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                  <text>MEDIAÇÃO DO PROFISSIONAL BIBLIOTECÁRIO NA GESTÃO DE
CONTEÚDOS ONLINE
Dilva Páscoa De Marco Fazzioni
Bacharel em Biblioteconomia, Associação
Catarinense de Medicina - ACM.
e-mail: dilva@acm.org.br

Ursula Blattmann
Dra. Engenharia de Produção, Mestre em
Biblioteconomia, Bacharel em
Biblioteconomia, Universidade Federal de
Santa Catarina - UFSC.
e-mail: ursula@ced.ufsc.br

Mauricio José Lopes Pereima
MD, Doutor em Medicina pela Universidade
Federal de São Paulo - Escola Paulista de
Medicina.
e-mail: mauriciopereima@ccs.ufsc.br

Resumo

A atualização constante dos profissionais da área da saúde possibilita melhor
atuação profissional. Este artigo relata a participação do profissional bibliotecário
na realização do Curso de Especialização Didático-Pedagógica para Profissionais
da Área da Saúde, realizado pelo Departamento de Pediatria da UFSC em
parceria com a Associação Catarinense de Medicina – ACM. Destaca as
atividades que o bibliotecário exerce na organização da informação do curso
desde a elaboração do projeto até a avaliação final; na disponibilização dos
conteúdos digitais na Internet; na interação do bibliotecário com os participantes
(docentes e discentes) do curso e aponta nova fronteira de atuação profissional

1

�no sentido do trabalho interdisciplinar em cursos de especialização. Descreve as
ferramentas utilizadas na comunicação e interação: e-mail, site, apostilas e os
conteúdos disponibilizados on-line. O uso de novas tecnologias da informação e
comunicação torna-se elemento básico para interação do sujeito no ambiente do
processo ensino-aprendizagem. O trabalho do profissional bibliotecário ganha
relevância ainda maior no término do curso, quando os Trabalhos de Conclusão
de Curso são preparados para a Jornada Científica e para publicação em
periódicos que adotam normas de Vancouver e da Associação Brasileiras de
Normas Técnicas (ABNT).

Palavras-chave: Gestão de conteúdos digitais; Bibliotecário – gestão de
conteúdos digitais; Publicações eletrônicas; Mediação – Bibliotecário; Mediação –
Conteúdos

Forma de apresentação: Pôster

EIXO TEMÁTICO: O impacto das tecnologias eletrônicas e sua mediação
- A educação continuada dos profissionais da informação

1 Introdução

A atualização constante dos profissionais possibilita melhor atuação profissional e
a ampliação das competências aumenta as oportunidades de colocação
profissional que está cada vez mais exigente devido a globalização.

Este artigo relata a participação de profissionais bibliotecários na realização na
organização e docência do Curso de Especialização de Formação DidáticoPedagógica para Profissionais da Área da Saúde, realizado em Florianópolis pelo
Departamento de Pediatria da UFSC em parceria com a Associação Catarinense
de Medicina – ACM, tanto na gestão do curso, quanto na docência.

Trata-se de um curso voltado à capacitação de novos docentes para o ensino
superior na área da saúde, ampliando os horizontes profissionais das pessoas
2

�que militam nesta área. A experiência aqui relatada, entretanto, demonstra a
possibilidade de ampliação do escopo da atuação dos profissionais da Ciência da
Informação também na gestão educacional. Com seus conhecimentos, o
bibliotecário pode interagir de forma colaborativa com os especialistas de outras
áreas do conhecimento, além de, ao empreender outros caminhos profissionais,
ampliar sua competências.

2 Revisão da Literatura

A aprendizagem ao longo da vida e a educação profissional permanente são
fatores relevantes para o sucesso profissional. Na área da saúde, por exemplo,
nos anos 60 “dizia-se que após cinco anos sem adquirir novos conhecimentos,
um médico estaria desatualizado, tempo este que já tinha sido de uma geração e
que acredito, seja hoje, anual, se não menor” (KRUEL, 1995, p. 3).

