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gentilmente por:

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��TERCEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTEGONÜMIü E DOCUlíENTàÇÃO

A Semana Nacional da Biblioteca e o Brasil
por
Lourdes Mesquita Siqueira

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SÃO PAULO
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Curitiba
1961

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1

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III9 CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCTBIBWJlÇjO
CURITIBA, 8 a 15 de janeiro de I96I

Tema V - Relações Públicas

A SEMANA NACIONAL DA BIBLIOTECA E O BRASIL
por
Lourdos Mesquita Siqueira*

Sinopse
O trabalho procura enfatizar a necessidade de maior divuXga*
ção da Biblioteca Moderna e de seus objetivos« E Estudada a funçío
dinâmica da Biblioteca e a evolução do seu conceito atraváa dos 3^
culos. Para egsa maior divulgaçao é sugerida a realização anual da
Semana Nacional da Biblioteca nos Estados e Municípios brasileiro^
de forma bem planejada e estruturada, e seu enquadramento no

pro-

grama de realizações da FEBAB,

*Técnico Especializado em Bibliografia e Documentação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica,São José dos Campos (SP)
Diretora da Biblioteca Pública Edgar Portes, Caçapava (SP)

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�A SEMANA NACIONAL DA BIBLIOTECA E O BRASIL

por

Lourdes Mesquita Siqueira

Conteúdo

1, Evolução do Conceito de Biblioteca
2. Biblioteca Dinâmica
5, Semana Nacional da Biblioteca
4. A Semana Nacional da Biblioteca e o Brasil
4.1 Criação de Comissões
4.2 Constituição das Comissões
4.3 Função das Comissões
4.4 Instalação dás Comissões
4.5 Reunião das -.^-omissões
4.6 Programa das comemorações
5. A Semana e a F.E.B.A.B.
6. Bibliografia Consultada

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1

�A Semana Nacional da Biblioteca e o Brasil

Evolução do Conceito de Biblioteca

Sempre que ura povo passa da vida selvagem para a vida civilizada
sente a necessidade de fixar por escrito as suas tradições, as suas
idéias, os acontecimentos políticos ou guerreiros em que toma parte,
Foi a pintura uma das formas de escrever. Os sinais que constitu
iam a escrita primitiva eram figurativos, pictograficos, feitos com
pedras ponteagudas nas paredes das cavernas, reproduzindo a princípio a realidade e depois idéias. Essa pictografia foi com o correr
do tempo transformada em sinsâs cuneiformes que representavam inicx
almente sílabas e mais tarde letras, chegando-se dessa forma à es crita alfabética. As duas primeiras escritas alfabéticas foram:

a

cuneiforme e a egipcia, sendo que desta última deriva a nossa.
Podemos sintetizar a história da escrita no seguinte quadro sino
tico:
^

Fases

j Pictográfica
t
Escrita^ Simbólica
Silabica

Cirilica

Alfabética: egxpcia-fenícia-grega
Latina ou Romana
Idade ífedia

Sgc .3QC

;1, Insular (Inglaterra)
I2, Merovíngia (França) que se
transformou em

Latina
ou

^Escritas Nacionais

o n
n •
/t.
n
j3. Carolina (França)

Romana
4.. Visigoda (Espanha)
5, Humanistica ou Longobarda (Itália)
j6. Gótica (Alemanha)
Bulótica (escrita das bulas papais)
V

