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                  <text>A AUTOMAÇÃO DOS CATÁLOGOS DE MONOGRAFIAS DO SISTEMA DE
BIBLIOTECAS DA UNICAMP: HISTÓRICO E ANÁLISE
Elaine Aparecida de Lima∗
Ana Regina Machado Moreira de Carvalho
Francisca Olinda Raposo Monsanto
Maria Lúcia Nery Dutra de Castro
Gilmar Vicente

RESUMO

Este estudo consiste de um histórico e análise da automação dos catálogos de
monografias da UNICAMP, a partir de 1989. Foram levantadas as diretrizes que
nortearam os processos de definição, desenvolvimento e implantação dos sistemas
de automação dos catálogos, utilizados ao longo dos anos, destacando-se a
cooperação com a rede BIBLIODATA/CALCO até os dias de hoje e o software atual,
o VIRTUA, o qual é a plataforma da Base ACERVUS, que contém os catálogos de
livros, teses, folhetos, obras raras e TCCs (Trabalhos de Conclusão de Curso) da
UNICAMP. Foram apontados alguns dos principais ganhos obtidos com a sua
implantação, em vista da automação destes catálogos e, de forma geral, em relação
as suas outras funções integradas. Dentre as ferramentas utilizadas na automação
do catálogo de monografias da UNICAMP, achou-se também importante enfatizar o
aplicativo BOOKWHERE, que através da catalogação copiada, trouxe a agilização
deste processo. O histórico tem como objetivo principal apontar caminhos, no que
refere à adoção de novas tecnologias de automação dos catálogos de monografias,
além de ser um resgate do trabalho realizado pelo Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP (SBU).
PALAVRAS-CHAVE: Catalogação - Automação. Tecnologia da informação. Virtua
(Software). Bookwhere (Software). Universidade Estadual de Campinas.

1 INTRODUÇÃO
Este estudo consiste em um histórico e análise da automação dos catálogos
de monografias, especificamente de livros, teses, folhetos, obras raras e TCCs Trabalhos de Conclusão de Curso do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU),
focalizando principalmente, os

recursos tecnológicos utilizados e as razões que

motivaram as mudanças ocorridas.

�A principal justificativa para sua elaboração é a importância de se relatar o
histórico da automação do SBU, que promoveu ao longo destes anos, a criação de
uma infra-estrutura mais eficiente no desenvolvimento de mecanismos, para rápido
acesso e recuperação da informação. Outra razão consiste no fato das bibliotecas
universitárias brasileiras serem precursoras no uso de tecnologias de informação no
País.
O relato desta experiência descreve como ocorreu o processo de seleção,
desenvolvimento, implantação e atualização dos softwares de gerenciamento dos
catálogos automatizados e esperamos que possa servir como subsídio à tomada de
decisões para a automação de outras bibliotecas.

2 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS – UNICAMP
A instalação oficial da UNICAMP data de 05 de outubro de 1966, apesar de ter
sido criada em 1962, sendo a Faculdade de Medicina, atualmente Faculdade de
Ciências Médicas (FCM), a primeira de suas Unidades a ser autorizada a funcionar,
em 1963. O campus principal está situado no distrito de Barão Geraldo, em
Campinas-SP e tem o nome de seu fundador e idealizador, Prof. Zeferino Vaz.
(UNICAMP, 2004)
Seu acervo geral de monografias era de 594.264 exemplares tombados, em
maio de 2004, sendo que 317.404 títulos e 529.535 itens já estavam disponíveis em
seus catálogos automatizados.
Nesse registro histórico da automação dos catálogos, assinalamos também
que, em 2004, houve a união da Seção de Monografias e Materiais Especiais com a
parte de recebimento e registro de Periódicos, motivada pelo Programa de
Certificação de Unidades e Órgãos, instituído pela UNICAMP.

