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                  <text>A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO, A GLOBALIZAÇÃO E O BINÔMIO
INCLUSÃO / EXCLUSÃO DE PESSOAS DEFICIENTES OU PORTADORAS DE
NECESSIDADES ESPECIAIS NO CONTEXTO UNIVERSITÁRIO

Júlia Gonçalves da Silveira∗
Maria Eugênia Albino Andrade∗∗

RESUMO

Aborda a questão da inclusão e exclusão dos deficientes físicos, pessoas
portadoras de necessidades especiais, no contexto da “Sociedade da Informação”
e da “Globalização”, a partir de análises da literatura selecionada e lida para a
construção deste trabalho. Destaca as dificuldades ou barreiras que limitam ações
e prejudicam atividades desta categoria de usuários potenciais de informação,
cidadãos que deveriam usufruir de igualdades de oportunidades em todas as
esferas da sociedade em que vivem. Ressalta ainda a problemática específica das
pessoas portadoras de necessidades especiais nos ambientes das bibliotecas
universitárias nacionais. Conclui, baseando na literatura vista, que não adianta
discursar a respeito de democratização da informação, direitos civis e políticos,
cidadania, recursos infindáveis de informação e de tecnologias contemporâneas
de comunicação, redes globalizadas, se o que presenciamos na realidade são
possibilidades de acesso injustas, desiguais e discriminatórias ao mundo da
informação, do conhecimento e da inclusão social. Considera como fator
preponderante para avançar, sob a perspectiva de alcançar uma sociedade mais
justa, a mudança atitudinal coletiva, especialmente daqueles que detêm poder de
decisão nas diversas esperas político-sociais.
PALAVRAS-CHAVE: Sociedade da Informação. Globalização. Deficientes Físicos
e Visuais. Portadores de Necessidades Especiais. Bibliotecas Universitárias –
Deficientes Físicos e Visuais.

1 INTRODUÇÃO

A

“Sociedade

da

Informação”

ou

“Sociedade

do

Conhecimento”,

caracterizada pela super valorização da informação e do saber, mercadorias
imprescindíveis no mundo altamente competitivo de hoje,

vem impulsionando

�mudanças na estrutura econômica , nas relações sociais, nas políticas, na cultura
e nos modos de produção e trabalho no contexto dos diversos países e
continentes.
O conceito de Sociedade da Informação não é técnico nem regulador, é
social e econômico, conforme conclusão de evento recentemente realizado na
Colômbia, abordando este tema. Também não é considerado novo, existe desde
que as pessoas se comunicam e trocam informações. Tornou-se mais evidente e
tem evoluído para a economia do conhecimento, graças aos avanços
tecnológicos. Pode ser entendido como a possibilidade que possui o ser humano
de aproveitar as tecnologias da informação para satisfazer necessidades da vida
cotidiana, para melhorar sua qualidade de vida e seus níveis de informação e
conhecimento. Ou seja, a finalidade da sociedade da Informação é o ser humano.
Este conceito é, sem dúvida, um conceito geral que requer adaptações de cada
país, de acordo com as particularidades sócio-econômicas e com as condições
específicas de seus cidadãos e suas regiões. Estas são, em síntese, as
conclusões acerca da Sociedade da Informação, declaradas durante o referido
evento.
Esta mesma sociedade, também denominada “Sociedade Pós-Industrial",
encontra-se fundamentada na tecno-ciência, especialmente na informática e mais
precisamente nas tecnologias de informação e de comunicação. O presente
estágio de desenvolvimento tecnológico que se conseguiu alcançar, deve servir
como ferramenta capaz de viabilizar o bem estar e a qualidade das vidas social e
particular, buscando a justiça social. Deve, da mesma forma, instigar reflexões
sobre o que temos visto acontecer em nossa sociedade, caracterizada como
altamente excludente, onde historicamente apenas parcelas privilegiadas da
população tem acesso real aos progressos técnicos e científicos obtidos desde os
primórdios, até o início deste Século XXI.
Constitui objetivo essencial deste trabalho analisar e discutir os conteúdos
expressos na literatura selecionada para leitura e estudo, referente à problemática
de inclusão e exclusão dos deficientes ou portadores de deficiências físicas na

�"Sociedade

da

"globalizados",

Informação",
nas

assim

instituições

como

nos

educacionais

ambientes

sociais

de

mais

modo

ditos
amplo,

particularmente nas bibliotecas universitárias.