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lí

�.2

Os hieroglli'os pei^tenccrn à primeira fase da escrita e representavam ora a figirra dos próprios objetos e outras vezes eram puros símbolos destinados a exprimir idéias e sentimentos, Esses sinais hiero
glifos, interpretados por Chairpollion, sofreram com o tempo certas
modificações introduzidas pelos escribas. Foram abreviados de forma
que deram unicnm.ente o côntôrno das figuras, resviltando assim uma escrita mais simples, denominada "hierática", Esta escrita, por sioa vez,
ainda veio a sofrer novas modificações, tomando a forma curslva, vindo
a const'd.tuir a escrita popular que os gregos chamaram "demótica",
A escrita cuneiforme - assim chamada porque os caracteres tinham a
foriüa de cunha - era cono a hieroglífica, ao mesmo tempo pictografica,
ideográfica e fonética. Foi interpretada em meados do século IJX devido sobretudo aos sábios Rawlinson, Oppert e Hincks e concorreu para o
/
A
/
rápido e intenso desenvolvimento da inteligência humana, tanto que, ja
no 32 milênio antes de nossa era, os grandes monarcas acadianos se pre
ocupavam em organizar bibliotecas reunindo coleções de pequenos tijo los, onde era registrada a ciência da época«
O aparecimento do alfabeto permitindo fixar em documentos as variadas manifestações do engenho intelotual transformou a escrita em ins trumento de trabalho e de cultura, vulgarizou a ciência, pôs a literatura e a filosofia ao alcance de todos os homens.
As bibliotecas da Antiquidade tinham um caráter privativo, sendo
destinadas exclusivamente a sábios e eruditos. Eram instaladas em templos e palácios reais, onde também ficavam os tesouros, os objetos de
culto, as tradições, e tudo que se relacionava com a história de

um

povo.
Os antigos egípcios e assírios, possuiram suas bibliotecas que servirajn mais tpjde, de modelo aos gregos, da mesma, forma que a cultura
helênica se estendeu depois ao Egito, Ásia e Itália, dando origem, nes
ses países, a outras bibliotecas.

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�A leitura teve grande incremento com a descoberta do papiro, sendo
os templos, desde então, convertidos em centros de atividade literaria,
onde o prestígio dos escribas eri ratiito grande, devido ao caráter cien
tifico e religioso de suas funções.
A arte de escrever começou a ser usada entre os gregos no século
VIII, permitindo até a morte de Alexandre, a elaboração de uma literatura vasta e fundamental para o desenvolvimento estético e teórico

da

humanidade,
Passou o livro desde então a ser a forma por excelência de os honens
coratinicarem seus pensamentos e os auditórios começaram a ser substituídos pelas silenciosas salas de leitura# mais propícias a meditação,
Com o incremento do cristianismo na última época do Império Romano,
surgiu uma literatura peculiar, sendo as obras colecionadas em bibliotecas unidas a Igreja, A mais importante dessas bibliotecas foi fundada por Panfilio, em Cesaréa e enriquecida por Eusébio, historiador da
Igreja,
A Idade Media marcou um período importante na evolução do pensamento, A lingua latina escrita apenas com 24. sinais de origem grega, ad quiriu dignidade literaria. Os códices em papiros passaram a ser trans
A
critos sobre o pergaminho e os copistas eram os monges nos mosteiros
que, pouco a pouco, fizeram surgir as chamadas "escritas nacionais",
Foram os monges os depositários dos manuscritos salvos das invasões
barbaras, Foi notável, nesse sentido, o mosteiro de Ifcnte Athos

na

Grécia, e digno de referencia o trabalho dos beneditinos, aos quais de
vemos o fato de terem chegado ate nossos dias muitas obras primas

da

Antigüidade,
Os monges beneditinos ocupados na cópia de manuscritos antigos

e

senhores de muitos conhecimentos agrícolas e mecânicos, foram os gran^
«v
des reconstrutores da Europa, apos o vendaval das invasões barbaras,
A
p
Mantiveram acesa a chama do saber clássico e ensinaram aos povos, com

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�o SGU Gxenplo, a cultivar a terra, a desbravar os desertos, a secar os
A
\
pantanos, a levantar as ruinas que Jaaian por toda a parte,
Sao ^Gal, Sao Patrício, Sao Bonifácio, São Columbano e São Bento, são
os grandes nomes dessa orden, responsável por 50% dos códices medievais.
Eram os mosteiros, quase que os únicos centros de ensino, onde os jo
vens estudiosos deviam copiar as obras dos antigos ou de seus mestres.
No século XV, recuar era avançar. Da Itália e depois da Franga, derranaram-se as gemas da jazida literária da Antigüidade, Abriram-se es colas para o ensino do grego e do latim e academias para a restaui'ação
e o estudo dos textos. Reacenderam-se as luzes apagadas de Roma e