Conforme Grillo (1996, p. 27-28) “a carreira, significa a forma de se estabelecer as
condições necessárias ao desenvolvimento das pessoas durante sua vida na
instituição, possibilitando alcançar os cargos mais elevados da escala hierárquica.
O fortalecimento da carreira depende em grande parte da relação que ela mantém
com os programas de aperfeiçoamento”.

Souza (1980) observa que o antes de integrar a instituição de ensino, o aluno é
integrante da sociedade, onde desenvolverá seu trabalho, sua eficiência, enfim
aplicará o aprendizado. Os professores têm o poder de transformar o
relacionamento com os alunos e fazer surgir um processo ensino-aprendizagem
alicerçado no diálogo, na responsabilidade e realidade cotidiana que envolve os
alunos e ele próprio.

O docente – como “identificador das necessidades do aluno, em estrategista de
aprendizagem, em estimulador das tentativas e aventuras intelectuais, em
avaliador dos resultados e das mudanças” (SOUZA, 2000, p. 197) – ganha um
papel fundamental, tendo em vista que nenhum conhecimento ou habilidade pode
ser inserida no aluno como um artifício mecânico.
3

�A atualização contínua ampliará o leque de competências do profissional. Para
Perrenoud (1998, p. 208), “uma competência é um saber-mobilizar. Trata-se não
de uma técnica ou de mais um saber, mas de uma capacidade de mobilizar um
conjunto de recursos - conhecimentos, know-how, esquemas de avaliação e de
ação, ferramentas, atitudes - a fim de enfrentar com eficácia situações complexas
e inéditas”. Para o autor, não basta enriquecer a gama de recursos do professor
(seu tema de estudo) para que as competências aumentem automaticamente. O
desenvolvimento passa pela integração e pela aplicação sinérgica dos recursos.

2 Gestão de Conteúdos On-Line

A ampliação da oferta de cursos, em todas as áreas, proporciona a possibilidade
de que os profissionais possam atuar também no magistério. De outro lado, a
educação profissional continuada é uma necessidade constante das pessoas que
estão o mercado de trabalho, de forma a manter-se atualizadas em relação aos
conhecimentos, tecnologias e modelos e processos de organização do trabalho.

Foi na perspectiva de atender estas demandas que o Departamento de Pediatria
da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Departamento Científico
da Associação Catarinense de Medicina decidiram propor em meados do ano de
2003 ao Conselho Universitário da UFSC a implantação do Curso de
Especialização Didático-Pedagógica para Profissionais da Área da Saúde, em
nível de Pós-Graduação Lato Sensu.

Aprovado em dezembro daquele ano, o curso foi lançado à comunidade em
fevereiro de 2004 e teve sua primeira turma, com 42 alunos, iniciada em 12 de
março. O curso com carga de 360 horas-aula, encontros quinzenais às sextasfeiras e sábados pela manhã e à tarde. A primeira turma conclui as aulas até o dia
18 de junho de 2005, data em que foi realizada a 1ª Jornada Científica do Curso e
também em que ocorreu a solenidade de formatura.

4

�A segunda turma foi lançada em fevereiro de 2005, e suas aulas iniciaram-se em
11 março do mesmo ano e estendendo-se até o dia 13 de maio de 2006, data em
que igualmente foi realizada a 2ª Jornada Científica e a solenidade de formatura.
Os alunos da segunda turma foram convidados a assistir a 1ª Jornada Científica,
cuja presença foi computada no quadro final de freqüência.

A terceira turma será lançada em agosto de 2006, com a previsão de início das
aulas para setembro de 2006 e de término no final de 2007.

