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MARCXML PARA A OAI 1

Adriana Nascimento Flamino
Mestre em Ciência da Informação pela FFC-UNESP-Marília, Bibliotecária do Museu de
Zoologia da USP (MZUSP), Av: Nazaré, 481, Ipiranga – São Paulo, SP. CEP: 04263-000. eMail: flamino@usp.br .

Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa Santos
Doutora em Letras pela FFLCH-USP, Profª do Programa de Pós- Graduação em Ciência da
Informação – FFC-UNESP, Av: Hygino Muzzi Filho, 737, Campus Universitário – Marília, SP.
CEP: 17525-900. e-Mail: placida@marilia.unesp.br

RESUMO:

O formato MARC tem permitido por décadas a descrição e o intercâmbio de registros
bibliográficos e catalográficos às instituições, favorecendo o acesso aos conteúdos
informacionais contidos em diversos acervos. No entanto, com o crescimento
exponencial de informações e da geração de documentos (sobretudo digitais), têmse exigido maior flexibilidade e interoperabilidade entre os diversos sistemas
informacionais disponíveis. Neste cenário, a linguagem de marcação XML tem como
propósito facilitar e otimizar o gerenciamento, armazenamento e transmissão de
conteúdos via Internet, atualmente incorporada por diversos setores e áreas do
conhecimento por sua facilidade de manuseio e flexibilidade operacional. Diante
disso, realizou-se um estudo exploratório de análise teórica, identificando a
adequação do formato MARCXML na construção de formas de representação
descritiva para recursos informacionais em arquivos abertos, como um padrão de
metadados complexo e flexível, que possibilitará a interoperabilidade entre sistemas
de informação heterogêneos, além de suas vantagens e flexibilidades na
transferência de registros bibliográficos e catalográficos e no acesso às informações.
Como resultado desta pesquisa, considera-se que o MARCXML é um formato
adequado para descrição de dados numa estrutura complexa. Conclui-se que a
medida que aumenta a complexidade dos documentos nos repositórios e open
archives, mais se justifica uma estrutura de metadados, como a do formato
MARCXML, que suporte a descrição das especificidades dos recursos
informacionais, uma vez que esta iniciativa não está e nem estará se restringindo a
documentos científicos, mas se expandindo a outros tipos de recursos
informacionais cada vez mais complexos e específicos, demandando também uma
descrição apropriada para a especificidade das entidades bibliográficas.
Palavras-chave: Open Archives. MARC. XML. MARCXML. Metadados
1

Artigo desenvolvido a partir da dissertação de mestrado intitulada MARCXML: um padrão de
descrição para Open Archives, disponível em:
http://www.biblioteca.unesp.br/bibliotecadigital/document/?did=3678
XIV Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU) – 22 a 27 de outubro de 2006 – Salvador - Bahia

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1 INTRODUÇÃO
“As novidades precisam ser compreendidas; as potencialidades precisam
ser valorizadas; as ambivalências precisam ser superadas.”
Plácida L.V. A. C. Santos

Atualmente é visível a necessidade e o uso cada vez mais constante e intenso de
recursos abertos, produtos de código-fonte aberto ou sistemas “open source”, de
baixo custo e de licença pública, nas mais diversas áreas, uma vez que elas
dispensam custos com licença reduzindo muito mais os investimentos dos usuários
dessas tecnologias, além de contribuir para o futuro da preservação informacional.
Essa inovação tecnológica é hoje considerada, por muitos, uma das ferramentas
mais importantes e indispensáveis na sociedade da informação.

Tais inovações vêm ao encontro da filosofia biblioteconômica e dos objetivos da
Ciência da Informação: criar mecanismos para que as informações disponíveis
estejam acessíveis e que um maior número de pessoas tenham acesso, no
momento certo, na hora certa e com o menor custo possível, de preferência a custo
zero. Adicionalmente, as instituições ao utilizarem produtos open source se livram do
aprisionamento tecnológico/comercial. Item imprescindível na atual economia da
informação.

A sociedade atual, a Sociedade da Informação, está agora sob um novo paradigma,
o do acesso, em que “é mais interessante ter condições de acessar a informação, o
conteúdo do documento, do que ter o próprio documento (posse) em mãos, uma vez
que isto se torna desnecessário frente às tecnologias digitais e virtuais que rompem
barreiras geográficas” (DZIEKANIAK, 2004, p. 44).

