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O ENSINO DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO NA FORMAÇÃO
PROFISSIONAL DO BIBLIOTECÁRIO
Cenidalva M. de S. Teixeira
Professora Adjunta do Departamento de Biblioteconomia
Universidade Federal do Maranhão
Campus do Bacanga - São Luís - 65001-100 - MA - Brasil
ceni@ufma.br
Raimunda Ramos Marinho
Professora Adjunta do Departamento de Biblioteconomia
Universidade Federal do Maranhão
Campus do Bacanga - São Luís - 65001-100 - MA - Brasil
dbibrai@ufma.br

RESUMO

O ensino da tecnologia da informação no Curso de Biblioteconomia da
Universidade Federal do Maranhão. Aborda-se a importância do conhecimento
teórico e prático das tecnologias de informação, por parte do estudante de
Biblioteconomia. Enfatiza-se o caráter imprescindível que estas assumem para a
prática profissional do bibliotecário, e ainda, o papel da universidade na formação
de profissionais bibliotecários mais preparados para atuar no novo ambiente
informacional gerado pelos constantes avanços nas tecnologias de informação e
comunicação, estando capacitados para atender as exigências do mercado de
trabalho. Apresentam-se as atuais habilidades demandadas pelo mercado de
trabalho biblioteconômico.
Palavras-chave: Tecnologias de informação. Formação profissional. Profissional
bibliotecário. Mercado de trabalho.

1 INTRODUÇÃO

Face ao avanço das novas relações entre os processos educacionais e as
tecnologias de informação, a educação deverá promover o desenvolvimento do
educando em todos os sentidos, visando de tal modo, uma interação crítica com o
mundo moldado pela ciência e tecnologia. Nesta perspectiva, a universidade
deverá subsidiar a formação deste profissional, proporcionando ao mesmo, o
aprendizado e desenvolvimento de competências e habilidades imprescindíveis a
uma atuação profissional mais segura e consistente.

�2

Nesta perspectiva, este trabalho propõe-se a relatar os resultados obtidos
em pesquisa realizada no Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do
Maranhão  UFMA, cujo objetivo fora perceber a necessidade de implementação
de disciplinas da área de tecnologia da informação, uma vez que, atualmente
apenas duas disciplinas Elementos de Informática e Automação de Bibliotecas
contemplam a

referida

área.

Deste

modo,

visou-se

contribuir

para

a

sistematização de elementos teórico-práticos para a construção de uma disciplina
que desempenhe um novo papel na formação do profissional bibliotecário.

2 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E O PROFISSIONAL BIBLIOTECÁRIO

Desde o seu surgimento, a Tecnologia de Informação (TI) tem alterado de
forma decisiva o nosso ecossistema cultural, gerando a partir dela, novos modos
de armazenar, transmitir, receber e conservar a informação, incidindo diretamente
nas relações entre os indivíduos, as organizações e as sociedades.

Ao transformar-se o mundo da informação, não apenas as técnicas são
afetadas, mas principalmente as ciências e os profissionais que se ocupam
destas.

Nas últimas décadas do século XX, observou-se a diminuição progressiva
do tamanho e do preço do computador, ao mesmo tempo em que aumentava sua
capacidade e desempenho, tornando-se um instrumento de amplo uso doméstico
e individual.

Para Milanesi (2002, p. 31), a popularização do computador ocorreu
antes que as bibliotecas, com raras exceções descobrissem sua utilidade. [...] os
bibliotecários não acreditavam, [...] que aquela máquina pudesse ter alguma
utilidade, de modo que não houve expectativas positivas em relação à mesma,
mas sim, indiferença e certa apreensão.

Os cursos de Biblioteconomia, por sua vez, olhavam para os
computadores sem perceber seus futuros desdobramentos e progressos.

�3

A possibilidade de consulta à máquina parecia inviável, e os bibliotecários
deparavam-se com dificuldades para conhecer e trabalhar com a nova tecnologia
que surgira.

