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                  <text>jnöusi

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��TEiiCEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DS BIBLIOTECONOMIA S DOCUI/ENTAÇÃO

Relações publicas e publicidade era bibliotecas publicas brasileiras
por
Nancy Meirelles Junqueira

V-

Curitiba
1961

I
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�•*
^
Tema V - Relações Publicas e Intercâmbio

RELAÇÕES PUBLICAS E PUBLICTOADE EM BIBLIOTECAS PUBLICAS BRASILEIRAS
por
NANCY l^IRELLES

JUÍIQUEIRA

SINOPSE

O trabalho, depois de tentar esclarecer as diferenças essenciais
entre Relações Publicas e Publicidade, focaliza a importância de

as

Bibliotecas Publicas estabelecerem um plano de relações publicas, ajus
tando-se aos interesses o necessidades do publico para, então, fazerem
a publicidade dos serviços que oferecem, de modo a recrutar leitores
para movimentar suas coleções.
Sugere alguns recursos de publicidade que poderão ser empregados
pelas bibliotecas com um mínimo de despesas»

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lí

�I
CONTEIÍDO

1.

CONCEITUAÇÃO DO ASSONTO.

1.1

Relações publicas.

1.2

Publicidade»

2.

RELA.ÇÜES PIÍBLICAS E PUBLICIDADE EI-I BIBLIOTECAS PlÍBLICAS.

2.1

Justificativa. Iraport^cia.

2.2

Bases para uma campanha de publicidade eficiente.

3.

MEIOS DE PUBLICIDADE QUE PODEM SER El^lPREGADOS PELA BIBLIOTECA PUBLICA.

3.1

Contactos pessoais»

3.11

Visitas coletivas à Biblioteca.

3.2

Cartazes e publicações da Biblioteca.

3.3

Vitrines.

3.4-

Publicidade em jornais.

3.5

Radio.

3.51

Televisão.

3*6

Cinema

U,

CONCLUSÕES.

Visitas a instituições e clubes.

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�1.

CQNCEITUAC^O M ASSUNTO.

C
^
1.1 - Reloçoes Publicas.
çoes Publicas.

^
M
M
Varias sao as definições e os conceitos de Rela-

Assunto rclativanente novo, e natural, que nao se tenha, ainda, fir-

A
nado o seu conceito e nesno quo reine cert-. confusão er.i torno de seu sentido.
90
^
Em 194-2, en xim reunião do Servidores Públicos realizada nos Estados Unidos,
foi estfibelecida a seguinte definição: "RoL^^.ções Públicos diaen respeito ao desenvolvinento o mnutençao, por qualquer neio legitimo, de atitudes favoraveis da parto de
&gt;
/ *#
/
un publico con que un orgao esta en contacto."
••
M
/
Esta definição nao situa, poren, o assunto en todos os seus aspectos, pois
Relações Publicas pressupoen uina reciprocidade entro instituição e publico: o preci90
0^
^
so que a instituição esteja enquadrada nos interesses do publico, tenhí\ um tianeira
9»
^
m*
A
/
de agir de nodo a inpor-se perante a opinião publica, para, então, receber desse publico, o credito que lho e devido.
Outra definição de Relações Publicas, nais conpleta, diz que são elas a
função administrativa por neio da qual se avalian as atitudes publicas, se identifican as diretrizes o os procedinentos de un indivíduo ou de una organizaçao con o in«

A
/
90
toresso publico q se executa tin progmna de ação, con o objetivo de angariar a coraproensão o a aceitação publicas en favor daquele indivíduo ou daquela organização»
90
^
^
As Relações Publicas consisten 90^ en fazer o quo o direito e 10^ en divulgar.
Facilitan a conunicação o a interpretação da infornrição de una onprêza para
os seus públicod e a conunicação das idéias e opiniões desses públicos para a enprê^
A
^
90
zaf do modo a resultar dai, para a enprezn, ur?. wolido prograna do açao que conte con
é0
90
A
^
una completa conpreensao, aceitaçao e apoio do publico.
90
90
^
4
^
A principal função do un agente do Relações Publicas o identificar seu publico, estuda-lo, conpreendo-lo, para, então, ajustar a enpreza e os serviços que
ela oferece a esse publico.

Descobrir as causas das nas relações eccertificar-se

de que a instituição esta funcionando bon.

