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                  <text>BIBLIOTECA ITINERANTE ‘DJALMA MARANHÃO’: UMA INTEGRAÇÃO DE
GERAÇÕES

Antonia de Freitas Neta∗
Eponina Elide da Silva Pereira∗∗
Lucélia da Silva Feliciano∗∗∗

RESUMO
Apresenta o desenvolvimento da segunda experiência da Biblioteca Itinerante “Djalma
Maranhão”, ocorrida na Escola Reino da Criança, localizada no conjunto Nova Natal.
Atrelada ao programa de alfabetização Geração Cidadã, desenvolvido pela Secretaria
Municipal de Educação de Natal em parceria com o Departamento de Educação da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que tem como objetivo a alfabetização
de Jovens e Adultos, visto que esta atividade de apoio consta como proposta no
referido programa. Envolvendo a mesma equipe multidisciplinar que atuou na primeira
experiência no bairro Lagoa Azul no conjunto Nova Natal, composta por educadores do
mencionado programa e o Departamento de Biblioteconomia, foi desenvolvida uma
prática profissional voltada para um público ainda não leitor. Por meio de ações
fundamentadas nas necessidades reais do publico alvo, a equipe repassou informações
por intermédio de instrumentos não convencionais tais como contação de história com
o mediador caracterizado e tendo como base a literatura de cordel, palestras sob os
mais variados temas (medicina preventiva, drogas, folclore, etc), apresentação de
manifestações culturais do Rio Grande do Norte, e comemoração do dia Nacional do
Livro e da Biblioteca. A experiência, além de possibilitar o desenvolvimento dessa
prática profissional, em que o bibliotecário não deve arrogar juízo de valor e procurar
incutir uma cultura boa ao público assistido, mas, colocar a sua disposição diversos
tipos de suportes, proporcionou a integração de gerações que participaram da
experiência, cujos anseios estavam pautados em um desejo: a informação.
PALAVRAS-CHAVE: Educação de Jovens e Adultos. Biblioteca Itinerante.

1 INTRODUÇÃO
As bibliotecas, “templos sagrados do saber”, estão voltadas para atender às
necessidades de uma elite alfabetizada que não corresponde à realidade da população
brasileira. Tal visão de biblioteca está intimamente relacionada com seu nascimento na

�Antiguidade quando era considerada local onde se resguardava a cultura para as
gerações futuras, visão que teve continuidade na Idade Média com o enclausuramento
das

bibliotecas

em

conventos

e

mosteiros,

permanecendo

como

instituição

preservadora do conhecimento também no período de grandes transformações sociais,
com a democratização da literatura e arte, evolução científica etc,. Apenas no século
XX, evoluiu de biblioteca “museu” para biblioteca “serviço”, com uma preocupação
voltada para o usuário através de disseminação da informação.
No Brasil, a biblioteca e a educação sempre foram secundarizadas por parte dos
órgãos oficiais, por isso padecem de males comuns. È certo que, em determinados
momentos, a educação apresenta projetos progressistas, que tentam universalizar o
acesso ao processo educacional, fato que ocorre em menor escala com a biblioteca,
visto que a mesma não é considerada parte essencial do referido processo. A censura
imposta no período colonial, a vinda da Biblioteca Real e as importações de modelos
contribuíram para que fossem implantadas bibliotecas que não se adequavam à
realidade brasileira tanto em acervo como na forma de atuação.
Assim, as transformações ocorridas na sociedade brasileira, o surgimento de
novas classes sociais em decorrência da industrialização, o Estado criando programas
educacionais para capacitar força de trabalho a fim de atender as necessidades dessa
industrialização, nos leva a concordar com Rabelo (1988) quando diz que a classe
média, juntamente com a alta, tem sido a clientela constante e fiel da biblioteca, como
também beneficiária de educação.
Entretanto, para que a biblioteca atinja qualquer objetivo, será relevante e
decisivo o desempenho de quem nela trabalha. Será a postura política desse
profissional que irá realmente definir até que ponto o discurso irá se concretizar na
prática. Nesse aspecto, a postura do bibliotecário brasileiro também reflete a
importação de modelos curriculares trabalhados nos cursos de Biblioteconomia, que até
certo ponto impedem que esse profissional desempenhe o papel de agente político,
interagindo com a sociedade, numa possível ação transformadora.
Contudo, ao refletirmos teoricamente sobre a problemática das relações
sociedade-processo educativo e biblioteca, é importante lembrar que a biblioteconomia
já vem buscando há algum tempo, articulações com a esfera educacional, no que se

