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                  <text>GESTÃO DA INFORMAÇÃO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
PROJETO COLETAR
INFORMATION MANAGEMENT IN UNIVERSITY LIBRARIES: PROJECT
COLETAR

Resumo: A boa gestão de uma biblioteca, ou de um sistema de bibliotecas, necessita de um
grande volume de informações visto abarcar, nessa atividade, perspectivas e enfoques
diferenciados. Conhecer a composição do acervo, os produtos e serviços ofertados, o perfil
dos usuários, as características do corpo de colaboradores, a infraestrutura existente, além de,
dentre outras, registrar a memória e o histórico dessas unidades é tarefa hercúlea e que exige
um aporte tecnológico para que seja exercida de forma adequada e possa propiciar uma
recuperação de informação efetiva. Nesta perspectiva, o presente trabalho visa apresentar as
atividades realizadas pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais no
intuito de estruturar sua gestão de dados administrativos. Retrata-se, assim, a implantação do
Sistema Coletar, sendo demonstrados os resultados obtidos no desenvolvimento dessa nova
ferramenta. Como conclusão desse processo, considera-se que houve um avanço na gestão de
informação ao incorporar questões de usabilidade, por meio de uma melhor interface, e de
organicidade da informação. Foi vislumbrada e contemplada, neste trajeto, a necessidade de
que os sistemas de suporte tecnológico sejam flexíveis de modo a incorporar novas dimensões
de análise, visto que as bibliotecas precisam acompanhar a dinâmica das instituições a que
pertencem e a crescente demanda de informações que são requeridas de, e por, suas
administrações.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Gestão da Informação. Gestão de bibliotecas.
Abstract: Effective management of a library or library system requires a great deal of
information because it encompasses different perspectives and approaches in this activity.
Knowing the composition of the collection, the products and services offered, the profile of
the users, the characteristics of the staff, the existing infrastructure, and besides that, among
others, recording the memory and history of these units is a herculean task and requires a
technological support so that it is properly exercised and can provide an effective information
retrieval. In this perspective, the present paper aims to present the activities carried out by the
Library System of the Federal University of Minas Gerais in order to structure its
management of administrative data. It is, thus, portrayed the implantation of the Coletar
System, showing the results obtained in the development of this new tool. As a conclusion of
this process, it is considered that there has been an advance in information management by
881

�incorporating usability issues, through a better interface, and organicity of information. It was
envisioned and contemplated in this path, The need for technological support systems to be
flexible in order to incorporate new dimensions of analysis, since libraries need to keep up
with the dynamics of the institutions to which they belong, and the growing demand for
information that is required of, and by, their administrations.
Keywords: University Library. Information management. Library management
INTRODUÇÃO
A administração pública federal é pautada por iniciativas que visam a melhoria da
qualidade da gestão e do desempenho institucional. Esta premissa é visível em uma série de
programas e projetos propostos pelo poder executivo com o intuito de promover a realização
de mudanças significativas para melhorar e inovar os processos, serviços e produtos, além de
criar novos valores institucionais. O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão,
por exemplo, instituiu nos últimos anos o projeto Inovagov, o Processo Eletrônico Nacional
(PEN), o projeto Agiliza, a Carta de Serviços ao Cidadão, dentre outros, visando a
desburocratização, a simplificação de processos internos, a disponibilização de informação
em tempo real, a melhoria da eficiência na gestão dos recursos públicos e o incentivo e
viabilização da inovação no setor público.
Essas iniciativas vêm ao encontro de uma visão administrativa que procura articular
esforços que resultem em melhoria de processos e serviços com o objetivo de fortalecer e
aprimorar as capacidades do Estado na entrega de resultados à sociedade. Considera-se que
essa visão acerca da inovação é essencial no contexto atual visto que, nesse século em que a
informação tem sido considerada um recurso organizacional, seu gerenciamento passou de um
simples procedimento administrativo para uma ação estratégica. Esta percepção é reforçada
principalmente quando se considera o ambiente digital, pois se tem verificado, segundo
ormação está
sendo rapidamente alterada, deixando de ser física e analógica para se tornar eletrônica e
Conforme mencionado por Oliveira et al (2010), a mudança que tem ocorrido no
relacionamento com a informação aponta para a necessidade das organizações utilizarem uma
estrutura tecnológica atualizada a fim de exercerem suas funções de forma eficaz. Essa
perspectiva implica cada vez mais no desenvolvimento de ferramentas e na adaptação dos
processos administrativos de forma a incorporarem novos procedimentos.
882

