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                  <text>A CHARGE ELETRÔNICA COMO INSTRUMENTO FACILITADOR NA
INCLUSÃO DOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS
Eliane Ferreira da Silva∗

RESUMO
A reflexão sobre a inclusão digital surge com base no desenvolvimento das novas
tecnologias e tem implicações na sociedade e no quotidiano das pessoas. Sendo
assim, constitui um desafio ainda maior para os portadores de necessidades
especiais, vítimas de empecilhos e dificuldades de acesso ao meio físico e digital
e de interação com ele. Os desdobramentos são conseqüências sociais no
trabalho, na educação, no lazer e no acesso à informação para atualizar acerca
do que se passa no mundo. A inclusão dessas pessoas é uma questão de
consciência ética para a redução das desigualdades e contribui para a plenitude
da cidadania. Nessa perspectiva, apontamos para uma forma não tradicional de
inclusão social através da charge eletrônica como um instrumento de
representação áudio-visual da informação. Normalmente temperada com humor,
ela possui estratégias argumentativas que favorecem a compreensão da
realidade, estimulam o raciocínio crítico, a participação social e a inserção no
mundo, além de características como a abrangência planetária e a apresentação
da modalidade oral e escrita da língua e das imagens. Tudo isso facilita a leitura
para os que são portadores de necessidades especiais. No âmbito educacional,
esta é uma pesquisa exploratória e tem por objetivo ser um auxílio para o ensino e
a aprendizagem. Sua relevância reside na eleição de um tema que permita a
inclusão de questões de urgência social para desenvolver um trabalho educativo e
melhorar a qualidade de vida.

REFLEXÕES INICIAIS

A delimitação do tempo na história faz parte da consciência histórica da
humanidade e se reflete nos discursos e na comunicação. Vivemos em um tempo
marcado por grandes descobertas, transformações e contradições, o tempo da
modernidade, conforme denominado por Habermas (2002, p. 10).
Para Castells (2001, p. 31), a nova sociedade emergente é a sociedade
informacional. Embora marcada por variações consideráveis nos diversos países,
está relacionada ao passado e confere à humanidade sua história universal.

�Na época atual, encontramos rápidas transformações tecnológicas e fatores
sociais pré-existentes em um complexo processo de interação. Isso resulta em
uma forma paradoxal do ser na sociedade informacional. De um lado há o
progresso da ciência e da tecnologia; do outro, há uma crise da racionalidade. É
por isso que Habermas (2002, p. 412) apresenta a subjetividade como princípio da
modernidade. Esse princípio explicaria simultaneamente a superioridade do
mundo moderno e sua tendência à crise; trata-se de o mundo do progresso, bem
como do espírito alienado (HABERMAS, 2002, p. 25).
Contraditoriamente, na modernidade, a sociedade da informação revela sua
face traçada por dilemas de ordem moral e ética (DEMO, 2001). Surgem novas
questões como a inclusão digital dos portadores de necessidades especiais.
Embora

haja

muita

informação

e

conhecimento,

que

permitiriam

o

desenvolvimento individual, bem como das competências necessárias para a
participação social efetiva, isso não é o suficiente. Encontramos os excluídos
sociais e os não iniciados em computadores; os que não estão familiarizados com
as novas linguagens e as novas formas de comunicação. Além disso, há os que
têm essas barreiras aumentadas pelo acréscimo em suas dificuldades de inclusão,
por serem portadores de necessidades especiais.
A partir da década de 80, a revolução tecnológica da informação foi
implantada nos moldes da lógica e dos interesses do capitalismo avançado.
Segundo Castells (2001, p. 32), a estrutura social está unida ao surgimento de um
novo modo de desenvolvimento, o informacionalismo, historicamente moldado
pela reestruturação do modo capitalista de produção. Isso constitui um dos fatores
para as desigualdades continuarem crescentes e visíveis.
Para os que têm necessidades especiais, poder acessar de alguma forma a
tecnologia para entrar no mundo da informação é apenas o começo. Silveira
(2001, p. 5) identifica “a falta de crédito, a carência de tecnologia e a deficiência da
educação” como os “elementos essenciais do ciclo da pobreza”. Muitas vezes, os
que têm necessidades especiais pertencem a esse ciclo. O citado autor acredita

