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                  <text>Eixo I

Inovação e Criação

MODELO DE REPOSITÓRIO PARA PROJETOS DE INOVAÇÃO SOCIAL
MODEL OF REPOSITORY FOR PROJECTS OF SOCIAL INNOVATION

Resumo: Esta pesquisa, ainda em andamento, tem por objetivo propor a construção de um
modelo de repositório digital para armazenamento dos projetos de inovação social apoiados
pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro através da Latin American Social
Innovation Network. Busca a organização, disseminação e o acesso desses projetos de forma
aberta e gratuita com o propósito de contribuir para uma maior disseminação e transparência.
Serão definidas como ações de desenvolvimento: o escopo da área; a criação de um elenco de
fontes de informação; definição conceitual dos metadados e infraestrutura; levantamento de
termos para indexação do tema inovação social e análise desses projetos de acordo com os
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, propostos pela Agenda 2030. Desta forma, buscase organizar a informação sobre este assunto, aumentar a sua visibilidade na Web e, promover
um maior engajamento das bibliotecas universitárias no cenário de inovação social. Esta
proposta de pesquisa poderá provocar mudança na forma de organização deste tipo de
informação e tornar-se, futuramente, um centro de referência da área.
Palavras-chave: Repositório Digital. Inovação Social. Projetos de Inovação Social. Objetivos
de Desenvolvimento Sustentável.
Abstract: This research is still in progress aims to propose the construction of a model of
digital repository for storage of projects of social innovation supported by Universidade
Federal do Estado do Rio de Janeiro by the Latin American Social Innovation Network. It
searches the organization, dissemination and access of these projects so open and free with the
aim of contributing to a greater dissemination and transparency. Actions of development will
be defined by the scope of the area; the creation of a list of information sources; conceptual
definition of metadata and infrastructure; survey of terms for indexing of the theme social
innovation and analysis of these projects in accordance with the objectives of sustainable
development, proposed by Agenda 2030. In this way, we seek to organize the information on
this subject, increase your visibility on the Web, and promote a greater engagement of
university libraries in the scenario of social innovation. This research proposal may cause
change in the form of organization of this type of information and become, later, a reference
center in the area.
413

�Keywords: Digital repository. Social innovation. Projects of social innovation. Sustainable
Development Goals.
1 INTRODUÇÃO
As transformações decorrentes do advento das Tecnologias de Informação e
Comunicação (TICs) influenciaram não somente a indústria, as telecomunicações e o
desenvolvimento econômico entre as nações, mas também as atividades diárias e rotineiras
dos seres humanos. Essas tecnologias expandiram o processo de comunicação entre as
pessoas e máquinas, tornando o seu fluxo mais rápido e interativo, como também criaram
novas formas de acesso e disseminação da informação e do conhecimento. Se por um lado
abriram novas possibilidades de comunicação, de uso e de tratamento da informação, por
outro aumentaram a desigualdade criando problemas quanto a sua socialização.
A partir da chegada das TICs, os esforços para o acesso aberto às publicações
científicas se intensificam nesse cenário, quando os artigos passaram a ser gerados no formato
digital, muito embora já existissem, desde a década de 90, a busca de alternativas para
solucionar a crise dos periódicos científicos. Cientistas, pesquisadores, usuários e
bibliotecários de diversos lugares do mundo, se uniram para encontrar soluções mais
econômicas e viáveis ao acesso aos periódicos científicos de alto custo. Foi por intermédio do
Acesso Aberto à Informação Científica, que a comunidade científica percebeu que poderia
aumentar a visibilidade, promover o acesso e, consequentemente, gerar um aumento do
impacto das suas publicações, quebrando barreiras econômicas e sociais, o que certamente,
culminaria no avanço da ciência.
Por outro lado, seguindo esse mesmo princípio, as ações voltadas para o acesso aberto
influenciaram o acesso e disseminação das informações técnicas e sociais para a mesma
direção.
Neste sentido, os repositórios digitais surgiram como uma das alternativas
tecnológicas, para dar maior visibilidade não apenas a produção acadêmica e científica, mas
também aquelas de cunho social geradas por pesquisadores, cientistas e pessoas da sociedade
civil.
O objetivo geral desta pesquisa é propor a construção de um modelo de repositório
digital para projetos de Inovação social, que vem ao encontro das necessidades informacionais
e tendências mundiais de acesso aberto à informação no âmbito da ciência aberta, a fim de
414