Caso contrario, procurar corrigir os er-

ros e os desajustanontos.
Depois, onpr^ar os recursos da publicidade, todos os veicixlos de divulgaçao
00
4
ék
f
para tomar sua instituição, ja identificada aos interesses do publico, ben açoita
por ele.

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�2)

No Brasil, no entanto, considcraia fioLíçõcs Publicas unicainGntc como divulgação, publicidado ou, o quo c pior, como cortozia, amabilidado, siiaplosmonto com o fim
do captar asimpatia g boa vontade do publico.

Publicidado o o unico meio dc que so

servem para realizar BcLições Publicas»

^ A
«V
1»2 - Publicidade - E toda açao consciente, destinada a transmitir qualquer
inforraaçao ou idéia a um publico, cora o intuito de leva-lo a pensar ou agir de determinada forma.

^ um dos meios adotados pelas Relagões Publicas, depois de estabelecidl o

plano de ajustamento da instituição a comunidade, para tomar, esta instituição, cfenhccida e procurada.

A publicidade visa o coletivo, o grupo social^ Seu fim e essen-

M
/
/
&gt;
ciàlmente lucrativo, para as organizações comerciais, e e paga pelo publico, polo proprio consumidor do produto»

Alem de ter rim caráter iaformativo, mostra as vantagens

do produto, sugere benefícios, procura forçar o publico a aceitar, divulga novas necessidades o novos hábitos.
O fim da publicidade e sempre desenvolver e aumentar o consumo do um produto
anunciado»

Publicidade servo, primeiramente, para formar uma clientela que, depois,

devera ser conservada e aumentada.

2.

REUCSeS pfeLICAS E PUBLICIDADE M BIBLIOTECAS PUBLICAS.

2*1 - A Biblioteca Publica e, hoje em dia, uma instituição humana e, ocsao
tal, pronta a cgnsiderar os interesses pessoais de sua clientela.
A qualidade do serviços que oferece deixa-a em posição de servir com© agente, guia o orientadora da cultura do uma comunidade.

Sua finalidade precípua o a do

ter um livro para cada leitor que a procura o um leitor para cada livro de sua coleção o, ainda mais, de conseguir localizar esses livros em poucos minutos.
Naö pode, portanto, ser ixma instituição estatica, um museu do livros, limitando-se a ter um acervo bom organizado»

Nao pode se divorciar do publico a que pre-

w
A
A
tendo servir . Existe em função dele e devo dar-lho aquilo que ele necessita.
Para isto, devera utilizar-se dos princípios e métodos das Relações Publicas, procurando, por meio de estudo minucioso, inque'ritos bem planejados, conhecer
seus leitores»

Deve, então, analisar-se cuidadosamente, para verificar se os servi-

ços que oforeco correspondeji^ realmente^ às necessidades o interesses dosi"^!til&lt;tor(l-s#tor»

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Corrigir falhas porventura notadas, modificar regulamentos, ampliar horários, onfiin,
procurar tornar-se realmente um organismo vivo, parte integrante da comUnidadoi
E, então, tomar-so agressiva, fazer a publicidade bom planejada do seus recuro.
o leitor pivDCisa sor recrutado em todas as partes. ílao c fácil para uma biblioteca competir com o mundo comercial do entretenimento público quo, hoje cm dia,
absorvo o domina a opinião publica»
Salvo em casos excepcionais, o publico nao procura a biblioteca para distrairse»

Aqueles que a procuram para pesquisa o estudo, tem razões p-^oprias, não precisam

ser solicitados.

Mas a grande maioria que deveria ler para instruir-se o eduôar-se,

esta, ignora o que a biblioteca lhe podo oferecer.
Tomc.-so necessário, então, que a biblioteca organize um plano cuidado® de
r-nTUiii-

publicitária, que empregue todos os recursos do atraçao aos leitores»

Sora

uma publicidade ativa, focalizando pontos do interesso, repetindo-os parg gravar, atin^
00
gindo a sensibilidade do publico, pois nao basta oferocor friamente, por mais bem documentada quo soja essa oferta.
^
90
Sc a biblioteca e, entretanto, uma instituição govcmamontal^ que nada cobra
por seus serviços, como competir com o comercio e a industria em uma campanha de publicidado?

Ê lácito desviar verbas, quaso sempre oxxguas, para fazer publicidade?

