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                  <text>BiaioiEconoMifi

K

BNTAC/IO

hí.oíviria Lima

Aíiondinfiento de «scolare
Bibliotecas Públicas

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�SEGUNDO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO

Atendimento de escolares em Bibliotecas Públicas
por
Etelvlna Lima

Salvador
1959

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�I

TOMA 9

ATENDIMENTO ^ ESCOLARES EM BIBLIOTECAS; pfelICASL?

Trabalho apresentado por Etelvlha
L4màj__Chefe da Divisão de Extensãô

da

Biblioteca Publica de Minas Geraisj&lt;
contribuição ao item 9® do Temário

do

II CONGRESSO PRASILEIilO DE .BIBLIOTECONOMIA,

1959

r' ?

�ATENDIMENTO DE ESCOLARES -EM BIILIOTECAS PfeLICAS.

Trabalho apresentado por EteJLvina
Lima, Chefe ^a Divisão de Extensão
dq
Biblioteca^Publica de Minas Geçais,conjo
contribuição ao item 9° do Temario do
II CONGBESSO BRASILEIRO DE BIPLIOTECONOHIA.

SINÓPSE.

O trabalho focaliza a falta de bibliotecas oacolarei
em nosso meio e a necessidade de atuarem as bibllotocat públicas como síjantÃS

a eoXuborftfljiV Aom. 4^-^-

estabelecimentos de ensino nos seguintes

•

1. Ampliação de regulamentos para pârttt^ir a frec^uej;}
cia de leitores menores às s&amp;laa dQ loiturft*
2* Necessidade de pessoal

n

aos esoolaros em t&gt;lbliotô&lt;iAS públicas»
5. ^^timposição do acervo adequado à prestação dos ser
viços,
U* Normas relativas ao atendimento propriamente dito.
5. Relações públicas do serviço de atendimento a escolares#
6, Empréstimo domiciliar.
7» Colaboração prestada aos"estabelecimentos de ensino através dos serviços de extensão bibliotecária.
8, Colaboração com os profesSortes.
'&gt; : f
' .V

:t
• y

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�Não se concebe uma escola, em nossos dias,

sem uma

biblioteca, onde alunos e professores encontram o material im
presso destinado a alargar seu campo de conhecimentos.
Se o ideal da educação e o desenvolvimento inte

—

gral do indivíduo, de modo a que suas qualidades latentes sejam postas em evidência para o bem comum, não se pode mais aceitar a idéia antiga de aprendizado pelas simples memorização de um texto ou de notas de aulas, seguidas pelos proces-rr
sos comuns de verificação da matéria aprendida. O adulto

bem

desenvolvido precisa formar um conceito próprio do que aprende e este conceito e -dôpl-vfikôo

«xpexlQßcia própria,

que possível ou, então, em muitos casos, da 43mlt-ipJ-i&lt;s^aöö
opiniões sobre um mesmo assunto, formuladas por autoridades dj.
versas e encontradas em livros, folhetos, periódicos» etc..
Dificilmente um adulto - e muito menos, laa escolAT "
poderia adquirir todos os livros e periódicos que lhe pôrmiti^
sem estabelecer contato com o pensamento e ç progresso da huma
nidade»

Isso não lhe seria possível, quer pela vultosa despesa

que a compra acarretaria, quer pela dificuldade de alojamento
do material adquirido em casas ou apartamentos residénciais
ou mesmo em escritórios. Agrava o problema, ainda, o preço exa
gerado dos livros escolares e a tendência, cada vez mais acenA
tuada, da troca anual de compêndios e manuais adotados em esta
bolecimentos de ensino secundário do nosso País,

o que impossi

bilita o aproveitamento dos livros até por membros de uma mesma família.
Tornou-se, portanto, uma obrigação dos governos

—

principalmente daqueles que têm por base o &gt;loto consciente

de

seus cidadãos - manterem bibliotecas, assim como mantém escolas. E, ainda, em todas ae escolas, de todos os"níveis öe
no, cuidam "OS governes da -nanutenção de biblioteca«.

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lí

�_ 2 -

Assim e que, compreendendo a necessidade de biblioteca, atualmente considerada um dos pontos vitais das escolas