�criar mecanismos de fortalecimento e valorização da área, permitindo o intercâmbio de
informação e conhecimento.
Para tanto será necessário definir: a) as ações de desenvolvimento do repositório, tais
como: definição do escopo da área; criação de um elenco de fontes de informação;
conceituação dos metadados; levantamento de termos para indexação do tema Inovação social
e definição de infraestrutura tecnológica; b) analisar os projetos de inovação social da
UNIRIO, apoiados pela Rede LASIN e c) elaborar um formulário para o levantamento das
ações de cada projeto, a fim de padronizar as informações neles contidas e possibilitar o seu
acompanhamento.
Tendo em vista o cenário ora apresentado, esta proposta de construção de um modelo
de repositório digital, poderá provocar mudança na forma de organização deste tipo de
informação e tornar-se, futuramente, um centro de referência da área, contribuindo para uma
maior articulação entre pesquisadores e a sociedade civil, ambos em busca de alternativas que
melhorem as condições de vida das pessoas ou comunidades.
2 O CONCEITO DE COMMONS E A FILOSOFIA DE ACESSO ABERTO
No que se refere a sua origem, o termo commons

common

land
à ecologia e à preservação do meio ambiente, que podem ser exemplificados pelo ar que
respiramos, as florestas, rios e mares, ou seja, tudo o que pode ser compartilhado por toda a
sociedade. Podem ser considerados um conjunto de recursos mantidos em comum por certa
comunidade de pessoas, no qual o acesso é transparente (PINTO, 2006).
Nos dias atuais, o termo Commons vem sendo usado como princípio da liberdade de
expressão, da abertura, da paixão intelectual, voltado para os interesses da sociedade, como
por exemplo a enciclopédia Wikipédia, criada em 2001 e que foi ampliada ao longo dos anos.
Conta hoje com artigos e verbetes em diversos idiomas. É fruto de um trabalho intelectual
colaborativo, sem autoria e gratuito. Esse serviço tem sua origem nos commons, que permite a
construção coletiva de conteúdos e está amparado pelas licenças do Creative Commons.
(HENNING, 2013).
A ideia de commons auxilia na compreensão do contexto do acesso aberto, o qual visa
promover a visibilidade e disseminação dos resultados de trabalhos de pesquisadores, das

415

�próprias universidades e de institutos de pesquisa, bem como potencializar a sua utilização e
impacto na comunidade científica internacional.
A Declaração de Budapeste, que é resultado de um evento sobre Acesso Aberto,
realizado em Budapeste, a qual preconiza dois tipos de acesso à informação científica: a via
verde e a via dourada. Enquanto a via verde refere-se ao armazenamento de trabalhos
científicos produzidos pelos próprios autores em repositórios institucionais ou temáticos, a via
dourada está relacionada aos trabalhos publicados em periódicos que apoiam o movimento de
acesso aberto.
Embora as informações oriundas dos projetos de inovação social não sejam, de cunho
científico, elas também podem ser armazenadas e organizadas em repositórios, tema que será
abordado na próxima seção.
2.1 REPOSITÓRIOS DIGITAIS
Alguns pesquisadores classificam os repositórios como institucionais ou temáticos.
digital da produção criada pela universidade, equipe de pesquisa e estudantes de uma
instituição e que esteja acessível aos usuários finais dentro e fora da instituição. Os
repositórios temáticos correspondem a
sociedade, associação ou organização para gestão e disseminação da produção técnicocientífica em
(KURAMOTO, 2006).
Uma outra questão que pode ser destacada sobre a criação de repositórios é a sua
relação com a memória das instituições, ou seja, torna-se cada vez mais indispensável que
estes materiais estejam disponíveis e acessíveis, a longo prazo, para garantir a memória
intelectual das suas instituições.
Direcionados a atender os diferentes segmentos de públicos (pesquisadores,
professores, estudantes, gestores acadêmicos, bibliotecários, chefes de departamentos, a
instituição como um todo, a comunidade científica, entre outros), os repositórios possibilitam
também que toda a sociedade seja beneficiada.
As iniciativas de construção de repositórios, em diversos países, advêm das bibliotecas
das instituições, visto que os processos envolvidos assemelham-se aos desenvolvidos por
bibliotecas e bibliotecários em ambientes digitais, tais como: organização da informação;
416

�laborar políticas de
formação, desenvolvimento e gestão de coleções; utilização das tecnologias como impulsoras
de novas formas de atuação profissional; questões da comunicação científica e gestão da
informação científica; conhecem as comunidades e sabem identificar e lidar com as
necessidades de informação; podem tornar-se centralizadoras do armazenamento e
preservação da informação digital. (LEITE, 2009).

