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                  <text>7 CONFERÊNCIA
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E A INOVAÇÃO: REFLEXÕES, DEFINIÇÕES E
DESCRIÇÕES
UNIVERSITY LIBRARY AND INNOVATION: REFLECTIONS, DEFINITIONS AND
DESCRIPTIONS
Prof. Dr. Fernando Modesto1
Resumo: Não há controvérsia ao considerar que as bibliotecas universitárias estão
pressionadas a inovar os seus processos de gestão e de serviços. Também, não causa
desacordo ao considerar que elas, independentemente de seu tamanho, missão ou recursos,
sentem essa pressão pela inovação. O presente texto propõe-se a refletir sobre a importância
da inovação para as bibliotecas universitárias, com ênfase nos processos e transformações que
acarretam. Define inovação como uma ideia, objeto ou prática percebida como inovadora por
uma unidade individual ou organizacional. Descreve experiências universitárias que impactam
os serviços bibliotecários e o próprio conceito de biblioteca. Destaca nas considerações finais
que as inovações não se restringem a adoção de recursos tecnológicos, mas de uma mudança
de mentalidade e de ações orientadas ao usuário.
Palavras-chave: Inovação. Biblioteca Universitária. Universidade. Tecnologia. Ambiente de
Aprendizagem.
Abstract: There is no controversy in considering that university libraries are under pressure
to innovate their management and service processes. Also, it does not cause disagreement
when considering that, regardless of size, mission or resources, they feel this pressure for
innovation. The present text proposes to reflect on the importance of innovation for university
libraries, with emphasis on the processes and transformations that they entail. It defines
innovation as an idea, object or practice perceived as innovative by an individual or
organizational unit. Describes university experiences that impact librarian services and the
library concept itself. Emphasis in the final considerations that innovations are not restricted
to the adoption of technological resources, but a change of mentality and actions oriented to
the user.
Keywords: Innovation. University Library. University. Technology. Learning Commons.
Professor do Curso de Biblioteconomia da Universidade de São Paulo.

47

�Introdução
Parece não haver controvérsia, ao considerar que as bibliotecas universitárias estão
pressionadas a inovar os seus processos de gestão e de serviços. Também, não causa
desacordo ao considerar, ainda, que elas independentemente de seu tamanho, missão ou
recursos, sentem essa pressão pela inovação.
A pressão decorre de fatores internos e externos que afetam as atividades das
bibliotecas e que devem ser considerados como incentivo na busca de novas estratégias,
novos campos de atividades, e das possibilidades de implementação de serviços inovadores.
Aspectos que corroborem com as necessidades de apoio a pesquisa, suporte aos
programas de extensão, e auxílio ao ensino (graduação e pós-graduação). Ações capazes de
fortalecer a missão e a imagem da biblioteca no âmbito da comunidade acadêmica
(PROKOPCIK; KRIVIENE, 2013).
Ademais, a biblioteca universitária enfrenta o desafio e a necessidade de reinventar-se,
até por não deter mais a exclusividade do papel de provedor de informação, diante da
crescente oferta de recursos eletrônicos e serviços online, que não demandam frequência ou
requisito de espaço físico.
Enfrenta, ainda, a exigência de estar alinhada aos objetivos pedagógicos e estratégicos
da universidade. Isto requer que ela se antecipe às demandas decorrentes da incorporação de
novas metodologias de ensino e de gestão universitária. Atente ao fato de atuar em uma via
educacional de mão dupla, onde fornece acesso ao conhecimento para os estudantes e
docentes, mas também ajuda a extrair algo deles: a produção de novos conhecimentos.
Para esse intento, a biblioteca deve se transformar em um espaço de aprendizagem,
convivência, colaboração e experimentação. Sendo seu espaço dotado de infraestrutura
tecnológica e a sua equipe capacitada no atendimento de uma comunidade composta pelos
momento de transição da informação impressa para a eletrônica/digital (JANASI, 2014).
Neste sentido, o presente texto intenta refletir sobre a importância da inovação para as
bibliotecas universitárias, com ênfase em algumas das transformações ocorridas. Para o
mesmo propósito, a inovação é definida, segundo Rogers (2003), como uma ideia, objeto ou
prática percebida como inovadora por uma unidade individual ou organizacional.
No desenvolvimento do tema, além da definição da inovação, destaca o conceito
histórico da biblioteca universitária, bem como é descrita experiências universitárias que
impactam os serviços e o próprio conceito de biblioteca.
Inovação: conceito e definições
A questão da inovação é tema significativo, tanto ao ambiente acadêmico, quanto ao
setor empresarial. Em especial pelo seu aspecto de impacto na produtividade, desempenho e
competitividade de uma organização. Assim, não inovar representa uma barreira para
qualquer instituição que busca conquistar e melhorar sua posição de mercado ou no espaço de
atuação.
Apesar da compreensão sobre a importância da inovação, a decisão por inovar não
pode ser creditada, unicamente, a uma boa ideia para haver garantia de sucesso. É essencial

