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                  <text>COMPETÊNCIA NA BUSCA E NO USO DA INFORMAÇÃO:
uma experiência na UERJ
1

Nadia Lobo da Fonseca
nadialoboxxi@yahoo.com.br
2

Nysia Oliveira de Sá
nysiasa@yahoo.com.br

3

Regina Ribas Costa Sardenberg
4

reginarcs@gmail.com

Regina Serrão Lanzillotti
lanzillotti@uol.com.br

1

Bacharel em Biblioteconomia e Documentação (UFF). Especialista em Organização do
Conhecimento para a Recuperação da Informação (UNIRIO). Bibliotecária. Rede Sirius – Rede de
Bibliotecas UERJ. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. R. São Francisco Xavier, 524. S.
3002, Bl.C. Maracanã. Rio de Janeiro. RJ. CEP: 20530-013. Brasil.

2

Bacharel em Biblioteconomia e Documentação (UNIRIO). Mestre em Memória Social e
Documento. Conselheira (CFB). Coordenadora da Biblioteca Euclides da Cunha (Fundação
Biblioteca Nacional). R. da Imprensa,16. 4°andar. CEP: 20030-120. Centro – RJ. Brasil.

3

Bacharel em Biblioteconomia e Documentação (UNIRIO). Bibliotecária. Rede Sirius – Rede de
Bibliotecas UERJ. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. R. São Francisco Xavier, 524. Sala
2002, Bl.C. Maracanã. Rio de Janeiro. RJ. CEP: 20530-013. Brasil.

4

Doutora em Engenharia de Transporte (COPPE/UFRJ). Docente IME/UERJ. Universidade do
Estado do Rio de Janeiro. R. São Francisco Xavier, 524. Sala 6001, Bl. A. Maracanã. Rio de
Janeiro. RJ. CEP: 20530-013. Brasil.

RESUMO
Discorre sobre curso de extensão proposto por bibliotecárias à Empresa Junior
vinculada ao Instituto de Matemática e Estatística da Universidade do Estado do Rio de
Janeiro, para atender a demandas informacionais de docentes e graduandos de
Estatística vinculados ao programa de pesquisa (iniciação científica) e extensão
(projetos), o que estimulou a revisão das práticas de treinamento de usuários. Modelouse um piloto de atividade fundamentado na literatura, experiência profissional, e vivências
comuns, nas possibilidades de promoção do fazer técnico-científico propiciadas pelas
tecnologias de informação e comunicação, no conceito de competência informacional, e
suas implicações na produção do conhecimento, e no serviço de referência. Vinte alunos
de Estatística e Atuária e uma docente serão estimulados a se auto-desenvolverem em
termos de busca, avaliação e emprego de recursos informacionais, construindo seu
conhecimento em torno da comunicação científica e da compreensão dos princípios
básicos que a regem. As bibliotecárias atuarão como facilitadoras e partícipes desse
aprendizado. Com esta iniciativa pretende-se contribuir para ampliar, no âmbito
acadêmico, o conjunto de saberes que instrumentalizam o ser humano para fazer melhor
uso de suas capacidades e ressaltar tanto o papel educativo inerente ao ser bibliotecário,
quanto a beleza subjacente ao ato de produzir e compartilhar conhecimentos.
Palavras–chave: Competência Informacional; Treinamento de usuários; Curso de
extensão – Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

�2

1 Pensar a Educação ...

Face aos múltiplos desafios do futuro, a educação surge como um trunfo indispensável à
humanidade na construção dos ideais da paz, da liberdade e da justiça social.
DELORS, Jacques

Das instituições criadas pelo homem, tem-se a escola como aquela que menos se
alterou ao longo dos séculos. Pode-se afirmar o mesmo da biblioteca. O fato é
que, em plena era da Sociedade da Informação, em que preponderam as
tecnologias da informação e comunicação (TICs), são favorecidos a aproximação,
o diálogo, a superação de barreiras físicas e temporais. No entanto, a
modernização, nesses ambientes, se restringe, quase que exclusivamente, à
incorporação de tecnologias. Conceitos como criatividade e inovação (esta como
sendo um fator de promoção do bem-estar das pessoas) vêm sendo
disseminados, mas sem que a interatividade se efetive nas agências sociais
enfocadas neste trabalho – escola e biblioteca.