2.2 INOVAÇÃO SOCIAL
No que diz respeito ao tema Inovação, a inovação pode ser compreendida como a
elaboração de um produto (bem ou serviço) novo ou que pode ser aprimorado. Refere-se
também a um processo ou a um novo método de marketing ou a um novo método
organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas relações
externas, conforme descrito no Manual de Oslo (1997). Para Guilhen et al (2013, p. 2),
inovação vem do termo em latim innovare
Usualmente quando se fala em inovação remete-se a ideia de inovação tecnológica, no
entanto a inovação pode ter outros contornos, como a inovação social, que busca soluções
para questões que afligem a sociedade. A sociedade busca pela criação, adoção e difusão de
inovações a todo momento, sejam inovações nos negócios, artísticas ou sociais. (POL;
VILLE, 2009). Por que não usar o potencial da inovação como alavanca para que as
sociedades se desenvolvam e cresçam?
A inovação social aponta para uma necessidade de reflexão acerca do
aperfeiçoamento ou mudanças de práticas de algo não menos importante que a ciência: o
social. Implica em iniciativa que foge da ordem estabelecida, está associada a um novo modo
de pensar ou fazer algo, a uma mudança social qualitativa, a uma alternativa, ou até mesmo a
uma ruptura diante dos processos tradicionais. Assim, a inovação social manifesta-se como
; ABREU, 2006).
Nesse contexto cita-se a Latin American Social Innovation Network (LASIN), que é
um projeto que conta com o financiamento da Comissão Europeia e é coordenado pela
Universidade Caledônia de Glasgow. É desenvolvido por um consórcio de treze parceiros,
incluindo universidades brasileiras, dentre as quais estão a Universidade Federal do Estado do
Rio de Janeiro (UNIRIO) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
417

�E o papel da Rede LASIN torna-se relevante neste cenário, visto que possibilita que as
universidades contribuam significativamente para as comunidades, transformando a forma de
transferir conhecimento no ambiente universitário, sustentando o conceito de inovação social,
além de expandir esta ideia dentro das regiões e à nível internacional. Visa estimular a
inovação social para que ao termino do fomento da Comunidade Europeia, as instituições
continuem as ações e a rede se mantenha em atividade na América Latina, de forma
sustentável.
Enquanto a inovação social busca estimular a cooperação intensa entre os atores no
sentido de resolver problemas sociais que possam impactar em mudanças nas relações e
condições sociais, na inovação tecnológica se buscam as vantagens competitivas (SILVA,
2015).
Chueri (2017) ressalta que a inovação social é desenvolvida por atores da sociedade
civil, que correspondem às organizações com fins lucrativos, sem fins lucrativos,
organizações não governamentais (ONGs), organizações da sociedade civil (OSCs),
organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs), universidades, empresas
governamentais, etc.
Em relação à atuação de universidades e pesquisadores na Inovação Social, Cunha et
al (2015) apud Chueri (2017) destacam as contribuições que as universidades podem oferecer,
tais como:
Prover conhecimento existente ou criar um novo conhecimento para o
desenvolvimento de uma solução; trabalhar com um parceiro social para a cocriação de um novo conhecimento que contribua com uma Inovação Social; investir
em atividades que contribuam com o teste e escalada de uma Inovação Social;
disponibilizar seus espaços (biblioteca, laboratórios, escritórios) durante o processo
de Inovação Social; aconselhar os parceiros sociais sobre a melhor maneira de
acessar fontes externas de conhecimento e auxiliar a outros atores da sociedade a
respeito do valor de uma Inovação Social para que outros a adotem e invistam nela.

Dentre os objetivos da inovação social, alguns são mais evidentes, como: a superação
das necessidades sociais, promoção do bem-estar comum, a sustentabilidade e a inclusão
social. Suas ações são planejadas, coordenadas e orientadas, visando atingir o objetivo
específico, de promover mudanças sociais (HELLSTRÖM, 2004 apud JULIANI, 2015).
Porém, deve-se esclarecer que nem todo processo inovador será necessariamente uma
inovação social.
Estes objetivos contribuem para o desenvolvimento humano, a melhoria contínua do
padrão de vida e o enriquecimento da capacidade de agir de grupos e indivíduos, por exemplo.
418

�O acesso à renda não é visto como o objetivo primordial, mas também o acesso à saúde,
saneamento, transporte público, energia, educação etc., que vão ao encontro dos Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Os ODS funcionam como um plano de ação voltado para as pessoas, o planeta e a
prosperidade, conforme ressalta a Agenda 2030, que é um documento da Organização das
Nações Unidas (ONU) e tem como proposta nortear os trabalhos da organização relacionados
à economia, ao ambiente e ao desenvolvimento social.

