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                  <text>O acesso livre a informação científica através da Biblioteca Digital da
Unicamp: mudanças de paradigmas, processos e valores na produção
científica.
Luiz Atilio Vicentini

Bibliotecário
Coordenador do Sistema de Bibliotecas da Unicamp
vicentin@unicamp.br
Regina Ap. Blanco Vicentini

Bibliotecária
Coordenadora do Programa de Acesso a Informação Eletrônica – PAIe
rblanco@unicamp.br
Gilmar Vicente

Bibliotecário
Diretor de TI do Sistema de Bibliotecas da Unicamp
gil@unicamp.br

Resumo
Discute-se o rumo das bibliotecas digitais em seu estágio atual e as
perspectivas de futuro, quais as mudanças ocorridas na Universidade com a
implantação desse novo instrumento de difusão do conhecimento, além de
apresentar as mudanças estruturais no processo de tramitação das teses e
objetos digitais para homologação e publicação.

Apresenta uma nova

perspectiva de controle sobre o acesso às dissertações e teses publicadas na
Biblioteca Digital da Unicamp, no momento em que vivemos um período de
transformações tecnológicas, culturais e sócio-econômicas, avaliando como
essas transformações influenciarão nas Bibliotecas Universitárias.

Outro

aspecto abordado será o desenvolvimento de aplicativos utilizando a tecnologia
de software livre, demonstrando a facilidade, autonomia e integração com que
este tipo de tecnologia oferece ao seu desenvolvedor e gestor.
Palavras Chaves: Biblioteca Digital, Gestão do Conhecimento, Software Livre;
Arquivos Abertos, Disseminação Seletiva da Informação

1

�1- Introdução

Uma nova Biblioteca coloca-se no atual estágio de desenvolvimento
tecnológico, a Biblioteca Digital não deve mais se preocupar somente com o
desenvolvimento de sua coleção local visando satisfazer as necessidades dos
usuários presenciais, os bibliotecários devem estar atentos a uma nova
realidade na biblioteca, que terá no futuro um enorme acervo digital, com essa
mudança, será necessário, conhecer os reais interesses dos usuários,
principalmente o usuário não presencial. Vicentini (2006).

Devemos pensar na Biblioteca Digital do futuro, com uma estrutura mais
personalizada e funcional.

Personalizada no sentido de conhecer o seu

usuário, o que foi mais acessado, de onde é o usuário e, criar mecanismos de
interatividade com este usuário, por exemplo: criando um canal de
comunicação informando os novos documentos publicados na Biblioteca Digital
sobre o assunto por ele pesquisado anteriormente. Funcional no sentido de
que a sua infra-estrutura contemple os requisitos de hardware, software e
arquitetura da informação, para permitir maior flexibilidade para mudanças e
adaptações exigidas a nível institucional e de usabilidade.

Conforme define Ferreira (2006)
O design de interfaces de bibliotecas digitais sofrerá as
influências e impactos da evolução de conceitos e
abordagens, tais como a computação ubíqua, a mobilidade,
a acessibilidade e as estratégias de integração, e haverá
também o amadurecimento dos usuários na busca e uso
da informação digital.

Para o desenvolvimento de uma biblioteca digital, deve existir a
preocupação com aspectos relacionados à qualidade, consistência e
credibilidade do conteúdo disponibilizado e certificação dos dados através da

2

�criação de vínculos automáticos para coleta de dados com bancos referenciais
que já possuam as informações sobre os documentos registrados.

Potencializar o uso da produção científica publicada nas bibliotecas
digitais surge como referência no mundo virtual/digital. Desenvolver atividades
voltadas para a difusão do conhecimento e colaborar no desenvolvimento sócio
cultural dos indivíduos através do acesso ao conteúdo em texto completo,
surge como atribuição principal de uma Biblioteca Digital.

A nível local a Biblioteca Digital da Unicamp, passa hoje por um novo
desafio, agregar aos seus serviços valores que realmente possam favorecer a
qualificação da informação científica, nesse sentido a própria Unicamp tem
enfrentado e aceito muito bem as mudanças para publicações das teses em
texto completo na Biblioteca Digital da Unicamp.

