<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="5243" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.libertar.org/items/show/5243?output=omeka-xml" accessDate="2026-08-11T02:00:28-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="4310">
      <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/50/5243/SNBU2018_017.pdf</src>
      <authentication>078a4430575ad8dc4eaf8af4faee37ec</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="57099">
                  <text>GESTÃO DO CONHECIMENTO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
ASPECTOS TEÓRICO-CONCEITUAIS
MANAGEMENT OF KNOWLEDGE IN UNIVERSITY LIBRARIES: THEORETICALCONCEPTUAL ASPECTS

Resumo: Trata-se de uma abordagem teórica a respeito da Gestão do Conhecimento, sendo
este um campo da Ciência da Informação que trata da comunicação do conhecimento entre os
indivíduos no contexto social, institucional e individual. Tem-se de um estudo exploratório no
contexto das bibliotecas universitárias. Objetiva discutir a Gestão do Conhecimento em
bibliotecas universitárias por meio de levantamento bibliográfico compilando as dissertações
e teses defendidas nos programas de pós-graduação brasileiros no período de 2003 a 2016.
Conceitua Gestão do Conhecimento recorrendo a autores como Murray (1996), Malhotra
(1998), Hackett (2002), Loureiro (2003), Valentim (2003), Pérez-Montoro (2008), Alencar e
Fonseca (2015) e Xavier Silva e Sá de Pinho Neto (2016). Utiliza a pesquisa qualitativa,
exploratória, bibliográfica e o levantamento bibliográfico. A pesquisa resultou na recuperação
de trabalhos acadêmicos sobre a Gestão do Conhecimento em bibliotecas universitárias.
Conclui que é preciso maior incentivo à implantação de políticas de Gestão do Conhecimento
em bibliotecas universitárias a fim de promover a inovação e criação na biblioteca
universitária.
Palavras-chave: Bibliotecas universitárias.
Conhecimento Contexto institucional.

Gestão

do

Conhecimento.

Gestão

do

Abstract: This is a theoretical approach to Knowledge Management, an area of Information
Science that deals with the communication of knowledge between individuals in the social,
institutional and individual context. There is an exploratory study in the context of university
libraries. It aims to discuss Knowledge Management in university libraries by means of a
bibliographical survey compiling dissertations and theses defended in Brazilian postgraduate
programs from 2003 to 2016. Conceptualizes Knowledge Management using authors such as
Murray (1996), Malhotra (1998), Hackett (2002), Loureiro (2003), Valentim (2003), PérezMontoro (2008), Alencar and Fonseca (2015) and Xavier Silva and Sá de Pinho Neto (2016).
It uses the qualitative, exploratory, bibliographical research and the bibliographic survey. The
research resulted in the recovery of academic work on Knowledge Management in university
libraries. It concludes that a greater incentive is required to implement Knowledge
Management policies in university libraries in order to promote innovation and creation in the
university library.
151

�Keywords: University libraries. Knowledge management. Knowledge Management Institutional Context.
1 INTRODUÇÃO
Hjorland e Albrechtsen (1995) discutem sobre análise de domínio enquanto uma
comunidade discursiva nas quais o conhecimento produzido na mente do indivíduo é
socializado. Na concepção destes o conhecimento não é somente cognitivo este é de caráter
sociocognitivo o que evidencia a importância da efetiva transmissão do conhecimento. A
Ciência da Informação (CI) é um campo dedicado à investigação científica e prática
profissional que busca estudar a efetiva comunicação do conhecimento entre os indivíduos no
contexto social, institucional e individual (SARACEVIC, 2009). Dentre os diversos campos
estudados pela CI encontra-se a Gestão do Conhecimento (GC) a qual por meio de
metodologias garante que os bens intelectuais produzidos pela instituição tragam maior
produtividade, agregação de valor e maior competitividade, democratizando o acesso aos
conhecimentos produzidos pelos indivíduos. Para isso, o conhecimento é organizado e
classificado. Criam-se assim, dispositivos para sua disseminação no contexto organizacional e
para a sociedade (BETTENCOURT; CIANCONI, 2012). Neste sentido, esta pesquisa surge a
partir da percepção da importância do compartilhamento do conhecimento tácito, isto é,
conhecimento intangível no contexto das Bibliotecas Universitárias (BUs).

Diante do

exposto, este artigo se propõe a discutir A GC em BUs mostrando o panorama atual no que se
refere a GC neste contexto. O objetivo é mostrar as discussões já existentes sobre a GC em
BUs por meio de levantamento bibliográfico, mais especificamente, as dissertações e teses
defendidas nos programas de pós-graduação brasileiros no período de 2003 a 2016.
2 GESTÃO DO CONHECIMENTO: ASPECTOS CONCEITUAIS
Nonaka e Takeuchi (1997) acreditam que é necessário haver processos de socialização
do conhecimento acumulado na mente das pessoas (disseminação do conhecimento tácito).
Conforme estes autores as organizações, independente de seu campo de atuação, devem
estimular todos aqueles que trabalham, no contexto institucional, a compartilhar o
conhecimento.
O conhecimento tácito é o conhecimento que se constrói por meio das experiências
vividas, englobando a cognição dos indivíduos, isto é, elementos intangíveis como, por
152

