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                  <text>BRINQUEDOTECA HOSPITALAR:
PERSPECTIVAS DE IMPLANTAÇÃO DESTE ESPAÇO LÚDICO NA SANTA
CASA DE MISERICÓRDIA DE RONDONÓPOLIS - MT

Mariza Inês da Silva Pinheiro∗
Stela Paula Rocha Martins∗∗

RESUMO
O presente estudo busca verificar a importância da brinquedoteca hospitalar na
recuperação das crianças internadas, demonstrando os pontos positivos de sua
implantação na Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis/MT. Este trabalho
ressalta a importância das atividades realizadas em prol das crianças nos
ambientes hospitalares, aborda a função, objetivos e origem das primeiras
brinquedotecas terapêuticas no Brasil. Nesse contexto, o estudo objetiva
apresentar uma proposta de implantação, bem como inserir o bibliotecário nas
atividades da brinquedoteca hospitalar, tendo em vista que esse profissional
apresenta um excelente perfil para dar seguimento aos trabalhos inerentes a essa
atividade. No trabalho desenvolveu-se a pesquisa de campo com as crianças que
se encontravam no hospital, ademais com a responsável pela administração
hospitalar da Santa Casa de Misericórdia. A brinquedoteca vem como alternativa
para reduzir o tempo e o trauma da internação. Foi realizado um levantamento de
custos deste ambiente.
PALAVRAS-CHAVE: Brinquedoteca hospitala. Bibliotecário

1 INTRODUÇÃO
Com o advento das novas tecnologias aplicadas na medicina, muitas
foram as formas de curar e prevenir doenças, no entanto, o ato de ficar
hospitalizado não sofreu nenhum tipo de alteração. Essa é uma realidade
momentânea que todo doente precisa passar, pois, o hospital é o lugar mais
aconselhável para que as pessoas possam se curar sem correr riscos, tendo
em vista a estrutura física, os recursos tecnológicos e humanos que ele
oferece.

�No que se refere à criança hospitalizada, a ciência tem contribuído
significativamente na questão que envolve a qualidade de atendimento
prestado aos pequenos, modificando assim, os quadros de prestações de
serviços que atualmente se apresentam agressivos, despersonalizados e
totalmente impessoais.
Por si só, a internação na maioria das vezes, causa transtornos à
criança hospitalizada. Em boa parte dos hospitais, desenvolve-se um
atendimento técnico, focalizado apenas na doença e não na criança
internada. Não são levados em conta, os desconfortos ocasionados pelo
ambiente hospitalar e, no caso específico das crianças, torna-se ainda mais
complicado o processo de permanência no hospital, enquanto há o aguardo
da recuperação.
Medidas inovadoras, como a brinquedoteca, visam tornar o ambiente
hospitalar um local mais tranqüilo e harmonioso, disponibilizando à criança,
acesso às atividades que freqüentemente praticavam fora do hospital,
objetivando assim a redução do impacto provocado pela separação do
ambiente familiar, escolar e social.
Assim sendo, um dos meios que despontam nos hospitais como forma
de minimizar o sofrimento destas crianças, é o uso do brinquedo, surgindo
como alternativa para que elas possam recuperar sua auto-estima e
contribuir para maximizar a eficiência do tratamento aplicado. Portanto, em
face deste contexto, a brinquedoteca hospitalar surge como espaço
responsável por armazenar, dinamizar e disponibilizar os brinquedos, jogos
e brincadeiras às crianças hospitalizadas.
A brinquedoteca nos hospitais tem proporcionado às crianças alegria e
diversão onde os brinquedos estimulam suas fantasias e imaginações,
fazendo com que esqueçam da doença que as mantêm internadas. Existem
até mesmo aquelas que após receberem alta, não sentem mais vontade de
sair do hospital por não quererem se afastar da brinquedoteca, o que

