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                  <text>BIBLIOTECA VIRTUAL DA ÁREA AMBIENTAL: PROPOSTA DE CRIAÇÃO NA
ESCOLA DE ENGENHARIA DE SÃO CARLOS – USP
Elenise Maria de Araújo∗
Teresinha das Graças Coletta∗∗
Marcelo Zaiat∗∗∗

RESUMO
Apresentação de uma proposta para a criação de uma Biblioteca Virtual que reúna a
produção técnico-científica na área ambiental, assim como indicação de portais da
área, visa facilitar o acesso a todo tipo de material, e garantir à comunidade acadêmica
local e virtual maior rapidez na execução de levantamentos e revisões bibliográficas. O
Serviço de Biblioteca, em parceria com o Programa USP Recicla e alunos da
graduação, pós-graduação, docentes e pesquisadores de vários departamentos da
Escola de Engenharia de São Carlos, elaborou o perfil da Biblioteca Virtual utilizando a
metodologia desenvolvida pela SIBEA para a implementação da base. Os documentos
serão indexados em níveis pré-definidos de representação temática, e a distribuição e
categorização das fontes informacionais serão divulgadas através da Web. Enquanto
apoio didático e instrumento de mediação do processo educativo no curso de
graduação em Engenharia Ambiental e áreas afins, a Biblioteca Virtual tem as funções
de gerenciamento e divulgação das obras, reutilização do material didático armazenado
em arquivos textos, gráficos ou multimídia, produzido pelo corpo docente da Escola e
pelos agentes locais de sustentabilidade sócio-ambiental formados pelo USP Recicla.
O projeto é um novo modelo de apoio ao processo de ensino-aprendizagem e de
qualidade na prestação de serviço e atendimento no Serviço de Biblioteca.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca virtual. Temática Ambiental. Intervenção educativa.

1 INTRODUÇÃO
No cerne da discussão sobre as teorias sociais encontram-se reflexões valiosas
de pensadores e filósofos da sociedade contemporânea que buscam definir e detalhar
as condições em que o indivíduo vive e as conseqüências de suas próprias ações. E,
inversamente, o que acontece com essas ações que buscam administrar ou enfrentar
os riscos e oportunidades que o próprio individuo cria.
Sob a ótica da Ciência da Informação, é necessário verificar as conseqüências
que porventura venham ocorrer na forma de buscar, usar e transmitir informações
nessa sociedade. Parte-se do pressuposto de que a realidade dos sujeitos impulsiona e

�define as estratégias para a consecução das ações a serem empreendidas no seu
cotidiano. Dentre essas, encontram-se as de busca de informações.
O poder da informação e das relações informacionais na sociedade, pautadas
por Dumont e Gattoni (2003), orientados pelos postulados e argumentações de
Giddens (1997), buscam compreender os fenômenos informacionais através da
observação da sociedade e das práticas de circulação das informações em dado
contexto, centrado nas redes socioculturais, nas quais se consolidam opiniões, crenças
e ações. Segundo Dumont e Gattoni (2003), “o desafio consiste, então em saber
sintonizar as teorias e práticas sociais com as ações informacionais, para que se possa
apreender, com o mínimo de distorções, o fazer e o uso de informações nas
sociedades contemporâneas”.
Porém é interessante ressaltar que sobre o conceito de informação, alguns
autores propõem a noção básica de estruturas sendo mudadas onde a “informação é o
que é capaz de transformar estruturas”.
As grandes transformações ocorridas nos anos 80, no ambiente econômico,
impulsionaram o surgimento de uma “economia informacional global” e todos os
esforços foram empreendidos no sentido de utilizar as novas tecnologias da informação
para o apoio e implementação dos novos processos produtivos nas empresas e
organizações. Para tanto, o perfeito fluxo da informação oferece flexibilidade ao
processo produtivo e, de certa maneira, justifica sua existência enquanto meio
facilitador na nova economia globalizada.
Procura-se nesse projeto, rever as relações informacionais fundamentadas na
visão socialista da Ciência da Informação que, segundo Freire (2002), deve assegurar
a importância da organização da informação cientifica e tecnológica e de sua
comunicação a todos os grupos da sociedade contemporânea, revelando a
responsabilidade social da Ciência.
Na perspectiva da consciência coletiva, a visão de mundo deve apontar para
indícios onde a informação, em si mesma, é considerada transformação social e