�refere à prática social. Para tanto, ressaltamos os objetivos do 14º Congresso Brasileiro
de Biblioteconomia e Documentação:
[...] despertar o bibliotecário brasileiro para o papel que a biblioteca pode
e deve desempenhar no sistema formal e não formal de educação e
conscientizar os profissionais da área de educação de que, sem
bibliotecas, o processo educativo não atingirá sua eficácia.
(CONGRESSO
BRASILEIRO
DE
BIBLIOTECONOMIA
E
DOCUMENTAÇÃO, 1982, p.27).

Assim, apesar da existência de um certo tradicionalismo e elitismo, existe
atualmente uma corrente de teóricos da biblioteconomia em dar a biblioteca novos
rumos atinentes a programas sociais, com vistas a comunidades formadas por classes
menos favorecidas. Nesta perspectiva, serviços bibliotecários inovadores vem
procurando abranger de forma mais ampla um público considerado não usuário,
fundamentando-se nas necessidades reais de cada individuo ou de grupos de
interesses comuns.
Mesmo diante da evolução do conceito de biblioteca que além de guardiã,
passou a desempenha a função de prestadora de serviço, essa, ainda é um lugar
(físico), aonde as pessoas vão a busca das informações que precisam, continuando, a
guardar em vez de ser também um local onde se produza a informação. È um reduto da
civilização do alfabeto, excluindo aqueles que não sabem ainda decodificar a escrita, e
que poucos são os que a ela recorrem, por ser um espaço cercado por muralhas, pelo
autoritarismo, por normas que mesmo necessárias, tornam-se instrumentos de
exclusão.
Sendo assim, como a biblioteca poderá exercer ações participativas,
esclarecedoras, contribuindo para que os não letrados possam explicitar seu saber e
conhecer o saber sem as muralhas da codificação? Tal ação só será possível no
momento em que houver uma comunicação real entre a biblioteca e a comunidade,
num processo de interação com suas necessidades e anseios informacionais.
Para Freire (1982), falar sobre o processo de alfabetização e biblioteca é falar do
problema da leitura e da escrita. Não da leitura de palavras e da escrita em si próprias,
como se lê-las e escrevê-las não implicasse numa outra leitura, prévia e
concomitantemente aquela leitura da realidade da mesma. Tal concepção difere da
educação formal e oficial, para a qual Polke (1982), faz uma colocação bastante

�pertinente ao dizer que se para o aluno das classes menos favorecidas é oferecido
através do material escolar não mais de fragmentos de um universo distanciado de sua
realidade, a biblioteca pode, oferecer-lhe um espaço, no qual o mesmo possa
expressar sua cultura.
Sendo assim, não se concebe qualquer programa de alfabetização que não
utilize textos e práticas que reflitam o contexto e também não possuam bibliotecas
livres, vivas, sem os códigos elitistas, onde o aluno possa interagir na busca e na
produção da informação. Sobre a qualidade do conteúdo de uma biblioteca de apoio a
um programa de alfabetização, Freire (1982, p.104), apresentava uma proposta ao
nível de sugestão, chamando a atenção para:
Se antes, raramente os grupos [...] eram estimulados a escrever seus
textos, agora é fundamental fazê-los, desde o começo da alfabetização
para que, na pós-alfabetização, se vá tentando a formação do que
poderá vir a ser uma pequena biblioteca, com a inclusão de páginas
escritas pelos próprios educandos.

Ainda de acordo com o autor (1982), para que seja possível desenvolver um
trabalho neste nível é preciso que na nova caminhada que começa, se desfaça de
todas as marcas autoritárias e comece, na verdade, a acreditar nesse segmento da
sociedade. Furter (2000), amplia a preocupação ao dizer que a biblioteca tem a função
perigosa no momento em que faz uma seleção do que merece está lá, chamando
atenção para com o acervo, com o que o aluno vai encontrar de verdade.
Entretanto, mesmo que a biblioteconomia tenha avançado teoricamente, não tem
havido maiores interesses para esse tipo de biblioteca, visto que a mesma continua
voltada para o discurso liberal de caráter tecnicista e funcionalista, sem aproximação
com essa parcela da população. Tal posicionamento está relacionado com os recursos
humanos, fator preponderante para o funcionamento de qualquer tipo de biblioteca,
uma vez que a sociedade valoriza o especialista de acordo com certas atividades que
interessam ao sistema e que lhe assegura um determinado status no âmbito dessa
sociedade.
Dessa forma, constata-se uma certa hierarquia no interior da profissão, que
confere ao bibliotecário um certo status profissional atribuído de acordo com o tipo de
biblioteca em que atua, isto porque, trabalhar numa biblioteca especializada, que lhe