�3 SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP – SBU
O Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU) está diretamente subordinado à
Coordenadoria Geral da Universidade (CGU) e tem como incumbência: prover apoio
aos programas de ensino, pesquisa e extensão, definir a política de desenvolvimento
dos diferentes acervos que compõem as bibliotecas da Instituição, possibilitar às
comunidades universitária e científica o acesso à informação armazenada e gerada
na UNICAMP, promover o intercâmbio de experiências e acervos e proporcionar
educação continuada aos profissionais das Bibliotecas. (SBU, 2004a, p.14). O
Sistema é composto pela BC (Biblioteca Central), 18 bibliotecas seccionais, alocadas
nas unidades de ensino e pesquisa e 2 arquivos alocados em centros de pesquisa,
atendendo às áreas de Humanidades e Artes, Tecnológicas, Exatas e Biomédicas.

4 BREVE HISTÓRICO DA AUTOMAÇÃO DOS CATÁLOGOS
A

necessidade

de

aperfeiçoamento

e

modernização

das

práticas

biblioteconômicas sempre existiu, em função da própria evolução da ciência, com a
geração de um número cada vez maior de informações técnico-científicas e mesmo
dos avanços tecnológicos na área de informação. Em vista disto, datam da virada do
século XX, mais precisamente 1901, os primeiros passos em direção à cooperação
entre bibliotecas, com o início da publicação e venda de fichas catalográficas pela
Library of Congress - LC (EUA).
No final dos anos 60, com o desenvolvimento da computação iniciada na
década anterior, surgem o projeto MARC (Machine Readable Cataloging) e o MARC
II, desenvolvido pela LC, que serviu de base para outros formatos, inclusive o
internacional, que é o UNIMARC. O MARC é um formato, isto é, um padrão para
entrada de informações bibliográficas em computador, que reorientou os recursos
tecnológicos da época, na incorporação da catalogação tradicional, porém,
constituiu-se em um processo de mecanização, ou seja, de uso da máquina e não de
automação. No que se refere à automação, propriamente dita, surgiram sistemas de

�gerenciamento automatizado de informações científicas como o ISIS (Integrated
Scientific Information System). (MEY, 1995, p. 27, 29)
Em 1972, Alice Príncipe Barbosa apresentou sua dissertação de mestrado a
respeito do projeto CALCO (Catalogação Legível por Computador), baseado no
MARC II. Em 1977, a Biblioteca Nacional (BN) lança suas instruções para a
colocação das informações padronizadas nas planilhas manuais, as quais iriam
alimentar a entrada de dados no CALCO e por isso a FGV adotou esse formato, o
qual foi implantado em 1980. Ainda na década de 80, a Rede passou a chamar-se
BIBLIODATA/CALCO e houve a entrada da BN (1982), o que fez dela, a rede
nacional por excelência para acervos multidisciplinares. (MEY, 1995, p. 33).
Em 1995, a Rede já contava com 800 mil registros e 63 Instituições
cooperantes, o que correspondia a mais de 200 bibliotecas e tinha como padrões o
MARC e o AACR2 e por isto era perfeitamente compatível com sistemas
internacionais de intercâmbio de registros bibliográficos. Ambos os catálogos, o
coletivo, e de cabeçalhos autorizados de nomes e assuntos, eram em microfichas,
com atualizações periódicas. Ainda em 1995, foi lançado o catálogo coletivo em CDROM, em dois volumes: um para obras em português e outro para obras em inglês e
outras línguas.