�exemplo, o conhecimento adquirido ao longo de anos de exercício profissional. Este tipo de
conhecimento é mais difícil de ser produzido, compartilhado de maneira formal. Pois, é um
conhecimento que está contido na mente das pessoas.
O conhecimento explícito é aquele que é facilmente transmissível, sistematizado e
comunicável em linguagem formal o que permite sua disseminação de forma ágil, por meio de
livros, gravações, sites, dentre outros meios.
Choo (2003) afirma que a organização que trabalha de forma integrada seus processos
de criação de significados, construção do conhecimento e tomada de decisões poderá ser
reconhecida como organização do conhecimento.
Os processos de conversão do conhecimento ocorrem entre o conhecimento explícito e
tácito e são divididos em quatro tipos: a socialização do conhecimento (do tácito para o
tácito), a internalização do conhecimento (do explícito para o tácito), a externalização do
conhecimento (do tácito para o explícito) e a combinação do conhecimento (do explícito para
o explícito). Em cada uma delas, ocorre respectivamente, a empatização, personificação,
articulação e conexão.
A GC é objeto de conceituação de diversos autores como Murray (1996), Malhotra
(1998), Hackett (2002), Loureiro (2003), Valentim (2003), Pérez-Montoro (2008), Alencar e
Fonseca (2015), Xavier Silva e Sá de Pinho Neto (2016).
Para Murray (1996) a GC pode ser utilizada como uma estratégia para o aumento da
produtividade, competitividade e agregação de valor ao trabalho das organizações. Já
Malhotra (1998) acredita que a GC tem uma visão fundamentada no conhecimento dos
processos de negócio da instituição, para impulsionar a capacidade de processamento de
informações avançadas e tecnologias de comunicação, por meio da translação da informação
em ação, através da criatividade e inovação dos seres humanos. Isso afeta a competência da
organização e sua sobrevivência em uma realidade repleta de imprevistos.
Hackett (2002) acredita que a GC apresenta uma abordagem sistematizada e integrada
objetivando realizar a identificação, gestão e compartilhamento de todos os ativos de
informação de uma organização, contemplando bases de dados, documentos, políticas e
procedimentos, bem como conhecimento prévio não articulado e experiência dos indivíduos
que nela trabalham. Refere-se à disponibilização da informação existente a nível coletivo e a
experiência institucional compartilhada com cada trabalhador, que por sua vez é também
responsabilizado pela utilização criteriosa das mesmas e pela realimentação do estoque
informacional.
153

�Para Loureiro (2003) a GC pode ser entendida como a abordagem sistemática para
maximização do valor e promoção da acessibilidade do capital do conhecimento da
organização para alcançar a máxima eficácia nos negócios e para promover a inovação.
Envolve ações de gestão no que se refere à criação, captura, síntese, compartilhamento e
aplicação da inteligência.
Segundo Valentim (2003) GC é o conjunto de estratégias para criação, aquisição,
compartilhamento e utilização de ativos de conhecimento, bem como o estabelecimento de
fluxos que garantam a disponibilidade da informação necessária no tempo e formato
adequados, com a finalidade de auxiliar na geração de ideias, propiciar a solução de
problemas e na tomada de decisões.
Na visão de Pérez-Montoro (2008) a GC é compreendida como a disciplina que se
encarrega do estudo do projeto e da implantação de sistemas cujo principal intuito é que todo
o conhecimento tácito, explícito, individual, interno e externo que se relaciona com a
organização transforme-se em conhecimento organizacional ou corporativo de forma que este
ao tornar-se acessível e compartilhável, permita que haja o aumento no conhecimento
individual e coletivo das pessoas que trabalham na organização e que isso resulte em uma
aumento na contribuição destes sujeitos para o alcance dos objetivos que busca a própria
organização.
o processamento e a partilha de todo ativo de informação possuído pela empresa, com a
finalidade de transformar-

-se

assim, que a GC é um conjunto de atividades que promovem a sistematização da informação e
do conhecimento organizacional permitindo às organizações e seus colaboradores se
utilizarem desta para o alcance dos objetivos da instituição e promover o aumento a
competitividade. Esta é capaz de estabelecer uma visão estratégica para a utilização da
informação e do conhecimento, promovendo a criação, codificação e transferência do
conhecimento tácito estimulando deste modo à criatividade, inovação, aprendizagem e a
educação continuada.
De acordo com os autores supracitados os modelos de GC são quatro: capital
ambiental, capital estrutural, capital intelectual (capital humano) e o capital de
relacionamento. O capital ambiental é o ambiente no qual a instituição está inserida. Trata-se
do contexto social, econômico, político, cultural e das ferramentas tecnológicas. O
desempenho de uma organização sofre influência, podendo estar em estabilidade ou
instabilidade, são os chamados fatores ambientais. Para os autores o valor de uma organização
154