�assegure uma posição social e econômica, é mais seguro do que desenvolver um
trabalho junto às classes menos favorecidas, que além de não representar socialmente
um certo prestígio na profissão, financeiramente não compensa diante dos baixos
salários oferecidos.
Assim, a postura do bibliotecário brasileiro ainda reflete a importação de modelos
curriculares para os cursos de biblioteconomia, que estão voltados para formar
profissionais para atuar em bibliotecas especializadas, impedindo ate um certo ponto,
que esse profissional desempenhe o proposto papel de agente político, interagindo com
a sociedade numa possível ação transformadora.
Dessa forma, para que a biblioteca atinja seus objetivos e desempenhe com
eficácia sua função social, é necessário que ela ultrapasse seu espaço físico tradicional
e rume aos que dela necessitam. É preciso que ‘ela’ deixe de ser apenas o local onde
se possa ter acesso à produção cultural pré-determinada, mas um local onde a
informação viva se faça presente, onde a troca de experiência seja capaz de promover
uma produção e uma transferência de informação de acordo com o contexto.

2 PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO GERAÇÃO CIDADÃ
De acordo com essa visão, o programa de Alfabetização GeraçÃo Cidadã,
voltado para educação de jovens e adultos, desenvolvido pela Secretaria Municipal de
Educação em parceria com o Departamento de Educação da Universidade Federal do
Rio Grande do Norte, propõe como uma das atividades de apoio:
[...] uma Biblioteca Itinerante, com o objetivo de estimular às práticas de
leituras e oportunizar a integração dos alunos com acervos bibliográficos
diversificados, entre os quais literatura de cordel e obras literárias em
geral para facilitar o contexto com a diversidade textual” (PROJETO...,
2000; P. 3).

Com um acervo mínimo formado por literatura de cordel, literatura brasileira,
periódicos informativos, jornais, e como proposta de trabalho, levar a informação aos
alunos do projeto, através de diversos suportes, esta atividade de apoio denominada
pela coordenação do projeto de ‘Biblioteca Itinerante’ se revela uma proposta arrojada,
inovadora, que lembra as Bibliotecas Populares da Campanha de alfabetização “De Pé

�no Chão Também Se Aprende” idealizadas e implantadas na década de sessenta pelo
então prefeito de Natal, Djalma Maranhão.
O mencionado projeto que abrange vários bairros de Natal, numa ação conjunta
com a comunidade e as instituições envolvidas, atendendo a uma demanda de alunos
com faixa etária entre 15 a 80 anos, teve como proposta inicial para a Biblioteca
Itinerante, atividades desenvolvidas pelos professores mediadores do próprio projeto,
por intermédio de oficinas de leituras, de danças e produção de textos, que foram
incorporados ao acervo da experiência piloto desenvolvida no Colégio Pequeno Sábio,
no Bairro Lagoa Azul, no conjunto Nova Natal, possibilitando a integração de
aproximadamente 20 (vinte) turmas de alfabetização.
A atuação do Departamento de Biblioteconomia consistiu em assegurar o apoio
técnico no que se refere à seleção e preparação do material informacional, elaboração
de layout e assegurar o seu funcionamento por intermédio do corpo docente e alunos
do curso de Biblioteconomia.

2.1

SEGUNDA

EXPERIÊNCIA

DA

BIBLIOTECA

INTINERANTE

‘DJALMA

MARANHÃO’
A segunda experiência da Biblioteca Itinerante foi desenvolvida na Escola Reino
da Criança, no conjunto Nova Natal que cedeu um espaço físico em suas dependência
para que fosse possível o funcionamento a custo zero, e em contra partida, a equipe
preparou o material da escola e também incluiu seus alunos em algumas atividades
desenvolvidas.
Contando com uma equipe multidisciplinar composta por pedagogos, contadores
de histórias, alunos e professores do curso de Biblioteconomia, foi possível atender
aproximadamente a 15 (quinze) turmas de alfabetização do citado programa,
especificamente no turno noturno e desenvolver atividades com alunos do colégio no
turno da tarde, por intermédio de procedimentos metodológicos de acordo com o
caráter emergencial e inovador da experiência e a especificidade da clientela.