5 A EXPERIÊNCIA DA AUTOMAÇÃO DOS CATÁLOGOS NO SBU (SISTEMA DE
BIBLIOTECAS DA UNICAMP)
Durante o levantamento do histórico da automação do acervo de monografias
da UNICAMP foi encontrado um documento, datado de 1982, elaborado por
bibliotecários do Subsistema de Processamento Técnico (SPT) da Biblioteca Central,
intitulado “Fontes de Estudo de Fatos para a Análise do Sistema”, de especial
importância para esse histórico, pois descrevia e analisava as rotinas envoltas no
“processamento técnico” daquela época, de periódicos e “não periódicos (livros,
teses, monografias em geral, além de materiais audiovisuais, que incluíam

�microformas, partituras, diafilmes, transparências, filmes, microfilmes, discos, mapas,
fitas gravadas, microfichas)”, assim definidos, identificava as dificuldades e
recomendava a automação do processamento técnico de ambos os materiais e o
início imediato da automação pelos periódicos. Eles receberam prioridade devido à
necessidade de controle das assinaturas.
Assim, em 1982, deu-se início às ações para a automação das rotinas de
aquisição de assinatura dos periódicos. Em 1984 houve a automação do registro e
controle do recebimento dos periódicos, e o início da alimentação do Catálogo
Coletivo Nacional de Publicações Seriadas (CCN), mantido pelo IBICT e a partir de
1985, começaram várias outras iniciativas de automação para melhorar a área de
periódicos.
Para fins de delimitação desse estudo, porém, é necessário dizer que ele tem
como objetivo principal a automação dos catálogos de monografias, os quais podem
ser entendidos aqui, como os catálogos de livros, teses, folhetos, obras raras e TCCs
da UNICAMP, atualmente disponíveis na Base ACERVUS, que tem como plataforma
o software VIRTUA, dos quais trataremos depois. Os materiais especiais, ou
audiovisuais, como eram discriminados em 1982, foram minimamente processados
em algumas unidades do Sistema. Atualmente, porém, estão sendo estudados os
parágrafos MARC a serem adotados e parametrizados no VIRTUA, referentes a
estes materiais, para sua conseqüente catalogação e disponibilização na Base e por
isto não foram abordados neste trabalho. Contudo, cabe citar que a partir de 2000,
devido às necessidades dos próprios usuários do Sistema, os CD-ROMs e fitascassete começaram a ser catalogados. Estes materiais também não foram
abordados por estarem em fase de estudos complementares.
Em 1989 o Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU), com o objetivo de
modernizar os catálogos de monografias e torná-los compatíveis com padrões
estabelecidos, começou o trabalho de automação com a integração à Rede
BIBLIODATA/CALCO da Fundação Getulio Vargas, por tratar-se de uma rede
nacional de catalogação cooperativa. A participação na Rede cooperativa propiciou o

�compartilhamento de serviços e acesso à informação e com isso, o acervo da
UNICAMP passou a estar visível para as outras instituições cooperantes.
Em princípio, o trabalho de catalogação cooperativa, era realizado pela Seção
de Processos Técnicos da Biblioteca Central da UNICAMP, da seguinte forma: o
material bibliográfico era catalogado em planilhas manuais fornecidas pela FGV e
depois era digitado e encaminhado em disquetes à Fundação, para a geração das
fichas catalográficas. No caso de serem detectados erros de inserção dos dados, a
FGV gerava relatórios de inconsistência, os quais eram encaminhados à Seção de
Processamento Técnico, para as devidas correções. Então, esses registros eram
novamente digitados em planilhas com as alterações necessárias e reenviados a
FGV. Este processo era lento, o que prejudicava a disponibilização dos registros
bibliográficos para nossos usuários, podendo, inclusive, gerar entradas duplicadas de
uma mesma obra, durante esse trâmite.
Nesta fase, o próprio trabalho de catalogação era dividido em dois grupos: ao
primeiro cabia a parte das diversas pesquisas nas microfichas e execução das fichas
de autoridades de nomes pessoais, entidades coletivas, assuntos tópicos e
geográficos, visando a padronização das entradas e a alimentação da Base de
Autoridades da Rede, além das informações referentes às obras pesquisadas, as
quais eram passadas para o outro grupo. O segundo, fazia a catalogação
propriamente dita, com a descrição bibliográfica feita nas planilhas adotadas pela
FGV. Havendo, ainda, o trabalho de digitação das mesmas, por um grupo de apoio,
após o qual, eram geradas longas listagens para serem conferidas e corrigidas,
antes de serem enviadas para a GV, em disquetes. Passamos, após algum tempo,
para a fase em que cada catalogador fazia todo o trabalho desde as pesquisas até o
preenchimento das planilhas, restando ainda, a digitação pela equipe de apoio.
A FGV criou, então, o sistema de catalogação via CD-ROM e os
catalogadores passaram a executar todas as rotinas, inclusive a validação dos dados
para a FGV e as próprias cargas de dados para a Base ACERVUS.

