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gentilmente por:

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I Sc a n
^y st em

��TERCEIRO CONGRESSO 3RÀSILEIR0 DE BIBLIOTEGONOMIH E DOCUMENTAÇÃO

Diversidade de línguas,

obstáculo à informação científica
por

Célia Ribeiro Zaber

Curitiba
1961

�0.

Tema IV - Bibliografia e Documentação - Bibliotecas Especializadas

BIVERSIIiADE DE LÍNGUAS, OBSTiCcULO Â INFORIíAÇlO

CIENTÍFICA

por
Célia Ribeiro Zaher

Sinopse
Diversidade de línguas como barreira inicial à difusão da
literatura científica e técnica. Tradutores para serviços especializadas de tradução. Sistema adotado na Seção de Pesquisas Bibliográficas e Traduções do Instituto Brasileiro de Bibliógrafia e Documentação.

Instituições interessadas na difusão das traduções

e

índices e catálogos especializados para divulgação das mesmas. Sugestão para solução do problema no Brasil,

Digitalizado
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�DIVSLSILASB ::b líijguas. c3St/culo â infopj-iacâo

cibhtífica

1. o problema lingS^ístico
Na tarefa de informar aos cientistas e técnicos,

a diver-

sidade de línguas provoca barreira inicial à difusão da literatura
científica e técnica,

constituindo

problema que deve ser conside-

rado cios riiais importantes.
No século passado,

quando a produção intelectual perten -

cia a uma elite que se sentia capaz de dominar a literatura de sua
especialidade,

as línguas básicas de intercomunicação,

científico e técnico,

eram inglês,

no

casipo

francês e aler.:ao,

Coiã o desenvolvimento das ciências,

em ritmo acelerado, a

literatura especializada passou a ter lugar de destaque no acompanhamento dessa evolução,

em virtude, mesmo,

do crescimento e da ex

pansão ilimitados que tiveram os conhecimentos humanos,
impossibilitar,

ao especialista,

no seu campo, A informaçao,

o controle da literatura

surgindo de varias fontes,

tes línguas e com raio de interesse

mundial

em diferen-

inf.ihitamente maior,

englobar diversas literaturas - como a russa,
liana -,

a ponto de

veio

a

a espanhola e a ita-

que assumiram significação para o mundo científico, No ra£

canismo do processamento da informaçao cientifica e técnica,
ceu nova etapa a vencer: a dificuldade

apar£

do cientista na leitura de

textos em línguas estrangeiras.
Corí o fim de demonstrar os diversos aspectos do problema,
a Unesco elaborou un estudo (1)
ca,

em que reuniu dados,

listas,

sobre tradução técnica e científi-

notas e opiniões expressos por documenta-

ling\histas e outras pessoas diretamente interessadas no as

sunto. r.ealizou,

assim,

uma apreciação geral do estado atual,

for-

necendo cálculos estimativos do núi^ero de cientistas e técnicos e-

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1

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�.2
xistentes em cada país,

idiomas falados,

línguas mais usadas e co-

nhecidas e percentagera de utilização de cada língua
artigos científicos,

todos dados valiosos,

estudo de vários aspectos do problena,

por possibilitarem

um

oferecendo base mais reali^

ta para análise. As estatísticas fornecidas nesse
citadas se

na redaçao de

trabalho e aqui

referem ao ano de 1948,

Os estudiosos sertem, atualmente,

necessidade de conhecer

as línguas que lideram a literatura científica, com o objetivo

de

obter mais fácil acesso à mesma, O mundo contemporâneo está voltado, principalmente, para a literatura russa, devido

ao

progresso manifestado no campo científico soviético,

índice de

o que provo-

ca, consequentemente, maior interesse pela aprendizagem da
correspondente, Na RÚssia,

lingua

a média do conhecimento lingüístico

e

excepcional, en relaçao aos outros países, pois, dos 900 mil cientistas estimados para o ano de 1948,
geira,