Especialmente em países como o Brasil, com grandes diversidades regionais, e
poucos projetos de longo prazo para a educação e a cultura, parcelas
significativas da população mantêm-se à margem, sem alcançar ao menos
direitos básicos, tais como condições satisfatórias de saúde e educação.

No que tange à essa última, avaliações promovidas pelo Ministério da Educação
(MEC) indicam um aproveitamento escolar sempre muito aquém do esperado.
Especialistas chegam mesmo a afirmar que a intensa busca pelo ingresso na
universidade significa muito mais um esforço para obter uma formação
equivalente a que deveria ser oferecida pelo Ensino Médio, do que propriamente
habilitar-se para uma carreira de nível superior1 (CASTRO, 2006).

1

Há estatísticas que comprovam essa afirmação, mostrando que, dos graduados por
universidades brasileiras, apenas uma pequena parte exerce a profissão para a qual está
habilitada. Embora isso não seja um privilégio do Brasil, o prolongamento dos anos de escola tem
um custo social bastante alto, quando se destina a suprir falhas de uma educação fraca.

�3

Se no Ensino Fundamental, de maneira geral, não se instrumentaliza o aluno para
pensar, buscar informações e solucionar problemas, também é notório o número
insuficiente de bibliotecas escolares. Assim, não se desenvolvem competências e
habilidades que, se incorporadas, promovem a auto-formação, ao longo da vida: o
gosto pela leitura, senso de observação, a capacidade de análise, síntese,
transferência de conhecimentos, e crítica.

Formam-se nos diferentes níveis educacionais, pessoas despreparadas para
enfrentar uma realidade cada vez mais dinâmica, mutante, acelerada. Esse
quadro exige de todos os agentes sociais envolvidos com a Educação uma
atitude de enfrentamento das dificuldades. Na universidade, esse enfrentamento
se traduziria, entre outras medidas, pela parceria docentes/bibliotecários, com a
finalidade de estabelecer estímulos para a efetiva inserção dos ingressantes, no
ambiente acadêmico.

A oportunidade de realizar a experiência aqui relatada decorreu, justamente, de
uma antiga parceria, em trabalhos de pesquisa e extensão, entre bibliotecárias da
Rede Sirius – Rede de Bibliotecas UERJ – e a comunidade do Instituto de
Matemática e Estatística (IME/UERJ), em particular, o Departamento de
Estatística2. Dentre esses trabalhos, destaca-se a pesquisa para o Conselho
Regional de Biblioteconomia da 7ª. Região, sobre perfil do bibliotecário do RJ,
que evidenciou um número significativo de profissionais com formação
pedagógica (CONSELHO REGIONAL DE BIBLIOTECONOMIA, 2005).

Uma investigação paralela entre os 87 bibliotecários da Rede Sirius, mostrou que
cerca de 37 % possuem formação pedagógica. Pelo menos em tese, essa
condição é mais que favorável ao estabelecimento de programas de educação e
treinamento de usuários, também citados na literatura como Orientação
Bibliográfica, Procedimentos para Busca e Uso da Informação, entre outras

2

Essa parceria vem se consolidando e propiciando, desde 1998, diversas realizações
multidisciplinares, trazidas ao público em eventos da área de Biblioteconomia, Ciência da
Informação, Estatística e Educação.

�4

denominações (PASQUARELLI, 1996), reafirmando a função educativa da
Biblioteca.

Em conseqüência, cabia a indagação: em que medida conhecimentos inerentes a
essa formação estariam sendo agregados e direcionados à prestação de serviços
à comunidade acadêmica da UERJ?