Ciente de toda essa realidade, necessidades e possibilidades vigentes, percebe-se
que com os avanços das tecnologias de informação e comunicação o crescente uso
da Internet, o aumento dos bancos de dados, dos Arquivos Abertos (open archives),
dos repositórios institucionais digitais, entre outros, a tendência atual é de que o
bibliotecário trate de informação cada vez mais em meio digital, ou seja, em acervos
digitais e de acesso à conteúdos completos dos documentos. É nesse atual
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ambiente informacional que se tem desenvolvido ferramentas para a otimização dos
processos de organização, recuperação e intercâmbio de informações, além da
preservação digital e, sobretudo, de descrições de alta qualidade.
Neste sentido, destacamos que o formato de intercâmbio MARC (Machine Readable
Cataloging) tem permitido às instituições o intercâmbio de dados bibliográficos e
catalográficos por décadas, favorecendo o acesso aos conteúdos informacionais
contidos em diversos acervos. Mas, o crescimento exponencial de informações e da
geração de documentos, sobretudo em ambiente digital, tem exigido uma maior
flexibilidade e interoperabilidade entre os sistemas informacionais disponíveis.

A Ciência da Computação procura, por meio do desenvolvimento constante de
tecnologias, facilitar o gerenciamento, o armazenamento e a transmissão de dados
de modo digital e, de forma especial, criar mecanismos facilitadores para a
disponibilização e acesso às informações na World Wide Web, via Internet,
utilizando atualmente, a linguagem XML (eXtensible Markup Language) que tem sido
incorporada por diversos setores e áreas do conhecimento por sua facilidade de
manuseio e flexibilidade operacional.

Assim, buscando adequar o MARC à nova filosofia da comunicação científica
baseada no livre acesso, visto que ele é uma estrutura de representação
bibliográfica completa que atende a necessidade de padronização de metadados e
facilita a interoperabilidade entre sistemas de informação devido a sua arquitetura
organizacional, surgiram várias iniciativas de adaptação do MARC para o ambiente
da XML, pois somente a estrutura MARC não efetiva a interoperabilidade no atual
cenário digital. É preciso outros serviços acoplados a esta estrutura para garantir e
efetivar a interoperabilidade entre sistemas de informação heterogêneos.

A partir de um estudo exploratório de análise teórica, buscou-se identificar a
adequação do MARCXML 2 na construção de representações descritivas para
recursos informacionais em open archives como um padrão de metadados complexo
2

A título de delimitação para estudo, o presente trabalho se restringiu a estudar somente o padrão
para metadados MARCXML, desenvolvido pela LC, por esta ser a instituição mantenedora do
esquema a partir de seu escritório de desenvolvimento de redes e padrões MARC.

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e flexível, que possibilitará a interoperabilidade entre sistemas informacionais
heterogêneos, além do acesso às informações.

2 OPEN ARCHIVES E OPEN ACCESS

A informação científica é fundamental para o desenvolvimento científico-tecnológico.
Consiste de um processo contínuo que contribui para o desenvolvimento científico
gerando novos conteúdos e realimentando todo o processo (IBICT, 2006a).

Porém, devido às crises no tradicional sistema de comunicação científica causadas,
como por exemplo, pelo aumento exponencial dos títulos de periódicos e a
diminuição significativa das assinaturas destas revistas científicas, devido ao
expoente custo em obtê-las, os profissionais da informação – conscientes do
problema designado “crise dos periódicos” e das graves conseqüências que as
limitações ao acesso à literatura produziam ao próprio sistema científico – têm
buscado por alternativas de divulgação e acesso à comunicação científica uma vez
que, a generalização da utilização da Internet e da Web, acompanhada por uma
maior compreensão das suas potencialidades e aplicações na publicação científica
têm influenciado para o surgimento de diversas iniciativas.