da

Grécia, Assim iluminada, reencontrou a humanidade os proprios predicados perdidos nas trevas medievais.
Surgiu a imprensa que pode ser considerada como um verdadeiro mrco
na historia das bibliotecas, porque desde então, elas adquiriram, grande
desenvolvimento, multiplicaram-se, enriqueceram-se na proporção do eres
cimento da população literária, estimulando no público o desejo de instrução,
iUites e durante o quinhentisno, fundaram-se diversas bibliotecas
universitárias, tais como as de Conpenhaguc, Valladolid, Lausanne,
Leipzig, Leyde, ütrech e Edinburgo e muitas outras públicas, como as
de Viena, Msgúncia, Lião, Berna, Angsburgo, Gênova e a Colunbina, de
Sevilhaj a do Escurial e a /unbrosiana de Milão; a Valliciliana, de Roma; a Estense, de MÍdena,
Em 1595 abriu-se a Nacional de Paris, originada de pequena coleção
de Carlos V, em parte vendida ao duque de Bedford e o restante mais
tarde aduzido aos volumes confiscados por Carlos VIII e Luís de Blois
para Fontainebleau,
A primeira livraria pública da América, foi criada em New York, em
1,700, pelo pastor João Sharp,

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�.5

A partir da Revoluf^ão Industrial, 03 bens da civilisagao passaran a
medir-Se en função das niassas. As bibliotecas que a prir.cípio erain privilégios reais e sacerdotais, tornarara--se instituições para o povo.
Al
Assájn, da Biblioteca l-fuseu, passanoo a uri organisno vivo e dinasico,
onde cada princípio de adiiiinistracao, cada metro quadrado do local, cada peca d^s instalações, se orienta no sentido de bem f^ervir ao leitor.
"/is lendarias riquesao de nilhares do papiros reunidos em Pergamo e
i^Jexandria, en Atenas e em Rona, onde estes tesouros tinham a tal ponto fins de luxo epicurista que, em algunvas, as estantes eram de cedro,
nariin e mármore con incrustagões a ouro, tudo isto são fatos do passado,
O quadro romântico das velhas livrarias de in-folios iluminados e códices preciosos, repousando na calma das salas vagamente iluminadas por
vitrais coloridos, onde ate o silêncio parece dormir, e a quietude, o re
pouso, a trancmilidade dos estúdios sao verdadeiros repositarios de calma propícia a erudição beneditina, nao e mais para os nossos tempos.
A tradiçao monacal das vetustas camaras abobadadas, pejadas de grossos volumes, para uso e gozo de uma elite de letrados e couca de antanho.
íloje a biblioteca deve ter uiaa função dinamica de divulgaçao cultural, indo ao encontro da massa, disseminando conhecimentos, irradiando
A
M
ideais, fomentando, selecionando e dirigindo toda a imensa multidão de
leitores potenciais do seu sator de acao, assistindo as gerações

que

completam os cursos universitários, abolindo a tendencia do livro fecha
A,
A
do, criando e estimulando o gosto pela leitura, pelas conferências, pelas audições, completando enfim o trabalho cultural das escolas secun. darias",

2, Biblioteca Dinamica
A biblioteca moderna procura colocar o livro ao alcance de todos,
despertar o gosto pela leitura, principalmente nas crianças; oferecer
ao leitor todas as facilidades para que encontre o que procura, sem esA
mA
forco e em condicoes comodas; e proporcionar meios para estudos senos

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�.6

Essas atribud,.oões da biblioteca de nossos dias, exigen do biblio~
tecário un preparo cada ves riais coaplexo, Oivhen, era apenas ijn er^adito; hoje, ao lado de. sua. bagagexi ciiltiiral precisa de iir;ia forraagao
técnica, constanteraente atualisada, porque do contrário ficará nuna
situação subalterna e outros virão ocupar o lugar que na realidade
M
lhe pertence, daiido assim origeri a ''Jiia outra profissão,
Muitos são os que pretendem separar o bibliotecário do docmentalista, raas o docarnentalista nada nais é que a»?, bibliotecário especializado, e a Docmentaçao que, segundo Coblans, é impossível de ser de
finida com exatidao e cujo objetivo e, segundo a FID, "reunir, classer
et distribuor des docuraents de tout genre dans tous les donaines de
l'activite huriaino", é a própria Bibliotecononia, despojada das vellias
técnicas, adotando novos raetodos de trsbalho e lançando mao'de laeios
mis eficazes que satisfaçam as exigências do aumento e variedade da
literatura científica, pemitindo ao pesquisador saber de maneira rát
^
pida e precisa tudo o que tem sido publicado no pais e no mundo sobre
o assunto qus no momento lhe interessa»
Em 1904., Cliarles-Victor Langlois, escrevia: "Comment faire pour que
le public soit en raesure de s'informer rapidement et surement des ressources de toute espècs qu'offre 1'énorne bibliothèque accumulée

