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                  <text>COMPORTAMENTO DOS BIBLIOTECÁRIOS DOS CEFETS* NO QUE SE
REFERE À FORMAÇÃO CONTINUADA
Eixo temático: O impacto das tecnologias eletrônicas e sua mediação
Sub-tema: A educação continuada dos profissionais da informação
BEATRIZ ALVES DE SOUSA CRB4/ 1090 – CEFET/PB
e-mail: beatrizalvesjp@bol.com.br
IVANISE ALMEIDA – CEFET/PB
e-mail: ivanisealmeidajp@bol.com.br
JOSINETE NÓBREGA DE ARAÚJO – CEFET/PB
e-mail: josinobrega@yahoo.com.br
ÂNGELA CARDOSO -Estagiaria do Curso de Biblioteconomia -UFPB
e-mail: angcardoso@ig.com.br

Resumo
Apresenta pesquisa realizada com os bibliotecários que trabalham nos
CEFETS com o objetivo de identificar os meios utilizados, bem como os fatores
que influenciam a formação continuada dos referidos profissionais. Trata-se de
uma pesquisa de campo, de caráter descritivo, com abordagens quantitativa e
qualitativa. O instrumento de coleta de dados constitui-se de questionários
compostos de perguntas abertas e fechadas, enviados por e-mail, e autoadministrados. Os resultados mostram que os bibliotecários estão conscientes da
necessidade de qualificação profissional, apesar de apontarem alguns fatores que
dificultam o processo de formação continuada. Identificou-se que os meios mais
utilizados para a atualização desses profissionais são: leitura de literaturas da
área; participação em cursos de capacitação; participação em eventos e por meios
eletrônicos (Internet); constatou-se também, que as áreas em que os mesmos
precisam de mais capacitação são: Tecnológica, Administrativa, de Relações
humanas e Técnica.

Palavras-chave: Profissional da Informação. Bibliotecário. Formação continuada.
* CENTROS FEDERAIS DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA

�2
1 INTRODUÇÃO
Costuma-se definir o atual estágio de desenvolvimento como a era do
conhecimento, dada a importância do conhecimento em todos os setores da
sociedade. Este novo momento traz uma grande dimensão para a informação que
passa a ser percebida como um bem de valor, haja vista a possibilidade de vir a
se transformar em conhecimento e conseqüentemente em inovação tecnológica
(ARRUDA; MARTELETO; SOUZA, 2000, p. 15). Nesse novo contexto, houve uma
(re) definição do processo de trabalho, tendo como princípio às inovações
tecnológicas, seguidas pela globalização da economia e por elementos de gestão
administrativa, que demanda um novo perfil profissional, não apenas, do
profissional da informação, que passa a ter seu campo de atuação ampliado e
redimensionado, mas, de todo trabalhador.
Verifica-se que à medida que as sociedades vão se modernizando, o
mercado de trabalho vai se tornando mais dinâmico, mais competitivo e mais
exigente. De acordo com Arruda; Marteleto; Souza (2000, p.7), esse processo de
transformação

“requer,

além

de

maior

qualificação

profissional,

maior

envolvimento emocional e social do trabalhador.” A forma como este se relaciona
e se socializa no ambiente de trabalho é fundamental para o desenvolvimento das
organizações. Para os autores o trabalhador precisa dentre outras coisas integrar
conhecimentos profissionais e aptidões tácitas, ser flexível, apto a atuar em
situações de trabalho diferenciadas, saber trabalhar em equipe e ser capaz de
mobilizar seu conhecimento em prol da organização.
A relevância da informação na sociedade contemporânea, como foi
mostrado anteriormente, tem como conseqüência a intensificação do trabalho do
profissional da informação, vez que novas atividades são acrescidas a sua área de
atuação, o que aumenta a demanda por maior capacitação e maior envolvimento
intelectual.
Le Coadic (1996 p. 105-106) mostra que, com o progresso da ciência e da
tecnologia, o profissional da informação, além das atividades clássicas, passou a
exercer outras funções, tais como:

�3
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•

Avaliar, planejar, vender e implementar redes locais de comunicação de
informação em uma empresa industrial;
fazer buscas manuais e informatizadas no serviço de documentação de um centro
de pesquisa e desenvolvimento;
implantar programas de gerenciamento de informação na informatização de
bibliotecas, museus ou centros de informação;
implantar serviços eletrônicos de comunicação oral (videoconferência) e escrita
(correio eletrônico) em empresas;
preparar, resumir e editar informações, por exemplo, sobre novos medicamentos
em uma empresa farmacêutica; o que implica saber recuperar e avaliar informação
científica e médica, interpretar e redigir documentos técnicos;
produzir programas audiovisuais e ser capaz de implantar sistemas de informação
multimídia para um conjunto de estabelecimentos escolares;
administrar as aquisições, formar os acervos de unidades de informações e
informatizá-los;
dirigir a redação de revistas científicas numa empresa editorial;
implantar a política orçamentária e a política de seleção de pessoal em um centro
de documentação;
administrar o arquivo médico, preparar prontuários analíticos, implantar gestão
informatizada da informação médica em hospitais.

Assim, para acompanhar as mudanças decorrentes do modelo de trabalho
vigente, o profissional da informação, em particular o bibliotecário, precisa
incorporar várias qualificações a sua formação.
Como mostra Martins (2005, p.3-4)
Domínio das tecnologias de informação; aquisição de mais de um
idioma; capacidade de comunicação e de relacionamento
interpessoal; capacidade gerencial e administrativa; administração e
planejamento estratégico; educação continuada; adaptabilidade
social; trabalhar em equipe de forma globalizada e regionalizada.
[...] Deve ser participativo, flexível, inovador, criativo, delegar
poderes facilitando a interação entre os níveis hierárquicos e a
comunicação entre eles.

A esses elementos acrescentam-se: saber planejar e gerenciar sistemas de
informação, ser pró-ativo, ter habilidades para coordenar e organizar projetos,
interdisciplinaridade, dinamismo, profissionalismo, persistência, responsabilidade,
motivação pessoal e capacidade para atualizar-se, tendo em vista que “a
atualização é o elemento-chave para sobrevivência do profissional e da profissão
em qualquer instância.” (TARGINO, 2006, p 169 e 172)

�4
Na análise dos autores Arruda; Marteleto; Souza (2000, p.10), é difícil
estabelecer um consenso quanto ao perfil profissional do bibliotecário diante da
diversidade de áreas de atuação desse profissional, porém, destaca para
composição desse perfil a valorização das capacitações tácitas, competências e
atitudes comportamentais.
Diante do exposto, o bibliotecário precisa estar consciente da necessidade
de qualificar-se, de imprimir mudanças de atitude e de postura profissional,
desenvolver aptidões e habilidades necessárias para responder às exigências
requeridas pelo mercado e, principalmente saber que O conhecimento não está
acabado. Por isso, precisa estar sempre se renovando, seja através da educação
continuada, que além de reforçar sua formação acadêmica, possibilita novos
saberes, seja por meio de um aprendizado autônomo.
Christóvam (2004, p.179) quando refere-se à formação continuada do
educador diz que “a única certeza que se tem hoje, em relação a aquisição do
conhecimento, é a da aprendizagem contínua”. Para o autor, essa formação se dá
de várias maneiras: “conhecimentos variados, ecléticos e acumulados de diversas
formas; por meio de leituras, troca de experiências, vivencias pessoais, etc.; por
meio da internet, de correspondências, outros meios de comunicação, e batepapos informais.” A estas é conveniente acrescentar a educação continuada.
Zanaga (1989, p. 62 citado por PROSDÓCIMO; OHIRA, 2000 p.2) agrupou
os meios de atualização profissional da seguinte forma:
Leitura - de revistas especializadas acionais e estrangeiras e de
trabalhos de congressos publicados em Anais; Informais –
conversa com colegas; participação em congressos e outros
encontros; reuniões associativas gerais e participação em grupos
de trabalho; Cursos curtos – ministrados/realizados por escolas,
associações, no próprio local de trabalho; em outras instituições.