�Como resultado do trabalho integrado de catalogação cooperativa com o
BIBLIODATA/CALCO, todas as Bibliotecas da UNICAMP recebiam fichas com seus
devidos desdobramentos dos materiais catalogados. Trimestralmente, a BC recebia
da FGV, fita magnética com os dados atualizados da coleção, que eram enviados
para o CCUEC (Centro de Computação), que processava e disponibilizava a
atualização do catálogo coletivo via Stairs. Estes dados podiam ser acessados
através de softwares decodificadores como o Stairs da IBM, já citado, e Micro-Isis, da
UNESCO.
Em relação à escolha das obras a serem catalogadas, o Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP adotou os seguintes critérios: priorizar as aquisições novas,
adquiridas através de compra ou doação, títulos mais usados, identificados após
estudo de uso, teses geradas na UNICAMP, atuais ou antigas, e títulos equivalentes
de obras em línguas, editoras e edições diferentes, e segundo Zanaga (1994), com
cotas mensais para as diversas Bibliotecas do Sistema. Ainda, segundo a citada
autora, “quando todo o material novo se esgotava, eram enviadas a Seção de
Processos Técnicos da Biblioteca Central, fichas catalográficas de livros já
processados em épocas anteriores à adoção do CALCO”. Cabe, ainda, ressaltar que
o Instituto de Economia (IE) tomou a decisão de catalogar na sua biblioteca todo o
seu acervo, no momento em que a UNICAMP entrou no BIBLIODATA/CALCO.
Existiram também estudos e projetos de conversão retrospectiva, para que se
aproveitasse a catalogação anteriormente feita, desde que mantido o padrão MARC,
procurando assim, integrar a coleção corrente e a retrospectiva. Dentre estes
projetos de conversão, merece destaque o que foi feito com a Online Computer
Library Center - OCLC (USA), através do WorldCat, de onde foram adquiridos 10.000
registros de fichas catalográficas, já prontas e inicialmente identificadas, via CatCD1,

1

CD-ROM que apresentava diversas bases de dados e tem como funções a exportação,
manipulação e indexação por diversos pontos de acesso e a geração de fichas
catalográficas, conforme Oliveira. (1998, p. 42)

�por se tratarem de obras estrangeiras existentes em nossos catálogos, mas não
encontradas na Rede de cooperação.
Os dados foram analisados, comparando-se o formato CALCO com o
USMARC, e a metodologia para o processo de conversão foi desenvolvida pelos
catalogadores da BC, iniciando-se assim, o Projeto de Conversão Retrospectiva –
RECON, desenvolvido com o apoio da Fundação Vitae e IBICT/CNPq. Com este
projeto foram gerados arquivos de dados, os quais foram exportados para o catálogo
coletivo da Rede BIBLIODATA/CALCO.
Em 1992 começa a segunda fase da automação dos catálogos de
monografias da UNICAMP, com a implantação de uma Base local de monografias,
através do Sistema SABi (Sistema de Automação de Bibliotecas). Este Sistema foi o
resultado de um convênio entre a Fundação Universidade do Rio Grande-RS
(FURG), a Fundação Getúlio Vargas e a IBM do Brasil. Em uma segunda versão, o
SABi2 foi criado com o objetivo de desenvolver e implantar um sistema de
automação de bibliotecas, que permitisse a integração desse sistema ao processo de
catalogação cooperativa, baseado no padrão nacional de intercâmbio de
dados bibliográficos. Permitia a recuperação por: autor, título e termo livre, além do
acesso online.
Em 1993, como produto gerado, destaca-se a participação da UNICAMP no
Banco de dados das três Universidades Estaduais Paulistas, o UNIBIBLI,
inicialmente em CD-ROM e agora, também, via Internet, o UNIBIBLIWEB com “busca
integrada

