<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="5218" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.libertar.org/items/show/5218?output=omeka-xml" accessDate="2026-04-21T20:35:41-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="4286">
      <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/46/5218/SNBU2004_203.pdf</src>
      <authentication>6862627c6059030c9d807c44da65b7f8</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="56883">
                  <text>MEC, O ALIADO TEMIDO DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS DE
INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR PRIVADAS.
Daisy Cristiane Santos de Lima∗T

RESUMO
Mostra o auxílio que há décadas o MEC vem dando para o desenvolvimento das
Bibliotecas Universitárias das Instituições de Ensino Superior Privadas, através da
avaliação periódica dos cursos de graduação e pós-graduação. Destaca, através
de análise teórica, que a eficiência de um serviço de informação universitária não
depende apenas da excelência dos serviços por elas realizados e prestados, e
sim de uma relação de interdependência e reciprocidade com a instituição
mantenedora, cuja está subordinada a biblioteca em todos os seus processos,
sejam administrativos, financeiros e/ou de recursos humanos. Finaliza apontando
as conseqüências da falta de desta parceria, apontando-a como um fator negativo
que não reflete diretamente nos responsáveis, ficando o MEC como alvo principal,
tornando-o um aliado temido das Bibliotecas Universitárias das Instituições de
Ensino Superior Privadas.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas Universitárias – desenvolvimento. MEC –
avaliação. Instituições de Ensino Superior.

1 INTRODUÇÃO

A avaliação institucional foi iniciada nos anos 70 com os cursos de
graduação e nos anos 90 com os de pós-graduação. Dentro deste contexto
organizacional a Biblioteca Universitária se tornou um ponto forte na avaliação da
instituição, por princípio e tendo em vista sua natureza, deve constituir-se numa
ação totalmente inserida na avaliação como um todo. Segundo Lubisco (2002, p.
2) “dentro deste critério, a inclusão da biblioteca como uma das variáveis de
Avaliação das Condições de Ensino dos cursos superiores deve ser reconhecida
como uma decisão relevante do MEC”.
Diante de todas as mudanças ocorrida na Biblioteca Universitária, num
contexto histórico-conceitual, pode-se se traçar um elo com a história da
educação no país.

�Em 12 de fevereiro de 1962 de acordo com o artigo 9. Da lei de Diretrizes e
Bases, foi criado o atual Conselho Federal de Educação, substituindo o Conselho
Nacional de Educação, em vigor desde 1931. Cabe a esse órgão decidir sobre o
funcionamento dos estabelecimentos isolados de ensino superior, federais ou
particulares; decidir sobre o reconhecimento das universidades, mediante a
aprovação de seus estatutos, e dos estabelecimentos isolados do ensino superior;
indicar disciplinas obrigatórias para sistema do ensino médio; estabelecera
duração e o currículo mínimo dos cursos de ensino superior; promover estudos de
caráter geral, bem como emitir pareceres sobre os assuntos de natureza
educacional que lhe sejam submetidos pelo Presidente da República o pelo
Ministro da Educação.
Através da Constituição de 1988 com consagração do princípio da
autonomia universitária, surge a

necessidade da avaliação como meio de

recuperar o ensino superior no País, cuja evolução, segundo o próprio MEC,
revela o descaso de que sempre foi alvo. Instituída para atender as elites
econômica e cultural, a universidade brasileira se manteve dissociada das
transformações pelas quais passava a sociedade.
Ao observarmos estas mudanças educacionais que surgiram diante da
cobrança social, observamos também o desenvolvimento administrativo das
Instituições de Ensino Superior , que apesar de terem perfil social-educador, não
deixam de ser empresas. E hoje quando olhamos para a moderna administração
vemos os meios mais modernos para tornar a instituição um diferencial de
qualidade de ensino.
Sendo a biblioteca um item obrigatório para autorização destas instituições,
observamos também a atual formação do profissional responsável por ela, o
bibliotecário. Este adquire durante a sua formação profissional toda base para
desenvolver e administrar a informação que será necessária para o alcance do
objetivo das Instituições de Ensino superior, assim como administrar recursos
financeiros e humanos que farão parte do dia-a-dia da biblioteca.
Aliando os conhecimentos modernos administravidos com as práticas
biblioteconômicas podemos observar um grande avanço no que tange a

�qualidade da Biblioteca Universitária. Uma vez que bem utilizadas, dentro de um
planejamento preciso a avaliação do MEC não passará de uma visita corriqueira
que contribui para o reconhecimento e crescimento da instituição.

