<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="5457" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.libertar.org/items/show/5457?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-18T06:57:24-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="4524">
      <src>http://repositorio.febab.libertar.org/files/original/50/5457/SNBU2018_067.pdf</src>
      <authentication>2f5b86aca4584eaa95a1f1ca7484d0dc</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="59017">
                  <text>Eixo I

Inovação e Criação

O QUE UM LABORATÓRIO DE CONSERVAÇÃO FAZ NA BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA? A EXPERIÊNCIA DO LABORATÓRIO DE CONSERVAÇÃO E
RESTAURAÇÃO DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO
RIO GRANDE DO SUL
WHAT DOES A CONSERVATION LABORATORY DO IN THE UNIVERSITY LIBRARY?
THE EXPERIENCE OF THE LABORATORY OF CONSERVATION AND RESTORATION
OF THE CENTRAL LIBRARY OF THE FEDERAL UNIVERSITY OF RIO GRANDE DO SUL

Resumo: O presente trabalho relata a experiência do Laboratório de Conservação e
Restauração da Biblioteca Central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Objetiva
apresentar as diferentes atividades que um laboratório de conservação e restauração pode
fazer em uma biblioteca universitária para além da intervenção direta no acervo. Aponta a sua
metodologia de trabalho em relação as rotinas de conservação preventiva, pequenos reparos,
capacitações, treinamentos, e o registro desses procedimentos e atendimentos. Apresenta os
resultados obtidos até então na documentação da sua rotina, no registro de ocorrências de
incidentes, nas capacitações e treinamentos oferecidos, no canal do YouTube entre outras
ações e a intenção de conectar-se a outros laboratórios em uma rede de trocas de experiências,
conhecimentos e aprendizados, bem como de atuar via projeto de extensão e estender sua
atuação para a comunidade externa. Conclui que a presença de um espaço destinado a
discussão e ação em prol da conservação de acervos em bibliotecas universitárias tem um
impacto positivo na gestão de coleções, na remediação de danos e incidentes, mas também no
ensino, pesquisa, extensão e comunicação com a comunidade acadêmica.
Palavras-chave: Laboratório de Conservação. Conservação preventiva. Bibliotecas
Universitárias.
Abstract: This paper reports on the experience of the Laboratory of Conservation and
Restoration of the Central Library of the Federal University of Rio Grande do Sul. It aims to
present the different activities that a conservation and restoration laboratory can do in a
university library in addition to direct intervention in the collection. It points out its
methodology of work in relation to the preventive conservation routines, small repairs,
capacities, and the registry of these procedures and services. It presents the results obtained so
853

�far in the documentation of its routine, in the record of occurrences of incidents, in the
training offered, in the YouTube channel among other actions and the intention to connect to
other laboratories in a network of exchanges of experiences, knowledge and learning, as well
as acting through an extension project and extending its activities to the external community.
It concludes that the presence of a space for discussion and action for the conservation of
collections in university libraries has a positive impact on collections management, damage
and incident remediation, but also on teaching, research, extension and communication with
the community academic.
Keywords: Conservation Laboratory. Preventive conservation. University Libraries.

1 Introdução
De acordo com Becker e Fortes (1961), a Biblioteca Central da Universidade Federal
do Rio Grande do Sul foi criada em 13 de dezembro de 1971, e desde então coordena e
supervisiona tecnicamente o conjunto de bibliotecas da Universidade.
Seu acervo originou-se da Coleção Eichenberg, adquirido pela UFRGS em 1969,
constituído por cerca de 50.000 volumes publicados desde o século XVI ao século XX,
incluindo obras raras, dos mais variados assuntos com predominância em História, Literatura,
Filosofia e Arte.
Além deste conjunto de obras, fazem parte do acervo da Biblioteca Central, a Coleção
U, com documentos emanados da Administração Central e selecionados com o objetivo de
manter um histórico das atividades das diferentes gestões da Universidade; a Coleção R,
formada por obras de referência; a Coleção Edit, formada pelas obras da editora da UFRGS; e
a Coleção de Periódicos da mencionada Coleção Eichenberg que tratam tanto de assuntos
científicos quanto de temas gerais. (BIBLIOTECA CENTRAL, online)
Diante da importância desse acervo e visando sua preservação e acesso, foi realizada a
reforma da Biblioteca Central, entre 2011 e 2012, pautada em diretrizes de conservação e que
também levaram a criação do Laboratório de Conservação e Restauração (LACOR).
O laboratório tem como principal atribuição a conservação preventiva de todo o
acervo, realizada através do monitoramento e o controle ambiental, a higienização das obras e
estantes e o acondicionamento e pequenos reparos dos livros. Mas também auxilia as trinta
bibliotecas que compõem o Sistema de Bibliotecas da Universidade (SBUFRGS) bem como a
outros setores e a outras instituições, seja informando quanto a fornecedores de materiais,
equipamentos de segurança e prestadores de serviço; orientando quanto ao tratamento de
danos em acervos contaminados por fungo, danificados por água ou com infestação de
854