�é dependente do ambiente com o qual esta se relaciona. Existem quatro variáveis para o
monitoramento do capital ambiental: variáveis sociais, variáveis tecnológicas, variáveis
econômicas e variáveis políticas.
O capital estrutural se refere às condições necessárias para a realização do trabalho
dentro de uma organização como, por exemplo, os sistemas administrativos, conceitos,
modelos, rotinas, marcas, patentes e sistemas de informática, que possibilitam à organização
desenvolver seu trabalho. A cultura organizacional, isto é, a forma com a instituição coloca
em funcionamento seu trabalho faz parte também deste tipo de capital. Assim, as propriedades
do capital estrutural são: cultura organizacional, sistemas administrativos, sistemas de gestão,
produtos, serviços, patentes, marcas, propriedade intelectual, procedimentos, processos,
rotinas, instalações, infraestrutura, tecnologias e equipamentos.
O capital intelectual ou humano se refere aos conhecimentos, experiências, habilidades
e aptidões das pessoas que trabalham na organização. Este tipo de capital é propriedade dos
indivíduos, porém o uso pela organização deste tipo de conhecimento produz benefícios.
Entretanto, a dificuldade existente reside na transformação do conhecimento tácito em
conhecimento explícito para que haja agregação de valor aos produtos e serviços oferecidos.
O capital individual humano usado pela empresa para promoção de seu crescimento é
um tipo de conhecimento que se dissipa rapidamente. Para evitar que isso ocorra devem ser
adotadas estratégias para o gerenciamento do conhecimento contido na mente das pessoas. As
propriedades do capital intelectual são: valores (cultura), talentos, conhecimento tácito,
conhecimento

explícito,

competências,

comprometimento,

habilidades

e

expertises

(experiências).
O capital do relacionamento engloba a rede de relacionamento da organização com
seus clientes, fornecedores e instituições parceiras. O capital do relacionamento funciona com
facilitador para os outros capitais, pois proporciona o conhecimento dos colaboradores diretos
e indiretos. As propriedades do capital do relacionamento são: colaboradores, clientes
internos, stakeholders16, fornecedores, clientes externos, parceiros, instituições de pesquisa e
concorrentes.
Depois da análise de cada tipo de capital explicitado no trabalho destes autores optouse por estudar, especificamente, o capital intelectual, contido na mente das pessoas
16

São as pessoas, instituições ou organizações que, de alguma forma, são influenciadas ou impactadas pelas
ações de uma organização, por exemplo, os sócios, que definem metas e requisitos a serem alcançados
(BRASIL, 2013, p. 14).

155

�constituindo-se em objeto de investigação desta pesquisa. Para garantir que este bem
intangível seja compartilhado com todos aqueles que trabalham na organização é fundamental
que sejam realizados estudos para encontrar formas de compartilhamento do conhecimento
tácito dentro das BUs. Os processos de uma organização devem estar explicitados para uma
compreensão sistêmica de todas as atividades desenvolvidas por esta.
Se as empresas dos mais variados segmentos sentem a necessidade de tornar explícito
o capital intelectual produzido no decurso de suas atividades, a Biblioteca Universitária (BU)
também deve ter esta preocupação. Esta deve também tornar acessível o conhecimento
produzido no desenvolvimento das atividades, pois, trata-se de um espaço no qual ocorre à
disseminação da informação e do conhecimento devendo ter como tarefa também a
disseminação deste tipo de capital.
Xavier Silva e Sá de pinho Neto (2016) enfatizam que a GC se caracteriza como um
campo centrado no conhecimento tácito dos indivíduos. Preza pelo conhecimento e
experiências das pessoas pertencentes a uma organização incentivando a criação de
comunidades e o estabelecimento de relacionamentos a fim de promover a aprendizagem e
inovação.
3 ASPECTOS METODOLÓGICOS
A metodologia utilizada neste trabalho foi a pesquisa qualitativa, pois esta procura
descrever a complexidade de um problema em específico, analisando-o a partir de diversas
variáveis compreendendo-o e classificando-o (RICHARDSON et al., 1999).
Esta pesquisa classifica-se quanto ao objetivo em exploratória. De acordo com Gil
-lo
mais explícito ou a constituir hipóteses. Pode-se dizer que estas pesquisas têm por objetivo
principal o aprimoramento de ideias
Já em relação ao objeto de estudo se constitui numa pesquisa bibliográfica, pois é feita
a consulta de diversos materiais já produzidos em relação ao assunto em questão. Segundo
Marconi
pública em relação ao tema de estudo, desde publicações avulsas, boletins, jornais, revistas,
Realizou-se um levantamento bibliográfico das dissertações e teses defendidas nos
programas de pós-graduação brasileiros na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e
Dissertações (BDBTD) e demais fontes de informação, tais como, os repositórios
156

