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��TERCEIRO CONGRESSO BRàSILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA 3 DOCUIffiNTAÇÃO

A catalogaçao dos autores brasileiros e portugueses
por
Maria Antonietta Requião Piedade

Oa\ OGI.âC^/)

à.
\l • ^ -f

Curitiba
1961

cm

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�TEMA

A

CATALOGAÇÃO

DOS

I

-

PROCESSOS TÉCNICOS

AUTORES

BRASILEIROS

E

PORTUGUÊSES

por
Maria Antonietta Requiao Piedade

SINOPSE
Relação dos estudos brasileiros sobre catalogação, especialmeri'
te referentes aos nomes brasileiros e portugueses, acompanhada
de comentários. Apresentação dos vários pontos de vista e
gras enunciadas e em uso para a catalogação dos mesmos

re-

nomes.

Sugestões de consoYidaçao das regras de catalogação para autores brasileiros e portugueses. Conclusão sugerindo a criação ,
pelo Congresso, de uma Comissão Brasileira de Catalogação, com
a finalidade de redigir as regras definitivas, a serem,automaticamente, adotadas e apresentadas como norma brasileira à Con
ferenda Internacional sobre Princípios de Catalogação (Paris,
outubro, 1961),

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�INTRODUÇÃO
Ha cerca de quinze anos a forma da entrada dos nomes dos
autores brasileiros e portugueses preocupa e tumultua o nosso

meio

biblioteconômico. Ha alguns anos surgiu o interesse internacional em
resolver o assunto.
A Assembleia do Bibliotecários das .Américas, realizada ern
Washington,

em 19^7, estudou o assimto, e,

criando a Comissão Latino

Americana de Catalogação, pensou obter soluçoes.
O Codigo da American Library Association, na sua segunda
edição, de 19^1-9, dedica-lhe ujíi paragrafo (r. 38), recomendando proce
dimento semelhante àquele em pratica na Biblioteca Nacional.
Em 195^ a TOJESCO fez um acordo com a Comissão Nacional de
Bibliografia do Instituto Brasileiro de Educação Ciência e Cultura e
a bibliotecária Irene de Menezes.Doria foi encarregada de promover cs
entendimentos necessários à solução do impasse.
A Comissão de Organização da Conferência Interijacional
sobre Princípios de Catalogação, promovida pela Federação Interna cional de Associações de Bibliotecários (IFLA), sob o patrocínio da
UNESCO, a reunir-se era Paris,
par-se cora o assunto.

em outubro de 1961, voltou a preocu -

Os bibliotecários brasileiros e suas associa-

ções de classe vêm sendo instados a trabalharem por um acordo nacio
nal que solucione o assunto.
1. PRECEDENTES HISTÓRICO- •^I^LT^'iriFICOS
1.1. são bem mais antigas do que originalmente possa se
pensar, pois datam de 1918, as primeiras sugestões sobre cataloga ção dos nomes brasileiros e devemo-las a Cícero de Brito Galvão,

o-

ficial da Biblioteca Nacional (Repertorios. Boi, bibl. Bca Nac..Rio
de Janeiro, l(2);29-32, rbr./jun. 1918).
1.2. Em 193^ o funcionário da Biblioteca Municipal

do

Rio de Janeiro, Jorge Duarte Ribeiro, publicou um trabalho aprese^trndo um_projeto de decreto estabelecendo 51 regras necessárias
catalogação das bibliotecas (Regras bibliográficas;
ficacão,

1934.
1.3*

à

ensaio de codi-

29 p.).

Poucos anos mais tarde, em 19^11,

como resultado da

modernização do estudo de biblioteconomia no.estado de São Paulo,vie
rara a luz, sob a responsabilidade da Associação Paulista de Bibliotecários, as Regras gerais de catalogação e redação de fichas
Paulo, 1941.

