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                  <text>EDUCAÇÃO PARA ACESSO A INFORMAÇÃO
Tércia Maria Souza de Moura Marques
Bibliotecária. Especialista em Gestão de Pessoas. Faculdade
União Americana. Av. Maria Lacerda Montenegro, 260 
Parnamirim, Brasil. terciamarques@digizap.com.br
Fabíola Karine Oliveira da Silva
Bibliotecária. Especialista em Gestão Estratégica em
Sistema de Informação. Centro Educacional Libânia
Medeiros. Av. Maria Lacerda Montenegro, 260  Parnamirim,
Brasil. karine_oliveira26@hotmail.com

Aborda a information literacy, como meio de estabelecer políticas de treinamento de
usuários, para que estes adquiram/desenvolvam as habilidades necessárias para o uso
adequado das unidades de informação e consigam a partir de uma consciência de suas
necessidades informacionais, acessa-las nos mais diversos suportes, sejam eles físicos ou
virtuais. Enfatiza que o papel das bibliotecas e dos bibliotecários ultrapassa o reunir e
organizar, sendo fundamental a recuperação e disseminação da informação, para que esta
possa se transformar em novos conhecimentos. Conclui afirmando que estes novos
conhecimentos, uma vez transformados em novas informações, fecham o círculo de
desenvolvimento do conhecimento do homem e da sociedade no qual está inserido.

Palavras-chave: Information Literacy. Treinamento de usuários. Acesso à informação.

1 INTRODUÇÃO

Vivendo em um novo cenário, da sociedade da informação/conhecimento, emerge
a preocupação relativa ao acesso, filtragem, organização, bem como decodificação e
assimilação dos conteúdos informacionais disponíveis na imensa massa documental que
circula nos mais diversos suportes, e em especial na Web. Assim, surge a necessidade de
capacitação do usuário em lidar com essa realidade. Nesse sentido as bibliotecas e unidades
de informação atuam como agentes envolvidos no processo de geração, gestão e

�2
disseminação do conhecimento, agindo como mediador entre o usuário, a busca

e

recuperação da informação.
É a partir dessa preocupação que se buscou elaborar uma política de treinamento
de usuários da biblioteca do Complexo Educacional CELM/Faculdade União Americana, que
não se limitasse à apresentação da biblioteca, dos serviços oferecidos e as tecnologias de
busca disponíveis, mas, sobretudo preocupada em orientar para a assimilação das
informações e para a construção de um raciocínio crítico, reflexivo, voltado para a construção
de um conhecimento sólido, para toda vida.
Faz-se importante ressaltar, que esses usuários/clientes são bem diversos, haja
vista a instituição atender desde a educação infantil a graduação, assim o bibliotecário
precisa estar constantemente elaborando/reelaborando seus modos de atuação para de fato
alcançar seus objetivos enquanto educador, mas principalmente satisfaça seu cliente.
O maior obstáculo a enfrentar é a resistência da administração e do corpo docente
quanto a inserção da biblioteca e do bibliotecário no processo de planejamento pedagógico
como ator essencial, vendo, portanto a biblioteca como elemento chave no processo de
ensino/aprendizagem, o que proporcionaria parcerias entre bibliotecários e docentes e
facilitaria a execução de um trabalho multidisciplinar muito eficiente.
Na busca por informações para resolver questionamento sobre as práticas
bibliotecárias aplicadas na instituição, bem como movidos pelo desejo de modificar a imagem
e o papel da biblioteca e fortalecer o papel educador do bibliotecário que se chega a
Information Literacy.

2 INFORMATION LITERACY: o que é?

Nessa nova sociedade da informação/conhecimento, a explosão bibliográfica, bem
como a acelerada evolução das tecnologias de informação e comunicação impõe a

�3
necessidade de conhecer bem como fazer uso de ferramentas e técnicas de acesso
específicas, para assim melhorar a recuperação da informação.
De acordo com Beluzzo (apud Guedes 2005, p.3) nessa sociedade é preciso
aprender a aprender, aprender a ler criticamente, aprender a manusear informações em
diversos suportes, em virtude do excesso de informações, da oferta constante das
tecnologias presentes no nosso dia-a-dia. A educação hoje está voltada para os processos
de construção, gestão e disseminação do conhecimento, com ênfase no aprender e no
aprendizado ao longo da vida.
Nesta perspectiva surge uma área de estudos e de programas educacionais, que
trata especificamente das questões relacionadas ao desenvolvimento de competências e
habilidades