�insetos; além de receber visitas técnicas e realizar capacitações e treinamentos sobre as rotinas
de conservação preventiva, entre outras questões e demandas.
Suas atividades são desempenhadas em uma sala de aproximadamente 34m²,
devidamente equipada com mesa de higienização, mesa de umectação e sucção, mesa de luz,
seladora, prensa de encaixe, microscópio, secadora de papel, capela de exaustão, deionizador
multifuncional, etc., e, atualmente, conta com uma equipe formada por uma BibliotecáriaDocumentalista, duas Técnicas em Restauração e uma bolsista aluna do curso de
Biblioteconomia.
Assim, a partir do relato de experiência do LACOR, o presente trabalho tem como
objetivo geral apresentar as diferentes atividades que um laboratório de conservação e
restauração pode fazer em uma biblioteca universitária para além da intervenção direta no
acervo.
Quanto aos objetivos específicos, propõe-se a:
a) relatar a sua metodologia de trabalho em relação as rotinas de conservação preventiva,
pequenos reparos, capacitações, treinamentos, e o registro desses procedimentos e
atendimentos;
b) apresentar os resultados obtidos até então na documentação da sua rotina, no registro
de ocorrências de incidentes, nas capacitações e treinamentos oferecidos, no canal do
YouTube entre outras ações;
c) compartilhar os planejamentos futuros como a intenção de conectar-se a outros
laboratórios em uma rede de trocas de experiências, conhecimentos e aprendizados, e
a de atuar, via projeto de extensão, e assim estender sua atuação para a comunidade
externa.
Justifica-se pela necessidade de discussão do tema enquanto objeto de estudo e
atuação na área.
2 Revisão de literatura
Conservar bens requer atuar no sentido de diminuir a velocidade das reações de
degradação, prolongando a vida útil do acervo com o mínimo de dano possível, e mantendo o
máximo de autenticidade e fidelidade à sua trajetória pregressa.
Segundo o ICOM-CC (2010), entende-se por conservação preventiva todas aquelas
medidas e ações que tenham como objetivo evitar ou minimizar futuras deteriorações ou
855

�perdas. Elas são realizadas no contexto ou na área circundante ao bem, ou mais
frequentemente em grupo de bens, seja qual for sua época ou condições. Estas medidas e
ações são indiretas

não interferem nos materiais e nas estruturas dos bens, e, portanto, não

modificam sua aparência.
São exemplos de ações de conservação preventiva: medidas e ações necessárias para o
registro, armazenamento, manuseio, embalagem e transporte, segurança, controle das
condições ambientais (luz, umidade relativa, poluição atmosférica e controle integrado de
pragas), plano de emergências, treinamento de pessoal, sensibilização do público e aprovação
legal (ex.:tombamento).
As bibliotecas, juntamente com os arquivos e museus, representam importantes locais
de custódia, preservação e acesso da memória coletiva (CHAUÍ, 2006, p. 114).
Em instituições públicas, sendo os acervos bibliográficos considerados bens
permanentes nas bibliotecas das Universidades Federais segundo a Lei 4320/64 e o Manual de
Despesa Nacional (2008) do Ministério da Fazenda, tais ações ganham ainda mais
importância para que permaneçam acessíveis e disponíveis aos usuários pelo maior tempo
possível.
Na BC UFRGS, a Coleção Eichenberg compõe uma importante representação coletiva
tanto da história do livro, pelo seu aspecto físico e estrutural (seus diferentes processos
editoriais, gráficos, materiais, etc.), quanto do conhecimento e produção intelectual nas mais
diversas áreas, línguas e espaço-tempo.
Devido ao excepcional valor histórico que a coleção retrata em relação a trajetória
executados a partir da literatura produzida, principalmente, por instituições de referência tais
como o Northeast Document Conservation Center, o Canadian Conservate Institute, a
Library of Congress, e por orientações de profissionais e instituições de referência na área no
Brasil, a fim de garantir a adoção de parâmetros e técnicas apropriados à manutenção da sua
autenticidade.
3 Metodologia
No que diz respeito a conservação preventiva do acervo geral e das obras raras da BC,
o LACOR, realiza diariamente o monitoramento das áreas de guarda e de quatro vitrines

