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O BIBLIOTECÁRIO MODERNO E A EDUCAÇÃO CONTINUADA

Anjos, Cláudia Regina dos - Especialista em: Docência do Ensino Superior.
Especialista em: Informação Científica e Tecnológica em Saúde. Graduada em:
Bacharel em Biblioteconomia e Documentação. Bibliotecária do Instituto de
Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de
Janeiro – cranjos@ig.com.br
Calixto, Ana Paula da Cruz - Especialista em: Gestão Estratégica. Graduada em:
Bacharel em Biblioteconomia e Documentação. Bibliotecária do Instituto Militar de
Engenharia - aninhacalixto@ig.com.br
Pereira, Marlena Hermenegilda – Especialista em: Gestão da Informação e
Inteligência Competitiva. Graduada em: Bacharel em Biblioteconomia e
Documentação. Bibliotecária do Instituto de Pesquisa da Capacitação Física do
Exercito – lenahp@hotmail.com
Rubim, Clara Lima e Silva - Especialista em: Gestão Estratégica. Graduada em:
Bacharel em Biblioteconomia e Documentação. Bibliotecária da Faculdade
Bezerra de Araújo - csrubim@yahoo.com.br
Santana, Rita de Cássia Oliveira – Especialista em: Gestão da Informação e
Inteligência Competitiva. Graduada em: Bacharel em Biblioteconomia e
Documentação. Bibliotecária da Academia Militar das Agulhas Negras –
ritaoliveira@bol.com.br

RESUMO
O trabalho trata sobre a mudança de perfil que a era da informação exerceu sobre vários
profissionais e isso não foi diferente com a biblioteconomia. O bibliotecário, anteriormente recluso
às bibliotecas da Antigüidade isolados da realidade, hoje com as inovações tecnológicas, deixa a
reclusão e passa a interagir com outras unidades de informação. A evolução da biblioteca fez com
que o bibliotecário moderno desenvolvesse novas habilidades interpessoais e principalmente
gerenciais. Nesse sentido, a educação continuada exerce um papel muito importante, sendo no
mundo do trabalho exigência prioritária de um novo mercado global passando a ser um dos
requisitos de uma sociedade em permanente mudança. Com o advento das novas tecnologias de
informação, esse profissional passou a ser mais que um bibliotecário convencional, passou a ser
um “gerente informacional” que exerce também o papel de um agente educador auxiliando
professores e outros profissionais nos ensinamentos de como, onde, quando e porque buscar a
informação, reafirmando que sua atuação é de extrema importância na atualidade.

Palavras-chave: Bibliotecário; Educação Continuada; Inovações Tecnológicas

�2

1 INTRODUÇÃO
A era informacional, juntamente com os avanços tecnológicos, vem
atuando gradativamente na mudança do perfil de vários profissionais e isso não
foi diferente com o bibliotecário.

É nesse contexto que este artigo focaliza o processo de transformação e
aperfeiçoamento dos bibliotecários. A primeira parte caracteriza as bibliotecas,
mostra, brevemente, suas origens e sua evolução ao longo da história e o seu
importante papel no suporte à pesquisa dentro das universidades. A segunda
parte descreve a transformação do bibliotecário brasileiro no decorrer do século
XX até os dias atuais. Durante esse período, este profissional assume vários
papéis, como: humanista, tecnicista, agente cultural, educador e gerente
informacional. A terceira parte discorre sobre a educação continuada que é uma
ferramenta primordial em busca da qualificação profissional.

Assim, a tríade “biblioteca”, “bibliotecário” e “educação continuada” com
auxílio da tecnologia vem proporcionar para a sociedade um serviço de qualidade.

2 BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

As universidades surgiram na Europa, ainda no período medieval, entre os
séculos XI e XII, vinculadas a organizações religiosas que as controlavam
rigidamente. Com o passar do tempo, foram conquistando sua autonomia. No
século XVII, ocorre a fundação das primeiras universidades nas Américas, em
regiões de colônias inglesas, francesas e espanholas que, após a independência,
se convertem nos Estados Unidos, Canadá, México e Peru. No Brasil a primeira
universidade surge tardiamente na segunda década do século 20, no Paraná. As
universidades, em todo o mundo, estimularam o desenvolvimento intelectual e
passaram a ser o principal espaço de formação de lideranças sociais, religiosas e
civis. (MANCE, 2005).