No entanto, foram necessárias décadas de avanços tecnológicos até encontrar
condições favoráveis para a questão do acesso à literatura científica com o
surgimento e consolidação dos open archives, arquivos on-line de acesso público
que podem estar abertos para o acesso via FTP ou HTTP, armazenando uma
coleção de artigos ou de metadados de documentos armazenados em outros locais
(SENA, 2000).
A Open Archives Initiative 2 (OAI, 1999), estabelece, além de padrões de
interoperabilidade, alguns princípios e ideais como, o uso de open source e o open
access à informação. Surge, então, o paradigma do acesso livre à informação
(IBICT, 2006a). Acesso livre significa a disponibilização livre na Internet de literatura
de caráter acadêmico ou científico, permitindo a qualquer utilizador ler, descarregar
2

www.openarchives.org/

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(to download), copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou referenciar o texto integral
dos documentos (IBICT, 2006b; RODRIGUES, 2004).

Desta forma, o benefício público que o movimento ‘Open Access’ oferece, por meio
de bibliotecas digitais, periódicos de acesso livre, repositórios institucionais, entre
outros arquivos abertos, é a possibilidade de divulgação dos resultados de
pesquisas através da ‘distribuição eletrônica’, com a eliminação de barreiras de
acesso, contribuindo assim, para o desenvolvimento das pesquisas e da ciência,
enriquecendo o processo de ensino-aprendizado e a socialização das informações.

A OAI foi criada com a missão de desenvolver e promover padrões de
interoperabilidade, ou seja, padrões compatíveis entre diferentes sistemas e/ou
plataformas, para facilitar a difusão eficiente de conteúdos na Internet, permitindo o
intercâmbio de vários formatos bibliográficos entre diferentes computadores
utilizando-se de um mesmo protocolo (BARRUECO; COLL, 2003). Atualmente a OAI
utiliza-se do protocolo OAI-PMH (Open Archives Iniciative – Protocol for Metadata
Harvesting) para a transação pedido/resposta, baseada em HTTP para a
comunicação entre um harvester/cliente e um repositório/servidor. Suporta múltiplos
formatos para representar metadados, entretanto, requer que os servidores
ofereçam seus registros utilizando no mínimo Dublin Core em XML. Contudo, cada
servidor tem a liberdade de oferecer registros em outros formatos como MARCXML,
por exemplo (BARRUECO; COLL, 2003).

3 MARCXML

Ao longo dos últimos anos (meados da última década do século XX) surgiram
algumas iniciativas interessadas no uso da XML em relação aos registros MARC,
sobretudo para a adaptação deste último à Internet.

As formas de representação (tanto temática quanto descritiva) dos recursos
informacionais têm grande importância uma vez que buscam satisfazer diversas
necessidades em diversos contextos, incluindo a preservação dos recursos
informacionais nos Open Archives e a otimização dos processos de recuperação da
informação.
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Até alguns anos atrás não se tinha o dinamismo de múltiplas formas de
representação de um mesmo registro de metadados em ambiente digital. Hoje com
as facilidades proporcionadas pela XML e tecnologias associadas como a XSL,
essas questões vêm se tornando possíveis no ambiente computacional/digital.

A Linguagem de marcação XML é um padrão aberto, não impõe restrições à sua
utilização nem a criação e incorporação de outras ferramentas que a manipulem,
além

de

ser

um

dos

componentes

do

conjunto

mínimo

exigido

para

interoperabilidade estabelecido pela Iniciativa de Arquivos Abertos, sendo a sintaxe
obrigatória para representar e transportar metadados.

Uma linguagem de marcação é um conjunto de símbolos que podem ser colocados
no texto de um documento para demarcar e rotular as partes desse documento,
levando em conta a semântica da informação, ou seja, cada pessoa ou instituição
pode criar um conjunto de etiquetas que melhor represente os elementos que
compõem os seus documentos. Por exemplo: &lt;titulo&gt; Mente e Natureza &lt;/tilulo&gt;,
&lt;autor&gt; Gregory Bateson &lt;/autor&gt;, as palavras entre “Tags”, marcas ou marcação
correspondem, respectivamente, ao título e ao autor do documento. A XML pode
armazenar e organizar praticamente qualquer tipo de informação em um formato
adequado às necessidades de determinada instituição (RAY, 2001; MARTÍNEZ
GONZALES, 2000).