�... se a informação é a mais poderosa força de transformação do
homem [o] poder da informação, aliado aos modernos meios de
comunicação de massa, tem capacidade ilimitada de transformar
culturalmente o homem, a sociedade e a própria humanidade como um
todo. (ARAUJO,1994, p.82 apud FREIRE, 2004)1

Porém os meios de comunicação de massa devem expressar a consciência
coletiva contemplando em suas estruturas a visão comum dos diferentes membros de
um grupo e do cotidiano de suas relações informacionais. Tem-se assim um novo
paradigma entre as necessidades informacionais dos indivíduos que praticam a
verdadeira consciência coletiva e a estrutura de monopólio da informação mantida
pelas redes de comunicação de massa (rádio, tv, jornal, revista e a internet).
Com relação às necessidades informacionais dos indivíduos pode-se comparar à
teoria de Maslow (1954), cujo conceito piramidal avalia as necessidades humanas,
onde o indivíduo movimenta-se da base para o topo, passando de um estágio para o
outro somente quando todas as suas necessidades, naquele estágio, forem satisfeitas.
A configuração piramidal procura indicar um maior número de pessoas na base
do que no topo (Figura 1). Na base da pirâmide estão as pessoas que procuram
satisfazer as suas necessidades básicas de alimentação, habitação, vestuário, saúde,
educação, sendo que o seu comportamento é fundamentalmente o de perseguir e
satisfazer estas necessidades, que representam a segurança de existir em um
determinado espaço. Desta forma, procuram, prioritariamente, informação de utilidade
para a sua necessidade de segurança, ordem e liberdade, do medo e da ameaça.

1

ARAUJO, V.M.R.H. Sistemas de recuperação da informação: nova abordagem teórico-conceitual. Rio
de Janeiro: Escola de Comunicação da UFRJ, 1994. Tese (Doutorado em Comunicação e Cultura). apud
FREIRE, Isa Maria. A responsabilidade social da Ciência da Informação na perspectiva da consciência
possível. DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação, v.5, n, 1, fev. 2004

�Figura 1- Configuração piramidal das necessidades informacionais dos indivíduos.
Fonte: Barreto, 2000.

No estágio acima, estão os indivíduos que, tendo resolvido as suas
necessidades de segurança, orientam-se por um comportamento participativo e por
uma vontade de permanecer nos grupos em que participam, seja no trabalho, na
comunidade, afetivos ou profissionais. A demanda, então, é basicamente por
informação que lhes garantam a permanência segura nos diversos contextos em que
habitam e que desejam permanecer. Elaboram a informação em proveito próprio e das
instituições em que participam.
No topo da pirâmide, os indivíduos, tendo satisfeito as necessidades anteriores,
são impulsionados por sentimentos de auto-realização e vinculam-se à informação com
compromissos de reflexão, criatividade e realização de seu potencial.
Ao se configurar a demanda nesta forma simplificada, pode-se deduzir, contudo,
que o fluxo de informações agrega qualidade no sentido da base para o topo. É
oportuno

refletir,

então,

como

os

meios de comunicação e as estruturas

organizacionais responsáveis pela expressão do conhecimento humano estão
colaborando ou não para a construção multifacetada do saber humano. E mais ainda,
como esses meios elaboram a dinâmica interna da informação e participam da
construção das relações informacionais na sociedade.