As verbas da biblioteca nunca são suficientes para a aquisição do um bom acervo o nem
&gt;
^
^
mesmo para o pagamonto do pessoal ladispcnsavol para organiza-lo o movimcnta-lo»
o problema tom, entretanto, outro angulo: o licito, ao contrario, despender
verbas para formar coleções que permaneçam estaticas, por falta do conhecimonto dos
leitores?
E preciso, portanto, quo a biblioteca encontre um meio termo: organizo o
aplique um bom programa do relações publicas, empregando princípios e métodos, procurando, por meio de estudo minucioso, inquéritos bem planejados, conhecer o que os leitores em potencial pensam o desejam»
O Diretor da Biblioteca Publica, entre suas fixnções administrativas, tem ài'de
^
00
atuar como agente de Relações Publicas, contando, para isto, com a colaboração do
seus auxiliares imediatos.

Mesmo o planejamento de uma campanha publicitária o ta-

refa que lhe compete»

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�4.)

A aplicação dos planos traçados c, ontão, trabalho dc colaboração do t&lt;3do o
pessoal«

Os recursos do imaginação dcsso pessoal poderão süprir a escassos de recur-

sos finandeiros*
dado.

Nem e preciso qüe a Biblioteca empregue um especialista em publici-

'
A
Se puder faze-lo, tanto melhor.

Mas, uma conjugaçao de ôsforços de todo o pes-

soai, aproveitando-se habilidades e vocaçoea, poderá conduzir a resultados satisfatórios no campo da publicidade, muito onbora não se possam dosprezar os métodos e rotei-ros da publicidade científica.
Um bom planejamento, uma boa aplicação (o plano, imaginação o boa vontado eis os elementos com que contar para uma publicidade pouco dispendiosa.

2.2 - BASES PARA UMA CAI^IPAJIHA DE PUBLICIDADE EFICIENTE.
Antes láô mais nada, ao se planejar a publicidade, o necossario o estudo proli
minar da comunidade onde se localiza a Biblioteca, para que se possam determincir os
meios de atingí-la e, portanto, dc influencia-la favoravelmcnto.

Tal estudo será fei-

/
*
*
to por moio do inquéritos adrcdcmcnto preparados, bom como por intcrmcdxo da aa:ialiso
do material esta.tístico existente sobre o local. Deve-se conhecer o publico a que se
vai servir o, portanto, seus interesses, suas atividades, nível de instrução, ocupaçoes predominantes, grupos raciais ou religiosos, alem das agremiações ja existentes,
tais como clubes, associações esportivas, de classe, culturais, etc., mais facünxDnto
*
^
f •
n
atingivois por'uma campanha de publicidade, pois seus membros tom, do mxcio, algumas
idéias o opinioos em coram.

E esto o estudo que se faz ao organizar-se um

C.

laçoes publicas para o ajustamento da Biblioteca a seu publico e que, agora, sera aproveitado como diretriz da campanha publicitária.
O conhcoimento do público e de suas condições leva ao emprego de recursos
ß
psicologicos dos tinados a estimular e desenvolver o desejo de leitura»
soas tom razões inteinas e exteroas para não gostar do ler»

A
Todas as pes»-

Algumas, löm muito vaga-

rosamente, ao ponto do se dcsiatcressj,rcmj no entanto, sò a leitura atraente poderá
lev^las a melhorar sou tempo do leitura»

Outras, possuem defeitos de visãoj a lei-

tura escolhida, livros com tipós de impressão maiores, poderá satisfaae-las.
MM
ainda, nao conseguem concentração suficiente para se manterem paradas, lendo.

OutraS,
/
Alem

dessas razões, que podemos chamar intenias, há, ainda, livros que não- despertam into-

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rcsso, serviço ina4oquado, dosconhocimento dos rocursos da Biblioteca, regulamentos
horários insuficientes, instalações incômodas - enfim, grnnde ninaoro do fatores que, conhecidos, poderão ser objeto de estudo e correção, por prirte da Biblioteca, visando ao ajustamento das campanhas publicitárias aos interesses da coletividade,
A
A *
Conhecidos os interesses o tuMoileida

^
do publico a que serve, a Biblliotcca,

havera maior facilidade em planejar-se uma campanha de publicidade no sentido de despertar a atenção dos leitores, ao ponto de desejarem estes adquirir novos conhecinentos,
procurar a leitura para educar-so, instruir-se o divertir-se - como o programa da Biblioteca»
Em segundo lugar, vem a necessidade de conhecimento da técnica de publicidade,
dos métodos a serem empregados»
consultada.

