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COMPETÊNCIA INFORMACIONAL: perfil dos profissionais da informação bibliotecário de instituições de ensino superior privando do município de
João Pessoa – PB
INFORMATION LITERACY: profile of the information professional – librarian
woman. private College-degree teaching institutions in the city of João
Pessoa in the Brazilian State of Paraíba.
Eliany Alvarenga de Araújo - Universidade Federal da Paraíba/UFPB/Brasil
E-mail: y.alvarenga@gmail.com
Maria Meriane Vieira Rocha – Faculdades de Ciências Médicas da Paraíba/Brasil
E-mail: meriane.vieira@gmail.com
RESUMO
Atualmente, na sociedade da informação, o perfil do profissional da informação bibliotecários mudou em decorrência, entre outros motivos, do uso intensivo das
tecnologias de informação e comunicação. Para atuar neste novo contexto, este
profissional deve ter a habilidade de solucionar problemas, de aprender a
aprender, de aprender independentemente, de questionar, de desenvolver
pensamento lógico, ou seja, deve ser competente em informação. Assim esta
pesquisa objetiva identificar e analisar as competências informacionais
demandadas pelos profissionais da informação - bibliotecários que atuam junto a
Instituições de Ensino Superior Privadas no Município de João Pessoa – PB,
mediante pesquisa de campo feita por meio de questionário semi-estruturado. Os
dados coletados e analisados sugerem que as principais competências
informacionais exigidas são: educação continuada, qualificação frente às novas
tecnologias de comunicação e informação, domínio de outras línguas, capacidade
de identificar e repassar as informações necessárias ao usuário com agilidade e
precisão. As competências informacionais demandadas sugerem a necessidade
de uma inserção mais proativa do profissional da informação no mercado de
trabalho, uma vez que, com a globalização as oportunidades de atuação
profissional são variadas, entretanto exigem atualização, postura gerencial e
compromisso contínuo com o usuário da informação no sentido de obter as
informações demandadas no tempo e com a atualização necessária.
Palavras-chave: Competência informacional. Profissional da informação.
Bibliotecas Universitárias.

�2
ABSTRACT

Nowadays, in the information society, the profile of the information professional has
changed because of, among other reasons, the intensive use of new information
technologies. In order to work in this new context, this professional must have the
ability of solving problems, of learning how to learn, of learning independently, of
questioning, of developing a logical reasoning, meaning they must be informationcompetent. This research has the objective of identifying and analyzing the
informational competences an information professional must have—these
professionals are librarians who work in Private College-degree teaching
institutions in the city of João Pessoa in the Brazilian State of Paraíba—and the
field research was made through semi-structured questionnaires. The collected
and analyzed data suggest that the main informational competences are:
continuing education, qualification due to the new communication and information
technologies, foreign language knowledge, and ability to identify and communicate
the necessary information with agility and precision. The required information
competences suggest a need of a more proactive insertion of the information
professional in their working field; since globalization in one hand offers more
working opportunities, on the other hand it also demands current awareness of
emerging technologies, managerial posture and continuous commitment with the
client.
Key words: Information professional. Information literacy. University University
Library.
1 INTRODUÇÃO

Nos dias atuais as exigências do mercado de trabalho em relação aos
profissionais da informação - bibliotecários, têm aumentado muito, devido ao
advento da globalização que gera entre outros fatos – a ampliação e a velocidade
do fluxo de informação entre países e mercados e das novas tecnologias de
informação e comunicação (TICs). Partindo dessa premissa algumas perguntas se
fazem necessárias: Estariam estes profissionais capacitando-se para essas novas
exigências do mercado de trabalho? Qual o atual perfil exigido pelo mercado de
trabalho em termos dos profissionais da informação - bibliotecários? Que
competências devem ter esses profissionais para atender a tais demandas?
Espera-se que respostas a estas questões possam ajudar a inserção mais efetiva