2

GLOBALIZAÇÃO

E

ACESSO

AO

MUNDO

INFORMACIONAL,

OPORTUNIDADES SEM FRONTEIRAS E BARREIRAS?

Ao falar de globalização, um dos aspectos destacados como mais positivos
é a eliminação de fronteiras, ocasionando a integração entre os povos e levando a
se pressupor que a igualdade seja estabelecida. Entretanto, constata-se que
diferenças não foram eliminadas, mas se acentuaram como esclarece Milton
Santos:
“Mundo sem fronteiras?

Vivemos um novo período na história da humanidade...num
mundo assim transformado, todos os lugares tendem a tornar-se
globais e o que acontece em qualquer parte habitada da Terra tem
relação com o acontecer em todos os demais...Daí a ilusão de
vivermos num mundo sem fronteiras, uma aldeia global...ao
contrário do que se esperava, crescem o desemprego, a pobreza,
a fome, a insegurança do cotidiano, num mundo que se fragmenta
e onde se ampliam as fraturas sociais. (SANTOS, 2001)

O

fenômeno

da

globalização

econômica

acarretou

profundas

conseqüências na estrutura dos países, em suas relações sociais e nos modos de
produção e trabalho. Por outro lado, verificou-se significativa alteração nos
hábitos, valores, comportamentos e estilos de vida, fazendo emergir uma nova
cultura, esta chamada por alguns autores de pós-moderna, em que os campos
das artes, da arquitetura, da literatura e da produção científico-tecnológica foram
também afetados (CABRAL; SILVEIRA, 2002).
Na sociedade contemporânea informação e conhecimento constituem
forças propulsoras de desenvolvimento, onde o saber adquire caráter de principal
força de produção passando a ocupar posição de mercadoria informacional,
imprescindível à competição mundial pelo poder.

�Como base para implantação da globalização, temos o desenvolvimento de
tecnologias da informação e da comunicação que permitem a integração de
pessoas e de organizações dispersas pela superfície do planeta, possibilitando o
ressurgimento do conceito de “cidadão do mundo”. Este tem sido utilizado para
significar possibilidades de locomoção. Ao refletir sobre o mesmo, Ortiz (1996)
argumenta que todos nós somos cidadãos do mundo pelo fato deste vir até nós, e
não por circularmos livremente por todo o planeta. A vinda do mundo se dá pelo
consumo de bens produzidos nos diversos países, pela veiculação de notícias e
de informações de caráter mundial a que temos acesso ao ligar o aparelho de
televisão ou ao acessar redes de computadores.
Este contexto, leva-nos a concluir que as populações em geral devem estar
preparadas para utilizar serviços e sistemas associados a redes de comunicação e
informação,

e

educadas

para

consumir

informações

e

conhecimentos

competentemente. Entretanto, para que se alcance a sociedade da informação
descrita por diversos autores, faz-se necessário que haja a concretização dos
objetivos implícitos no desenvolvimento econômico e social, que subentendem o
desenvolvimento “contínuo do bem estar do povo, proporcionando a satisfação de
necessidades básicas e minimizando desigualdades de acesso a bens e serviços”.
(ATAÍDE, 1997, p. 268), o que abarcaria as conseqüências sociais ideais da era
da informação e do conhecimento. Entretanto, Shaff (1995, p. 49) alerta sobre a
possibilidade de a informação se transformar em fator de divisão entre as
pessoas, assumindo um caráter divisor de classes, sob determinadas condições,
materializadas na divisão entre informados e não-informados, entre os que
possuem e os que não possuem as informações adequadas. O autor considera
ser possível o surgimento de novas desigualdades sociais, vislumbrando,
inclusive, o renascimento de uma divisão quase classista da sociedade
informática, o que pode ser percebido através da seguinte afirmativa:

[...]é inevitável que o advento da sociedade informática possa
produzir uma nova divisão entre os que têm e os que não têm.
Esta situação criará, portanto, uma nova base que, através da
diferenciação social, poderá produzir algo semelhante à

�diferenciação existente entre as classes [...] a divisão se dará,
antes, entre aqueles que possuem informações pertinentes sobre
diversas esferas da vida social e aqueles que estarão privados
destas em razão de leis relativas a segredos oficiais.

À essa situação vislumbrada por Schaff, acrescentaríamos, como outro
fator preocupante, em relação à categoria de deficientes, o perigo de agravamento
das condições atuais de desigualdades sob as quais, via de regra, estão sujeitos
esses grupos de cidadãos. Os projetos nacionais de Sociedade da Informação não
tenderiam a reforçar a exclusão de grupos minoritários em detrimento de
atendimento prioritário dedicado às camadas historicamente favorecidas, que
geralmente impõem prejuízos aos socialmente mais fracos ou pobres?
Têm sido apregoados como benefícios da globalização e da Sociedade da
Informação, a igualdade de oportunidades de acesso às tecnologias de
informação e comunicação; porém, cabe indagar se eles estariam atingindo
minorias

historicamente

discriminadas

ou

estariam

favorecendo

grupos

tradicionalmente dominantes ou privilegiados? Como têm sido considerados os
deficientes na sociedade atual? Para responder a esta indagação, faz-se
necessário examinar os direitos que lhes são garantidos, bem como o reflexo
destes na vida cotidiana desses cidadãos.

3

DIREITOS

CIVIS

DOS

DEFICIENTES

FÍSICOS

NA

SOCIEDADE

CONTEMPORÂNEA

Os direitos dos deficientes são prescritos pela Organização das Nações
Unidas – ONU, e também estão presentes na Constituição Brasileira, como
apresentamos a seguir.
Na Declaração dos Direitos do Deficiente, promulgada pela ONU, vimos
expressas afirmativas de direitos civis desta categoria de cidadãos, destacando-se
a questão da igualdade e da autonomia, enfim que sejam levadas em conta suas

�necessidades particulares em todas as etapas do planejamento econômico e
social (DECLARAÇÃO, 1981).
Deficiente, conceitualmente definido ainda pela citada Declaração, como
"toda pessoa em estado de incapacidade de prover por si mesma, no todo ou em
parte, as necessidades de uma vida pessoal ou social normal, em conseqüência
de uma deficiência congênita ou não, de suas faculdades físicas ou mentais".
A Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de
outubro de 1988, registra no Capítulo III - Da Educação, da Cultura e do Desporto,
Seção I, Da Educação, Art. 205 " A educação, direito de todos e dever do Estado
e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade,
visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da
cidadania e sua qualificação para o trabalho". No Artigo 206, determina os
princípios que devem nortear o ensino, onde destaca-se, como primeiro princípio,
a "igualdade de condições para o acesso e permanência na escola", e no Item III,
do Art. 208 prescreve que será dado "atendimento educacional especializado aos
portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino".
No contexto biblioteconômico, considera-se usuário deficiente ou usuário
portador de necessidades especiais, como aquele cliente de biblioteca que "...
apresenta limitação visual, auditiva, física ou mental leve, tendo, portanto,
necessidades de serviços e de produtos diferenciados, adaptados às suas
limitações e potencialidades". (FERREIRA ; GONÇALVES, 1993)
O ordenamento jurídico brasileiro, no plano federal, como destacado por
Leonardo (2001, p.151), assegura à pessoa portadora de deficiências uma série
de direitos. Apesar da existência de uma listagem formal desses direitos, este
autor considera que eles enfrentam uma situação inferiorizada, figurando entre
“categoria dos excluídos sociais, sendo segregada em todas as áreas e
defrontando-se com inúmeras espécies de barreiras”. Destaca, como fator de
intensificação dos discursos em favor da equiparação de oportunidades, a ação da
ONU, a partir de 1981, através da iniciativa de comemoração do “Ano