Existo f'irta bibliografia

a respeito, que poderá ser

Artigos de periódicos de biblioteconomia cf^tumam ser de grande valor
t

nesse sentido,

E, também, qualquer trabalho sobre publicidade comercial servira como

%
roteiro para ser adaptado as necessidades da Biblioteca,
A observação das campanhas de publicidade levadas a efeito por firmas comerciais para implantar determinados produtos podo ser fonte do idéias para o Bibliotecário,
E, finalmente, resta definir a finalidade da campanha de publicidade parq a Biblioteca,

O que se quer conseguir e como caisegui-lo.

Os meios a serem empresados pa-

ra atingir as finalidades, combinando recursos o técnicas variadas, de maneira a que toda a Biblioteca possa se empenhar em uma caués? comum.
Para orientaçao do plano, convpem estudar o calendário dos acontecimentos
cxvicos, sociais e culturais da região e da localidade, estabelecendo um programa de
açao para deterr.iinado perxodo - trimestre, semestre ou ano,

O planejamento sera fle-

xível pafa que se possam apfoveitar acontecimentos imprevistos, ocorrências momentâneas.

•
Convém determinar, no plano, o tipo de livros que se quer anunciar.

Deve-se

focalizar determinado assunto, determinado autor e, nunca, determinados títulos, pois
a Biblioteca não poderia fornecer aos que a procurarem, atraidos pela publicidade, exeiaplares em numero suficiente.

Serão focalizados assuntos como viagens, biografias, avia-

çao, viagens interplanetárias, elotrotecnica, etc,, dos quais a

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Biblioteca possua va-

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rios livros do autores diversos.

Datas conenorativas g anivorsarios de escritores na-

cionais o estrangeiros poderão ser, tanbem, notivo para ©ridntaçao de una canpanha publicitária, visando increnontar a leitura do suas obras»
Unia vez organizado o plano e dele ciente todo o pessaal da Biblioteca, passaso à plicação, ■'âsaAâ(?-So todos os recursos do neio e procurando, mesno, utilizar-se daqueles qnuG sao oferecidos gratuitanente a Biblioteca.

3.

MEIOS DE PUBLICIDADE QUE PODEM SER EÍIPREGADOS PELA BIBLIOTECA PUBLICA a

Vários são os rieios que se poden onpregar para fazer a publicidade e elevar o
povo a ler.

Sonpre procurando utilizar os recursos da comunidade, para evitar despesas

inpossíveis que irian sobrecarregar o orçancnto da Biblioteca.
3.1 - Contactos pessoais - O pessoal da Biblioteca, principaliaente seu Diretor,
devora estar senpre on contacto con associações, organizações culturais, escolas, etc..
Os acontecimentos de interesse cultural - tais cono conferências, lançamentos de livros,
exposições, etc. - não poderão ser esquocidos.

O Diretor de ULia Biblioteca, mito embo-

" ra tenha de atender às mltiplas tarefas do sua adriinistração, estara sei-npre presente aos
acontecinentos marcantes da vida cultural da localidade.
3.11 - Alem dessa presença, tao necessaiia para tomar a Bibliotecro conhecida,
un plano do visitas gítífeóèrtíMs-j cora a finalidade de explicar, en poucas
Biblioteca e suas finalidades, devora ser organizado*
rio.

a

Um preparo prévio sera necessa-

O Diretor - ou a pessoa por ele designada - preparara uma pequena exposição soore

a Biblioteca, ilustrada, so possível, con "slides", fotografias, quadros estatísticos
o plantas, levando senpro en consideração os interesses do grupo a ser visitado e procurando nostrar-lhex en que a Biblioteca poderá servi-lo.

Tais palestras serão infor-

rais, nais on ton de conversa que de conferencia e serão feitas por ocasiao de reuniões
reguläres desses clubes ou associaçoes.

Ao fin da pa&gt;lestra, o bibliotecário convidara

o grupo a visitar a Biblioteca, en horário

previanente escolhidoo

3.12 - As visitas do gi'upos especiais de leitores a Biblioteca serão objeto
de cuidadosa preparação. Deverão ser designados guias que receberão instruções sobre
cono desenvolver a visita aos diferentes setores da Biblioteca, quais as informções
que

cm

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deverão ser prestadas, naturalmente aquelas de naior interesse para o grupo visi-

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tanto, evitando-se dooasiados detalhes técnicos.