entre alemão,

inglês,

todos falam uma língua estran

francês e espanhol,

e mais de 50^ co-

nhecem duas línguas,
O panorama lingüístico nos Estados Unidos,
diverso,

no entanto,

colocando esse país entre os que mais se preocupam

é

com o

problema da informação no que se refere a traduçao de textos científicos estrangeiros,

justamente por apresentar baixa

percentagem

de cientistas poliglotas. Assim, dos 905 mil cientistas estimados,
apenas 18,4^ conhecem outro idioma,
sa, espanhola e

entre as línguas alemã,

france

russa,

já no Brasil,
conhecem francês,

dentre os 73 mil cientistas calculados, 53%

inglês ou alemão. Porém,

a

grande maioria

dos

técnicos da nossa indústria desconhece outras línguas - ou tem delas, apenas conhecimentos rudimentares,

o que impossibilita a lei-

tura de textos tecnológicos na língua original,

tão necessária ao

progresso e aprimoramento de novos processos aplicáveis às indús trias.

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�.3

O interesse en traduzir trabalhos científicos para o português é exclusivo de Portugal e colonias, Brasil e cerca dem te£
ço da população mundial de língua espanhola
tal número conheça o idioiaa português),

(na presunção

de que

perfazendo un total de 150

nil elegíveis leitores de trabalhos de cunho científico ou técnico.
Con base no gráfico apresentado no relatório da Unesco,ad
Eiite-se que 505^ da literatura

científica sãc publicações en lín -

guas desconhecidas pela metade dos cientistas do mundo

e que o i-

dioma de maior difusão e uso entre os estudiosos é o inglês.
Essa análise comprova o grande obstáculo criado pela barreira lingüística,

que, além dos problemas da difusão local,

reduz

à metade o aproveitamento da literatura científica mundial.
O processo de traduçao e lento e oneroso,
SC una solução imediata de assistência, como,

impondo-se

também,

nao

um planeja -

mento para o futuro, tendo en vista a diminuição das proporções de
tal trabalho e

reduzindo-o a um problema de fácil solução,

k nosso ver,

duas medidas contribuiriam para isso:

a) Aumento da capacidade lingfcística de cada indiví duo de nível universitário,

estudioso ou pesquisa-

dor;
b) Estabelecimento de una fórmula ideal - com relação
a autores e editores,na adoção de línguas oficiais
para redaçao de trabalhes científicos - e facilida
des na identificação dos textos - por meio de resu
nos em una língua única,

universalmente adotada,

Essas duas medidas tem sido discutidas sob diversas for mas en inuneras ocasioes,

principalmente no que se refere a segun-

da, sempre objetivo dos esforços de congressos e associações de b^
bliotecononia e de normalização,
tação de publicações,

cm

1

para fixação de regras ã apresen-

com a finalidade de facilitar e padronizar as

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�técnicas docunentárias;
Os lingüistas afirnaid que o aprendizado de línguas deve ria ser orientado en bases nais cienvíficas,

É necessário estudar

línguas na adolescência, cono parte •'os currículos escolares,

nas

se faz nister naior intensificação desses estudes no nível universitário,

por causa do grande aproVditanento surgido na maturidade,

que se caracteriza por capacida^ie e discerninento nais agudos, dan
do à Dente percepção naior e rrcjccínio clarc, En sua maioria,

são

os cientistas autodidatas nesse campo, pois vêem sentido utilitá rio,

e não puranente cultural,

m

aquisição de conhecinentos lin -

gfcísticos,
É inportante a forna&lt;^o de grupos de especialistas possui
dores de vasto vocabulário téarico, que trabalhen cono base de infornação para tradutores de instituições de caráter científico necessitando de serviços de traduçao, Cor.i esse fin,
dos,

deven ser cria -

en organizações cientificas e técnicas, cursos de línguas pa-

ea especialistas,

visando a aparelhá-los con conhecinentos necessá

rios a identificação de textos estrangeiros nas principais línguas
faladas no nundo e fornando grupos hábeis no nanêjc de diversos idionas en núltiplos canpos de especialidade,
O problena da unificação lingüística,
lhos científicos,