�que, para vencer as dificuldades, é necessário enfrentá-las. Esse seria o primeiro
passo para subjugá-las. Isso significa o combate à exclusão digital.
No entanto, a estatística que mostra as desigualdades é reveladora. Para
destacar apenas alguns pontos, segundo Silveira (2001, p. 18) salienta, os 24
países mais ricos do mundo abrigam 15% da população da Terra e concentram
71% de todas as linhas telefônicas.
No Brasil, o destaque é para São Paulo. Em 1996, a cidade detinha 41% de
todo o tráfego telefônico do país. Esses números revelam os extremos de
conectividade. Relativo à estatística das dificuldades dos portadores de
deficiência, o citado autor não faz nenhuma alusão. Obviamente elas existem. Mas
os portadores de necessidades especiais estão relacionados entre todos os
demais que sofrem com a exclusão social e digital.
As contradições são como realidades interdependentes, entrelaçadas como
os fios de uma teia. Todavia, este é um tempo de novas possibilidades de
interação e intervenção. Fatores como a criatividade, o empreendedorismo, a
pluralidade cultural, entre outros, podem afetar o avanço das aplicações
tecnológicas e sociais. O progresso atual está correlacionado aos eventos do
passado e proporcionam novas possibilidades de comunicação, transmissão da
informação, atualização dos discursos, construção de conhecimento. Tudo isso
pode e deve ser aproveitado a favor de todos.
Na sociedade da informação, há desafios, incertezas e temor. Contudo, ela
também fornece a base de sustentação às iniciativas que visam preparar a
sociedade como um todo para enfrentar e tomar partido nas tendências e
transformações (WERTHEIN, 2000, p. 73). Para enfatizar esse ponto, podemos
incluir a citação:
A flexibilidade que caracteriza a base do novo paradigma é, talvez,
o elemento que mais fortemente fundamenta as especulações
positivas da sociedade da informação. É ela que incorpora, na
essência do paradigma, a idéia de “aprendizagem”. (WERTHEIN,
2000, P. 73).

�(...) vários pontos remotos podem ser conectados graças à
telemática em teleconferências nas “salas de aulas virtuais” seja
sob a forma audiográfica mais simples ou em videoconferências.
(WERTHEIN, 2000, P. 74).

Muitas das novas tecnologias da informação estão sendo pensadas e
repensadas para integrá-las na educação e no mundo da informação. Nas
comunicações,

essas

tecnologias

proporcionam

uma

gama

enorme

de

comunidades virtuais. Na educação, apesar dos desafios e dificuldades, abre-se a
oportunidade para a elevação da capacidade educacional ser repensada e
revertida a favor da inclusão digital e social dos portadores de necessidades
especiais. No trabalho, pode gerar a criação de novas oportunidades econômicas
para tais. Nesse viés, destacamos:
(...) muitas das promessas do novo paradigma tecnológico foram e
estão sendo realizadas, particularmente no campo das aplicações
das novas tecnologias à educação. Educação à distância,
bibliotecas digitais, videoconferência, correio eletrônico, grupos de
“bate papo”, e também voto eletrônico, banco on-line, vídeo on
demand, comércio eletrônico trabalho à distância, são hoje parte
integrante da vida diária na maioria dos grandes centros urbanos
no mundo. (WERTHEIN, 2000, P. 75).

Diante de todo esse campo de aplicação, devemos estar atentos para
novas oportunidades. Por isso, torna-se apropriado chamar a atenção para este
artigo que anuncia uma nova pesquisa que estuda uma antiga forma de
comunicação

e

informação,

agora

estruturada

com

os

novos

recursos

tecnológicos, com repercussões sociais: a charge eletrônica.