O rápido desenvolvimento das redes de computadores associadas aos
avanços das telecomunicações tem possibilitado a educação à distância que
representa uma nova alternativa de reciclagem profissional, (Naves 1998 citado
por PROSDÓCIMO; OHIRA, 2000, p.2). Dentre as novas tecnologias da

�5
informação, a Internet é, sem dúvida, uma grande aliada no processo de formação
continuada, em todas as áreas, por apresentar e integrar várias ferramentas de
busca recuperação e troca de informação. Gasque e Costa (2003, p.56), em
estudo sobre a formação continuada de docentes apontam, entre outras
vantagens das novas tecnologias da informação, “os cursos de educação à
distância, que podem favorecer os professores que não têm oportunidade de fazer
um curso presencial”.
Nessa perspectiva, observa-se que a formação profissional vai além da
educação formal e que não há nem tempo, nem forma e nem lugar próprio para
aprendizagem na sociedade do conhecimento. Cabe, portanto, à parte
interessada, ou seja, ao bibliotecário que precisa manter-se atualizado encontrar
os meios que proporcionem sua qualificação de forma contínua.
Diante do exposto, o grande desafio para o momento é garantir a
qualificação do capital humano. Mas, a quem recai a responsabilidade dessa
tarefa? - As organizações que precisam de pessoal capacitado e competente para
enfrentar a competitividade do mercado; ou, ao próprio profissional que precisa
garantir seu emprego?
Segundo Cavalcante (1998, p. 5) as organizações devem investir na
qualificação de seus recursos humanos já que depende deles o sucesso das
mesmas.
Para uma organização tornar-se competitiva e de qualidade, não
basta investir em tecnologia e em equipamentos de última
geração. O processo de definição de estratégias de mudanças
passa, necessariamente, pelo fator informação e investimentos na
qualificação de recursos humanos como elementos essenciais ao
desenvolvimento e crescimento organizacional.

Autores como Cunha (1984); Tarapanoff et al (1988); Zanaga (1989)
(citados por PROSDÓCIMO; OHIRA, 2000, p. 2-3), em estudo sobre a formação
continuada dos bibliotecários, colocam além de parcerias com Escolas de
Biblioteconomia, Associações de Classe, Governos etc., a necessidade de uma
reflexão do próprio bibliotecário em assumirem a responsabilidade do seu

�6
desenvolvimento pessoal e profissional, investindo na aquisição de novos
conhecimentos.
Considerando a formação continuada como toda ação ou prática que busca
a capacitação profissional, foi realizada uma pesquisa com os bibliotecários dos
CEFETS, com o objetivo de identificar os meios utilizados, bem como os fatores
que influenciam para a formação continuada dos referidos profissionais.
2 PESQUISA

2.1 Metodologia
Trata-se de uma pesquisa de campo de caráter descritivo, com abordagens
qualitativas, embora tenha resultados quantitativos. A pesquisa fundamentou-se
na literatura sobre a importância da formação continuada para o profissional da
informação, tendo como sujeitos os bibliotecários que trabalham nos CEFETS
localizados em todo o território brasileiro. O universo da pesquisa é formado por
34 Instituições, com o número aproximado de 46 bibliotecários.
2.1.1 Material
O instrumento de coleta de dados constitui-se de um questionário composto
de perguntas abertas e fechadas, por meio das quais buscou-se averiguar a
percepção dos bibliotecários com relação à formação continuada, os meios
usados pelos mesmos para se atualizarem, o nível de qualificação, e as áreas em
que eles (os bibliotecários) precisam de uma maior qualificação.
Os questionários foram enviados por e-mail, e auto-administrado (no caso
dos pesquisadores que também fizeram parte da pesquisa). Foram enviados 46
questionários, dos quais somente 17 foram respondidos. Portanto, 37% dos
bibliotecários participaram da pesquisa.
Os dados foram analisados e discutidos, observando-se a ordem dos objetivos.

3 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

�7
Para uma melhor compreensão dos resultados, os questionamentos foram
divididos em duas partes:
1a. Parte: Comportamento dos bibliotecários no que se refere à formação
continuada.
No item da (pesquisa) relativo à percepção desses profissionais no que se refere
ao tema proposto, obteve-se o seguinte resultado:
•
•
•
•