�Como parte integrante da estrutura organizacional de uma instituição de ensino
superior, as bibliotecas universitárias, considerando tanto a evolução ocorrida no âmbito das
tecnologias de informação e comunicação, quanto o advento da sociedade da informação, têm
sido impulsionadas a implementarem novos produtos e serviços. Para atender às demandas
decorrentes desse novo cenário, têm procurado conduzir suas ações visando alcançar uma
gestão de excelência que se dá por meio da incorporação de processos inovativos que possam
culminar em uma prática administrativa focada na qualidade e na responsabilidade
institucional.
Nesse sentido, partindo
método de trabalho que permita maior rendimento da capacidade produtiva com menor
esforço operacional, menores custos, menores riscos, menor tempo na operação e melhor
001), a Biblioteca Universitária

Sistema de Bibliotecas da

Universidade Federal de Minas Gerais (SB/UFMG) tem envidado esforços, desde 2010, na
construção de plataformas que possam garantir a gestão de sua informação institucional
dentro das premissas governamentais de excelência e qualidade, visto que o centro da gestão
pública eficaz se baseia nesses princípios.
Inicialmente com o GEDAG - ferramenta para gestão de relatórios gerenciais das
bibliotecas da UFMG

a Biblioteca Universitária evoluiu seus padrões de coleta,

armazenamento e gestão de dados por meio da implementação do Coletar, um novo sistema
que, por meio de interfaces e recursos diferenciados, visa realizar uma gestão da informação
mais adequada às demandas crescentes da sociedade da informação e das exigências
governamentais. Essa necessidade se fez premente em função da requisição por um melhor
conhecimento sobre o que se passa em todas as 25 unidades que compõem o SB/UFMG, visto
que algumas informações ainda se encontravam armazenadas de forma não integrada,
dificultando o acesso e o desempenho adequado das atividades de gestão, e comprometendo,
por conseguinte, uma visão global do Sistema de Bibliotecas. Colaborou também para a
implantação de um novo sistema a concepção da importância da interação do usuário com a
plataforma que deve contemplar noções de usabilidade da interface web e buscar uma lógica
de preenchimento e opções intuitivas, colaborando para o uso adequado e a satisfação na
realização da atividade por parte da equipe que fornece as informações ao Sistema.
Para a consecução deste propósito a Biblioteca Universitária instituiu uma Comissão
composta por servidores bibliotecários e técnicos visando reestruturar o sistema utilizado,
recomendando novas funcionalidades e interfaces. A opção pela reestruturação, e não pela
883

�necessidade e as características do SB/UFMG, de modo a se construir uma ferramenta de
apoio à gestão da informação e de suporte à tomada de decisão mais efetiva e adequada ao
perfil do Sistema de Bibliotecas da UFMG.
REVISÃO DE LITERATURA
Um aspecto importante quando se fala sobre gestão de bibliotecas foi destacado por Le
Coadic na década de 1990 ao mencionar que a Biblioteconomia consiste em uma prática de
amplitude das atividades que envolvem essa prática, a afirmativa acima destaca uma vertente
fundamental no gerenciamento das bibliotecas que é a organização, viés responsável pela
efetividade dos serviços prestados quando se considera que a biblioteca como parte de uma
estrutura administrativa. Essa vertente já havia sido destacada por Domingo Buoconore, em
1976, quando, ao discriminar sobre as atividades relativas à Biblioteconomia em seu
Dicionário de Bibliotecologia117, menciona que a gestão administrativa de uma biblioteca
que compreende recursos, mobiliário, pessoas, uso, dentre outros