,

a Divisão de Ensino Secundário condiciona o reconhecimento

dos

estabelecimentos de ensino a existência de uma biblioteca,

Com

efeito, pela Portaria n; 501, Anexo II, -aquela Divisão do Mini^
tério de Educação e Cultura estabelece, entre outras condições
de aparelhamento material para estabelecimentos que pretendem
o reconhecimento oficial,

os pontos e^enciaisjBlaiiv^js-^LS-'-i)^

bliotecas; coleção para professores e alunos, com um mínimo de
1.000 volumes; sala de leitura com 25 lugares, no mínimo;

co

leção de referência, etc.,
A preocupação dos órgãos oficiais pela existência e
bem aparelhamento das bibliotecas escolares revela-se ainda pe
Ia publicação, éa dezembro de 1957) do- litro "BIBLIOTECA ESCOLAR", editado pela CADES (Campanha de Aperfeiçoamento e Difu são do Ensino Secundário), no qual encontram-se, formulados em
linguagem clara e concisa,

os princípios e métodos relativos a

organização e funcionamento de bibliotecas em estabelecimentos
de ensino secundário.
Pela simples observação da realidade, nota-se, entretanto, que, apesar das exigências do Ministério de Educação
e Cultura e dos cuidadis que merocem- da parte da Divisão

de

Ensino Secundário, as bibl-^otocas escolares, a situação está
I
muito aquém do ideal. Muitos des melhores estabelecimentos de
ensino secundário não se acham aparelhados para prestar os ser
viços bibliotecários mínimos essenciais a professores e alu

—

pós. Ate mesmo*cs estabelecimentos oficiais- enfrentam dificul■
» V
dades de espaço, de pessoa!], e, principalméhtçj de verbas para
í
•
manutenção de suas bibliotecas em condiçõéá,

não ótimas,pe-

/
Io menos razoaveis«

'
■

! ■

»•;: 4'; *

■ V ■; ;^V:. .
O movimento renovador do ensino Verificado princi—
iv
.

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l'g

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�- 3 -

palmente com a crlaçao öas Faculdades de Filosofia leva alUíioèi
e professores a se utilizarem, cada vez mais, dos recursos

bi

bliograficos das bibliotecas locais.
Qual sera a posição das Bibliotecas Publicas perante o assunto?
Deverão elas, mesmo com sacrifícios de verba,

pes-

soal, etc., atender aos escolares, realizar a tarefa que compe
te as bibliotecas escolares?
Mesmo era países onde as bibliotecas, publicas e eâ«
eolares, atingiram um desenvolvimento extraordinário r nos Esr
tados Unidcs, por exemplo - a questão é amplamente debatida,
Ainda era fevereiro do corrente ano^—cí^^^à^^LrA^ Bulla
tin"

(v,

n.

2) dedicou-se inteiramente aos problemas de-r«^

laçjes entre bibliotecas públicas e escolares. As soluções en)
»ontrada« p«la5. osp»&lt;ji^i±^t-&amp;3
não nos
A
^
em sua essencia, as que resolverão melhor os pr-oblemcs no meio
escolar brasileiro, pois embora, em sua maioria, os artigos con
tidos no citado número do A,L.A, Bulletin salientam a necessi —
dade de colaboração entre bibliotecas públicas e escolares, nota-se, em todos, uma certa tendência a restrição dos itens dessa colaboração,
Êm nosso país,

onde existem p- ucas bibliotecas esco-

lares eficientes, e, infelizmente,
tecas publicas,

tambéii pouquíssimas biblio -

julgamos imprescindível essa colaboração em to-

dos os aspectos. Aliás, devemos considerar que se a tendenda ^
' V '
tual das bibliotecas públicas norte-amerii'á^as é de restrição
aos serviços prestados a escolares! isto fc«?-deve ao desenvolvi—
•T í '
mento atingido por suas bibliotecas, b quô &gt;'^i?mitô uma separa ção nítida de campos de trabalho. E'

beia c'äti^eclda a est-reita

colaboração que exj,stiu naquele país,• ení

'^tolos do século

XX, entre as instituições escolares 'e^as bi'b'ii otac^s públicas
sendo estas, por vezes, as responsáveis d!L:í'etôí

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pQlß

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lí

,

�e manutenção daquelas e, também, atuando as "bibliotecas escolares, em locais onde não existiam outras instituições, como verdadeiras bibliotecas públicas, isto é,

franqueando suas cole

—

ções à população, em horários que não prejudicassem as atividades escolares.
Esta colaboração estreita é que reclamamos para nossas bibliotecas, atualmente.
Numa tentativa de sistematização, traçamos as diretrizes abaixo,

que poderão ser adotadas

pelas bibliotecas pú -

blicas, observadas as condições 'peculiares a cada uma.
Salientamos, entretanto, a necessidade de se criarem
cada vez mais bibliotecas escolares, bem aparelhadas, para
aos adolescentes a opcrirunidade -de-uma ed-iig?rt^Q

dar

^

çao indispensável ap progresso de nosso pais.
Esclarecemos, ainda, não ignorar que, de acordo com
o "Guia das Bibliotecas Brasileiras" editado pelo Instituto Nacional de Livro, existem, no Brasil, muito mais bibliotecas es1
'
^
colares que publicas. A experiencia de quase 15 anos de trabalho bibliotecário nos leva, entretanto, a afirmar que,

se de fa

to existem bibliotecas em quase todos os ginásios e colégios
brasileiros, não passam estas, em sua maioria, de simples amontados de livros,

zelozamente defendidos contra o uso sacrílego

dos alunos, considerados meros J,C5'trnidores de livros.
Sabemos também que as poucas bibliotecas públicas,
para as quais o uso dos livros constitui uma finalidade lógica,
A
vem apesar de lutap insanas, conseguindo modificar o conceito de
serviço bibliotecário no Brasil.
Âs Bibliotecas públicas,

portanto, é ditigiflo este

trabalho,
1. Ampliação de regulamentos. ,
Quando dizemos escolares, refárimos-nos, neste traba
lho, aos alunos de cursos secundários, adolescentes entre 12