�Acredita-se que esses detentores dos estoques informacionais possuem
condições políticas de manipular a disponibilidade e o acesso à informação e decidem
as suas estratégias de distribuição. Como a demanda se localiza em uma realidade
fragmentada, de múltiplos espaços sociais diferenciados, a distribuição da informação
correrá sempre o risco de ser feita de acordo com uma estratégia de repasse do menor
conhecimento comum. Ou seja, o maior volume possível do estoque deve ser
transferido para um maior público comum em suas competências para assimilar a
informação repassada, sem que seja considerados a qualidade da informação ou o
interesse do indivíduo ou da sociedade, por aquela informação que está sendo
distribuída.
Essa tendência histórica da gestão do conhecimento e da informação é
orientada por políticas autoritárias e discriminatórias que utilizam uma ideologia
redutora de significados da informação, oferecendo para uma grande massa de
indivíduos (base da pirâmide) pouca informação requerida necessária. (BARRETO,
2000).
Dentre os gestores do conhecimento destaca-se aqui o sistema universitário
brasileiro e, por extensão, o ensino superior que se revela através de um processo de
justificação e adequação do próprio papel em favor das demandas do mercado
globalizado, onde a informação é seletiva e endereçada para poucos. A
institucionalização do ensino superior agrega muitas vezes excelentes condições de
infra-estrutura relacionadas a recursos humanos e instrumentais, porém deixa uma
lacuna considerável na formação da consciência coletiva dos indivíduos, visto ter a
preocupação voltada nas respostas para o mercado global.
Conseqüentemente, as universidades encaminham recursos e esforços para
criar e desenvolver coleções físicas de material bibliográfico e disponibilizar nas
estantes de suas bibliotecas e centros de documentação os
grandes estoques crescentes de informação, que se acumulam em um
tempo sem limites, degeneram a vivência cotidiana em que o
conhecimento se realiza no indivíduo. A sintonia do sujeito consciente
se dispersa em um mundo de informações irrelevantes, imprecisas e
ultrapassadas e com uma distribuição inadequada. (BARRETO, 2000).

�No entanto, o fluxo contínuo e desimpedido da informação é peça fundamental
para

os

pressupostos

pedagógicos

em

qualquer

processo

educativo.

O

compartilhamento da informação passa a ser o elemento facilitador e indispensável
para a manutenção do próprio sistema e assim, criam-se dispositivos nas
universidades para suprir a necessidade de organização e gerenciamento de
informações. Através de redes e sistemas integrados de informações especializadas e
requeridos pela comunidade acadêmica, as bibliotecas e centros de documentação
operam com tecnologia e metodologia exclusiva e oferecem ao corpo acadêmico
suporte e apoio no processo educacional institucionalizado.
Essa relação conceitual entre rede e informação comprova o valor emergente do
sistema tecnológico que passa a permear as relações informacionais na sociedade
contemporânea. Retomando em Martin-Barbero (1997 apud BARRETO, 2003)2
as tecnologias não são meras ferramentas transparentes; elas não se
deixam usar de qualquer modo: são em última análise a materialização
da racionalidade de uma certa cultura e de um "modelo global de
organização do poder. É possível, contudo, uma reconfiguração, se
não como estratégia, pelo menos como tática

Nesse contexto, a criação de uma biblioteca virtual, em especial em área
temática ambiental, pretende ser um objeto de movimentos de apropriação pelos
sujeitos. É preciso potencializar os processos informativos, fazê-los mais exatos e
exaustivos, condensar maiores volumes de informação em espaços mais reduzidos
para facilitar sua transmissão, armazenamento, conservação e, sobretudo, para que se
possa obter a informação o mais rapidamente possível, na forma, conteúdo, volume e
lugares onde se necessita.
Da vasta literatura na área da ciência da informação nota-se a constante
preocupação dos estudiosos com o avanço tecnológico nos serviços das organizações
públicas e particulares de ensino superior. As bibliotecas, centros de documentação e
informação confrontam-se com essa nova perspectiva de atendimento e serviços, que
passam a serem introduzidos sucessivamente em formato e acesso eletrônico e

2

MARTIN-BARBERO, J. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. Rio de Janeiro:
Editora UFRJ, 1997. apud BARRETO, R.G. As TIC na educação: das políticas às práticas de linguagem.
DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação, v.4, n.5, out. 2003.

�desenvolvem-se em um espaço virtual, caracterizando as chamadas bibliotecas não
convencionais.
O valor da informação transferida de maneira mais rápida, para diferentes perfis
de usuários remotos ou off campus, caracteriza um avanço nos padrões da
comunicação científica. Por esse motivo o conceito de biblioteca virtual tem sido
adotado para satisfazer as necessidades informacionais dos mais variados setores da
sociedade científica ou não.
As bibliotecas virtuais, segundo Rezende (2000), têm o seu conceito
relacionado com o conceito de acesso por meio de redes a recursos
informacionais disponíveis em sistemas de base computadorizada,
criando a oportunidade de melhoria da qualidade dos serviços e
produtos da biblioteca que devem visar à eficiência, à qualidade, ao
serviço orientado ao usuário e ao retorno de investimento, mesmo que
de forma indireta, otimizando a prestação de serviços da empresa em
questão.