�demonstra que esse tipo de atividade é capaz de fazer com que as crianças
percam o medo do hospital e não queiram mais ir embora.
Dentro dessa realidade, Cunha (2001) diz que a brinquedoteca auxilia
na cura de doenças reduzindo o prazo de internação, proporcionando magia
e brilho nos olhos das crianças, fortalecendo a estrutura sentimental,
emocional e afetiva que contribuem para transformar essa criança num
adulto mais humano e feliz, com capacidade para ocupar um espaço de
destaque na sociedade.
Existem indícios quanta a utilização do brinquedo com crianças
portadoras de deficiências mentais, cujo resultado foi o aumento do nível de
desempenho dos tratamentos desenvolvidos. Acredita-se, portanto, que a
partir desta experiência, surgiu a brinquedoteca hospitalar, que se valeu do
poder terapêutico do brinquedo para fazer com que as crianças se
recuperassem com maior rapidez.

2 A BRINQUEDOTECA HOSPITALAR
Aproveitando-se de todas as funções e finalidades do brinquedo, a
brinquedoteca surge com o intuito de armazenar, organizar e dispor de uma
infinidade de brinquedos, jogos e brincadeiras ao alcance e acesso das
crianças, transformando-se em espaço mágico, criativo e divertido. Para
Cunha (2001, p. 10) “Alimentar a vida interior das crianças é a proposta da
brinquedoteca”.
As brinquedotecas passaram a surgir no Brasil, logo no início dos anos
80, conforme consta na maioria das bibliografias consultadas. De acordo
com Bomtempo (1990), a partir da década mencionada, verifica-se o reflexo
do movimento de valorização do jogo, como é o caso da brinquedoteca da
APAE (associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e da Escola
Indianópolis/SP, que prestam serviços a crianças excepcionais.

�A brinquedoteca tem sido utilizada, dinamizada e cada vez mais
explorada com grande freqüência nos ambientes hospitalares. Neste sentido
para Cunha (2001, p. 96) a brinquedoteca hospitalar tem a precípua
finalidade de “tornar a estadia da criança no hospital menos traumatizante e
mais

alegre,

possibilitando

assim

melhores

condições

para

sua

recuperação”. A criança, além de participar de brincadeiras ou aproveitar
uma gostosa leitura, pode estar sendo estimulada a brincar com outras
crianças doentes, demonstrando o senso de responsabilidade e respeito ao
coleguinha.
Com o avanço e incentivo das pesquisas científicas, que têm como
objetivo buscar melhorias para o bem-estar da humanidade, novos estudos
acerca das conseqüências e problemas ocasionados em crianças, após o
período de internação hospitalar, foram iniciados. Essas pesquisas foram
citadas também pela preocupação existente em evitar que o impacto gerado
pela internação prejudicasse o desempenho pessoal, intelectual e social das
crianças.
A internação hospitalar tem causado inúmeros efeitos emocionais
negativos em crianças e adolescentes hospitalizados. Para a maioria das
crianças que passam longos períodos em internação, o reencontro com o
mundo externo, após receberem alta, é preocupante, pois elas apresentam
dificuldades na escola, no aprendizado e problemas de socialização. Em boa
parte dos hospitais, a criança fica restrita as suas atividades habituais,
permanecendo deitada em uma cama a maior parte do tempo, sem praticar
atividades e sem contato físico com outras pessoas, a não ser a equipe
médica e alguns de seus familiares, por um período curto de visitas.
A criança é submetida a exames dolorosos e a um atendimento
desumano, frio e tecnicista, que visa apenas cuidar dos procedimentos
clínicos da doença e não da criança, enquanto pessoa frágil e amedrontada.
Deve ser avaliada a importância da preservação da vida saudável da

�criança, resgatando o seu potencial criativo durante o processo da doença e
internação. Falta oportunizar um tratamento mais humano e assistencial,
com uma realidade efetiva.
Discorrendo sobre essa realidade, Ceccim (2000) acredita que:
A criança hospitalizada deve ser vista de modo integral e ter
suas necessidades e interesses atendidos, a fim de que
possa ser maximizado o projeto terapêutico de seu tratamento
e minimizadas as conseqüências do afastamento social e
estranhamentos gerados pela internação hospitalar