par

les écrivains de tous les tenps et de tous les pays? C'est-à-dire, le
patrimoine littéraire et scientifique de 1'hunanité? Cooment aménager
ce patrimoine de manière que tous les interesses en pouissent a^Ji3Si
complotement et confortablement que possible? Tel est l'enonce le pl'os
general du probleme bibliographique".
Segundo líalcles: "H serait difficile d'exprimer cet énonce en termes plus accGSsibles; auss.i bien et poiir essayer de s'en tenir à une
forme aussi directe, peut-on repondre que Ia Solution du probleme reside dans l^utilisation d'Instruments particuliers du travail intellectuel dsnommés bibliographies ou répertoires bibliographiaues".

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^g^ystem
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�7

A bibliografia oae conr-titui a etapo inicial de quaJ.quer Rervioo
cio investigação, e to,n velha qunnto a bibliotv^cononia, poren tomou
novo iapi'lso e ^;rande vulto no r^e-culo P/II, aparecendo cono inv^tru.rnento de aujc'lio ao pesquisador,
Surr^iu para solucionar o [-grande problema da organiaacao racional
do patriiionio científico o literário da liur.ianidade, patriaonio esse
que e representado por ura nuiaero cada vez iiaior do naterial impresso.
Baseia-se em 4- elenentos;
I - na investiganão
II - m identificação
III - na descri-ção
IV - no arranjo
Os catálogos impressos do século XV a XVI, constituirari as primei«
ras verdadeiras bibliografias, se bem que essas listas não obedecessem
a nenhuma regra. Chamavam-se "Catálogos" ou "Bibliotheca", pois a palavra Bibliografia só apareceu em 16/^6, com Louis Jacob, L partir do
ß
\
século XVII, essas listas se sucederam rapidamente, passando a ser os
interm.ediários entre os livros e os leitores. Inicialmente eram em or
dem alfabética de autores, e depois, classificados por assunto, com o
objetivo de faciJLitar o trabalho do pesquisador,
O desenvolvimento científico trouxe como conseqüência u_m grande
aumento de produção bibliográfica, qúe começou a ser apresentada em
formas diferentes daquelas ate então conhecidas pelo bibliotecário,
Surgirai?: as teses, as monografias, as tabelas, as patentes, os guias,
etc,

Apareceram os periódicos, que, pela diversidade do seu conteúdo,

exigiam ura tratamento todo especial, Era necessário a análise de cada
artigo, com a focalizaoão dos diferentes aspectos de cada assunto.
As bibliotecas dos Estados Unidos e da Gra Bretanha, empenhadas na
socialisação da educação, com tal afã se dedicaram a esse empreendimcnto, que ficcu temporariariente esquecida a função primordial

do

bibliotecário - a compilagao de bibliografias, tarefa que durante

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A
séculos foi por ele feita,
A literatura se avolunou, dando margem pnra que aparecesse no cenário, p docunentalista, GoiiipT.eta2i6nte leigo em bibliotecononia e que,
de maneira inais ou nenos amadora, começou a fazer com o auxílio da me~
canisaçao, a indexação dessa literatura.
Ora, as bibliotecas nao dispunliam de aparelhamentos para esse fim
e os bibliotecários não possuindo o preparo técnico necessário para en
frentar a situaçao, ficaram completamente desnorteados diante do acres
cimo e variedade dos acervos.
Surgiu então a Documentação para solucionar o problema desse acumulo e variedade de produção bibj.iográfica, A Documentação, ainda citando Iklcles, "nada mais é que Bibliografia superada no seu conteúdo

e

acelerada na sua marcha",
Aproveita-se de várias técnicas:
I - a bibliotecononica!quando falamos em classificação e catalogação
II - a bibliográfica: quando falamos em clifusao e utilizaçao
III - tipográfica
IV - mecanográfica
V - fotográfica