A experiência das bibliotecárias, autoras deste trabalho, indica que treinamentos
de usuários são práticas implementadas por iniciativa de alguns bibliotecários da
Rede Sirius – Rede de Bibliotecas da UERJ, e ainda restritas a determinadas
áreas do conhecimento. Entenda-se, neste caso, essa atividade como aquela em
que os bibliotecários apresentam aos alunos, em geral calouros, a biblioteca, seus
recursos informacionais, e os serviços e produtos disponíveis, objetivando
fornecer-lhes um mínimo de independência na busca da informação. Tem caráter
instrucional, tende a ser direcionada para recursos locais, e não atinge a
totalidade dos usuários.

Há opções instrucionais um pouco mais sofisticadas, como treinamento para o
acesso a bases de dados on e off line, que são oferecidas a comunidades para as
quais a informação atualizada é primordial tanto para o seu desempenho
profissional quanto para a atividade acadêmica, em sua vertente pesquisa:
docentes e discentes de pós-graduação, em geral vinculados a áreas como a
Biomédica e Jurídica. Essas comunidades não economizam investimentos em
“suas bibliotecas”, e em conseqüência, usufruem de ambientes, e recursos
(materiais e humanos), que as distinguem das demais, possibilitando-lhes dar
retorno à academia, sob a forma de sucesso na captação de recursos, junto às
agências de fomento, por intermédio dos docentes, e prestígio nacional e
internacional.

No entanto, no que se refere ao ensino de graduação, basta examinar, ainda que
superficialmente, os relatórios de atividades das bibliotecas para inferir que o
efeito de tais treinamentos parece não afetar, tanto quanto seria esperado, os

�5

quantitativos representativos do serviço de busca e comutação bibliográfica, da
normalização, e catalogação na fonte. Esses resultados pouco significativos,
considerando o porte da Universidade3, induzem a julgar que o serviço prestado
pelas bibliotecas, que é efetivamente reconhecido pelos usuários, ainda é a
tradicionalíssima circulação do acervo. Mesmo que não seja exclusividade da
UERJ, mas prepondere no Brasil como um todo, tal situação deveria se constituir
em elemento instigador para a reflexão dos bibliotecários comprometidos com a
Educação.

Assim é que, em paralelo às suas atividades de rotina, as autoras deste trabalho
realizaram buscas na literatura da área de Biblioteconomia, Ciência da
Informação e Educação, enfocando os temas: competência informacional, papel
do bibliotecário em bibliotecas universitárias (BU’s), serviço de referência (em
especial, treinamento de usuários). De forma concomitante, interagiam com seus
parceiros do IME, registrando-lhes as demandas informacionais.

De todo esse trabalho de investigação resultou uma proposta à Sub-Reitoria de
Extensão da UERJ (SR3), aqui relatada, de uma atividade com carga horária de
20 horas: Competência na Busca e no Uso da Informação: princípios básicos sob a coordenação da professora parceira e por meio da qual os envolvidos
(docentes, discentes e bibliotecários) pretendem intervir na realidade acadêmica,
de forma afirmativa, estimulando outros questionamentos, e quem sabe, outras
intervenções.

2 Pensar o ser bibliotecário...

Nas bibliotecas universitárias, pensar o fazer biblioteconômico implica em
considerar os quatro pilares de um novo tipo de educação, para o século XXI,
estabelecidos pela Unesco, por meio de sua Comissão Internacional sobre a
Educação, e fundamentados no pensamento de seu presidente Jacques Delors:
3

A UERJ tem 22.520 alunos de graduação cadastrados (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO, 2006).

�6

“só a educação conduzirá a um desenvolvimento humano mais harmonioso, mais
autêntico, de modo a fazer recuar a pobreza, a exclusão social, as
incompreensões, as opressões e as guerras...” Os quatro pilares são: aprender a
conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos, e aprender a ser (SILVA;
CUNHA, 2002).

Esses pilares exigem um embasamento sólido – competências e habilidades –
que determinará o nível de informação, conhecimento e sabedoria passíveis de
serem alcançados por alguém.

Competência informacional é um dos termos correspondentes, em português, a
idéia de information literacy, que emerge, nos anos 70, com o advento das TIC’s
e, cada vez mais, se sedimenta o reconhecimento de que é uma competência
essencial para o século XXI.