2 O PAPEL DO MEC NA AVALIAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO
SUPERIOR

O Sistema de Avaliação dos Cursos de Graduação engloba atualmente,
modalidades continuamente realizadas como Autorização e reconhecimento de
cursos e Credenciamento e Recredenciamento de IES – todas alicerçadas nas
Leis 9.131/95 e 9.394/96 (LDB) e no Decreto 3860/01, que consolidou os
Decretos 2.026/96 e 2.30/97.
Para o MEC a biblioteca tornou-se “requisito essencial pra a autorização do
curso”. Por este motivo a resolução CFE nº1/93, referente à autorização de
funcionamento das instituições isoladas de ensino superiro e criação de novos
cursos, inclui em seu parágrafo 3º do art.20 que a Comissão Verificadora conte
com o “auxilio de especialistas, para análise das instalações físicas da biblioteca”,
onde é incluído não só os professores da área de ensino observada como
também profissionais bibliotecários (descritos na Lei 4.084/62).
No que diz respeito à Biblioteca Universitária a Resolução CES/CNE
n°10/2002 aborda os seguintes aspectos:
Com relação à biblioteca, o PDI deverá conter indicação do
acervo, formas de sua atualização e expansão, identificando sua
correlação pedagógica com os cursos e programas existentes ou
previstos, bem como as obras clássicas, dicionários e
enciclopédias, destacando em especial:
3.3.1.livros, periódicos acadêmicos e científicos e assinaturas de
revistas e jornais;
3.3.2.vídeos, DVDs, CD Roms e assinaturas eletrônicas;
3.3.3.descrição do espaço físico incluindo as instalações para
estudos individuais e em grupo;
3.3.4.horário de funcionamento, pessoal técnico-administrativo e
serviços oferecidos, tais como consulta e empréstimo, acesso a
redes, a bases de dados, a outras bibliotecas nacionais e
internacionais, a consultas e leituras eletrônicas.

�O instrumento operacional enviado aos cursos para a coleta de dados e
informações refere-se a infra-estrutura administrativa e técnica da biblioteca e
esta

representando

por

13

indicadores

-

horário

de

funcionamento;

informatização do acervo; informatização do sistema de consulta; informatização
do sistema de empréstimo; política de atualização do acervo; participação em
redes; equipamentos; pessoal técnico; salas especiais; videoteca; periódicos
disponíveis; títulos de livros; número de exemplares e qualidade de catalogação.
Os detalhes específicos das Bibliotecas Universitárias não são abordados
pela legislação, mas são amplamente respaldados pela literatura especializada.
Estas têm segundo Lubisco (2002), dada a ênfase nas recomendações feitas pelo
MEC e exigidas pelos seus avaliadores. No processo avaliativo também são
utilizados elementos como a comparação de bibliotecas semelhantes, aplicação
de padrões e a análise relacional entre os indicadores.
Apesar de não possuir uma metodologia, observa-se um conjunto de
princípios, desenvolvido a partir de três elementos:
a)

a matéria prima da biblioteca (inputs), isto é, seus recursos

financeiros, espaço, coleção, equipamentos, equipe (pessoal);
b)

os produtos que quantificam o trabalho executado nas bibliotecas

(onputs), isto é, o número de livros em circulação, questões de referência
respondidas e não respondidas, etc;
c) os resultados ou impactos ou ainda medidas qualitativas (outcames),
que mostram a mudança sofrida pelos usuários em decorrência do seu contato
com recursos e serviços da biblioteca.
Os padrões de qualidade necessários ao reconhecimento de cursos foram
elaborados pelas CEE das diversas áreas do conhecimento, instituídas no âmbito
da Secretaria de Educação Superior do MEC (SESu).
Para alguns cursos, além dos padrões de qualidade, há também uma
descrição, para a área respectiva, do cenário de cursos de graduação e pósgraduação no país, com indicadores de demanda e oferta de cursos, aspectos