48

�entender que inovar não é um evento isolado, mas um processo planejado e gerenciado (ZEN,
2017).
A gestão da inovação, segundo Tidd, Bessant e Pavitt (2008), pode ser compreendida
como o planejamento, a organização e a coordenação dos fatores necessários para obter
resultados positivos. Considera-se que o processo de inovação, para ser bem-sucedido, deve
envolver conhecimento, proposição de projeto, acompanhamento e validação de ideias.
No caso da biblioteca universitária, a exemplo de uma empresa que não muda os
serviços oferecidos, tende a ser superada por outros que inovem na oferta. Neste sentido, a
inovação é o elemento presente em toda organização que entenda o significado de
sobrevivência e crescimento, em seu campo de atuação. A falta de inovação é considerada um
obstáculo ao crescimento de uma empresa (BESSANT; TIDD, 2009).
Segundo Zen (2017), a compreensão da inovação se apresenta sob diversos aspectos:
a) como uma ideia ou prática nova adotada em um processo ou na organização como um todo;
b) como um esforço utilizado para gerar mudança orientada ao potencial econômico ou social
de uma organização;
c) como um processo de transformação das ideias e sua consequente aplicação.
Para a Organisation for Economic Co-opperation and Developmet (OCDE, 2005), a
inovação pode estar presente em uma organização de quatro formas:
1) Inovação de Produto: introdução de um produto novo ou melhorado, no que se
refere a suas características ou usos;
2) Inovação de Processo: implementação de método de produção diferenciado, ou
novo, ou melhorado;
3) Inovação de Marketing: aplicação de um novo método de marketing com
alterações na concepção do produto, embalagem, posicionamento no mercado,
promoção de preços;
4) Inovação Organizacional: introdução de novo método organizacional nas
práticas gerenciais da organização, na organização do local de trabalho ou
mesmo nas relações externas e internas da instituição. Nesse caso, podem ser
aspectos tangíveis e intangíveis.
ideia, melhoria ou mudança, não são por si só, inovações. Para que as inovações sejam
consideradas como tal, devem ser capazes de gerar valor para o modelo de negócio ou o
serviço fornecido. Seja o valor sob aspecto econômico e estratégico, ou de outra natureza
significativa para a organização. Portanto, existe a necessidade de não só se criar ou gerar
algo novo, mas também de desenvolver e explorar essa criação para que se torne uma efetiva
inovação (OSENIEKS; BABAUSKA, 2014).
No ambiente das bibliotecas, a inovação pode ser visualizada como sendo de
sustentação (ou seja, práticas que melhoram um processo sem alterar os métodos subjacentes);
e inovações disruptivas (ou seja, práticas que mudam radicalmente, ou mesmo eliminam o
processo subjacente). Importante, ressaltar que a inovação não é apenas a adoção de alguma
tecnologia, pura e simples (HERRINGTON, 2013).
Desta forma, observa-se que a biblioteca tem enfrentado mudanças tecnológicas significativas
ao longo do tempo, mas muitas destas mudanças foram muito mais sustentadoras (LEWIS,
2004). Por exemplo, as bibliotecas substituíram os catálogos tradicionais, em fichas, por
registros MARC em catálogos on-line, o que possibilitou uma recuperação rápida e fácil das
informações bibliográficas. No entanto, os registros no formato MARC estão baseados nos
mesmos princípios usados para as representações descritivas dos catálogos em fichas. Este é
um exemplo de tecnologia aplicada no qual a estrutura subjacente permaneceu a mesma. Por
49