�Internacional das Pessoas Deficientes”, difundindo a idéia de inclusão social,
sustentando a necessidade de políticas públicas e sociais direcionadas para
efetivação dessa igualdade de oportunidades nas escolas, nos locais de trabalho,
nas repartições e nos logradouros públicos, nas edificações, entre outros. Afirma
que a sociedade brasileira necessita “avançar muito na prática cotidiana da
inclusão social dessas pessoas, para que a realidade se aproxime dos comandos
legais e a justiça social, no particular do deficiente, passe da vontade abstrata da
lei para a vontade concreta da sociedade brasileira”.
Temos visto no Brasil, assim como em outros países, grande empenho no
sentido de construir e viabilizar implantação dos programas denominados
“Sociedade da Informação”. Através de documentos que refletem expectativas
regionais e nacionais, divulgam-se “Programas Sociedade da Informação”, onde
encontram-se registradas questões sociais consideradas fundamentais e o
delineamento de políticas estratégicas que poderiam favorecer o desenvolvimento
social, cultural e melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, através da utilização
de Tecnologias de Comunicação e Informação, as TIC. Sob essa perspectiva,
pressupõe-se que a maioria dos Programas fundamenta-se na Sociedade da
Informação “humanizada e humanizadora”, “...não interessada apenas na
tecnologia, mas nos processos sócio-econômicos: aprendizado, mudança cultural,
reorganização institucional e – crucialmente – no uso das TIC para atender às
necessidades do usuário e desenvolver aplicações.” (PHIPPS, 2000, p.110)
O documento “Sociedade da Informação no Brasil: Livro Verde”

torna

público, em sua apresentação, que “cabe ao sistema político promover políticas
de inclusão social, para que o salto tecnológico tenha paralelo quantitativo e
qualitativo nas dimensões humana, ética e econômica.” Resultante de trabalho
iniciado em 1999 pelo Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, o Programa
Sociedade da Informação tem como finalidade básica “lançar os alicerces de um
projeto estratégico, de amplitude nacional, para integrar e coordenar o
desenvolvimento e a utilização de serviços avançados de computação,
comunicação e informação e de suas aplicações na sociedade. Essa iniciativa

�permitirá alavancar a pesquisa e a educação, bem como assegurar que a
economia brasileira tenha condições de competir no mercado mundial.”
(Embaixador Ronaldo Mota Sardenberg. Ministro de Estado de Ciência e
Tecnologia, autor da Apresentação do “Livro Verde”).
O documento expressa superficialmente preocupação com as pessoas
portadoras de deficiências.

Conforme texto registrado no “Livro Verde”,

reconhecem que esses cidadãos possuem dificuldades especiais de acesso à
formação básica e profissional,

“tendo poucas oportunidades de participar do

mercado de trabalho e do convívio social”. Menciona no Capítulo 2 – Mercado,
Trabalho e Oportunidades, aspectos relacionados ao trabalho para pessoas com
necessidades especiais.
Em termos de discursos, o prescrito vem aparentemente sendo mais ou
menos respeitado como determina a Carta Magna em relação aos procedimentos
que deveriam ser adotados por todo o sistema brasileiro de ensino público,
visando a inclusão dos deficientes no sistema social, inclusive e especialmente
pelas universidades, instituições estas que deveriam propor alternativas de
soluções de problemas sociais, considerando sua desejável característica de
instituição de “vanguarda”.