�curriculares e, em áreas específicas, recomendações sobre laboratórios e
referências bibliográficas essenciais.
Em geral os indicadores da qualidade da biblioteca de ensino superior que
constituem esta a categoria de análise são:
a) Espaço físico: neste ponto a comissão verificadora deverá:
visitar as instalações da(s) biblioteca(s) utilizadas pelo curso –
instalações

para

o

acervo,

considerando a área física, condições de

armazenagem (como iluminação, extintor de incêndio, sistema anti-furto,
sinalização), condições de preservação (manutenção preventiva e corretiva,
umidade correta, sistema anti-mofo), de acesso ao acervo por parte dos usuários
e de funcionamento; instalações para estudos individuais e salas para estudo em
grupo (áreas reservadas para consultas e estudo individual de professores e
alunos e para consulta à biblioteca local e remota, bem como instalação elétrica
para uso de computadores do próprio usuário; condições de acesso das
instalações físicas aos usuários com necessidades especiais;
verificar se o acesso ao acervo é possível aos usuários portadores
de necessidades especiais e se existem áreas reservadas para consultas e
estudo individual dos professores e alunos e para consulta à biblioteca local e
remota por meio de computadores; e
entrevistar bibliotecário(s) e pessoal técnico e de apoio.
Para efeito da avaliação é considerado o quadro de definições a seguir:
(A) Existência de armazenagem satisfatória, incluindo: iluminação adequada, extintor de
incêndio, sistema antifurto e sinalização bem distribuída e visível.
(B) Acesso com rampas para portadores de necessidades especiais.
(C) Funcionamento: existência de catálogos disponíveis para o público, independentemente
de sua forma (informatizada, em fichas, etc.) permitindo consulta por, no mínimo, autor, título e
assunto(s) atribuído(s) a cada documento. Para isso, o preparo deve ser feito mediante uso de
instrumento padrão para tal descrição: Código de Catalogação AACR2 + um sistema padrão
de classificação bibliográfica (CDD, CDU ou outro); todos os documentos estão preparados
com etiqueta de lombada e disponíveis para empréstimo, segundo a política da instituição.

�Os aspectos que constituem este indicador serão avaliados de acordo com
os seguintes critérios:
Aspectos a serem analisados
Instalações
para
o
acervo
(espaços,
mobiliário
e
equipamentos, manutenção da
umidade correta, antimofo, etc.)
ESSENCIAL
Instalações
para
estudos
individuais (espaço e mobiliário
adequados
aos
estudos
individuais)
Instalações para estudos em
grupos
(salas
e
mobiliário
adequados aos estudos em
grupo)

b)

Critérios de análise
Não atende – quando a área física, as condições de
armazenagem, de preservação e de disponibilidade do
acervo são precárias ( não atendem aos itens A, B e C).
Atende – quando a área física, as condições de
armazenagem, de preservação e de disponibilidade do
acervo são adequadas (atendem aos itens A, B e C).
Não atende – quando não existem instalações para estudo
individual.
Atende – quando existem instalações para estudo
individual para cada curso oferecido pela IES.
Não atende – quando não existe sala para estudo em
grupo.
Atende – quando existe sala para estudo em grupo .