�institucionais. A pesquisa abrangeu o período de 2003 a 2016 para verificar a produção
científica sobre a temática da GC em BUs. Foram encontrados, no total, quatorze trabalhos.
4 RESULTADOS
Guizalberth (2003) realizou um relato de experiência no Sistema de Bibliotecas do
Unileste do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais. Estudou o compartilhamento do
conhecimento no processo de referência. Adotou para a realização do estudo o modelo de
conversão de conhecimento apresentado por Nonaka e Takeuchi (1997), esta experiência foi
denominada de Programa de Aprendizagem comtemplando três aspectos básicos: o capital
humano e seu conhecimento tácito, a transferência do conhecimento como instrumento para a
criação e a coletivização do conhecimento e o desenvolvimento de uma cultura voltada para o
aprendizado organizacional.
Os resultados indicaram que o modelo é adequado como ferramenta gerencial em
bibliotecas promovendo o aprendizado organizacional no Sistema de Bibliotecas
Universitárias (SBU). A equipe analisada apresentou um comportamento ativo no processo de
criação e compartilhamento do conhecimento. O processo de referência é realizado
preferencialmente no modo tradicional (presencial) e já há o intuito em intensificar a
realização do processo no modo educativo e em especial no modo virtual
Matias (2003) propôs um modelo de gestão do conhecimento centrado em usabilidade
a fim de promover o compartilhamento da informação e do conhecimento entre os
especialistas em informação, especialistas de domínio e usuários. O modelo foi chamado
uGECON baseado na adequação do Sistema Sistemas de Recuperação de Informação (SRI),
usuários e os requisitos das tarefas. Foi aplicado no sistema de recuperação de informação
eLISA utilizado pela biblioteca universitária do campus São José da Universidade do Vale do
Itajaí (UNIVALI).
Rubi (2004) tratou sobre a política de indexação voltada para geração do
conhecimento organizacional pelo modo de interação (externalização, socialização e
combinação) os quais propiciam aos indexadores explicitar o conhecimento tácito por meio de
registros em manuais de indexação. Conclui que o indexador deve estar em contínuo
aprendizado, isto é formação continuada e criação de grupos de estudo para que a experiência
deste seja utilizada como parâmetro para a política de indexação.
Castro (2005) selecionou os trabalhos de Terra (2000), Stollenwerk (2001), Bukowitz
e Willians (2002), Probst, Raub e Romhardt (2002) a fim de identificar os elementos
157

�essenciais dos modelos de GC e seus requisitos básicos, e a partir destes compôs o
instrumento para diagnóstico de GC em bibliotecas universitárias. A ferramenta foi testada na
biblioteca da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Soares (2006) criou, desenvolveu e analisou as interações de uma comunidade de
aprendizagem colaborativa no ciberespaço, constituída por bibliotecários de referência das
BUs. No ambiente virtual discutia-se a aplicação das Tecnologias de Informação e
Comunicação (TICs) ao cotidiano do exercício profissional. A comunidade foi denominada
CiberEduc constituída no ambiente TelEduc da Universidade de Campinas (UNICAMP).
Comprovou-se que de fato foi desenvolvida uma comunidade virtual de aprendizagem
colaborativa.
Rostirolla (2006) analisou o processo de referência de uma biblioteca universitária sob
a concepção da GC. A problemática de pesquisa foi a seguinte: Como o processo de
referência de uma biblioteca universitária pode ser gerenciado na perspectiva da gestão do
conhecimento? Constatou-se que o processo de referência na biblioteca é realizado
preferencialmente no modo tradicional, isto é, presencial e que existe uma preocupação dos
bibliotecários em promover a intensificação do respectivo processo no modo educativo
especialmente no ambiente virtual. O processo de referência neste formato mostrou-se mais
difícil de ser realizado pelos bibliotecários. O conhecimento sobre o processo de referência é
adquirido, geralmente, pela prática e experiência e conversas informais com colegas de
trabalho. Concluiu-se que o conhecimento sobre o processo de referência da biblioteca
universitária encontra-se contido na mente dos bibliotecários.
Marques Júnior (2010) descreveu em seu estudo como as BUs do Brasil e de Portugal
estão empregando a GC para a promoção da qualidade dos serviços e a produtividade. A
pesquisa foi quantitativa do tipo descritivo-analítica, usando o método de pesquisa de estudo
comparativo, onde se estudou uma amostra de organizações dos dois países.
A coleta de dados foi feita nos meses de novembro e dezembro de 2009, aplicando-se
questionários em um survey online, direcionado aos diretores das BUs. Selecionou-se uma
amostra de 44 respondentes do Brasil e de 25 respondentes de Portugal. Constatou-se que
algumas práticas apresentaram o menor índice de disseminação e uso dentro das BUs do
Brasil e de Portugal: criação de grupo multifuncional que seja responsável pelo projeto e
implementação de iniciativas de GC; manutenção de orçamento específico para GC;
implantação de projetos piloto; mapeamento de conhecimentos da BU; criação de indicadores
qualitativos e quantitativos para mensurar os resultados das iniciativas de GC; e manutenção
158