�3
dos profissionais da informação no mercado de trabalho, uma vez que, com a
globalização as oportunidades estão crescendo e abrindo novas perspectivas
constantemente. Dessa forma no contexto dessa pesquisa objetivamos identificar
e analisar as competências informacionais demandadas pelos profissionais da
informação – bibliotecários de instituições de ensino superior privadas do
município de João Pessoa – PB.
2 COMPETÊNCIA INFORMACIONAL – ABORDAGEM CONCEITUAL
A transferência à aplicabilidade da aprendizagem é um requisito básico
para que os profissionais da informação – bibliotecários tenham como facilitador
das condições de trabalho integrado entre educadores e bibliotecários para o
desenvolvimento da competência informacional. Deve ser levado em consideração
que para ser competente em informação esse profissional tenha um aprendizado
ao longo da vida. Belluzzo (2005, p. 22) acrescenta que competência
informacional é:
procedimento contínuo de interação e internalização à
compreensão da informação e de sua abrangência, em busca da
fluência e das capacidades necessárias para a geração de
conhecimentos novos e sua aplicabilidade ao cotidiano das
pessoas e das comunidades ao logo da vida.

Conforme Bruce (1998); Bundy (2001 apud CAMPELLO, 2003, p. 2), o
termo competência informacional (information literacy) começou a ser usado nos
Estados Unidos com o intuito de:
designar habilidades ligadas ao uso da informação eletrônica, ele
foi assimilado pela classe bibliotecária e atualmente insere-se de
forma vigorosa no discurso dos bibliotecários americanos, sendo
alvo de interesse crescente por parte de bibliotecários de outros
países.

Diante dos conceitos acima entendemos competência informacional, como
sendo o conjunto de conhecimentos profissionais que possam estar ligadas ao

�4
perfil do profissional da informação. Esses conhecimentos podem ser expressos
em como o profissional pode ter atitudes, em aprender a lidar com as novas
tecnologias, em aprender a aprender, em desenvolver suas habilidades, ou seja, o
profissional deve, diante das novas exigências do mercado ser competente nos
seus aprendizados e atitudes profissionais. Diante disso o bibliotecário passaria do
profissional que antes era um técnico, para ser um profissional que tem perfil de
natureza mais interdisciplinar, produzindo e defendendo conhecimentos, como
também refletindo sobre a realidade que o envolve.
A competência informacional segundo Campelo (2003, p. 6) “foi bandeira
erguida pela classe bibliotecária americana para tirar a biblioteca do estado de
desprestígio em que se encontrava” dessa forma Reis (1999 apud CAMPELLO,
2003, p. 6) acrescenta “os bibliotecários são incitados a tomar atitude proativa, a
fim de participar do esforço educativo que requer mais do que a visão ingênua e
simplista do processo de busca e uso da informação”.
No Brasil, segundo Campelo (2003, p. 2), o termo está em fase de
construção e foi usado pela primeira vez por Careganato (2000, apud CAMPELLO,
2003, p. 2) que o traduziu como “alfabetização informacional”. A própria Campelo
(2002, p. 3) traduziu o termo information literacy - competência informacional,
como catalisador das mudanças do papel da biblioteca em face das exigências da
educação no século XXI e acrescenta “devemos ter em mente a necessidade de
integrar, em nossas ações, os avanços teóricos e práticos já alcançados nos
estudos sobre competência informacional no Brasil”.
A competência informacional deve ser o requisito básico que o
profissional da informação deve ter para atuar bem em suas atividades, dessa
forma ele vai estar agregando valor ao seu conhecimento e fazendo um diferencial
competitivo. Deve ser levado em consideração que a competência informacional
está ligada também as habilidades de lidar com as tecnologias da informação e
suas ferramentas específicas.