deve ser exercida visando

maior eficácia e menor esforço no atendimento aos objetivos institucionais.
Nesse sentido, a utilização de sistemas informatizados tem se consolidado como uma
tendência e um forte aliado das instituições para o bom desempenho das funções relacionadas
à gestão. O atingimento de padrões de excelência nessas unidades de informação está
relacionado a uma gestão de informação adequada que possa retratar o cenário, direcionar as
ações em pontos que necessitem de intervenção e reforçar aquelas que têm trazido resultados
relevantes. Apesar das bibliotecas não se inserirem em um mercado competitivo, no qual a
captação de clientes e a maior geração de lucros são referências de sucesso, sua medida de
competência relaciona-se, dentre outros, à satisfação do usuário, a prestação de serviços de
qualidade e ao investimento de recursos pela instituição a qual se filia.
117

Dziekaniak (2003) menciona a publicação de Buoconore
O Dicionário de Bibliotecologia: términos
relativos a la bibliologia, bibliografia, bibliofilia, biblioteconomia, archivologia, tipografia y materiais afines
procurando definir conceitos relativos a uma definição de Biblioteconomia. Segundo transcrição da autora (2003,
organización y administración de una biblioteca. Compreende una parte doutrinaria que estudia la teoria de la
selección y aquisición de libros, catalogación, clasificación y el régimen econômico administrativo de la
biblioteca: recursos, local y mobiliário, personal, conservación de los libros y uso de la biblioteca, y una parte
que se relaciona propiamente com el arte de administrarla de gobernala, para realizar com la mayor eficácia y el
menor esfuerzo los fines específicos de la institución. La primera parte es cientifico-técnica, la segunda, en
cambio, politica-administrativa, pues comprende el estudio de los métodosm medios y formas más convenientes

884

�A satisfação do usuário, uma das principais premissas que orientam o trabalho das
bibliotecas, tem ampliado o seu escopo: de uma visão interna contemplando a comunidade
usuária vinculada à instituição de ensino/pesquisa a qual pertence, para o conceito de usuáriocidadão entendido como qualquer indivíduo da sociedade que utilize ou possa a vir a utilizar
os serviços prestados pelas bibliotecas. Essa tendência é visível nas instituições públicas de
ensino, entidades sujeitas às normativas do Estado no tocante ao fornecimento de serviço de
qualidade, esfera que tem editado diversas normas infraconstitucionais modificando a forma
de gestão em benefício do cidadão.
Silva e Araújo (2014) destacam um aspecto dessa nova relação fomentada pelo
Estado, que objetiva inverter o polo da relação Estado-Cidadão em favor desse último, como a
edição do Decreto nº 6.932, de 2009, que institui a Carta de Serviços ao Cidadão, e da Lei nº
12.527, de 2011 (denominada Lei de Acesso à Informação - LAI), que confere ao cidadão o
direito de obter do Estado as informações necessárias ao pleno exercício da liberdade e da
cidadania. Segundo os autores (2014, p. 1663-1664),
Essa Carta de serviços, obrigatória a sua elaboração e divulgação por todos os órgãos e
entidades do Poder Executivo Federal que prestam serviços diretamente à sociedade, é
um documento que tem por objetivo informar ao cidadão dos serviços prestados, as
formas de acesso e os respectivos compromissos e padrões de qualidade de
atendimento ao público.