COMUNICAÇÃO DA PESQUISA

Em diferentes épocas, as charges eram um testemunho sócio-históricocultural que revelava os problemas sociais e preservava a memória cultural, além
de refletir a cultura e as incoerências da sociedade. Na época atual, ela revela as
contradições da atual sociedade da informação e registra a interação dialética

�entre a sociedade da informação e a tecnologia. Agora, a charge em suporte
eletrônico também possui uma narrativa oral e pode ainda ter sua informação
entendida com a ajuda da música. Isso facilita a leitura para os que possuem
necessidades especiais no campo da visão.
Consideramos necessário um enfoque especial na educação para a
inclusão dessas pessoas no grande conteúdo informacional disponível em rede. É
preciso orientá-las sobre como obter conhecimento e compreender os novos
gêneros, as novas narrativas; lidar com a expectativa enciclopédica que as novas
tecnologias proporcionam, conforme garante Murray (2003):
“Tão importante quanto a enorme capacidade dos meios
eletrônicos é a expectativa enciclopédica que eles induzem. Uma
vez que toda forma de representação está migrando para o
formato eletrônico e todos os computadores do mundo são
potencialmente acessíveis entre si, podemos agora conceber uma
única e compreensível biblioteca global de pinturas, filmes, livros,
jornais, programas de televisão e bancos de dados, uma biblioteca
acessível de qualquer parte do globo.” (MURRAY, 2003, p. 88).

Isso suscita um amplo debate na sociedade e no campo educacional.
Devido à grande quantidade de informação, uma forma com que a educação pode
contribuir é fazer uso da linguagem iconográfica, no sentido de favorecer a
compreensão dos diversos usos da língua em meio eletrônico e da leitura
imagética. Com esse objetivo em mente, iniciamos esta pesquisa. Pretendemos
investigar possibilidades de ensino de cunho interdisciplinar na escola, tendo
como base da investigação o estudo teórico das potencialidades da charge
eletrônica como meio de informação e de educação.
Neste artigo, não pretendemos idealizar programas específicos, nem
conteúdos determinados em diferentes disciplinas. Apenas estamos relatando o
início da pesquisa, que está em fase de delimitação, coleta de dados e
levantamento bibliográfico pertinente. Com a comunicação da pesquisa através
deste artigo, desejamos abrir possibilidades de reflexões de usos para os
educadores e todos os interessados em novos instrumentos pedagógicos. A

�charge eletrônica facilita a exposição das contradições da atual sociedade da
informação e o faz de forma lúdica. Ela oferece um registro diário da interação
dialética entre a sociedade da informação e as novas tecnologias. Portanto, esse
arquivo das memórias da atual sociedade merece ser bem aproveitado.
Além disso, desejamos chamar a atenção para a importância do objeto de
estudo - a charge eletrônica - como fonte de informação, cultura e educação na
construção de: conhecimento, inclusão social pela compreensão do mundo vivido,
construção de identidade individual e coletiva, no caso dos portadores de
necessidades especiais. Ao mesmo tempo, incrementar uma maior integração na
prática educativa através do uso da charge eletrônica como meio que possibilita
aos alunos a aprendizagem através da linguagem iconográfica e o uso do lúdico
como recursos para a participação ativa e crítica (PARÂMETROS..., 2000;
GUIMARÃES, 1999). Dessa forma, os educadores podem vincular o ensino com a
vida concreta e com outras possibilidades de leitura dos acontecimentos e
informações de sua época histórica.
Na pesquisa, a metodologia empregada assume uma perspectiva de
investigação que se adequou à abordagem de base qualitativa e interpretativista.
Sendo assim, não se propõe a testar hipóteses, tampouco adotar métodos e
técnicas de estudos experimentais. Ao contrário, partilha a abordagem
interpretativista, que é vista hoje como a maneira mais adequada de produzir
conhecimento em Ciências Sociais. (TRIVIÑOS, 1987; CHIZZOTTI, 2001; GIL,
1999).
Por tratarmos da compreensão crítica do sentido das comunicações, seu
conteúdo manifesto e as significações implícitas e explícitas, revelados para uso
do professor, optamos pelo quadro metodológico da Análise de Conteúdo. Para
Bardin (1977, p. 30, 31), a Análise de Conteúdo é um conjunto de técnicas de
análise das comunicações, seja qual for a natureza do suporte. Segundo o citado
autor, esse método é marcado com rigor por uma variedade de formas
investigativas, adaptáveis à aplicação no campo das comunicações.