4

INCLUSÃO

DE

DEFICIENTES

FÍSICOS

NAS

UNIVERSIDADES

E

BIBLIOTECAS – USUÁRIOS REAIS, POTENCIAIS OU NÃO USUÁRIOS DA
INFORMAÇÃO ?

REALIDADE (1997) abordando a temática “deficientes físicos”, observa que
a sociedade de modo geral impõe a eles situação de extrema fragilidade e de
exclusão, considerando a incipiência de ações voltadas para sua inserção plena
em condições de igualdade de tratamento dispensado aos demais atores e
agentes sociais.

�No Brasil, não há restrições formais quanto ao fato de o deficiente físico se
integrar ao sistema social, incluindo sua possibilidade de freqüência regular às
universidades e bibliotecas. Isto ocorre em termos de discurso, pois na realidade o
que se vê são cidades, edifícios, escolas e bibliotecas que reforçam a
marginalização das pessoas de mobilidade limitada ou portadoras de outros tipos
de deficiência.
Algumas experiências de inclusão social dos deficientes já se fazem
presentes em bibliotecas universitárias brasileiras, como comprova a literatura da
área, em especial a destacada no final deste trabalho. Pupo e Vicentini (1998)
abordando a problemática de integração dos usuários portadores de deficiências à
biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, descrevem
projeto desenvolvido objetivando a inserção, no contexto da pesquisa, dos
professores,

alunos

de

pós-graduação

e

pesquisadores,

“detentores

de

deficiências físicas e visuais, oferecendo-lhes a oportunidade de estudar,
pesquisar e consultar bases e bancos de dados nacionais e internacionais”,
facilitando-lhes o acesso à informação. Enfim, buscando eliminar barreiras
arquitetônicas e dotando a biblioteca de infra-estrutura de tecnologias de
informação e comunicação apropriadas a essa clientela especial. Pereira e
Chagas (1998) bibliotecários do Serviço Braille da Biblioteca Central da
Universidade Federal da Paraiba, relatam experiência junto a essa Instituição e
apontam o acréscimo ocorrido no contexto da literatura sobre o assunto nas duas
últimas décadas. Reflexo, provavelmente, da preocupação dessa e de outras
instituições de ensino superior com a problemática dos portadores de
necessidades especiais. Destacam ainda as dificuldades de toda ordem que
interferem nos resultados de trabalhos que visam superar as barreiras
intervenientes em atividades em prol dos deficientes visuais, especialmente
aquelas relacionadas às áreas “de recursos humanos e materiais”.
Considerando as questões especificas da Universidade Federal de Minas
Gerais - UFMG, em relação aos problemas enfrentados pelos usuários de suas
bibliotecas, Silveira (2001, p.248-254) expõe depoimentos de alguns alunos e

�membros da comunidade acadêmica, bem como apresenta sugestões para
solução das questões detectadas nesse contexto universitário. Os problemas
apontados acima são vivenciados pelos alunos e funcionários portadores de
alguma deficiência na UFMG. As barreiras são sentidas quando no ingresso na
universidade, por as provas conterem gráficos e mapas. No caso dos deficientes
visuais, há falta de material didático em Braille e gravações em número
insuficiente, que não cobre toda a literatura sobre os assuntos estudados. Apesar
de alguns alunos reconhecerem os esforços institucionais até então realizados,
demandam maior empenho por parte da UFMG para evitar que eles tenham que
depender da cooperação de colegas para lerem e gravarem os textos indicados
pelos professores. Os portadores de deficiências motoras destacam as barreiras
físicas criadas pela falta de rampas e de elevadores. Mesmo quando existem
elevadores nem sempre é possível utilizá-los, pois, para se ter acesso aos
mesmos, necessita-se de usar primeiro rampas ou escadas, como é o caso da
entrada principal do prédio da biblioteca central da universidade. Não podemos
esquecer dos direitos dos deficientes, nesses e em outros aspectos, como nos
alerta o depoimento a seguir:
O estudante que possui a deficiência visual requer uma atenção
maior no que diz respeito ao acesso à informação bibliográfica e
conteúdos pertinentes ao seu curso. Embora seja minoria, esse
aluno necessita de material didático, tanto quanto o aluno vidente.
Esse procedimento tem que ser encarado como um direito à
cidadania. (SILVEIRA, 2001, p. 251).