nas

bases

referenciais

ACERVUS/UNICAMP,

DEDALUS/USP

e

ATHENA/UNESP” (SBU, 2004b).
Por volta deste período, passamos internamente, pela migração dos dados já
existentes na UNICAMP em formato MARC, para o formato HTML. A UNICAMP
através da Biblioteca Central e do Centro de Computação da Universidade –
CCUEC, realizou um convênio com a Altavista Inc., o qual permitiu a migração dos
dados da UNICAMP, em MARC, para o formato HTML e com isso foi feita a

�conversão de cerca de 143.000 registros bibliográficos e 219.333 registros de itens já
existentes. Nesta interface da Base ACERVUS com Altavista, na Web, o usuário
tinha opção de busca simples: autor, título, ou busca avançada, a qual permitia o uso
de operadores booleanos.
Já no final de 1996, a FGV fez a mudança do formato CALCO, uma variante
do MARC, para o formato MARC propriamente dito. Assim, passou a trabalhar em
um padrão internacionalmente reconhecido e compatível. Em 2000, a FGV atualizou
de MARC para MARC21.
Estatisticamente, a UNICAMP contribuiu com 177.977 implantações e 95.745
cooperações como participante da Rede BIBLIODATA/CALCO até maio de 2004.
Catalogamos, ainda, 23.025 obras através do sistema CopyCat do BookWhere.

6 SOFTWARE VIRTUA
A UNICAMP, iniciou em 1995, o processo de estudo, definição, aquisição e
implantação de um software de funções integradas, para a automação de seu
Sistema de Bibliotecas, modernizando e atualizando o plano de automação anterior,
iniciado com os periódicos em 1982, passando, portanto, a dar início a uma nova
reestruturação dos seus catálogos automatizados.
A proposta apresentada por Villalobos (1995, p. 6) para a aquisição de um
software integrado e da infra-estrutura física necessária para as bibliotecas da
UNICAMP, tinha como objetivo geral a modernização, a modificação de conceitos e
da arquitetura do “Plano de Automação do Sistema de Bibliotecas”, existente na
época. Os objetivos específicos que dela constavam resumem-se em:
­ Melhorar as condições de pesquisa e docência no que refere ao apoio bibliográfico
e informacional, através da maior rapidez e eficiência nos serviços aos usuários
internos e externos;

�­ Propiciar

as

integrações

do

Sistema

de

Bibliotecas

(trabalhando

com

centralização/descentralização das rotinas, conforme as necessidades e status de
cada biblioteca) e das funções de biblioteca, catalogação, aquisição, circulação e
controle dos materiais bibliográficos;
­ Disponibilizar os acervos bibliográficos das 19 bibliotecas do Sistema, inclusive o
retrospectivo desde 1990, facilitando o acesso interno (integração à Rede UNINET) e
externo (via Rede Nacional de Ensino e Pesquisa – RNP/INTERNET), através de um
sistema de recuperação mais potente e ágil (Online Public Access Cataloging –
OPAC).
Durante os procedimentos para a definição da proposta de compra do
software foi constituída uma comissão, chamada de “Grupo de Discussão”, na qual
estavam representadas as várias categorias da comunidade universitária. O pedido
de financiamento foi feito à FAPESP.
Para a escolha do software, o Grupo de Discussão analisou a literatura
especializada, as propostas dos fornecedores e fez testes para chegar a definição do
produto mais adequado, sempre tendo como critério básico a adoção de um sistema,
o qual privilegiasse “uma arquitetura aberta, com conceito cliente/servidor,
acompanhando assim, as tendências internacionais” (VILLALOBOS, 1995, p. 4)
As características exigidas do software foram: facilidade de uso, condições
dos fluxos de serviços, padrões, capacidade de importação e exportação de registros
de outras bases, suporte para clientes, performance, flexibilidade e adaptabilidade a
mudanças, recursos para integrar os bancos de dados já existentes, com ferramenta
para geração de arquivos e relatórios, base de dados distribuída, adoção de padrões
como interface gráfica Motif e Windows), Bosix, Protocolo TCP/IP, custos. Além de
possuir funções integradas de aquisição, catalogação, catálogo online de acesso
público, circulação, empréstimo entre bibliotecas e divulgação do acervo com regras
passíveis de serem parametrizadas e totalmente integradas.
O software que preencheu os requisitos foi o VIRTUA, fornecido pela VTLS
(Virginia Technical Library Science Inc.). Ele adotava o MARC, o que permitiu uma