Foi elaborada com a ajuda de

governos, da sociedade civil e de outros parceiros, dentre os quais pode-se mencionar a
International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA), que auxiliou na
criação e revisão do texto.
3 METODOLOGIA
Os procedimentos metodológicos adotados para a execução desta proposta, foram
divididos em três etapas: a primeira voltada para a fundamentação que dará sustentação
teórica e conceitual à pesquisa, direcionada para as buscas bibliográficas em bases de dados
especializadas, que possibilitarão a discussão dos conceitos de inovação social, acesso aberto
à informação e repositórios digitais.
A segunda está direcionada para estudos e análises de repositórios digitais existentes
com o objetivo de buscar elementos para a elaboração de critérios para a construção do
modelo proposto.
A terceira fase será composta pela análise documental dos projetos de inovação social
selecionados pelo Núcleo de Inovação Cultural e Social (NICS), que é um dos dois polos do
LASIN no Brasil, vinculado à Diretoria de Inovação Tecnológica, Cultural e Social da Próreitora de Pós-graduação, Pesquisa e Inovação (PROPGPI) da UNIRIO. Essa análise objetiva
levantar as características dos projetos através de um formulário para coleta de dados.
4 RESULTADO
Como resultado parcial desta pesquisa, podemos apontar as definições metodológicas
já delineadas como:
a) definição do escopo da área que representa a delimitação do tema dentro do
universo a ser trabalhado. Para definir o escopo da área

foi
419

�necessário pensá-lo como assunto principal identificando as áreas relacionadas, que deverão
estar de acordo com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que integram a Agenda
2030, conforme demonstra a Figura 1.
b) a definição conceitual dos metadados: sugerimos a adoção do Dublin Core
Metadata Initiative (DCMI) que é uma organização aberta, sem fins lucrativos, que
desenvolve padrões internacionais de metadados interoperáveis. Os metadados utilizados
serão representados por campos que possibilitam a descrição das fontes de informação, no
momento da sua indexação, tornando-a mais inteligente para a sua recuperação. Sugerimos
inicialmente a adoção dos seguintes elementos: (Título do projeto), (Instituição/Autor),
(URL), (Resumo), (E-mail), (URL), (redes sociais), (localização geográfica), (área ODS),
(Idioma), (Vocabulário controlado), (Termos livres), (Data de inclusão), (Incluído por) e
(Direitos autorais).

Figura 1

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Fonte: Estratégia ODS.

Essa definição contribuirá para o levantamento dos termos para indexação do
respectivo tema.
5 DISCUSSÃO
420

�O repositório não deve se restringir somente ao autoarquivamento da informação
científica, tal como artigos indexados em periódicos científicos e teses. Temos que pensar que
uma das suas funções principais é a preservação da memória intelectual de uma instituição e
no contexto mais amplo das universidades é bem diversificada, ou seja, há também
documentos provenientes de atividades sociais.
Um repositório, seja institucional, ou temático ou multidisciplinar, tem por objetivo
oferecer aos membros de uma ou várias comunidades, um conjunto de informação, reunidas e
armazenadas em um único local, facilitando o acesso, o resgate, a preservação da sua
memória e a sua replicabilidade. É possível que a divulgação das soluções inovadoras
desenvolvidas em uma comunidade sejam aplicadas em outras regiões com os mesmos
problemas sociais, abrindo um amplo leque de oportunidades de pesquisa e interação entre as
universidades e comunidades.
Por outro lado, as técnicas da Biblioteconomia dão suporte e elementos para a
construção desse repositório, uma vez que essa é uma prática recorrente e atual dessa área em
todo mundo. O levantamento de termos para indexação, bem como a definição conceitual de
metadados possibilitarão recuperar as informações nele representadas.
As ações de inovação social são de extrema importância em países em
desenvolvimento como o Brasil onde existe uma desigualdade econômica e social latente em
todas as esferas. E as universidades têm um papel importante nesse processo. Essa pesquisa se
justifica ao considerar as possibilidades que esse repositório trará para o compartilhamento e
reprodução desses projetos em novas ações sociais, no âmbito regional e internacional.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A criação desse modelo de repositório fornecerá aos membros da sua comunidade, um
conjunto de informação reunido e armazenado em um único local, facilitando o acesso, o
resgate e a preservação da sua memória.
Tal iniciativa vem ao encontro das necessidades informacionais e tendências mundiais
de acesso aberto à informação; cria mecanismos de fortalecimento e valorização da Inovação
Social, permitindo o intercâmbio de informação e conhecimento.
É importante destacar que esta pesquisa está ancorada nas recomendações da
Declaração de Budapest Open Access Initiative (BOAI), que ocorreu em 2001, as quais
estimulam o livre acesso a informação científica, por meio de repositórios institucionais, sem
421