Nesse trabalho de Silveira (p. 247-248) anteriormente mencionado, há
registros de iniciativas e ações empreendidas também por outras universidades
nacionais, ressaltando atividades da USP (Disque Braille e Laboratório de Ensino
e Material Didático do Departamento de Geografia) e da UFRJ (Núcleo de
Computação Eletrônica ).
Portanto, considerando as poucas exceções, em relação ao montante das
instituições universitárias nacionais em funcionamento regular, é sob uma ótica de
inferioridade constitucional e de diferenciação explícita nas formas de tratamento
que vimos, geralmente, no Brasil serem considerados os portadores de

�deficiências. O que historicamente parece contribuir para segregá-los e fragilizálos em seus direitos civis, impedindo a sua inclusão de fato nas universidades e
sociedade de modo geral.
Conceitua-se inclusão social como o processo pelo qual a sociedade se
adapta para poder incluir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com
necessidades especiais e, simultaneamente,

estas se preparam para assumir

seus papéis na sociedade. A inclusão social constitui, então, um processo bilateral
no qual as pessoas, ainda excluídas, e a sociedade buscam, em parceria,
equacionar problemas, decidir sobre soluções e efetivar a equiparação de
oportunidades para todos. (SASSAKI, 1997, p. 3).
Os praticantes da inclusão se baseiam no modelo social da deficiência. Por
este modelo, os problemas da pessoa com necessidades especiais não se
restrigem à ela, mas estão também na sociedade. Assim, a sociedade é chamada
a perceber que lhe cria problemas, causando-lhe incapacidade ou desvantagem
no desempenho de seus papéis sociais em virtude de seus ambientes restritivos;
suas políticas discriminatórias e suas atitudes preconceituosas que rejeitam a
minoria e todas as formas de diferenças; seus discutíveis padrões de normalidade;
seus objetos e outros bens inacessíveis do ponto de vista físico; seus prérequisitos atingíveis apenas pela maioria aparentemente homogênea; sua quase
total desinformação sobre necessidades especiais e sobre direitos das pessoas
que têm essas necessidades; suas práticas discriminatórias em muitos setores da
atividade humana.
O conceito de exclusão social é relativamente novo, como mostrado por
Parkinson, citado por Phipps (2000, p. 110), “entrando realmente em voga através
da Europa durante os anos 90”. Ressalta problemas e discriminações sociais,
onde pessoas são deixadas de fora das principais correntes políticas, econômicas
e sociais, sendo considerados socialmente excluídos “indivíduos ou comunidades
que estão relativamente isoladas e subaparelhadas, a quem faltam a capacidade,
a capacitação e oportunidade para participar”.