�melhor interação com outras bases, para cooperação e intercâmbio de acervos e
serviços. Além de ser um software de gerenciamento de bibliotecas integrado, com a
capacidade para promover o relacionamento entre os módulos e/ou funções
desenvolvidas pelo Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, dentre elas a catalogação.
Em março de 1997, teve início o processo de implantação do novo software,
primeiramente com os Grupos de Estudos por Funções – GEs (de catalogação,
periódicos, referência e circulação). Eram os grupos especialistas, os quais deveriam
estudar, traduzir e preparar a entrada do VIRTUA no Sistema de Bibliotecas da
UNICAMP.
O VIRTUA foi implantado no SBU em 10 de dezembro de 1999, com os
módulos: catalogação, OPAC e relatórios. Em outubro de 2002, veio o módulo de
circulação, inicialmente com dois pilotos, o Instituto de Economia (IE) e o Instituto de
Física (IFGW). Nos anos seguintes, o módulo de circulação foi sendo incorporado
pelos demais Institutos e Faculdades.
O VIRTUA por ser um software de funções integradas, ainda está em fase de
estudos e implantações, porém contamos atualmente com a função de circulação, já
implantada, e existem outras funções com os estudos bem adiantados. Durante esta
fase de implantação, o VIRTUA coexistiu com o Altavista, aplicativo antes
responsável pela disponibilização do catálogo da UNICAMP, via Web.
Entre os ganhos obtidos com o VIRTUA pode-se destacar:
­ Autonomia no gerenciamento da Base ACERVUS, ou seja, independência para
fazer a atualização dos dados locais;
­ O crescimento exponencial do número de registros na Base ACERVUS, devido
às facilidades que ele oferece na hora de dar cargas aos bancos de dados dos
registros novos, quer sejam implantações, cooperações, catalogação copiada ou
itens idênticos aos já existentes. Sendo que esses últimos podem ser imediatamente
acrescentados à Base, ou seja, há uma atualização em tempo real dos dados
inseridos, para o usuário;