A LAI, por sua vez, pressupõe a existência de uma estrutura informacional, nas
instituições públicas, que possa atender às demandas dos cidadãos no que se refere ao
fornecimento de informações diversas. Por estar amparada em conceitos como transparência
pública e participação cidadã, esta Lei garante ao indivíduo condições para a construção da
cidadania ao assegurar o direito ao acesso à informação produzida e/ou gerenciada por
entidades públicas.
Sob esta perspectiva, a implantação de sistemas de informação em ambientes digitais
tem se configurado como uma necessidade para os gestores de instituições públicas poderem
atender as determinações legais e garantir o cumprimento das premissas de transparência e
publicidade. Mais, ainda, possibilitam a realização da gestão dos setores e órgãos de modo
eficaz. No caso das bibliotecas universitárias, essa necessidade e imprescindibilidade são
visíveis pela quantidade de elementos que estão subjacentes à prestação de um serviço de
qualidade ao usuário e à realização de uma gestão adequada da máquina pública.
Um sistema de gestão de informação contempla a coleta, a armazenagem,
processamento e distribuição de informação a partir de dados organizados em uma plataforma
885

�digital. Uma de suas vantagens é subsidiar a tomada de decisão com mais rapidez, bem como
atender as demandas em tempo hábil, atributos que no contexto da sociedade da informação
possuem valor imensurável. Conforme menciona Zorrinho (1991), gerir a informação é,
decidir o que fazer com base em informação e também decidir o que fazer sobre informação.
Segundo o autor, associa-se a esse entendimento a capacidade de selecionar, em um
repositório, aquela informação que é relevante para uma determinada decisão.
O bom desempenho das instituições está relacionado à habilidade de processar
informações, o que pode culminar em geração de conhecimento e/ou execução de
procedimentos de forma eficiente. Compreende-se, desta forma, que a informação, assim
como os outros recursos organizacionais, deve ser gerenciada visando auxiliar os gestores a
um desempenho adequado de suas tarefas. Por esse motivo é fundamental que a instituição
desenvolva mecanismos que permitam o armazenamento e processamento da informação, o
que se configura como um processo de valor agregado. Esse processo compreende, de
maneira genérica, um amplo acesso a informação institucional, consolidada e integrada em
uma única via de acesso, personalizada por meio de relatórios específicos e criação de
relacionamentos entre as informações armazenadas, disponível por meio de interfaces
próprias individualizadas, e que enfatiza o gerenciamento de conteúdo visando, dentre outros,
o apoio à tomada de decisão (BERGERON, 1996).
PERCURSO METODOLÓGICO
Foi utilizada para fins deste artigo uma análise em fonte primária: a plataforma em
ambiente digital do Sistema Coletar.
RESULTADOS
O Coletar (Figura 1), assim como o sistema anterior, foi desenvolvido utilizando
software livre, o que lhe confere baixo custo no desenvolvimento e a possibilidade de
instalação em ambientes heterogêneos. A ferramenta foi implementada utilizando o software
PHP 5.0 e o banco de dados MySQL, ambientes gratuitos que possuem ótima performance e
garantem a segurança dos dados. Os requisitos para a implantação foram o Sistema
operacional Linux e o Servidor web Apache. A plataforma utiliza links intuitivos para
navegação e os padrões utilizados no sistema atendem aos requisitos de usabilidade, o que
torna desnecessário o treinamento prévio dos usuários para o preenchimento dos dados.
886

�Figura 1. Tela principal

Fonte: Coletar

A primeira versão do sistema foi implantada em 2017 para coletar dados referentes ao
ano de 2016. O layout desenvolvido buscou agrupar em cinco grandes grupos as informações
a serem coletadas (Figura 2), que contemplam os itens: Dados Gerais, Informações
Administrativas, Formação e Desenvolvimento do Acervo, Tratamento Técnico e Serviço de
Referência. O usuário, por meio de um identificador e uma senha, cria uma visão
personalizada do sistema, acessando uma página que só ele preenche. As informações
consolidadas de todo o sistema são acessíveis ao administrador que gerencia a plataforma,
cuja operacionalização é feita por duas divisões técnicas do SB/UFMG: Divisão de
Planejamento, Gestão e Apoio a Projetos (DPGAP), responsável pelo gerenciamento do
sistema e Divisão de Tratamento e Tecnologia da Informação (DITTI), responsável pela
administração da rede.
Figura 2. Coletar

tela principal

Fonte: Coletar

unidade de informação, como o nome da biblioteca, área de conhecimento, endereço físico,
telefones, horário de funcionamento, endereço do site institucional e outros canais de
887