Se o grupo for grande, sera subdivido

cia pequenos núcleos de, no mxiiaoj dez pessoas, para que todos possan ouvir as explicações do guia, Para cada núcleo, então, sera' estabelecido un ponto de início da visita,
de moda a não haver quebra na sequenci?. das explicações.

Firialnente, todo o grupo sera

reunido em um auditorio ou sala roaior, para conclusão da visita.

Nessa ocasiao, caso

os recursos o permitam, poderá ser oferecido um pequeno lunch aos visitantes ou, então,
a visita poderá terminar pela exibição de um filme ou mesno ^la projeção de "slides"
ou "filmstrips".
Para as secções infantis, este e un recurso extremamente valioso«

As esco-

ias serão visitadas pelo bibliotecário, convidando-se as diversas turmas para a visita
protocolar à Biblioteca.

As tuiraas serão acompanhadas pelas respectivas professoras,

marcando-se horários diversos para os diferentes anos ou series da Escola.

Depois de

M
ê
explicada e visitada a secçao infantil da Biblioteca, a visita terminara con uma "hora de historias", para os menores e, para os maiores, numa hora de comentários dos li^
A
vros mais interessantes, mostrando-lhes e resumindo as historias nele contidas.

3.2 - Cartazes - Um bom mimeografo e o melhor auxiliar do bibliotecário para
a publicidade»

E, também, uma pessoa que saiba lidar com ele, e claro.

Alguém que

se especialize em trabalhos de duplicação, conhecendo todos os recursos oferecidos pela maquina - irapressão a cores, tamanhos reduzidos, etc..

Com isso, poderá organizar

a Biblioteca uma serie de folhetos para distribuição interna, tais como: bibliografias
A
^
IV
de assuntos de interesse, an\ancios de novos serviços, alterações em rogi^amentos, etc.«
Se tais folhetos puderem ser ilustrados, melhor» Uma boa ilustração oferece ou revela
uma idéia en mcnos'&lt;ífconpo-'do 'Cíüp/.se-^-^sta pa.rn .exRijiepçyJ-a em um paragrafo.
Cartazes são de fácil confecção na própria Bibliotera, enpregando-se cartolinas coloridas, recortes do revistas e letreiros desenhados com normagrafo.

Podem

ser utilizados para dar a conhecer a localização dos diversos setores da Biblioteca,
hoírarios, regulamentos, etc..
Era casos especiais, poderão ser confeccionados, em tipografia, cartazes coloridos, com desenhos e frases sugestivas, para serem distribuidos em pontos diversos da
cidade, tais como: estações, halls do hotéis, abrigos de coletivos, repartições publicas, etc.. Desses cartazes deve constar, evidentemente, o endereço da Bibliotecao

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En todas essas nonsagons tên de sor dsda a naior importância à forna de expressão, quo deve, sempro, sor encarainhada no sentido do persuadir o convencer, sendo capaz do produzi? sentimentos sinpaticos para cora a Biblioteca«,

Todo animcio,

cartaz ou ilustração deverá levar o leitor a passai* pelas etapas de:
Atenção,
A
interesse e
ação»
Levar, porta.nto, os leitores a procurar &lt;-■3 serviços ou a leitura por eles
reconendados»

3«3 - Vitrines - Toda Biblioteca Rrblica devo dispor de duas ou mais vitrines, para exposição de livros o outros rnatcriais de publicidade»

Se possível, essas

vitrines deverão ser extcmas, isto o, estar colocadas na fachada do prédio«

Na fal-

ta de vitrines externas, as internas ficarao localizadas no hall da Biblioteca, en local de passagem obrigatória dos leitores.
Sao múltiplas as utilidades das vitrines de uma Bibliotecao

Poderão ser usa-

das para exposiçoes de livros novos, do livros sobi*e deteminado assunto, de objetos
relacionados com algun aconteciriiento marcante na localidade, enfim, poderão integrarse no plano já preparado para a publicidade geral da Bibliotecao
colha un encarrogado do ornamentar as vitrines.