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e

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�17 anos, Não nos referimos especialmente aos alunos de escolas primárias, frequentaderes das seções infantis das bibliote
^
M
A
cas, pois estes, empenhados que estão em dominar a mecanica da
leitura, encontram ótimos auxiliares em livros recreativos exl^
tentes em bibliotecas infantis e, às vezes, nos próprios grupos
escolares ou escolas primárias,
Referimo-nos àqueles escolares que

aasobarba-

dos pelo número excessivo de "âevôr«s"-'prescr-itos pelos
sores e que procuram as bibliotecas públicas, desorientados, em
busca de um auxílio para a solução de seus problemas,
A fíJSquência desse tipo de escolares às bibliotecas
píblioas. reflete-««- r^n

a-J iprmjim ^

bição da entrada, em salas de leitura, aos menores de lij anos.
Algumas bibliotecas costumam estabelecer a idade mínima de
anos para a entrada livre em salas de aíultcs. Os menorea
atendidcs em bibliotecas ou seções infantis. Entretanto,

16
js^ '
nao

se acham estas aparelhadas para atender, realmente äo occolcr
qae, de um modo geral, procura a biblioteca para:
a) ler algum livro, ou trecho d3 livro, especifica —
mente marcado pelo professor, para ampliar conhecimentos5
b) ler alguma coisa sobre determinado assunto, procu
rar a biografia de certa pessoa, para a eJabiração de um trabalho que lhe assegurará a nota, mensal,
A coleção das bibliotecas infanV.is não e suficiente
para o atendimento perfeito desses leitores«

Hão e possível ter

-se, em duplicata, a coleção de referencia^

rincipal elemento

de informação usado pelo EQ tipo de escolaí;e j , acima citado5
nem mesmo para o primeiro grupo será fácil èna ••ontrar, nas cole
çoes infantis, os elementos necessários ab ttp tü&gt;álho&gt;

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^ ... ..r..»..,,.

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que os "resumos^ e "fichas tibliograficas" exigidos pelos pro fessc'res öizem respeito, principalmente, à literatura, da

qual

deverão ler os principais autores.
Torna-se necessária, portanto, uma quebra do regulamento no que diz respeito a frequencia dos leitores menores ~ às
salas de leitura e aos serviços de empréstimos domiciliares de^
tinados a adultos. Caso contrário, veremos pois, mães e irmãos
mais velhos procurando as bibliotecas para fazerem, eles mesmos,
as tarefas dos escolares, com pre;jui2o evidente destes últimos,
• '■
v' . ' ' •
A
E' claro que a permanencia de menores em salas comuns
da biblioteca acarreta sérios transtornos, relativam^nta à dis/
/
*
A
■
ciplina, por exemplo. Sera difícil um trabalho de refeTôjncla
A

■■
'

feito a escolares sem prejuizo des demais freqüentadores das SS"
^
A
Ias de leitura. Para evitar a duplicação de obras de referencia
que, como acima afirmamos, constituem a base do serviço,

não

aconselhamos salas especiais destinadas a escolares. Mesmo porque ' o efeito psicológico criado pela separação dos adolescentes
em salas próprias resulta em afastamento da Biblioteca. E'

por

demais conhecida a repugnância que têm os meninos e meninas
serem considerados crianças.

em

Julgamos mais acertado que se re -

serve, para os adolescentes, ura canto na própria sala de leitura comum, próximo à coleção de referência.
Podemos afirmar,

sem medo de errar, que os escolares

dão trabalho em dobro ao bibliotecário de referencia. Por esta
razão, recomendamos o 2ö item de nosso trabalho, isto e:
2. Existência de um bibliotecário especializado
A
referenda a escolares,

em

Sao obvias as vantagens da especialij-zaçao. í melhor
padrão de serviço, em primeiro lugar; e, depois, com a separa—
ção de atribuições, melhor atendimento aos adultos, que ocuparão o bibliotecário de referência geral; serão também favorecidos os escolares,

cm

1

que terão, à sua disposição, um bi^''.■'

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'

"'-Io

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que conheça de perto seus prrblemas e necessidades e lhes dará
toda a atenção*
Alem do trabalho de referencia e atendimeíito aos le^
tores, o bibliotecário especializado atuará como agente de rela
ções publicas entre as escolas e a biblioteca pública, da mane^
ra que, em outro item, especificaremos.
3. Seleção do acervo destinado a escolares»
A seleção dos livres de maneira a facilitar o aten dimento eficiente aos escolares é de grande importância.
3.2; - Evidentemente, não pode a biblioteca pública
adquirir exemplares de um mesmo livro em número suficißnt« T&gt;ara
atender a dezenas de pedidos simultâneos,
tendência dos professores, que,

Observp-se uma

cartA

quase sempre, exercem a profis-

são em vários estabelecimentos, de recomendarem a mesma leitura
a alunos de várias turmas e de colégios diferentes.