na redação de traba

e de difícil solução. De acordo con a estatísti-

ca apresentada pela Unesco,

existe, no nundo científico,

ninância de língua entro os cinco nais usados idionas,
todos os nodos,

um fato en nutação,

alenães cabia, no pasoado,
ca,

pois,-

una predo
nas é, por

enquanto às publicações

o papel de líder da literatura científi^

hoje conpete as aiericanas a nesna liderança no canpo tecnoló-

gico e as russas no 3etor científico» Para aprendizado,
sistir una língua local, nas,

en nível de pesquisa e estudos supe-

riores, as línguas proocninantes são,

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pode per -

fcrçosanente,

as que lideran

�o nundo científico,

tornando-se imprescindível a substituição ofi-

cial de um idiona nacional por línguas estrangeiras nos países pos
suidores de diversos dialetos,

o que acarreta,

no entanto,

vezes, choques ideologicos e políticos, Apesar disto,

nuitas

a nao adoçao

de uma língua estrangeira oficial de estudos pode causar a extin ção de qualquer contacto con a literatura internacional,
gindo o progresso das ciências nun c-eterninadc
os estudiosos de uraa região a se confinarem

país

restrin -

ou obrigando

dentro de suas

pro -

prias realizações,
Essa tendência para a adoção de una língua única no canpo
científico pende en favor do idiona inglês.

Os que o advogam

nac

são seus nativos utilizadores nas sin todos cs que encontran nessa
língua saxonica sinplicidade, clareza gramatical e objetividade que
a torna essencialmente técnica.
Por outro lado, con o desenvolvimento da ciência na 2Ús sia,

é grande o número de adeptos à oficialização

do

inglês e do

russo como línguas para redação de trabalhos científicos,

o que li^

mitaria o estudo lingftístico a apenas dois idiomas estrangeiros es
senciais.
Ha,
mo,

também,

por exemplo,

os que preconizam uma língua construída,

o esperanto,

co-

colocando a questão em terreno neu -

tro.

2, Processamento da tradução
Se o objetivo essencial de um processo documentário é pro
ver a infortiação, a finalidade da tradução e facultar

essa mesma

informação aos que desconhecem a língua em que ela está escrita,
A fim de evitar o risco de traduzir um trabalho desinte ressante para uma clientela em potencial,

torna-se aconselhável,

mesmo necessário, analisar o texto original,

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e

procedendo, assim, a

�una seleção inicial, con o intuito de julgar a inportancia e o in•
teresse do assunte tratado.
Nessa tarefa,
de antenão,

o resuno ten papel destacado,

diante do interessado,

pois coloca,

os dados exigidos para estabele

cer de que valia lhe pode ser o texto e determinar a importância do
original a ser traduzido, A utilidade de resumir é por todos reconhecida e,

nesse sentido,

ten sido árcua a luta dos docuLientalis -

tas, que vcera no resuno una necessidade,
no para o futuro leitor,

nao so para o tradutor co

alén de ser essencial aos processos mecâ-

nicos.
Traduzir,

de língua estrangeira,

un texto técnico requer

conhecimento especializado suficiente para sua compreensão,
*

ben C£

no grande doninic dos dois idiomas, A fidelidade de uma traduçao de
pende,

de fato,

tadas,

o que,

da compreensão total das idéias a serem interpre -

nem senpre,

está ao alcance de um tradutor geral,mes

no provido de dicionário,

porque, nuitas palavras tem significação

própria nas, en conjanto, mudarj de sentido,

A carência de diciona

rios minuciosos é outro notivo de dificuldade para quem traduz con
fiante nesse instrumento de trabalho e se depara con a pobreza des
se material auxiliar,

enquanto o técnico identifica o

terno

pelo

significado na frase.
Mesmo um tradutor com conhecimentos técnicos necessita se
familiarizar com o vocabulário das línguas a serem
fim de prover uniformidade de terminologia,

traduzidas,

essencial a

a

qualquer

trabalho.
Demais,

um bom tradutor deve ter a intuição

esse tipo de serviço,

além de saber que dicionários técnicos exis-

tem sobre o assunto e, ainda,
dos a quem recorrer,

necessária a

conhecer profissionais especializa -

se preciso.