Acervo: neste ponto a comissão verificadora deverá:
percorrer o acervo de livros, verificando o número médio de

exemplares por disciplina;
verificar se a totalidade do material bibliográfico relacionado está na
IES, devidamente cadastrado e à disposição da comissão verificadora. Não
devem ser aceitas notas de compra e/ou compromissos por escrito de entrega ou
de compra;
verificar se existem políticas definidas de aquisição, expansão e
atualização do acervo que contemplem a proporcionalidade do número de alunos
em relação às disciplinas do(s) curso(s) e às áreas afins;
verificar se a bibliografia básica (livros, periódicos, obras clássicas,
obras de referência, etc.), por disciplina do primeiro ano do(s) curso(s) a autorizar
encontra-se à disposição dos usuários;
verificar, no acervo circulante, pelo catálogo de autor e título e da
ficha de empréstimo do livro (devidamente assinada, contendo o número de
cadastro da instituição), a existência ou não dos livros indicados na bibliografia de
disciplinas do primeiro ano do(s) curso(s), considerando o número de usuários,
resguardando as peculiaridades de cada área e verificando a idade e o estado de
conservação;

�verificar as condições de acesso de usuários com necessidades
especiais (como é o caso dos deficientes visuais) ao prédio da biblioteca e aos
materiais específicos;
verificar a pertinência das coleções de periódicos, baseada na sua
relação com as disciplinas oferecidas e a bibliografia sugerida;
solicitar documentação comprobatória da aquisição da coleção de
periódicos eletrônicos apresentada, verificando se não é apenas uma licença para
demonstração. No caso do portal de periódicos da CAPES, vale o termo de
compromisso assinado pelo dirigente da IES e pelo presidente da CAPES;
entrevistar bibliotecário(s) e pessoal técnico e de apoio.
Para efeito da avaliação é considerado o quadro de definições a seguir:
(A) Existência de representação de todo o acervo (todos os tipos de materiais) no sistema de
informatização utilizado, com possibilidade de acesso remoto (na IES e fora dela).
(B) Possibilidade de importação e exportação dos registros bibliográficos em padrão de
intercâmbio.
(C) Informatização do serviço de empréstimo, no mínimo de livros, com possibilidade de
reserva de material.

Os aspectos que constituem este indicador serão avaliados de acordo com
os seguintes critérios:
Aspectos a serem analisados
Livros (títulos e exemplares em
número
suficiente
para
a
quantidade de alunos previstos no
primeiro ano do curso e para a
proposta pedagógica do curso)

ESSENCIAL

Critérios de análise
Não atende – quando não atendem aos programas das
disciplinas do primeiro ano do curso, ou não há quantidade
suficiente (na proporção de um exemplar para mais de 15
alunos previstos no curso, para quaisquer dos títulos
indicados na bibliografia destas disciplinas), ou não são
atualizados.
Atende – quando atendem aos programas das disciplinas
do primeiro ano do curso, há quantidade suficiente (na
proporção de um exemplar para até 15 alunos previstos no
curso, para quaisquer dos títulos indicados na bibliografia
destas disciplinas) e são atualizados.

�Periódicos
(assinaturas
em Não atende – quando a situação é inferior a 50% em
número suficiente para a proposta qualquer dos itens (presença de títulos indispensáveis ao
pedagógica do curso)
curso, mais títulos adicionais em áreas correlatas),
independentemente do estado da coleção (completa ou
incompleta).
Atende – quando existem, pelo menos, 50% dos títulos
indispensáveis ao curso, mais títulos adicionais em áreas
correlatas, com coleção completa referente pelo menos
aos últimos três anos e evidência de continuidade da
manutenção dos títulos considerados.
Informatização (do acervo e dos Não atende – quando não existe esforço de informatização
serviços de catalogação, controle do acervo e dos serviços.
de
periódicos,
reserva
e Atende – quando a informatização da biblioteca atende até
empréstimo, comutação, consulta dois dos itens A, B, C.
ao catálogo local e remoto,
preferencialmente
com
o
protocolo Z-39.50 ou similar)
Base
de
Dados
(grande Não atende – quando não existem bases de dados na
repositório,
regularmente biblioteca.
atualizado,
de
informações Atende – quando existem bases de dados na biblioteca.
digitalizadas - citações, resumos,
textos na íntegra, imagens,
estatísticas, etc. - em um assunto
particular ou em um campo
específico,
consistindo
em
registros de formato uniforme,
organizados para pesquisa e
busca rápida e fácil)