Assim, buscando adaptar o MARC às inovações tecnológicas, a Library of Congress
desenvolveu o esquema MARCXML para uso na comunicação com os registros
MARC (KEITH, 2002). Veja parte de um registro MARCXML:

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&lt;?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?&gt;
- &lt;!-edited with XML Spy v4.3 U (http://www.xmlspy.com) by Morgan Cundiff (Library of
Congress)
--&gt;
- &lt;marc:collection xmlns:marc="http://www.loc.gov/MARC21/slim"
xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchemainstance"xsi:schemaLocation="http://www.loc.gov/MARC21/slim
http://www.loc.gov/standards/marcxml/schema/MARC21slim.xsd"&gt;
- &lt;marc:record&gt;
&lt;marc:leader&gt;00925njm 22002777a 4500&lt;/marc:leader&gt;
&lt;marc:controlfieldtag="001"&gt;5637241&lt;/marc:controlfield&gt;
&lt;marc:controlfieldtag="003"&gt;DLC&lt;/marc:controlfield&gt;
&lt;marc:controlfieldtag="005"&gt;19920826084036.0&lt;/marc:controlfield&gt;
&lt;marc:controlfieldtag="007"&gt;sdubumennmplu&lt;/marc:controlfield&gt;
&lt;marc:controlfieldtag="008"&gt;910926s1957 nyuuun eng&lt;/marc:controlfield&gt;
- &lt;marc:datafieldtag="010"ind1=""ind2=""&gt;
&lt;marc:subfieldcode="a"&gt;91758335&lt;/marc:subfield&gt;

FIGURA 1: Fragmento de um registro MARCXML
FONTE: http://www.loc.gov/standards/marcxml/xml/collection.xml. Acesso em: 23 jun. 2003.

Esse esquema serve como um formato ideal que outros formatos de metadados
podem projetar-se para outros formatos e vice-versa. Por exemplo, pode-se criar
registros MODS a partir de metadados MARC21 e também se pode criar registros
MARC21 a partir de metadados MODS.

No entanto, esses registros convertidos podem não ser espelhos exatos um do
outro, isto que dizer, em outras palavras, que um registro MARC21 pode ser
convertido para MODS, mas um registro MODS pode não ser capaz de ser
convertido de volta para o registro MARC21 original devido as múltiplas tags do
MARC21 que foram transformadas para uma única tag do MODS (NEEDLEMAN,
2005).

Torna-se necessário explicar também que, na conversão de registros MARC (um
padrão mais complexo) para registros Dublin Core (mais simples que o primeiro), por
exemplo, são desconsiderados alguns dados (muitos dos dados contemplados no
formato MARC não o são no Dublin Core), o que pode inviabilizar ou tornar pouco
representativa a conversão de volta (de Dublin Core para MARC), pois esta
conversão resultará em um registro MARC incompleto, ou seja, com menos
elementos de representação.

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Contudo, através da conversão entre MARC21 (2709) e MARCXML, conforme
ilustrado na Figura 2, atividades como a transformação de etiquetas (tags), geração
e conversão para outros formatos de dados e validação de registros MARC, entre
outras, podem ser realizadas.

FIGURA 2: Conversão MARC 21 (2709) de/para MARC 21 (XML)
FONTE: http://www.loc.gov/standards/marcxml/marcxml-architecture.html Acesso em: 23 jun. 2003.

Porém, o esquema MARCXML “pretende ir mais além do que um mero mecanismo
de conversão e assim facilitar” (EÍTO BRUN, 2002, slide 20, grifo nosso):

-

A representação de registros MARC existentes em formato XML;

-

A representação de metadados para facilitar o harvesting do projeto OAI
(Open Archives Initiative);

-

A descrição original de recursos utilizando MARC;

-

A codificação de metadados MARC que podem ser “incluídos” como
parte do conjunto de recursos de informação disponíveis em formato
eletrônico na Web.

O MARCXML, desenvolvido pela LC para a padronização do intercâmbio de dados
estruturados do MARC em XML, é um exemplo recente de adaptação para as novas
tecnologias na história do MARC. Segundo Keith (2004), o desafio para a
‘comunidade dos metadados’ é trazer o valor semântico dos padrões existentes, tal
como o MARC, e implementá-los com as novas tecnologias e ferramentas para
prover esta contínua evolução. Desta forma, estimular o esquema MARCXML como
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um padrão de intercâmbio sólido, permite a comunidade bibliotecária criar uma base
ampla de ferramentas de softwares reutilizáveis (de fontes livres e de baixo custo) e
assim, facilitar o fluxo da informação independentemente do formato.