Dessa forma, é necessário garantir à criança o seu direito respeitado e
acatado, ou seja, fazer com que ela possa brincar, estudar, aprender e
crescer como qualquer outra pessoa que esteja em seu estado físicopatológico e normal. Esse direito é garantido pelo nosso legislador pátrio
como um direito inerente a todos os cidadãos.
Os principais objetivos da brinquedoteca hospitalar, no entendimento
de Cunha (2001, p. 97-98) são:
[...] preparar a criança para situações novas
enfrentar; [...] preservar sua saúde emocional;
continuidade ao processo de estimulação
desenvolvimento; [...] ambiente favorável e preparar
para a volta ao seu lar.

que vai
[...] dar
de seu
a criança

3 IMPLANTAÇÃO DE UMA BRINQUEDOTECA HOSPITALAR
A partir de alguns fatores será possível estabelecer as atividades a
serem realizadas, as normas de funcionamento, os brinquedos a serem
adquiridos, os livros que comporão a pequena biblioteca, o perfil dos
profissionais que atuarão no recinto, o tipo de treinamento que os mesmos
receberão, bem como o espaço físico necessário para a sua implantação.

�O espaço físico pode se apresentar em salas ou em um único salão,
que poderá ser dividido em ambientes projetados com o auxílio de uma
decoração específica, variando os tapetes, tipos de piso, divisórias, ou
somente com a disposição dos brinquedos e mobílias.
Destaca-se que uma brinquedoteca instalada no interior de um
hospital deve ser, obviamente, diferente de uma instalada em uma creche da
pré-escola. O espaço pode ser simples ou sofisticado, demandar um espaço
físico grande ou pequeno. No entanto, o que deve prevalecer é a disposição
dos brinquedos, de modo a incentivar a criança a ter vontade de manipulálos. A decoração, nesse caso, é muito importante.
No Hospital Universitário da USP (Universidade de São Paulo),
Melleiro (2003), enfermeira responsável pela divisão materno-infantil,
esclarece que “a brinquedoteca possui campos temáticos de teatro, leitura,
música, que permitem que a criança expresse seus medos e suas
ansiedades, despertados pela condição de estarem internadas” e continua
afirmando que as brinquedotecas são importantes para que a criança
internada tenha uma recuperação mais rápida e menos traumática.
A brinquedoteca hospitalar pode ainda dar continuidade ao processo
de desenvolvimento das crianças, principalmente, nos casos de prolongada
internação.
No que se refere ao ambiente favorável, Cunha (2001, p. 98) acredita
que a brinquedoteca hospitalar pode proporcionar condições para:
[...] que a família e as pessoas que vão visitar a criança
encontrem-se com ela num ambiente favorável, que não seja
deprimente, nem vá aumentar a condição de vítima em que a
criança se encontra: nada deprime e assusta mais uma
criança do que ser tratado como coitadinha. Um brinquedo ou
um jogo pode facilitar o relacionamento, tornando-o mais
alegre.

�Como última etapa dos objetivos, destaca-se o retorno da criança para
o lar e a rotina da sua vida antes da internação. Caso a permanência da
criança tenha sido prolongada, é possível que ela encontre dificuldades em
se readaptar, julgando ser pior voltar para casa do que permanecer no
hospital. Não são raros os casos em que a criança encontra mais carinho,
atenção e boa alimentação no hospital do que no seu próprio lar.