•
•
•

•
•
•

•
•

A formação contínua é o segmento que o profissional dá aos seus estudos, após a
graduação. É algo necessário, e envolve estudo, planejamento e educação
continuada;
a partir das novas demandas, ampliação e criação de novos cursos, automação de
serviços, manuseio de novas tecnologias - a atualização tornou-se necessária
para o bibliotecário;
o profissional deverá sempre manter-se atualizado para aprender a dominar novos
conhecimentos e novas tecnologias, contribuindo com sua capacidade e
experiência para melhor servir à coletividade;
acredito que é sempre necessário que o bibliotecário esteja comprometido com
sua formação contínua. Essa formação pode ser tanto em nível de cursos de pósgraduação, como de participação em eventos, leitura de artigos recentes, e
conversas com outros profissionais;
como o profissional da informação atua com conhecimento e participa diretamente
da construção deste, a formação continuada deve ser uma constante na sua
carreira;
a aquisição de novos conhecimentos e habilidades se faz tão necessária quanto à
prática biblioteconômica diária;
vivemos em uma sociedade, denominada Sociedade da Informação, em que o
processo formativo do profissional torna-se necessariamente contínuo, buscando
cada vez mais um melhor aprimoramento para o seu fazer cotidiano. Por isso, o
Profissional da Informação/Bibliotecário precisa capacitar-se para tentar responder
às necessidades inerentes à sua profissão;
a formação continuada é imprescindível não só para os bibliotecários, mas para
todos os profissionais, uma vez que a estagnação compromete o desenvolvimento
e engessa as melhorias dos serviços e do atendimento;
para se inserir nesse novo contexto, o bibliotecário precisa estar atualizado aberto
a mudanças e a novos aprendizados;
a verdade é que não só o bibliotecário, mas qualquer profissional de bom senso,
tem que estar ligado às constantes transformações que o mercado de trabalho
sofre, caso contrário, estará fora da corrida. A educação continuada vem,
exatamente, suprir essa necessidade, servindo como combustível necessário para
manter o profissional nessa disputa, concorrendo de igual pra igual com os demais
profissionais antenados;
o bibliotecário deve buscar sua qualificação profissional, adaptando-se às
exigências do mercado, tornando-se um profissional dinâmico, criativo, atuante e
flexível às mudanças;
no momento em que estamos vivendo, qualquer tipo de profissional precisa
manter-se atualizado, tendo em vista as constantes mudanças tecnológicas, bem

�8

•

como a globalização da informação - que exige cada vez mais que os profissionais
acompanhem pari passu as transformações técnicas e sociais, visando, cada vez
mais, oferecer serviços e atitudes condizentes com a comunidade para a qual
trabalha;
a formação continuada é muito importante, porém, às vezes, outros fatores
contribuem para que isto não aconteça.

De acordo com os depoimentos descritos pode-se afirmar que há um
entendimento desses profissionais no que diz respeito à atualização profissional
para acompanhar as tendências desse novo mercado de trabalho e que esta
qualificação deve se dá através da formação continuada. Fato retratado também
na literatura consultada.
2a. Parte: Qualificação Profissional

Considerando a Formação Continuada como toda ação ou prática que busca a
capacitação profissional, buscou-se através da pesquisa:
•

Identificar os recursos utilizados para atualização profissional, e o
nível de capacitação/titulação desses bibliotecários. Questões 1, 2 e 3.

1 Quais os meios usados para a atualização?
Nesta pergunta foram colocadas algumas opções de marcar, deixando uma
lacuna para que o participante pudesse acrescentar outros meios por ele utilizados
para sua capacitação profissional.

12%
41%
72%

Leituras da
literatura
Cursos de
capacitação
Eventos da área

53%
59%

Gráfico 1 Meios usados para atualizar-se

Meios
eletrônicos
Não participam
de nada

�9
No que diz respeito aos meios utilizados para efetivar sua formação, 72%
dos participantes da pesquisa responderam que lêem literatura especializada;
59% participam de cursos de capacitação, oficinas, treinamento etc., 53%
participam de eventos da área: congressos, simpósios, encontros, etc.; 41%
utilizam-se de meios eletrônicos, lista de discussão, fórum, bate-papos etc.; e
12% não se atualizam. A leitura apareceu como o recurso mais utilizado pelos
pesquisados, isto se justifica por ser a forma mais disponível no momento, porém,
o uso da Internet no processo de aprendizagem contínua por esses profissionais
destacou-se como ponto positivo, haja vista a potencialidade dessa ferramenta
como instrumento de busca, recuperação e troca de informação o que representa
um grande avanço quanto à formação continuada. O percentual de 12% que não
busca nenhuma forma de atualização demonstra a falta de motivação pessoal.
2 Quais os eventos de que participou nos últimos três anos?