3.1 MODS

O escritório de desenvolvimento de redes e padrões MARC da Biblioteca do
Congresso Americano desenvolveu também o já citado anteriormente MODS 3 –
Metadata Object Descripton Schema buscando satisfazer necessidades de
comunidades específicas por uma versão XML abreviada do MARC21. Basicamente
o MODS é um esquema de linguagem de marcação extensível (esquema em XML)
para descrever uma entidade bibliográfica da mesma maneira como o MARC21. É
planejado para uma variedade de usos e aplicações como um formato para
transmissão de dados que usa o Z39.50. Atualmente está sendo usado nos
experimentos do Z39.50 International Next Generation (ZING 4 ), na descrição
bibliográfica básica, em aplicações de harvesting da Open Archives Initiative (OAI), e
outras (NEEDLEMAN, 2005).

O MODS foi desenvolvido para complementar outros formatos de metadados e
proporcionar uma alternativa entre um formato de metadados simples, com um
mínimo de campos e pouca ou nenhuma sub-estrutura como o Dublin Core, e um
formato mais detalhado, com muitos elementos de dados e tendo várias
complexidades estruturais tal como o MARC21. O MODS tem um alto nível de
compatibilidade com os registros MARC porque herda a semântica dos elementos
de dados equivalentes no MARC21, ou seja, a maioria dos elementos que estão
definidos em MODS tem equivalentes no formato bibliográfico MARC21, assim, um
elemento em MODS &lt;titleInfo&gt; tem o seu significado detalhado na tag equivalente
no MARC21 ‘245’ (GUENTHER; McCALLUM, 2003; NEEDLEMAN, 2005). Desta
forma, a perda de informação nas transformações (de MARC para MODS) é menor.

Sendo assim, o MODS é mais rico que o Dublin Core e mais compatível com dados
de biblioteca, e também mais simples que o formato MARC completo (ou o
3
4

http://www.loc.gov/standards/mods/
http://www.loc.gov/z3950/agency/zing/srw

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MARCXML completo), ou seja, o MODS permite uma descrição mais rica que o
Dublin Core (DC) contudo não é tão complexo quanto as tags disponíveis no padrão
MARC21 completo, mostrando-se um formato alternativo entre DC e MARC21
(NEEDLEMAN, 2005). Veja parte de um registro MODS:
&lt;?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?&gt;
- &lt;mods xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" version="3.0"
xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance"
xmlns="http://www.loc.gov/mods/v3"
xsi:schemaLocation="http://www.loc.gov/mods/v3
http://www.loc.gov/standards/mods/v3/mods-3-0.xsd"&gt;
- &lt;titleInfo&gt;
&lt;title&gt;Sound and fury :&lt;/title&gt;
&lt;subTitle&gt;the making of the punditocracy /&lt;/subTitle&gt;
&lt;/titleInfo&gt;
- &lt;name type="personal"&gt;
&lt;namePart&gt;Alterman, Eric&lt;/namePart&gt;
- &lt;role&gt;
&lt;roleTerm type="text"&gt;creator&lt;/roleTerm&gt;
&lt;/role&gt;
&lt;/name&gt;
&lt;typeOfResource&gt;text&lt;/typeOfResource&gt;
&lt;genre authority="marc"&gt;bibliography&lt;/genre&gt;
- &lt;originInfo&gt;
- &lt;place&gt;

FIGURA 3: Fragmento de um registro MODS
FONTE: http://www.loc.gov/standards/mods/ . Acesso em: 29 ago. 2005.

3.2 MADS e METS: Metadados Associados
A LC desenvolveu também o Metadata Authority Description Schema (MADS 5 ) um
esquema XML para um conjunto de elementos de autoridade que pode ser usado
para prover metadados sobre agentes (pessoas, organizações), eventos, e termos
(tópicos, geográficos, gêneros, etc.). O MADS foi criado para servir como um
companheiro ao Metadata Object Description Schema (MODS). Como tal, o MADS
tem uma relação com o formato de Autoridade do MARC21, da mesma forma que o
MODS tem com o Bibliográfico MARC21 – ambos levam dados selecionados do
MARC21. O MADS também é expresso usando a linguagem XML. O padrão está
sendo desenvolvido e será mantido pelo escritório de desenvolvimento de redes e
padrões MARC da Biblioteca do Congresso Americano com a contribuição dos
usuários.