�5
Para Dudiziak (2003, p.1) a competência é “o processo contínuo de
internalização

de

fundamentos

conceituais,

atitudinais

e

de

habilidades

necessárias à compreensão e interação permanente com o universo informacional
e sua dinâmica, de modo a proporcionar um aprendizado ao longo da vida”. Este é
o conceito adotado no contexto desta pesquisa
Após essas considerações, vemos que o conceito de competência tem
sentido multidimensional e abrange: iniciativa, responsabilidades, inteligência
prática, conhecimentos adquiridos e compartilhamento. O conhecimento existe
somente no ser humano e somente pode ser mobilizado pelas pessoas, o mesmo
acontece com a competência.
3 PROCEDIMENTOS METODÓLOGICOS:
3.1 Delimitação do Campo de Pesquisa
Existe hoje no Município de João Pessoa um total de quatorze IES
privadas. São elas: Institutos Paraibanos de Educação – UNIPÊ, Instituto de
Educação Superior da Paraíba – IESP, Faculdade de Enfermagem e Medicina
Nova Esperança – FACENE/FAMENE, Faculdade Paraibana – FAP, Faculdade de
Ciências Médicas da Paraíba, Associação de Ensino Renovado da Paraíba ASPER, LUMEN, Faculdade de Ensino Superior da Paraíba - FESP, Faculdade
Santa Emília de Rodat, Faculdades Unidas da Paraíba – UNIPB (antes Instituto
Linaldo Cavalcante), União dos Institutos Brasileiros de Tecnologia - UNIBRATEC,
UNIUOL, Faculdade Paraibana - FPB e Faculdade de Enfermagem São Vicente
de Paula. Estão distribuídos entre estas IES privadas vinte e sete profissionais de
informação - bibliotecários.
Considerando a amplitude deste universo, criamos uma amostra constituída
pelas seguintes IES privadas: Institutos Paraibanos de Educação – UNIPÊ,
Instituto de Educação Superior da Paraíba – IESP, Faculdade de Enfermagem e
Medicina Nova Esperança – FACENE/FAMENE. A escolha por estas três IES
privadas foi por que estas são as mais antigas e consolidadas no mercado e

�6
também por que elas têm em seus quadros um número maior de profissionais da
informação – bibliotecários, do que as onze IES privadas restantes. Vale salientar
que nesta amostra tivemos como sujeitos pesquisados treze bibliotecários.
Entretanto dentro desse contexto, apenas nove responderam ao questionário
enviado.
3.2 Etapas e Instrumentos de Pesquisa
A coleta de dados foi composta por um questionário semi-estruturado, que é a
junção de questões abertas e dirigidas. Minayo(2004, p.108)considera que o
questionário “combina perguntas fechadas (ou estruturadas) e abertas, onde o
entrevistado tem a possibilidade de discorrer o tema proposto, sem respostas ou
condições prefixadas pelo pesquisador”. A organização dos dados foi feita através
de técnicas quantitativas e qualitativas. Assim, no contexto desta pesquisa
utilizamos técnicas quantitativas (porcentagem – regra de três simples, utilizando
tabelas e quadros) e qualitativa (categorias temáticas ou reunião de significados
semelhantes, das falas coletadas, visando posterior análise e interpretação).
Nesta fase utilizamos a técnica de análise de conteúdo. Esta técnica é definida
como:
conjunto de técnica de análise de comunicação visando obter, por
procedimento sistemático e objetivo de descrição do conteúdo das
mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a
inferência de conhecimentos relativos a condições de
produção/recepção dessas mensagens. Bardin (1979 apud
MINAYO,2004,p.199).

Segundo Minayo (1994, p. 75) “cronologicamente, a análise de conteúdo
pode abranger as seguintes fases: pré-análise, exploração do material, tratamento
dos resultados obtidos e interpretação”.
4 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS
4.1 Caracterização dos pesquisados

�7
Num primeiro momento, apresentamos o perfil dos profissionais da
informação – bibliotecários pesquisados das IES privadas do município de João
Pessoa, em particular: UNIPÊ, IESP, FACENE/FAMENE. Em termos médios os
pesquisados foram mulheres (100%), em faixas etárias variadas (20 a 30 anos –
33,3%; 30 a 40 anos – 33,3%; 40 a 60 anos 33,3%). Em termos do nível de
formação temos que 88,9% tem especialização e o tempo de trabalho varia da
seguinte forma: 5 a 10 anos – 44,4%; 1 a 4 anos – 22,2%, 10 anos ou mais –
22,2%; e menos de 1 ano – 11,1%. A faixa salarial varia de 2 a 3 salários mínimos
– 33,3%; 3 a 4 salários – 22,2%;5 a 6 salários – 22,2%, 4 a 5 salários – 11,1% e 1
a 2 salários – 11,1%.
4.2