12%

Não participou
de eventos
CBBD

12%
47%
18%

Treinamento
/CAPES
SNBU
I ENBCEFETs

24%

35%

Outros

Gráfico 2 Eventos de que participou nos últimos três anos

Como mostra o gráfico, o último Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e
Documentação (CBBD) foi o evento de maior participação por parte dos
pesquisados (35%); o treinamento do Portal da CAPES (24%); e 18% participaram
do Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU). Foi mencionado
ainda o I Encontro Nacional de Bibliotecas dos CEFETS (I ENBCs) e outros
eventos, ambos citados por 12% dos respondentes. Porém, um percentual de 47%
dos participantes da pesquisa não participaram de nenhum evento da área no

�10
período questionado, justificando essa ausência pelos seguintes fatores: falta de
condição financeira, falta de apoio institucional e falta de tempo.

3 Fez ou faz algum curso de pós-graduação (especialização, mestrado e
doutorado)?

0%
29%

Especialização
Mestrado

6%

71%

Só graduação
Doutorado

Gráfico 3 Nível de formação/titulação

Referindo-se à formação formal dos bibliotecários, obteve-se o seguinte
resultado:
71% dos respondentes da pesquisa ou está cursando ou já concluíram uma
Especialização. Somente um dos bibliotecários pesquisado tem Mestrado, o que
representa 6% dos participantes da pesquisa; (29%), tem somente graduação e
nenhum possui Doutorado. Considerando as tendências do mercado de trabalho,
que dentre as várias exigências, destacam a titulação como requisito para
inserção do profissional nesse novo contexto, o resultado obtido na pesquisa é
bastante promissor, devido o número de especialistas; apesar ainda, da pouca
representatividade nos graus de mestre e de doutor.
•

Identificar os fatores que dificultam a formação continuada dos
bibliotecários pesquisados e quais as áreas de atuação que esses
profissionais precisam de uma melhor qualificação. Questões 4 e 5.
Nessas questões foram dadas algumas opções de marcar, deixando

�11
espaço para que os pesquisados pudessem acrescentar suas
opiniões.

4 Que fatores dificultam sua qualificação profissional?

12%
23%
76%
29%

29%
47%

Falta apoio da
Instituição
Poucos cursos
oferecidos
Falta de tempo
Falta de
motivação
Faltam recursos
financeiros
Falta de
substituto

Gráfico 4 Distribuição das dificuldades encontradas pelos bibliotecários quanto à
formação continuada.

Destacou-se em primeiro lugar a falta de apoio da Instituição, o que atingiu
o índice de (76%). 47%; acham que são poucos os cursos oferecidos; a falta de
tempo e a falta de motivação dos profissionais para a educação continuada
apareceram em terceiro lugar, ambos citados por 29% dos respondentes; 23%
alegaram a falta de recursos financeiros; e em razão de que, na maioria das
vezes, o bibliotecário trabalha sozinho na biblioteca, não podendo se ausentar
para fazer cursos; 12% colocaram falta de substituto.
Este resultado, em parte, reafirma a preocupação de Prosdócimo e Ohira,
(2000, p. 23), quando assinalam que os cortes nos orçamentos das Instituições
Públicas impedem as mesmas de arcarem com os custos de capacitação de seus
funcionários e que, portanto, o esforço maior para este fim deve ser do
profissional em investir em si próprio. Quanto à escassez de cursos e
treinamentos direcionados à qualificação profissional foi mencionado na literatura
consultada. Diante disso é preciso que as Organizações (Cursos de
Biblioteconomia, Associações e Bibliotecas) atentem para esse problema e

�12
procurem desenvolver programas de treinamentos contínuos, de acordo com as
necessidades da área.

5 Áreas de maior necessidade de atualização do bibliotecário.
18%
18%
76%
47%

Organizacional/admini
strativa
Tecnológica
Relações humanas
Técnica
Idiomas

53%

76%
Outras

Gráfico 5 Necessidades de atualização por áreas detalhadas

As áreas Tecnológica e a Organizacional/administrativa aparecem em
primeiro lugar, ambas citadas por 76% dos respondentes; 53% consideram a área
de Relações humanas; 47% colocaram a área Técnica.

Foi manifestada a

necessidade de atualização em línguas (inglês, espanhol e português) por 18%
dos participantes da pesquisa; e ainda 18% citaram outras áreas do conhecimento
(Pedagógica, Arte, Educação, Empreendedorismo etc.)
Comparando o resultado obtido nesta pesquisa com o da pesquisa
realizada pela FID (Federação Internacional de Informação e Documentação)
sobre o perfil do profissional da informação verificou-se que as necessidades de
qualificação requeridas por estes profissionais para ascensão no mercado de
trabalho são praticamente as mesmas. “Domínio das tecnologias, aquisição de
mais de um idioma, capacidade de comunicação e de relacionamento
interpessoal, e gerenciamento” (ARRUDA; MARTELETO; SOUZA, 2000, p. 11).