Essa pessoa ierá senpro en mente a fi-

nalidade da vitrine da Biblioteca: atrair leitores.
de pessoas que quase nunca ou nxinca lem»

é preciso que se es-

As vitrines despertam a atenção

Er.i dois minutos apreende-se o conteúdo de

/
uma vitrine, desde que a idoia exposta seja clara e sir.ipleso
O encarregado da omamenteçao poderá organizar uma pasta com recortes de
odeias e sugestões, guardando material que possa vir a ser utilizado oportunamente:
jaquetas de livros, papeis coloridos, revistas, mapas, cartolinas, pedaços de tecidos,
etc», alem de letras de madeira, gêsso ou de quajq'-ier outro material»
Dois pontos são essenciais ao arranjo de uma vitrine: seleção de livros
A
^
interessantes; escolha de luna frase bonita d sugostiva para explicar o conteúdo e a
idéia da vitrine»

Não e necessário que se escolha uma frase mito originalo

simples sao, muitas vezes, mais sugestivas.

As mais

As idéias mito complicadas ou mito sutis

sempre fí-êòassÉàn» Deve-se escolher uma idéia central que possa ser facilmente apreendi-

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da.
As exposições de objetos de arte ou curiosidades são excclentes, principalmente para as vitrines internas da Biblioteca.
Nunca se dsquecer: a competição das vitrines da Biblioteca con os est^bolecimentos comerciais e dura»

Somente a originalidade das idéias poderá levar as vi-

trines da Biblioteca a sobressair nun centro comercial«

Bom gosto, antes de tudo.

3 »4- - Jornais - A imprensa local e un dos melhores meios do comunicação da
Biblioteca com seus leitores e possiveis leitores»
Realizam uma publicidade de âmbito geral, pois o jornal nao sofre limitações
de assunto»

E, tai-nbe'm, e accessivel a todas as bolsas.

Dificilmente se encontra al-

guém que deixe de comprar o jornal diário.
Os jornais tem necessidade do noticia'rios de interesse local.
oferece oportunidades pafa isto»

E a Biblioteca

A
^
m
Sao, portanto, otimo veiculo para a Biblioteca que nao

dispõe de grandes recursos parp, im,primir seus proprios folhetos»
Pode-se conseguir e aumentar a boa vontade e simpatia do pessoal da imprensa
para com a

Biblioteca, oferecendo-lhe serviços, fazendo-os conhecer os recursos biblip-

gráficos a sua disposição, convidando-os a visitar e conhecer a Biblioteca, enfim^
procurando a\ixilia-lo em suas necessidades»
O jornal pode ser utilizado parq a publicação de avisos da Biblioteca:

insta-

lação de novos serviços, alterações no regulamento, realização de conferências, exposiçoes, etc.»

Pode-se fazer publicar lista.s de livros recentemente adquiridos; estatís-

ticas

' íiGVibs-iê-i'tores •
Alem disso, poderá a Biblioteca ncjiter, mitas vezes, em suplementos literários,

—
^
/
A
secçoes de criticas de livros, de comentários, etc., naturalmente sobre livros existentes em suas coleções*
Finalmente, a Biblioteca poderá ser objeto de reportagens feitas polo próprio jornal, focalizando aspectos curiosos de seus serviços ou inaugurações de novas
secções»
As noticias poderão ser redigidas pela própria

Biblioteca,

brar-se que deverão ter un carater geral, de interesse para muitos»

Para isto, lemrQuando se tratar

de noticiar algum acontecimento que seja, mesmo "noticia", saindo na e'poca apropriada

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e não posto rio rnen te ao acontcclmento»
concisaè»

En noticiário de jornal o imiito inportante a

A falta de tonpo leia") os leitores a se contentarora coni os primeiros paragra-

fos de tm artigo«

É preciso, portanto, que o prijiieiro paragrafo de iina notpicia conte-

nha os fajos importantes: Que?

Quando?

Onde? e Porque?

Sempre que possível, incluir fotografias nas notícias sobre a Biblioteca»
*
P
/
As noticias de carater informtivo em geral nunca constituem riateria paga en
jornais.

Com a boa vontade do pessoal da imprensa, pode-se conseguir a publicação de

entrevistas e reportagens, de vez em quando, sen que isto acarrete despesas para a
Biblioteca.

3.5 - Radio - A publicidade radiofcnica e das nais eficientes.