4 O BIBLIOTECÁRIO NA BRINQUEDOTECA
Mesmo não tendo encontrado nenhuma referência bibliográfica que
mencione o papel do bibliotecário, ou até mesmo, a atuação de algum
profissional que esteja trabalhando em uma brinquedoteca hospitalar, nada
impede que o mesmo se destaque nesta profissão e desenvolva um
belíssimo trabalho nesta área, pois, durante o curso superior, recebe
subsídios que o permite trabalhar nestes locais, conseguindo ótimos
resultados.
Acreditando no potencial do bibliotecário, Pardini (2002) entende que
este profissional é privilegiado por estar ligado a vários ramos do
conhecimento e que:
[...] ele pode atuar em bibliotecas, sejam elas públicas,
particulares, especializadas ou gerais. Pode atuar em
desenvolver e administrar bancos e Bases de Dados, integrar
equipes de manutenção de sites na Internet ou ainda exercer
a profissão como autônomo. Cabe a esse profissional,
enfrentar o desafio de lançar-se no mercado de trabalho,
inclusive podendo atuar naquilo que mais lhe dá prazer. De
que forma? Sendo criativo, corajoso, trabalhador!

O profissional da Biblioteconomia tem aprimorado e conquistado o seu
espaço nas últimas décadas e vem aplicando os seus conhecimentos nas
mais variadas áreas de atuação. A formação do bibliotecário está
fundamentada na valorização das pessoas e na habilidade de se comunicar,

�o que demonstra que este profissional está qualificado a desenvolver
qualquer atividade que envolva comunicação e inter-relacionamento.
Pardini (2002) discute a questão da multiplicidade de atuações que o
profissional da Biblioteconomia podem desenvolver, enfatizando que:
Depende de nós, profissionais bibliotecários, defendermos o
nosso espaço! Olhe quanta coisa podemos fazer, além de
sermos classificadores, catalogadores, disseminadores,
organizadores, gerenciadores, até chamados de arquitetos da
informação, porque trabalhamos com ela nos mais variados
suportes. Vamos refletir sobre essa imensa capacidade de
podermos atuar nas mais diferentes áreas.

Basta que o bibliotecário seja um comunicador, uma pessoa prestativa
que trate a todos com respeito e igualdade, sem diferença social, no entanto,
que saiba atender a todos conforme suas peculiaridades e limitações.
Sendo assim, esse profissional tem toda habilidade para atuar numa
brinquedoteca, seja ela com atividades voltadas para crianças hospitalizadas
como também para outros segmentos. O bibliotecário também pode ocupar o
cargo como gestor, trabalhando com todas as atividades que compete a
organização da brinquedoteca, como: planejar, elaborar orçamentos, fazer
provisão de recursos financeiros, efetuar a compra de brinquedos, dispor os
brinquedos nos espaços adequados, bem como fazer a manutenção dos
brinquedos, além de estar planejando eventos e atividades culturais.
Esse profissional bibliotecário também pode executar toda parte
técnica inerente as atividades biblioteconômicas, como: registrar, classificar,
indexar, disseminar e catalogar todos os materiais bibliográficos contidos
nesse setor e todos os brinquedos. Prepará-los para circulação, controlar os
empréstimos dos sócios, restauração dos brinquedos, arquivo de instruções
e regras sobre jogos, catálogos de brinquedos, endereço das fábricas e lojas
dos brinquedos e outros.

�Poderá ainda como animador, planejar e executar atividades eventuais
como festas, teatros, gincanas, feiras, entre outros. Juntamente com um
auxiliar poderá encarregar-se da limpeza e esterilização dos brinquedos.
Ressalta-se que o bibliotecário para desempenhar tais tarefas deverá contar
com um assistente, escolhido por ele mesmo, para ajudar desenvolver todas
as atividades mencionadas.
Mas nada disso tem valor, se esse profissional não tiver dom, ou seja,
vocação para trabalhar com essas crianças com muito carinho. A habilidade
e amor nessas atividades são imprescindíveis.
Neste sentido, acredita-se portanto, que uma brinquedoteca hospitalar
pode

funcionar

perfeitamente

com

a

presença

deste

profissional

bibliotecário, no entanto, recomenda-se que esse faça um curso de
brinquedista, para especializar-se mais nesta área e atender com eficiência
as atividades a que se propôs.
Existe na empresa ABRINQ (Associação Brasileira de Brinquedotecas)
cursos