O papel das bibliotecas virtuais é atender aos vários tipos de usuários, por meio
da flexibilização dos bens e serviços oferecidos e da integração dos suportes impresso
e digital. (GARCEZ, 2002). O compartilhamento das diferentes tecnologias e mídias
constituem uma nova estrutura de biblioteca, que proporciona um número considerável
de interfaces, incluindo diferentes tipos e formatos de informação.
Segundo Rusbridge (1998 apud GARCEZ, 2002)3
é muito importante integrar estas mídias e acabar com a
incompatibilidade existente entre as varias fontes de informações,
devido a inúmeras estruturas de direção e de fundos, podendo haver
união entre as bibliotecas públicas, acadêmicas, museus, arquivos, entre
o governo, setores acadêmicos, comerciais, editores e fornecedores de
dados.

São muitas as vantagens oferecidas pela biblioteca virtual, uma vez que no
processo educacional e nas relações informacionais, a dificuldade no acesso a

3

RUSBRIDGE, C. Towards the hybrid library. D-Lib Magazine, jul./ago. 1998. apud GARCEZ, Eliane
Maria Stuart; RADOS, Gregório J V. Biblioteca híbrida: um novo enfoque no suporte à educação a
distância. Ciência da Informação, v.31, n.2, p.44-51, maio/ago. 2002.

�informação e ao documento é um dos fatores que colaboram para acentuar o
“apartheid educacional”. Dentre elas destaca-se (Garcez, 2002):
•

acesso fácil, pois disponibilizam a informação específica em suas bases;

•

disponibilizam e selecionam os melhores sites da internet, sob a ótica do
usuário;

•

agilizam as operações, ficando a critério do usuário o tempo de recebimento das
informações;

•

por sua cobertura nacional, regional, local e internacional, elas oferecem na hora
a informação, tanto por meio de citações ou texto na íntegra, nos formatos
eletrônicos e impressos;

•

associam-se com bibliotecas, centros de informações, arquivos, museus etc.,
para disponibilizar acervos tanto virtuais quanto para atendimento de usuários
que residem próximo às mesmas, agregando maior abrangência de sua área de
competência, diferenciando mais seus serviços, ampliando-os, importando as
tecnologias desses centros e com isso, agregando maior valor na prestação de
seus serviços;

•

formam alianças, por meio de redes e consórcios inter-bibliotecas, também
propiciam a ampliação do grau de abrangência e maior acesso a uma variedade
de bens e serviços;

•

personalizam atendimento, por meio de perfis de usuários, que podem ser tanto
manuais como eletrônicos;

•

passam a ter vantagens competitivas, por seu pioneirismo no mercado, difusoras
de novas tecnologias;

•

tornam-se mais eficazes, porque objetivam adequar seus produtos às
necessidades e expectativas de seus usuários;

•

são mais eficientes, uma vez que flexibilizam suas operações utilizando recursos
internos e externos na produção de informações adequadas às necessidades e
expectativas de sua clientela;

•

são prestadoras de serviços, porque, em sua função primordial, está a de
armazenar e disponibilizar a informação, visando a atender a um público
específico, de forma precisa e rápida, já que a informação só tem valor quando
absorvida em tempo hábil.

�2 OBJETIVO GERAL

Propor a criação de uma Biblioteca Virtual na área Ambiental – BVAmb, que
venha contribuir na disseminação da informação, e no processo de ensinoaprendizagem dos cursos de graduação e pós-graduação da Escola de Engenharia de
São Carlos da Universidade de São Paulo – EESC/USP, bem como aos demais
pesquisadores da área.

2.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
•

Estruturar a BVAmb para interface gráfica na Web, utilizando a metodologia
apropriada disponível;

•

Reunir um número significativo de fontes de referencias e sites da internet
relativos à área Ambiental, em âmbito nacional e internacional;

•

Oferecer suporte e apoio didático aos agentes do USP Recicla em intervenções
educativas;

•

Divulgar eventos e encontros temáticos agendados no Campus USP de São
Carlos, envolvendo os diferentes grupos e núcleos de pesquisadores nas
categorias de graduação, pós-graduação, especialização, docência e demais
pesquisadores, assim como de outras instituições parceiras.