�comunicação em ambiente digital (a exemplo de blogs mantidos pela biblioteca, página de
facebook, twitter) dentre outros. Também são contemplados nesse campo informações sobre a
visão e missão da biblioteca, registro de sua história institucional (Informações Estruturais),
seus acervos especiais e participação em redes de colaboração (Informações Especializadas).
Figura 3. Dados Gerais

Fonte: Coletar

No campo Informações Administrativas buscou-se contemplar questões relativas a
equipe, infraestrutura física, de equipamento e mobiliário, além de questões sobre
acessibilidade (Figura 4). Nessa última, foi incorporada a demanda anual do Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) feita às bibliotecas
sobre acessibilidade de modo a facilitar o envio de informações para o Censo da Educação
Superior. Como ferramentas de auxílio desse tópico (e de outros afins), foram importadas
para o Sistema as informações de orientação ao preenchimento fornecidas pelo manual
daquele Instituto, que são acionadas por meio do ícone de ajuda

(Figura 5):

Figura 4. Informações Administrativas

Fonte: Coletar
Figura 5. Opção de auxílio ao preenchimento

888

�Fonte: Coletar

Sobre as informações fornecidas ao Inep, cabe destacar que todos os itens relativos ao
Censo são contemplados no Coletar, estando distribuídos no Sistema conforme a temática,
mas sendo agrupados, ao final do preenchimento, em um relatório específico para facilitar o
envio de informações quando solicitado pelo Ministério da Educação (Figura 6).
Figura 6. Dados para Inep

Fonte: Coletar

Em relação à Formação e Desenvolvimento do Acervo são coletadas informações
estruturadas em cinco grupos: Acervo, Aquisições, Controle patrimonial, Inventário e
Conservação (Figura 7). No menu sobre Acervo, as informações se relacionam a quantidade
de títulos de livros, periódicos e outros materiais, monográficos ou não, discriminação do
formato (impresso, digital ou outro formato) e informações sobre bases de dados. Sobre a
Aquisição de Material, o sistema coleta informações relativas tanto a sugestões efetuadas pela
comunidade universitária, quanto sobre o que foi realmente adquirido conciliando, em um
único local, informações que permitam uma avaliação sobre as demandas e seu atendimento.
Neste tópico é importante destacar que o Coletar configura-se uma ferramenta capaz de
auxiliar não apenas a diretoria do SB/UFMG no acompanhamento das atividades de suas
889

�bibliotecas setoriais, mas também de auxiliar as bibliotecas na organização de suas
informações gerenciais, consolidando em uma plataforma seus registros administrativos
internos facilitando sua gestão e eliminando a geração de várias planilhas em softwares
diferenciados.
Figura 7. Formação e desenvolvimento do acervo

Fonte: Coletar

No campo relativo ao Controle Patrimonial são informadas as entradas e saídas de
material no acervo, bem como seu valor contábil. No tocante ao Inventário, coletam-se
informações sobre desbastamento e dados do último inventário realizado e no item referente à
Conservação, dados sobre encadernação artesanal, comercial e reparos realizados.
O quarto grupo temático do Sistema se refere ao Tratamento Técnico (Figura 8).
Neste, busca-se a coleta de informações relativas tanto ao processamento técnico do acervo,
quanto ao registro das monografias, dissertações e teses na biblioteca digital.
Figura 8. Processamento técnico

Fonte: Coletar

O último campo do Coletar é relativo aos Serviços de Referência (Figura 9). Dividido
em quatro blocos, nele são inseridas informações relativas a Produtos e serviços, Educação
890