�de estratégia de GC da BU alinhada com os objetivos das Instituições de Ensino Superior
(IFEs).
Miranda (2010) realizou um estudo sobre o gerenciamento do conhecimento
produzido nas IFEs. Os resultados mostraram que existe uma interpretação equivocada entre a
gestão do conhecimento produzido pelas IFEs e a administração dos materiais
tradicionalmente existentes. O estudo concluiu que para gerenciar o conhecimento produzido,
faz-se necessária a existência de uma política institucional que assegure isso na prática.
Conclui-se que existe um reconhecimento da importância da BU deter a organização da
produção do conhecimento.
Silva (2013) pesquisou sobre a Gestão da Informação (GI) e a GC para a proposição
de um instrumento integrado de diagnóstico GIC em BUs embasado na gestão estratégica da
instituição. O Estudo foi realizado na biblioteca da Universidade Federal do Ceará (UFC) e na
Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Os resultados da pesquisa apontaram que é necessário
o aprofundamento das discussões sobre GI e GC relacionadas às BUs abordar com maior
minúcia as temáticas específicas da GIC, tais como, valorização do capital intelectual, análise
do papel dos bibliotecários gestores das BUs na implantação e consolidação da GIC.
Cunha (2014) investigou a contribuição da biblioteca central da Universidade Federal
da Paraíba (UFPB) no gerenciamento dos serviços oferecidos e no processo de socialização
do conhecimento científico a partir da implementação das Tecnologias da Informação e
Comunicação e dos instrumentos tecnológicos disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de
Informação Ciência e Tecnologia (IBICT)

Programa de Comutação Bibliográfica

(COMUT), Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas (CCN) e BDTD. Conclui que
a Biblioteca Central da UFPB tem ações voltadas para a socialização do conhecimento,
promove o acesso à comunicação científica e o uso das Tecnologias de Informação e

alcançar a socialização do conhecimento.
Bem (2015) desenvolveu um framework, denominado GC@BU, com o objetivo de
apoiar a concepção e implantação da GC em BUs, partindo de uma abordagem dos Sistemas
Adaptativos Complexos. O GC@BU é composto por três módulos: Coordenação de Gestão
do Conhecimento; Recursos de Conhecimento e Espaços de Conhecimento/Aprendizagem.
Santos (2015) desenvolveu um modelo para a gestão de dispositivos de comunicação
da web social disponibilizados pelas BUs fundamentado na gestão da informação e do
conhecimento com base na literatura construiu indicadores que subsidiaram a proposição do
159

�modelo. Investigou de que forma a gestão da informação e do conhecimento contribuem para
a melhoria das atividades de mediação da informação nos dispositivos de comunicação das
BUs.
O modelo proposto tem seis eixos centrais: planejamento estratégico, cultura
organizacional e informacional, infraestrutura, competência em informação, conhecimento
organizacional e avaliação. A partir dos eixos identificou os componentes que o integram:
política de gestão de dispositivos de comunicação da web social, participação,
compartilhamento de pessoas, estrutura tecnológica, conteúdos, aprendizagem, necessidades e
expectativas dos colaboradores. Os resultados da pesquisa mostraram que a adoção dos
dispositivos de comunicação contribui para potencializar as ações de mediação da informação
e do conhecimento.
Silva (2016) buscou compreender como ocorre a GC no Serviço de Tratamento da
Informação (catalogação) do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Santa
Catarina (SiBi/UFSC). Constatou-se que o Serviço de Tratamento da Informação do
SiBi/UFSC é carente de ações voltadas para a GC.
Souza (2016) analisou o compartilhamento da informação e do conhecimento entre
bibliotecários do Sistema integrado de Bibliotecas da Universidade Estadual da Paraíba
(SIB/UEPB). Ratificou que o compartilhamento é realizado por meio de práticas informais, email, telefone, redes sociais e conversas com os colegas.
5 DISCUSSÕES
Observou que foram propostos modelos de GC para BUs, tais como, o Programa de
Aprendizagem proposto por Guizalberth (2003), uGECON de Matias (2003), o diagnóstico da
gestão do conhecimento em bibliotecas universitárias de Castro (2005), o instrumento
integrado de diagnóstico GIC de Silva (2013), GC@BU de Bem (2015) e o modelo para a
gestão de dispositivos de comunicação da web social de Santos (2015). Verificou-se ainda, no
estudo de Marques Júnior (2010), que tanto as bibliotecas universitárias do Brasil quanto as
de Portugal apresentaram menor índice na realização de algumas práticas de GC as quais
foram especificadas anteriormente. Isso significa que não só as bibliotecas brasileiras carecem
da implantação efetiva da GC como também as bibliotecas de outros países, mostrando de um
modo geral que é preciso um maior incentivo à implantação da GC.