O advento das tecnologias de informação trouxe para o cenário
biblioteconômico, mudanças consideravelmente radicais, alterando o processo de
difusão do conhecimento e aqueles que envolvem a busca e recuperação da
informação, propiciando uma interação direta e gradativa entre os usuários e os
sistemas. Deste modo, buscava-se transformar a Biblioteconomia, criando um
novo perfil para o profissional bibliotecário. Para tanto, necessitava-se dissipar
aquela secular imagem, que revelava uma figura estereotipada e na maioria das
vezes antagônica ao tempo.

Neste novo ambiente informacional, o profissional bibliotecário encontrase diante de transformações muito relevantes, que incidem diretamente no seu
perfil e em sua prática profissional, que são:
a)

a mudança de conceitos sobre a postura assumida por ele, ou seja,

de intermediário e engenheiro da organização da informação, ele passa a ser um
estrategista da sua disseminação;
b)

a autonomia progressiva do usuário, que quanto mais especializado

for, mais autônomo na busca informacional será;

Silva e Cunha (2002, p. 78) enfatizam que,
Nesta conjuntura, em que a mudança tecnológica é regra, buscar
condições para ancorar a preparação do profissional do futuro requer
uma estratégia diferenciada. Este profissional deverá interagir com
máquinas sofisticadas e inteligentes [...]. Só a educação será capaz de
preparar as pessoas para enfrentar os desafios dessa nova sociedade.

Nesta perspectiva, deve-se refletir sobre a identidade do profissional
bibliotecário, seu perfil, capacitação e atuação diante do atual contexto de
mercado, considerando-se para tanto, a sua formação acadêmica.

�4

Em tempos anteriores o bacharelando em Biblioteconomia depois de
formado, poderia seguir qualquer rumo, pois uma vez habilitado, estaria apto a
exercer suas funções. Outrora, quando os acervos e públicos eram mais
homogêneos e o fator tecnologia não se caracterizava em um imperativo para os
profissionais da informação, isso teve sentido. Contudo, no século XXI isto não é
mais viável, desencadeando, portanto, uma nova ruptura que exige serviços
destinados a especialistas, e outros, que atendem a um público heterogêneo.
Deste modo, o profissional bibliotecário está diante de um público que vai exigir
muito além da simples localização de um livro no acervo, tendo assim, sua função
ampliada, saindo de seu cenário e práticas típicas e atuando em um cenário de
elementos específicos, pensando e interagindo com o seu público, ou seja, com
suas necessidades e expectativas.

Neste tocante, muitas discussões estão sendo geradas acerca da formação
deste profissional, e as tecnologias de informação desencadeiam uma parte
significativa delas, não se podendo mais ignorar a necessidade de preencher esta
lacuna na formação do bibliotecário.

2.1 Sobre o Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão

O Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão foi
criado por iniciativa do Reitor Cônego José de Ribamar Carvalho, através da
Resolução n° 84/69 de 10 de março de 1969 do Conselho Diretor da então,
Fundação Universidade do Maranhão (FUM), tendo em vista a formação de
profissionais

especializados

para

trabalharem

na

Biblioteca

Central

da

Universidade; a partir do Parecer n° 2144/73 do citado conselho, o Curso fora
institucionalmente reconhecido.

Criado o Curso, e não havendo em São Luís graduados em
Biblioteconomia, o ensino desta iniciou-se com professores de outros estados, o
que fizera com que o período de duração do mesmo fosse de dois anos.

De acordo com Bottentuit (2000, p. 64),

�5

A estrutura curricular ficou composta de matérias de cunho técnico,
humanístico e aprendizado de língua. Essa estrutura atendia ao
estabelecido no currículo Mínimo aprovado pelo Parecer n° 362/62 do
Conselho Federal de Educação, acrescido de outras matérias
consideradas relevantes para a formação dos bibliotecários.