2 - A biblioteca Digital da Unicamp – breve registro histórico
A Biblioteca Digital da Unicamp começou a ser delineada em fins de
2001. A universidade já contava com projetos isolados, resultado de esforços
das bibliotecas dos Institutos de Física, Química e da Faculdade de Educação,
já estavam dispondo suas teses e dissertações em texto completo na Internet.
A partir dessas iniciativas a coordenação do Sistema de Bibliotecas da
Unicamp - SBU, responsável pela gestão da política biblioteconômica da
universidade, optou por buscar uma tecnologia que permitisse reunir toda a
produção acadêmica em texto completo num único espaço virtual – criando a
Biblioteca Digital da UNICAMP.

O projeto implantado no primeiro semestre de 2002, com a sua
inauguração oficial ocorrida em agosto de 2003, está sendo implementado em
etapas. A primeira etapa tratou das questões políticas e da definição dos
procedimentos para inclusão das teses e dissertações na Biblioteca Digital.
Foram realizadas ações junto às áreas de pós-graduação, de maneira a
estabelecer a forma de encaminhamento das teses e dissertações, nas suas

3

�versões impressa e eletrônica. Outra ação importante, foi o resgate de arquivos
em meio eletrônico, das teses e dissertações já defendidas, e que se
encontravam em poder das Unidades de Ensino e Pesquisa da Universidade.
Na data da inauguração da Biblioteca Digital em agosto de 2003, seu acervo já
contabilizava 1500 teses e dissertações, com 195.000 páginas digitais.

Outro aspecto importante do Projeto é a adoção da tecnologia de
software livre e arquivos abertos, acompanhando a tendência da comunidade
científica na criação de repositórios de conhecimento acessíveis a qualquer
cidadão do mundo, através de mecanismos de divulgação que sejam
dinâmicos, flexíveis e com custos baixos, que levem em conta a realidade
econômica e social do país.
Uma nova etapa se inicia, através das mudanças que estão em
andamento quanto a novas formalizações junto as Coordenadorias de Pósgraduação da Universidade, visando otimizar a publicação das teses
defendidas no ano, com apoio da Pró-Reitoria de Pós Graduação que não tem
medido esforços no sentido de esclarecer, normatizar e facilitar a publicação
das teses na Biblioteca Digital.
3 - Biblioteca Digital da Unicamp e a sua Usabilidade
O processo de construção de uma Biblioteca Digital se torna amplo e
complexo, sendo necessário um conhecimento da estrutura de sua instituição e
a forma como os documentos são gerados e tramitam pela instituição. Por
outro lado deve sempre ser levado em conta o desenvolvimento tecnológico,
sendo necessário possuir em seus quadros de funcionários, técnicos de
informática devidamente conhecedores de tecnologias para o desenvolvimento
adequado das ferramentas de gerenciamento e acesso aos documentos
publicados em formato digital.

O acesso livre, navegabilidade, interface amigável, possibilidade de
cópia de documentos sem custo, independente se existe ou não um controle de
downloads aos documentos digitais, não inviabiliza o usuário na busca pelo

4

�conhecimento registrado nos documentos digitais, todas estas facilidades
atendem um dos grandes requisitos da Internet, a Usabilidade. Talvez uma
das grandes restrições atuais é o tipo de conexão que o usuário a distância
possui em sua estação de trabalho, um usuário ao acessar a internet através
de uma conexão de baixa velocidade com certeza terá dificuldades em fazer
um download de um documento digital, diferente do usuário que utiliza uma
conexão de alta velocidade.
A Biblioteca Digital da Unicamp, atingiu em 2006 um patamar até então
inigualável de flexibilidade para prover o conhecimento gerado na Universidade
através do acesso as dissertações e teses publicadas, os numeros expressivos
demonstram isso, conforme segue:

Total de teses publicadas (28/07): 8.715
Downloads nas teses: mais de 1 milhão
Downloads dia/média: 2.000
Visitas dia/média: 10.000
Visitas mês: 300.000
Usuários cadastrados e autorizados para downloads das teses:
183.932

Obs: no mês de julho foram publicadas 724 teses, o maior número de
teses publicadas desde o início da Biblioteca Digital em um mês. Outro dado,
em 21 dias no mês de julho tivemos um crescimento de 11% na quantidade de
usuários cadastrados para fazer downloads nas teses, com 18.334 novos
usuários.