3 PARCEIROS/COLABORADORES
A indicação de parceiros e colaboradores nesse projeto visa mensurar e reunir
em um ambiente virtual o maior número de dados e fontes oriundas das diversas
instituições e organizações nacionais que desenvolvem pesquisas na área ambiental.
Essa iniciativa permite, ainda, a integração dessas organizações unindo esforços e
recursos, e contribuindo efetivamente para o aumento da capacidade de pesquisa e
desenvolvimento tecnológico da área. Assim, destaca-se:
•

CECAE – USP-Recicla

�•

Grupo de alunos do 2º. Ano de curso de graduação de Engenharia Ambiental da
EESC-USP

•

Assessoria de Imprensa e Comunicação (IAC) - Prefeitura do Campus São
Carlos -USP

•

Departamento de Ciência da Informação da UFSCar

•

CISC – Centro de Informática de São Carlos - USP

•

IIE – Instituto Internacional de Ecologia

•

APASC – Associação de Proteção Ambiental de São Carlos

•

Prefeitura Municipal de São Carlos – Departamento de Desenvolvimento
Sustentável

4 METODOLOGIA PARA DESENVOLVIMENTO DA PROPOSTA
Os procedimentos para execução desse projeto estão divididos em duas fases,
visto a complexidade e a interdependência das metas, cujas atividades ocorrem
simultaneamente. Assim, apresenta-se separadamente as metas e as atividades
pertinentes às fases 1 e 2 de cada uma:

Meta 1
Estruturar a Biblioteca Virtual na área Ambiental para interface gráfica da Web, utilizando
metodologia apropriada disponível

Fase 1

Fase 2

Elaborar esboço da BVAmb para o Submeter a Biblioteca Virtual às modificações
desenvolvimento da interface gráfica da relativas ao item ACERVO.
Web, com a indicação dos seguintes
tópicos: Missão, Acervo, Bases de dados,
Links interessantes, Notícias e eventos,
USP Recicla.

Meta 2
Diagnosticar e mapear o número de fontes informacionais sobre a temática ambiental,
produzidas e mantidas pelos diferentes grupos e departamentos da EESC/USP assim como de
outras instituições parceiras e colaboradoras.

�Fase 1

Fase 2

Realizar mapeamento informal através de Realizar entrevista com os responsáveis de
sites da internet e informações não oficiais organizações e grupos mapeados.
que apontam para a existência de vários
grupos de pesquisa dentro da própria
EESC/USP e de outras instituições.

Meta 3
Reunir o material didático disponível para uso dos agentes locais de sustentabilidade sócioambiental nas intervenções educativas como palestras e exposições orais sobre o Programa
USP Recicla. Essas intervenções destinam-se a toda comunidade acadêmica: funcionários,
professores e pessoal de serviço geral terceirizado no campus de São Carlos.

Fase 1

Fase 2

Solicitar oficialmente aos coordenadores do
curso de especialização do CECAE/USP a
autorização para divulgar o material
informativo produzido pelo Programa USP
Recicla e bibliografia básica fornecida
durante a formação dos agentes.

Incrementar o acervo de trabalhos recuperados
na primeira fase do projeto, com a inclusão de
trabalhos apresentados pelos alunos de
graduação nas disciplinas do 2º. Ano do curso de
Engenharia Ambiental da EESC/USP.

Solicitar, por correio eletrônico (E-mail) aos
alunos do 2º. Curso de Formação de
agentes locais de sustentabilidade sócioambiental, o envio de trabalhos e
contribuições sobre a temática que possam
ser disponibilizadas na Biblioteca Virtual.

Meta 4
Dispor na Biblioteca Virtual um mural eletrônico com informações sobre eventos e encontros
temáticos com periodicidade e atualização requeridas por essa categoria de informação

Fase 1

Fase 2

Criar formulário eletrônico para inserção de
dados sobre o evento a ser publicado, em
parceria com a Assessoria de Imprensa e
Comunicação (IAC) da Prefeitura do
Campus da USP - São Carlos para
divulgação simultânea de eventos através
do item “Notícias e eventos” da Biblioteca
Virtual.