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

�13
Constatou-se uma preocupação desses profissionais com relação à
formação continuada. Todos os participantes demonstraram-se conscientes da
necessidade de estarem em permanente formação. No que diz respeito aos
meios utilizado para atualização profissional colocaram: Leitura, participação em
cursos, eventos, meios eletrônicos, entre outros; dentre as principais barreiras
encontradas pelos bibliotecários para se atualizarem, as mais citadas foram a
falta de oferta de cursos na área e a falta de apoio da Instituição; quanto à
necessidade de qualificação desses profissionais, foram mencionadas todas as
áreas proposta na pesquisa (Tecnológica, Organizacional e administrativa,
Relações humanas e Técnica) sendo acrescentadas mais outras como:
Pedagógica, Artes, Educação e Empreendedorismo. Este resultado não
surpreendeu em virtude das grandes transformações que vêm ocorrendo no
mundo do trabalho e que afetam o campo de atuação do bibliotecário, que exige
um profissional atualizado, com conhecimentos diferenciados, muito mais
comprometido com a missão da instituição, e com maior capacidade de
relacionamento interpessoal.
Referências
ARRUDA, Maria da Conceição Calmon; MARTELETO, Regina Maria; SOUZA,
Donaldo Bello. Educação, trabalho e o delineamento de novos perfis profissionais:
o bibliotecário em questão. Ciência da Informação, Brasília, v.29, n.3, p. 1424, set./dez. 2000
CAVALCANTE Lídia Eugenia. Educação e aprendizagem contínua em
unidades de informação.In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIA, 18.,1998. Fortaleza. Disponível em:
www.biblioteca.ufc.br/arteducacao.html . Acesso em: 30 maio 2006.
CHRISTÓVAM, Maria Carmem Tavares. A formação permanente do educador e o
processo ensino-aprendizagem.In: COLOMBO, Sonia Simões (org.). Gestão
educacional: uma nova visão. Porto Alegre: Artmed, 2004.
GASQUE, Kelley Cristine Gonçalves Dias; COSTA, Sely Maria de Souza.
Comportamento dos professores da educação básica na busca de informação
para formação continuada. Ciência da Informação, Brasília, v.32, n.3, p. 5461, set./dez. 2003

�14
LE COADIC, Yves-François. A ciência da informação. Brasília: Briquet de
Lemos. 1996.
Martins, Robson Dias. Perfil do bibliotecário: uma realidade brasileira. Disponível
em: http://www.sindibrj.com.br/artigos/0001.htm. Acesso em: 30 maio 2006.
PROSDÓCIMO, Zulmira Purês Alves; OHIRA, Maria de Lourdes Blatt. Quem é o
bibliotecário em exercício no Estado de Santa Catarina: necessidade de educação
continuada. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO. 19., 2000, Porto Alegre. Anais... Porto Alegre: Associação
dos Bibliotecários do Rio grande do Sul. 2000 CD-ROM
TARGINO, Maria das Graças. Quem é o profissional da informação. In: ____.
Olhares e fragmentos: cotidiano da biblioteconomia e ciência da informação.
Teresina: EDUFPI, 2006. 266p. P161- 178.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Apresenta pesquisa realizada com os bibliotecários que trabalham nos CEFETS com o objetivo de identificar os meios utilizados, bem como os fatores que influenciam a formação continuada dos referidos profissionais. Trata-se de uma pesquisa de campo, de caráter descritivo, com abordagens quantitativa e qualitativa. O instrumento de coleta de dados constitui-se de questionários compostos de perguntas abertas e fechadas, enviados por e-mail, e auto-administrados. Os resultados mostram que os bibliotecários estão conscientes da necessidade de qualificação profissional, apesar de apontarem alguns fatores que dificultam o processo de formação continuada. Identificou-se que os meios mais utilizados para a atualização desses profissionais são: leitura de literaturas da area; participação em cursos de capacitação; participação em eventos e por meios eletrônicos (Internet); constatou-se também, que as áreas em que os mesmos precisam de mais capacitação são: Tecnológica, Administrativa, de Relações humanas e técnica.</text>
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