(São

20 p.).
1»L\.» No mesmo ano o Departamento Administrativo do Ser-

viço Publico nomeou uma Comissão Incumbida de Elaborar o Codigo Bra

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sileiro de Catalogação de Bibliotecas, integrada pelos bibliotecários
da Biblioteca Nacional Emanuel Gaudie Ley, Maria da Penha .Afonseca

e

Vera Barbosa de Oliveira e Dela representante do DASP, Nilza Lins

de

Almeida.
Os membros da Comissão, em ofício ao Presidente do

DASP,

afirmaram que "depois de exame minucioso dos codigos mais conhecidos,
tais como A.L«A. Catalog rules^ Norme per il catalogo degli stamnati
(Biblioteca Apostolica Vaticana), The Prussian Instructions e
for a dictionarv catalog (Charles A. Cutter),

Ruies

a atual Comissão do Co

digo Brasileiro de Catalogação achou conveniente redigir um código
baseado nos dois primeiros. A Comissão, entretanto, deseja conservar
a liberdade de discordar destes códigos sempre que julgar conveniente."
Em 19hh foram publicadas,

sob a forma mimeografada,

as

"Normas para organização de um catalogo dicionário do livros e periódicos que,

infelizmente, não teve a aceitação e a repercução que

o

trabalho merece.
1.5« Nos anos de 19h7 e 19^8 apareceram dois importantes
trabalhos da professora e bibliotecária paulista Maria Luiza Monteiro da Cunha (Manual de catalogação para a Biblioteca Publica Municipal de são Paulo. New York, 19^7.
problema de catalogação.

P«

e Nomes brasileiros,

São Paulo, 19^8.

um

l6 p.).

1.6, Em 19^9 era publicada, por iniciativa de Lidia Sambaqui,

a edição brasileira das Normas para catalogação de impressos,

da Biblioteca Vaticana (São Paulo, Progresso,
gra 38a,

1949), acrescida da re

sobre catalogação de nomes brasileiros, de autoria do pro -

fessor Otávio Calazans Rodrigues.
1«7. Durante a administração de Josué Montelo na Biblioteca Nacional foi constituída uma comissão interna para estudar a unificação da catalogação nos vários departam_entos da Instituição.Para essa Comissão o professor Calazans Rodrigues preparou um documento,

ainda inédito,

em que expõe sua opinião sobre a entrada dos

no-

mes brasileiros e protuguêses, defendendo a forma composta.
1»8, Antonio Caetano Dias, diretor dos Cursos da Biblioteca Nacional,
pai

em artigo publicado no Boletim da Biblioteca Munici -

de são Paulo, defende a entrada pela forma composta do sobreno-

me e a regra 38A do Codigo do Vaticano (Oproblema da catalogação dos
nomes portugueses e brasileiros. Boi, bibl. Bca Mun.. São Paulo, 20;
47-53, 1952).
1«9.

Tivemos a oportunidade de divulgar dois artigos,so-

bre catalogação das obras dos autores brasileiros,

em que discutimos

a form.a do nome (Grafia dos nomes brasileiro? e portugueses. Bibli_2~
tecas e bibliotecários. Rio de Janeiro, l(9)sl-4, nov. I95/4.)

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e apro-

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�3
ncntamos a pratica da Biblioteca Nacional (Nomes brasileiros e portu-.
gneses; regras de catalogação da Biblioteca Nacional. Bibliotecas
Bibliotecários., Rio de Janeiro, 1(6) sl-Ii,

o

ago 195^)*

Convém lembrar aqui que a Bibliografia Brasileira,

do Ins

tituto Nacional do Livro, bem como o Boletim Bibliográfico Brasileiro,
seguem de porto as regras grlotadas pela Biblioteca Nacional.
1.10. O 12 Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, reü nido em Recife,

em 195^, apreciou um informe apresentado por Edson

Nery da Fonseca e Myriam Gusmão de Martins sobre os Processos Técnicos nas bibliotecas do"país,

onde são assinalados os problemas refe-

rentes à catalogação, e encareceu a necessidade do contarmos com

um

codigo brasileiro de catalogação.
1.11. Dando cumprimento a recomendação do Congresso
Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (I.B.B.D.)

o
convo

cou para novembro do mesmo ano a Com.issão do Estudos de Catalogação,
composta de l6 bibliotecários, representando 7 estados da FederaçãoPernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro (Guanabara),

São Pau

Io, Paraná e Rio Grande do Sul. j^pos tres dias do dobates apresentou
5/|. resoluções, divulgadas . em forma mimoografada , pelo I.B.B.D.
lucões adotadas; catalogação simplificada

(Reso-

jRio do Janeiro, 195^1).