Aspectos a serem analisados
Multimídia (microfichas, slides,
DVD, CD Rom, fitas de vídeo,
disquetes
e
respectivos
equipamentos
–
títulos
e
quantidade em número suficiente
para
atender
à
proposta
pedagógica do curso)

Critérios de análise
Não atende – quando não existem recursos de multimídia
(microfichas, slides, fitas de vídeos, DVD, CD Rom,
disquetes, etc.) e equipamentos necessários para sua
utilização.
Atende – quando existem, no acervo, recursos de
multimídia (microfichas, slides, fitas de vídeos, DVD, CD
Rom, disquetes, etc.) e os equipamentos necessários para
sua utilização, adequados à proposta do curso.
Jornais e revistas
Não atende – quando não existem assinaturas de jornais e
revistas adequadas à proposta pedagógica do curso.
Atende – quando existem 2 ou mais assinaturas de jornais
e 2 ou mais assinaturas de revistas adequadas à proposta
pedagógica do curso.
Política de aquisição, expansão e Não atende – quando não existe uma política definida de
atualização
(que
atenda
à aquisição, expansão e atualização do acervo.
proposta pedagógica do curso)
Atende – quando existe uma política de aquisição,
expansão e atualização do acervo, considerando a
proposta pedagógica do curso.
ESSENCIAL

c)

Serviços: neste ponto a comissão verificadora deverá:
visitar as instalações da(s) biblioteca(s) utilizada(s) pelo(s) curso(s);

�realizar alguns processos de utilização do sistema de acesso ao
acervo (empréstimos, consultas, bases de dados, multimídia, etc.);
verificar se os recursos de informática estão disponíveis na biblioteca
(e, conforme os itens indicados, fora dela);
verificar se o horário de funcionamento da biblioteca dá oportunidade
ao aluno de estudar no turno de funcionamento do seu curso e em outros
horários, inclusive à noite e aos sábados, e se há facilidade de reserva pela
Internet e devolução por meio de caixas coletoras;
verificar se o pessoal técnico (bibliotecários, auxiliares de biblioteca,
assistente de administração, entre outros) é suficiente e capacitado para o
atendimento aos alunos do curso e se existe programa de capacitação. Com
relação aos serviços oferecidos pela biblioteca, considerar a equipe dedicada ao
sustento de serviços e atividades de rotina;
entrevistar bibliotecário(s) e pessoal técnico e de apoio.
Para efeito da avaliação é considerado o quadro de definições a seguir:
(A) Existência de serviço de empréstimo domiciliar para itens do acervo, ainda que com
distinções entre tipos de material e categorias de usuários, sendo obrigatória a possibilidade
de empréstimo de livros, ainda que com restrições a certos títulos, de forma justificada.
(B) Acesso a serviço de cópia de documentos internamente na instituição (ainda que não no
espaço físico da biblioteca).
(C) Existência de serviço de empréstimo entre bibliotecas.
(D) Oferta do serviço de comutação bibliográfica, no País e no exterior.
(E) Existência de serviço de consulta a bases de dados em forma impressa, em meio
magnético ou em CD-ROM, seja por disponibilidade diretamente na instituição, seja por
acesso remoto a recursos de outras instituições.
(F) Existência de profissionais graduados em Biblioteconomia.
(G) Existência de pessoal auxiliar na proporção adequada à manutenção do horário da
biblioteca e ao perfil dos serviços.
(H) Previsão de programa de treinamento de usuários que ensine a normalizar os trabalhos
monográficos dos mesmos.
(I) Conjunto de normas da ABNT para normalização de documentação.
(J) Manual da IES com as exigências específicas para a apresentação de trabalhos técnicos
e científicos.

