconomia. Campus Universitário do
Guamá, Av. Augusto Correia, 1 - 66.075.010 - Belém - Pará – Brasil. E-mail: odaisa@ufpa.br

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="46">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51369">
                <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51370">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51371">
                <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51372">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51373">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51374">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51375">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51376">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51377">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="55761">
              <text>A biblioteca universitária e a gerontocracia do conhecimento.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="55762">
              <text>Oliveira, Maria Odaisa Espinheiro de</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="55763">
              <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="55764">
              <text>UFRN</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="55765">
              <text>2004</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="55767">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="55768">
              <text>A informação e o conhecimento, gerados desde a Antigüidade, precisam ser organizados e disseminados por bibliotecas para melhor atender às necessidades de seus usuários. Nesse contexto, o trabalho tem como objetivo refletir sobre abiblioteca e a gerontocracia como termos voltados para a sabedoria. A biblioteca universitária é o espaço para essa reflexão, em relação a gerontocracia do conhecimento em serviços de informação. A análise é realizada por meio do estudo comparativo dos dois termos. O resultado mostra que o olhar do dimensionamento dos recursos de informação antigos é importante para redimensionar um outro cenário, a fim de contribuir para o desenvolvimento de novas ações, nas prestações de serviços, dentro de uma mudança de comportamento e, não somente, na preocupação com a arquitetura da informação, colocando tecnologias e não pessoas no centro do mundo da sabedoria.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="68601">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