O curso tem o objetivo central de criar oportunidades à Formação Pedagógica a
Profissionais da Área da Saúde que atuam em Hospitais ou Instituições de Ensino
e na Docência do Ensino Superior. Os objetivos específicos são os capacitar
esses profissionais para o processo de ensino-aprendizagem ampliando sua base
teórica, filosófica, política e metodológica para a prática docente; oferecer-lhes
instrumentos teóricos sobre metodologias do processo ensino-aprendizagem,
destacando recursos didáticos pedagógicos e avaliação e reconhecer a
importância da pesquisa no processo ensino-aprendizagem da prática docente.
A bibliotecária coordenadora do Departamento Científico da Associação
Catarinense de Medicina, Dilva Páscoa De Marco Fazzioni, acompanha todo o
processo de realização do curso, da elaboração do projeto ao Conselho
Universitário (renovada a cada edição) à redação do relatório final, contemplando
a organização da documentação dos alunos e emissão dos certificados de
conclusão. As atividades podem ser agrupadas em: tramitação legal da
documentação

e

processos,

lançamento

e

formalização

de

inscrições,

acompanhamento das aulas e relatório final.

A tramitação da documentação se inicia com a apresentação da proposta ao
Conselho Universitário. Depois, o processo interage com outros órgãos, como o
Departamento de Pediatria (que responde como executor), Pró-Reitoria de PósGraduação (PRPG), Departamento de Apoio à Extensão (Daex) e Fundação de
Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (FAPEU), que faz a execução
financeira do projeto.

5

�Aprovado o projeto, o curso é lançado à comunidade, por meio de campanhas
publicitárias, em geral em ações de marketing direto, com a distribuição de
impressos aos potenciais interessados, por meio de mala direta, e afixação de
cartazes em locais de ampla circulação do público-alvo, tais como hospitais,
clínicas, etc. Na seqüência são formalizadas as inscrições.

O acompanhamento das aulas prevê todas as ações de gestão de infra-estrutura
(contratação de salas, auditórios e recursos audiovisuais necessários e coffeebreak). Também é realizada a intermediação com os professores para a
antecipação do conteúdo e sua inclusão na Internet, para que os alunos o
imprimam antecipadamente. No acompanhamento das aulas estão previstos
ainda o suporte no âmbito da informação técnico-científica, tanto para os
docentes na elaboração das aulas como para os alunos na execução dos
trabalhos, notadamente os de conclusão do curso. Na organização da Jornada
Científica, a consultoria se estende também à produção das apresentações dos
alunos, em datashow.

A elaboração do relatório final compreende a preparação e emissão dos
certificados, tabulação de freqüência, conceitos e avaliação de satisfação dos
alunos, além do agrupamento dos documentos exigidos pela Universidade.

O inter-relacionamento ocorre com 11 professores, incluindo os titulares de cada
disciplina e convidados. Também são envolvidos os fornecedores de salas de
aula e auditórios e recursos audiovisuais da própria Associação Catarinense de
Medicina, a Fundação de Amparo à Pesquisa e a Extensão Universitária (FAPEU)
e a Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e de alimentação, além das
pessoas que atuam nos órgãos da UFSC com os quais o curso interage. A
coordenação do Curso é desempenhada pelo professor doutor Maurício José
Lopes Pereima, do Departamento de Pediatria da UFSC. O coordenador
supervisiona todas as atividades relacionadas à execução do curso.

6

�Embora seja totalmente presencial, o curso se vale dos recursos das tecnologias
da informação a distância para dinamizar o andamento. Sem investimentos
expressivos ou criação de sistemas especiais, mas adotando as ferramentas
básicas da Internet, o curso tem o suporte da tecnologia on-line. Um caso prático
de como a tecnologia simplificou os processos ocorreu com a liberação dos textos
didáticos por meio da Internet. No início das aulas da primeira turma, os
professores solicitavam fotocópias do conteúdo didático para serem distribuídos a
todos os alunos, atividade que demandava tempo e recursos financeiros, muitas
vezes desperdiçados visto que alunos ausentes nem sempre aproveitavam o
material. Outra condição perversa eram os atrasos ocasionais dos professores na
liberação dos documentos a serem copiados, que algumas vezes chegavam na
véspera das aulas. Ao colocar os textos na rede, o curso economizou tempo dos
profissionais envolvidos e recursos e cada aluno passou a imprimi o material
usado em aula na medida de suas necessidades, interesse possibilidade de
utilização.