856

�expositivas a partir do Sistema de Gerenciamento Ambiental CLIMUS 108, e o controle dos
índices de Umidade Relativa através do REAQUIS109 e de cinco desumidificadores.
As obras raras são acondicionadas em jaquetas de poliéster quando a lombada ou a
encadernação estão danificadas, ou em caixas em papel alcalino feitas sob medida quando o
miolo está separado da capa, ou as páginas estão comprometidas. Reparos com papel japonês
com a gramatura apropriada e Tylose® são realizados quando há danos nas folhas.
Nas obras do acervo geral, utiliza-se o critério da mínima intervenção para os
pequenos reparos, ou seja, mantém-se a mesma estrutura e encadernação original,
recuperando danos existentes com materiais compatíveis e de qualidade arquivística (papel
japonês, papel alcalino ou neutro, linha de algodão, carboximetilcelulose, etc.), sem
guilhotinar ou lixar os cortes, sem serrotar os festos, acrescentar furos ou qualquer outra
medida irreversível.
A higienização do acervo e das estantes é feita com o uso de Equipamento de Proteção
Individual (EPI)110, carrinho de transporte, aspirador de pó, pano levemente umedecido em
uma mistura de álcool e água para a estante e flanela seca para os livros, com periodicidade
determinada pelo acúmulo de sujidade, que varia de acordo com a localização em relação a
circulação dos usuários e proximidade com as janelas. Quando necessário, o procedimento é
realizado individualmente, folha a folha, com trincha macia e bisturi na mesa de higienização.
Para as demais bibliotecas do SBUFRGS, professores, usuários, outros setores da
Universidade e outras instituições, a equipe do LACOR realiza atendimentos e orientações de
forma presencial, por telefone e e-mail, informando quanto a fornecedores para compra de
materiais de conservação e ou equipamentos de segurança, prestadores de serviço de
encadernação e restauração, orienta no tratamento de danos em acervos contaminados por
fungo, danificados por água ou com infestação de insetos e recebe visitas técnicas de alunos
de cursos afins ou equipes de outras bibliotecas e instituições.
Desde junho de 2017, todas essas atividades passaram a ser registradas em um
Formulário criado no Google Drive (Figura 1) no qual são anotados os atendimentos
prestados ao público interno (servidores, professores, alunos da UFRGS, etc) e ao público
externo, bem como os procedimentos realizados em cada livro, seu número de chamada,
código de barras e título para localização posterior.

108

Sistema de Gerenciamento Térmico para Conservação de Coleções, criado pelo Prof. Dr. Saulo Güths
(UFSC).
109
Sistema de Controle de Umidade Relativa, criado pelo Prof. Dr. Saulo Güths (UFSC).
110
Máscara PFF2 e jaleco ou avental.

857

�Figura 1 -

Fonte: LACOR

Além disso, desde 2015, em uma planilha compartilhada com toda a equipe da
biblioteca (Figura 2), são anotadas todas as ocorrências e/ou incidentes estranhos à sua rotina,
como infiltração causada por entupimento das calhas do andar superior, ar-condicionado
vazando, equipamento danificado, queda de luz, ou qualquer outro evento que possa
repercutir em danos ou risco para o acervo.

Figura 2 - Planilha de Registro de Ocorrências
Fonte: LACOR

Especificamente para os servidores que atuam no SBUFRGS, é realizado capacitações
através da Escola de Desenvolvimento (EDUFRGS)111 e treinamentos individuais sobre as
rotinas de conservação preventiva e técnicas de pequenos reparos.

111

de Servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EDUFRGS)
tem como objetivo promover a capacitação de servidores, por meio da promoção de ações de aperfeiçoamento e
de qualificação voltadas ao aprimoramento de competências, possibilitando o desenvolvimento pessoal e

858

�Tanto os atendimentos quanto as capacitações e treinamentos realizados levaram a
criação de um canal no YouTube112, no qual são demonstrados procedimentos adotados pelo
LACOR para as dúvidas frequentemente encaminhadas ao setor, tornando-se outro canal de
divulgação e comunicação com o público externo por meio dos comentários nos vídeos e
compartilhamentos em redes sociais.
4 Resultados
Quanto às atividades cotidianas do Laboratório registradas no formulário (Figura 3),
146 deles foram de tratamentos realiz

113,

.