4 - A valorazição da produção científica através da Biblioteca Digital da
Unicamp

Conforme dados das Pró-Reitorias de Pós Graduação e de Pesquisa, a
Unicamp é hoje a universidade que detém 11% da produção científica nacional.

5

�Muitas das pesquisas realizadas na Unviersidade estão registradas em
suas mais de 24 mil teses já defendidas.

Recentemente

tivemos

a

publicação

da

Portaria

da

CAPES

regulamentando a publicação das teses em formato digital para os bolsistas
que receberem suas bolsas de pesquisa.

A portaria da CAPES (2006):

Institui a divulgação digital das teses e dissertações
produzidas pelos programas de doutorado e mestrado
reconhecidos.

Art.1 Para fins do acompanhamento e avaliação destinados
à renovação periódica do reconhecimento, os programas
de mestrado e doutorado deverão instalar e manter, até 31
de dezembro de 2006, arquivos digitais, acessíveis ao
público por meio da Internet, para divulgação das
dissertações e teses de final de curso.

§ 1 os programas de pós-graduação exigirão dos pósgraduandos, a entrega de teses e dissertações em formato
eletrônico, simultânea a apresentação em papel, para
atender ao disposto deste artigo.

Ainda nesta portaria a Instituição que disponibilizar suas teses em
formato digital com acesso livre deverá ter créditos nos programas de pós
graduação conforme o volume e a qualidade das teses publicadas em formato
digital.

Por outro lado temos acompanhado o crescente interesse da
comunidade da Universidade, tanto de seus pesquisadores que estão
desenvolvendo algum projeto de pesquisa, como de seus orientadores, das

6

�unidade de ensino e pesquisa em querer publicar as dissertações e teses na
Biblioteca Digital da Unicamp.

O crescimento de interesse para publicar as teses em formato digital,
tem refletido no trabalho da Biblioteca na Unicamp, com a implantação de
novos procedimentos, tais como a digitalização em larga escala da coleção
retrospectiva, novas etapas na catalogação, novos investimentos em
infraestrutura de TI para poder atender as novas demandas e finalmente no
aumento de técnicos, bibliotecários, estagiários e estudantes envolvidos na
Biblioteca Digital.
Nesse sentido é que estamos com um novo projeto, iniciado no final de
2004, com vistas a melhorar a divulgação das teses publicadas na Biblioteca
Digital da Unicamp, visando facilitar o acesso a informação procurada e por
outro lado proporcionar maior visibilidade ao conhecimento registrado nas
dissertações e teses.
5 - Novas regulamentações na Unicamp para a publicação da tese digital
Desde o início do Projeto da Biblioteca Digital da Unicamp, uma das
grandes questões foi sobre os Direitos Autorais, ou seja, quem tem o direito
sobre a tese, o autor ou a Universidade.

Para a Unicamp, o autor tem o direito autoral da tese, sendo obrigatório
o depósito da tese na Universidade.

Diante dessa questão, foi recuperado primeiramente um documento de
1977 onde o autor autorizava a elaboração de cópia da sua tese, diz o
documento:

CCPG/Of. 076/1977
[...] cópia do formulário “Autorização para que a Unicamp
possa fornecer, a preço de custo, cópias das teses a
interessados”. O aluno deverá submeter este formulário

7

�preenchido, em duas vias, ao SERCA/PG, juntas aos
exemplares de Dissertação ou Tese, uma delas para ser
enviada à Biblioteca Central desta Universidade e a outra
para ser juntada ao processo do aluno.
O formulário apresentava as seguintes opções:
Opção 1:
Autorizo a Universidade Estadual de Campinas a partir
desta data, a fornecer, a preço de custo, cópias de minha
Dissertação ou Tese a interessados.
Opção 2:
Autorizo a Universidade Estadual de Campinas a partir
desta data, a fornecer, a partir de 2 anos após esta data, a
preço de custo, cópias de minha Dissertação ou Tese a
interessados.