O gráfico 1 apresenta o número de acessos à página do curso no sítio da Internet
da ACM. A referida página tem acesso restrito, por meio de login e senha, aos
professores e alunos do Curso.

Gráfico 1 - Número de acessos à página da Internet com o conteúdo didático
da 2ª turma, entre os meses de agosto de 2005 a maio de 2006
844

580

612

609
453

445
373

ago/05 set/05

347

out/05 nov/05 dez/05 jan/06

382

430

fev/06 mar/06 abr/06 mai/06

Fonte: Departamento de Informática da Associação Catarinense de Medicina

7

�Considerando-se que a turma teve, ao longo do curso, em média 30 alunos, podese concluir que em alguns meses (agosto a outubro de 2005), foi registrada a
média de 20 acessos mensais por aluno. É um número significativo, tendo em
vista que as aulas, presenciais, ocorrem em dois finais de semana de cada mês.
Nos meses de novembro a março, o material estava depositado no ambiente
virtual criado pela professora que ministrava a disciplina em andamento naquele
período. Além disso, em janeiro e fevereiro, ocorreu a interrupção do curso devido
às férias de verão. Em maio, ocorreu o encerramento do curso e os alunos
estavam elaborando suas monografias, o que acarretou o aumento do número de
acessos.

O uso da Internet como elemento de apoio ao curso conta com a colaboração do
Departamento de Informática da ACM, que presta o suporte técnico e operacional
à atividade.

Considerando-se que muitos alunos são de outras cidades e Estados, o uso do email configura-se numa ferramenta essencial para a comunicação com alunos.
Eventual mudança de programação, também no início da primeira turma, exigia a
realização de pelo menos 40 ou 50 ligações telefônicas, inclusive interurbanas.
Mesmo substituindo-se os telefonemas por e-mails não foram registrados casos
de insatisfação entre os participantes do curso.

As ferramentas de comunicação on-line passaram a ser utilizadas também no
envio de trabalhos para professores e, mesmo para a profissional bibliotecária,
que presta consultoria aos alunos na revisão e adequação dos trabalhos às
normas técnicas da ABNT e Vancouver.

Embora as utilizações das ferramentas de comunicação à distância apresentam
vantagens, mas há de considerar algumas dificuldades encontradas. A maior
barreira enfrentada foi a pouca familiaridade de algumas pessoas com as
ferramentas. Não exatamente desconhecimento da tecnologia, mas pouca
freqüência no uso, utilização para fins de lazer ou ainda algumas dificuldades de
8

�operar com transferência de arquivos. Acentua-se, entretanto, que as dificuldades
citadas foram superadas rapidamente mesmo pelas pessoas que inicialmente
apresentavam mais resistência.

A partir do momento em que se estabeleceu o e-mail com ferramenta usual de
comunicação, as mudanças de agenda não foram mais comunicadas por telefone,
e aos poucos outros recursos da Internet eram introduzidos (como a criação do
grupos de discussão).

A Associação Catarinense de Medicina sempre teve, entre suas atividades
finalísticas, o fortalecimento e a disseminação do conhecimento técnico-científico
entre os médicos associados e esta função cabe exatamente ao Departamento
Científico/Biblioteca. Mesmo assim, a execução de um projeto educacional no
âmbito do Departamento constitui-se num grande desafio, dada a sua estrutura
limitada e à cultura focada não exatamente na área educacional, mas à
disseminação do conhecimento científico. Superada a fase inicial de adaptação a
um novo tema (educação) e ao novo trabalho, o andamento do curso permitiu
uma interação maior entre os alunos e professores com o Departamento
Científico/Biblioteca da instituição.