Profissionais

da

informação

–

bibliotecários:

educação

continuada,

competência informacional e habilidades demandadas.
A segunda parte do questionário relaciona-se a questões discursivas, onde
abordaremos se os profissionais da informação – bibliotecários têm uma educação
continuada, se a instituição contribui para que este profissional tenha uma
educação continuada, quais as competências informacionais mais demandadas
por eles e quais as habilidades mais utilizadas para se tornar um profissional
competente.
TABELA 1 – Educação continuada
Educação continuada

Valores
absolutos

Valores
percentuais

Sim

07

77,7

Não

02

22,2

Total

09

100,0

Fonte: Pesquisa de campo, 2006

A Tabela acima nos mostra que a maioria dos profissionais tem uma
educação continuada, pois 77,7% do total dos pesquisados tem curso de pós-

�8
graduação, estão sempre participando de eventos da área: seminários,
congressos etc. Isto nos leva a considerar que estes profissionais além de se
esforçarem pela construção de um novo perfil estão atentos às novas
exigências do mercado de trabalho.
Na questão 8, temos dados sobre possíveis incentivos institucionais para que
os profissionais da informação – bibliotecários desenvolvam uma educação
continuada:
TABELA 2 – Apoio institucional para a educação continuada
Educação continuada

Valores
absolutos

Valores
percentuais

Não

06

66,6

Sim

03

33,3

Total

09

100,0

Fonte: Pesquisa de campo, 2006

A tabela acima nos mostra claramente, com 66,6% das respostas, que as
IES privadas não contribuem ou não incentivam os profissionais a desenvolverem
uma educação continuada. Isto é um fator que desestimula os profissionais a se
dedicarem a exercer bem suas atividades; conseqüentemente a desenvolverem
habilidades voltadas para as necessidades da empresa. Esta questão nos leva a
observar também que este desinteresse por parte das instituições impede que os
profissionais

da

informação

–

bibliotecários

desenvolvam

plenamente

competências informacionais. Para o profissional ter tais competências, ele
certamente necessita se aperfeiçoar ao longo de toda sua vida, desenvolver
habilidades e conseqüentemente disseminar as informações aprendidas através
de participações em eventos da área. Evidentemente ficaria mais fácil e
conveniente se este crescimento profissional tivesse uma parceria mais efetiva
das instituições.

�9
A questão 9 diz respeito às competências mais demandadas pelos
profissionais por ordem de importância, como mostra o quadro a seguir:
Competências mais demandadas conforme freqüência de citação
Trabalho em equipe
Habilidade frente às novas tecnologias de informação
Postura gerencial (planejamento, administração de recursos humanos,
liderança).
Postura proativa
Postura ética
QUADRO 1 – Competências enumeradas por ordem de importância
Fonte: Pesquisa de campo, 2006

Neste quadro temos os dados dos profissionais da informação –
bibliotecários em relação às competências mais demandadas. Assim vemos que,
por ordem de importância, o trabalho em equipe foi o mais citado. Depois as
habilidades desenvolvidas, em seguida a postura gerencial (planejamento,
administração de recursos humanos, liderança, etc), posteriormente postura
proativa e em seguida postura ética, dentre outras competências citadas.
Buscando uma correlação com a literatura citada e as respostas dos sujeitos
pesquisados, temos que Belluzzo (2005, p. 22) coloca que competência
informacional é: procedimento contínuo de interação e internalização à
compreensão da informação, das capacidades necessárias para geração de
conhecimentos novos e sua aplicabilidade ao longo da vida, saber agir e tomar
decisões, desenvolver habilidades. Complementando essa visão Walter (2004, p.
264) afirma que o profissional competente deve “ter qualificação, envolvimento e
participação social, com capacidade de trabalhar em equipes inter, multi e
transdisciplinar”. Vemos assim que, o trabalho em equipe é sinônimo de
envolvimento, participação, aplicação e compartilhamento de conhecimentos.