Opção 3:
Solicito que a Universidade Estadual de Campinas me
consulte, dois anos após esta data, quanto a minha
autorização para o fornecimento de cópias de minha
Dissertação ou Tese, a preço de custo, a interessados.

Diante da necessidade de regulamentar a publicação das teses em
formato digital, em 2002 foi feita uma consulta a Procuradoria Jurídica da
Universidade, com base no documento de 1977, solicitando parecer sobre a
possibilidade de disponibilizar na Internet teses produzidas na Unicamp, cuja
divulgação foi permitida pelos respectivos autores por meio de autorização para
fornecimento de cópias.
O parecer da Procuradoria Jurídica sobre o assunto diz:
[...] O modelo de autorização para fornecimento de cópias
anexado à consulta foi elaborado em época em que a

8

�Internet não existia, sendo os meios utilizados, então, para
divulgação a impressão e a cópia reprográfica.
Ao permitir o fornecimento de cópias da tese, o autor
autorizou a divulgação da mesma pelo meio existente à
época. Nada impede que a divulguemos, agora, pelos
meios que a tecnologia oferece, pois que a autorização
permanece[...]
Diante desse parecer foi possível iniciar um processo de digitalização
das teses do acervo restrospectivo que não possuiam restrições, sem a
necessidade de consulta prévia ao autor.

Como forma de regulamentar a publicação das novas teses na Biblioteca
Digital da Unicamp, foi elaborado um novo formulário de autorização,
devidamente aprovado pela Comissão Central de Pós-Graduação da
Universidade, o formulário apresenta 3 opções ao autor da tese:
Opçã 1:
Autorizo

a

Universidade

Estadual

de

Campinas

–

UNICAMP, a reproduzir e/ou disponibilizar na rede mundial
de computadores – Internet e permitir a reprodução por
meio eletrônico da OBRA a partir desta data, até que
manifestação

em

sentido

contrário de minha parte

determine a cessação desta autorização.
Opção 2:
Autorizo a partir de 2 anos após esta data, a Universidade
Estadual de Campinas – UNICAMP, a reproduzir e/ou
disponibilizar na rede mundial de computadores – Internet e
permitir a reprodução por meio eletrônico da OBRA a partir
desta data, até que manifestação em sentido contrário de
minha parte determine a cessação desta autorização.

9

�Opção 3:
Consulte-me, dois anos após esta data quanto à minha
Autorização a Universidade Estadual de Campinas –
UNICAMP, a reproduzir e/ou disponibilizar na rede mundial
de computadores – Internet e permitir a reprodução por
meio eletrônico da OBRA a partir desta data, até que
manifestação

em

sentido

contrário

de

minha

parte

determine a cessação desta autorização.

O cenário hoje é outro, a Biblioteca Digital da Unicamp se consolidou
perante a sua comunidade, o que se observa, é o interesse crescente da
comunidade na publicação das dissertações e teses em formato digital.

Como forma de incentivar a publicação das dissertações e teses a
Comissão Central de Pós-Graduação tem tomado medidas regulamentadores
desde o ano de 2005, tais como:
Informação CCPG-006-2005
[...]

duas

ações

se

fazem

necessárias:

agilizar

a

digitalização das teses antigas, atuar no sentido de que as
teses e dissertações que estão sendo defendidas sejam
imediatamente incorporadas, para não criar um novo
passivo.

Atuando de imediato, nesse último ponto, a

PRPG determina que seja encaminhada conjuntamente
com a solicitação de homologação de tese ou dissertação,
uma cópia eletrônica da tese ou uma declaração da
Biblioteca (Central ou Setorial), de que essa versão
eletrônica foi entregue ao Sistema de Bibliotecas ou que foi
inserida no sistema.
Novas instruções e normativas foram aprovadas pela Comissão Central
de Pós Graduação em 2006, e deverão entrar em vigor a partir do segundo
semestre, essas novas instruções visam agilizar a publicação das teses e

10

�principalmente fazer com que a dissertação ou tese seja publicada na
Biblioteca Digital da Unicamp.

A primeira instrução estabelece regras para a publicação das teses e
dissertações em texto completo na Biblioteca Digital da Unicamp, quanto ao
formato dos arquivos eletrônicos, padrão da fonte (tipo de letra), estrutura da
dissertação ou tese com a indicação dos principais itens.