O Departamento Científico/Biblioteca fortaleceu seu papel de mediador entre
alunos e professores e o conteúdo estudado. Há que considerar que os
professores em geral já adotam sistematicamente tais ferramentas em suas
rotinas de trabalho. Esta prática dos professores faz com que os mais diversos
recursos (datashow, TV, vídeo, som) sejam utilizados ao longo do curso.

Do ponto de vista pessoal, a interação com um novo assunto – educação – e o
contato com várias disciplinas ampliou o conhecimento da profissional
bibliotecária envolvida. Além disso, gerou uma nova competência – a da
condução de um programa de pós-graduação – e permitiu o conhecimento das
especificidades de várias áreas do conhecimento abordadas no curso.

9

�Esta interação entre alunos, professores e coordenação promove um agradável e
produtivo ambiente do processo de aprendizagem, onde todos ganham e
apreendem. Como se trata de um curso de pós-graduação focado na área
pedagógica, os professores propuseram-se sempre mais a estimular os alunos a
desenvolver as novas competências, reduzindo sua intervenção como meros
agentes transmissores do conhecimento. Com isso, os alunos ampliaram sua
participação no processo e os encontros deixaram de ser meras aulas no sentido
tradicional e tornaram-se produtivos workshops.

A dinâmica foi mais evidente na preparação das duas edições das jornadas
científicas. A preocupação dos alunos em encerrar o curso com chave-de-ouro
criou um clima de cumplicidade entre eles, professores e coordenação do curso.
Neste caso, com raras exceções, houve a preocupação de formatar tanto as
apresentações em formato digital (com o uso do Power-Point) quanto o trabalho
de conclusão, em formato de artigo científico, seguindo as normas técnicas.
Nestas atividades, a interação com a bibliotecária foi fundamental. A
recomendação da coordenação do curso foi de que os alunos produzissem
materiais de alto nível, seguindo as normas de Vancouver ou da ABNT, e os
submetessem a publicação em periódicos científicos.

A interdisciplinaridade proposta pelo curso abriu o espaço para mais um
profissional bibliotecário, na docência da disciplina Recuperação da Informação
para a Produção do Conhecimento. A ementa da disciplina prevê pesquisa
bibliográfica. Identificação e estudo das fontes de informação; procedimentos e
técnicas de busca, recuperação e utilização das fontes de informação nacionais e
internacionais, tanto impressas quanto eletrônicas, e estudo e aplicação das
normas de documentação. A profissional que ministra a disciplina é a bibliotecária
Magda Chagas Pereira, doutora em Lingüística e Mestre em Ciências da
Informação, da Universidade Federal de Santa Catarina.

Embora os resultados da experiência possam ser observados na descrição acima,
é importante salientar que existem algumas avaliações formais que foram
realizadas nas duas turmas já concluídas do curso. É o caso das dos trabalhos
10

�de conclusão, realizados pelas alunas Rafaela Almeida de Souza e Giseli Biz
Canela, ambas da segunda turma do curso. Elas entrevistaram seus colegas
sobre o andamento de cada disciplina e relatam resultados positivos.

Souza (2006, p. 8) fez uma pesquisa entre seus colegas de curso para analisar a
satisfação deles em relação aos mais diversos aspectos que compõem a
qualidade do curso. “Foi intenção desta pesquisa apresentar os resultados de
uma avaliação do grau de satisfação de um curso de Pós-Graduação feita através
da opinião dos alunos. A mesma foi realizada com no intuito de verificar possíveis
falhas e buscar soluções, sempre voltadas para a melhoria da qualidade do
ensino”.

Sua constatação inicial foi de que havia uma incidência maior (67%) de mulheres
entre os concluintes da segunda turma. “um aspecto evidenciado no século XX,
que vem adquirindo força no século XXI, onde as mulheres estão ganhando
maiores espaços profissionalmente, e para isso é necessário um aprimoramento
da profissão, conseguido a partir de cursos de extensão e pós-graduação”
(Souza, 2006, p. 7). Além disso, constatou a pesquisa, 53% dos entrevistados têm
renda mensal acima de 15 salários mínimos.