A expressão foi cunhada, segundo Hatschbach (2002), pelo bibliotecário
americano Paul Zurkowski, no relatório intitulado The information service
environment relationships and priorities, no qual sugere que: “pessoas treinadas
para a utilização de fontes de informação de modo mais eficaz em seu trabalho,
podem ser chamadas de ‘competentes em informação’ (information literates)”.

Os bibliotecários vinculados a instituições de ensino desfrutam do privilégio de
atuar no cenário onde se engendra esse desenvolvimento humano, que pode ser,
em última instância, o seu próprio desenvolvimento. Mas os do Ensino Superior
também vivem o dilema de testemunhar a cada dia, todos os dias, o efeito
devastador das deficiências educacionais cumulativas.

O Serviço de Referência (SR), pelo contato direto com o usuário, propiciado pelas
atividades que lhe são inerentes, constitui-se, em si mesmo, em objeto potencial
de pesquisa, com foco na Educação. Nele deságuam todas as carências
acumuladas nos níveis escolares anteriores: de familiaridade com elementos da

�7

cultura (como livros, bibliotecas), de expressão oral e escrita (dificuldade de
expressar o pensamento), de valores orientados para a preservação do bem
público (vandalismo, desprezo pelo patrimônio, desconhecimento de que direitos
implicam em deveres).

A função treinamento de usuários destaca-se, dentre as demais do SR, como
aquela que poderá contribuir para, em alguma medida, minorar tais deficiências,
em paralelo às salas de aula e laboratórios, desde que preponderem iniciativas
focadas na formação do usuário da biblioteca.

Essa clientela necessita mais do que os tradicionais e restritos roteiros de
visitação às bibliotecas. Trata-se de oferecer, em paralelo ao acesso a fontes
locais e remotas, o indispensável suporte técnico para que haja atendimento do
padrão exigido à comunicação científica, a exemplo de “como fazer” um resumo,
um relatório, ou artigo de cunho técnico-científico. Mas trata-se também de
mostrar o porquê fazê-lo. Caso contrário, a formação desses futuros
pesquisadores, profissionais, professores, ficará prejudicada, pois a universidade,
nem sempre sistematiza os temas abordados na metodologia da pesquisa.

Embora desintermediar4 pareça ser há tempos - ou pelo menos desde que os
computadores se tornaram acessíveis a um maior número de pessoas - a palavra
de ordem, constata-se que as tecnologias, ao contrário do que pensava, não
vieram substituir o papel do bibliotecário, mas sim lhe exigir maior capacitação,
pois a Internet se ganha no alcance, perde no poder de concentração e análise:
“qualquer pessoa, medianamente informada ou sem informação alguma, pode
manter uma fonte de notícias ou comentários com responsabilidade zero,
credibilidade zero, coerência zero” (CONY, 2006).

3 Pensar, a ação ...
4

Este termo citado por Vergueiro (1997, p.113), com o sentido que lhe atribuiu Atkinson, diz
respeito a fortalecer “o receptor para que estabeleça conexões que antes só poderiam ser feitas
com auxilio de um intermediário humano, o que era mais dispendioso para a instituição e mais
limitante para o receptor”.

�8

A proposta, como já citado, decorreu de uma parceria, o que pressupõe
confiança, compartilhamento de saberes, respeito mútuo. Na parceria, todos
ganham (KANTER, 1999).

Efetivamente, a interação da docente, alunos e bibliotecários lhes permitiu
delinear, de forma participativa, o programa da atividade, esperando-se obter
resultados positivos e minimizar as dificuldades dos alunos em termos de
competência informacional. A contribuição da professora decorreu de sua
experiência, como pesquisadora e docente5, há mais de uma década, na UERJ.

Tratando-se de uma atividade com propósito experimental, durante a sua
implementação, as bibliotecárias facilitadoras contarão, entre os alunos, com a
presença da docente, como observadora, o que favorecerá uma avaliação
multifacetada (alunos, facilitadoras, e professora), e eventuais ajustes na
abordagem dos temas e/ou formatação da atividade.