�restrições de copyright, dando amplo e total acesso aos resultados de pesquisa, a todas as
comunidades interessadas. Permite ainda o compartilhamento, reprodução, reuso e
redistribuição desses conteúdos em novas pesquisas.
Espera-se que a construção desse modelo de repositório, entendido como uma
ferramenta de organização e disseminação dos projetos de inovação social amplie a
transferência de conhecimento dando maior visibilidade as ações de inovação social nacionais
e internacionais propostas pelas universidades.
Por outro lado, espera-se também, promover um maior engajamento das bibliotecas
universitárias no cenário de inovação social e no ambiente dos repositórios de informação.
REFERÊNCIAS
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Lisboa, v. 41, n. 81, p. 121-141, 2006. Disponível em:
&lt;http://revistas.rcaap.pt/finisterra/article/view/1465/1160&gt;. Acesso em: 24 nov. 2017.
CHUERI, Luciana de O. V. Inovação social. In: ARAUJO, Renata Mendes de; CHUERI,
Luciana de O.V. (Org.). Pesquisa e Inovação: visões e interseções. Rio de Janeiro: Publit
Soluções Editoriais, 2017, v. 1, p. 266-286.
GUILHEM et al. Um olhar sobre inovação em bibliotecas universitárias: desafios e
possibilidades. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTO
E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 25, 2013, Florianópolis. Anais eletrônicos...Florianópolis:
FEBAB, 2013. Disponível em: &lt;https://portal.febab.org.br/anais/article/view/1645/1646&gt;.
Acesso em: 20 abr. 2017.
HENNING, Patricia. Micro e macro política de informação: o acesso livre à informação
científica no campo da saúde no Brasil e em Portugal. 233 f. Tese (Doutorado em Informação,
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Saúde, Programa de Pós-Graduação em Informação, Comunicação e Saúde, 2013.
JULIANI, Douglas Pauleski. Framework da cultura organizacional nas universidades
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Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Engenharia e
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KURAMOTO, Hélio. Informação científica: proposta de um novo modelo para o Brasil.
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LEITE, Fernando César Lima. Como gerenciar e ampliar a visibilidade da informação
científica brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto. Brasília: IBICT, 2009.
422

�MANUAL de Oslo: diretrizes para coleta e interpretação de dados sobre inovação. 3.ed.
[S.L.]: OECD; FINEP, 1997. 184p. Disponível em: &lt;http://www.finep.gov.br/images/apoio-efinanciamento/manualoslo.pdf&gt;. Acesso em: 05 abr. 2017.
PINTO, Evelyn Cristina. Repensando os commons na comunicação científica. 2006. 119 f.
Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Universidade de São Paulo USP, São
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SILVA, Maíra Prado da. A inovação nas bibliotecas universitárias públicas do Estado de
São Paulo no contributo ao desenvolvimento nacional. 146 f. Dissertação (Mestrado em
Ciência da Informação) Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Filosofia e Ciências,
2015.

423

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>Modelo de repositório para projetos de inovação social.</text>
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              <text>D'Avila, Raquel Tavares; Alencar, Maria Simone; Henning, Patrícia</text>
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              <text>Salvador (Bahia)</text>
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              <text>Esta pesquisa, ainda em andamento, tem por objetivo propor a construção de um modelo de repositório digital para armazenamento dos projetos de inovação social apoiados pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro através da Latin American Social Innovation Network. Busca a organização, disseminação e o acesso desses projetos de forma aberta e gratuita com o propósito de contribuir para uma maior disseminação e transparência. Serão definidas como ações de desenvolvimento: o escopo da área; a criação de um elenco de fontes de informação; definição conceitual dos metadados e infraestrutura; levantamento de termos para indexação do tema inovação social e análise desses projetos de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, propostos pela Agenda 2030. Desta forma, buscase organizar a informação sobre este assunto, aumentar a sua visibilidade na Web e, promover um maior engajamento das bibliotecas universitárias no cenário de inovação social. Esta proposta de pesquisa poderá provocar mudança na forma de organização deste tipo de informação e tornar-se, futuramente, um centro de referência da área</text>
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