�Os aspectos que constituem este indicador serão avaliados de acordo
com os seguintes critérios:
Aspectos a serem analisados
Horário
de
funcionamento
(horário de funcionamento da
biblioteca condizente com os
turnos do curso)
ESSENCIAL
Serviço e condições de acesso
ao acervo (qualidade do serviço
de consulta e empréstimo do
acervo destinado ao curso)

Pessoal técnico e administrativo
(qualificação
e
quantidade
adequada ao funcionamento da
biblioteca e às necessidades dos
professores e alunos do curso,
inclusive os portadores de
necessidades especiais)

Critérios de análise
Não atende – quando funciona apenas no turno do curso.
Atende – quando funciona em, pelo menos, dois turnos,
um deles noturno (incluído o do curso).

Não atende – quando a biblioteca não atende ao item A,
ou apenas a um dos itens B, C, D e E. Quando a biblioteca
for inacessível aos portadores de necessidades especiais
(instalações e acervo inadequados)
Atende – quando a biblioteca atende ao item A e a, pelo
menos, dois dos itens B, C, D e E. Quando a biblioteca
estiver acessível aos portadores de necessidades
especiais (instalações e acervo apropriados)
Não atende – quando o pessoal existente não atende às
condições dos itens F e G.
Atende – quando o pessoal existente atende às condições
dos itens F e G.

ESSENCIAL
Apoio na elaboração de trabalhos Não atende – quando não atende a nenhum ou atende
acadêmicos (ficha catalográfica e apenas a um dos itens H, I, J.
Atende – quando atende a, pelo menos, dois dos itens H, I
normalização bibliográfica)
ou J.

Após toda a visita é redigido um relato da categoria de análise Biblioteca
pelos verificadores ad hoc, após a visita in loco.
O que se verifica nos indicadores de qualidade impostos pelo MEC é que
não passam de resultados obtidos na administração da biblioteca e de seus
serviços. Uma vez que o profissional por ela responsável planeje e acompanhe
todo o processo desde a criação da estrutura física, contratação e treinamento de
recursos humanos e tecnológicos, desenvolvimento de coleções até o usuário
final, a avaliação periódica do MEC será apenas um “termômetro” de qualidade,
ajudando aos bibliotecários na detecção de falhas e/ou conhecimento de novos
serviços e tecnologias.

�3 A ADMINISTRAÇÃO E O PLANEJAMENTO NAS BIBLIOTECAS DE
INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR PRIVADO

A administração é o processo ativo de determinação e orientação do
caminho seguido por uma organização para a realização dos seus objetivos. Por
ser um processo, está apoiada em um conjunto muito amplo de atividades,
compreendendo

análises,

decisões,

comunicação,

liderança,

motivação,

avaliação e controle. Dentre estas atividades, a tomada de decisão, destaca-se
como sendo de fundamental importância para uma administração bem sucedida.
O processo decisório, que representa a seleção efetiva dentre alternativas
possíveis, é o principal vetor de interrelação e interdependência entre os
processos de administração e planejamento. Decisões formuladas explícita, ou
implicitamente, precedem toda e qualquer ação e são também consideradas
como a própria essência do processo de planejar.
Sob esta perspectiva, considera-se o planejamento como um processo,
que da suporte a estrutura decisória da instituição, composta de decisões
relacionadas aos diferentes níveis da organização: estratégico, gerencial e
operacional. O ato de planejar deve ser, portanto, um processo participativo,
desenvolvido para o alcance de uma situação desejada de um modo mais
eficiente e efetivo, com a melhor concentração de esforços e recursos de uma
organização.
O desenvolvimento de um planejamento participativo, garante maior
eficiência ao processo decisório, estimula o envolvimento do nível gerencial,
facilita a integração de informações, possibilita a formação de um espírito de
equipe, permite coordenação de esforços e estimula a produção de idéias. Além
disso, o processo de planejar age como um catalisador de mudanças na
organização.
O planejamento é um processo que, uma vez adotado, demanda
continuidade, devendo desta forma ser incorporado como prática permanente na
organização. Entendê-lo como um processo é requisito para se obter eficácia na
sua

implementação.