Às bibliotecárias será facultado ir ao encontro de demandas informacionais dos
usuários, exercendo o papel de educadoras, consoante sua formação6 e os
estudos que vêm realizando, tendo em vista que:
Ao apreender e adaptar-se a esta realidade, o
bibliotecário se reconhece ele mesmo um
aprendiz
levado
a
rever
e
ampliar,
continuamente, suas competências e habilidades
profissionais, em todos os seus aspectos (de
comunicação e expressão, técnico-científicas,
gerenciais e político-sociais), para estar apto a
atuar em um mundo híbrido de mídias impressas
e eletrônicas, acelerado e mutante (SÁ, 2005).

5

A professora ministra as disciplinas Projeto Final, Tópicos Especiais em Lógica Fuzzy, disciplinas
da Estatística, atuou como coordenadora do Curso de Estatística, Orientadora nos projetos de
Extensão, Graduação e no Programa de Iniciação Científica (PBIC). É responsável técnica da
Solução Estatística Junior/UERJ (SEJ), que ajudou a organizá-la.
6

As facilitadoras possuem formação pedagógica.

�9

Como em outras ocasiões em que atuaram, os parceiros da atividade relatada
detêm a percepção de que posicionamentos momentâneos como professores ou
alunos constituem-se em oportunidades educativas de exercitar o aprender (a
conhecer, a fazer, a viver juntos e a ser).

A atividade também favorecerá o retorno tão almejado, quanto difícil de se obter,
nas ações usuais do SR, nas bibliotecas.

3.1 ... o programa

O programa experimental (QUADRO 1) foi elaborado coletivamente, e a partir de
necessidades detectadas, ou verbalizadas na convivência das bibliotecárias com
os parceiros (mais especificamente, a docente e os bolsistas vinculados a
projetos de pesquisa, extensão e ensino). O objetivo era que ele se ajustasse aos
interesses mais imediatos do público em foco: o auto-desenvolvimento em termos
de busca, avaliação e emprego de recursos informacionais, construindo seu
conhecimento em torno da comunicação científica, e da compreensão dos
princípios básicos que a regem. Além disso, que estimule o espírito investigativo,
e o exercício de habilidades requisitadas para a inserção no mercado de trabalho
(autonomia, postura profissional, iniciativa), nem sempre pleiteadas, de forma
integral, na vivência estudantil.

Tendo em vista esses objetivos, a atividade não se restringirá à exploração dos
recursos informacionais das bibliotecas da UERJ. Dada a interdisciplinaridade,
que é característica da Estatística, e as facilidades propiciadas pelas TIC’s, os
alunos serão levados a identificar e utilizar recursos remotos, e em diferentes
suportes. A atividade se desenvolverá a partir de quatro temas básicos (QUADRO
1).

�10

QUADRO 1 – Conteúdo Programático
UNIDADES

TEMAS
INFORMAÇÃO: necessidade, busca e acesso

1

Prática I:
Na biblioteca da área,
automatizados disponíveis.

identificação

dos

recursos

manuais

ANÁLISE CRÍTICA DAS FONTES E DA INFORMAÇÃO COLETADA
2

3

4

Prática II:
Comparação de documentos diversos, análise das fontes de informação.
ORGANIZAÇÃO DAS INFORMAÇÕES
Prática III:
Registros manuais e automatizados das informações coletadas.
A COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA: formal e informal
Prática IV:
Resumos, exercícios de normalização (referências, citação, etc.).

A carga horária, inicialmente proposta, é de 20 horas/aula, igualmente distribuídas
entre aulas interativas, práticas, estudo de casos, utilizando como motivadores:
As expectativas do grupo, em relação ao curso;
Experiências anteriores dos participantes e
A aplicabilidade dos conteúdos ministrados.

A previsão é de que a atividade aconteça ainda em 2006, para vinte alunos de
Estatística e Atuária, tanto dos períodos iniciais, quanto em final de curso, como
os integrantes da Solução Estatística Junior vinculada ao Departamento de
Estatística do IME/UERJ.