5

http://www.loc.gov/standards/mads/

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O Metadata Encoding &amp; Transmission Standard (METS 6 ) é um esquema baseado
em XML que provê os meios para encapsular ou evidenciar a descrição,
administração, estruturação, correção e condução de metadados para recursos
digitais, além de outros dados necessários para a recuperação, preservação e o
fornecimento em recursos digitais. Ou seja, o METS permite que a biblioteca tenha
acesso a metadados técnicos apropriados para lhe permitir atualizar e migrar os
dados, garantindo a durabilidade dos recursos.

O METS apóia o fluxo sem costura de metadados e recursos eletrônicos entre
sistemas em rede. Segundo Guenther e Mccallum (2003, p. 13, tradução nossa), o
“METS: Codificador de metadados e Padrão de Transmissão é um esquema XML
altamente flexível para empacotar os metadados descritivos e vários outros tipos
importantes de metadados, necessários para assegurar o uso e preservação dos
recursos digitais”. Pois sem metadados estruturais, os arquivos com imagens ou
texto que compõem uma obra digital serão de pouca utilidade, e sem metadados
técnicos sobre o processo de digitalização, os pesquisadores poderão ter dúvidas
sobre a exatidão do original que a versão digital oferece (METS - Metadata Encoding
&amp; Transmission Standard, 2003).

Conforme Keith (2004), colocar os metadados MARC em ambiente XML expõe a
informação do MARC21 para um mundo novo de recursos de softwares para as
pessoas. A arquitetura MARCXML, e seus componentes incluindo o MARCXML
Schema, criam uma base e padronizam uma abordagem para os metadados MARC
em XML. As aplicações apresentadas pretendem demonstrar apenas alguns dos
muitos modos possíveis de manipular metadados na forma XML e provocar a
reflexão para usos adicionais da arquitetura MARCXML sobretudo, para a descrição,
preservação e recuperação dos recursos informacionais nos open archives.

4 CONCLUSÃO

A estrutura MARC (Machine Readable Cataloging), consolidada no âmbito da
Ciência da Informação e que tem sido utilizada há décadas, foi grandemente
6

http://www.loc.gov/standards/mets/

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beneficiada pela linguagem de marcação XML, sendo potencializada na forma de
extrair dessa estrutura diversas formas de representação da informação.

O formato MARCXML desenvolvido pela Library of Congress foi identificado nessa
pesquisa como um padrão adequado para a representação descritiva dos recursos
informacionais nos open archives visto que, de acordo com a literatura estudada, o
MARC é uma estrutura de descrição documentária legível por máquina e a XML é
uma linguagem computacional de marcação de dados, portanto, ferramentas
diferentes mas que, no entanto, se complementam no sentido que, o MARC serve
como um recipiente no qual a informação é armazenada, enquanto que a XML
proporciona, com inúmeras vantagens, o transporte desta informação em ambiente
digital.

Sendo assim, com a implantação efetiva do formato MARCXML como uma estrutura
de representação de recursos informacionais da área da Ciência da Informação, as
questões do intercâmbio de dados e da interoperabilidade entre sistemas de
informação, em especial na implantação dos arquivos abertos, ficariam mais
eficientes considerando-se que o MARC, como um padrão de metadados completo e
flexível, garante a qualidade do registro enquanto que a XML garante a
interoperabilidade entre os sistemas de informação heterogêneos, possibilitando,
sobretudo, a otimização dos processos de busca e recuperação da informação.

Acredita-se que com o amadurecimento e consolidação da iniciativa de arquivos
abertos (OAI), algumas de suas exigências passe a ser a utilização não do mínimo
requerido para descrição bibliográfica, mas de uma estrutura descritiva mais
completa na perspectiva da descrição de recursos informacionais como o
MARCXML, por exemplo, ao menos para aquelas instituições que desejam atuar
como provedoras de informações.