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�Conclui-se, então, que para ura bon tradutor é nais importante conhecer o assunto do que conhecer a língua,
No entanto, A. G. Tíeadett,

baseado na experiencia de che-

fe de serviço de traduções dc National Coal Board,
firria (2) que un tradutor não especializado, porén
dedicado a esse trabalho, conseguirá,
vocabulário técnico, á preciso,
essa afirmativa trabalhando,

inteligente

e

en pouco tenpo, apreender un

entretanto,

apenas,

en Londres, a -

salientar que chegou a

nuia assunto

muito específico

- carvão e correlates - de vocabulário restrito e sempre repetido,
^

A
Nessa experiencia de seis anos,

^
na chefia da Seção de Tra

duçoes do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação, demonstrou que, para temas científicos,

não se

pode

prescindir

de

tradutores especializados,
á certo que,
cultura geral,

de início,

tentamos utilizar tradutores

com

promovendo a revisão da tradução por un especialis-

ta do assunto, mas verificamos que esse processo,

embora seg-uro,

é

muito lento e, atualmente,

estamos tentando um esquema ideal: en -

pregar,

tradutores especializados e conhecedo -

para cada assunto,

res das principais línguas com que lidamos,

ou sejam, alemão e in-

glês,
Nãc temos, ate o momento,
áe de tenpo integral;

servimos, apenas,

o interessado e o tradutor,
traduzir,

uma equipe trabalhando em reg:icomo intermediários

entre

fazendo a distribuição do material

a

de acordo com a língua e com a especialidade,
Ã Seção faz una revisão final,

guardando cópias que cons-

tituem fichario das traduções realizadas, arrumado en ordem alfabe
tica de autor e assunto,

a fim de colocar esse material à disposi-

ção de outras pessoas interessadas e evitar duplicidade de traba lho de nossa parte.

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�.8
Ate hoje, não experimentamos o intercâmbio em base nacional ou internacional, pois, para isso,
prévia, Mas,

consultamos,

sempre,

seria necessária preparação

as fontes que relacionam tradu -

ções já elaboradas por serviços estrangeiros.
Assim,
Readett,

não podemos nos aproveitar

da

experiencia de Mr,

que treina seus tradutores em serviço,

forçando-os a

se

familiarizar com a nomenclatura e a terminologia técnicas do car vão,
Êsse sistema poderia ser adotado por firmas especializa das,

em casos particulares,

to ao tradutor,

onde puver possibilidade de ter,

um especialista no assunto,

vantagem

jun -

que lhe dará

lingragem técnica mais apropriada do que a consulta a dicionários,

3, Difusão das traduções
En todo o nundo,
ca sofrem os mesmos

os serviços de traduçao tecnico-cientif^

problemas,

oriundos da necessidade de servir

melhor no menor tempo possível,
O desconhecimento do que se está fazendo

com

respeito a

tradução de textos científicos e técnicos em outros departamentos
ou instituições especializadas similares,
Exterior,

provoca,

tanto nacionais como do

era conseqüência, duplicação de esforços,

perda

de tempo e prejuízo financeiro. Tal estado de coisas vem despertar
nesse campo, maior interesse pela intensa colaboração em âmbito na
cional e internacional«
As traduções técnicas devem ser difundidas por meio de pu
blicação em revistas especializadas, dando a um grande grupo a van
tagem oferecida apenas a ura grupo reduzido.
As traduções de capa-a-capa,

cada vez mais freqüentes,

revistas estrangeiras sao altamente procuradas,

de

principalmente no

que se refere a material russo, O interesse sempre crescente des -

cm

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�.9
pertaöo pela literatura científica

russa causou a criação de cen -

tros especializados em tradução de raaterial publicado na ÃÚssia e,
até :.:eS£ão,

de serviços comerciais,

Bureau Inc,,

(.3) que traduz,

como,

eri Hew York.o Consultants

entre outros trabalhos,

pa,

para o inglês,

46 periódicos russos,

te,

tabelas de conteúdo dos periódicos traduzidos.