Isto traz

um acúmulo enorme de pedidos para um mesmo livro, O problema se
rá, em parte, resolvido pela existência de um exemplar permane|i
te nas salas de leitura, para consultas no local e também

pela

diminuição de prazos de devolução dos empréstimos domiciliares
e pelo serviço de reservas. Mas a coleção devera conter vários
exemplares de determinados títulos. A dificuldade está em

se

decidir quais os títulos que deverão ser duplicados, A colabora
ção estreita entre professores e bibliotecários poderá determinar a necessidade de aquisição de duplicatas de livros. Fator
importantíssimo para esse assunto é a observação das estatísticas de consulta e empréstimos em anos anteriores. Ver-se-á

que

há repetições nitidamente marcadas; que, em determinados períodos do ano escolar, há uma procura maior por tais assuntos} que
certos títulos são procurados em determinados meses. Dessa ma —
neira, poder-se-a estabelecer um certo método de aquisiçao

do

acervo, completando os assuntos mais desfalcados e duplicando
determinados títulos. E'

cm

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claro que haverá sempre o erro de

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jul-

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�gamento. Livros comprados na previsão de uma '-rocura excessiva
permanecerão nas estantes, sem que a compra se

justifique,

3.2 - Outro aspecto a ser focalizado na seleção

do

acervo para o atendimento a escolares é o relativo ao livro de
tesèto propriamente dito. Deverá a biblioteca pública comprar,
ou não, livros de texto?
Pensamos que, pelo menos, dois exemplares de cada
livro adotado pelos estabelecimentos de ensino secundário dev§,
rão ser adquiridos pela biblioteca pública local.

Isto porque

grande parte dos assuntos procurados pelos escolares encontra-se explicada, de maneira mais accessível, nesse tipo de li

—

vrcs. E o aluno, pouco acostumado a fazer uso de tratados e ma
nuais mais complexos, encontrará nos livros de texto que não os
adotados por seus professores a informação condensada que o ha
bilitará a resolver, pelo menos, o problema de

seu interesse i

mediato. Naturalmente, essa política trará uma sobrecarga considerável ao orçamento das bibliotecas, porque é incrível a va
riedade de livros de texto adotados, às vezes, por um mesmo
légio. Mas há sempre aquelas mais conceituados, de autores melhor cuedenciadcs, que serão os escolhidos.
3.3-0 acervo destinado ao atendimento de escolares
poderá ser grandenio&gt;n+-r&gt;

^ qg coleções de recottes,

classificados ou alfabetados por assv.-."^

-'ix^ipalraente

para

biografias, cujas fontes são tão falhas, em língua portuguesa,
o bibliotecário de referencia enfcontrará um precioso auxiliar
em uma coleção de recortes bem organizado. A técnica de organização desses recortes e

sobejamente conhecidaj pelo que nos di^

pensamos de explaná-la.
h* Atendimento em sala^ ^ leitura,
Uma vez composta a coleção e designado um ou mais b^
bliotecarios de referencia para movimenta-la,

julgamos oportuno

alinhavar alguns conselhos relativos ao atendimento,

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isto e, ao

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trabalho de referencia pt*òpriamente dito,
/i,l - O que nos desperta a atenção, primeiramente,
e a extensão do serviço a ser prestado. Pela consulta a manuais
A
de referencia, vê-se que quase todos estabelecem o limite
do
atendimento na localização do livro que contenha a informação pe
dida. Êste e um ponto no qual a prática nos leva a discordar dos
conceituados autores daqueles manuais. Come poderá o blblioteß£
A
rio de referencia entregar ao escolar bisonho, que-nunca entrou
em contacto com índices, táboas de conteúdo &amp;

clessifi,

cadcs de livros, um volume fechado para que, nele, possa locali
zar o que procura? Kepetimos mais uma vez: em nosso país, as bi.
bliotecas escolares, onde os alunos deveriam aprender, indivi dual ou coletivamente, a usar catálogos e livros, não estão ap^^
relhados para oferecer tais ensinamentos. E.' nôo^ssariOj jxaytaja
to,

que a biblioteca pública atúe, ainda neste setor ^ cono ageji.

te supletivo da biblioteca escolar. E'

preciso portanto que

o

bibliotecário, além de localizar o livro, localize dentro dele,
o assunto pedido, aproveitando a ocasião para ensinar o caminho
seguido. E'

preciso, até, que o bibliotecário converse com

o

leitor que, às vezes, mesmo lendo determinado trecho, nele

não

consegue identificar o que lhe diz respeito, uma vez que

não

encontra as palavras textuais do professor. O uso de um texto
único e do sistema de