�outro lado, o livre acesso ao acervo bibliográfico, é um exemplo de inovação disruptiva nos
processos de organização e gestão das bibliotecas. Conforme, atesta Maria Teresinha Dias
Andrade (apud MODESTO DA SILVA, 2001, p. 246) ao comentar a questão do impacto da
Internet em bibliotecas universitárias brasileiras. Na década de 1960, o livre acesso ao acervo
altera a relação de poder entre docentes e discentes. Docentes ficaram temerosos de perder seu
poder de influência sobre os seus alunos.
Algumas bibliotecas acadêmicas continuam a operar mais ou menos como de costume.
Entretanto, inovações disruptivas podem ser uma ameaça para essas bibliotecas, por serem
inovações revolucionárias e que têm o potencial de lançar e impor novos caminhos, queira-se
ou não. Inovação é como uma onda.
Entende-se, ainda, que as inovações têm um diferencial. Elas não, necessariamente,
melhoram um processo ou serviço, mas na maioria dos casos os eliminam (CLAYTON
CHRISTENSEN INSTITUTE, 2018). A teoria explica esse fenômeno, no qual a inovação
transforma um mercado ou um setor de serviços existente, por introduzir simplicidade,
conveniência, acessibilidade e acesso onde, anteriormente, havia burocracia, complexidade,
alto custo e monopólio como status quo.
Neste aspecto, tecnologia como a do smartphone é outro exemplo de inovação
tecnológica disruptiva, pois substituiu o laptop e a câmera fotográfica. Da mesma forma, o
streaming de vídeo, como o Netflix ou Hulu eliminaram os serviços tradicionais das vídeolocadoras.
No mundo das bibliotecas, é dito que os buscadores (como o Google) estão
substituindo os OPACs (catálogos on-line de acesso público) e as bases de dados comerciais.
Os modelos conceituais dos requisitos funcionais estão reconfigurando a catalogação
descritiva.
Segundo Herrington (2013), a biblioteca universitária encontra-se em uma fase de
transição, presa entre o passado institucionalizado e a perspectiva do futuro tecnológico. Em
realidade, bibliotecas precisam de uma nova cultura em seus ambientes, que não apague o seu
legado e nem inviabilize o seu futuro. Até pelo seu histórico de envolvimento e pertencimento
no ambiente universitário.
Biblioteca Universitária: breve histórico e definições
Para contextualizar a definição de biblioteca universitária, toma-se como base o estudo
de Martín-Gavilan (2008) que aborda o seu processo histórico.
O aparecimento da biblioteca universitária tem origem no próprio surgimento das
universidades, na Idade Média. A necessidade de livros por estudantes era atendida pelo
livreiro (uma espécie de bibliotecário) que alugava folhetos manuscritos (peciae) que
integravam o conjunto de obras aprovadas e corrigidas pelos docentes, para que os alunos
pudessem copiá-los para estudo. A divisão das obras em vários livretos permitia serem
copiado por vários alunos simultaneamente. Esta forma de organização e provimento de
serviço é considerada o embrião evolutivo do que veria ser a biblioteca da universidade.
No século XVIII, a biblioteca universitária, gradualmente, deixa de ser um depósito de
livros para se tornar no espaço intelectual da universidade. Esse processo inicia-se na
Universidade de Göttingen, fundada em 1734, na Alemanha.
A biblioteca nasce ao mesmo tempo que a universidade. E caracterizou-se pela
quantidade de material, baseada em seleção e aquisição contínua e cuidadosa; por uma
organização e sistema de catalogação eficientes, e que destacam a biblioteca como a melhor
da Europa e um paradigma de biblioteca universitária moderna.
Nos Estados Unidos, do século XIX, tornou-se comum nas universidades a formação
de sociedades literárias. Elas abrem um caminho de autodesenvolvimento aos estudantes não
50