160

�Constatou-se que, no cenário atual, que o compartilhamento do conhecimento em BUs
é feito por meio de práticas informais como foi mostrado por Souza (2016) que estudou a
SIB/UEPB).
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A BU é essencial dentro da instituição na qual está inserida e para cumprir sua missão
e meta deve promover a GC no contexto organizacional. A temática voltada para a GC em BU
vem sendo discutida na academia devido ao reconhecimento da importância desta disciplina
para apoiar as atividades de ensino, pesquisa e extensão. A implantação da GC é um
instrumento fundamental para a gestão da inovação. Pois, uma cultura organizacional voltada
à realização de processos inovadores, experimentação e aprendizagem contínua será
competitiva. A inovação é, atualmente, uma das mais importantes características de
organizações competitivas. Os ativos intangíveis são fatores decisivos e determinam a
capacidade de aprendizagem organizacional. É importante frisar que o aprendizado individual
contribui para o organizacional resultando na inovação. A GC proporciona ainda, a criação e
circulação de conhecimento na organização devido ao fato de estimular todos os membros da
comunidade a aprenderem por meio de práticas incentivadoras de socialização do
conhecimento como a criação de comunidades, as quais promovem a troca de experiências e
ideias sobre questões de interesse das organizações. Os avanços tecnológicos dinamizaram o
processo comunicativo transcendendo espaço e tempo, pois coexistem as comunidades
tradicionais e as comunidades virtuais. Isso é importante para as bibliotecas que são
estruturadas no formato de rede como é o caso daquelas dos campis, que estão instaladas em
diferentes municípios, as quais precisam estar em diálogo constante com a biblioteca central
para o equacionamento de problemas, sugestões de melhoria, esclarecimento de dúvidas, entre
outros assuntos. Assim, conclui-se que é preciso o apoio dos gestores das IFEs para a efetiva
implantação dos programas de GC. Pois, esta proporciona a criação e compartilhamento do
conhecimento levando a inovação dos processos propiciando qualidade na prestação dos
serviços e produtos atendendo não somente a comunidade interna, como também a externa.
REFERÊNCIAS
ALENCAR, Cléa Maria Machado de; FONSECA, João José Saraiva da. Gestão do
conhecimento. São Paulo: INTA, 2015. Disponível em:
161

�&lt;http://md.intaead.com.br/geral/gestao-do-conhecimento/pdf/gestao-do-conhecimento.pdf&gt;.
Acesso em 23 set. 2015
BEM, Roberto Moraes de. Framework de gestão do conhecimento para bibliotecas
universitárias. 2015. 344 f. Tese (Doutorado em Gestão do Conhecimento: teoria e prática
em GC) Programa de Pós-graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento,
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2015. Disponível em:
&lt;https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/132468/333632.pdf?sequence=1&amp;is
Allowed=y&gt;. Acesso em: 22 maio 2017.
BETTENCOURT, M. P. L.; CIANCONI, R. B. Gestão do conhecimento: um olhar sob a
perspectiva da ciência da informação. Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência da
Informação, Brasília, DF, v. 5, n. 1, 2012. Disponível em:
&lt;http://www.brapci.ufpr.br/brapci/v/a/13195&gt;. Acesso em: 24 Set. 2017.
BRASIL. Procuradoria Geral da República. Secretaria Jurídica e de Documentação. Manual
de gestão por processos. Brasília: MPF/PGR, 2013. Disponível em:
&lt;http://www.mpf.mp.br/conheca-o-mpf/gestao-estrategica-e-modernizacao-do-mpf/escritoriode-processos/publicacoes/livros/manualdegestaoporprocessos.pdf&gt;. Acesso em: 25 set. 2017.
BUKOWITZ, Wendi R.; WILLIAMS, Ruth L. Manual de gestão do conhecimento:
ferramentas e técnicas que criam valor para a empresa. Tradução Carlos Alberto Silveira
Netto Soares. 2. ed. rev. Porto Alegre: Bookman, 2002. Tradução de: The knowledge
management fielbook.
CASTRO, Gardenia de. Gestão do conhecimento em bibliotecas universitárias: um
instrumento de diagnóstico. 2005. 160 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)
Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Universidade Federal de Santa
Catarina, Florianópolis, 2005. Disponível em:
&lt;https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/101846/222254.pdf?sequence=1&amp;is
Allowed=y&gt;. Acesso em: 24 set. 2017.
CHOO, Chun Wei. A organização do conhecimento: como as organizações usam a
informação para criar significado, construir conhecimento e tomar decisões. Tradução Eliana
Rocha. São Paulo: SENAC, 2003. Tradução de: The knowing organization.
CUNHA, Viviane Lima da. Tecnologias da informação e comunicação na socialização do
conhecimento: um estudo de caso na Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba.
2014. 124 f. Dissertação (Mestrado em Gestão de Organizações Aprendentes) Programa de
Pós-Graduação em Mestrado Profissional em Gestão de Organizações Aprendentes
(MPGOA), Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2014. Disponível em:
&lt;http://tede.biblioteca.ufpb.br/bitstream/tede/5921/1/arquivototal.pdf&gt;. Acesso em: 18 maio
2017.
GERHARDT, Tatiana Engel; SILVEIRA, Denise Tolfo (Org.). Métodos de Pesquisa. Porto
Alegre: UFRGS, 2009.
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