�3

Russo (2005) descreve em síntese os vários estágios pelos quais o
conceito de universidade passou:
[...] Na época medieval, caracterizou-se pelo espírito de unidade cultural
e de vida comunitária entre mestres e discípulos, sendo a educação
privilégio de poucos – principalmente do clero, em função de sua posição
dominante na sociedade. No Renascimento, surgiu uma Instituição
independente, desvinculada da comunidade, que foi denominada de
universidade liberal, voltada para si mesma, a qual influenciada pelo
espírito do mercantilismo, faz surgir no cenário profissional especialistas
voltados para o atendimento das necessidades de uma sociedade onde
os costumes se distanciavam dos padrões estabelecidos pela Igreja.
Finalmente, a Universidade contemporânea se revela fundamentalmente
social, preocupada cada vez mais em definir seu papel na sociedade,
onde o saber está baseado no uso da razão e no interesse de resolver
questões de cunho geral.

As universidades percebem a importância do seu papel diante da
sociedade e, assim, começam a se estruturar e, principalmente, a investir em
ensino e em pesquisa científica que são elementos de extrema necessidade para
o desenvolvimento do mundo. Mance (2005) relata que no Brasil, em particular, a
ação universitária se empenhou em atuar em três esferas:
[...] O ensino, formando recursos humanos nas diversas áreas, a
pesquisa, desenvolvendo novos conhecimentos e seus possíveis
empregos em diversos campos, e a extensão, realizando atividades
junto à comunidade que, conectadas ao ensino e à pesquisa de novos
conhecimentos, colaborem com o desenvolvimento e bem estar dos
grupos atingidos (grifos do autor).

Luckesi (2000) enfatiza que “a pesquisa será, em conseqüência, a
atividade fundamental desse centro. Todas as demais atividades tomarão
significado só na medida em que concorram para proporcionar a pesquisa, a
investigação crítica, o trabalho criativo no sentido de aumentar o cabedal cognitivo
da humanidade”.

É nesse contexto, junto à universidade, que a biblioteca assume papel
importante no suporte à pesquisa. Além disso, a biblioteca universitária também
atua como espaço de inter-relacionamento da comunidade acadêmica em todos
os níveis – dos alunos e professores aos técnicos e dirigentes das diversas

�4

unidades – e também estabelece relações que vão do apoio ao ensino à
disseminação da produção científica.

Não se tem uma data específica para a criação das bibliotecas
universitárias brasileiras, a história relata que sua origem está ligada às
bibliotecas de ordens religiosas que deram sustentação ao movimento de criação
das universidades. Nesse período da sua história, as bibliotecas eram locais
reservados, de acesso restrito, com a função de colecionar e preservar o
conhecimento então produzido. (CARVALHO, 2004).

O advento da imprensa por Gutenberg, Chartier (1998 apud CARVALHO,
2004) diz: “Provoca alterações significativas na cultura escrita – o custo do livro é
reduzido, a tiragem aumenta e sua produção é mais rápida –, refletindo nas
bibliotecas que passam a proporcionar maior acesso à informação”.

O aparecimento das escolas de nível superior alavanca a criação de
bibliotecas ligadas a essas instituições, consolidando o início da trajetória histórica
de nossas bibliotecas universitárias. (CARVALHO, 2004).

Com

o

passar

dos

tempos,

entre

invenções,

revoluções

e

desenvolvimentos tecnológicos, as bibliotecas universitárias vêm crescendo e,
também, amadurecendo seu papel diante da sociedade acadêmica, como relata
Prado (1992):
[...] Pois, eram elas depósito dos melhores monumentos das mentes do
passado, apenas na função de guardiões desses monumentos,
acumulados pelo homem em seu trabalho de conquista do mundo físico
e desenvolvimento de suas capacidades intelectuais e espirituais. [...]. A
seleção, a integração e a disseminação do material impresso têm
tornado a biblioteca uma verdadeira oficina, com um ponto de vista
inteiramente novo. Através do corpo docente, a universidade usa os
conhecimentos e idéias conservados, revitalizando-os e pondo-os a
serviço da educação.

A autora descreve que “a biblioteca universitária nada mais é que uma
universidade em si mesma. As universidades são centros transmissores do saber
através do ensino e dos livros”. E ainda comenta que “os objetivos específicos da

�5

biblioteca são determinados pela universidade e o objetivo geral é facilitar o
acesso e o uso das fontes de informações, que representam a base do ensino e
da pesquisa”.