A pesquisadora solicitou que os colegas atribuíssem notas de 1 a 5 (totalmente
satisfeito, muito satisfeito, satisfeito, pouco satisfeito e totalmente insatisfeito) para
as diversas questões analisadas. O item Secretaria, supervisionado pela
profissional bibliotecária, obteve o total de 95% das respostas positivas (38%
totalmente satisfeito, 24% muito satisfeito e 33% satisfeito). Os outros 5% foram
de “pouco satisfeito”, sendo que não foi registrado nenhuma reposta em branco
nem ao item “totalmente insatisfeito”. Entre todos os 11 itens avaliados, o
atendimento da secretaria foi o que obteve a maior quantidade de respostas
“totalmente satisfeitos”, exatos 38,09%.

Por fim, a pesquisa realizada por Souza (2006) constatou que o curso cumpriu
com os objetivo central e específicos, especialmente no que tange a capacitar
profissionais da área da saúde para o processo de ensino-aprendizagem
11

�ampliando sua base teórica, filosófica, política e metodológica para a prática
docente, e instrumentalizar profissionais da área da saúde sobre metodologias do
processo ensino-aprendizagem. Isto pode ser observado que 62% dos alunos
pretendem continuar no espaço acadêmico, matriculando-se em outro curso de
pós-graduação. Além disso, 81% dos entrevistados perceberam a aplicabilidade
do curso na sua rotina de trabalho, contemplando o fato de que este curso é
multidisciplinar e 71% concordaram com o valor cobrado nas mensalidades, ou
seja, acharam o preço do curso adequado aos seus conteúdos.

Canela (2006) em sua pesquisa identificou 81,8% dos alunos responderam que
realizaram o curso motivados pela necessidade de aprimoramento profissional,
uma comprovação da importância de dar continuidade à formação profissional ou
pessoal. Entre os benefícios esperados com a conclusão do curso, 42,8% dos
participantes assinalaram adquirir mais conhecimento, seguidos daqueles que
pretendem atuar na área como docentes, 31,4%. A pesquisadora constatou ainda
que 8,57% esperam melhorar a sua empregabilidade, 5,71% acreditam conseguir
promoção na instituição em que trabalham e, na mesma quantidade estão os que
gostariam de participar de concurso público.

3 Conclusões

A educação continuada é de fundamental importância para que o profissional
esteja atualizado frente aos novos conhecimentos e tecnologias intercalados no
seu cotidiano profissional e pessoal principalmente para que possa ampliar suas
competências, habilidades e atitudes e consequentemente ampliando novas
fronteiras de atuação.

Para os profissionais envolvidos na área da saúde e público-alvo do curso, a
educação

continuada

tornou-se

um

requisito

permanente

para

atuar

competentemente. Acompanhar as novidades no campo da saúde requer
participação em curso, eventos e em escrever textos para serem publicados em
periódicos científicos.
12

�A constatação de Kruel (1995) de que os médicos antes precisavam se atualizar a
cada cinco anos e que o prazo caiu para um ano ou menos está relacionado tanto
ao fato de que as descobertas se sucedem instantaneamente quanto aos anseios
dos pacientes, que sabem das novidades por meio do noticiário.

Ao bibliotecário que atua na área da saúde compete acompanhar as mudanças
tecnológicas e de comunicação do conhecimento. Isto significa que poderá
participar diretamente na organização de eventos, de cursos, e na gestão de
publicações digitais on-line (revistas técnico e científicas, gestão de monografias
em bancos de dados de arquivos abertos, na padronização das publicações
utilizando normas da ABNT e Vancouver).

Dos profissionais de outras áreas também se espera a atualização e
aperfeiçoamento constante. Tanto para acompanhar as novas demandas dos
leitores, clientes e usuários de seus serviços, quanto para ampliar suas
competências e habilidades.