�do usuário, Circulação e atividades de Divulgação e Cultura. O primeiro item subdivide-se em
quatro áreas: Serviços básicos

que coleta informações específicas para o Inep, serviços de

Normalização, Comutação e Publicações relacionadas à biblioteca. Em Educação do usuário
coletam-se informações sobre treinamentos, palestras, dentre outras atividades educativas
promovidas por, ou com participação da biblioteca. O campo Circulação compreende
informações sobre empréstimos e consultas ao acervo e o relativo à Divulgação e Cultura
contempla as ações relacionadas a eventos promovidos ou sediados na biblioteca e atividades
comunicativas realizadas, como Boletins, Alertas, Exposição de novas aquisições, dentre
outras.
Figura 9. Serviços de Referência

Fonte: Coletar

Um aspecto importante do Sistema como um todo é a possibilidade dos usuários
poderem migrar dados do ano anterior, o que facilita o preenchimento de campos que não se
alteram anualmente, como missão, endereço e dados estruturais (como área física, mobiliário,
etc). Outro aspecto funcional constante do Sistema refere-se ao suporte no preenchimento:
além dos ícones de ajuda presentes em todas as questões a serem preenchidas, está sendo
elaborado um manual para auxiliar no preenchimento e visualização do sistema de forma
integralizada. Como o Coletar está em sua primeira fase de implantação algumas
funcionalidades ainda estão sendo estruturadas estando previsto a implementação total do
sistema até o final de 2018. Como implementação futura, também está sendo analisada a
possibilidade de extração de dados que já existem no Pergamum, por meio de extração
automática, para contemplar alguns dados no sistema.
O Coletar possui em sua estrutura de suporte, na parte do Administrador (Figura 10),
campos que permitem a criação e personalização de relatórios, atribuição de usuários e senhas
e a inserção de novos argumentos a serem preenchidos conforme novas demandas forem
surgindo.

891

�Figura 10. Área do Administrador do Sistema

Fonte: Coletar

O desenvolvimento do Sistema, apesar de ter sido feito por equipe multidisciplinar na
área de Biblioteconomia, Gestão e Projetos e Tecnologia da Informação, contou com a
participação de todos os servidores do SB/UFMG, na apresentação de sugestões e melhorias.
Dentro do cronograma de finalização da implantação está prevista uma avaliação
individualizada por cada gestor de biblioteca, a fim de contemplar os ajustes necessários e as
peculiaridades de cada unidade informacional que possuem demandas específicas em função
de suas áreas de conhecimento.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A modernização das estruturas de coleta e processamento de informações gerenciais é
fator essencial ao bom desempenho das organizações, sejam elas públicas ou privadas. Esta
visão é referendada pela existência de várias normas, como as ISO 11620:2014 e
16439:20148, editadas pela The British Standards Institution, que tratam respectivamente,
sobre indicadores de desempenho para bibliotecas e sobre o impacto social das bibliotecas 118.
Na esfera estatal, a imprescindibilidade desta visão vincula-se não apenas à característica de
suporte a tomada de decisão, mas também à necessidade de atendimento de demandas da
sociedade que tem sido cada vez mais empoderada por meio de medidas governamentais,
exemplificada no presente artigo pela Lei de Acesso à Informação.
Neste sentido, para que essas condições de eficácia sejam atendidas de forma
satisfatória, duas questões devem ser observadas: a primeira refere-se à capacidade dos
sistemas informatizados de gestão serem desenvolvidos em estruturas que permitam seu
remodelamento pelos administradores. Considerando que novas demandas surgem
anualmente, quer pelo Inep, outros órgãos governamentais ou pelas administrações locais, os
sistemas devem incorporar a característica de ser autogerido, não dependendo dos
desenvolvedores para a inclusão de ajustes pontuais. Essa possibilidade traz dinamicidade ao
118

As normas ISO 11620:2014 : Information and documentation : Library performance indicators e ISO
16439:2014 : Methods and procedures for assessing the impact of libraries são apresentadas por Silva (2014) em
estudo sobre indicadores de desempenho.

