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                  <text>O LIVRO E SEUS PRINCIPAIS SUPORTES : PAPIRO,
PERGAMINHO E PAPEL

Ilane Coutinho Duarte Lima*
Rosany Azeredo**

RESUMO
Aborda historicamente o livro, dando ênfase aos seus principais suportes : papiro,
pergaminho e papel. O papiro, surgiu no Egito e sua idade é desconhecida, já o
pergaminho com sua resistência e qualidade do material ainda é utilizado nos dias
de hoje. O papel teve sua invenção pelos chineses e os princípios de sua
fabricação continuam os mesmos desenvolvidos há 1.900 anos na China.

Palavras-chave: Papiro. Pergaminho. Papel.

* Bibliotecária - Biblioteca Municipal Adelpho Poli Monjardim
Avenida Jerônimo Monteiro, 656 – Centro Vitória – ES – 29010-002 - Brasil
ilane@pop.com.br
** Bibliotecária - UNICES – Instituto Superior de Cultura Capixaba
Avenida Vitória, 800 – Forte São João Vitória – ES – 29010-580 - Brasil
rosanyazeredo@hotmail.com

�1 INTRODUÇÃO
A presente pesquisa pretende divulgar o livro através dos vários
suportes, numa visão histórica dos fatos. Trataremos o papiro, o pergaminho e o
papel como principais suportes a serem pesquisados.
A história do livro vincula-se aos vários suportes já utilizados para a
escrita. O suporte mais antigo foi a pedra, desde as pictografias rupestres até às
estelas e inscrições

do antigo oriente e antiguidade clássica. Os suportes

evoluem e, segundo Labane ( 1981, p. 7) “foi sem dúvida a madeira o primeiro
suporte do verdadeiro livro, sob a forma de tabuinhas de madeira ou bambu.”
Katzenstein (1986, p. 159) acrescenta que:
Na China, um dos principais materias de escrita além da seda era o
bambu, usado também para construir pontes suspensas e balsas, e para
outras finalidades. Quando destinado à escrita, era cortado em cilindros,
que depois eram partidos em tiras de pouco mais de 1 centímetro de
largura por 20 centímetro de comprimento. Estas tiras deviam ser
serradas e sua superfície interna raspada, pois contêm um suco que
provoca deterioração e atrai insetos – uma operação chamada “matar o
verde” – sendo em seguida postas para secar sobre o fogo. Para formar
um livro, elas eram furadas e as várias peças eram reunidas por um fio
de seda. Houve livros de bambu que pesava até 120 libras usados para
documentos da corte até por volta do ano 250 a C.

Outro suporte antigo do livro, a argila, foi utilizada na Mesopotâmia,
pelos sumérios e assírios. Katzenstein (1986) afirma que as casas eram feitas de
tijolos de barro, e quando surgiu a escrita, o homem começou a escrever nele e
em artefatos de barro cozido, tais como figurinhas, vaso e cacos, conhecidos por
óstracos.
Sobre óstracos, Waldvogel (1986, p.18) informa:
[...] de sorte que quase todas as casas tinham na proximidade um
montão de cacos de barro. A esses montes recorria o dono ou dona da
casa para apanhar um fragmento sobre o qual pudesse passar um recibo
a um credor exigente, mandar por uma criança esquecida um recado a
um amigo, etc. Assim os cacos de louça serviam de folhas de papel,
sobre a quais se registravam acontecimentos os mais variados.

Os tecidos também serviram de suporte para a escrita, principalmente
a seda, inventada pelos chineses no século VI a C.

�Outro material de escrita eram as tabuinhas cobertas de cera ou gesso.
Tinham o tamanho de cerca de vinte por vinte e cinco centímetros, e as bordas
eram altas, com formato de pequenas bandejas, de forma que a cera derretida, ao
ser despejada sobre as tábuas não escorria para fora. Solidificada, oferecia uma
superfície bem lisa, sobre a qual gravavam as letras com stylus, que era uma
espécie de sovela ou punção de osso ou metal, do qual proveio a palavra estilo
(maneira de escrever).
Materiais diversos foram igualmente usados nos tempos antigos,
dentre os quais citamos: o osso, as carapaças, o bronze, conchas, fragmentos de
cerâmica, folhas de palmeira, ardósia, marfim, metais diversos. Mas os principais
suportes do livro antigo foram o papiro, o pergaminho e o papel, objetos de nosso
trabalho.

2 Papiro
O papiro surgiu no Egito. Era uma planta aquática (Cyperus papyrus)
existente no delta, do Nilo. Seu talo em forma piramidal chegava a ter 5 a 6
metros de comprimento. Era considerada sagrada porque sua flor, formada por
finas hastes verdes, lembrava os raios do Sol, divindade máxima do povo egípcio.
O processo de elaboração da folha do papiro começa com as películas
da parte exterior da haste da planta aquática, que eram cortadas em tiras e,
coladas umas às outras para formarem as folhas, que eram superpostas com as
fibras cruzadas (como na madeira compensada), para aumentar a espessura e a
resistência do produto. Depois, o “compensado” de papiro era polido com óleo e
colocado para secar.
Segundo Waldvogel (1984, p. 20), os egípcios designavam Biblos a
várias folhas escritas sobre papiro. Os rolos chamavam de volumes, palavra
oriunda de volvere, que quer dizer enrolar.