Agradecimento

Agradecimento a Hudson Silva, Bacharel em Ciências da Computação, da
Associação Catarinense de Medicina, pela colaboração com os dados estatísticos
referente aos acessos na revista Arquivos Catarinenses de Medicina.

Referências
CANELA, Gizele Biz. Avaliação da satisfação dos discentes do segundo
curso de especialização didático-pedagógica para profissionais da área da
saúde. Trabalho de conclusão do Curso de Especialização Didático-Pedagógica
para Profissionais da Área da Saúde. UFSC. 2006.
GRILLO, Antonio Niccoló. Desenvolvimento de pessoal nas universidades em
busca da qualidade do ensino superior. Florianópolis: Ed. Insular, 1996. v. 2
KRUEL, N. F. Arquivos Catarinenses de Medicina, v. 24 , n.2/3, p.:3, abr./set.,
1995.

13

�PERRENOUD, Philippe. Formação contínua e obrigatoriedade de
competências na profissão de professor. Série Idéias n. 30. São Paulo: FDE,
1998. p. 205-251.
SOUZA, César. Talentos e competitividade. Rio de Janeiro: Qualitymark Ed.,
2000.
SOUZA, Edson Machado de. Crises e desafios no ensino superior do Brasil.
Fortaleza: UFC, 1980.
SOUZA, R. A. de. Análise do grau de satisfação de um curso de pós
graduação, sob a perspectiva do aluno. Trabalho de conclusão do Curso de
Especialização Didático-Pedagógica para Profissionais da Área da Saúde. UFSC.
2006.
THE LIBRARIAN MEDIATION AT ONLINE CONTENTS MANAGEMENT
Abstratc
The constant updating of health area professionals makes possible a better
professional performance. This article refers the librarian participation to organize
the Didactic-Pedagogical Course for health area professionals, carried out by the
UFSC Department of Pediatrics in partnership with the Associação Catarinense de
Medicina – ACM (Catarinense Medical Association). Point some librarian activities
to organize the course information since the project elaboration until the final
evaluation; handle and use digital contents in Internet; interaction with participants
either students or professors and points out new frontiers for librarian professional
performance towards interdisciplinary work in specialization courses. It describes
tools to be used in communication and interaction: e-mail, site, books and on-line
contents to be available. Information and communication technologies has
become a basic for interaction element in the teach-learning environment. The
librarian work has greater relevance in the ending of the course, when the
Conclusion of Course works are prepared for the ‘Scientific Journey’ and for
publication in scientific journals where use Vancouver or Brazilian Technical
Standards Association.

Keywords: Digital contents - Management; Librarian - management of digital
contents; Electronic publications; Mediation - Librarian; Mediation – Contents.

14

�</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>A atualização constante dos profissionais da área da saúde possibilita melhor atuação profissional. Este artigo relata a participação do profissional bibliotecário na realização do Curso de Especialização Didático-Pedagógica para Profissionais da Área da Saúde, realizado pelo Departamento de Pediatria da UFSC em parceria com a Associação Catarinense de Medicina – ACM. Destaca as atividades que o bibliotecário exerce na organização da informação do curso desde a elaboração do projeto até a avaliação final; na disponibilização dos conteúdos digitais na Internet; na interação do bibliotecário com os participantes (docentes e discentes) do curso e aponta nova fronteira de atuação profissional no sentido do trabalho interdisciplinar em cursos de especialização. Descreve as ferramentas utilizadas na comunicação e interação: e-mail, site, apostilas e os conteúdos disponibilizados on-line. O uso de novas tecnologias da informação e comunicação torna-se elemento básico para interação do sujeito no ambiente do processo ensino-aprendizagem. O trabalho do profissional bibliotecário ganha relevância ainda maior no término do curso, quando os Trabalhos de Conclusão de Curso são preparados para a Jornada Científica e para publicação em periódicos que adotam normas de Vancouver e da Associação Brasileiras de Normas Técnicas (ABNT).</text>
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