É

através

das

avaliações,

revisões

periódicas

e

�reformulações que o planejamento tornar-se-á um processo cíclico, aberto e
flexível, responsável pelo direcionamento constante dos esforços e alocação
efetiva dos recursos da organização.
Convém destacar e reforçar a importância das seguintes características
associadas ao planejamento.
o planejamento diz respeito as implicações futuras de decisões
presentes;
é um processo de decisões interrelacionadas e interdependentes
que visam alcançar objetivos previamente estabelecidos;
o processo de planejamento é mais importante que seu produto final,
os planos;
os objetivos planejados precisam ser viáveis operacionalmente;
diz respeito à mudança.
Esta teoria também se aplica a s IES, pois, são consideradas, apesar de
seu contexo, empresas privadas e de acordo com Lubisco (2002, p.2):

Com as bibliotecas universitárias não é diferente, se for
considerado o caráter sistêmico das organizações e a
peculiaridade deste tipo de biblioteca, qual seja a de constituir-se
numa unidade integrante da instituição e não numa organização
autônoma. Esta condição impõe que o planejamento de sua
gestão esteja não só alinhado, mas totalmente integrado ao
planejamento global da universidade. Com isto se quer frisar que
o cumprimento dos objetivos, finalidades e missão de uma
universidade depende da parcela de contribuição que compete à
biblioteca, da mesma forma que o cumprimento dos objetivos da
biblioteca depende do seu nível de participação no planejamento
da instituição.

A Biblioteca Universitária funciona geralmente em grandes instituições
educacionais, onde prestam valioso serviço ao ensino e a pesquisa.
Para a eficiente administração da Biblioteca Universitária, a Instituição de
Ensino Superior conta com o profissional Bibliotecário para o desenvolvimento de
atividades técnicas, administrativas e gerenciais.

�A Biblioteca Universitária possui três finalidades:
a) contribuir para transmissão de conhecimentos nos cursos profissionais
ministrados nas diversas especializações ou disciplinas;
b)

facilitar a pesquisa científica;

c)

conservar as fontes que documentam a experiência humana nos

campos respectivos.
A Biblioteca Universitária sempre cumpre sua incumbência, no campo da
educação profissional, com os seguintes objetivos:
a)

prover textos e outras fontes de consultas que os estudantes

requeiram para o desenvolvimento de seu plano de estudo;
b)

colecionar e organizar a documentação necessária para o programa

da pesquisa acadêmica que estudantes e professores realizam;
c)

adquirir outros meios informacionais além dos livros contribuindo

para a formação profissional e cultural do universitário.
Com isso chegamos ao ponto em comum de que

a biblioteca de

Instituições de Ensino Superior tem o papel de organizar e disseminar a
informação, aliando-se como apoio ao ensino, pesquisa e extensão, ofertando os
mais diversos materiais informacionais; sua missão se dá ao efetivo apoio ao
desenvolvimento intelectual da comunidade acadêmica.

4 CONCLUSÃO

Ao observar os procedimentos e rotinas administrativas que devem
constituir, teoricamente, no trabalho diário de uma empresa e dos órgãos que a
ela se agrega, foi constatado que o que os indicadores da qualidade, os
elementos, exigidos pela avaliação periódica do MEC não é mais do uma
empresa poderia oferecer no seu âmbito normal de funcionamento.

�Esta avaliação não se instituiu para prejudicar as IES e sim para que a
socie dade que dispõem deste serviço possa tê-lo com qualidade e seriedade, e
também empresas sérias, com propósitos sérios tendo foco o ensino superior e
sua qualidade não fossem comparadas ou prejudicadas por empresas que
estariam apenas visando lucros na necessidades da sociedade de uma educação
de nível superior, apenas pelo diploma, lançando mão da qualidade do ensino.
Com isso a biblioteca das IES se fortaleceram, contando agora apenas
com o bom planejamento da sua instituição mantenedora para alcançar um
verdadeiro grau de qualidade. Destaca-se também que é necessário que o
profissional responsável por esta biblioteca esteja verdadeiramente capacitado
para todas as rotinas que o trabalho exige.