162

�GUIZALBERTH, Alex Gomes. Gestão do conhecimento no serviço de referência em
bibliotecas universitárias: uma análise com foco no processo de referência. 2006. 174 f.
Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Programa de Pós-Graduação em Ciência
da Informação, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2006. Disponível em:
&lt;https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/88666&gt;. Acesso em: 15 maio 2017.
HACKETT, J. Beyond knowledge management: new ways to work. In: BONTIS, N.; CHOO,
W. C. The strategic management of intellectual capital and organizational knowledge.
Nova Iorque: Oxford University, 2002. p. 725-738.
HJORLAND, B.; ALBRECHTSEN, H. Toward a new horizon in information science:
domain-analysis. Journal of the American Society for Information Science and
Technology, v.46, n.6, p.400-425, 1995.
LOUREIRO, Joaquim Luiz. Gestão do conhecimento. Lisboa: Centro Atlântico, 2003.
Disponível em: &lt; http://www.centroatl.pt/titulos/si/imagens/excerto-cagestaodoconhecimento.pdf&gt;. Acesso em: 25 set. 2017.
MALHOTRA, Yogesh. Knowledge management for the new world of business. New
York: Global Risk Management Network. Disponível em:
&lt;http://www.brint.com/km/whatis.htm&gt;. Acesso em: 02 out. 1998.
MARCONI, Marina de Andrade Marconi; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de
metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003.
MARQUES JÚNIOR, Euro. Gestão do conhecimento em bibliotecas universitárias:
análise de experiências no Brasil e em Portugal. 2010. 135 f. Dissertação (Mestrado em
Engenharia de Produção) Faculdade de Engenharia de Produção, Universidade Estadual
Paulista, Bauru, 2010. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/92990&gt;.
Acesso em: 20 maio 2017.
MATIAS, Marcio. Modelo de gestão do conhecimento centrado em usabilidade: uma
aplicação em sistema de recuperação de informação de uma biblioteca universitária. 2003.
166 f. Tese (Doutorado em Engenharia e Gestão do Conhecimento) - Programa de PósGraduação em Engenharia de Produção E Gestão do Conhecimento, Centro Tecnológico,
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2003. Disponível em:
&lt;https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/84726?show=full&gt;. Acesso em: 16 maio
2017.
MIRANDA, Angélica Conceição Dias Miranda. Proposta de diretrizes para bibliotecas
universitárias nortearem a gestão do conhecimento Institucional em Instituições
Federais de Ensino Superior. 2010. 175 f. Tese (Doutorado em Engenharia e Gestão do
Conhecimento) Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento,
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2010. Disponível em:
&lt;http://btd.egc.ufsc.br/wp-content/uploads/2010/10/Angelica-Miranda.pdf&gt;. Acesso em: 15
maio 2017.
MURRAY, Philip C. New language for new leverage: the terminology of knowledge
management. [S.l.: s.n.], 1996.
163

�NONAKA, Ikujiro; TAKEUCHI, Hirotaka. Criação de conhecimento na empresa: como as
empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. Rio de Janeiro: Campus, 1997.
PÉREZ-MONTORO, Gutiérrez M. Gestión del conocimento en las organizaciones. Gijón:
Trea, 2008.
PINHEIRO, L. V. R. Campo interdisciplinar em ciência da informação: fronteiras remotas e
recentes. Investigación Bibliotecológica, México, v.12, n.25, p.132-163, 1998.
PROBST, Gilbert; RAUB, Steffen; ROMHARDT, Kai. Gestão do conhecimento: os
elementos construtivos do sucesso. Tradução Maria Adelaide Carpigiani. Porto Alegre:
Bookman, 2002. Tradução de: Managing knowledge: building blocks for success.
RAMOS, Magda Camargo Lange. Diretrizes para produção do conhecimento em
Bibliotecas Universitárias. Florianópolis, 2012. 289 p. Tese (Doutorado em Engenharia e
Gestão do Conhecimento) Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do
Conhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2012. Disponível
em:
&lt;https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/100781/314274.pdf?sequence
=1&amp;isAllowed=y&gt;. Acesso em: 30 maio 2017.
RICHARDSON, R. J. et al. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. São Paulo: Atlas,
1999.
ROSTIROLLA, Gelci. Gestão do conhecimento no serviço de referência em bibliotecas
universitárias: uma análise com foco no processo de referência. 2006. 174 f. Dissertação
(Mestrado em Ciência da Informação) - Programa de Pós-Graduação em Ciência da
Informação da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2006.
RUBI, Milena Polsinelli. A política de indexação na perspectiva do conhecimento
organizacional. 2004. 135 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) Faculdade
de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, Marília, 2004. Disponível em:
&lt;https://repositorio.unesp.br/handle/11449/93688&gt;. Acesso em 20 maio 2017.
SANTOS, Raquel do Rosário. Gestão dos dispositivos de comunicação da web social:
potencializando as atividades de mediação da informação e do conhecimento em
bibliotecas universitárias brasileiras. 2015. 312 f. Tese (Doutorado em Gestão e Políticas
de Informação). Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação, Universidade federal
da Paraíba, João Pessoa, 2015. Disponível em:
&lt;http://tede.biblioteca.ufpb.br/bitstream/tede/8018/2/arquivototal.pdf&gt;. Acesso em 18 maio
2017.
SARACEVIC, T. Information science. In: Marcia J. Bates and Mary Niles Maack (Ed.)
Encyclopedia of Library and Information Science. New York: Taylor &amp; Francis, 2009.
SILVA, Adriana Nóbrega da. Proposta de um instrumento para diagnóstico da gestão da
informação e do conhecimento (GIC) de forma integrada para bibliotecas universitárias.
2013. 138 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) Programa de Pós-graduação
em Ciência da Informação, Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal da
Paraíba, João Pessoa, 2013.