�Como objetivo geral, o Departamento de Biblioteconomia prestou apoio técnico
no que se refere à preparação do material informacional que subsidiou as oficinas
desenvolvidas

pelos

pedagogos,

utilizando

no

processamento

do

material

informacional, recursos técnicos, compatíveis com a proposta, representados pela
adaptação de uma classificação condensada constando das classes de 00 a 900, e por
um guia em cores, com correspondência para o material informacional e expositores,
facilitando dessa forma a localização do material que interessava aos alunos.
As oficinas desenvolvidas pelos pedagogos eram montadas de acordo com os
anseios informacionais dos alunos do programa, que consultados com antecedência,
apresentavam suas necessidades ao professor alfabetizador e esse, informava a
biblioteca qual o tema de interesse que os alunos gostariam que fosse debatido no ato
da visita. Com base nessas informações, era preparada a atividade diária que consistia
em palestras, oficinas de leitura, de danças, contação de histórias e apresentação de
Grupos Culturais, formados em determinados casos por alunos do programa.
Os temas mais solicitados e que foram trabalhados estavam relacionados com
drogas, devidamente discutido com psicólogos e pedagogos; medicina preventiva
quando foram abordados, particularmente a questão do aborto, e os cuidados com as
doenças sexualmente transmissíveis, isto porque além dos alunos adolescentes do
programa, os pais expressaram o desejo do conhecimento sobre os assuntos para
multiplicar as informações.
Ainda com relação aos enfoques dados nas palestras realizadas e oficinas
desenvolvidas, houve uma atenção especial para as questões do folclore do Rio
Grande do Norte, quando foi apresentada a origem do Bumba Meu Boi, a função de
cada instrumento e elemento que compõe essa forma de manifestação cultural,
culminando com uma apresentação pelo referido grupo. Além, dessa apresentação, um
grupo formado por alguns alunos do programa, mostrou para a comunidade as danças
folclóricas RN, quando apresentaram dentre outras, o Araruna, considerada um marco
da nossa cultura, como também o Coco de Roda, uma herança cultural africana.
Dando continuidade as palestras, também foram discutidas as questões de
cidadania, quando foram abordados os Estatutos do Adolescente e do Idoso com largas

�discussões esclarecendo inclusive pontos legais e também informações de caráter
utilitária, indicando locais onde poderiam ter assistência e maiores esclarecimentos.
Contudo, o ponto significativo que se refere ao processo ao processo
informacional, foi às comemorações da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca,
quando foi possível desenvolver um processo de socialização e integração de
gerações, proporcionando uma troca de saberes e um exercício de cidadania, isto
porque na estrutura física onde a experiência aconteceu, funciona a alfabetização de
crianças com faixa etária de quatro a cinco anos, que com a mesma alegria da
descoberta das primeiras letras, comungavam do mesmo sentimento com alunos com
faixa etária superior.
Tendo como apoio de literatura uma revista em quadrinhos, e como mediador um
pedagogo caracterizado de palhaço, a biblioteca comemorou a data de forma diferente,
repassando por intermédio da música, brincadeiras, para os dois grupos de gerações
diferentes e níveis culturais iguais, a importância do Livro e da Biblioteca.
Fica na memória da equipe, a satisfação de alguns alunos que ainda não
dominam as letras quando disseram: “Agora sei que biblioteca não é só um prédio onde
ficava com vergonha de entrar, mas tudo que eu possa apreender”.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Mesmo que a equipe em determinadas ocasiões tenha constatado observações
por parte de alguns alunos do programa, no que se refere à estrutura da Biblioteca ao
dizer “pensei que a biblioteca fosse grande, bonita, com estantes e computadores”, a
experiência nos aponta para uma reflexão sobre a postura do bibliotecário no
desempenho de suas funções, visto que, levados pelo tecnicismo, poderão se tornar
um agente de reprodução do sistema, mais preocupado em executar do que
propriamente refletir e criar (inovar).
A duas experiências desenvolvidas, oportunizou os alunos do projeto GeraçÃo
Cidadão, um convício com a “Biblioteca”, desmistificando-a e motivando-os a procurar a