necessárias

a

busca,

uso

e

compreensão

da

informação,

voltada

especificamente para a formação escolar, profissional e social, onde se destaca a information
literacy.
Segundo Dudziak (2003, p.23), o termo information literacy foi usado pela primeira
vez no relatório do Bibliotecário americano Paul Zurkowski, intitulado The information service
environmental relation ships and priorities, em 1974, onde Zurkowski apud Hatschbach
(2002, p.16) afirma que:
[...] pessoas treinadas para a utilização de fontes de informação em seu
trabalho, podem ser chamadas de competentes em informação (information
literacy). Elas aprendem técnicas e ferramentas informacionais, bem como
com fontes primárias, para encontrarem informação visando à solução de seus
problemas.

O que nos leva a entender que não basta apenas buscar a informação, mas sim
ser capaz de transforma-la em conhecimento que possa gerar uma tomada de decisão com
vistas a resolver algum problema.
A partir de 1974, intensificam-se os estudos para implantar, acompanhar e avaliar
a infomation literacy. Em 1988, a American Association of School Librarians (AASL) em
conjunto com Association for Educational Communications and Technology (AECT), EUA,
divulga as diretrizes para a implementação de programas educacionais em bibliotecas do
ensino médio a partir de um documento denominado Information Power: Guidelines for
School Libraries Media Programs, em que apresentava a interdisciplinaridade existente entre

�4
bibliotecários, professores e diretores de escolas, no sentido de planejar e elaborar
estratégias de aprendizagem,

que visem as necessidades dos estudantes. As diretrizes

incluem: acesso físico e intelectual dos materiais em todos os formatos; orientação a fim de
desenvolver habilidades de pensar, ouvir, ver e estimular o interesse pela leitura, fazendo
uso da informação e das idéias, tornando-os efetivos usuários de informação, ensinando-os a
aprender a aprender, enfatizando assim o papel educacional das bibliotecas e a importância
dos programas educacionais em information literacy.

Validando a idéia de perceber a

biblioteca como espaço de aprendizagem, Breivik e Gee apud Dudziak, (2001, p. 31) afirma
que as bibliotecas:
[...] são ambientes naturais para a resolução de problemas dentro de um
universo ilimitado de informações. As bibliotecas proporcionam a estrutura
necessária para a síntese de conhecimentos especializados num contexto
social. E finalmente, bibliotecas e bibliotecários podem ajudar os estudantes a
se tornarem competentes (literates) em informação.

Ou seja, o bibliotecário é ator fundamental para a construção do conhecimento via
busca e uso da informação, porém para o exercício desse papel ele precisa orientar todo o
processo de pesquisa até que os usuários adquiram as habilidades necessárias para
caminhar sozinhos nesse ambiente.
De acordo com Dudziak (2001) e Hatschbach (2002), a evolução da infomation
literacy, acontece na década de 70, onde caracterizou-se com a percepção de que a
informação é essencial à sociedade. Em 80, a infomation literacy surge com um novo
conjunto de habilidades ligadas à eficiência e eficácia no acesso e utilização da informação
como contribuição do processo de aprendizagem, do pensamento crítico, da educação
baseada em recursos, relacionados ao desenvolvimento tecnológico. Nos anos 90,
especialmente em 1989 a infomation literacy amplia-se através da definição da American
Library Association (ALA) que diz:
Para ser competente em informação, uma pessoa deve ser capaz de
reconhecer quando uma informação é necessária e deve ter a habilidade de
localizar, avaliar, e usar efetivamente a informação [...] Resumindo, as
pessoas competentes em informação são aquelas que aprenderam a
aprender. Elas sabem como aprender, pois sabem como a informação é
organizada, como encontrá-la e como usar a informação de forma que outras
pessoas aprendam a partir dela. (ALA - Presidential Committee on Information
Literacy, 1989, p.1)