1.11.1. A mesma Comissão designou uma Sub-Comissão,

com

o fito de preparar um ante-projeto de Codigo Brasileiro de Catalogação, composta de bibliotecários do Rio e do São Paulo.
1.11.1.1. O grupo do Rio do Janeiro, integrado por
Pamplona,

Emy

Irene Doria, Edson Nery da Fonseca e a autora do presente

documento,

apresentou ao I.B.B.D.

o resultado do seu trabalho, divul

gado por esta instituição, sob a forma raimeografada
tudos do Catalogaçao.

(Comissão de Es-

Codigo brasileiro do catalogacao^ antopro.ioto

preparado pela Sub-Comissão de Redação).
1.12« Irene de Menezes Doria encarregou-se, como membro
da Sub-Comissão, do relatar o problema dos nomes brasileiros.

Este

relatorio não foi divulgadojporem no seu trabalho Processos técnicos
da compilação bibliográfica (Rio do Janeiro, Ministério das Relações
Exteriores, Seção de Publicações, 1955)? às paginas 12-17,

aparecem

expostas as opiniões da professora.
l«"'!. De Recife nos chegaram, om 1959,

as Normas para a

catalopno.^-.r; rips bibliotecas da Universidade de Rocifo,

em 26 paginas

mimoografadas,
l.li-U No mesmo ano o Serviço de Intercâmbio de Catalogação divulgou um documento mimeografado contendo sugestco- às bibliotecas cooperantes, procurando uniformizar a pratica catalografiea
brasileira,

esclarecendo pontos,obscuros o omissos do Codigo do Va -

ticano e advogando a simplificação das notas bibliograficr.s.

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1.15» Tivemos oportunidado do enviar ao 2ß Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, reunido em Salvador, Bahia,

em 1959, um

trabalho intitulado Sugestões para acréscimos o modificações necessa.•'i'S ao Codigo do Vaticano a fim de o adaptar as exigoncias das biblio
t'-cas brasileiras.
1.16, No princípio do corrente ano (I96O)

o conhecido es-

critor patricin Gilberto Freyro fez publicar ura suelto advogando
respeito a grafia original no nome das pessoas (Ã

o

proposito da grafia

do nomos de pessoas. Diário de Pernambuco. Recife, 21 fev. 1960íI|.).
1.17« Recebemos do professor português Zeferino Ferreira
Paulo,

em forma mimeografada, um documento intitulado Catalogação de

impressos;

pro.ieto português, em que estão discutidos os problemas de

descrição do livro, forma da entrada de autor e cabeçalhos de assunto.

2. PROBLEMAS CATALOGRÍFICOS DOS NOMES BRASILEIROS
PORTUGUÊSES

E

E SOLUÇÕES AVENTADAS

2.1. GRAFIA
2.1.1. Havendo Portugal e Brasil adotado a ortografia simplificada este ato refletiu-se na grafia dos nomes proprios que, como
estabelece o acordo ortográfico de 19^3, nos seus artigos 39 e 1|0, "es
tão sujeitos às mesmas regras estabelecidas para os nomes comuns",

a-

crescentando "para salvaguardar direitos individuais, quem o quiser man
tera om sua assinatura a forma consuetudinaria".
Os bibliotecários brasileiros dividem-se em dois grupos-:
aqueles que preferem a grafia simplificada para os nomes proprios

e

os Partidarios da conservação da grafia usada pelo autor.
2.1.2. Em nosso artigo Grafia dos nomes brasileiros a^^vogamos a simplificação dos nomes proprios convencidas da impraticabl lidade da conservação de duas

formas num mesmo catalogo e guiadas pe

Ia pratica literaria e livresca do país.
Esta solução vçra de ser adotada na Biblioteca Nacional,
apos termos deixado a direção da Seção de Catalogação, exigida pela
conveniência dos leitores.
O Instituto Nacional do livro prefere a grafia simplificada para a Bibliografia Brasileira.
Na ocasião da publicação do referido trabalho contamos
com opinião favoravel dos escritores Eugênio Gomes, então Diretor da
Biblioteca Nacional,

e Afrânio Coutinho.