"notas e apostilas de aula" incapacita os

escolares a estabelecer um ccnceito pela leitura de vários au tores, e êste é, a nossr ver^ um dos mais gravas defeitos

de

nosso sistema escolar. A pequena contribuição que o bibliotecár
rio, que é, antes de tudo, um educador, trouxer para a melhoria
das condições de ensino,

será valiosa. Jíão ignoramos as dificul

dades que a adáção dessa medida trará a biblioteca. Nem estamos
por certo, recomendando aos bibliotecários quéfagam os trabalhos
/
A
escolares para os seus leitores'. Ha um meio termoj que consideramos ideai: não peíder, nunca, a oportunidade .de ensinar algu-

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ma coisa, de alargar as possibilidades intelectuais dos pequenos
leitores. Ensinar-lhes, quando ignorarem, a consulta a um livro
cujo arranjo seja alfabético, pois é surpreendente o número de
adultos que sentem dificuldades até em sonsultar a lista telefoq
nicat Sugerir o uso de dicionários e enciclopédias para aclarar
dúvidas. Ensinar a usar os próprios catálogos existentes na biblioteca para a organização de pequenas bibliografias. Ensinar,
até, alguns rudimentos da técnica das citações bibliográficas,
pois, quem sabe, esse ensinamento será o único,

sobre o assun-

to, que o leitor terá era toda a sua vida de estudante.
Ita trabalho mais sério poderá ser tentado, em colab£
ração com as escolas, promovendo visitas declasses à biblioteca
0
publica para que os alunos recebam, em grupos,

w
A
instruções sobre

o uso de livros e dos recurscs bibliográficos. Êste item será
mais desenvolvido no no 5 deste trabalho.
Para encerrar estes conselhos, repetimos:

a função

da biblioteca pública, no setor do ensino, é supletiva. Xs bibliotecas escolares compete preparar os alunos para a pesquisa
bibliográfica.
U*2. - Um conselho; não deixar, nunca, de anotar quö3L
quer pesquisa, desde que trabalhosa, realizada para atender
um escolar. E*

a

quase certo haver outros pedidos para o mesmo a£

sunto. Haverá, ainda, probabilidades de o assunto ser procurado
pela mesma frrma, em anos subsequentes. A organização de um fichario de referencia, no qual sejam anotados,
de assunto,

sob um cabeçalho

os livros e periodiccs onde foram encontradas as irj

(ffcrmações sobre aquele assunto, com citação de capítulos e pág^
nas, e de suma importância e representará muita economia de esfcrços. As anotações serão manuscritas para posterior datilogra
fia, êste catálogo é um dos grandes auxiliares do bibliotecário
dôrreferenda, notadamente daquele que se ocupa com escolares,
pois dificilmente os assuntos por eles procurados -poder ser lo-

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calizados pela lista de assuntos do catalogo geralt E'

necessa-

fi
^
^
rio um exame minucioso de índices e taboas de conteúdo para localizar o material pedido»

Quando encontramos, no catálogo

de

assuntos, o item desejado, nem sempre poderá o livro em questão
ser usado, pois, muitas vezes, é trabalho mais extenso, inacee^
sível aos escolares,

quer pela fcrma e complexidade do conteúdo

quer pela língua em que e escrito»
A pesquisa para localizar pequenos itens é, por ve zes, exaustiva. O conhecido roteiro traçado pela Universidade de
McGill e citado por Louis Shores em sau Basic reference books
é de grande utilidade, principalmente quendo-recomenda^a^^entrega de uma enciclopédia ao leitor para, en.iuanto este se entre

-

tem com a leitura de generalidades sobre o assunto desejado,ter
o bibliotecário tempo para uma pesquisa mais minuciosa. Pela rea
A
%
çao do leitor ao artigo da enciclopédia, poc^remos avaliar rapi
damente seu grau de adiantamento,

orientaädo^'-entaoy—a—pes^i-sa

para õ rumo certo.
ll'3 - Ha, ainda, uma pequena contrií uiçao a ser pre^
tada pelo bibliotecário ao desenvolvimento intotectual dos esco
lares: trata-se do es+'lüuJ-O a leitura em Idiomas estrangeiro,
tão avessa aos nosso estudantes, apesar c.o o est ado das principais línpuas fazer parte dos currículos
Raríssimos são os escolares que fazem un
tido de usarem um livro em idrioinio

-3cs cursais secundários.
pequeno usforço no sen
t r-^iro para informações

ou estudo. O biblioLGcário poderá não s )mente ten'-'.ar vencer essa resistencia pelo estlmTilo, como, até , auxiliar a escolar
compreensão de pequenos trechos - itens

na

informativos de tamanho

reduzido, evidentemente, O3 trabalhos e:icritos em-castelhano de
A
verão ser inculcados com maior frequenc;=.a, dada a st^rnelhança de^

d*)

- Shores, L.- Basic reference books
p.Zi05-/l07.