Para Demo (1991), a universidade moderna apresenta objetivos que vão
além do simples ato de ensinar. Uma de suas funções é a de promover a
aprendizagem do aluno, pois procura-se a melhor formação do profissional em
termos de qualidade. A aprendizagem resulta da assimilação de novos
conhecimentos,

representa

mudança

de

comportamento

frente

aos

conhecimentos apresentados.

Com o crescimento das universidades, a diversificação dos cursos/áreas e
a criação de unidades em diferentes lugares, surge a questão de a biblioteca ser
centralizada ou descentralizada. Para Prado (1992) a biblioteca centralizada
significa:
[...] que todo seu acervo não precise obrigatoriamente estar colocado
num único edifício. Poderá estar, ou poderá haver uma biblioteca central
e diversas setoriais, junto às diferentes escolas. O indispensável é que
obedeça a uma única direção, a qual efetua a aquisição e o registro do
material bibliográfico, administrar os serviços técnicos (classificação,
catalogação, preparo do material para circulação etc.) e orienta o
trabalho de modo geral. Isto proporciona uniformidade de processo e
supervisão completa do bibliotecário sobre todo o material da biblioteca.

E, ainda, para a autora “a biblioteca descentralizada consiste em diferentes
bibliotecas autônomas, completamente independentes da biblioteca central”.

Mercadante (apud DODEBEI, et al.) afirma que nenhum modelo único de
estrutura poderá servir a todas as bibliotecas acadêmicas; para cada instituição
deverá ser determinado qual o seu escopo, seus objetivos “[...] é preciso que se
respeite a “cultura da instituição”, incluindo seu tipo, tamanho, missão, a força de
sua autoridade central, seus fundos financeiros [...]” e que estejam bem
determinadas as relações entre a biblioteca e outras unidades do “campus” e os
“links” entre ela e a comunidade acadêmica, sejam professores ou alunos.

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Independente do seu modelo, o importante é que a biblioteca saiba
administrar muito bem suas atividades e que ofereça uma composição de
produtos e serviços, tanto impressos como eletrônicos, para que seus usuários
possam escolher se desejam pesquisar em livros impressos ou digitalizados,
assistir a um vídeo ou navegar na internet. Os grandes avanços tecnológicos têm
influenciado

muito

no

aperfeiçoamento

das

bibliotecas

universitárias,

proporcionando à comunidade acadêmica uma forma mais rápida e eficiente dos
seus serviços e produtos.

Com o domínio das tecnologias da comunicação e da informação, o
universo da biblioteca e serviços de informação foram transformados. Conforme
Nascimento (2005), hoje a definição de biblioteca como sendo um local onde se
conserva grandes quantidades de espécies documentais, já não é mais sinônimo
de qualidade. Na atualidade a biblioteca universitária é avaliada em função dos
serviços que presta e não pela dimensão de suas coleções. Ou seja, ela é
avaliada pelo que faz e não pelo que ela tem.

Com isso, bibliotecário como gestor da informação, deve estar sempre
atento para as inovações que a tecnologia produz para o seu trabalho.

3 A TRANSFORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO EM DECORRÊNCIA DAS
NOVAS TECNOLOGIAS

As mudanças que vêm ocorrendo na sociedade, principalmente as
tecnológicas, estão repercutindo diretamente nos profissionais de diversas áreas.
Conforme Lojkine (1995) a era da informação mudou o perfil de vários
profissionais e isso não foi diferente com a biblioteconomia. Cabendo a cada área
e a cada profissional acompanhar esse fenômeno para que não seja excluído
dela.

Guimarães (1996) nos mostra a transformação do bibliotecário brasileiro no
decorrer do século XX, desde o surgimento do primeiro curso de biblioteconomia
no país, realizado na Biblioteca Nacional, em 1910 até os dias atuais.

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No início do século XX até a década de 30, o bibliotecário possuía uma
visão humanista, ligado à cultura e às artes sob forte influência francesa, devido a
origem do curso de biblioteconomia estar ligada a École Nationale des Chartes,
em Paris.