�satisfeitos, intelectualmente, com os tradicionais programas de estudo oferecidos.
Para favorecer suas atividades, essas sociedades mantinham suas próprias bibliotecas
formadas por coleções de referência, periódicos, obras de ficção, história, biografia, política e
economia. Essas bibliotecas acabaram por serem integradas às próprias coleções da
universidade, que se tornavam mais acessível para estudantes.
Ao final do século XIX, a maior parte das bibliotecas universitárias norte-americanas
operavam em horários de abertura diária, de seis ou sete dias por semana. Transformaram-se
em espaços acolhedores, com o estabelecimento de políticas mais liberais de empréstimo aos
estudantes, melhor franqueando a retirada de livros para leitura no domicílio.
No mesmo período, a situação das bibliotecas universitárias, existentes na região sul
da Europa, viviam situação calamitosa, em relação às bibliotecas localizadas na Europa
Central, e no Reino Unido. Com algumas exceções, as bibliotecas mantinham livros não
classificados, mal condicionados, catálogos incompletos, pessoal insuficiente, horário de
funcionamento limitado.
Nos países em desenvolvimento, as universidades e suas bibliotecas apresentavam
situação ainda pior, e com recursos muito mais limitados. O alto preço das publicações, as
dificuldades econômicas, o clima, a guerra e a instabilidade política piorava o cenário. Muitas
além destas dificuldades, enfrentavam os riscos para conservar o material bibliográfico e,
mesmo, realizar minimamente o desenvolvimento das coleções e o acesso à informação.
Assim, ao longo da história, a existência, o conceito e as funções da biblioteca
universitária evoluíram até o presente. E, à medida que a universidade, enquanto ambiente de
conhecimento científico se adaptou aos novos tempos, até tornar-se um espaço de
transformação social, a biblioteca, usufruindo desta mudança acadêmica, foi propiciando
condições para a comunicação científica, bem como do acesso a informação pela comunidade
universitária (OLIVEIRA, 2016).
O conceito anglo-saxão de biblioteca, como o centro nevrálgico da universidade, foi
gradualmente imposto, em detrimento de um conceito de biblioteca no qual era relegada a um
simples depósito de livros e de sala de estudos para estudantes. A ideia de que o
conhecimento é produzido a partir da informação, passa a vigorar e, nesse sentido, a
biblioteca se torna parte essencial da universidade (MARTÍN-GAVILAN, 2008).
Assim, tendo como objeto principal a preservação, a coleta, o tratamento e a
disseminação da informação, a biblioteca universitária adquire a missão de atender às
necessidades de informação da sua comunidade formada por discentes, docentes e técnicos,
em consonância com seus programas pedagógicos e projetos de pesquisa (DIÓGENES, 2012).
Elas passam a se inserir no fazer da universidade, assumindo a responsabilidade básica
que é a de fornecer infraestrutura bibliográfica, documentária e informacional que subsidie as
atividades científicas, além de promover a divulgação do conhecimento produzido por seu
corpo acadêmico, à sociedade, por meio de seus serviços e produtos, e que realçam o seu
propósito de atuação (SILVA FILHO, 2015).
Para Macedo e Modesto (1999), as bibliotecas universitárias apresentam como
propósitos de atuação a:
Missão contribuir para a capacitação do estudante e para a formação contínua
do próprio professor, no sentido de torná-os de que, usando corretamente os recursos
informacionais e os princípios de pesquisa bibliográfica, retornarão ao sistema
de informação para contribuir com novas produções de conhecimento, com
apoio em normas documentais.
Objetivo
constituir-se em interface entre o usuário e a informação,
principalmente com as atividades de referência, no sentido de contribuir para
51

�que melhor se otimize a busca e recuperação da informação influindo no
desempenho e produtividade da comunidade acadêmica em lides de ensino;
aprendizagem; estudos e pesquisa; e necessidades várias no âmbito
bibliotecário.
Público-alvo
a comunidade acadêmica interna, com a identificação de
segmentos como administradores, professores, pesquisadores, técnicos,
estudantes de graduação e pós-graduação, funcionários, e outros interessados
externos; em confronto com propósitos e interesses específicos de cada
segmento.
Na atualidade, a biblioteca universitária deixa de ser o principal lugar de fonte de
busca. Perde a supremacia na realização deste papel devido ao impacto da tecnologia digital.
Entretanto, a concorrência tecnológica também imprime às bibliotecas as oportunidades de se
inovarem, seja pelo imenso volume de informação que ajudam a tornar disponível em formato
digital ou pela facilidade no acesso aos recursos informacionais que proporcionam,
independente, do tempo e distância. A tecnologia, ajuda a reconfigurar o ambiente
informacional, resgatando novos privilégios de valor junto à sua comunidade usuária (SILVA
FILHO, 2015).
Bibliotecas Universitárias: tendências
Entre as novas configurações preconizadas para a biblioteca universitária encontra-se a
de centro de aprendizagem ou academic learning commons, baseada nos princípios de
colaboração entre áreas de conhecimento da universidade. Compreende a ampliação do
espectro dos serviços tradicionais da biblioteca, tais como: serviços de orientação, serviços
para pessoas com deficiências, espaços laboratoriais de tecnologia de ponta, oferta de
dispositivos multifuncionais (iPads, mp3, smartphones, câmeras digitais, etc.); serviços de
empréstimo de notebooks e tablets; áreas para apresentação de trabalhos, para estudo
individual e em grupo; infraestrutura para produção digital, apoio a cursos de educação a
distância; e uso funcional de tecnologias via satélite e a cabo (MASSIS, 2010).
learning commons
information commons
discursos de gerenciamento de bibliotecas e, em especial, nas bibliotecas acadêmicas.
Em geral, compreendem os espaços de aprendizagem, no qual se incluem as
bibliotecas e as salas de aula que compartilham o uso de recursos tecnológicos, de educação
remota ou on-line, a criação de conteúdo, os programas de tutoria, ações colaborativas, os
espaços de reuniões, leitura ou estudo (individual ou em grupo).
torna-se popular em bibliotecas acadêmicas e,
mesmo, em bibliotecas públicas e escolares. Sob a concepção deste conceito, a arquitetura, o
mobiliário e a organização física tornam-se importantes para o caráter de criação de um
espaço comum de aprendizagem.
learning commons
information
e não há um
commons
consenso único e aceito entre aqueles que gerenciam os commons ou os que os estudam.
Porém, considerações a respeito, destacam que a discussão conceitual é irrelevante, porque
uma biblioteca, sob qualquer outro nome, ainda será uma biblioteca (TURNER; WELCH;
REYNOLDS, 2013).
Por outro lado, a universidade que se arrisca a fazer mudanças deve transformar a
biblioteca sob uma nova abordagem. Um novo design de seus espaços e serviços, capaz de
reunir outros elementos que, anteriormente, estavam localizados fora da biblioteca.
52