'

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Znd.Ed* ChJ&lt;ago, 1939*

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�*
- 12 -

sa linrua com o protugues. o importante e que

os escolares se ha

bituem a ampliar seus recursos de informação pela consulta a tex
tos em várias línguas.
~ Terminamos dizendo que o contato do bibliotecário de referência com os escolares, na biblioteca pública^ deverá ser o mais estreito possível e as limitações dos serviços

a

serem oferecidos decorrem das circunstâncias materiais de biblio
teca e das necessidades dos leitores, visando sempre anm-tr-aba^
lho proveitoso, capaz de exercer influência para o melhor,
personalidade dos adolescentes,

na

^s progressos neste setor serão

lentos, difíceis de serem percebidcs. Mas, afirmamos, o prazer
de contribuir, ainda que em pequena parcela, para o desenvolvi mento de uma inteligência,

facilitando os meios de expansão

de

qualidades latentes, é recompensa suficiente para aquele que

se

dedica ao trabalho com o público em bibliotecas. Alias, nesse
campo,o bibliotecário pode equiparar-se ao professor, E'

o ponto

culminante de sua profissão - o trato com a pessoa humana e a
influência que consegue exercer para o cesabrochar âe sua perso
nalidade.
5.

Instrnrnpc

n n.so de livros £ ^ bi-

blioteca, Plane iemento do trabalho.
Como temos dito,

o bibliotecário encarregàdo do aten

dimento aos escolares,é, também, o ag'^nte c e^ relações publicas,
responsável pelo clima de compreensão que dfv$ .existir entre jro
fessores, alunos e a biblioteca. Para r.ito cíiitribui, em prime_i
TO lugar, o acolhimento dado aos leitoras, na própria biblioteca. Mas não e o suficiente.

Será precisd esta^fcelecer um progra-

ma sistemático de trabalho,

planejar as r.tivièiadas e realiza-las.

Cremos que um plano metòdicamente estabe Vacidö dfverá abranger:
5.1 - Levantamento dos estabeleciraento.3 de ensino se/
^
^
cundario localizados dentro da area servi-fla péla í. iblioteca pu blica;

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5.2 - Entendimentos com as diretorias e os ccrpos ào
centes desses estabelecimentos para explicar-lhes os recursos
da biblioteca e a colaboração que poderá ela prestar aos escola
res« Será aproveitada a oportunidade para verificação da exis tência de bibliotecas escolares e de suas condiçoes, bem como
do número de aluhos e professores do estabelecimento, dos regimes e horários escolares.
5.3 *• Estudo da possibilidade de

serem realizadas vi,

sitas de classes de alunos à biblioteca pública para receberem,
em conjunto, instruções sobre a biblioteca. QJrganizar-se-á

um

horário para as visitas, de maneira a que elas não petturbem os
demais freqüentadores da biblioteca pública;
5»i| - Planejamento das explicações que serão dadas du
rante as visitas

, abrangendo:

5.Ö.1 - Regulamentos da biblioteca;
^
^
A
5.ij.»2 - Localizaçao da coleção de referencia fazendo
mençaõ de seus principais títulos;
5.il|.3 - Explicações sucintas sobre o arranjo das estantes, desde que seja usado, na biblioteca,
o livro acesso;
- Explicações sobre os catálogos e seu uso;
5.4*5 - Serviço de empréstimo domiciliar e seu regula
mento.
Na ocasiço das visitas em grupos, o bibliotecário

de

referencia aos escolares sera auxiliado por outros elementos

do

quadro de bibliotecários, para o caso de

se fazer necessária uma

subdivisão do grupo. Aos professores qué acompanharem as turmas
deverá ser dada especial atenção,
5.5 - Trabalho de maior profundidade, poderá ser realizado, caso os entendimentos havidos com a direção das escolas
O permitam. Assim, poderão ser dadas instruções coletivas sobre
o arranjo das obras de referencia; maiores detalhes sobre o ca —

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tálogo e a localização dos livros: alpumas noções sobre as citações bibliográficas e a organização de pequenas bibliografias

e

ate algumas direções para o estudo e a apresentação dos traba

—

lhos. Para isto, cremos de bem alvitre os entendimentos serem ffei,
tos com os professores de Português, mais diretamente intôresaadcs na questão. Naturalmente j poucos grupos |)oderão ser normalmente atendidos durante o anoi Será, portantoj necessário eistabe
lecerem-se as series que serão atendidos - se as primeiras ou as
ultimas do ciclo secundário.