Porque a medida que se aumenta a complexidade dos documentos e dos
metadados nos repositórios e open archives, mais justifica-se uma estrutura de
metadados, como a do formato MARCXML, que suporte a descrição das
especificidades dos recursos informacionais, uma vez que esta iniciativa não está e
nem estará se restringindo a documentos científicos, mas se expandindo a outros
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tipos de recursos informacionais cada vez mais complexos e específicos,
demandando também uma descrição apropriada para a especificidade das
entidades bibliográficas.

Ressalta-se ainda que, os formatos e estruturas de metadados, as linguagens de
marcação de dados, as regras de catalogação, os modelos conceituais, os
protocolos, as normas etc; estão, cada vez mais, indissociáveis, ou seja, fazem parte
de uma intrincada relação e não podem mais ser tratados ou estudados separados
uns dos outros (ou ao menos deixarem de ser levados em consideração uns dos
outros), sobretudo nas pesquisas que abordem o tema da representação no campo
da Biblioteconomia e Ciência da Informação. Recomenda-se que na sistematização
de um novo modelo para o ensino da Representação tanto descritiva quanto
temática (Catalogação e Indexação) nos cursos de Biblioteconomia, esta visão
holística seja levada em consideração.

REFERÊNCIAS:

BARRUECO, J. M. ; COLL, I. S. 2003. OAI-PMH: protocolo para la transmisión de
contenidos en Internet. Disponível em: &lt;http://www.uv.es/=barrueco/cardedu.doc&gt; Acesso
em: 27 mar. 2004.
DZIEKANIAK, G. V. Participação do bibliotecário na criação e planejamento de projetos de
softwares: o envolvimento com a tecnologia da informação. Revista Digital de
Biblioteconomia e Ciência da Informação. Campinas, v. 2, n.1, p. 37-56, jul./dez. 2004.
Disponível em:
&lt;http://server01.bc.unicamp.br/revbib/sumario.php?vol=2&amp;num=1&amp;mes=jul./dez.&amp;edit=3&amp;an
o=2004&gt;. Acesso em: 23 set. 2004.
EÍTO BRUN, Ricardo. Tema 5;XML en la descripción de recursos. 2002. 42 slides.
Disponível em:
&lt;http://www.forpas.us.es/aula/xml/doc/09.XML%20en%20la%20descripci%C3%B3n%20de
%20recursos%20MARC.ppt&gt;. Acesso em: 20 nov. 2002.
GUENTHER, Rebecca; McCALLUM, Sally. New metadata standards for
digital resources: MODS and METS. Bulletin of the American Society for Information
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XIV Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU) – 22 a 27 de outubro de 2006 – Salvador - Bahia

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&lt;http://www.loc.gov/standards/mets/METSOverview.v2.html&gt;. Acesso em: 24 maio 2005.
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              <text>O formato MARC tem permitido por décadas a descrição e o intercâmbio de registros bibliográficos e catalográficos às instituições, favorecendo o acesso aos conteúdos informacionais contidos em diversos acervos. No entanto, com o crescimento exponencial de informações e da geração de documentos (sobretudo digitais), têm-se exigido maior flexibilidade e interoperabilidade entre os diversos sistemas informacionais disponíveis. Neste cenário, a linguagem de marcação XML tem como propósito facilitar e otimizar o gerenciamento, armazenamento e transmissão de conteúdos via Internet, atualmente incorporada por diversos setores e áreas do conhecimento por sua facilidade de manuseio e flexibilidade operacional. Diante disso, realizou-se um estudo exploratório de análise teórica, identificando a adequação do formato MARCXML na construção de formas de representação descritiva para recursos informacionais em arquivos abertos, como um padrão de metadados complexo e flexível, que possibilitará a interoperabilidade entre sistemas de informação heterogêneos, além de suas vantagens e flexibilidades na transferência de registros bibliográficos e catalográficos e no acesso às informações. Como resultado desta pesquisa, considera-se que o MARCXML é um formato adequado para descrição de dados numa estrutura complexa. Conclui-se que a medida que aumenta a complexidade dos documentos nos repositórios e open archives, mais se justifica uma estrutura de metadados, como a do formato MARCXML, que suporte a descrição das especificidades dos recursos informacionais, uma vez que esta iniciativa não está e nem estará se restringindo a documentos científicos, mas se expandindo a outros tipos de recursos informacionais cada vez mais complexos e específicos, demandando também uma descrição apropriada para a especificidade das entidades bibliográficas.</text>
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