Algumas bibliotecas paulistas,

entre elas a Bibli-^teca Mu-

nicipal de São Paulo, a segunda biblioteca em tamanho
do país,

adotam a grafia simplificada e a professora Maria Luísa. Mon-

teiro, no seu trabalho sobre nomos brasileiros,

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. e importância

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citado no paragrafo

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�1#5») recomenda esta pratica, também aconselhada pelo projeto português (§ 1,17).
_

^

A Comissão de Estudos do Catalogação (§1,11)

na resolução I1.6,

estabeleceu,

a adoção da grafia simplificada.

Considerando a modernização da grafia um imperativo nacio
nal, que influenciara a própria,eficiência do catalogo, reconhecemos,
no entretanto, que a sua imposição no âmbito internacional traria dificuldades intransponíveis aos bibliotecários estrangeiros. Assim sen
do não consideramos dev© constar das regras de catalogação internado
nais.
2,2, FORMA DO NOME
Duas,são as correntes sobre a forma do nome a ser empregada na catalogação,
2,2,1.

Os bibliotecários paulistas o a Biblioteca Muni -

cipal de São Paulo adotam o recomendam nos seus trabalhos (§ l-,3j e
1»5)

o adoção do nom.o completo dos autores, mesmo quando não os usam

ao assinar suas obras, Como exemplo lembraremos que o reitor Pedro
Calmon, da Universidade do Brasil,

sera registrado como Pedro Calmon

Munlz de Aragão Bittencourt.
2.2.2« Todas as demais alas bibliotecárias,

inclusive a

Biblioteca Nacional, ficam fieis aos codigos da ALA e Vaticano,

omi-

tem os pronomes o sobrenomes que os autores não usam e mandam "dar
preferencia a forma coraumente adotada pelo autor"

(Vaticano regras

58, 3PAb, lj.8),
2,3c AUTORES QUE N.S0 USAM SOBRENOMES
2.3.1, É tão comum, entre os autores nacionais, assinar
so com os pronomes que já em 193'í-l- Duarte Ribeiro (§ 1,2)

apresentava,

solução para o fato, preferindo a entrada pelo primeiro prenome, Ex.:
Sálvio Júlio.
2.3.2, Os paulistas, apoiados pela prática da .Biblioteca
Municipal, partidários invariáveis da entrada obrigatória polo nome
completo,

escolheriam por entrada; Lins, Silvio JÚlio de Alguquerque,
2.3.3, As Normas para organização de um catálogo dicioná-

rio (regra 37)

ofereceram uma terceira solução, que formulada.por Ca-

lazans Rodrigues,

se converteu nr, regra 38A,

alínea c, da edição bra-

sileira do Codigo do Vaticano, que assim rosa;
"Quando os autores hpbitualm.ente assinam seus trabalhos
somente com prenom.es compostos, dove~se escolher o se gundo como entrada principal". Ex.; JÚlio,

SÍlvio.

Esta e a solução da Biblioteca Nacional e a que conta
com maiores adeptos no nosso melo blblioteconomlco,

tendo sido per-

filhada pela Comissão de Estudos de Catalogação, na resolução 30 (§1.11)
' I" " I" " I" " I" " I" " I Digitalizado
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�í
I 2,3*4» Profetizando,

^
^
acreditamos que sera aceita a ter-

ceira formula, na uniform.izaçao.
e_

'~~j

I 2.U, SOBRENOMES COMPOSTOS
Inicialmente devemos dizer que ha duas acepções
do que

soja sobrenome composto.
2.1|..l.l. Sobrenome composto e aquele formado de mais de

uma palavra. Ex.s LÍdia do Queiroz Sambaqui (Sambaqui e sobrenome do
marido).
Z.Iiel.E. Sobrenomes compostos são aqueles que são nomes
do família compostos de duas ou mais palavras,

aqueles que ja

pas-

sam de pai a filho compostos. Ex.i Virgílio de Melo Franco, Afonso
Arinos de Melo Franco (da importante família mineira Melo Franco). .
O ultimo sentido o, realm.ente, aquole^que representa,na
concepção corrente,

o sobrenome composto, e, representando a opini-

ão da professora LÍdia Sambaqui, vem sendo seguida pelo Serviço de
Intercâmbio de Catalogação (S.I.C.).
Apreciando e apoiando esta definição reconhecemos, no
entretanto, não ter tido ela grande aceitação entre os biblioteca rios, devido a dificuldade de conhecimento da origem dos nomes dos