892

�sistema, fator chave em tempos de uma sociedade da informação e do fortalecimento da figura
do usuário-cidadão.
A segunda questão refere-se à responsabilidade dos usuários no fornecimento de
informações ao sistema. Uma plataforma digital apenas processa e modela os dados, mas não
os cria. As informações geradas, registradas em relatórios e divulgadas como oficiais são
oriundas do trabalho de servidores que atuam nas bibliotecas designados para alimentar o
sistema.
Desta forma, para que os sistemas sejam funcionais, as decisões tomadas tenham
referências sólidas e os usuários das informações possam ter suas demandas atendidas de
forma satisfatória, o sistema deve conter dados precisos, corretos e referendados. Somente
com o cumprimento dessa premissa os sistemas informatizados poderão cumprir o papel a
eles destinado e se configurarem realmente como o suporte esperado para uma gestão da
informação eficaz.
REFERÊNCIAS
BERGERON, P. Information Resources Management. ARIST, v. 31, 1996

BRASIL. Decreto n. 6.932, de 11 de ago. de 2009. Dispõe sobre a simplificação do
atendimento público prestado ao cidadão, ratifica a dispensa do reconhecimento de firma em
documentos produzidos no Brasil, institui a Carta de Serviços ao Cidadão e dá outras
providências. Brasília, DF, ago 2009
BRASIL. Lei n. 12.527, de 18 de nov de 2011. Regula o acesso a informações previsto no
inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3o do art. 37 e no § 2o do art. 216 da Constituição
Federal; altera a Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990; revoga a Lei no 11.111, de 5 de
maio de 2005, e dispositivos da Lei no 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e dá outras
providências. Brasília, DF, nov 2011
Organização, sistemas e métodos. São Paulo: Atlas, 2001.
DZIEKANIAK, C. V. Sistema de gestão para biblioteca universitária (SGBU).
Dissertação. Universidade Federal de Santa Maria. 2003
LE COADIC, Y. F. A Ciência da Informação. Brasília, 1996
OLIVEIRA, J. P.; ARAUJO, E. P. O.; MARTINS, A. L.; CARVALHO, W. M.; VIANA, P.
H. A.; RENAULT, L. V. Potencialidade de novas ferramentas para execução das atividades
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Universitárias. 2010.
893

�RAMOS, P. A. B.. A gestão na organização de unidades de informação. Ciência da
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http://www.brapci.inf.br/_repositorio/2010/03/pdf_51329ff1a0_0008767.pdf

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ZORRINHO, C. Gestão da Informação. Lisboa: Presença, 1991

894

�</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Gestão da informação em bibliotecas universitárias: projeto coletar.</text>
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              <text>A boa gestão de uma biblioteca, ou de um sistema de bibliotecas, necessita de um grande volume de informações visto abarcar, nessa atividade, perspectivas e enfoques diferenciados. Conhecer a composição do acervo, os produtos e serviços ofertados, o perfil dos usuários, as características do corpo de colaboradores, a infraestrutura existente, além de, dentre outras, registrar a memória e o histórico dessas unidades é tarefa hercúlea e que exige um aporte tecnológico para que seja exercida de forma adequada e possa propiciar uma recuperação de informação efetiva. Nesta perspectiva, o presente trabalho visa apresentar as atividades realizadas pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais no intuito de estruturar sua gestão de dados administrativos. Retrata-se, assim, a implantação do Sistema Coletar, sendo demonstrados os resultados obtidos no desenvolvimento dessa nova ferramenta. Como conclusão desse processo, considera-se que houve um avanço na gestão de informação ao incorporar questões de usabilidade, por meio de uma melhor interface, e de organicidade da informação. Foi vislumbrada e contemplada, neste trajeto, a necessidade de que os sistemas de suporte tecnológico sejam flexíveis de modo a incorporar novas dimensões de análise, visto que as bibliotecas precisam acompanhar a dinâmica das instituições a que pertencem e a crescente demanda de informações que são requeridas de, e por, suas administrações</text>
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