Consegue-se

com facilidade que essa publicidade desperte a simpatia do publico.
Vantagens da publicidade radiofonica:

e, antes do tudo, direta.

apreendida muito mais rapidamente que a notícia lida.

Pode ser

á ouvida, porque um determinado

prograna esta sendo ouvido e a capacidade coletiva do ouvir e mito maior que a de ler.
9*
A
^
#
Centenas sao as pessoas que tem por habito trabalhar ouvindo radio, principalmcnto as
donas de casa.
^

A
Milhares de pessoas podem ouvir, siimiltaneanente, ao passo que a lei-

à
*
tura e individual e um anuncio em jornal pode passar despercebido.

^
A
A conüjinação des-

ses fatores toma a publicidade radiofonica mais fácil e, portanto, mais eficiente e
popular.
^
0ê
A publicidade pelo radio podo ser classificada cm cíqco tipos: citaçõesj
anúncios musicados, anmcios ligados a qualquer tipo do programa, como, por exemplo,
um jogo de futebol; programa de studio propriamente dito e programas patrocinados.
A Biblioteca pode obter a irradiaçao de pquenos avisos, anúncios, etc«, em
jornais falados, isto gratuitfimente.
Poderá, tambon, encarregar-se de um prograna de carater educativo, de inteA
resse geral.

A
t*
Todas as estações, mesmo as estritci.nonto comerciais, reservam detomina-

dos horários a atividades educacionais.

Nesses horários, a Biblioteca poderá figurar,

apresentando progranas interessantes de crítica de livros, entrevistas com autores,
com o próprio pessoal da casa, etc..

Tais progranas deverão ser preparados cono se

prepara uxi artigo para o jornal - isto e, do naneira atraente, com infomaçoes de carater geral.

em

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Ate nesno a promoção do nesas redondas ou discussões em grupo, sobre as-

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suntos literários, poderão ser tentadas.
Não e do todo inpossivol que a Biblioteca encontre m pntrocinador p-ira os
seus progmrnas, dosde que saiba organizar qualquer coisa attaento^ji òUm serie de palesA
^
M
tras educativas, por exonplo, sobro assunto atual, poderá conseguir boa aceitaçao»
Existen, no Brasi^., várias estações de rádio govemanentais, con finalidades
educativas»

^
M
Dia vira en que essas estações, en colaboragao estreita con as Bibliote-

cas, serão realr.iente educativas»

Pronoverao a irradiação de programs especiais para

as escolas, a exemplo do que se faz nos Estados Unidosc » Todas as classes do sistema
escolar local possuem aparelhos

receptores«

PK
M
En horário previamente estabelecido, sao

irradiados progrc.r.ias especiais para deteminadas series - geografia, história, liíiguas,
etc.» Os professores, após a irradiaçcão, limitar-se-ão a dar explicações conplementares e a fazer a verificação do aprendizado»

3»51 - A televisão - A televisão apresenta-se como um dos meios mais modernos
do publicidade, muito embora sou emprego, no Brasil, não tenha atingido ainda a maioridade.

á una publicidade cara.

Evidentemente, mito mais eficiente que os demais

íac^^-,

apesar de atingir somente determinada classe da população e aquela, justj,nente, que não
precisa tanto da Biblioteca Publica.
A publicidade da Biblioteca pela televisão só poderá ser feita em bases gratuitas, participando do programas educativos, dd noticicários gerais.

Será dificil con-

seguir-so o patrocínio cor-ßrcial de una programação da Biblioteca, \ima vez que a puM
\
A
blicidade da televisão brasileira tem se baseado, ultimamente, em prêmios e recompensas aos ouvintes.

Poderá ser tentada, entretanto, a colaboração em determinados pro-

gramas de cunho cultural, como, por exemplo, mesas redondas e grupos de discussões sobre livros, filmes, problemas educativos, etc.,

Tudo dependera' da penetração que o

Diretor da Biblioteca tenha conseguido no ambiente cultural da cidade.

Se for ele

u^ pessoa de reconhecido mérito, naturalmente será convidado a participar dos programas educativos da localidade.