�­ Facilidade para utilização de outras fontes de pesquisas, tais como as Bibliotecas
Nacionais, quer sejam do Brasil ou de outros países, Cabeçalhos de assunto e
autoridades da Library of Congress, e também, o uso de aplicativos, que capturam e
importam registros de bases de dados de domínio público, disponíveis na Web ;
­ Quanto ao fator humano, sublinhamos o crescimento do grupo com a integração
e a troca de conhecimentos entre profissionais de diversas áreas, quando da escolha
e parametrização do software, e principalmente, a constatação de nossa autonomia
para gerar e administrar as informações que compõem a nossa Base ACERVUS;
­ A grande capacidade de armazenamento e importação de dados, além da
compatibilidade com sistemas que permitem a catalogação copiada, como é o caso
do aplicativo BookWhere, que veremos em seguida;
­ O VIRTUA também trás consigo a possibilidade da incorporação de novas TIs
(Tecnologias de Informação), por estar em constante evolução e definição de
políticas que atendam as novas formas de tratamento da informação. Haja vista, o
artigo de Kenney (2003), onde o presidente da VTLS, Carl Grant, discute alguns itens
relacionados ao futuro dos sistemas integrados de Bibliotecas: a) como colocar
informação na Web usando XML, b) o desenvolvimento dos sistemas, c)
metasearching, d) sistemas integrados versos sistemas com integração. A respeito
deste último item Carl Grant relata que: “The functional integration of systems is
absolutely where we are headed.”
Logo a seguir apresentamos uma tabela com a evolução da Base ACERVUS,
a partir da implantação do VIRTUA. Podemos observar que houve um crescimento
significativo no número de registros inseridos, com alguns fatores variantes, como os
projetos de catalogação, nos quais devido ao aumento do número de pessoas para a
alimentação da Base, ocorreu um crescimento proporcional na quantidade de
registros. Existem ainda variações nos números da inserção de autoridades, devido a
ajustes feitos, como a exclusão de duplicidades de entradas. Estas alterações dos
índices só foram possíveis com a autonomia proporcionada pelo VIRTUA.

�Tabela 1

Anos

Registros
Bibliográficos

Itens
Bibliográficos

Autoridades
(Autores
pessoais,
entidades,
assuntos e
outros)

1999

179.868

249.333

854.221

2000

24.613

32.634

835.730

2001

22.619

35.823

835.730

2002

44.819

93.957

835.729

2003

34.363

68.914

854.221

2004

9.285

18.368

854.221

Observações

Início do VIRTUA
Conversão de
Registros
Ajuste de
Autoridades

Projeto IFCH

Dados até Junho

Fonte: Módulo de relatórios do VIRTUA - emitidos pela área de Tecnologia de Informação SBU em junho de 2004.

7 BOOKWHERE
Desde 2001, o SBU vem fazendo uso de uma nova tecnologia, com o intuito
de agilizar o trabalho de catalogação do seu acervo bibliográfico, que é o aplicativo
BookWhere, desenvolvido pela Sea Change Corporation (Canadá), que usa o
protocolo de comunicação Z39.50 e o Internet Explorer, para acessar e importar
registros de diversas bases de dados de domínio público, disponíveis na Internet. Na
versão 3.3.0 do BookWhere, utilizada atualmente pela UNICAMP, existem cerca de
705 bases de dados, com a maioria dos registros catalogados em formato MARC.
O método para o uso do BookWhere foi desenvolvido pela Diretoria de
Processos Técnicos e tem como objetivo a importação e o tratamento do registro
bibliográfico selecionado, respeitando seu formato original e ao mesmo tempo
adequando aos padrões locais, como o AACR2, por exemplo. O tratamento do
registro consiste em manter a fonte da catalogação original, a qual é identificada no
parágrafo 040 e ainda confirmada pela indicação, no parágrafo 950, de que trata-se

�de uma catalogação copiada. Os campos de identificação local das Instituições das
quais os registros são importados, são excluídos e substituídos pelos campos
identificadores de nossa Instituição no VIRTUA. Outros campos são acrescentados
ou substituídos, conforme padrões locais, dentre eles, o número de chamada, notas
locais, cabeçalhos de assunto e número de tombo.
Os cabeçalhos de assunto em língua estrangeira são mantidos, mas com a
alteração dos indicadores, para que não sejam geradas entradas no índice de
assunto. Entretanto, eles são precedidos dos nossos cabeçalhos em língua
portuguesa.
O BookWhere está agilizando a catalogação do material bibliográfico, quer
seja das novas aquisições, ou mesmo do acervo retrospectivo do SBU, pois em
média foram catalogados 7% de todo o acervo, desde o início de sua utilização.