�10
Num segundo momento temos como uma das competências mais
demandadas a habilidade no manuseio das novas de tecnologia de informação.
Em relação a esta competência Tarapanoff (2002 apud MIRANDA, 2004, p. 9)
ressalta que os profissionais da informação devem atuar como mediadores
“...entre o mundo digital e a capacidade real de entendimento do receptor da
informação, garantindo a efetiva comunicação e a satisfação da necessidade
informacional do usuário dessa tecnologia”. Dessa forma os profissionais utilizam
e dependem das tecnologias de informação, mas com a preocupação de
disponibilizar, criar e analisar informações e conhecimentos.
A postura gerencial foi citada como uma competência importante para o
profissional da informação – bibliotecário. Como ressalta Guimarães (1996 apud
Araújo, 2004, p. 7) para esse profissional ter uma postura gerencial ele deve
“saber planejar racionalizando procedimentos e gastos, indo em busca e
compartilhando recursos, estabelecendo parcerias e integrando sua unidade de
informação a sistemas mais amplos”.
A postura proativa citada pelos pesquisados envolve a atuação profissional
em equipes inter, multi e transdisciplinar, conforme a visão de Walter (2004, p.
264), citado anteriormente.
A postura ética foi citada pelos pesquisados. Na literatura consultada não
encontramos reflexões sobre a mesma. Apesar dessa lacuna devemos salientar a
importância de tal competência uma vez que a mesma representa a postura dos
bibliotecários enquanto classe profissional e desses profissionais em relação aos
usuários da informação. Ainda em relação à competência - postura ética, podemos
citar o código de ética do profissional, onde segundo o Conselho federal de
Biblioteconomia, na Resolução n° 153, de 06 de março de 1976, onde dispõe
sobre o ensino de ética do bibliotecário, ressalta que “a ética bibliotecária deve ser
ensinada aos estudantes de Biblioteconomia ao longo de todo o seu curso”, desta
forma poderão interpretar e ter consciência dos princípios éticos inerentes à
profissão.

�11
Desta forma entendemos a importância da competência ética na formação
do profissional bibliotecário e consequentemente aos profissionais que já exercem
wo papel de profissional da informação na sociedade.
A questão de número 10 do questionário trata das habilidades que o
profissional da informação – bibliotecários, mais utiliza para ter competência
informacional, conforme quadro a seguir:

Habilidades mais utilizadas pelos profissionais

Educação continuada
Compartilhamento de conhecimentos
Qualificação frente às novas tecnologias de informação
Aprendizagem de novas línguas
QUADRO 2 – Habilidades mais utilizadas pelos profissionais
Fonte: Pesquisa de campo, 2006

Em relação ao quadro 2, referente a habilidades mais utilizadas temos que,
todos os itens colocados convergem para o processo de educação continuada, ou
seja, aprendizagem de novas línguas, a qualificação frente às novas tecnologias
de informação, compartilhamento de conhecimentos, evidenciam um processo de
educação continuada. O profissional que desenvolve habilidades e desenvolve
estas é um profissional competente. Levando em consideração essa afirmativa,
Miranda (2004, p. 12) classifica as competências em categorias, vamos citar as
que se relacionam com as respostas dos sujeitos pesquisados, como citamos
abaixo:
•

competência interacionais: trabalhar produtivamente com os outros, onde
se relaciona com o trabalho em equipe;

�12
•

competências de comunicação: comunicar eficaz e eficientemente, onde
podemos relacionar a compartilhamento de conhecimentos e aprendizagem de
novas línguas;