preparatórios

para

as

pessoas

que

desejam

trabalhar

em

brinquedotecas, assim, o bibliotecário poderá se aperfeiçoar fazendo cursos
para se tornar um brinquedista, pois, já possui as qualidades que o curso de
Biblioteconomia lhe oferece, ou seja, possui um conhecimento a mais que o
capacita a trabalhar com crianças hospitalizadas sem encontrar grandes
dificuldades,

precisando

apenas

estar

preparado

para

atender

com

sensibilidade, entusiasmo, determinação e competência.
Nessa gama de preparação, o bibliotecário buscará aprender a
promover junto aos profissionais da saúde, como médicos e enfermeiras,
atividades lúdicas que possam facilitar a expressão emocional e a
elaboração psíquica da situação de hospitalização, favorecendo assim, na
sua relação e interações com os pacientes e seus familiares. Dessa forma, o
bibliotecário poderá intervir no sentido de procurar impedir que a criança e o
adolescente sofram interrupção em seu processo de desenvolvimento.

�Esse processo de desenvolvimento, quando não interrompido, permite
que o indivíduo possa atuar socialmente, apesar de seu estado de doente. O
bibliotecário terá capacidade de adaptar os espaços hospitalares às práticas
do ler e brincar de modo que as crianças e adolescentes, doentes, possam
estar participando das intervenções terapêuticas de maneira saudável e,
quem sabe até, dar continuidade ao processo de amor aos livros, após o
retorno aos seus lares.
Negrine (2002, p. 83) discute a questão das qualificações profissionais
para a execução dessa atividade, enfatizando que:
[...] ao valorizar as atividades lúdicas com um meio a mais na
alavancagem dos processos de desenvolvimento e
aprendizagem,
requer
concomitantemente
pensar
a
preparação daqueles que se dispõem atuar neste campo
emergente, qualificando os instrutores (pedagogos em geral)
que deverão atuar com os atores (crianças, jovens, adultos e
idosos) nas mais variadas faixas etárias.

Tendo em vista a importância da brinquedoteca em ambientes
hospitalares, sendo essa considerada uma medida terapêutica que vem
emergindo com sucesso, cada vez mais por todo o Brasil, exige-se um
profissional qualificado que dinamize este ambiente e o torne um local
aconchegante e harmônico, que proporcione a alegria às crianças que o
freqüentam.
Para que isso se concretize, basta que o bibliotecário tenha força de
vontade e aplique os seus conhecimentos adquiridos durante o curso de
Biblioteconomia para desempenhar um trabalho eficiente e de grande
importância na recuperação de crianças hospitalizadas e que precisam do
mundo mágico da leitura e do brinquedo para encontrar rapidamente o
caminho da cura.
O bibliotecário necessita ser um grande observador, devendo estar
atento aos livros, brinquedos e brincadeiras que mais satisfaçam as
crianças, podendo assim estar conhecendo mais acerca das opções,

�comportamentos e personalidades de cada um. Poderá também estar
disponibilizando às crianças, leituras e brincadeiras recentes, assim como as
tradicionais, confeccionando junto a elas novos brinquedos, proporcionar
atividades lúdicas, solicitando que desenhem ou escrevam o que estiverem
com vontade. Dessa forma, estará constatando como está o estado
emocional, as necessidades e desejos de cada criança.
Este profissional poderá escolher obras infantis de acordo com a idade
de cada criança internada. A partir de um bom acervo poderá oferecer livros
para as crianças maiores, enquanto lê com entonação histórias para os
pequeninos. Na brinquedoteca hospitalar pode-se trabalhar com fantoches,
fazer a hora do conto e a ciranda do livro, podendo estar também
trabalhando com músicas, já que servem para acalmar, relaxar e também
para aguçar a imaginação. Poderá recitar poesias e muitas outras atividades
recreativas que contribuam para o desenvolvimento infantil, aumentando as
capacidades intelectuais e imaginativas, trabalhando a integração social e o
lado emocional e afetivo da criança.
Para trabalhar em uma brinquedoteca hospitalar, o bibliotecário deve
ser uma pessoa especial, demonstrando possuir algumas qualidades que
são apontadas por Cunha (2001, p. 76-77), tais como:
[...] deve ser uma pessoa capaz de rir gostosamente, mesmo
nos dias mais cansativos; que possua boa capacidade de se
comunicar e paciência para lidar com a inquietude das
crianças e com as exigências de certos pais; que tenha
disponibilidade afetiva para brincar várias vezes; que não se
apavore com a desordem e agüente bem ter que arrumar tudo
outra vez, e que, acima de tudo, goste muito de brincar.