Esta nova determinação obrigou a elaboração de um novo manual de
Normalização de Dissertações e Teses visando orientar o pesquisador. O
manual foi preparado por uma uma equipe do Sistema de Bibliotecas da
Unicamp, e teve aprovação da Comissão Central de Pós-Graduação.
Como último documento, este talvez seja mais uma normativa que
caracteriza o pensamento da Universidade sobre a publicação das teses na
Biblioteca Digital, trata-se de um novo formulário de autorização que reduziu o
tempo de restrição para publicação.
O novo termo de autorização apresenta duas opções:
Opção 1:
AUTORIZO a Universidade Estadual de Campinas –
UNICAMP, a reproduzir, disponibilizar na rede mundial de
computadores – Internet – e permitir a reprodução por meio
eletrônico, da OBRA, a partir da data da homologação.
Opção 2:
AUTORIZO, a partir de uma ano após a data de
homologação,

a Universidade Estadual de Campinas –

UNICAMP, a reproduzir, disponibilizar na rede mundial de
computadores – Internet – e permitir a reprodução por meio
eletrônico, da OBRA, a partir da data da homologação.
Com esta nova determinação diminui o tempo de restrição, que antes
poderia chegar a até 4 anos, passa a ser agora de apenas um ano. Com

11

�certeza esta nova regulamentação em muito vai ajudar no aumento das teses
publicadas na Biblioteca Digital da Unicamp.

6 - Novas facilidades da Biblioteca Digital da Unicamp

No aspecto tecnológico está sendo realizado um trabalhado de
inovações no software que gerencia a Biblioteca Digital, o NOU-RAU, visando
atribuir novas facilidades não só na estrutura funcional do software, como
também, facilidades para a comunidade que acessa os documentos digitais
publicados.
Dentre as novas facilidades em implantação estão:

Através de uma estrutura de publicação de arquivos em diversos
formatos, está sendo desenvolvido no software NOU-RAU um novo aplicativo
que tende a uma “estrutura de Cluster”,
A enciclopédia Wikipedia (2006) tem a seguinte definição para Cluster:
Um cluster, ou aglomerado de computadores, é formado
por um conjunto de computadores, que utiliza-se de um
tipo especial de sistema operacional classificado como
sistema distribuído. É construído muitas vezes a partir de
computadores convencionais (desktops), sendo que estes
vários computadores são ligados em rede e comunicam-se
através do sistema de forma que trabalham como se fosse
uma única máquina de grande porte.
Este novo aplicativo possiblitará atrelar a um único registro diversos
formatos de documentos e mídias. Uma tese da área de artes que possua
vídeos como anexo passará a ter em um único repositório todas as fontes que
compõem o documento tese, independente do formato.

12

�Interativadade com o usuário 1: a partir dos dados dos usuários
cadastrados e habilitados para fazerem downloads nas teses, criar um sistema
de informação, que informe ao usuário quando uma nova tese do assunto por
ele pesquisado anteriormente foi publicada na biblioteca digital.
Interatividade com o usuário 2: fornecer ao usuário quando solicitado por
ele, dados do autor da tese consultada, de forma automática, para que ele
possa fazer o contato com este autor.
Interatividade com as áreas de ensino e pesquisa 1: estruturar relatórios
on-line que possibilite a emissão de dados automático das teses de cada
unidade com indicadores de downloades e visitas realizadas nas teses.

Interatividade com as áreas de ensino e pesquisa 2: estruturar relatórios
on-line que possibilite a emissão automática dos dados das teses de cada
unidade informando de onde vieram os acessos, país, instituições, etc, nesse
tipo de relatório será preservado os dados completos dos usuários
cadastrados.
7 - Conclusões
Tornar a Biblioteca Digital mais personalizada e interativa e, menos
estática, é o novo desafio que se coloca ao projeto da Unicamp.