Figura 3 - Atividades registradas no formulário
Fonte: LACOR

público interno e nove ao público externo.

Figura 4 - Relação de atendimentos e respectivos públicos.
Fonte: LACOR

Acesso: 03 de Jan. de 2018.
112
Disponível em:&lt;https://www.youtube.com/channel/UCI20OwGKkFXFeFUslmrnvEg&gt;. Acesso em: 05 Jan de
2018.
113
Considerando como total de respostas o período entre 1/06/2017 (o início dos registros) até 08/01/2018.

859

�Dentre os principais atendimentos listados (Figura 5), nove foram em treinamento e
informação em pequenos reparos, seis foram acondicionamento em poliéster para a
sinalização da biblioteca, cinco foram em treinamento e informação em higienização, quatro
foram em indicação de prestador de serviços de conservação e restauração, três especificações
de material de conservação, três indicações de fornecedor, três pedidos de diagnóstico, e três
visitas técnicas entre alunos de universidades e equipes de bibliotecas de outras instituições.

Figura 5- Relação de atendimentos prestados
Fonte: LACOR

Com relação aos registros de ocorrências, (10 em 2015, 13 em 2016 e 10 em 2017, no
total por ano respectivamente, a maioria foi sobre problemas no funcionamento de arcondicionado (seis incidentes com vazamento de água); três, no mesmo ano (2017), de
infiltração de água da chuva devido a entupimento de calha do andar superior; um incidente
com cano estourado no terceiro andar e que causou o alagamento no piso da biblioteca; dois
registros de curto-circuito em equipamento elétrico além de outros de menor impacto.
Desde a sua criação em cinco de junho de 2017, foram disponibilizados oito vídeos no
Canal do YouTube que já registra 3.717 visualizações e atualmente114 conta com 182 inscritos.

bibliográfi
114

Dados de 18 de Janeiro de 2018.

860

�31h, ministrado por Ana Virgínia Pinheiro da Biblioteca Nacional, aos bibliotecários do
sistema.
no saguão da Reitoria na qual foram expostos alguns dos itens higienizados integrantes do
acervo de obras raras Coleção Eichenberg tratados e catalogados durante a sua execução.
p
convidado o Prof. Dr. Saulo Güths que abordou os principais parâmetros de influência da
temperatura e umidade; a definição de Umidade Relativa e Umidade Absoluta; a elucidação
do fenômeno de condensação superficial; a compreensão do fenômeno da migração e
adsorção de umidade em materiais porosos; a definição do Índice de Preservação; e a
apresentação das técnicas de medição e métodos de controle da temperatura e umidade
relativa.
Junto à EDUFRGS, o LACOR realizou duas capacitações para os servidores que

de acervos; discutir o controle integrado de pragas; abordar a importância do monitoramento
ambiental e desenvolver a percepção de risco. Foram oferecidas 50 vagas, e houve 34
inscritos. O conteúdo foi distribuído em três aulas com 4h cada, tendo como conteúdo
programático: conceitos de conservação preventiva, conservação curativa e restauração (aula
1); os dez agentes de degradação (aula 2); as competências e atribuições dos profissionais
responsáveis por acervos bibliográficos e a importância da adoção de ferramentas e rotinas de
prevenção a partir da percepção de riscos (aula 3).
identificada nas sugestões das avaliações feitas pelos participantes da capacitação anterior,
com o objetivo de instruir servidores do Sistema de Bibliotecas na prática de pequenos
reparos em acervo bibliográfico correntes (não raros, históricos ou especiais). Foram
oferecidas duas turmas, cada uma com 18 vagas. Na primeira turma houve 11 inscritos, e na
segunda 20. O conteúdo foi distribuído em cinco aulas, com 3h cada, divididas entre teoria e
prática, e tendo como conteúdo programático: conservação preventiva x restauração,
conservação curativa, porque e quando fazer pequenos reparos, costura em três e cinco pontos
(para folhetos, jornais, livros infantis), e costura japonesa (para polígrafos, ou qualquer
material em folhas soltas)

aula 1; materiais básicos para pequenos reparos: o que, porque, e
861

�onde encontrar, costura cruzada (livro em cadernos)

aula 2; estrutura do livro, encadernação

brochura e capa dura, colagem do lombo e costura espinha de peixe (para livros com folhas
aula 3; problemas recorrentes, agentes de degradação, a quem recorrer (fontes e

soltas)

instituições), reforço, fólio, carcela e reintegração/colagem do miolo à capa
discussão: como aplicar, problemas e soluções

aula 4;

aula 5.