A carga horária e o nível de aprofundamento dos temas foram estabelecidos,
considerando a disponibilidade dos envolvidos, de forma a não conflitar com suas
atividades de rotina. Ainda que não seja a ideal, é a possível, no momento.

Pretende-se ainda, apresentar a comunicação cientifica, e a própria produção
técnico-científica, como atividades que podem ser prazerosas, estimulando os

e

�11

alunos envolvidos com a elaboração de relatórios e Trabalhos de Conclusão de
Curso (TCC’s) a agregarem valor a esses trabalhos.

4 . Pensar a avaliação ...

O estabelecimento de padrões e indicadores de desempenho em competência
informacional tem como objetivo nortear Instituições de Ensino Superior (IES),
docentes e bibliotecários na avaliação do desempenho dos estudantes, no
contexto acadêmico.

Contudo, apesar da atualidade e relevância desse tema, no Brasil, se tem
conhecimento apenas da pesquisa desenvolvida por Belluzzo7 (2000) para
estabelecer padrões básicos a serem aplicados em programas de formação de
professores. Mas a própria autora ressalta a necessidade de se considerar as
características de cada país, tipo de programa de formação, e as especificidades
das áreas do conhecimento, para determinar padrões e indicadores de caráter
nacional. Sendo assim, foram realizadas adaptações para que tais padrões se
ajustassem aos objetivos pretendidos neste trabalho (QUADRO 2)

7

A autora se baseou na pesquisa da ASSOCIATION OF COLLEGE AND RESEARCH LIBRARIES
(ACRL). Information Literacy Competence Standards for Higher Education, 2000 e Bay Area
Community Colleges Information Competency Assesment Project Standards, Performance
Indicators and Outcomes. Disponível em: &lt;http://www.topsy.org.&gt;.

�12

QUADRO 2 – Avaliação de desempenho do aluno competente em informação

PADRÃO 1

Quanto à natureza e a extensão da NI

Indicadores de Desempenho

Resultados desejáveis

Define e reconhece a NI.

Identifica conceitos, palavras-chave e a NI.

Identifica tipos e formatos de FI.

Reconhece o valor e diferentes potenciais dos tipos de FI.

Indicadores de Desempenho

PADRÃO 2

Quanto à efetividade da busca e acesso à informação
Resultados desejáveis

Reconhece potencialidades de SRI tradicionais, e das fontes
Seleciona métodos e SRI eletrônicas.
de acordo com NI.
Solicita ajuda para pesquisar em diferentes instrumentos
informacionais.
Desenvolve um roteiro de busca.
Constrói e implementa
Identifica palavras-chave, frases, sinônimos e termos
EB.
relacionados com a NI.
Usa FI impressas e eletrônicas.
Utiliza fontes eletrônicas, Distingue, pelas citações, os tipos de documentos.
pessoais e uma variedade Recupera a informação necessária através de serviços on-line
de métodos.
ou pessoas especializadas.
Consegue localizar as FI.
Retrabalha e melhora a Avalia resultados e determina alternativas de recuperação e
EB, se necessário.
metodologias.
Extrai, registra e gerencia Registra as informações necessárias para referenciação
a informação e suas
bibliográfica.
fontes.
Compreende como organizar e tratar a informação obtida.
PADRÃO 3

Quanto à avaliação da informação e as suas fontes

Indicadores de Desempenho

Resultados desejáveis

Compreende a informação

Seleciona o que é relevante.
Examina e compara a informação obtida de várias fontes.
Sabe informar-se sobre a autoridade e qualificação de autores
e/ ou editores.
Interpreta referências bibliográficas para acessar informação
precisa e válida.

Articula e aplica critérios de
avaliação

PADRÃO 4

Quanto ao uso efetivo da informação

Indicadores de Desempenho

Resultados desejáveis

Comunica os resultados com Utiliza as normas de documentação, o formato e estilo da
efetividade.
comunicação científica.
Legenda: NI = necessidade de informação; FI =fontes de informação; EB = estratégias de busca;
SRI = Serviços de Recuperação de Informação

O padrão 5 indicado por Belluzzo diz respeito às questões econômicas, legais e
sociais da ambiência do uso da informação. Embora não tenha sido incluído, no

�13

quadro acima, a informação pertinente a este padrão, por sua importância, será
mesclada ao longo do curso e avaliada em conjunto com os outros itens.