�Sendo assim, por se tratar da charge eletrônica, uma expressão artística de
comunicação e de idéias em um novo suporte, optamos por adotar esse método
na pesquisa.
A relevância desta pesquisa está no ineditismo concernente à área. Desde
o fim do século passado, Fazenda (1995) indica a importância de serem
realizados estudos para ampliar as abordagens no campo educacional, pela
realização de pesquisa não-convencional. Isso pode proporcionar a possibilidade
de novas formas de ensino interdisciplinar e a inclusão de cidadãos no cenário da
atual sociedade da informação.
Com esse tipo de pesquisa inovadora, é possível desenvolver formas
pedagógicas alternativas para o ensino e a integração-inclusão dos portadores de
necessidades especiais e, conseqüentemente, suas famílias.

Também um

instrumento alternativo nas mãos de profissionais que atuam nessa área.
A narrativa das charges possibilita experimentar novas formas de ser, viver
e ver o mundo, ultrapassando os limites e as barreiras do nosso universo imediato.
Conforme bem expressou Murray (2003) sobre a arte narrativa baseada em
formatos tecnológicos, procedimentais, participativos, enciclopédicos e espaciais:
“pode incrementar nosso repertório de ações, alargar os modelos
pelos quais apreendemos e interpretamos o mundo, transformar os
modos com que pensamos uns nos outros e como nos tratamos
mutuamente”. (MURRAY, 2003, p. 10).

Portanto, podemos perceber que, além de serem comunicativas, elas são,
primariamente, educativas. Ao transformarem os modos como pensamos e
tratamos o próximo, podem ser capazes de atuar nas esferas de interlocução mais
complexas e atuar como um estímulo à inclusão dos excluídos. Também podem
promover atividades complementares com o uso do lúdico, resgatando a alegria
no aprender (GUIMARÃES, 1999). De uma forma não-convencional, favorecem ao
estímulo ao raciocínio crítico; proporcionam condições para que o aluno portador
de necessidades especiais, através da leitura imagética das narrativas das

�charges eletrônicas, possa construir conhecimento que o capacite para um
processo de leitura e aprendizagem permanente, ao usar novas formas de
linguagens e de gêneros resultantes das novas tecnologias. Isso é algo de suma
importância, pois, conforme afirma Demo (1998, p. 9), “o futuro da educação
passará pela instrumentação eletrônica”. Essa pesquisa pode contribuir com uma
abordagem teórica para novas aplicações que favoreçam o desempenho no
campo prático, inclusive na educação formativa dos portadores de necessidades
especiais.

CONCLUSÃO
Referindo-se à exclusão social, Demo (2002, p. 16) afirma: “O que pode
‘curar’ a pobreza não são benefícios, mas a constituição de um sujeito social
capaz de história própria, individual e coletiva.”. Com isso, concluímos que a
educação é muito importante. Para incluir um sujeito social capaz de história
própria, individual e coletiva, faz-se necessário que a tônica seja dada à educação.
A escola desempenha um papel preponderante a favor da inserção do indivíduo
no mundo atual. Ela deve propiciar a capacitação de competências em função dos
novos saberes que requerem o domínio de novas tecnologias e linguagens.
A introdução de novos recursos pedagógicos que utilizam as novas
tecnologias e novas linguagens depende de novas pesquisas. Elas podem
estimular novas práticas pedagógicas, melhorar o ensino e a aprendizagem,
favorecer a inclusão digital e social, sobretudo quando pensamos na inclusão dos
portadores de necessidades especiais na sociedade da informação, que exige o
domínio das novas tecnologias e das novas linguagens.
A leitura das charges pelas pessoas em geral sempre foi muito popular e o
uso da tecnologia abriu novas oportunidades. Os professores podem ter nelas
exemplos de situações reais de comunicação para usar na prática escolar. Por
outro lado, esse é um gênero que não tem sido ensinado em sala de aula. Uma
pesquisa como esta constitui uma boa oportunidade para a escola estar em