�5
Para a ALA (1989) são requisitos básicos para o indivíduo ser competente em
informação: saber buscar, avaliar, filtrar e usar a informação quando necessária. Esses
requisitos justificam a integração da information literacy no currículo escolar, o que diminui a
lacuna existente entre sala de aula e biblioteca. Em outras palavras, estimular os estudantes
a usarem os recursos informacionais existentes, buscando contextualizá-la, para incutir nos
aprendizes o hábito de buscar e utilizar a informação e a biblioteca para a assimilação de
novos conhecimentos, proporcionando a resolução de problemas. A partir dessa definição da
ALA, os bibliotecários e educadores passaram a desenvolver o interesse pela implantação de
programas educacionais voltados para a information literacy, buscando transformar os
usuários em aprendizes independentes.
Segundo Guedes (2005, p.6) vários pesquisadores brasileiros estão contribuindo
para o avanço dos estudos sobre Infomation Literacy. Dentre eles cita: Belluzzo (2001 
2005), Dudziak (2001  2005), Campello (2003) e Hatschbach (2002). Relacionamos a seguir
as definições para information literacy segundo esses autores.
Dudziak (2003) a define como:
processo contínuo de internacionalização de fundamentos conceituais,
atitudinais e de habilidades necessárias à compreensão e interação
permanente com o universo informacional e sua dinâmica, de modo a
proporcionar um aprendizado ao longo da vida (DUDZIAK, 2003, p.28).

Campello (2003, p. 36) diz que é:
competência informacional, e defende que no cenário da biblioteca escolar, deve ser
considerada como panorama dos estudos sobre letramento, que é o conceito utilizado
no âmbito do ensino básico para designar o estado ou condição que assume aquele
que aprende a ler e a escrever, entendendo-se então que quem aprende a ler e a
escrever e passa a usar a leitura e a escrita, torna-se uma pessoa diferente.

Em Hatschbach (2002, p. 95) vimos que:
a competência em informação é uma área de estudos e de práticas que trata das
habilidades acerca do uso da informação em relação à sua busca, localização,
avaliação, e divulgação, integrando a utilização de novas tecnologias e a capacidade
de resolução e problemas de informação.

E Belluzzo (2005, p.38) diz que:
a competência em informação constitui-se em processo continuo de interação e
internalização de fundamentos conceituais, atitudinais e de habilidades específicas

�6
como referenciais à compreensão da informação e de sua abrangência, em busca da
fluência e das capacidades necessárias à geração do conhecimento novo e sua
aplicabilidade ao cotidiano das pessoas e das comunidades ao longo da vida.

A partir da avaliação dessas definições, constamos que a expressão que
predomina para a tradução do termo information literacy para a língua portuguesa é
competência em informação. A partir da compreensão dessa definição passamos a voltar
nossas atividades para habilitar os usuários para aprendizagem contínua, mas independente.
Percebe-se a necessidade de estabelecer políticas de treinamento que saiam do modo
tradicional, mas que possam proporcionar os usuários a partir da identificação de seus
problemas, encontrar na biblioteca as informações indispensáveis para a resolução de seus
problemas.
Percebe-se ainda, que essa tarefa, terá que ser realizada em conjunto com o
corpo docente da instituição, para isso o bibliotecário deverá se inserir no processo
pedagógico das instituições, agindo verdadeiramente como educador.

3 BIBLIOTECÁRIO EDUCADOR

Na área educacional define-se competência como um ato de mobilizar uma série
de recursos cognitivos como o saber, as habilidades e competências, para a solução de
situações complexas de forma pertinente e eficaz. Com isso, para que o desenvolvimento
dessas competências se dê de forma concreta, e os usuários possam estar aptos para
enfrentar a sociedade, tendo como base o conhecimento adquirido é importante que ele
tenha conhecimento dos mecanismos de buscas para acesso e uso da informação nas mais
diversas fontes impressas ou em meio eletrônico.
Dessa forma após reflexão sobre as práticas e prioridades, o bibliotecário deve ter
claro que é indispensável que mantenha uma boa relação com a comunidade educacional,
passando a adotar uma atitude mais ativa e responsável, ou seja, além de realizar todos os
procedimentos técnicos, ele precisa tornar-se o elo entre a informação e o usuário. Nesse

�7
sentido, suas habilidades no uso das fontes e tecnologias de informação são de suma
importância.
Belluzzo apud Guedes (2005, p.3), afirma que:
uma prática de ensino, para incluir a leitura e a discussão, exige transformações na
escola, mudando a cena, alterando a sala de aula, mudando o papel do professor de
mero transferidor de conteúdo, incrementado a biblioteca incentivando todas as
formas de acesso à informação registrada e a produção de novas informações.