fornecendo,

Instituições corao o Fernaraon Institute,
lucros e coi^ o objetivo de difundir,
inglesa,

de capa-a-cagratuitanen -

sen preocupação de

entre os cientistas de língua

os conhecinentos científicos russos,tornait cada vez nais

fácil a identificação de textos no idioma russo,
A preocupação do raundo ocidental cok referência à literatura científica soviética provocou mudança de orientação em diversos serviços, que passaram a dar ênfase ao tratamento desse mate rial, A Association
(4)

iniciou,

of

em 1951,

Special Libraries and Information Bureaux

o "Corjraonwealth Index of Unpublished Ccien -

tific and Technical Translations",

como resultado de resolução ado

tada pela British Comiaonwealth Scientific Cfficial Conference, que
teve lugar em 1946,

e de recomendação da Itoyal

Information Conference,

Society Scientific

realizada era 1948.

JÊ
^
jlj ur,i catalogo de traduções,

mantido cooperativamente pe-

las agências na Grã-Bretanha, Austrália, Nova Zelândia, Canadá,
dia e /frica do Sul,

e em que o British Cormonwealth Scientific Of

fice atua como órgão centralizador,
rentes países e

recebendo informações dos dife

retransmitintío-as para todos os catálogos das agên

cias cooperantes, liecente conferência sra Londres,

em abril de 1960,

concluiu que maior amplitude deveria ser dada a esse Catálogo,
treitando,

inclusive,

raent of Scientific Industrial lesearch.

cm

1

es-

relações com tradutores individuais.

Outra instituição digna de nota,

da ASLI3,

ín

pelo levantamento que faz,

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como exemplo,

é o Lepart

que complementa o catálogo

junto às firmas

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industriais.

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20

�ao
coligindo o máxino de traduções de íiaterial russo,
ITos Estados Unidos e na Inglaterra,

são diversos os servi^

ços de tradução existentes. As traduções são feitas por organiza ções cot;-erciais, que as venden,
ocasionalraente,

as fazem e de

após o uso Í!nediato,
tais,

Que,

bom grado oferecen-nas gratuitamente

e por agências governaraentais e paragovernamen

%
as expensas do orçaraento federal.
Deve-se ressaltar,

nha,

por companhias industriais,

através do

ainda,

Lralstelle

rev-r,

:

lai:

as traduções elaboradas no país,
tivo, que

o trabalho realizado na Aleraa -

levantattento

de

todas

funcionando como depósito informa

registra 170 mil traduções,

das quais 60% são inéditas,e

contando cor.: uma percentager. de 33% na localização das traduções,

4. Conclusão e sugestões
Baseados no exemplo desses países,
2aais variados serviços,

que,

pela criação dos

demonstrarar.: reconhecer a

um tratamento especial para a barreira linr'èística,

necessidade

devemos enca -

rar a situação do problema no Brasil e tentar solucionar,
nuar,

de

ou ate -

os obstáculos existentes, coordenando nossos esforços isola-

dos para criação de uíii Serviço Central Cooperativo

de

Traduções,

com a finalidade de promover colaboração efetiva entre os serviços
de docuriientação,

bibliotecas especializadas dos 3stados e institui

ções de carater científico,
duções,

permitindo maior cproveitamento das tra

em estreita cooperarão,

para efetuar trabalho mais amplo e

melhor,
O Serviço funcionaria,

inicialmente,

como uma

comissão

constituída por elementos representativos dos diferentes Lstados e
teria cono tarefas inaugurais as seguintes;
a) Fazer,

na forma de sindicância,

Digitalizado
/gentilmente
entil mente por:

^ -."ffí.íírí?.,.