,

autores. Preferem anrovar a primeira acepção, que ê aquela encontrada nos codigos tradicionais.
2.Í4..2. As opiniões sobre a forma da entrada estão divididas em dois campos; partidarios da forma composta,

entrada pelo pri-

meiro sobrenome seguido dos demais, e adeptos da entrada pelo ulti mc sobrenome.
2.ij-.2el. O Codigo do Vaticano (regra i.l.0 e 38Aa),
catalog rules, nas edições de I90P e 19^4-1 (regras 25 e 35)

o ALA

adeptos

da fi^rma composta são os preferidos pela corrente liderada pelos professores Calazans e Antonio Caetano Dias,

dos Cursos da Biblioteca

Nacional»
2./4.2.2, O Serviço de Intercâmbio de Catalogação, apli cando o pensamento de LÍdia Sambaqui e liderado por Haidea Martins,
prefere entrar pela forma composta, quando esta e nome de família
composto (§ 2.1^.1.2), decidindo-se pelo ultimo sobrenome, quando isto não acontece ou quando não é possível obter informação.
Acompanha esta corrente a profes'-ora Lais da Boa Morte.
Observam.os que em. mais de 50^ dos casos as entradas
escolhidas por este grupo coincidem com aquelas preconizadas polo
grupo seguinte.
2,/j.,2.3. A escolha da ultima palavra do nome para entrada da catalogação já era recomendada por Cícero de Brito Galvão,
1918, quando afirmou "a meu ver, a mais sensata e a

Irograj

em

do últi-

mo nome".

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e "o ultlno nome e a mais facll de retor na memoria, não deixa duvidas quanto ao modo de proceder do catalogador e e a mais uniforme".
Os adeptos do ultimo sobrenome subdividem-se em dois gru
pos s
2.l4.2#3»l» A Biblioteca Municipal de São Paulo e o grupo
paulista, liderados por Maria Luísa Monteiro e A''elfa Figueiredo, es
colhem a ultima palavra do nome completo do autor. Ex.: Bittencourt,
Pedro Calmon Muniz de Aragão.
2.3*2.3»2. O Grupo liderado pela Biblioteca Nacional,
que nos filiamos, apoiado pelas Normas brasileiras ja citadas

a

(§ l.Il-),

prefere a entrada pelo ultimo nome da assinatura constante nas obras.
Ex.; Calmon, Pedro.
Z»h*3* A aceitação do último nome por todas as correntes,
fórmula para a qual sente-se maior tendência, tornar-se-ia possivel e
^
f
«&lt;•«
\
fácil se conseguíssemos formular, de modo preciso, exceções a regra
geral.
2,5. EXCEÇÕES \ ENTRAD/i PELO ÚLTIMO SOBRENOME
2.5.1. SOBRENOMES MAIS CO^JHECIDOS PELA FORMA COMPOSTA
2.5»1.1. Os códigos da ALA e Vaticano pixj^Tor -"no caso era
que a própria pessoa,

ou o costume de seu país, tenha dado preferên-

cia a alguma outra parte do nome,

esta será adotada como

lavra de

ordem principal".
Os bibliotecários brasileiros sempre temeram, a liberdade
de escolha que a entrada nos termos acima propicia e procuram incessantemente meio de formular uma regra que,

cobrindo a maioria dos ca-

sos, oriente o catalogador.
2.5.1.2. Irene DÓria sugeriu a Comissão de Estudos de Catalogação (195^)

que "quando o autor não usa prenomes, assinando suas

obras só com sobrenomes,

a entrada |seja|

feita pela primeira parte

do sobrenome". Êsta opinião, aceita com restrições, converteu-se na
resolução 51, da mesma Comissão.
2.5.2. SOBRENOMES FIRMANDO EXPRESSAO
É pratica da Biblioteca Nacional,

alicerçada nos autores

Normas para organização de um catalogo dicionário,

catalogar pe-

la forma composta os sobrenomes constituídos de duas ou mais palavras,
formando uma eiípressão. Ex.; Castelo Branco, Camilo; Espírito Santo,
Humberto.
Todos os partidarios do últimn sobrenome,

e mesmo o gru-

po que deseja a entrada pelo snbrenom.e com.posto, escolhem esta forma
de entrada, que, geralmente, representa a forma mais conhecida»