5 Pensando o futuro ...

Todas as grandes descobertas e invenções foram sonhos no início. O que se pressente
hoje se realiza amanhã.
UNGER, Hellmuth

Na UERJ, como em outras IES, alunos oriundos de escolas públicas e integrantes
de minorias estão ingressando, em busca de um sonho. Querem e precisam
ascender socialmente. No entanto, via de regra, pode-se aplicar a esses alunos, o
perfil descrito por Pasquarelli, relativo aos alunos de 1º. e 2º. graus brasileiros:
são marginalizados, quando não esquecidos, pela fragilidade e deficiência do
sistema educacional brasileiro, que não agrega as bibliotecas às suas escolas e,
quando o faz, não leva o aluno a utilizá-la (PASQUARELLI, 1996, p.36).

A demanda é por um Serviço de Referência mais voltado para a formação do que
para o treinamento dos usuários das BU’s. O conceito subjacente a essa ação
deve ser o da aprendizagem como construção, ação coletiva, decorrente do
relacionamento inter-pessoal, em que, como já citado, todos ganham na parceria
docentes/bibliotecários.

Preparar as pessoas para atuarem como cidadãos8, para enfrentarem e
superarem os desafios dessa nova realidade cambiante, por vezes paradoxal, é
essencial para a sua afirmação como indivíduos e seres políticos. A magnitude da

8

Para Edgard Morin (2004).ser cidadão pressupõe o envolvimento na comunidade e a
conscientização dos direitos e deveres, a capacidade de escolher e tomar decisões conscientes,
tanto individualmente como de forma coletiva, para exercer sua responsabilidade de modo a
construir uma sociedade mais igualitária

�14

tarefa exige o comprometimento de todos os profissionais envolvidos com a
educação.

Os proponentes da atividade aqui relatada pretendem, com essa iniciativa,
posicionarem-se lado a lado com aqueles que lutam para fazer a diferença. Ainda
que possam contribuir apenas minimamente, não ficarão a repetir, como no coro
imaginado pelo poeta:
Onde está a vida que perdemos vivendo?
Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento?
Onde está o conhecimento que perdemos na informação?
T.S. Eliot (The Rock, 1934)

ABSTRACT

It discourses on an extension course proposed by librarians to the Junior company
linked to the Institute of Mathematics and Statistics of the Universidade do Estado do Rio
de Janeiro to provide informational demands for statistics’ professors and students related
to the Research Program (Scientific Initiation) and the Extension program (Projects), what
stimulated the revision of the users training practices. A pilot of activity model was created
based on the literature, professional knowledge, and common experiences in the
possibilities of promotion of the technician-scientific making propitiated by the
technologies of information and communication, on the information literacy concept and its
implications in the production of knowledge and in the reference service. Twenty students
of Statistics and Actuarial and a professor will be stimulated on their self development in
terms of search, evaluation and informational resources use, constructing their knowledge
around the scientific communication and of the understanding of the basic principles that
conduct it. The librarians will act as helpers and participants in this learning. With this
initiative it is intended to contribute to extend, in the academic scope, the set of knowledge
that instruments the human being to make better use of his capacities and emphasize the
educational role inherent in being a librarian as much as underlying beauty in the act of
producing and sharing knowledge.
Key - Words: Informational ability; Training of users; Course of Extension - University of
Estado do Rio de Janeiro.

REFERÊNCIAS

BELLUZZO, Regina Célia Baptista; KERBAUY, Maria Teresa Miceli. Em busca de
parâmetros de avaliação da formação contínua de professores do ensino fundamental
para o desenvolvimento da information literacy. ETD – Educação Temática Digital,
Campinas, v.5, n. 2, p.129-139, Jun. 2004.