�Equipar e definir um mobiliário adaptado não só para livros, mas para estações de
trabalho que garanta acesso a informação digital; facilitar todo o tipo de hardware e software,
implementar horários flexíveis de funcionamento; fornecer outros materiais e recursos
diversificados; definir uma nova estrutura e novos procedimentos, etc. Enfim criar uma
cultura organizacional de estímulo à inovação e as mudanças (GRUPO DE TRABALHO,
2014).
Sobre a cultura organizacional, Campbell (2006) se refere a ela como pressupostos
criados ou desenvolvidos por um determinado grupo e que ajuda a instituição a ter êxito na
solução de problemas. E muitas das mudanças tecnológicas, verificadas em bibliotecas, nas
últimas décadas, não alteraram a cultura organizacional básica. Assim, várias bibliotecas
ainda hoje são dominadas por estantes de livros, mesa de referência e um balcão de circulação
e empréstimo, e equipe em funções tradicionais de aquisição e catalogação.
Isto ocorre por serem tais bibliotecas, departamentalizadas e orientadas a processos
(por exemplo: serviço técnico, serviço ao público, de referência e de instrução). Um cenário
no qual a adesão à tradição e décadas de memória institucional levam a uma cultura
organizacional de resistência às mudanças.
Herrington (2013) comenta que muitas bibliotecas implementam mudanças profundas
em sua própria concepção e organização. Ou seja, muitas bibliotecas têm adicionando, cada
vez mais, em seus espaços, instalações de produção de multimídia e mesmo orientado seus
espaços para serviços baseados em tecnologia como parte das reformas estruturais gerais.
Embora esses espaços remodelados ofereçam grandes oportunidades para apoiar os
objetivos pedagógicos da universidade e o interesse do corpo docente por serviços inovadores,
a maneira como essas oportunidades podem ser realizadas, ainda é pouco discutida.
Em realidade, segundo Watson (2017), pensar as bibliotecas em um mundo no qual os
processos de aprendizagem são um dos fatores mais significativos, na hora de projetar os
ambientes de informação é sempre arriscado, pois cada biblioteca que se constrói ou que se
renova é apenas uma predição do futuro. Assim, preparar-se para esse futuro é a maior
dificuldade que enfrenta qualquer instituição, porque as previsões são sempre incorretas ou
probabilísticas.
Entretanto, exemplos encontrados de bibliotecas universitárias, sob tais contextos de
mudança, podem orientar previsões e, mesmo, estimular o apoio a inovação relacionada com
as transformações dos processos pedagógicos e curriculares, e vinculados também, com as
inovações dos espaços das bibliotecas, de seus serviços e das tecnologias empregadas, bem
como dos membros da equipe.
Embora os espaços físicos das bibliotecas tenham passado por muitas alterações, os
serviços de suporte muitas vezes não conseguem acompanhar, no mesmo ritmo das mudanças.
Muitas bibliotecas oferecem os mesmos serviços de forma padrão ao que já forneciam, antes
de implementar novos espaços de colaboração, enriquecidos de recursos tecnológicos.
Os programas de alfabetização informacional, por vezes, não conseguem se conectar
aos espaços recém-desenvolvidos, ficando concentrados, em parte, no acesso às informações,
ao invés de capacitar os estudantes no conhecimento e habilidades necessárias para criar e
compartilhar informações.
Frequentemente, esses espaços são descritos como sendo bons para estudo, em um
sentido genérico, e a disponibilidade de espaço para o estudo colaborativo é apontada como
uma inovação chave, na biblioteca universitária.
Bibliotecas Universitárias: descrição de exemplos inovadores
Certamente, é possível encontrar descrições variadas sobre exemplos de inovações em
serviços de bibliotecas. Como breve ilustração, selecionou-se três casos que representam essa
53