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2.5.3. SOBRENOMES LI G.ADOS COM TRAÇO DE UNiIO
O traço de união, raro nos sobrenomes portugueses e brasileiros, e sempre respeitado e a entrada feita pela primeira parte.
2.6. "FILHO", "NETO", "JUNIOR", "SOBRINHO" NOS NOMES
É comum encontrar as palavras "Filho", "Neto",

etc.

como

parte integrante dos nonos pessoais brasileiros e portugueses.
Três soluções estão em uso:
2.6.1, Suprimir as referidas palavras da entrada de autor,
como fazem os códigos Vaticano e ALA, acrescentando-as, apos os prenomes,

somente na falta das datas, quando necessário à identificação. Ex.;

Couto, Miguel, 19

-

2.6.2, Acrescentar sempre as ditas palavras apos os pronomes e antes das datas. Ex.: Couto, Miguel, filho, 19
Mnria Luísa Monteiro (§ 1.5)
Ex.; Couto, Miguel (filho),

inclue-as entre parêntesis.

v

O SIC adota esta forma porém sem. o parêntesis. Ex.; Sousa,
João, jr.
2.6.5. As Normas brasileiras

(§ 1.4), o projeto português

(§ 1.17)5 Irene DÓria e a pratica da Biblioteca Nacional aconselham
conservar as citadas Dalavras após o sobrenome, Ex.: Couto Filho, Miguel,
2.6.Í4., Ha alguns casos em que as designações "Filho", "Junior", etc.

são sobrenomes verdadeiros e como tais tratados na catalo-

gação. Ex.: Netto, Violeta Coelho (entrada pelo ultim.o sobrenome)

e

Coelho Netto, Violeta (entrada pela fnrm.a composta do sobrenom.e).
2.7. PRENOMES COMO SOBRENOMES
Ha casos na literatura brasileira em que nomes completos,
constituídos de pronomes e sobrenomespassam a servir de sobrenom.e,
constituindo sobrenomes com.postos, Ex,; Miguel-Pereira,, Lucia«
Acrcditam.os que este foi o pensamento do professor Calazans
ao redigir a alínea d, da regra 38A, porem,

infelizmente, como está re-

digida traz confusões e somos forçadas a aconselhar seu esquecim.ento.
Necessitamos,

certamente, de uma regra permitindo a entra-

da pela primeira parte destes sobrenomes porém com redação mais precisa.
2.8. MULHERES CASADAS
Os nomes das m.ulheres casadas brasileiras e portuguesas
não apresentam problemas especiais, não previstos pelos grandes códigos, é, no entretanto, desaconselhàvel incluir o sobrenome de solteira entre parêntesis, pois que é parte integrante dos seus nom.es.
A prática dos serviços de catalogação brasileiros é tratar
os nomes das senhoras casadas segundo as mesmas regras estabelecidas

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^a^Sy'stem
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para os demais noraes.
3. NOVA PROPOSTA DE REGRAS DE CATALOGAÇ.ÍO PARA OS
NOfíES PORTUGUêSES E, BRASILEIROS
3.1»

Sera usada a grafia moderna oficial para os autores

brasileiros e partuguêses e, excepcionalmente,

sera conservada a gra-

fia original para os nomes notoriamente de origem estrangeira. Ex.:
Adolfo Konder
Hélio Viana
Viana Moog

jAssinatura; Adolpho Konder]

jAssinatura: Hélio Viarma 1
[Assinaturas Vianna Moogl

Tristao de Ataíde

|Assinatura: Thristão de Athaydej

Aquiles Bevilaqua

1 Assinaturas.Achilles Bevilaqua]

Oto Maria Carpeaux

jAssinatura: Otto Maria Carpeauxj

3.2. A catalogação sera feita pelo ultim.o sobrenome seguido, apos a virgula, dos prenomes, acrescentando-se a data de nascimento e morte,

caso esta haja ocorrido, resolvadas as exceções contidas

nas regras seguintes. Ex.:
Macedo, Joaquim Manuel de
Morais, Vinicius de
Almeida, Julia Lopes de
3.2.1. As preposições e conj^onções são posi^-stas. Ex.;
Santos, João dos
Andrade, Mario de
Rego, Jose Lins do
3.2.2.