�15

CASTRO, Cláudio de Moura. O brasileiro da Nokia. Veja, São Paulo, ed. 1965, v.39, n.
28, 19 jul. 2006. p. 22.
CONSELHO REGIONAL DE BIBLIOTECONOMIA 7ª. REGIÃO. Sobre o perfil dos
bibliotecários do Estado do Rio de Janeiro e sua inserção no mercado de trabalho:
investigação exploratória (relatório de pesquisa). Rio de Janeiro, 2005. 145 f. (Coleção
CRB7, v.1).
CONY, Carlos Heitor. Mentira e verdade. Folha Online. Disponível em:
&lt;http://www.folha.com.br/&gt;. Acesso em: 11 abril 2006.
ELIOT, T. S. The rock. In: Collected Poems. [S.l.] : Faber and Faber, 1963, pág. 161.
HATSCHBACH, Maria Helena de Lima. Information literacy: aspectos conceituais e
iniciativas em ambiente digital para o estudante de nível superior. Dissertação (Mestrado
em Ciência da Informação) – Escola de Comunicação, Universidade Federal do Rio de
Janeiro, Rio de Janeiro, 2002.
KANTER, R.M. Vantagem colaborativa: a arte das alianças In: Alianças estratégicas e
parcerias: reinventando indústrias e penetrando em novos mercados. Belo Horizonte:
Mind Quest, 1999.
MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. 7. ed.
Rio de Janeiro : Bertrand Russel, 2002.
PASQUARELLI, Maria Luiza Rigo. Procedimentos para busca e uso da informação:
capacitação do aluno de graduação. Brasília: Thesaurus,1996.
SÁ, Nysia Oliveira de; FONSECA, Nadia Lobo da; SARDENBERG, Regina R. C. ;
LANZILLOTTI, Regina Serrão. Sobre o perfil do bibliotecário do Estado do Rio de Janeiro,
a formação do cidadão e as novas tecnologias. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 21. , 2005,
Curitiba. Anais... Curitiba, 2005. 1 CD.
SILVA, Edna Lúcia da; CUNHA, Miriam Vieira da. A formação do profissional no século
XXI: desafios e dilemas. Ciência da Informação, v. 31, n. 3, 2002. Disponível em:
&lt; http://www.ibict.br/cienciadainformacao/viewarticle.php?id=185&amp;layout=abstract&gt;.
Acesso em: 24. jan. 2006.
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. UERJ em números. Disponível: &lt;
http://www.uerj.br/&gt;. Acesso em: 24 jun. 2006.

VERGUEIRO, Waldomiro. Seleção de materiais de informação: princípios e técnicas. 2.
ed. rev. Brasília, DF: Briquet de Lemos/Livros, 1997.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Discorre sobre curso de extensão proposto por bibliotecárias à Empresa Junior vinculada ao Instituto de Matemática e Estatística da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, para atender a demandas informacionais de docentes e graduandos de Estatística vinculados ao programa de pesquisa (iniciação científica) e extensão (projetos), o que estimulou a revisão das práticas de treinamento de usuários. Modelou-se um piloto de atividade fundamentado na literatura, experiência profissional, e vivências comuns, nas possibilidades de promoção do fazer técnico-científico propiciadas pelas tecnologias de informação e comunicação, no conceito de competência informacional, e suas implicações na produção do conhecimento, e no serviço de referência. Vinte alunos de Estatística e Atuária e uma docente serão estimulados a se auto-desenvolverem em termos de busca, avaliação e emprego de recursos informacionais, construindo seu conhecimento em torno da comunicação científica e da compreensão dos princípios básicos que a regem. As bibliotecárias atuarão como facilitadoras e partícipes desse aprendizado. Com esta iniciativa pretende-se contribuir para ampliar, no âmbito acadêmico, o conjunto de saberes que instrumentalizam o ser humano para fazer melhor uso de suas capacidades e ressaltar tanto o papel educativo inerente ao ser bibliotecário, quanto a beleza subjacente ao ato de produzir e compartilhar conhecimentos.</text>
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