Exarainemos agora a Biblioteconomia, Sabemos que essa ciência com preendej
I - ilquisiçao
II - Organizaçao

A aquisição significa obtenção do melhor livro para determinado lei
tor, e a tarefa do bibliotecário é colocar à disposição do leitor todos os tipos de material impresso ou não, facilitando a sua utilização.
Organização bibliográfica é o trabalho de tornar acessível o materi
ai existente e a Documentação e a parte da organizaçao bibliográfica
que situa e obtém o material destinado as pesquisas, nos ramos de in dústria, do comércio e das ciências em geral.

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&gt;
A
A Docvmentaçao ise aproveita da tccnica bibliotecono-mica - classificação G catalogação - e da bibliográfica, utilizada pelo bibliotecário desde os tempos nais rc-notos, Para atingir as técnicas tipográ
fica, mecanográfica e fotográfica? precisa apenas a. biblioteconomia
oferecer aos profissionais ut;: xjrepnro svificiente para sua devida coiapreensão e utilização.
Por SI podemos verificar ciue a Docunentaçao nada mais e que bibliotecononia atualizada., marchando com os fatos, e que bibliotecário especializado e docunientalista significam a mesma cousa, com terminologia
diferente«
O que se torna necessário é a modificação nos currículos de nossas
escolas de biblioteconomia, com a inclusão não de apenas uma cadeira
de Docimentaçao, mas sLm de vários topicos dentro do campo da Doou inentaçao. Outra medida que se faz indispensável e a instalaçao

dos

cursos pós-graduados&gt; para que os bibliotecários formados .lá há alguns anos, possaia atualizar os seus conhecimentos, fiquem a par das
5.novaçQos biblioteconomicas, dos novos métodos e técnicas indispen sáveis a sua profissão e se instruam sobre o uso da CDU, classificação que desde Otlet e La Fontaine, vem servindo a Dociraentação.
Podem contestar os leigos em biblioteconomia, que o bibliotecário
tem se preocupado exclusivamente com o acesso físico

que e feito

através dos catálogos e que o documentalista possibilita o acesso ao
conteúdo, chamado por Shera: "content acessibility", através de índices, da bibliografia, dos serviços de resumo. Porém, nós que dominamos
A
A ^
^
a ciência biblioteconomica, sabemos que, para classificar e preciso co
nhecer o conteúdo do livro, Nao classificamos apenas pelo título,

E

niJina biblioteca especializada, onde so use o catálogo sistemtico,
desce-se a especificações, da-se entradas secundarias a todos os as pectos do assunto tratado no documento e que possam interessar ao pesquisador naquele ramo

de conlaecimento humano,.

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.

o que é verdade, e que as nossas bibliotecas, por falta de verba,

não dispõem dos aparelhamentos necessários. Sem a mecanização, o bibliotecário será serapro um escravo de serviços rudimentares que lhe
tomara todo o tempo que poderia ser dedicado a um estudo mais profundo
e minucioso,

do conteúdo do material bibliográfico, a conipilaçao de bi

bliografias e a realizaçao de resumos,
Ê necessário que despertemos a atençao dos governantes e do povo
para esses problemas. Torna-se imprescindível ressaltar a eficiência
dos serviços biblioteoonomicos e a importancia da biblioteca. A vida
moderna com seus inúraeros atrativos dificulta a nossa tarefa de valorisação, avunentando o desinteresse pela leitura, A televisão, o rádio
e o cinema, são os nossos mais fortes concorrentes nesse terreno,

A

Biblioteca precisa adotar ima atitude agressiva, sem o que ficará irremediavelmente relegada a um segijndo plano. Torna-se indispensável
uma propaganda inteligente e bem orientada, com aproveitamento das oportunidades que se nos apresentem.