&lt;5-

14

un levantamento re-

15

17

13

19

2

�.11
gional dss instituições científicas que

oferecen

aos pesquisadores serviço de traduções ou que utilizar.!, com freqüência,

o trabalho tíe tradutores;

b) Convocar essas instituições para tonar parte nessa
cadeia de cooperação,

comproiaetendo-se a notificar

quais as traduções elaboradas e a dispor de cópias
em caso de necessidade,
c) Escolher a instituição que abrigaria o Serviço Cen
trai Cooperativo tíe Traduções,
coKo centros de informações,
penhar tal tarefa e dispondo,
teca especializada,
ra traduções,

que

funcionaria

equipado para desei- para isso,de

cora instrumentos de pesquisa pa

índices e bibliografias de tra

publicados por serviços internacionais,

principais revistas traduzidas do russo,
rêsse para ubi ^rupo ir.aior. Processar,
te,

oiblio-

ou sejam: dicionários especializados,

era diversas línguas,
duçÕes,

e

e

de inter-

paralelamen-

um levantamento destinado a estabelecer qual o

material de infornação para tradutores e instituições existente nas

bibliotecas e

centros de cocu

:cientação do Brasil.
d) Publicar ur.i índice das traduções científicas e téc_
nicas,

de tiragein linitada e

restrita,

que eluci -

dasse quais as traduções já elaboradas,

assinalan-

do as instituições possuidoras dos trabalhos cor respondentes,

o que facultaria riaior aproveitarien-

to dos nesrios e evitaria duplicidade en outros se£
viços.
e) jiscutir,
autoral,

cm

1

en bases concretas,

a questão do direito

que tandos impecilhos causa

Digitalizado
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à divulgação

�.12
de traduções,

e

estudar nedidas necessárias

para

obter franquia de publicação de trabalhos traduzidos.
A tarefa não está aciría de nossas possibilidades nem,
pouco,

é onerosa eri demasia, caso não levenos erii conta,

a percentagein de aproveitaraento de tal trabalho, i;as,

tão

de início,

a colabora -

ção total das instituições envolvidas reduziria as despesas ao raínimo e estabeleceria bases para ui: planejamento futuro,

quando o u

so sempre crescente faria sentir sua real necessidade, Tarabém,
podemos continuar ignorando a barreira lingVjistica,
gresso dos estudos de nossos jovens,

não

entrave ao pro

neiti fechar os olhos aos esfor_

ços envidados por outros países para atenuar as proporçoes do probleraa,
Nossa inércia atual só será prejudicial as gerações vin douras, Iieveraos considerar, co"io estíi.iulo,

o interesse demonstrado

pela criação de un centro internacional de traduções, projeto apre^
sentado e debatido,

recentemente,

pelo Prof» Eoblitz na reunião da

•Tiretoria da Federação Internacional de Locuiaentaçãojcosio parte do
seu prograna a longo prazo e que riarcaria as bases de

ur,ia coopera-

ção de âmbito internacional,
Estamos convictos da necessidade de um levantanento

para

iniciar cooperação em base nacional» Compete a este Congresso julgar do valor de tal erapreendiraento e tomar a si
lançar a semente desse trabalho,
to das técnicas documentárias,

a

iniciativa

de

comc vigia alerta do aprinoramen-

a serviço

dos

estudiosos de nosso

país.

cm

1

(1)

ClvGÁlIIZAÇÂC CLilITÍFICÁ, CULTIRÁL E E2UCÁCICNAL DAS IKÇCES UNI
^AS - Scientific and technical translating
and
other aspects of the language problem. Paris, ÍS57, SG2p„

(2)

..cSAI:eTT. A.G, - The training of translators, ASLI3 Proceedinps,
10(6) ;131-146, June 1^:50.

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-^gentilmente por:

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i's

19

20

�.13
;{AISSR, I,P»E, - Translators and translations:
services
and
Sources
IJew York, Special Libraries Association,
1959,

CClJFi-ilüiíCS on technical translation, ASLÍ3 Proceedinps.l2(^) í
:125-173, April 1960.
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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