Em 1971, formava a primeira turma do Curso. Posteriormente, realizou-se
uma seleção com os alunos que demonstravam interesse em se tornar
professores, formando-se deste modo, a equipe de docentes do segundo ano do
Curso.

De acordo com Bottentuit (2000, p. 72),o ensino da Biblioteconomia,
durante

a

primeira

turma,

utilizou-se

de

procedimentos

metodológicos

diversificados, com o objetivo de favorecer um melhor aprendizado ao seu corpo
discente. Estas metodologias variavam de acordo com a natureza das matérias,
porém, no seu aspecto global, foram adotados procedimentos de ensino inseridos
no quadro 1.
Quadro 1: Procedimentos de Ensino

Apresentação do programa com discussão sobre a metodologia de
ensino;
Apresentação da bibliografia;
Aulas expositivas com o auxílio de quadro e giz;
Apresentação de aulas através dos recursos audiovisuais, com
ênfase na utilização de slides e transparências;
Atividade prática (manuseio das tabelas de classificação, dos
códigos de catalogação, das fontes de informação);
Trabalhos individuais e grupais;
Visitas técnicas às bibliotecas;
Acompanhamento personalizado do aluno no seu campo de estágio;
Incentivo à docência através da monitoria;
Fonte: (BOTTENTUIT, 2000. p.72).

Adotados estes procedimentos de ensino, estabeleceu-se ainda, alguns
procedimentos de avaliação, conforme mostra o quadro 2.
Quadro 2: Procedimentos de Avaliação

Observação do desempenho individual do aluno no decorrer das
aulas;
Participação pessoal do aluno nos debates
Exercícios práticos;
Análise dos trabalhos apresentados;
Verificação da aprendizagem através de provas objetivas e

�6

subjetivas;
Fonte: (BOTTENTUIT, 2000, p. 73).

2.1 As
Disciplinas Elementos de Informática e Automação de
Bibliotecas

A disciplina Elementos de Informática está no Curso de Biblioteconomia
da UFMA, desde o segundo semestre de 1998, de acordo com informações
obtidas na secretaria do Curso; é oferecida pelo Departamento de Informática,
possuindo carga horária de 60 horas, já a disciplina Automação de Bibliotecas,
iniciou desde 1992, com carga horária de 60 horas, é oferecida pelo próprio
Departamento.

A primeira constitui-se na disciplina que abre para o aluno, as portas para
conhecer o mundo da TI, sob o ponto de vista da aprendizagem de elementos
imprescindíveis à sua formação acadêmica, haja vista, as exigências do atual
mercado de trabalho do(s) profissional(is) da informação. A segunda apresenta
como objetivo geral fornecer os conhecimentos básicos indispensáveis à
aplicação de recursos da informática em serviços executados por órgão de
documentação e informação. Especificamente propõe mostrar aos alunos todo o
processo de automação em bibliotecas e centros de documentação; enfocar a
importância da automação nas bibliotecas e centros de informação; enfocar os
diversos tipos de redes de telecomunicação e de bibliotecas; destacar a biblioteca
automatizada enfocando automação dos seus serviços; mostrar as metodologias
para desenvolvimento de sistemas de bibliotecas; fornecer ao aluno informações
sobre a escolha do software para bibliotecas; mostrar softwares (versão demo)
específicos para bibliotecas e noções sobre sistemas de comunicação e redes.
Deste modo, e acreditando que o Curso de Biblioteconomia da
Universidade Federal do Maranhão (UFMA), objetiva formar um profissional capaz
de desenvolver e ampliar todas as potencialidades contidas no bojo desta
profissão é que, apresentou-se uma proposta para inserção da disciplina
Tecnologia da Informação com o objetivo de somar conhecimentos com as
disciplinas Elementos de Informática e Automação de Bibliotecas.