E melhor oportunidade não existe

que a "Semana Panamericana da Biblioteca" há poucos^ anos instituída
pelos Estados Unidos da América do Norte,

Semana Nacional da Biblioteca
A "National Library Week" foi instituída nos Estados Unidos da América do Norte no ano de 1957, e comemorada pela lâ vez de 16 a 22

de

março de 1953, por sugestão do "National Book Committee" e de um grupo
M
de pessoas interessadas na valorizaçao da biblioteca e no incremento
da leitura.
Sob o slogan "Wake üp and Read" o "American Book Committee", com a
cooperação de "American Library Association", obteve participaçao

e

apoio dos editores, publicadores, jornalistas, do rádio, da televisão
e de elementos mais representativos da vida econômica, cultural, edixcn
cional e administrativa de cada comunidade, elementos esses, que têm
anualmente constituído os comitês para orientação e planejamento

das

comemorações.

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l'í

�♦11

As celebrações abrangem todos os recantos dos Estados Unidos, visando num movimento coordenado e com firme orientaçao, os seguintes
objetivos enumerados por ten Arnold no "ALA Rületin";
I - Incrementar o apoio dos altos líderes da vida economica, profissional e cultural do país às bibliotecas.
II - Expor a necessidade da extensão e melhoramento dos serviços de
bibliotecas escolares e públicas,
III - Oferecer oportunidade para que os bibliotecários trabalhem mais
de perto com os lideres de jornais, revistas e agencias

de

propaganda, na difusão do uso do material impresso.
IV - Atrair de maneira mais ampla a atenção pública para os serviços
bibliotecários, por meio de artigos nos grandes jornais

e

revistas,
V - Promover prestígio para a leitura em si, mostrando o papel vital que as bibliotecas podem desempenhar nos seguintes ca SOS: o praser de ler em voz alta no seio da família; as reconçensas de ler como recreação; a contribuição da leitura
para o progresso na profissão.
A Semana tem sido, desde então, celebrada anualmente, sendo que,
em 1959 e i960, as comemorações foram realizadas de 12 a IS de abril.
Todo o Continente americano, no mes de abril, participa desse movi
mento que visa, como pudemos constatar ncs objetivos descritos

por

I/cn Arnold, incentivar a leitura, ressaltar o valor dos serviços biblioteconomicos, demonstrar as funções altamente educativas da biblio
teca e oferecer oportunidade ao bibliotecário para atualizaçao e de senvolvimento dos seus conhecimentos profissionais,

A Semana Nacional da Biblioteca c o Brasil
No Brasil, a "Semana Nacional da Biblioteca" foi celebrada de 3 a
9 de abril, em 1959 e i960, porem salvo raras exceções, essas comemoA
\
rações tem se limitado apenas as capitais.

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"•

Em Sao Paulo, sob o patrocinio da Associaçao Paulista de Bibliote-

/
M
/
A
carios, da Associaçao de Bibliotecários Municipais, da Gamara Brasi A#
^
leira do Livro, com a colaboragao da Biblioteca Municipal, Colmeia,
Departamento de Educação, Fundação do Livro do Cego, Ifcvimento da Arregimentação Feminino c Serviço Social da Industria, essas celebrações
têm se revestido do mais completo êxito. Porém, ainda não atinamos com
as possibilidades que teriamos se, nessa ocasiao, levássemos a efeito
em todos os municípios brasileiros, comemóraçoes com os objetivos citados no item anterior.
Devíamos seguir o exemplo dos Estados Unidos da América do Norte,
organizando para esse fim, comissões compostas não apenas de bibliotecários , mas também de elementos representativos da vida caltural, edu
cacional, econômica e administrativa de cada comunidade, com a partici
pação da imprensa falada e escrita, para que apresentassem, sugestões e
se sentissem integrados nesse movimento de valorizacao das nossas bi bliotecas. SÓ assim, teríamos a certeza de alargar os nossos horizontes e de despertar una consciência pública sobre a importância dos
^
*
serviços blblioteconomicos^ criando um clima favoravel para o desenvolvimento de nossas atividades.
Baseados na leitura de boletins da "American Library Association" e
da "Associacion Colombiana de Bibliotecários", apresentamos algumas
sugestões para a ''Semana Nacional da Biblioteca", em nosso país;
/V.l Criação de Comissões
Para o planejamento e orientação das comemoraçoes, seriam criadas as seguintes comissões;
1) Comissão Nacional
2) Con.lssões Estaduais
3) Comissões ílinicipais
4.c2 Constituição ias Comissões
Para a consituiçao das comissões acima referidas, seriam esco -