Além das capacitações, realizou treinamentos no próprio Laboratório sobre técnicas de
pequenos reparos com servidores e bolsistas das bibliotecas da Faculdade de Direito,
Economia, Engenharia, Instituto de Ciências Básicas da Saúde (ICBS), Escola de Educação
Física, Fisioterapia e Dança; e em higienização de acervos com o Instituto de Artes, Centro de
Ciências Sociais e Humanas e ICBS.
Por fim, cabe destacar o reconhecimento da sua atuação nos convites feitos à sua
equipe para ministrar workshops e oficinas, além de participar de mesas redondas em
importantes eventos nacionais como o III Simpósio Nacional de Crítica Genética e
Arquivologia em 2016, e o XXVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação
em 2015.
5 Discussão
As atividades em curso têm sido constantemente avaliadas e acompanhadas para
aprimoramento de acordo com as necessidades observadas. Para o LACOR, os resultados
demonstram que está atendendo às demandas de forma bastante satisfatória, mas também, que
há um grande campo de possibilidades de atuação e expansão das suas atividades.
As capacitações e treinamentos realizados demonstram a clara necessidade e interesse
pelo tema nas bibliotecas do SBUFRGS, e o reconhecimento da sua atuação no Sistema.
Além disso, o contato feito pelo público externo e por outras instituições do Brasil,
reflete que o laboratório pode atuar como uma referência para auxiliar na conservação de
acervos para além dos muros da Universidade. Nesse sentido, intenta conectar-se a outros
laboratórios para criar uma rede de troca de conhecimentos, aprendizados e experiências.
Para os próximos anos, o LACOR pretende cadastrar uma ação de extensão por meio
da qual desenvolverá diferentes projetos em cada um dos eixos nos quais atua e almeja atuar.
Acredita-se que a proposição de uma ação de extensão permitirá que as suas atividades
ganhem maior vulto e abrangência (tanto no público beneficiado quanto no rol dos campos de

862

�possibilidades), assim como contribuirá para a sustentabilidade do seu fazer em relação aos
recursos disponibilizados e requeridos.
Para planejamento dos próximos anos, a equipe do LACOR identificou os seus
propósitos individuais e tendo eles como base, fez um brainstorm para projetar, em conjunto,
Primeiramente, listou as atividades que gostaria de realizar. Depois, as reuniu por
eixos afins: ensino (treinamento de usuários, alunos, servidores e de terceirizados), pesquisa
(convênios e desenvolvimento teórico-prático), aperfeiçoamento (intercâmbio e estágios),
divulgação das atividades (através do canal do YouTube, do UFRGS Portas Abertas 115, e
organização/participação em eventos), prestação de serviços (consultoria, recuperação de
encadernação para o SBUFRGS, e diagnósticos de preservação) e o jeito de ser LACOR, ou
seja, valores que orientam o trabalho e a equipe (inclusão, valorização e acolhimento das
pessoas e dos seus saberes).
6 Considerações finais
A atuação de um laboratório de conservação em biblioteca universitária cria um
espaço de estudo, discussão, pensamento, planejamento e ação em prol da integridade e
disponibilidade dos acervos e coleções.
Sem esse espaço, esses cuidados ou são relegados, ou não são contemplados,
impactando na gestão do acervo tanto pela retirada de circulação de obras danificadas (e a
necessidade de recuperá-las em um prestador de serviço com todas as implicações relativas ao
tempo de contratação, execução, e entrega do material), quanto pelos possíveis impactos que
danos e incidentes com água, fogo, fungos ou como infestações de insetos, etc. podem causar.
Na UFRGS, o LACOR foi criado para atender as demandas da BC, mas beneficia
todas as bibliotecas do sistema, outros setores da Universidade, bem como a outras
instituições e mesmo ao público externo a Universidade, a partir da troca de experiência e
conhecimentos com a sua equipe, com a sua estrutura e materiais, e com a divulgação das
suas atividades.
A experiência do LACOR demonstra que a atuação de um laboratório de conservação
em biblioteca universitária pode ir muito além da intervenção no acervo e dos cuidados com a
115

rtas integra Universidade e comunidade e mostra aos futuros alunos o que

&lt;https://www.ufrgs.br/portasabertas/&gt;. Acesso em: 09 Jan 2018.