�7

3 METODOLOGIA

Trata-se de pesquisa de caráter exploratório e descritivo, cujos
procedimentos técnicos adotados foram: pesquisa bibliográfica, documental e de
campo.

O universo da pesquisa foi constituído por alunos do sétimo e oitavo
período do Curso de Biblioteconomia, cuja amostragem corresponde a 50% deste
universo. A pesquisa deu-se inicialmente, a partir do levantamento das Escolas de
Biblioteconomia, com vistas a obter informações das disciplinas relacionadas na
área de Tecnologia da Informação. Posteriormente, fora aplicado questionário
com alunos do 7° e 8° período do Curso de Biblioteconomia.

De posse das respostas obtidas, dos questionários aplicados, realizou-se
uma análise minuciosa destas, a fim de extrair os dados necessários para a
construção/elaboração da proposta.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Teixeira

e

Spíndola

(2005)

em estudo

recente,

propuseram

a

reformulação da disciplina Elementos de Informática com vistas a atender aos
conhecimentos iniciais sobre o uso do computador e suas ferramentas, proposta
esta encaminhada ao Curso de Biblioteconomia para que possa ser estudada
pelos professores no momento da reformulação do curricular. Neste estudo,
buscam-se novos subsídios sobre a questão tecnologia.

Com a aplicação dos questionários junto aos alunos do 7° e 8° período do
Curso de Biblioteconomia da UFMA, visou-se detectar inicialmente sobre o
quantificar o nível de satisfação dos alunos em relação aos conhecimentos
tecnológicos obtidos através das disciplinas Elementos de Informática e
Automação de Bibliotecas, respectivamente no 2° e 7° período; no segundo
momento buscou-se obter opinião sobre a necessidade de inserir na proposta

�8

curricular do curso uma disciplina que contemplasse as deficiências do ensino na
área de tecnologia da Informação, especificando carga horária e qual período
deveria ser veiculada. De acordo com as respostas obtidas, os resultados
apurados estão dispostos nas alíneas a, b, c, e d e nos gráficos 1 e 2:
a)

88% dos alunos acham que as disciplinas não contemplam o

conhecimento necessário sobre as Tecnologias de Informação durante a
sua formação profissional;
b)

92% deles acreditam que há necessidade de inserir uma nova

disciplina no currículo do curso e sugerem alguns nomes tais como:
Tecnologia da Informação em Unidades de Informação; Gestão da
Informação;

Tecnologia

da

Informação

e

Comunicação

em

Biblioteconomia, dentre outros;
c)

96% dos alunos sugerem que a carga horária seja de 60

horas distribuídas em 30 horas de aulas teóricas e 30 horas de aulas
práticas;

96%

Sugestão de carga
horária com 60h

Necessidade de
inserir novas
disciplinas

92%

Disciplinas não
contemplam
conhecimento sobre TI
84%

88%

86%

88%

90%

92%

94%

96%

Gráfico 1: resultado da pesquisa correspondente às alíneas a, b e c.

d)

40% dos alunos sugerem que a inserção da disciplina seja no

5° período; 24% preferem no 6° período; 12% opinaram pelo 4° período;

�9

8% decidiram pelo 3° período e 7° período; 4% acham que deve ser no 8°
e 4% não opinaram sobre esta questão;

Não opinaram
8º período

4%
4%
24%

6º período

40%

5º período

12%

4º período

8%

3º e 7º período
0%

5%

10%

15%

20%

25%

30%

35%

40%

Gráfico 2: resultado da pesquisa correspondente à alínea d.
Mediante observação e análise dos resultados da pesquisa realizada,
propôs-se a criação de uma na disciplina que contemplasse as lacunas existentes
no processo.

5 PROPOSTA DE PROGRAMA DA DISCIPLINA

A partir do disposto acima, trabalhou-se uma proposta da disciplina, com
o objetivo de contribuir com o profissional que está em formação, contemplando
aspectos inerentes às exigências do atual mercado de trabalho deste, com vistas,
a torná-lo capaz de alcançar espaços ainda maiores em sua atuação profissional.