MEC, THE FEARED ALLY Of The UNIVERSITY LIBRARIES OF PRIVATE
INSTITUTIONS OF SUPERIOR EDUCATION.

ABSTRACT
It shows the aid that has decades the MEC comes giving for the development of
the University Libraries of the Private Institutions of Superior Education, through
the periodic evaluation of the courses of graduation and after-graduation. It
detaches, through theoretical analysis, that the efficiency of a service of university
information does not depend only on the excellency of the services for carried
through and given them, and yes of an interdependence relation and reciprocity
with the organization that keeps it institution, whose the library in all is
subordinated its processes, is administrative, financial and/or of human resources.
It finishes pointing the consequences of the lack of this partnership, pointing it as a
negative factor that it directly does not reflect in the responsible ones, being main
the MEC as white, becoming it a feared ally of the University Libraries of the
Private Institutions of Superior Education.
KEY-WORDS: University libraries – development. MEC – evaluation. Institutions of

Superior Education.

REFERÊNCIAS

�ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e
serrviços de informação. Brasília: Briquet de Lemos, 2000.
LUBISCO, Nídia M. L.. A biblioteca universitária e o processo de avaliação do
MEC: alguns elementos para o planejamento da sua gestão. In: Seminário
nacional de Bibliotecas Universitárias, 12, 2002, Recife. Trabalhos
Apresentados no SNBU Disponível em &lt;
http://www.sibi.ufrj.br/snbu/snbu2002/oralpdf/117.a.pdf&gt;. Acesso em 15.05.2004.
LITTON, Gaston. Administração de bibliotecas. São Paulo: Mgraw-Hill, 1975.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Educação Superior. Disponível em &lt;
http://www.mec.gov.br/nivemod/educsupe.shtm&gt;. Acesso em 15.05.2004.
SEVERO FILHO, João. Administração de logística integrada: materiais, pcp e
marketing – como ser competitivo no mundo globalizado. João Pessoa: UFPB/
Editora Universitária, 2002.

∗

Coordenadora da Biblioteca Campus João Medeiros. Universidade Potiguar. R. Dr. João
Medeiros Filho, 1055. Conj. Sta. Catarina. RN– Brasil. Graduada em Biblioteconomia pela UFRN.
dcrislima@unp.br

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="46">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51369">
                <text>SNBU - Edição: 13 - Ano: 2004 (UFRN - Natal/RN)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51370">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51371">
                <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51372">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51373">
                <text>UFRN</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51374">
                <text>2004</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51375">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51376">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51377">
                <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56839">
              <text>MEC, o aliado temido das bibliotecas universitárias de Instituições de Ensino Superior Privadas. (Pôster)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56841">
              <text>Lima, Daisy Cristiane Santos de</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56842">
              <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56843">
              <text>UFRN</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56844">
              <text>2004</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56846">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56850">
              <text>Mostra o auxílio que há décadas o MEC vem dando para o desenvolvimento das Bibliotecas Universitárias das Instituições de Ensino Superior Privadas, através da avaliação periódica dos cursos de graduação e pós-graduação. Destaca, através de análise teórica, que a eficiência de um serviço de informação universitária não depende apenas da excelência dos serviços por elas realizados e prestados, e sim de uma relação de interdependência e reciprocidade com a instituição mantenedora, cuja está subordinada a biblioteca em todos os seus processos, sejam administrativos, financeiros e/ou de recursos humanos. Finaliza apontando as conseqüências da falta de desta parceria, apontando-a como um fator negativo que não reflete diretamente nos responsáveis, ficando o MEC como alvo principal, tornando-o um aliado temido das Bibliotecas Universitárias das Instituições de Ensino Superior Privadas.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="68721">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