863

�coleção. Ele pode atuar como um canal de ensino, pesquisa, extensão e comunicação com a
comunidade acadêmica nos cursos, capacitações, treinamentos, trocas de experiências,
contatos e na divulgação do seu fazer; e também, como estrutura de apoio na gestão da
coleção e do uso dos recursos informacionais, garantindo a disponibilidade das obras em
condições de consulta com mais agilidade e com menor custo além de responder a incidentes
com rapidez e o mínimo de danos.
Referências
BECKER, Lia; FORTES, Yvonne. O Serviço Central de Informações Bibliográficas da
Universidade do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Gráfica da UFRGS, 1961. 8p.
BIBLIOTECA CENTRAL. O que tem nas estantes. Disponível em:
&lt;https://www.ufrgs.br/bibliotecacentral/pesquisa/o-que-voce-encontra-na-bibliotecacentral/&gt;. Acesso em: 05 Jan. 2018.
BRASIL. Lei 4320 de 17 de Março de 1964. Diário Oficial da União, 23 de Março de 1964.
Disponível em:&lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4320compilado.htm#anexo&gt;.
Acesso em: 09 Jan 2018.
BRASIL. Ministério da Fazenda. Manual de Despesa Nacional: Aplicado à União, Estados,
Distrito Federal e Municípios. Brasília : Secretaria do Tesouro Nacional, Coordenação-Geral
de Contabilidade, 2008. Disponível em:&lt;http://www.cjf.jus.br/cjf/orcamento-efinancas/manuais/Manual_Despesa_Nacional.pdf/view&gt;. Acesso em: 09 de Jan de 2018.
CHAUÍ, Marilena. Direito à memória: natureza, cultura, patrimônio histórico-cultural e
ambiental. In.: CHAUÍ, Marilena. Cidadania Cultural: o direito à cultura. São Paulo,
Editora Fundação Perseu Abramo, 2006. p. 103-128
ICOM-CC. Terminologia para definir a conservação do patrimônio cultural tangível. Boletim
eletrônico da ABRACOR, n.1 jun. 2010. Disponível em:
&lt;http://antoniomirabile.com/images/competence/56bf5dfd06e968.57668508areservatecnicatambememuseu.pdf&gt;. Acesso em: 09 Jan. 2018.

864

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="50">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51405">
                <text>SNBU - Edição: 20 - Ano: 2018 (UFBA - Salvador/BA)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51406">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51407">
                <text>Tema: O Futuro da Biblioteca Universitária na Perspectiva do Ensino, Inovação, Criação, Pesquisa e Extensão.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51408">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51409">
                <text>UFBA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51410">
                <text>2018</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51411">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51412">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51413">
                <text>Salvador (Bahia)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58991">
              <text>O que um laboratório de conservação faz na biblioteca universitária? a experiência do laboratório de conservação e restauração da Biblioteca Central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58992">
              <text>Cunha, Catherine da Silva; Souto, Maria Lúcia; Pereira, Sabrina; Damiani, Maria Luisa; Schinoff, Letícia Dutra</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58993">
              <text>Salvador (Bahia)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58994">
              <text>UFBA</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58995">
              <text>2018</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58997">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="58998">
              <text>O presente trabalho relata a experiência do Laboratório de Conservação  Restauração da Biblioteca Central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Objetiva apresentar as diferentes atividades que um laboratório de conservação e restauração pode fazer em uma biblioteca universitária para além da intervenção direta no acervo. Aponta a sua metodologia de trabalho em relação as rotinas de conservação preventiva, pequenos reparos, capacitações, treinamentos, e o registro desses procedimentos e atendimentos. Apresenta os resultados obtidos até então na documentação da sua rotina, no registro de ocorrências de incidentes, nas capacitações e treinamentos oferecidos, no canal do YouTube entre outras ações e a intenção de conectar-se a outros laboratórios em uma rede de trocas de experiências, conhecimentos aprendizados, bem como de atuar via projeto de extensão e estender sua atuação para a comunidade externa. Conclui que a presença de um espaço destinado a discussão e ação em prol da conservação de acervos em bibliotecas universitárias tem um impacto positivo na gestão de coleções, na remediação de danos e incidentes, mas também no ensino, pesquisa, extensão e comunicação com a comunidade acadêmica.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="68959">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