�existente no bairro, proporcionado-lhe um conhecimento sem as muralhas da
codificação.
Para os alunos do curso de Biblioteconomia, um conhecimento de uma nova
prática da profissão, interagindo com uma clientela diferenciada, onde foi possível
observar que, não é só chegar com uma proposta de biblioteca diferente, reproduzindo
modelos existentes, de forma velada. È indispensável que entenda que pode
desempenhar um papel critico e transformador em qualquer tipo de biblioteca atue.
Contudo, para esse processo ocorra é necessário à existência de uma visão
política no desempenho de suas funções no que se refere à democratização da
informação, articulada a uma prática profissional que incorpore o saber não letrado
como saber válido, sem marginá-lo ou desqualificá-lo.

REFERÊNCIAS

CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 14., 1982,
João Pessoa. Anais...João Pessoa: APBPB, 1982.
FREIRE, Paulo. A educação de adultos e bibliotecas populares: considerações
preliminares. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E EDUCAÇÃO,
14., João Pessoa, 1982. Anais... João Pessoa: APBPB, 1982. V. 2, p. 93-109.
FREITAS NETA, Antonia de. Uma experiência de articulação biblioteca-sociedade:
resgate histórico das bibliotecas populares na campanha “de pé no chão também se
aprende a ler”. Natal: 1961-1964.
FURTER, Pierre. Biblioteca nos programas de alfabetização. In:. CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 14., João Pessoa, 1982.
Anais... João Pessoa: APBPB, 1982. v. 2, p. 127-132.
LIMA, Etelvina. Bibliotecas nos programas de alfabetização e educação de adulto. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 14., João
Pessoa, 1982. Anais... João Pessoa: APBPB, 1982. v. 2, p. 60-70.
POLKE, Ana Maria Athaíde. Biblioteca e formal educação formal. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE BBIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 14., João Pessoa, 1982.
Anais... João Pessoa: APBPB, 1982. v.2, p. 75-83.
PROJETO geração cidadã. Natal: [s.n.], 2003.

�RABELO, O. C. D. Da biblioteca pública à biblioteca popular: análise das contradições
de trajetória. Revista de Biblioteconomia da UFMG, v.16, n.16, p.19-42, 1987.

∗

Professora do Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte –
UFRN; Coordenadora do Projeto ‘Biblioteca Itinerante Djalma Maranhão’
∗∗
Aluna do Curso de Biblioteconomia da UFRN.
∗∗∗
Professora do Projeto GeraçÃo Cidadã.

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              <text>Freitas Neta, Antonia de; Pereira, Eponina Elide da Silva; Feliciano, Lucélia da Silva </text>
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          <name>Coverage</name>
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              <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
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          <name>Date</name>
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              <text>2004</text>
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              <text>Apresenta o desenvolvimento da segunda experiência da Biblioteca Itinerante “Djalma Maranhão”, ocorrida na Escola Reino da Criança, localizada no conjunto Nova Natal. Atrelada ao programa de alfabetização Geração Cidadã, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação de Natal em parceria com o Departamento de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que tem como objetivo a alfabetização de Jovens e Adultos, visto que esta atividade de apoio consta como proposta no referido programa. Envolvendo a mesma equipe multidisciplinar que atuou na primeira experiência no bairro Lagoa Azul no conjunto Nova Natal, composta por educadores do mencionado programa e o Departamento de Biblioteconomia, foi desenvolvida uma prática profissional voltada para um público ainda não leitor. Por meio de ações fundamentadas nas necessidades reais do publico alvo, a equipe repassou informações por intermédio de instrumentos não convencionais tais como contação de história com o mediador caracterizado e tendo como base a literatura de cordel, palestras sob os mais variados temas (medicina preventiva, drogas, folclore, etc), apresentação de manifestações culturais do Rio Grande do Norte, e comemoração do dia Nacional do Livro e da Biblioteca. A experiência, além de possibilitar o desenvolvimento dessa prática profissional, em que o bibliotecário não deve arrogar juízo de valor e procurar incutir uma cultura boa ao público assistido, mas, colocar a sua disposição diversos tipos de suportes, proporcionou a integração de gerações que participaram da experiência, cujos anseios estavam pautados em um desejo: a informação. </text>
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