A relação teoria-prática, no processo de construção de saberes para
conhecimento e aplicação de TI no âmbito da Biblioteconomia, constituiu-se a
idéia central da proposta de uma nova disciplina, complementar às existentes, no
Curso de Biblioteconomia da UFMA.

�10

A hipótese de trabalho da proposta fora elaborada a partir de uma
inquietação em relação aos aspectos tecnológicos discutidos nas duas disciplinas
da área.

Na construção da proposta buscou-se principalmente:
a)

subsidiar os alunos do Curso de Biblioteconomia da UFMA, no seu

desenvolvimento profissional, tornando-os mais preparados para responder às
exigências do mercado de trabalho;
b)

mostrar a importância do uso das tecnologias pressupostas pelo

computador, em aulas práticas;
c)

proporcionar aos alunos do Curso, a geração de conhecimentos

mais específicos acerca das tecnologias de informação;
d)

permitir aos alunos, maior interação com as tecnologias de

informação disponíveis.

5.1 Programa sugerido

PROGRAMA
1 IDENTIFICAÇÃO
DISCIPLINA: Tecnologia e Gerenciamento da Informação
OFERTA: 5° período do Curso de Biblioteconomia da UFMA
TOTAL HORA/AULA: 60  Teóricas: 20horas/aula e Práticas: 40 horas/aula
2 EMENTA

Tecnologias e técnicas de armazenamento e de processamento da informação.
Tecnologias de Informação e Comunicação em Unidades de Informação. Interface de
Sistemas. Repositórios de Informação na Web: Sistemas de Inteligentes. Softwares
Livres para Bibliotecas. Protocolos de Recuperação da Informação.
.
3 OBJETIVOS
• Mostrar as tecnologias e técnicas de armazenamento e processamento da
informação.
• Utilizar o microcomputador como ferramenta de armazenamento, recuperação e
disseminação da informação;
• Proporcionar ao aluno conhecer a aplicar as tecnologias utilizadas na
recuperação e disseminação da informação em meio eletrônico;
• Habilitar o aluno para a aplicação de tecnologias de informação em sua prática
profissional (nos procedimentos bibliotecários).
• Discutir sobre interface de sistemas;
• Refletir sobre os repositórios de informação na Web;
• Discutir sobre Sistemas Inteligentes (sistemas de tomada de decisão e apoio)
• Conceituar Arquitetura da Informação;

�11

• Mostrar a importância da tecnologia sofwares livres para biblioteca;
• Discutir sobre os protocolos de recuperação da informação.
4 METODOLOGIA
• Apresentação do programa da Disciplina e da bibliografia a ser utilizada;
• Aulas teóricas e práticas em sala de aula e no laboratório de informática;
• Uso de roteiros, apostilas e exercícios práticos;
• Palestras, seminários e visitas técnicas.
5 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
• Tecnologia e técnicas de armazenamento e processamento da informação;
Conceitos
Tipos
•

•

•

Tecnologias de Informação e Comunicação em Unidades de Informação;
Hardware;
Softwares;
Redes.
Noções de Interface de Sistemas;
Tipos;
Conceito Homem-Máquina.
Noções de Repositórios de Informação na Web;
Conceito;
Tipos;

•

Noções de Sistemas Inteligentes;
Sistemas de Apoio a decisão;
Sistemas de apoio ao grupo.

•
•

Noções de Softwares Livres para Unidades de Informação:Conceitos.
Protocolos de Recuperação da Informação.