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Algumas constatações podem ser feitas a partir do histórico da automação dos
catálogos de monografias da UNICAMP. Dentre elas, podemos citar a necessidade
de um período de adaptação, para a incorporação de uma nova tecnologia de
informação, no que refere a automação de catálogos, o que se deve às etapas de
desenvolvimento, parametrização, implantação e até mesmo, da efetiva utilização
dos catálogos automatizados. Neste contexto, surge a necessidade da busca de
saídas alternativas, para diminuir o tempo e os custos despendidos no processo de
automação dos catálogos.
Para esta agilização, sugestões válidas seriam o acompanhamento de
experiências de uso de tecnologias correlatas, tanto em âmbito nacional, como
internacional, e o estabelecimento de parcerias entre instituições envolvidas em
atividades paralelas.

�A Catalogação procurou sempre zelar pela qualidade da informação da Base,
e tão importante quanto o suporte neste processo, o VIRTUA também contribuiu com
a autonomia no tratamento dos catálogos, uma vez que passou a ser atualizada
primeiramente a Base ACERVUS e posteriormente a Rede BIBLIODATA da FGV,
eliminando assim a defasagem de dados, que até então ocorria, quando era feito o
processo inverso. Outro ponto importante que o VIRTUA proporcionou foi o
gerenciamento das bases de autoridades.
O VIRTUA ainda possibilitou o uso de aplicativos como o BookWhere, a
afirmação e reformulação de conceitos e a ampliação da gama de ferramentas, além
das possibilidades propiciadas por um banco de dados de grande porte, em sintonia
com as políticas mundiais de expansão e melhoria dos softwares integrados.

REFERÊNCIAS
KENNEY, B. The future of integrated library systems. Library Journal, jun., p. 36-40,
2003.
MEY, E. S. A. Introdução à catalogação. Brasília: Briquet de Lemos, 1995.
OLIVEIRA, N. M.; et al. Compact Disc Cataloguing - CatCd: análise de um
instrumento para conversão retrospectiva no Sistema de Bibliotecas da UNICAMP.
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SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP. Planejamento estratégico: PLANES –
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∗

Bibliotecária/Seção de Monografias e Materiais Especiais/SBU/UNICAMP: ellima@unicamp.br
Bibliotecária/Seção de Monografias e Materiais Especiais/SBU/UNICAMP: anare@unicamp.br;
Bibliotecária/Seção de Monografias e Materiais Especiais/SBU/UNICAMP: olinda@unicamp.br;
Maria Lúcia Nery Dutra de Castro Bibliotecária/Chefe da Seção de Monografias e Materiais
Especiais/SBU/UNICAMP: maluci@unicamp.br; Gilmar Vicente Bibliotecário/Diretor do
Departamento de Tecnologia da Informação/SBU/UNICAMP: gil@unicamp.br; Universidade
Estadual de Campinas Sistema de Bibliotecas da UNICAMP – SBU R. Sergio Buarque de
Holanda, s/nCaixa Postal 6136 13081- 970 - Campinas - SP - Brasil

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              <text>Este estudo consiste de um histórico e análise da automação dos catálogos de monografias da UNICAMP, a partir de 1989. Foram levantadas as diretrizes que nortearam os processos de definição, desenvolvimento e implantação dos sistemas de automação dos catálogos, utilizados ao longo dos anos, destacando-se a cooperação com a rede BIBLIODATA/CALCO até os dias de hoje e o software atual, o VIRTUA, o qual é a plataforma da Base ACERVUS, que contém os catálogos de livros, teses, folhetos, obras raras e TCCs (Trabalhos de Conclusão de Curso) da UNICAMP. Foram apontados alguns dos principais ganhos obtidos com a sua implantação, em vista da automação destes catálogos e, de forma geral, em relação as suas outras funções integradas. Dentre as ferramentas utilizadas na automação do catálogo de monografias da UNICAMP, achou-se também importante enfatizar o aplicativo BOOKWHERE, que através da catalogação copiada, trouxe a agilização deste processo. O histórico tem como objetivo principal apontar caminhos, no que refere à adoção de novas tecnologias de automação dos catálogos de monografias, além de ser um resgate do trabalho realizado pelo Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU).</text>
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