O bibliotecário, por si só, é uma pessoa que gosta de organização, mas,
além disso, deverá ser extremamente criativo e inovador, dinamizador das
atividades, jogos, brincadeiras de faz-de-conta e de uma grande diversidade de
brinquedos.

�Enfatiza-se que a qualidade essencial do bibliotecário será o seu
carinho e disponibilidade com que se dedicará às crianças hospitalizadas.
Deverá demonstrar amor a esta profissão e procurar sempre recursos novos
que sejam cada vez mais eficientes, e em paralelo com a equipe médica e
todos profissionais do hospital, transformar o ambiente hospitalar em um
local cada vez mais humano, prestativo e que vise à qualidade do processo
de tratamento.
Um dos objetivos principais do bibliotecário, enquanto profissional
atuante em uma brinquedoteca hospitalar, é fazer com que as crianças
gostem de ler e criem o gosto pela leitura, que conseqüentemente pode se
estender para os lares, mesmo após o período de internação, o que eleva
ainda mais o importante papel social desenvolvido pelo profissional da
Biblioteconomia.

5 METODOLOGIA
A instituição escolhida para se fazer uma investigação da realidade,
bem como também adotada como objeto de estudo, foi a Santa Casa de
Misericórdia de Rondonópolis/MT. Antes de dar início a pesquisa, foi
realizada uma visita a todos os hospitais da cidade, para saber se possuíam
uma brinquedoteca hospitalar. Verificou-se que nenhum dos hospitais da
cidade possuía este método terapêutico. Contudo, escolheu-se esta
instituição para desenvolver a pesquisa, por ser a que atende

um maior

número de crianças enfermas, bem como é o maior hospital existente na
cidade de Rondonópolis/MT.
Após essa escolha, o próximo passo foi a visita a Santa Casa de
Misericórdia de Rondonópolis/MT, objetivando verificar se existia o interesse
e possibilidade de se implantar uma brinquedoteca hospitalar.

�Na seqüência, como pesquisa bibliográfica buscou-se leituras em
obras publicadas por pesquisadores que abordam o assunto, bem como
textos extraídos da Internet, tomando-se o cuidado para que os mesmos
provenham de pesquisas científicas.
Acreditando na viabilidade da implantação do projeto, foi desenvolvido
uma proposta de implantação, contendo espaço físico adequado, recursos
materiais

e

ambientais,

recursos

financeiros

e

recursos

humanos

necessários, bem como os resultados esperados com esta proposta. O
orçamento foi obtido a partir da especificação dos itens definidos pela
pesquisadora conforme as recomendações de Cunha (2001) e apresentado
às lojas de brinquedos e livrarias existentes na cidade de Rondonópolis/MT
situada no Estado de Mato Grosso.
Para a realização desta pesquisa, foram utilizados dois tipos de
questionários,

semi-estruturados

com

perguntas

abertas

e

fechadas

destinadas à direção da Santa Casa e as nove crianças que ali se
encontravam hospitalizadas no dia da pesquisa. Ambos destinavam
investigar o interesse e a necessidade de estar se implantando uma
brinquedoteca na Santa Casa.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo demonstrou que a criança hospitalizada vivencia
momentos inertes e de aceitação, este último proporciona instantes de
espontaneidade que incitam a criança a buscar nos jogos, brincadeiras e na
leitura momentos de entretenimento.
A pesquisa realizada tinha como objetivo geral, elaborar uma proposta
de implantação de uma brinquedoteca hospitalar na Santa Casa de
Misericórdia de Rondonópolis/MT. Este objetivo foi alcançado, uma vez que,