•

competências tecnológica: saber manusear as novas tecnologias da
informação, onde podemos relacionar com a capacidade dos profissionais da
informação – bibliotecários estarem sempre se atualizando frente a esta
ferramenta de trabalho.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesta pesquisa analisamos a competência informacional sob a óptica dos
profissionais da informação – bibliotecários. Neste sentido objetivamos identificar
as competências informacionais demandadas por estes profissionais de IES
privadas do município de João Pessoa, de modo a que venham desempenhar
bem suas atividades profissionais.
Os dados coletados e analisados sugerem que as principais competências
informacionais exigidas são: educação continuada, qualificação frente às novas
tecnologias de informação e comunicação, domínio de outras línguas, capacidade
de identificar e repassar as informações necessárias ao usuário com agilidade e
precisão e ênfase a postura ética. As competências informacionais demandadas
sugerem a necessidade de uma inserção mais proativa do profissional da
informação no mercado de trabalho, uma vez que, com a globalização as
oportunidades

de

atuação

profissional

são

variadas,

entretanto

exigem

atualização, postura gerencial e compromisso contínuo com o usuário da
informação no sentido de obter as informações demandadas no tempo e com a
atualização necessária.
Assim seria importante, realizar estudo similar em cidades maiores e com
um maior número de IES privadas e que tenha um mercado de trabalho mais
competitivo e com outra clientela.

�13
Seria interessante ainda realizar este estudo em todas as IES privadas do
município de João Pessoa, para que pudéssemos ter um quadro completo do
perfil do profissional da informação – bibliotecário, conseqüentemente poder
identificar as competências informacionais demandadas por profissional da
informação - bibliotecário, no contexto de bibliotecas universitárias de instituições
privadas, no município de João Pessoa – PB.
Cabe ainda uma última reflexão, relativa à divisão de responsabilidades na
formação de profissionais com competência informacional. Considerando ainda
que cabe aos profissionais da informação – bibliotecários uma postura proativa no
sentido de desenvolverem um processo de educação continuada. Por outro lado,
cabe as instituições educacionais da área gerarem oportunidades de ensino e de
desenvolvimento de habilidades nesta e em outras temáticas.
Consideramos que tal configuração possibilite aos profissionais da
informação – bibliotecários desenvolverem plenamente seu potencial, crescendo
profissional e intelectualmente, fazendo assim com que esta profissão se renove e
possa participar de forma proativa da Sociedade da Informação.
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                <text>SNBU - Edição: 14 - Ano: 2006 (UFBA - Salvador/BA)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Acesso livre à informação científica e bibliotecas universitárias.</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Competência informacional: perfil dos profissionais da informação - bibliotecário de instituições de ensino superior privado do município de João Pessoa – PB.</text>
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              <text>Atualmente, na sociedade da informação, o perfil do profissional da informação - bibliotecários mudou em decorrência, entre outros motivos, do uso intensivo das tecnologias de informação e comunicação. Para atuar neste novo contexto, este profissional deve ter a habilidade de solucionar problemas, de aprender a aprender, de aprender independentemente, de questionar, de desenvolver pensamento lógico, ou seja, deve ser competente em informação. Assim esta pesquisa objetiva identificar e analisar as competências informacionais demandadas pelos profissionais da informação - bibliotecários que atuam junto a Instituições de Ensino Superior Privadas no Município de João Pessoa – PB, mediante pesquisa de campo feita por meio de questionário semi-estruturado. Os dados coletados e analisados sugerem que as principais competências informacionais exigidas são: educação continuada, qualificação frente às novas tecnologias de comunicação e informação, domínio de outras línguas, capacidade de identificar e repassar as informações necessárias ao usuário com agilidade e precisão. As competências informacionais demandadas sugerem a necessidade e uma inserção mais proativa do profissional da informação no mercado de trabalho, uma vez que, com a globalização as oportunidades de atuação profissional são variadas, entretanto exigem atualização, postura gerencial e compromisso contínuo com o usuário da informação no sentido de obter as informações demandadas no tempo e com a atualização necessária.</text>
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