Divulgar o serviço para as demais unidades de
ensino e pesquisa do Campus USP - São Carlos
e para as principais entidades e instituições
promotoras de eventos na área, para que
contribuem enviando notícias e informes.

Divulgar, em paralelo, as atividades de
cadastro e recepção dos formulários à
comunidade de alunos de graduação e pósgraduação, docentes e pesquisadores dos
da EESC/USP.

�5 CRONOGRAMA 2004
A programação a seguir indica as atividades de execução do projeto, idealizada
conforme as exigências e prazos estipulados pela coordenação do 2o. Curso de
Especialização da CECAE/USP. Porém, durante as apresentações do projeto, notou-se
um grande interesse por parte dos parceiros e colaboradores em desenvolver outras

Planejamento e definição
do projeto
Primeiro contato com a
Dir. do SVBIBL/EESC

Meta 1

Meta 2

Meta 3

Meta 4
Avaliação

e

Monitoramento

Fase 1

Fase 2

Dez

Nov

Out

Set

Ago

Jul

Jun

Maio

Atividades

Abr

Mar

atividades a longo prazo.

�6 AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO
Tendo sido inicialmente identificada a necessidade da criação de uma Biblioteca
Virtual na área Ambiental para potencializar os processos informativos na EESC/USP e
nas instituições parceiras, os objetivos estabelecidos devem ser verificados pelos
seguintes indicadores:
•

Número total de sites recuperados através das entrevistas, pesquisa
temática na internet e no banco de dados de sites mantidos pelos alunos
da graduação do curso de graduação em Engenharia Ambiental;

•

Número total de materiais didáticos e trabalhos de conclusão de curso
recebidos para inclusão no campo “Acervo” da Biblioteca Virtual;

•

Número total de formulários recebidos para divulgação de eventos e
encontros temáticos;

O monitoramento de todas as atividades será executado pelos administradores
da Biblioteca Virtual, que terão autonomia para modificar e reavaliar as rotinas préestabelecidas, realizando assim um intensivo controle. No entanto, as sugestões e
contribuições enviadas pelos colaboradores e parceiros serão consideradas como fator
decisivo na continuidade do projeto.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A proposta de criação da Biblioteca Virtual na área Ambiental é uma iniciativa
inédita no panorama nacional de gerenciamento de bibliotecas. A diretoria do Serviço
de Biblioteca, com experiência na implementação de bibliotecas digitais (MASIERO et
al, 2001) está empenhada em dar seqüência a esse projeto, inclusive em divulgar e
buscar parcerias com instituições de investimento educacional, como o Ministério do
Meio Ambiente, através do SIBEA (Sistema Brasileiro de Educação Ambiental).
Considera-se que os sistemas de informação gerenciados nas bibliotecas e
centros de documentação através da consolidação de suas redes organizacionais
devem promover – com o auxilio da tecnologia e dos conceitos do mundo globalizado –

�o surgimento de um país mais justo e preparado para enfrentar as mudanças e
desigualdades impostas pelo próprio processo tecnológico e globalizante da atualidade.
A intenção é incluir a Biblioteca Virtual da área Ambiental em consórcios
colaborativos que propiciem o compartilhando e integração aos principais programas
de redes e serviços já existentes na área. Assim a previsão de continuidade ou
ampliação desse projeto, é considerada real e de grande expectativa por seus
executores, parceiros e colaboradores.

ENVIRONMENTAL AREA VIRTUAL LIBRARY: PROPOSAL TO CREATE ONE IN
THE SCHOOL OF ENGINEERING OF SÃO CARLOS USP.
ABSTRACT
Presentation of a proposal to create a virtual library to put together the technical and
scientific production of the environmental area, as well as to indicate its web site,
objecting to make the access easier to all kinds of documents and to guarantee to the
local and virtual academic community higher agility in the execution of the bibliographic
reviews and surveys. Together with the Program USP-Recicla and the students of
graduation and under-graduation, professors and researchers of several departments of
the school of Engineering of São Carlos , the librarians of the Library of School of
Engineering of São Carlos designed the profile of a virtual library, using the
methodology developed by SIBEA to implement the base. The documents will be
indexed in pre-defined levels of thematic representation, and the distribution and
categorization of the information sources will be published through the web. The virtual
library has the function of managing and divulging the works, re-using the didactic
material stored in text, graphic or multimedia files, produced by the faculty of the School
of Engineering of São Carlos and the local agents of Socio-Environmental support,
formed by USP- Recicla. The present project intends to be used as a didactic support
and as a tool for the mediation of the education process of the under graduation
courses of the Environmental Engineering and similar areas, and a quality model in
serving and assisting in the Library Service.
KEYWORDS: Virtual library. Socio-Environmental support. Didactic support.