�sintonia com o seu tempo e com as necessidades de um sempre crescente
número de profissionais e de pessoas desejosas de inserir-se no novo contexto
tecnológico. Os alunos podem ficar familiarizados com a leitura de imagens e a
alfabetização visual, pois a dinâmica do ensino com o uso das charges eletrônicas
favorece um contato constante com imagens.
No contexto atual, as novas demandas de trabalho e sua relação com o
conhecimento exigem aquisição e desenvolvimento de novas competências, um
processo contínuo em termos de aprendizagem. Isso renova as demandas da
escola. Apesar de estarmos no início dos estudos do gênero charge eletrônica, é
pretensão desta pesquisa contribuir para a prática pedagógica, estimular o
raciocínio e facilitar o entendimento crítico das informações. Uma forma de
aprender a aprender, (DEMO, 2002, p. 85), que propicia incluir todas as pessoas
sem distinção, para que eles possam exercer seus direitos e deveres. Ajuda a
formar cidadãos capazes de atuar com desenvoltura, competência e dignidade,
sobrepujando algumas barreiras dos portadores de necessidades especiais.

REFERÊNCIA

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70,1977.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede - a era da informação: economia,
sociedade e cultura, v. 1. São Paulo: Paz e Terra, 2001.
CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. São Paulo :
Cortez Editora, 2001. DEMO, Pedro. Questões para a teleducação. Petrópolis:
Vozes, 1999.
DEMO, Pedro. Charme
2002.

da exclusão social. São Paulo: Editores Associados,

_______. Conhecimento moderno: sobre ética e intervenção do conhecimento.
Petrópolis: Vozes, 2001.
_______. Desafios modernos da educação. Petrópolis: Vozes, 2002.

�FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. A pesquisa em educação e as transformações
do conhecimento. Campus: Papirus, 1995.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de
Atlas,1999.

pesquisa social. São Paulo:

GUIMARÃES, Maria Luiza de Andrade. O tempo e o espaço da alegria na escola:
um mergulho nas atividades complementares. São Paulo: Arte &amp; Ciência, 1999.
HABERMAS, Jürgen. O discurso filosófico da modernidade. São Paulo: Martins
Fontes, 2002.
MURRAY, Janet H. Hamlet no Holodeck: o futuro da narrativa no ciberespaço. São
Paulo: Unesp, 2003.
PARÂMETROS Curriculares Nacionais: artes, língua portuguesa, apresentação
dos temas transversais. Brasília: Mec, 2000.
SILVEIRA, Sergio Amadeu da. Exclusão digital: a miséria na era da informação.
São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2003.
THE COLUMBIA Encyclopedia 2003: base de dados. Disponível
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TRIVIÑOS, Augusto N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa
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WERTHEIN, Jorge. Information society and its challenges. Ci. Inf. [online].
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Disponível
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&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019652000000200009&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em: 28 de março de 2004.

∗

Eliane_silva@uol.com.br

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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2004</text>
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          <name>Type</name>
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          <name>Description</name>
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              <text>A reflexão sobre a inclusão digital surge com base no desenvolvimento das novas tecnologias e tem implicações na sociedade e no quotidiano das pessoas. Sendo assim, constitui um desafio ainda maior para os portadores de necessidades especiais, vítimas de empecilhos e dificuldades de acesso ao meio físico e digital e de interação com ele. Os desdobramentos são conseqüências sociais no trabalho, na educação, no lazer e no acesso à informação para atualizar acerca do que se passa no mundo. A inclusão dessas pessoas é uma questão de consciência ética para a redução das desigualdades e contribui para a plenitude da cidadania. Nessa perspectiva, apontamos para uma forma não tradicional de inclusão social através da charge eletrônica como um instrumento de representação áudio-visual da informação. Normalmente temperada com humor, ela possui estratégias argumentativas que favorecem a compreensão da realidade, estimulam o raciocínio crítico, a participação social e a inserção no mundo, além de características como a abrangência planetária e a apresentação da modalidade oral e escrita da língua e das imagens. Tudo isso facilita a leitura para os que são portadores de necessidades especiais. No âmbito educacional, esta é uma pesquisa exploratória e tem por objetivo ser um auxílio para o ensino e a aprendizagem. Sua relevância reside na eleição de um tema que permita a inclusão de questões de urgência social para desenvolver um trabalho educativo e melhorar a qualidade de vida. </text>
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          <name>Language</name>
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