Na década de 30, este profissional passa a receber uma formação mais
técnica sob influência norte americana, devido a criação dos primeiros cursos
paulistas em biblioteconomia direcionados ao ensino técnico, originados da
School of Library Economy, fundada por Melvil Dewey na cidade de Columbia, em
Nova York.

Na década de 50 foi realizado o primeiro congresso dessa área, Congresso
Brasileiro de Biblioteconomia, em 1954 no Recife, originando uma maior
participação dos profissionais e uma educação continuada dos mesmos.

Na década de 60 a profissão passa a ser reconhecida oficialmente em nível
superior, sendo estabelecida uma legislação profissional e sendo criados os
primeiros órgãos de classe.

Na década de 70 são criados os primeiros cursos de pós-graduação,
desenvolvendo assim, a pesquisa e o surgimento dos primeiros periódicos
nacionais voltados para biblioteconomia e ciência da informação, aumentando a
disseminação da informação dentro da área.

Na década de 80 o bibliotecário passa a ter um perfil de agente cultural e
da informação. Sendo direcionado a entidades educacionais e, muitas vezes,
atuando como educador.

No início da década de 90, com o crescimento editorial e com o avanço das
novas tecnologias de informação ele passa a ser um profissional da informação e,
nesse momento, torna-se o “Moderno profissional da informação” e passa a ser
considerado um “Gerente Informacional”.

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Para Oliveira (1999), os bibliotecários têm sido afetados por paradigmas
inerentes à sociedade da informação e do conhecimento, na qual a telemática e
as novas tecnologias acarretaram mudanças tanto na biblioteca ou unidade
informacional, quanto na ação profissional, embora mantendo sua prática de
mediador entre a informação e o usuário.

Verificamos, juntamente com Castro (2000), que ao longo do tempo o
bibliotecário assumiu basicamente três perfis: tradicional, moderno e do futuro. O
perfil do bibliotecário tradicional divide-se em três partes distintas:
•

Preservador – profissional que atua como organizador do conhecimento

registrado garantindo seu acesso. Esse profissional possui a característica de um
manipulador da informação ao invés de disseminador da mesma;
•

educador –

atua como professor, fornece informações e prepara os

indivíduos para buscá-las de forma autônoma;
•

agente social – atua como organizador da informação para sua

recuperação, como comunicador, educador, medidor de informações entre o
acervo e o público, pesquisador, líder, gerente etc.

Arruda (2000) aponta a tecnologia como propulsora das principais
modificações no perfil do bibliotecário moderno, seguida por elementos de gestão
organizacional e do trabalho. Deste modo, verificamos que a inserção das novas
tecnologias, bem como novas formas de gerenciamento transformaram o perfil
deste profissional.

Segundo Martins (2006) o bibliotecário moderno foi obrigado a desenvolver
suas habilidades gerenciais para gerenciar sua unidade de informação como uma
organização moderna, ampliando a capacidade organizacional de sua unidade de
informação. Quanto a este aspecto Maciel e Mendonça (2006) dizem que:
[...] É notório, entretanto, que mudanças são necessárias e que o
bibliotecário-gerente precisa estar preparado para realizá-las no
momento oportuno. Conhecendo as funções de um moderno gerente e
as transformações necessárias à biblioteca, com vistas a oferecer
serviços adequados às necessidades informacionais de seus usuários,
estará apto a exercê-la com eficiência [...]

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Quanto ao bibliotecário do futuro, ainda é prematuro afirmar quais são suas
características essenciais mais é sabido que, com o desenvolvimento da
tecnologia, da ciência e da cultura, o bibliotecário precisou conhecer melhor a
informática e passou a utilizá-la como sua principal ferramenta de disseminação
da informação. Em relação a essa idéia tem-se a opinião de Martins (2006): “[...] o
perfil do bibliotecário do futuro deverá ser revisto, ele deixará de ser um
intermediador entre o usuário e a informação escrita para um intermediador do
cliente para a informação eletrônica [...]”.