REFERÊNCIAS

BARRETO, A.A. Os agregados de informação – memórias, esquecimentos e estoques
de informação. DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação, v.1, n.3, jun.
2000.

�BARRETO, R.G. As TIC na educação: das políticas às práticas de linguagem.
DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação, v.4, n.5, out. 2003.
DUMONT, L.M.M.; GATTONI, R.L.C. As relações informacionais na sociedade reflexiva
de Giddens. Ciência da Informação, v.32, n.3, p.46-53, set./dez. 2003.
FREIRE, I.M. A responsabilidade social da Ciência da Informação na perspectiva da
consciência possível. DataGramaZero- Revista de Ciência da Informação, v.5, n, 1,
fev. 2004.
GARCEZ, E.M.S.; RADOS, G.J.V. Biblioteca híbrida: um novo enfoque no suporte à
educação a distância. Ciência da Informação, v.31, n.2, p.44-51, maio/ago. 2002.
GIDDENS, A.; BECK, U.; LASH, S. Modernização reflexiva: política, tradição e
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MASIERO, P.C.; BREMER, C.F.; COLETTA, T.G. et al. A Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações da Universidade de São Paulo. Ciência da Informação, v.30, n.3, p.3441, dez. 2001.
MASLOW, A.H. Motivación y personalidad. Barcelona : Sagitário, 1954. Disponível em:
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REZENDE, A.P. Centro de informações jurídica eletrônico e virtual. Ciência da
Informação, v.29, n.1, p.51-60, jan./abr. 2000.

∗

Escola de Engenharia de São Carlos – USP Serviço de Biblioteca Av. Trabalhador São-Carlense, 400
13566.582 – São Carlos, SP – Brasil elenisea@sc.usp.br
∗∗
Escola de Engenharia de São Carlos – USP Serviço de Biblioteca Av. Trabalhador São-Carlense, 400
13566.582 – São Carlos, SP – Brasil coletta@sc.usp.br
∗∗∗
Escola de Engenharia de São Carlos – USP Departamento de Hidráulica e Saneamento Av.
Trabalhador São-Carlense, 400 13566.582 – São Carlos, SP – Brasil zaiat@sc.usp.br

�</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Biblioteca virtual da área ambiental: proposta de criação na Escola e Engenharia de São Carlos - USP. (Pôster)</text>
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              <text>Araújo, Elenise Maria de; Coletta, Teresinha das Graças; Zaiat, Marcelo </text>
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              <text>Apresentação de uma proposta para a criação de uma Biblioteca Virtual que reúna a produção técnico-científica na área ambiental, assim como indicação de portais da área, visa facilitar o acesso a todo tipo de material, e garantir à comunidade acadêmica local e virtual maior rapidez na execução de levantamentos e revisões bibliográficas. O Serviço de Biblioteca, em parceria com o Programa USP Recicla e alunos da graduação, pós-graduação, docentes e pesquisadores de vários departamentos da Escola de Engenharia de São Carlos, elaborou o perfil da Biblioteca Virtual utilizando a metodologia desenvolvida pela SIBEA para a implementação da base. Os documentos serão indexados em níveis pré-definidos de representação temática, e a distribuição e categorização das fontes informacionais serão divulgadas através da Web. Enquanto apoio didático e instrumento de mediação do processo educativo no curso de graduação em Engenharia Ambiental e áreas afins, a Biblioteca Virtual tem as funções de gerenciamento e divulgação das obras, reutilização do material didático armazenado em arquivos textos, gráficos ou multimídia, produzido pelo corpo docente da Escola e pelos agentes locais de sustentabilidade sócio-ambiental formados pelo USP Recicla. O projeto é um novo modelo de apoio ao processo de ensino-aprendizagem e de qualidade na prestação de serviço e atendimento no Serviço de Biblioteca. </text>
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