Nesse aspecto, toda a comunidade terá que passar por mudanças, haja vista, as
bibliotecas em sua maioria estarem fora do processo de planejamento pedagógico, no
entanto a mudança terá que partir do bibliotecário, ele que deverá buscar a sua inserção na
comunidade, fixando-se como o mediador entre o usuário e a informação necessária para
formação de indivíduos reflexivos e críticos, capazes de absorver informações e transformálas em novos conhecimentos.
Para Dudziak (2001), ao se considerar o bibliotecário como mediador dos
processos de busca da informação, este tem a consciência que a construção do
conhecimento é resultado de um processo que se inicia na busca de informações bem como,
no processo dessa busca para a satisfação das necessidades e resolução de problemas dos
usurários.
Dessa forma, emerge a necessidade de ampliação do papel das bibliotecas, estas
devem sair do papel de repositórias e guardiãs das fontes de informação para transforma-se
em organizações que estão constantemente aprendendo e espaço de expressão criando
oportunidades para o aprendizado a partir da habilidade para lidar com informação.
Nesse sentido o bibliotecário passa a ser visto como mediador educacional,
quando há um direcionamento e uma interação do aprendizado, onde a experiência
ultrapassa a situação de aprendizagem, alcançando a vida do aprendiz.
Assim o bibliotecário educador além de conhecer sua área de atuação deve
considerar a dimensão didático-pedagógica, como também, o projeto educacional da
instituição/comunidade na qual está inserido. Devendo também se adaptar à nova realidade
educacional e tecnológica, para que a partir dessas competências possam aplicar a
information literacy.

�8

4 TREINAMENTO DO USUÁRIO PARA INFORMATION LITERACY

Entendendo a Information Literacy como uma habilidade para aprender a aprender
e que se bem consolidada acompanha o indivíduo ao longo de sua vida, a biblioteca do
complexo CELM/Faculdade União Americana elaborou uma política de treinamento de
usuários voltada principalmente para a construção de um conhecimento permanente.
O treinamento de usuário, no entanto para ser eficaz, necessariamente precisa ser
motivante, estimulante, especialmente porque muitos ainda vêem a biblioteca como um
ambiente sem vida. No entanto, a biblioteca vive e nela pulsa todas as informações que em
nosso caso alunos e professores necessitam para consolidação de seus conhecimentos,
suas pesquisas, suas produções.
Então, de que maneira podemos habilitar os nossos usuários/clientes, para o auto
-atendimento? É a partir desse questionamento e da conscientização de toda a equipe
envolvida que se pensou um treinamento atraente e dinâmico.
O treinamento elaborado consiste em 3 (três) módulos:
1  Visita programada - É feita uma apresentação geral da biblioteca, seus
setores (Guarda-volumes, check-out, circulação/balcão de atendimento, salas de estudo em
grupo/individual, sala de pesquisas virtuais, referência, etc.). São destacados pontos
importantes quanto ao funcionamento, seu regimento, normas de conservação e preservação
do acervo, de relacionamento entre os diversos usuários (educação infantil à graduação) e
entre usuários e funcionários, e de forma mais detalhada as questões relacionadas ao
tratamento dado a coleção e os serviços oferecidos. Nas estantes é o momento onde há um
detalhamento maior especialmente quanto à ordenação do acervo nas estantes. É explicado
minuciosamente o número de chamada (CDU + Cutter + Ano). Marca-se a segunda visita.
2  Treinamento no catálogo  Inicia-se o treinamento, solicitando que a turma
explique a disposição do acervo, bem como nº de chamada. Se forem percebidas dúvidas, o
assunto é retomado, para só então iniciarmos o 2 módulo do treinamento que consiste

�9
basicamente em apresentar os catálogos impresso e on-line. Impresso dividido em autor,
título e assunto. O catálogo on-line possibilita além desses a consulta por nº de chamada,
editora, ISBN, código de barras, entre outros. Faz-se uma demonstração e em seguida
divide-se a turma em grupos dando um tema para ser pesquisado, bem como localizado nas
estantes. Os grupos deverão fazer uma lista dos documentos encontrados.
3  Pesquisa on-line  Primeiramente é feito o levantamento de dúvidas da visita
anterior. Em seguida explicam-se os operadores boleanos, apresenta-se alguns motores de
busca como google e altavista, os portais Ibict, periódicos capes, scielo entre outros. Ao final
da explicação solicita-se que os usuários retomem a pesquisa anterior, complementando a
lista.
Os

resultados

obtidos

com

o

treinamento

são

bastante

satisfatórios,

especialmente quando conseguimos distinguir facilmente entre os usuários, aqueles que
participaram do treinamento dos que não o fizeram. Eles ficam mais livres, mais à vontade
haja vista terem uma visão geral do acervo, ou seja, que tipo de informação está disponível
na biblioteca, o que facilita a pesquisa e recuperação da informação em tempo hábil. Eles
ficam ainda mais seguros quanto ao resultado da busca.
A verdadeira mediação educacional ocorre quando o bibliotecário convence o
aprendiz de sua própria competência, incutindo-lhe autoconfiança para
continuar o aprendizado, transformando-o em um aprendiz autônomo e
independente. (DUDZIAK, 2003, p. )