Julgamos interessante ser o traba

lho feito com os alunos das üas.

series que estão em um grau

de

adiantamento mais adequado à compreensão da matéria e às vespe —
ras de, ou iniciarem estudos mais elevados, ou se afastarem

do

estudo formal,
- 0 trabalho que ora sugerimos, relativo ao ensino
coletivo do uso da bibllTíteca, é de difícil execução, pela falta
de pessoal e de tempo, Não foi por n,ós experimentado. E'

portAJV-

to, uma simples sugestão, fundamentada em observação xIq trAÍ&gt;«jLhos
realizados por algumas bibliotecas norte-americanas o- na'leitura
de bibliografia especializada.
6, Empréstimo domiciliar
6.1 - Neste setor, o problema relativo aos prazos de
empréstimo é o mais relevante. Como dissemos, a procura por det^r
minados títulos ou assuntos e

simultânea, k biblioteca pública

nac poderá, nunca, ter exemplares em numero suficiente para atôn
der aos leitores que

os procuram. Devera, então, estabelecer pra

zos reduzidos de empréstimos, para que vários alunos possam, de^
tro do prazo fixado pelos professores, fazer a leitura estipulada.
A dificuldade está em que, muitas vezes, quando o
bibliotecário percebe que determinado livro vai ser objeto
.

grande procura,

de

já emprestou os exemplares de que disprnha, pelo

prazo normal adotado pela biblioteca para as devoluções. Somente

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havendo entendimentos prévios com os professores, afim de conhecer
seus planos de tratalho para o mes era curso, poderá ser resolviáo
o problema. Não será fácil conseguir que os professores comuniquem
*
A
A
ao bibliotecário o plano de suas atividades. Havera relutancias na
turais, dificuldades intransponíveis e, mesmo, uma certa negligência ou cumprimento desse preceito^ Aconselhamos a tentativa de colaboração dos próprios alunos. Xqueles mais assíduos, pediremos
que comuniquem à biblioteca pública os livros escolhidos pelos di
versos proféssores para os trabalhos mensais. Serko eles, então

,

colocados sob reserva, para empréstimos a prazo reduzido e poderse -á estabelecer, ao mesmo tempC| um sistema de reservas, a

ser

rigorosamente obedecido,
6.2 - Nunca se deve ptepligenciar as cobranças de li"
vros em atrazo nas devoluções, lembrando-nos sempre, do aspecto
altamente educativo que constitui o hábito do respeito à propriedade coletiva, E'

preciso fazer o leitr.r compreender que outros

necessitam também do mesmo livro e pelas mesmas razoes que o leva
ram à biblioteca, Com a exigência da cumprimento absoluto des regulamentos, estará a biblioteca pública contribuindo para a educa
çso social de seus freqüentadores.
7. Serviço de extensão bibliotecária^ oferecido

aos

crlegios e demais estabelecimentos de ensino.
E'

uma das modalidades de cnlabcração mais eficientes

e de mais fácil execução, desde quft a biblioteca pública tenha um
departamento especializado para este fim. Aliaä, a colaboraçao com
educandarios parece-nos um bom começo para a instalaçao de servi ços de extensão, consideradrs, com razão, um dos melhores meios de
educação através dos livros,
Poderá traduzir-se o serviço de extensão a estabeleci^
mentos de ensino nas seguintes modalidades:
7.1 - Bibliotecários-ambu]antes para o atendimento em
bibliotecas escolares.

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7.2 - Colocação de caixas-estantes ou deposites em
estabelecimentos de ensino.
7*3 - Paradas de carros-bibliotetfa,

quando existi-

rem, em dependências dos estabelecimentos»
- Uma medida de fácil execução, parece-nos ser
a da designação de um bibliotecário para, em rodízio, prestar
serviços em estabelecimentos de ensino. Para isto, organizar-se
a horário que possibilite o atendimento em bibliotecas que

solJL

citarem os serviços da biblioteca pública, O bibliotecário-ambu
lante atuará como auxiliar do bibliotecário escolar,

orientando

e executando serviços de processamento técnico da coleção e, me_s
mo, de atendimento aos leitrres. Poderá aproveitar a oportunld^
de para ministrar as instruções coletivas citadas em os ns#
e 5.5 deste trabalho.
Quando não existir biblioteca no estabelecimento,com
binar-se-ão os serviços de caixas-estantes ou depósitos

(7.2)com

a permanencia do bibliotecário-ambulante. Êste e um sistema usa
A
do com grande êxito por algumas bibliotecas norte-americanas
e
que, pensamos, terá o mesmo resultado entre nós.
f
7.2 - A rotina de colccação de caixas-estantes

ou

depósitos em locais pre-estabelecidos pelos serviços de exten são bibliotecária e assunto que foge à alçada destes trabalho,
Queremos salientar, somente, o grande alcance dessa medida,prin
cipftlmente em internatos e em estabelecimentos onde não existam
bibliotecas. Em tais estabeleciment-^s, os profess-^res colaborarão na escolha dos livros a serem remetidos.
Também a freqüência da troca das caixas ou depósitos
será estabelecida em comum acordo com os professores. Parece-nos
que um intervalo mínimo de um mês será o mais indicado para

as

mudanças de acervo,
A responsabilidade peles livros confiados às escolas

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poderá ser de alguns prr&gt;fessores