�Conforme Sassaki (1997) pode-se afirmar que há inclusão social efetiva
quando os sistemas sociais, dentre eles o educacional, incluindo seus diversos
subsistemas, estão plenamente estruturados para atender as necessidades de
cada cidadão, das maiorias às minorias, dos privilegiados aos marginalizados.
Destaca ainda que há inclusão social quando a sociedade se adapta para poder
incluir, sendo seu dever “eliminar todas as barreiras físicas, programáticas e
atitudinais para que as pessoas com necessidades especiais possam ter acesso
aos serviços, lugares, informações e bens necessários ao seu desenvolvimento
pessoal, social, educacional e profissional”.
Cabe, portanto, à sociedade de modo geral e à universidade em particular,
eliminar todas as barreiras físicas, programáticas e atitudinais para que as
pessoas com necessidades especiais que a freqüentam possam ter acesso aos
serviços, lugares, informações, tecnologias e bens necessários ao seu
desenvolvimento pessoal, social, educacional e profissional.
Consideradas como subsistemas vitais das instituições acadêmicas, as
bibliotecas universitárias devem prover acesso à comunidade acadêmica de
recursos de informação relevantes, de modo a subsidiá-la no desenvolvimento de
suas atividades de ensino, pesquisa e extensão. Deve-se atentar que a
comunidade acadêmica é diversificada também no tocante às condições físicas
dos cidadãos que a integram. Os deficientes físicos, alunos, professores e demais
funcionários, constituem parcela da comunidade universitária e, portanto,
constituem-se da mesma forma, usuários de suas bibliotecas. Consequentemente,
devem ser levados em conta em todas as etapas de seu planejamento global.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Agravando a situação de desigualdades sociais, onde estruturas absorvidas
de modelos capitalistas tendem a reforçar exclusão daqueles que não se adequam
aos interesses do sistema produtivo, o Brasil enfrenta hoje dificuldades
econômicas que atingem diversos setores sociais, incluindo aí os setores

�educacionais, historicamente não privilegiados no planejamento governamental.
Além de não priorizada devidamente, a área de Educação, através dos parcos
recursos recebidos, tem que promover sua redistribuição considerando inúmeras
frentes de trabalho pertinentes ao campo, e raramente atendendo necessidades
de camadas sociais minoritárias. Enfim, são repetidas e perpetuadas as
desigualdades de tratamento e de omissões presentes na sociedade de modo
geral. As universidades e bibliotecas representam "continuação de uma lógica
perversa, contra a qual a briga é política" (GUIMARÃES, 1985).
No contexto universitário brasileiro, verifica-se que a grande maioria das
bibliotecas reflete o descaso social mais amplo pelos deficientes físicos, sendo
seus objetivos voltados quase que exclusivamente para aqueles usuários
fisicamente "perfeitos". Isto pode ser comprovado pela breve literatura da área,
que apresenta um cenário bastante desolador com referência ao tratamento
ineficiente e ineficaz dispensado ao público constituído pelos usuários portadores
de necessidades especiais. As raras iniciativas para integração destes,
configuram-se, na maioria dos casos, como soluções de paternalismo, de medidas
assistencialistas, retirando do indivíduo o seu direito de conviver em igualdades de
condições com outros membros da comunidade universitária.
Vistas sob a ótica que bibliotecas são organizações sociais dinâmicas e
que, independentemente de sua classificação ou tipologia, devem centrar sua
missão na sua utilidade social e na sua capacidade de contribuir efetivamente
para o crescimento do ser humano, cabe-lhes promoverem as transformações
necessárias ao cumprimento adequado de sua missão perante a sociedade que
lhe destinaram servir. Cabe-lhes inclusive o dever de denunciar e impedir que
contradições e injustiças sociais aconteçam ou se reproduzam em seu espaço
mais próximo de atuação.
Não adianta discursar a respeito de Sociedade da Informação, de
Globalização, de democratização de informação, de direitos civis e políticos, de
cidadania, de uma infinidade de recursos tecnológicos para usuários de
bibliotecas, de redes de informação; se na realidade o que vimos acontecer são