Essa mediação traz outro fator positivo para a relação bibliotecário/usuário,
aumenta a relação de respeito, uma vez que o usuário passa a ver o trabalho do bibliotecário
com outros olhos, ele deixa de ser organizador de livros em estantes para ser um educador,
o mediador entre ele e a informação havendo, portanto uma valorização do seu serviço.

5 CONCLUSÃO

A partir do entendimento do que seja

information literacy,

bem como da

conscientização de que o bibliotecário é acima de tudo um educador, verificou-se a

�10
necessidade de mudança nas atitudes profissionais desse profissional no âmbito
educacional, em que ele precisa assumir uma postura pro-ativa, adepta as novas tecnologias
de informação e comunicação, e que saia do espaço físico da biblioteca, buscando inserir-se
nos planejamentos das escolas,

para que possa de fato habilitar seus usuários para a

competência em informação e, portanto capazes de estabelecer

estratégias de busca,

acesso e recuperação da informação, o que os levará a um melhor uso dos recursos
oferecidos pela biblioteca em seu formato impresso bem como pelos diversos portais e
motores de busca disponíveis para toda a comunidade e em especial aqueles envolvidos em
iniciação científica.
Na biblioteca do Complexo Educacional CELM/Faculdade União americana, houve
uma perceptível mudança de comportamento dos usuários após a aplicação da nova
modalidade de visita programada, baseada principalmente na capacitação para localização e
recuperação da informação, seja impressa organizada em seu espaço físico, ou virtual via
tecnologias de informação e comunicação.
Ressaltamos que esse treinamento é um projeto piloto, e que só foi possível a
aplicação após a sensibilização do corpo docente que viabilizou a vinda das turmas para a
Biblioteca, transferindo suas aulas para esse treinamento, passando a biblioteca desse
momento a fazer parte do planejamento de aulas, se inserindo, portanto, mesmo que de
forma tímida, no projeto educacional da Instituição. Esse foi um ganho indiscutível.
Com essa nova postura exigida pela sociedade da informação/conhecimento a
biblioteca e bibliotecários cumprem seu papel, que ultrapassa o reunir e organizar, sendo
fundamental a recuperação e disseminação da informação, trabalhando para que esta possa
se transformar em novos conhecimentos, que transformar-se-ão novamente em informação.
fechando dessa forma o círculo de desenvolvimento do conhecimento do homem e da
sociedade no qual está inserido

ABSTRACT
EDUCATION FOR INFORMATION ACCESS

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This work deals with Information Literacy as a mean for the establishment of user education
policy. This enables this public to acquire and develop the necessary abilities for the
adequate use of information units. This also makes an acquirement of conscious of their
information needs and assessment in all kinds of supports, virtual or physical. The research
also emphasizes that the role of libraries and librarians goes beyond collecting and
organizing. They have a fundamental role in the process of retrieval and dissemination of
information, making it possible to transform information into knowledge, ending the gap in
knowledge development present in the society in which man is part of.
Key Words: Information Literacy. User Education. Information Access.

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                <text>Biblioteconomia&#13;
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Aborda a information literacy, como meio de estabelecer políticas de treinamento de usuários, para que estes adquiram/desenvolvam as habilidades necessárias para o uso adequado das unidades de informação e consigam a partir de uma consciência de suas necessidades informacionais, acessa-las nos mais diversos suportes, sejam eles físicos ou virtuais. Enfatiza que o papel das bibliotecas e dos bibliotecários ultrapassa o reunir e organizar, sendo fundamental a recuperação e disseminação da informação, para que esta possa se transformar em novos conhecimentos. Conclui afirmando que estes novos conhecimentos, uma vez transformados em novas informações, fecham o círculo de desenvolvimento do conhecimento do homem e da sociedade no qual está inserido.</text>
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