Assim, o bibliotecário do futuro para conseguir êxito em sua carreira e
prestar um serviço de qualidade em que o bom atendimento ao cliente é o
elemento de reforço para a razão da existência da sua profissão: atender as
necessidades informacionais reais dos usuários deve ser consciente do papel que
desenvolve dentro da sociedade sendo um organizador e disseminador da
informação.
[...] O futuro da profissão e das bibliotecas parece claramente
condicionado às respostas que puderem dar aos anseios e demandas
das sociedades de seu tempo e do futuro. Portanto, cabe ao bibliotecário
e aos profissionais de informação zelar pelos destinos de sua profissão e
pelas oportunidades de ampliação de seus espaços de trabalho.
Os registros do conhecimento humano e as formas de comunicação
evoluíram. Talvez aí esteja a pista de novas possibilidades, de abertura
de campos emergentes para inserção do bibliotecário a quem, ao longo
da história, sempre coube a função de identificar, selecionar, organizar e
disseminar informações. Os avanços tecnológicos propiciam a
concretização de instrumentos que podem facilitar ou impedir a evolução
de seu trabalho e de sua forma de executá-lo. Acompanhando a
evolução do mercado de informação, com postura crítica perante, não
apenas a este mercado, mas diante de sua inserção individual e coletiva
na sociedade, a tendência é sobreviver e progredir [...] (SILVEIRA,
2006).

Com base nas informações mencionadas no capitulo pode-se afirmar que o
bibliotecário que sempre foi capaz de utilizar instrumentos para melhorar o
desempenho de suas funções, continua fazendo isso, agora com auxilio da
educação continuada que vem promovendo uma maior capacitação influenciando
a experiência de trabalho desse profissional, que pode reinventar-se para exercer
suas atividades com qualidade.

�10

4 EDUCAÇÃO CONTINUADA

A educação continuada é muito importante atualmente no mundo do
trabalho, principalmente nas questões relativas à qualidade profissional, pois hoje
o mercado global exige uma necessidade constante de atualização por parte dos
profissionais. Através da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
(2006) pode-se conceituá-la como:
um processo de qualificação profissional que pode ser planejado a médio
e longo prazo, atendendo as demandas do mercado e as necessidades
que o profissional sente na medida em que vão acontecendo mudanças
nos processos de trabalho.

Conforme o panorama apresentado por Pereira e Rodrigues (2002) desde
a década de 50, a educação continuada vem adquirindo conotações diferentes.
Nessa época o seu objetivo era “ajustar-se a um mundo novo em mutação”.

Na década de 60 a educação continuada transfere-se para dentro das
empresas, com o objetivo de possibilitar a contínua atualização dos funcionários
das mesmas.

A década de 70 caracteriza-se pela tomada de consciência de que o
homem educa-se a partir da realidade que o cerca e em interação com os outros.
Esse pensamento torna-se fundamental e a partir da década de 80 a sociedade
incorpora esta nova consciência.

Na sociedade contemporânea, encontram-se diferentes exemplos de
educação continuada, ou como uma forma de preencher as lacunas deixadas
pelo sistema escolar, ou como atividade fundamental para o desenvolvimento do
indivíduo e da sociedade.

A educação continuada desenvolve o indivíduo para fazer melhor aquilo
que faz, enfocando o “como fazer”, preparando-o para atuar na realidade no
momento e para o futuro. Ela como geradora de mudanças, insere-se num quadro

�11

político prospectivo em que formação, segundo Goguelin (1970 apud PEREIRA;
RODRIGUES, 2002):
[...] é idealmente participar do futuro a partir do presente, e assumir o
risco, porque educar é mudar de forma que pode implicar um deformar!
Mas, o que se deve considerar de vital importância é ter sempre
presente que a educação continuada não é apenas transmissão de
conhecimentos científicos, mas, também, de atitudes em relação à
utilização desses conhecimentos [...]

Também

possibilita

ao

ser

humano

ser

agente

contínuo

de

desenvolvimento, como produtor, consumidor/utilizador e criador/inovador,
fazendo uso de seus conhecimentos e criatividade que o processo de
ensino/aprendizagem lhe permite participar, de maneira crítica, do contexto sócioeconômico-cultural que transforma o meio em que está inserido: “[...] a formação
permanente de uma formação inicial de alto nível para saber “aprender a
aprender” e inovar [...]” (LOJKINE, 1995).

Com o avanço tecnológico deve ser essencial um renovar constante da
formação profissional, humana e social, como fator de expressão de uma geração
de profissionais conscientes de seu papel transformador, como sujeitos ativos no
processo de tratamento e disseminação da informação. A aprendizagem contínua
também deve ser uma constante na vida do bibliotecário atual, inserido num
mundo de constantes mudanças tecnológicas.