Os prefixos e atributos invariaveis que precedera os

sobrenomes são antepostos. Ex.;
São Tiago, Paulo
3.3* Quando o autor não usa todos os prenomes ou omite
certos sobrenomes sera dada preferência à forma adotada pelo autor.

O

nome completo devera.constar no fim da ficha, apcs a pista e ser objeto de remis siva. Ex.;
Bilac, Olavo
[Nome completo; Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac1
Barbosa, Rui
jWome completo; Rui Barbosa de Oliveira]
'^
^
Sera adotado o m.esDO critério quando,
à sua vontade,

por razão superior

o autor aparecer com o nome completo em certas publica-

ções (geralmente documentos oficiais),

porem for conhecido por parte

do nome. Ex.;
Kubitschek, Juscolino
|Nome completo:Juscelino Kubitschek de Oliveira!
3*k-

Os autores que habitualmente não usam os nomes de ba-

tismo nas suas obras deverão ser catalogados com os prenomes completos,
depois de devidamente pesquisados, perm.itindo-se a entrada pela primei' I" " I" " I" " I" " I" " I Digitalizado
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]_4
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17
13
19
20

�10
ra parte dos sobrenomes,

encontrados nas folhas-do-rosto. Ex.;

Eça de Queiroz, Jose Maria
Guerra Junqueira, /ibílio Manuel
Oliveira Lima, Manuel de
Machado de Assis, Joaquim Maria
3.5. Quando os autores habitualmente assinam seus trabalhos
somente com prenomes compostos a catalogação sera feita pelo segundo,
seguido, apos a vírgula, do prineiro, Ex.:
Mariane, Olegario
iNome completo; Olegario Mariane Carneiro da Cunha 1
Herculano, /ilexandre
llTome completo; .Alexandre Herculano de Carvalho Araújo|
3.6, Os sobrenomes ligados por traço de união serão catalogados pela primeira parte. Ex.:
Duque-Estrada, Rodiigo
3,7« Os sobrenomes constituídos de duas ou mais palavras
formando expressão serão catalogados pela primeira parte, Ex.:
Castelo Branco, Camilo
Espírito Santo, Humberto
3.8,

Os prenomes, que unidos aos seus sobrenomes, passaram

a constituir sobrenomes compostos,

transmitidos de pai a filho,

serão

catalogados pela primeira parte dos sobrenom.os. Ex.:
Miguel Pereira, Lucia
1Filha de Miguel Pereira!
3»9* As palavras "neto", "junior", "filho", "sobrinho" figurarão, na entrada,

em seguida ao ultimo sobreni^me e terão valor na

ordenação alfabética. Ex.;
Couto Filho, , Miguel
Sera feita remissiva da entrada sem inclusão das palavras
em apreço, Ex,;
Couto, Miguel, 19
ver'
Couto Filho, Miguel, 19
3.10. A forma da entrada, dos nomes das senhoras brasileiras
e portuguesas estará sujeita às regras anteriores, respeitando-se o estabelecido nos códigos da American Library Association e Vaticano, no
que se refere ès mudanças de nome. Ex.;
Queirós, Dina Silveira de
1 Sobrenome de solteira; Silveira]
lSobrenom.e de casada; Queirós |

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CONCLUSÃO
Apresentamos na terceirr. parte uma série de regras que
rej)resentam, a nosso ver, a pratica, aceita pela maioria das correntes.
Procuramos mostrar que o assunto ja está suficientemente
estudado e,

com boa vontade, cedendo cada qual um pouco, convictos da

necessidade de acordo,

ja e possivel a solução.

Esperamos que o Congresso,

diante do exposto,

RESOLVA :

Criar a Comissão Brasileira de Catalogação,

composta de

dois especialistas em. catalogação de cada estado, designados pelas
respectivas associações de classe, representando as diferentes correntes de pensamento, incumbidos de discutir e redigir as regras necessárias à catalogação dos nomes brasileiros e portugueses, que passarão automaticamente a constituir norma nacional e,

como tal,

serão

levadas à Conferência sobre Princípios de Catalogação, a se reunir
em Paris, no proximo mês de outubro.

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