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�.13

Ihidos não apenas olenentos de destaque no campo da Biblioteconomia e Docunentaçao, ms também figuras representativas da vida
A
^
cultural, educacional, econonica e administrativa do Pais,

dos

Estados e dos !4inicipios. Nao seriam naturalmente, esquecidos os
representantes da imprensa falada e escrita,
Essas comiSGoes ficariam, mais ou menos assim constituídas;
1) Comissão Nacional
Presidente:
Ministro da Educação e Cultura
Ifembros:
Presidente do I.B.B.D,
Presidente do Instituto Nacional do Livro
Secretário Geral da Federação Brasileira de Associações
de Bibliotecários
Diretor da Biblioteca Nacional
A
Presidente da Camara Federal
Presidente da Comissão de Educação e Cultura da Prefei
tura de Brasília
Representantes da imprensa falada e escrita
3 bibliotecários de projeção no país

2) Comissões Estaduaia
Presidente;
Secretario da Educaçao
ffcnbros:
Reitor da Universidade
Diretor do Departamento de Educação
Presidente da Comissão de Educação e Cultvira da Prefei
tura
Presidente das Associações de Bibliotecários existentes
na Capital
Diretores das Escolas de Biblioteconomia da Capital

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�•u

Presidente da Bederaçao das Industrias
Presidente da Associação Comercial
Representantes da imprensa falada e escrita
3 bibliotecários de projeção no Estado

3) Comissões Minicipais
Essas comissões seriam criadas nas cidades do interior e ficariam assim constituídas:
Presidente:
Prefeito Itoaicipal
Membros;
Presidente da Camara
Presidente da Comissão de Educação e C\ü.tura da Prefeitura
Presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola
da cidade
Diretor da Biblioteca Publica
Diretores das escolas primárias, secundarias e superiores
existentes no município
Presidentes dos clubes literários e recreativos
Representantes da imprensa falada e escrita
Bibliotecários existentes na cidade e que possuam o diploma de Escola de Biblioteconomia
Diretores de Escolas de Biblioteconomia (se houver)

4-*3 Função das Comissões
l) Comissão Nacional:
a) Obtenção do uma verba especial para cobrir as despe
sas decoiTentes das comemorações,
b) Supervisão e planejamento dos trabalhos,
c) Estudo e elaboraçao de um programa de comemorações
para todo o país.
d) Orientação e fornecimento de material de propaganda
aos comitês estaduais.

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e) Realização dentro do prazo de 90 dias após o término da Semana, de um relatório das comemorações
em todo o país e de um balancete que seria uma
prestação de contas do emprego da verba recebida
2) Comissões Estaduais:
a) Estudo do programa do comemorações sugerido pela
Comissão Nacional, sendo-lhe reservado o direito
de suprimir, modificar ou acrescentar alguns
itens,/ de acordo com as condicoes
locais e
o

as

sugestões apresentadas pelos membros da Comissão
b) Orientação e distribuição de material de propaganda
às comissões municipais,
c) Apresentação a Comissão Nacional, dentro do prazo
de 60 dias após o término da Semana, de um relatório não só de suas atividades como também do
trabalho realizado pelas comissões municipais,
sob a sua orientação,
3) Comissões Municipais;
a) "Estudo do programa das comemorações sugerido pela
Comissão Nacional, sendo-lhe reservado o direito
de suprimir, modificar ou acrescentar alguns
itens, de acordo com as condiçoes locais e

as

sugestões apresentadas pelos membros da comissão
b) Apresentação a Comissão Estadual, dentro do prazo
de 30 dias após o termino da Semana, de um relatório de suas atividades.

Instalação das Comissões
As Comissões seriam instaladas 90 dias antes do início da
Semana Nacional de Biblioteca o entrariam imediatamente
atividade.