�possibilidades de acesso injustas, discriminatórias e desiguais. O que parece
acontecer não apenas para pessoas portadoras de necessidades especiais, mas
também para outras camadas de excluídos e marginalizados sociais.
Assegurar ou não o direito de acesso à informação propriamente dita ou
aos locais onde se concentram tecnologias de comunicação e de informação
pode significar formas diversificadas de inserção ou de exclusão social dos
deficientes. Em se tratando das instituições públicas, em especial das
universidades e bibliotecas deveriam, talvez mais que outras, desempenhar papel
decisivo nesse processo, fornecendo suporte informacional e documental
adequado à aprendizagem, ao

ensino e pesquisa,

alocando recursos,

possibilitando acessos, em suma, disponibilizando o conhecimento de forma
igualitária a toda sua comunidade acadêmica.
Apesar das iniciativas destacadas na literatura lida em prol do deficiente,
que configuram e demonstram preocupações esparsas e dispersas para busca de
solução de problemas na sociedade de modo geral, temos que admitir que a
sociedade brasileira,

pelo elenco de barreiras e de dificuldades a que estão

submetidos seus cidadãos, portadores de necessidades especiais, não pode ainda
ser caracterizada como “Sociedade Inclusiva”.
Para alcançar uma sociedade mais justa, possibilitando e favorecendo a
inclusão de fato das pessoas portadoras de deficiências físicas no contexto social
e universitário e, em particular, na “Sociedade da Informação”, seria necessário
maior esforço no sentido de se avançar no processo de humanização social.
Enfim, conseguir uma mudança atitudinal coletiva, especialmente daqueles que
detêm poder de decisão nas diversas esferas político-sociais, priorizando e
praticando a inclusão calcada na solidariedade, isto é, considerando a inclusão
social dos “outros” como fim e não como meio.

INFORMATION SOCIETY, GLOBALIZATION AND THE BINOMY
INCLUSION/EXCLUSION OF THE HANDICAPPED PERSONS IN THE
BRAZILIAN UNIVERSITY LIBRARIES CONTEXT

�ABSTRACT
This paper discusses the inclusion and the exclusion of to blind or handicapped
users at Brazilian university libraries, in the context of the information society and
the globalization. It was developed based on selected literature. It points out the
barriers that difficulty the integral information access by this category of users. It
shows the reality of discrimination in the university context, that occurs in function
of historical, political and social factors.
KEYWORDS: Information Society. Globalization. Handicapped Users. University
Libraries - handicapped users. University Libraries – blind users.

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�∗

Doutoranda do Curso de Pós-Graduação em Ciência da Informação. Bibliotecária/Documentalista.
Escola de Ciência da Informação da UFMG. Av. Antônio Carlos, 6627. 31270-901 Belo
Horizonte/MG Brasil. juliags@eci.ufmg.br
∗∗
Doutora em Ciência da Informação pela UFRJ. Professora da ECI/UFMG. Escola de Ciência da
Informação da UFMG. Av. Antônio Carlos, 6627. 31270-901
Belo Horizonte/MG Brasil.
eugeniaandrade@eci.ufmg.br

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Aborda a questão da inclusão e exclusão dos deficientes físicos, pessoas portadoras de necessidades especiais, no contexto da “Sociedade da Informação” e da “Globalização”, a partir de análises da literatura selecionada e lida para a construção deste trabalho. Destaca as dificuldades ou barreiras que limitam ações e prejudicam atividades desta categoria de usuários potenciais de informação, cidadãos que deveriam usufruir de igualdades de oportunidades em todas as esferas da sociedade em que vivem. Ressalta ainda a problemática específica das pessoas portadoras de necessidades especiais nos ambientes das bibliotecas universitárias nacionais. Conclui, baseando na literatura vista, que não adianta discursar a respeito de democratização da informação, direitos civis e políticos, cidadania, recursos infindáveis de informação e de tecnologias contemporâneas de comunicação, redes globalizadas, se o que presenciamos na realidade são possibilidades de acesso injustas, desiguais e discriminatórias ao mundo da informação, do conhecimento e da inclusão social. Considera como fator preponderante para avançar, sob a perspectiva de alcançar uma sociedade mais justa, a mudança atitudinal coletiva, especialmente daqueles que detêm poder de decisão nas diversas esperas político-sociais. </text>
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