6 AVALIAÇÃO
A avaliação dos alunos realizar-se-á de acordo com os seguintes critérios:
• 10% para assiduidade;
• 10% para participação em sala de aula;
• 10% para apresentação escrita e oral de estudos de textos;
• 10% para seminários (trabalho escrito e apresentação);
• 30% para exercícios práticos;
• 30% para prova escrita;

6 CONCLUSÃO

As mudanças cada vez mais aceleradas e as sucessivas discussões
geradas acerca do perfil do profissional bibliotecário, vêm explicar algumas

�12

reformas curriculares ocorridas no país, da década de 70 até a década de 90, em
busca de um perfil em consonância com as necessidades do mercado.

Deste modo, pode-se afirmar que não é o diploma que concede o papel a
este profissional, mas sim, o mercado, ou seja, aquele que regula estes papéis.

Neste contexto, a formação do profissional da informação apóia-se em
competências, habilidades, procedimentos e paradigmas que se direcionam para
uma nova abordagem de ensino e de aprendizagem.

De tal modo que os currículos devem ser continuamente discutidos, com
o propósito de adequá-los às freqüentes transformações ocorridas na sociedade.

Neste tocante, nos cabe aqui indagar: é possível um futuro profissional da
informação, não encontrar na universidade que o forma, condições para que este
possa estar em consonância com o que lhe é exigido no mercado de trabalho?

Deste modo, concorda-se com Carvalho (2002) quando a mesma afirma
que,
[...] a situação exige alguns ajustes para moldar um profissional que
apreenda o sistema de informação de forma estratégica, com um olhar
plural, multifacetado para enfrentar um novo modelo de empregabilidade
cujas tendências influenciam as relações [...]

De tal forma que, esperou-se com este estudo, contribuir para uma
formação bibliotecária mais abrangente, no que se refere aos conhecimentos
teóricos

e

práticos

sobre

tecnologias

de

informação,

que

devem ser

disponibilizados aos profissionais bibliotecários em formação no Curso de
Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão.

REFERÊNCIAS

BOTTENTUIT, Aldinar. Movimento fundador da biblioteconomia no Maranhão.
São Luís: Imprensa Universitária, 2000. p. 63-76.

�13

CARVALHO, Kátia de. O profissional da informação: o humano multifacetado.
Ciência da Informação, Brasília, v.2, n.5, out. 2002. Disponível em:
http://www.ibict.br/cionline. Acesso em: 11 dez. 2003.
MILANESI,
Luís.
A
formação
do
informador.
Disponível
http://www.cuba.eci.ufmg.br/case.htm. Acesso em: 11 dez. 2003.

em:

SILVA, Edna Lúcia; CUNHA, Miriam Vieira da. A formação profissional do século
XXI; desafios e dilema. Ciência da Informação, v. 31, n. 3, p. 77-82, set./dez.
2002. Disponível em: http://www.ibict.br/cioline. Acesso em: 18 jun. 2003.
TEIXEIRA, Cenidalva; SPÍNDOLA, Pollyana Proposta de reformulação
metodológica da disciplina Elementos de Informática do curso de
Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão  UFMA. CONGRESSO
BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 21. Curitiba, 2005.
In: Anais Eletrônico... Curitiba, 2005. 1CD.

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Ciência da Informação&#13;
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                <text>Salvador (Bahia)</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>O ensino das tecnologias de informação na formação profissional do bibliotecário.</text>
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              <text>Teixeira, Cenidalva M. de S.; Marinho, Raimunda Ramos</text>
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          <name>Coverage</name>
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              <text>Salvador (Bahia)</text>
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              <text>O ensino da tecnologia da informação no Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão. Aborda-se a importância do conhecimento teórico e prático das tecnologias de informação, por parte do estudante de Biblioteconomia. Enfatiza-se o caráter imprescindível que estas assumem para a prática profissional do bibliotecário, e ainda, o papel da universidade na formação de profissionais bibliotecários mais preparados para atuar no novo ambiente informacional gerado pelos constantes avanços nas tecnologias de informação e comunicação, estando capacitados para atender as exigências do mercado de trabalho. Apresentam-se as atuais habilidades demandadas pelo mercado de trabalho biblioteconômico.</text>
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