�variedade de situações. Dois dos três casos exemplificados foram extraídos dos rankings
universitários globais: Times Higher Education (THE), de 2018, e o QS World University
Ranking. O terceiro foi selecionado da literatura, por se caracterizar como biblioteca
universitária sem papel.
Nos casos citados, destaca-se um conceito recorrente nas inovações implementadas, é
o learning commons, que envolve na sua aplicação a adoção de ferramentas, equipamentos,
espaços de trabalho, serviços de empréstimo, bibliotecas sem livros ou digitais. Tendo como
foco o atendimento ao cliente.
O learning commons (já comentado) é frequentemente citado como o modelo da
necessidade de bem planejar as ações e minimizar riscos, conforme salientado por Watson
(2017), de se fazer predições incorretas ou realizar mudanças cosméticas, puramente de moda.
Neste sentido cita-se os casos da:
California Institute of Technology (Caltech)
A biblioteca do Caltech tem alterado seu perfil, com a comunicação científica
evoluindo para a gestão de dados de pesquisa. A medida que ela desenvolve serviço de
gerenciamento e de curadoria dos dados, amplia a possibilidade de as pessoas poderem
melhor contatar especialistas e atender a suas necessidades de informação.
Moldura sua missão ao atendimento das necessidades de ensino, pesquisa e suporte
acadêmico da sua comunidade de estudantes, docentes, pesquisadores e funcionários. Constrói
um ambiente learning commons não apenas para servir como local de recebimento de
informações, mas no qual o usuário tenha participação ativa tanto no acesso a informação,
quanto na produção de conteúdo e de conhecimento.
Neste sentido, provê empréstimo de computadores (desktop e notbook) com sistemas
operacionais Apple e Windows, e softwares para variadas aplicações (Office, Adobe,
Impressão 3D, AutoCad, estatísticos, matemáticos e etc.).
Está dotada de um equipado laboratório TechLab (Laboratório de Prototipagem de
Acesso Aberto) que possibilita acesso às tecnologias inovadoras para a modelagem e
impressão 3D, digitalização e manipulação de placas de circuitos eletrônicos.
Fornece serviço de ajuda aos pesquisadores para criar seus planos de gerenciamento
dos dados de pesquisa, e que atendam aos requisitos de financiamento das agências de
fomento. O processo é realizado por meio de seu aplicativo DMPTOOL. Também, fornece o
serviço EZID (easy-eye-dee) para criação e gerenciamento de identificadores globais
exclusivos, de longo prazo, para dados e fontes de pesquisa. Usado para criar Ids para textos,
dados, termos ou objetos, gerencia-los por meio de links compartilháveis e inquebráveis, bem
como armazenar as informações utilizadas na geração de dados em uma variedade de
formatos. A finalidade é promover o compartilhamento aberto, permitindo ao criador do
conteúdo estabelecer conexão permanente com os objetos da pesquisa. O EZID está vinculado
ao Crossref, provendo benefícios aos editores de acesso aberto (CALTECH LIBRARY,
2018).
Florida Polytechnic University (FPU)
É uma instituição criada em 20 de abril de 2012, e que tem entre as suas novidades,
sua biblioteca constituída sem acervo impresso. Ela situa-se em um espaço de 11 mil m²,
configurada sob design e mobiliário moderno. A equipe é formada por seis profissionais, além
do bibliotecário-diretor. Há, ainda, dois outros bibliotecários adicionais, em tempo integral, e
três membros do corpo docente, em tempo parcial; todos eles disponíveis para auxiliar a
54