O desenvolvimento contínuo na educação e capacitação para a qualidade,
em todos os setores da biblioteca deve ser ensejado. Ao investir na educação
contínua de seus funcionários, o gestor estará criando condições para a própria
melhoria e estabelecendo as bases para realizar sua missão com qualidade.

Assim, a biblioteca universitária poderá criar uma cultura na qual a
qualidade de todos os produtos, desde atender ao telefone, colocar os livros nas
estantes, preparar os programas de divulgação, planejar edifícios até responder
às questões de referência esteja sempre melhorando e satisfazendo os seus
usuários cada vez mais.

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5 CONCLUSÃO

Com base no desenvolvimento deste estudo foi possível constatar que as
novas tendências mundiais, juntamente com o domínio das tecnologias de
comunicação e informação mudaram o perfil do bibliotecário. Com estas novas
tendências se faz necessário que o profissional bibliotecário revise seus afazeres
e se recicle constantemente para que possa melhor selecionar os recursos de
informação impressos e eletrônico para compor o acervo da biblioteca e/ou
Centro de Documentação, atendendo as demandas de seus clientes. É sabido
que o bibliotecário sempre foi capaz de utilizar instrumentos para melhorar o
desempenho de suas funções. Ele continua fazendo isso, só que agora com o
auxílio da Educação Continuada, que vem promovendo uma maior capacitação
influenciando a experiência de trabalho do profissional, que pode reinventar-se
para exercer suas atividades com qualidade. Em suma, o bibliotecário moderno
deve buscar por si próprio a educação que ele não recebe(u) nos bancos das
universidades e tentar dominar todas as ferramentas e serviços inerentes a seu
trabalho. Para isto é preciso que ele informe-se, participe de eventos culturais
(Congressos, Encontros, Simpósios, Seminários etc.), aprenda outros idiomas,
aprenda usar as linguagens da informática, usando-as como sua aliada e não
como sua concorrente, faça cursos incluindo os de pós-graduação, use seus
colegas como fontes de informação, compartilhando-as permanentemente, e que
principalmente disseminem a diferença entre a Biblioteconomia e um emaranhado
de livros nas estantes.

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�13

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em: 10 maio 2006.

�15

ABSTRACT
The work treats on the profile change that the age of the information exerted on some
professionals and this was not different with the biblioteconomia. The librarian, previously inmate to
the isolated libraries of the Seniority of the reality, today with the technological innovations, leaves
the reclusion and starts to interact with other units of information. The evolution of the library made
with that the modern librarian developed new interpersonal and mainly managemental abilities. In
this direction, the continued education exerts an important paper very, being in the world of the
work with priority requirement of a new global market starting to be one of the requirements of a
society in permanent change. With the advent of the new technologies of information, this
professional more started to be than a conventional librarian, started to be a "informacional
manager" who also exerts the paper of an agent educator assisting professors and other
professionals in the teachings of as, where, when and because to search the information,
reaffirming that its performance is of extreme importance in the present time.

Palavras-chave: Librarian; Continued education; Technological innovations

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                <text>Biblioteconomia&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Anjos, Cláudia Regina dos; Calixto, Ana Paula da Cruz; Pereira, Marlena Hermenegilda; Rubim, Clara Lima e Silva; Santana, Rita de Cássia Oliveira</text>
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              <text>O trabalho trata sobre a mudança de perfil que a era da informação exerceu sobre vários profissionais e isso não foi diferente com a biblioteconomia. O bibliotecário, anteriormente recluso às bibliotecas da Antigüidade isolados da realidade, hoje com as inovações tecnológicas, deixa a reclusão e passa a interagir com outras unidades de informação. A evolução da biblioteca fez com que o bibliotecário moderno desenvolvesse novas habilidades interpessoais e principalmente gerenciais. Nesse sentido, a educação continuada exerce um papel muito importante, sendo no mundo do trabalho exigência prioritária de um novo mercado global passando a ser um dos requisitos de uma sociedade em permanente mudança. Com o advento das novas tecnologias de informação, esse profissional passou a ser mais que um bibliotecário convencional, passou a ser um “gerente informacional” que exerce também o papel de um agente educador auxiliando professores e outros profissionais nos ensinamentos de como, onde, quando e porque buscar a informação, reafirmando que sua atuação é de extrema importância na atualidade.</text>
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