164

�SILVA, Adriana Nóbrega da; DUARTE, Emeide Nóbrega. Proposta de um instrumento para
diagnóstico da Gestão da Informação e do Conhecimento (GIC) de forma integrada para
bibliotecas universitárias. Biblionline, João Pessoa, v. 11, n. 2, p. 150-159, 2015. Disponível
em: &lt; http://periodicos.ufpb.br/index.php/biblio/article/view/17142/15174&gt;. Acesso em: 27
set. 2017.
SILVA, Dirce Maris Nunes da. A gestão do conhecimento no serviço de tratamento da
informação: o caso do SiBi/UFSC. 2016. 251 f. Dissertação (Mestrado em Gestão
Acadêmica e Administrativa) Programa de Pós-graduação em Administração Universitária,
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianopolis, 2016. Disponível em:
&lt;https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/167821&gt;. Acesso em: 22 de maio 2017.
SOARES, Suely de Brito Clemente. CiberEduc: construção e desenvolvimento de uma
comunidade virtual de aprendizagem colaborativa das TICs, aplicadas ao fazer diário de
bibliotecários de referência de universidades brasileiras. 2006. 277 p. Dissertação (Mestrado
em Educação Ciência e Tecnologia) Faculdade de Educação, Universidade Estadual de
Campinas, Campinas. Disponível em:
&lt;http://repositorio.unicamp.br/bitstream/REPOSIP/253883/1/Soares_SuelydeBritoClemente_
M.pdf &gt;. Acesso em: 10 maio 2017.
SOUZA, Liliane Braga Rolim Holanda de. Compartilhamento da informação e do
conhecimento entre os bibliotecários do sistema integrado de bibliotecas da
Universidade Estadual da Paraíba (SIB/UEPB). 2006. 183 f. Dissertação (Mestrado em
Ciência da Informação) Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação, Centro de
Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2016. Disponível
em: &lt; http://tede.biblioteca.ufpb.br/bitstream/tede/8612/2/arquivototal.pdf&gt;. Acesso em: 17
maio 2017.
STOLLENWERK, Maria Fátima Ludovico. Gestão do conhecimento: conceitos e modelos.
In: TARAPANOFF, Kira (Org.). Inteligência organizacional e competitiva. Brasília, DF:
Universidade de Brasília, 2001. p. 143-163.
TERRA, José Cláudio Cyrineu. Gestão do conhecimento: o grande desafio empresarial: uma
abordagem baseada no aprendizado e na criatividade. São Paulo: Negócio, 2000.
VALENTIM, Marta Lígia Pomim et al. O processo de inteligência competitiva em
organizações. Data Grama Zero: Revista de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, v. 4, n.
3, p. 1-23, ago. 2003. Disponível em:
&lt;http://www.brapci.ufpr.br/brapci/_repositorio/2010/01/pdf_f589d25523_0007468.pdf&gt;.
Acesso em: 24 set. 2017.
XAVIER SILVA, Narjara Bárbara; SÁ DE PINHO NETO, Júlio Afonso. A contribuição da
Ciência da Informação para Gestão Conhecimento: um estudo teórico e prático. Biblios:
Journal of Librarianship and Information Science, Pittsburgh, n. 62, p. 76-88, 2016.
Disponível em: &lt;https://biblios.pitt.edu/ojs/index.php/biblios/article/view/284/255&gt;. Acesso
em: 24 set. 2017.

165

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="50">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51405">
                <text>SNBU - Edição: 20 - Ano: 2018 (UFBA - Salvador/BA)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51406">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51407">
                <text>Tema: O Futuro da Biblioteca Universitária na Perspectiva do Ensino, Inovação, Criação, Pesquisa e Extensão.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51408">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51409">
                <text>UFBA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51410">
                <text>2018</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51411">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51412">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51413">
                <text>Salvador (Bahia)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="57064">
              <text>Gestão do conhecimento em bibliotecas universitárias: aspectos teórico-conceituais.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="57065">
              <text>Sousa, Letícia; Barros, Thiago </text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="57066">
              <text>Salvador (Bahia)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="57067">
              <text>UFBA</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="57068">
              <text>2018</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="57070">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="57071">
              <text>Trata-se de uma abordagem teórica a respeito da Gestão do Conhecimento, sendo este um campo da Ciência da Informação que trata da comunicação do conhecimento entre os indivíduos no contexto social, institucional e individual. Tem-se de um estudo exploratório no contexto das bibliotecas universitárias. Objetiva discutir a Gestão do Conhecimento em bibliotecas universitárias por meio de levantamento bibliográfico compilando as dissertações e teses defendidas nos programas de pós-graduação brasileiros no período de 2003 a 2016. Conceitua Gestão do Conhecimento recorrendo a autores como Murray (1996), Malhotra (1998), Hackett (2002), Loureiro (2003), Valentim (2003), Pérez-Montoro (2008), Alencar e Fonseca (2015) e Xavier Silva e Sá de Pinho Neto (2016). Utiliza a pesquisa qualitativa, exploratória, bibliográfica e o levantamento bibliográfico. A pesquisa resultou na recuperação de trabalhos acadêmicos sobre a Gestão do Conhecimento em bibliotecas universitárias. Conclui que é preciso maior incentivo à implantação de políticas de Gestão do Conhecimento em bibliotecas universitárias a fim de promover a inovação e criação na biblioteca universitária.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="68746">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