�esta proposta foi criada e demonstrou-se do ponto de vista econômico uma
alternativa viável, pois representa um investimento cujo custo/benefício é
positivo, tendo em vista que traz retorno financeiro à instituição na forma de
redução do tempo de internação, o que representa menos medicamento,
maior rotatividade dos leitos e maior liberação de médicos e enfermeiros. E
no que concerne à criança, quanto mais rápido for a alta hospitalar menos
marcante será a experiência da internação, além do que, a criança retornará
o mais breve possível ao seu ritmo de vida anterior e ao aconchego do seu
lar.
Objetivou também verificar o conhecimento da direção da Santa Casa
de Misericórdia sobre a importância de uma brinquedoteca no ambiente
hospitalar. Foi constatado com grande satisfação por meio de uma pesquisa
realizada com a responsável pela Administração Hospitalar Adjunta que, a
mesma possui um vasto conhecimento sobre este método, verificou-se que
sabe a respeito da função, seus objetivos e sua eficiência para os hospitais
que a adotam como uma medida terapêutica paralela ao tratamento
convencional.
Esta proposta foi, portanto apresentado a administradora, e por meio
dela

foi

demonstrado

com

maior

clareza

sobre

a

importância

da

brinquedoteca para o ambiente hospitalar, haja visto que, é um processo
inovador, que se utiliza da valorização das atividades lúdicas para
proporcionar ás crianças hospitalizadas momentos de descontração e lazer,
o que faz com que a recuperação dessas seja mais rápida e menos
traumática, fazendo brilhar no horizonte a esperança de dias de internação
mais curtos.
Por

meio

da

pesquisa

desenvolvida

junto

a

Santa

Casa

de

Misericórdia de Rondonópolis/MT observou-se que a idéia original da
implantação da brinquedoteca foi bem aceita e que o estudo depois de
concluído foi analisado e demonstrou que há interesse em tornar real a

�proposta de implantação, muito embora, essa realidade não possa ser
efetivada de imediato, tendo em vista que a Instituição passa por reformas
em seu espaço físico.

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&lt;http://federativo.bndes.gov.br/dicas/DO22%20%20Brincar%20e%20direito%
20criança.htm&gt; Acesso em: 20 dez. 2003.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. 4. ed. São Paulo: Martins
Fontes, 1991.
WEISS, Luise. Brinquedos &amp; Engenhocas: atividades lúdicas com sucata.
São Paulo: Scipione, 1989.

∗

Professora assistente do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Mato Grosso –
Campus Rondonópolis, MT, Brasil, e-mail: mariza.ines@terra.com.br
∗∗
Aluna formanda do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Mato Grosso –
Campus Rondonópolis, MT, Brasil, e-mail: stelapaularocha@hotmail.com

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>O presente estudo busca verificar a importância da brinquedoteca hospitalar na recuperação das crianças internadas, demonstrando os pontos positivos de sua implantação na Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis/MT. Este trabalho ressalta a importância das atividades realizadas em prol das crianças nos ambientes hospitalares, aborda a função, objetivos e origem das primeiras brinquedotecas terapêuticas no Brasil. Nesse contexto, o estudo objetiva apresentar uma proposta de implantação, bem como inserir o bibliotecário nas atividades da brinquedoteca hospitalar, tendo em vista que esse profissional apresenta um excelente perfil para dar seguimento aos trabalhos inerentes a essa atividade. No trabalho desenvolveu-se a pesquisa de campo com as crianças que se encontravam no hospital, ademais com a responsável pela administração hospitalar da Santa Casa de Misericórdia. A brinquedoteca vem como alternativa para reduzir o tempo e o trauma da internação. Foi realizado um levantamento de custos deste ambiente.</text>
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