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em

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4..5 Reunião das Comissões
As Comissões se reuniriam com a maior freqüência possível
para estudar o planejamento da "Semana", convidando bibliotecários de todos os setores para apresentação

de

sugestões.
4.6 Programa das Comemorações
1) Divulgação pelos jornais, revistas, rádio e televisão,
dos objetivos da Semana.
2) Palestras, conferências, exposições, nao só de caráter
técnico, mas também de cunho cultural,
3) Cattazes e "slogans" que seriam colocados nas casas comerciais, escolas, clubes, fábricas, etc..
4) Concursos literários.
5) Concursos de vitrines,
6) Instituição do "Dia do Bibliotecário",
7) EscoUia do "Bibliotecário do Ano", que receberia o seu
título em sessão solene realizada na Capital do Estado,
no "Dia do Bibliotecário",
S) Mesa redonda na televisão, com a participaçao também

de

bibliotecários do interior, para que fossem ventilados
e discutidos os problemas das bibliotecas afastadas dos
grandes centros,

A Semana e a F.E.B.A.B.
M
A
Esperamos que a Federaçao Brasileira de Associaçoes de Biblioteca
rios «nalise com carinho estas sugestões e tome as necessarias pro vidências para que em todo o Brasil, seja, durante a "Semana Nacio nal da Biblioteca", levado a efeito um movimento bem orientado e que
as vozes em uníssono se levantem em prol de tao nobre causa, sem

o

que jamais alcançaremos, integralmente, o nosso objetivo.

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Um País não é constituído apenas de Capitais. Integram-no tambéi?
as cidades do interior. Sabenos, e muito bem, a natureza dos proble
mas que o bibliotecário ai enfrenta, no desempenho de suas funções,
dificuldades que geraL'aente decorrem num meio onde a biblioteca raramente é reconhecida como instituição de utilidade publica.
Ifa movimento esparso, de nada adianta. É necessário, pois, que
durante a oportunidade excepcional da Semana, façamos com que gover
nantes e povo de cada comunidade fiquem convencidos do valor da Biblioteca e de que "nenhuma operaçao de credito, nenhuma aplicaçao de
capitais, dará ao Estado maior rendimento que os gastos feitos para
difundir conhecimentos. - A inteligência cultivada e o traba].ho amparado não sao frutos de luxo, produtos artificiais de estuf.as fecha
0^
P
^
dasj sao fortes e vigorosas raizes a esgalhar ao ar livre a ramaria
farfalhante das frondes acolhedoras e amigas".

é. Bibliojferafia Consultada
1, AGUIAR, Pinto de.- Função dinâmica das bibliotecas. Salvador,
Progresso, 1958, p,13-14.
2é ARNOLDjj len - National Library Week off to a good star. ALA Buli.
51(9): 673-721, Oct. 1957.
3. ARNOLD, ]^en - National Library Week at this eleventh hour. ALA
Buli. 52(2): 111-113, Feb. 1958.
4-, BOLETIN de Ia Asociación Colombiana de Bibliotecários, 4(l):
17-18, Encro/Mirzo, i960,
5. MALCLÈS, Luise-Nöelle.- La bibliographie , Paris, Presses Universitaires de Prance, 1956, p.7
6. MEYNER, Robert B. - National Library in New Jersey. ALA Bull.
54(3); 203-20/t, ífer. 1958.
7« RIZZINI, Carlos - 0 livro, o jornal e a tipografia no Brasil.
Rio de Janeiro, Kosmos, 194-6, p,141-142.

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ß» THIHOW, Gertrude R, - National Library Week in its third year.
AU Bull. 54(1): 31-33, Jan. i960.
9. TRUEM/IN, William Albert - The common cultural objectives of National Library Week and the Canada Council. ALA Bull.
54(7): 603-607, July/Aug., i960.
10. VICENTINI, Abner Lellis Correa - 0 conceito moderno de biblioteca.
O Valeparàibano, São José dos Campos, 7/8 de abril

de

i960.

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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>O trabalho procura enfatizar a necessidade de maior divugação da Biblioteca Moderna e de seus objetivos. E Estudada a função dinâmica da Biblioteca e a evolução do seu conceito através dos séculos. Para essa maior divulgaçao é sugerida a realização anual da Semana Nacional da Biblioteca nos Estados e Municípios brasileiros, de forma bem planejada e estruturada, e seu enquadramento no programa de realizações da FEBAB.</text>
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