�comunidade estudantil e docente com as pesquisas e demais demandas informacionais.
A concepção da biblioteca se embasa nos pressupostos preconizados pela Online
Computer Library Center (OCLC). Os pressupostos recomendam às bibliotecas repensarem
seu modelo de negócio centrado no suporte livro, se quiserem continuar relevantes (OCLC,
2014). Neste contexto, as bibliotecas devem não só se manterem relevantes, mas servirem
como catalisadoras das colaborações, e como parte integrante da vida universitária.
No caso da biblioteca da FPU, ela se insere no currículo acadêmico e os bibliotecários
participam de disciplinas (aula sobre ética), enfocando os temas: plágio, competência em
pesquisa (orientados a organizarem informações por meio do ProQuest Flow, uma plataforma
de colaboração em nuvem), e sobre o uso dos materiais consultados.
O corpo docente, que dedica tempo parcial, na biblioteca, ajuda a promover conexão
entre a sala de aula e a biblioteca, denominada agora como um ambiente learning commons.
Espaço para a comunidade se beneficiar individual ou coletivamente.
Ademais, a biblioteca por situar-se na área das exatas faz de suas ações uma
-se à inovação
contínua e é associada à Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (Science,
Technology, Engineering and Math STEM).
O acréscimo dos termos Art + Design à equação do STEM, gera o STEAM que irá
transformar a economia no século 21, assim como a ciência e a tecnologia fizeram com o
século 20. Trata-se de uma metodologia de inovação atualmente aplicada em bibliotecas
acadêmicas.
Quanto aos aspectos tecnológicos, dos recursos da biblioteca, enfatiza-se que a
informação é a chave (e não a sua forma); além de seu uso apropriado pelos estudantes. A
biblioteca atua para que esses estudantes reconheçam suas necessidades informacionais,
possam localizar informações relevantes para utiliza-las academicamente e/ou de forma
profissional.
O orçamento da biblioteca é mantido não só pela própria instituição acadêmica, mas
também por patrocinadores privados. Do orçamento de US$ 500.000 dólares, destinado à
aquisição de material, os patrocinadores acrescentam mais US$ 60.000 dólares. Nesta política
de aquisição e assinaturas de materiais, no que se refere aos livros eletrônicos negociados com
as editoras e agregadores, os estudantes e professores podem visualizar o material que a
biblioteca não possua, uma única vez e de graça. A partir da segunda visualização, o item é
automaticamente comprado.
Por ser de criação recente, a FPU não pode se beneficiar dos benefícios da licença de
acesso à coleção de livros eletrônicos, compartilhados pelo consórcio de biblioteca
universitárias liderada pela Florida State University Library.
Entretanto, por meio da biblioteca, a comunidade acadêmica tem acesso aos cerca de
seis milhões de títulos impressos disponíveis pelo consórcio. Além do acesso às revistas
eletrônicas existentes em mais de 65 bancos de dados disponíveis no Campus virtual da
biblioteca. Ademais, a equipe de bibliotecários pode ser contatada por e-mail ou chat, além do
fornecimento de ajuda no ambiente Commons. Esse ambiente conta com computadores
desktop, laptops e tablets; e, ainda, salas para atividades colaborativas equipadas e espaço
físico orientados ao desenvolvimento de projetos em grupos (RILEY, 2015).
Massachusetts Institute of Technology

MIT

Desenvolve um programa orientado a transformar, sua biblioteca, em uma plataforma
global de conhecimento e, ao mesmo tempo, implementa ampla discussão sobre qual o
2018a).
55

�A Instituição procura articular uma nova e ousada visão para as suas bibliotecas, no
contexto atual da pesquisa moderna, ciência aberta, compartilhamento de dados e etc. Para
tanto, constituiu uma força-tarefa, composta de docentes, estudantes, bibliotecários e
funcionários para coordenar as discussões, coletas de sugestões ou de ideias, e pensar de
forma ampla e criativa o papel de liderança que as bibliotecas devem desempenhar no
futuro.
Inicialmente, entendeu-se que deve haver uma evolução no sistema de informação
bibliográfica para melhor prover a criação, disseminação e preservação do conhecimento, e
não apenas apoiar a missão do MIT, mas também no de ajudar a instituição em se
posicionar como líder na reinvenção das bibliotecas acadêmicas.
As grandes bibliotecas sempre tiveram a missão de promover a pesquisa e a
aprendizagem, garantindo acesso imediato e persistente aos registros acadêmicos e às
ferramentas e conhecimentos necessários para descobrir, usar e criar conhecimento.
No MIT, as bibliotecas passam a ser espaços interdisciplinares (virtuais e físicos),
onde estudantes, docentes e outros membros da comunidade universitária podem encontrar
recursos, tecnologias e conhecimentos necessários para avançar seus saberes e servir o
mundo.
A ideia por trás da intenção do MIT é o de transformar seus serviços locais em uma
plataforma global aberta, promovendo o conhecimento produzido e o tornando acessível às
gerações futuras. O conceito chave, da inovação proposta, é o de desenvolver uma
biblioteca global para uma universidade global.
Ainda como ênfase do processo realizado pelo MIT, descreve-se os
questionamentos, sistematizados, para coleta de opiniões da comunidade e de especialistas
no assunto (MIT LIBRARIES, 2018b), referente sobre:
1) Qual o papel que as bibliotecas do MIT podem desempenhar no desenvolvimento de ferramentas,

2)
3)

4)