A criação de uma biblioteca digital deve atender as características como
bem define Cunha (1999)
“o conceito biblioteca digital aparenta algo revolucionário,
mas, na verdade, ele é resultado de um processo gradual e
evolutivo. A introdução de processos digitais nos diversos
serviços comumente existentes numa biblioteca já está
provocando impactos, com reflexos positivos e negativos,
nas funções e serviços de uma biblioteca. Não existe uma
estratégia única a ser empregada na implementação de
uma biblioteca digital. As estratégias, tal como as

13

�bibliotecas nascem num determinado tempo e, obviamente,
sofrem influências da cultura e das situações econômicos financeiras”.

Um fator importante para a concretização do Projeto da Biblioteca Digital
da Unicamp, refere-se a parceria existente entre as diversas áreas da
Universidade, muitas vezes com trabalhos sem grandes divulgações, mas que
atendem a crescente demanda imposta a Biblioteca Digital.

Dentro desse panorama, entendemos que, a Biblioteca Digital da
Unicamp, hoje o maior conteúdo de teses digitais do país, ainda tem muito a
oferecer aos seus usuários, centrado de que o seu principal produto é o
conhecimento gerado na Universidade, e na necessidade de que este produto
chegue ao poder de muitas pessoas, não somente aquela que se dispõe a vir
até a Unicamp e fazer as suas pesquisas no acervo impresso. Essa facilidade
a tecnologia tem nos oferecido, a Internet mudou os hábitos de estudiosos e
pesquisadores permitindo o acesso universal ao conhecimento.

Referências Bibliográficas

CUNHA, M. Desafios na construção de uma biblioteca digital.

Ciência da

Informação, Brasília, v. 28, n. 3, p. 255-266, set./dez. 1999.
Enciclopéida Wikipedia. Disponível em: &lt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Cluster&gt;.
Acesso em 30 jul. 2006.
FERREIRA, S. M. F.; SOUTO, P. C. N. A interface do usuário e as bibliotecas
digitais. In: MARCONDES, Carlos Henrique (Org.). et al. Bibliotecas digitais:
saberes e práticas. Salvador: EDUFBA; Brasília: Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia, 2006. p.185-204.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Comissão Central de PósGraduação.

Parecer

PG3325/2002.

Disponível

em:

&lt;http://www.unicamp.br/bc/bibdig/pg3325.htm&gt;. Acesso em 29 jul. 2006.

14

�UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Sistema de Bibliotecas.
Instruções aos autores para publicação de teses na Biblioteca Digital.
Disponível em: &lt;http://www.unicamp.br/bc/bibdig/instrucoes.htm&gt;. Acesso em
29 jul. 2006.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Sistema de Bibliotecas. Termo
de autorização para publicação de teses na Biblioteca Digital. Disponível
em: &lt;http://www.prpg.unicamp.br/TermodeAutorizacao.pdf&gt;. Acesso em 29 jul.
2006.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Comissão Central de PósGraduação.

Informação

CCPG

001-2002.

Disponível

em:

&lt;http://www.unicamp.br/bc/bibdig/ccpg001-02.htm&gt;. Acesso em 29 jul. 2006.
VICENTINI, L. A gestão em bibliotecas digitais. In: MARCONDES, Carlos
Henrique (Org.). et al. Bibliotecas digitais: saberes e práticas. Salvador:
EDUFBA; Brasília: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia,
2006. p.239-257.

15

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>O acesso livre a informação científica através da Biblioteca Digital da Unicamp: mudanças de paradigmas, processos e valores na produção científica.</text>
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          <name>Coverage</name>
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              <text>Salvador (Bahia)</text>
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              <text>Discute-se o rumo das bibliotecas digitais em seu estágio atual e as perspectivas de futuro, quais as mudanças ocorridas na Universidade com a implantação desse novo instrumento de difusão do conhecimento, além de apresentar as mudanças estruturais no processo de tramitação das teses e objetos digitais para homologação e publicação. Apresenta uma nova perspectiva de controle sobre o acesso às dissertações e teses publicadas na Biblioteca Digital da Unicamp, no momento em que vivemos um período de transformações tecnológicas, culturais e sócio-econômicas, avaliando como essas transformações influenciarão nas Bibliotecas Universitárias. Outro aspecto abordado será o desenvolvimento de aplicativos utilizando a tecnologia de software livre, demonstrando a facilidade, autonomia e integração com que este tipo de tecnologia oferece ao seu desenvolvedor e gestor.</text>
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