(neste caso,

o acervo será Cf!»ns

tituido de livros do interesse de csda um drs professores respon
savels pela caixa&gt;5 poderá, também,

ser da responsabilidade

de

algum drs membros do cirpo administrativo do estabelecimento,
Se a escola possuir biblioteca e pessoal adequadojas
coleções remetidas pelo serviço de extensão da biblioteca pública serão de reforço e deverão ficar sob a responsabilidade do bi
bliotecário escolar,
7,3 - Caso a biblioteca pública disponha de veículo
apropriado para o emprestimo ambulante de livros, poderá conside
rar a possibilidade de estabelecer paradas do carro em dependências das esccilas e colégios. Naturalmente, questões de horário,
composição de acervo, etc,, deverão ser objeto de estudo ctnjunto do serviço de extensão e da diretrria drs edueandárlo«, Jul gamos conveniente a permanência*do carro pelo menos um dia em ca
da colégio, de I5 em 15 dias,
8, Atendimento de professores
E'

outro setor em aue o bibliotecário que dese^ tra

atalhar com escolares devera atuar: como agente de relações públ^
caSf entrara em contacto com os professores, convidando-os a

se

valerem dos recursos da biblioteca publica para o preparo de
seus trabalhos escolares. Em ultima análise,

somente dos profes-

sores dependera a vinda, ou não, dos escolares à biblioteca pú blica,
Todas as facilidades serão facultadas aos professo res,

portanto, para que eles encaminhem seus alunus à biblioteca

/lias, o contato com os professores será benéfico ao trabalho da
própria biblii^teca, pcis, conhecendo seus pontos de vista e o ma
terial que lhes interessa, o bibliotecário terá muito facilitada s escolha dos livrrs para o atendimento a^s escolares, O serviço de reserva de livros para empréstimos a prazos reduzidos se

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ra também beneficamente influenciado pelo comparacimento dos pro,
fesscres á biblioteca,
10« Concluindo nosso trabalho, queremos acentura:não
somos otimistas ao ponto de c-insiderarçios o plano acima realizável, de imediato, por todas as bibliotecas públicas. Em algumas
por certo,

grande parte do que dissemos vem sendo feito. Em de-

terminadas localidades, as bibliotecas escolares estarão,

já,

em um práu de desenvolvimento que dispense a ação supletiva

da

biblioteca pública.
Por outro lat^o, a adcção do plano exposto trará, pran
de aumente de despesas com acervo e pessoal, despesas estas cer*
tamente onerosas para os orçamentos exíguos das bibliotecas brasileiras.
Problemas de ordem administrativa advirão, temibaJO-tCôia
.
c serriço pr&amp;stado aos escolares em, hlliliotecas publtc&amp;Ä-''
Não hesitaanos» entretanto, em-axpor

s_o

bre o assunto, pois, convencidas qu© estamoss
educativa
A
por excelencia das bibliotecas e das necessidade® preo&gt;ent«s
de
contribuir,* ainda que pouco, para a melhoria do ensinô eu nosso
país, confiamos no espírito de sacrifício tão fartamente demonstrado por nossos cclegas bibliotecários brasileiros.
Êste é, aliás, um serviço que vimos tentando reali zar na Eibliotecâ pública de Minas Gerais,
Fazemos, portanto, um apelo aos bibliotecários

para

que, na medida do possível, adotem em suas bibliotecas públicas
um regime de colaboração Ciom os estabelecimentos de ensino secug
dário, traduzindo essa colaboração fias seguintes proposições:
1, Que as bibliotecas públicas brasileiras estudem a
possibilidade de realizar o trabalho de atendimenI

to a escolares, em caráter supletivo as bibliote cas escolares.

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2,

Que se estabeleça amplo entendimento entre profe^s
sores e tibliotecários, promovidos pelos últimos,
afim de que os escolares sejam encaminhados às
bliotecas públicas e estimulados no uso da leitura variada, em contraposição ao uso do texto único
como base de estudes.

3. Sempre que as condições o permitam, que seja de

-

signado um bibliotecário para, nas bibliotecas pú
blicas, encarregar-se da realização dos trabalhos
de referencia a escolares;
U» Que

os regulamentos das bibliotecas públicas se -

jam ampliados afim de permitirem o acesso de meno,
res, desde os 12 anos, às salas de leitura e

vao

serviço de empréstimos domiciliar para que possam
desde cedc , se habituar ao uso da biblioteca para
ampliar seus estudos.
5. Que os serviços de extensão bibliotecária, quan do existentes em bibliotecas públicas, considerem
a possibilidade de incluir os estabelecimentos de
ensino entre os pontos de distribuição de seus re
cursos.

Belo H^irizonte, 28 de maio de 1959

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