3»6 - Cinema - O cinema, &lt;lcno fator de difusão dos mais poderosos da nossa
época, exerce notoria influencia nos costuir^es de todos os povos civilizados»

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é un dos raeios de publicidade mis diretos,

Cono a telovisão, o assistente

ve, escutc o le.
InfeliznentG, o tanbon un dos noios mis cnros do publicidade•

Poucas serão

as Bibliotecas Publicas que terno recursos suficientes para rnandar filnxir, de maneira
interessante e atraente, suas inst-^.laçoes g serviços.
tribuição desse filr.ie.

Ha, depois, o probleris da dis-

Para maior oficiencia, deveria ele ser exibido eri casas de di-

versões publicas, cono conplenento as sessões conims.

E difícil que se consiga essa

exibição»
Devera, ent^^o, a Biblioteca desprezar o cinema cono neio do publicidade?
Muito ao contrario.

Ea recursos que poderão ser utilizados»

Un deles, sera

conseguir a inclusão do qualquer noticiário da Piblioteca nos jornais cinenatogr^ficos
conuns, mediante o pagamento de taxas estipuladas»
o problema da distribuição do filno,

Nesse caso, desaparecera, tanben,

O jjomal sera exibido em quase todo o país»

Una noticia de dois a tres minutos sera suficiente o de un alcance incalculável, para
o conhecinento da Biblütoca»
En quase todos os Estados brasileiros ha Departamentos de ]hfornaçoes, especialmente encarregados de promover a publicidade das realizações govenaanentais e o fazem, principalmente, através do cinoma»

Sera brstcinte razosí^vel que esses departanentos

incluan em seus programas, noticiários relativos às Bibliotecas Publicas.
Da nesma forna, podor-se-a aproveitar o habito de exibirem os cinemas, no
inicio das sessões, "slides" de anúncios»

Un cartaz atraente, enunciando a Bibliote-

ca, seus serviços, horários, otc., poderá ser transfornado em "slide", con pequena
despesa»

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E nao sára inpossivel canseguir-se sua exibição gratuita, uma vez que a

Biblioteca e instituição educacional, nada cobrando pelo seu uso»
Alen da publicidade direta, ha outro recurso de que as Bibliotecas poden
lançar mão, enpregando o cinema:
da Biblioteca»

a realização de sessões cluenatogra'ficas, dentro

&gt;
A
Para isto, poder-se-a entrar en acordo con Eatidades que dispõem de

filmes para emprestino, ur.ia vez que as filmotecas sao ainda sonho para as Bibliotecas
Publicas bra.sileiras.

Existem, alen dos organismos govemanentais do cinema educativo,

os escritorios comerciais o CTii-tarais de paisss estrangeiros que possuem filmes e aparelhagem para exibições publicas»

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Em caso de hriver disponibilidades financeiras, os

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filxiGS poderão ser alugados»
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As sessões cinenatografIcas da Biblioteca deverão obedecer a horários regulares §Sni3iri5-iS/

oxoiaplo#

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A
Um boa suposto o sora realizrí-las no horarxo do alnoço, a

exemplo do que se faz na Biblioteca Publica do New York.

Dessa naneira, a grande maio-

ria dos empregados no corne'rcio o funcionários que sc contentam com refeições ligeiras,
nas proximidades dos locais de trabalho, terão çnde despender o tempo que lhes sobra,
antes de regressarem as suas atividades»

6.

CONCLUSÕES.

6,1 - Existo a necessidade de as Bibliotecas Publicas miiterem um programa
consciente de Relações Publicas, entrosando os serviços que oferecem aos reais interesses dos leitores»
6»2 - Alcí:a do programa de Relações Publicas, e necessário que se faça tiia plsfoí?
publicite'rio eficiente, para tomrr a Biblioteca Publica conhecida»
6.3 - Para não sobrecarregar o orçamento da Biblioteca, os meios de publicidade a serem empregados deverão ser escolhidos entro os recursos gratuitos que toda comunidade oferece»

Bolo Horizonte, 3 de dezembro de i960

a) - Nancy Meirelies Junqueira»

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              <text>O trabalho, depois de tentar esclarecer as diferenças essenciais entre Relações Públicas e Publicidade, focaliza a importância de as Bibliotecas Públicas estabelecerem um plano de relações públicas, ajustando-se aos interêsses e necessidades do público para, então, fazerem a publicidade dos serviços que oferecem, de modo a recrutar leitores para movimentar suas coleções. Sugere alguns recursos de publicidade que poderão ser empregados pelas bibliotecas com um mínimo de despesas.</text>
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