5)

plataformas, serviços e técnicas inovadoras para a aquisição, organização, descoberta, uso, produção
e preservação de informações digitais e analógicas.
Como as bibliotecas devem servir à comunidade universitária local e global (glocal), por meio do
avanço da missão do MIT de compartilhar os seus conhecimentos com o mundo; e na promoção de
políticas, ideias e iniciativas que promovam e disseminem os valores da Instituição.
Como o MIT pode melhor aproveitar o know-how de suas bibliotecas em áreas como: informação e
alfabetização midiática, gerenciamento de dados, preservação digital, criação e gerenciamento de
metadados, humanidades digitais, informações e análises geoespaciais, ciências da informação,
gerenciamento de conteúdo, publicações de acesso aberto e muito mais.
Qual a função e o desenho ideal dos ambientes das bibliotecas físicas, no MIT, para incluir espaços
dedicados aos estudos e pesquisas silenciosos e colaborativos; bem como para o ensino e o
favorecimento da aprendizagem com tecnologia; para a consulta de especialistas bibliotecários; e
para encontrar e fazer uso de coleções tangíveis (ou impressas).
Qual o papel das coleções tangíveis, incluindo as coleções especiais e de arquivo, na vida intelectual
do Instituto; e como as bibliotecas podem ser melhor organizadas, providas de recursos, de pessoal, e
projetadas para aumentar o uso produtivo destes recursos informacionais, entre a comunidade
universitária.

6) Como as bibliotecas devem desempenhar a função de capacitar os alunos, de todas as áreas, com as

habilidades e competências necessárias para prosperar e, potencialmente, influenciar em um cenário
de informações complexo e em evolução contínua.
7) Como as bibliotecas podem se tornar um espaço de encontro interdisciplinar, no qual os membros da
comunidade tenham acesso a ampla e abrangente gama de informações, conhecimentos e de
perspectivas; de livre intercâmbio de informação e de ideias seja encorajada e cultivada; e onde o
ambiente inspire novas formas de investigação e de colaboração acadêmica
8) Que tipos de colaborações e parcerias no âmbito do Instituto, com a comunidade global de
bibliotecas, e com atores externos sem fins lucrativos e comerciais, as bibliotecas do MIT devem
buscar promover os seus valores, a sua missão e as prioridades do Instituto.
9) Como os serviços, expertise e as instalações das bibliotecas devem evoluir para ajudar a promover a

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�vantagem competitiva do MIT em recrutar novos professores e pesquisadores, e melhorar a
experiência residencial de seus futuros alunos.

Nos exemplos, acima descritos, nota-se que as mudanças que ocorrem nas bibliotecas
universitárias focam na reconfiguração de seu espaço para apoiar tanto as atividades da
biblioteca, quanto o desempenho dos estudantes, docente e pesquisadores, bem como o
melhor posicionamento social da instituição acadêmica.
Considerações Finais
Observa-se tanto na literatura, quanto na realidade do ambiente acadêmico, que a
transição do suporte da informação do meio impresso para o digital impõe desafios
significativos para os serviços de biblioteca, entre eles, a necessidade de incorporar
tecnologias de informação, definir novas políticas e procedimentos técnicos, identificar
riscos e oportunidades para a melhoria da qualidade dos seus serviços e produtos, além de
capacitar continuamente as equipes e os usuários.
Constata-se, também, que as inovações não se restringem a adoção de recursos
tecnológicos, mas de uma mudança de mentalidade e de ações orientadas aos usuários.
Há, ainda, muitas outras questões que as bibliotecas universitárias enfrentam, na
atualidade, incluindo a ameaça das inovações tecnológicas disruptivas.
Entretanto, o apego às tradições e a resistência às mudanças podem tornar difícil as
bibliotecas serem inovadoras, neste caso é preciso haver um ambiente cultural favorável.
Assim, é mais fácil construir uma biblioteca a partir do zero do que mudar uma cultura que
existe a décadas.
No entanto, as bibliotecas universitárias que não adentrarem nessa dinâmica, e
realizarem um esforço interno, serão cada vez mais subtraídas das necessidades e
prioridades da universidade, qualificando-se a se tornarem serviços secundários. Fato que
Da mesma forma, a universidade que opta por fazer mudanças em suas estruturas de
ensino e de pesquisa, deve criar condições para transformar a biblioteca sob nova
abordagem de design de seu espaço, serviços e, mesmo, do conceito de biblioteca; e que
reúna elementos outros, anteriormente localizados fora da biblioteca acadêmica

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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Não há controvérsia ao considerar que as bibliotecas universitárias estão pressionadas a inovar os seus processos de gestão e de serviços. Também, não causa desacordo ao considerar que elas, independentemente de seu tamanho, missão ou recursos, sentem essa pressão pela inovação. O presente texto propõe-se a refletir sobre a importância da inovação para as bibliotecas universitárias, com ênfase nos processos e transformações que acarretam. Define inovação como uma ideia, objeto ou prática percebida como inovadora por uma unidade individual ou organizacional. Descreve experiências universitárias que impactam os serviços bibliotecários e o próprio conceito de biblioteca. Destaca nas considerações finais que as inovações não se restringem a adoção de recursos tecnológicos, mas de uma mudança de mentalidade e de ações orientadas ao usuário.</text>
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