�Mas para Labarre (1981, p.13) temos a seguinte informação:
O rolo de papiro, forma tradicional do livro antigo, chamava-se em latim
volumen. Entre os séculos II e IV da nossa era, foi suplantado
progressivamente pelo codex, feito e folhas encartadas e dobradas para
constituírem cadernos juntos uns aos outros. Desde esta época, o livro
conservou sempre esta forma; mas a nossa língua dá à palavra volume
um sentido que se afasta das suas origens, Trata-se de uma mutação
capital da história do livro, talvez mais importante que aquela a que o
submetera Gutemberg, porque ela atingia o livro na sua forma e obrigava
o leitor a mudar completamente a sua atitude física. A consulta de um
volumen era pouco prática; era necessário desenrolá-lo lateralmente
ante si, sendo difícil reportar-se de uma parte a outra do texto. Era
incômodo e tinha de ser segurado com ambas as mãos, o que não
permitia tomar notas da leitura, como mais tarde se fará.

A idade do papiro é desconhecida, mas os mais antigos datam dos
meados do III milênio a.C. mas alguns hieróglifos fazem-nos pensar que o seu
emprego era mais antigo. Há rolos de papiros brancos e desenhados datados
respectivamente de 3.000 a 2.700 a.C. O papiro permaneceu o suporte essencial
do livro no Egito e difundiu-se no mundo grego e no império romano; manteve-se
até o século X e XI d.C. O livro de papiro apresentava-se sob a forma de um rolo
constituído por folhas coladas umas às outras, muitas em números de vinte. O
comprimento médio de um rolo era de seis a dez metros, mas a literatura
bizantina menciona papiros com uma centena de metros.
Martins (1996, p. 62) :
[...] informa que o papiro podia ser utilizado na escrita. Sobre cada folha,
o texto era escrito em colunas e cada uma delas se colava, em seguida,
pela extremidade à folha seguinte, de forma que se obtinham fitas de
papiro com, às vezes, dezoito metros de comprimento. Enrolados em
torno de um bastonete chamado umbilicus, constituíam os primeiros
rolos de pergaminho e por conseqüência, do próprio livro.

Katzenstein (1986, p.178) acrescenta que o papiro foi utilizado como
material de escrita por 3.500 anos e no Egito teve sua melhor qualidade. No
século XI foi substituído pelo pergaminho e pelo papel. Atualmente, na Etiópia, há
barcos feitos de papiro, e no Egito sua produção foi reativada como atração
turística.

�3 Pergaminho
Devido a sua durabilidade, o pergaminho teve grande importância
como material de escrita desde a antigüidade. Devido à qualidade do material, o
pergaminho ainda hoje é utilizado como suporte para alguns documentos.
A origem e forma de fabricação do pergaminho, segundo Katzenstein
(1986, p.179) :
Uma vez que pergaminu, vocábulo latino para pergaminho, é o nome
da cidade de Pérgamo têm a mesma raiz, admite-se que no século II a.
C., ele tenha sido inventado nesta cidade ou, que aí tenha sido
introduzido um novo método de limpá-lo, esticá-lo e raspá-lo, o que
tornou possível a utilização dos dois lados de uma folha para escrever.
Plínio cita um relato de Marco Terêncio Varro, estudioso romano do
século I a C. e bibliotecário de César, afirmando que o rei Eumenes II, de
Pérgamo (197-159 a. C.) desejava organizar uma biblioteca enorme e
que o rei Ptolomeu, do Egito, como bibliófilo, considerou isto um ato
inamistoso e declarou o embargo da exportação de papiro – e que tal
fato inspirou Eumenes II a imediatamente “inventar” o pergaminho. Os
relatos de Varro sobre os materiais de escrita, entretanto, não são
confiáveis. De acordo com um outro relato seu, o papiro foi “inventado”
pelos gregos, ou melhor, por Alexandre, o Grande, embora já se fosse
conhecido dos egípcios em 3.000 a C. e Heródoto tenha referido seu uso
muito anterior, 100 anos antes de Alexandre.

Labarre (1981, p.10) destaca detalhes importantes na fabricação do
pergaminho, salientando a causa do seu preço elevado:
As peles eram lavadas, secas, estiradas, estendidas no chão, com o pelo
para cima, cobertas com cal viva no lado da carne; depois pelava-se o
lado do pelo, empilhava-se as peles num barril cheio de cal; por fim
lavavam-se, secavam-se estendendo-as, tornavam-se mais finas,
poliam-se e talhavam-se consoante o corte pretendido. O pergaminho
era simultaneamente um material mais sólido e mais flexível que o
papiro, e permitia que o raspasse e o apagasse. Entretanto, o seu
emprego generalizou-se lentamente, e só no século IV da nossa era
suplantou completamente o papiro na confecção de livros. Mantinha-se
com um preço elevado, por causa da relativa raridade da matéria-prima e
também em virtude do custo da mão-de-obra e do tempo que sue
preparo requeria.

Quando se começou o uso do pergaminho, costumavam guardá-lo em
rolo, como faziam com o papiro. Depois, porém, viram que podia ser dobrado,
iniciando-se assim seu uso em forma de cadernos. Estes em geral de quatro
folhas (quaternos), eram reunidos em livro.

�O

pergaminho

reutilizado

após

raspagem

denominava-se

palimpsestos (palim, novo; psesto, raspado). Às vezes se aplicava essa rasura
duas vezes ao mesmo pergaminho. Modernamente se conseguiu, em alguns
casos, pelo emprego de certos ácidos, fazer reaparecer nesses palimpsestos a
escrita primitiva. Mas são tão fortes esses reagentes, utilizados neste processo
que acabam destruindo por completo a preciosa folha.
Martins (2001, p.68) nos informa que:
O permaminho foi escrito, como o papiro, de um lado só, até que se
descobriu ser perfeitamente possível fazê-lo nas duas faces. Enquanto a
escrita era realizada apenas no reto, o pergaminho era enrolado, como o
papiro, para constituir volumen. A escrita no reto e no verso vai dar
nascimento ao codex, isto é, ao antepassado imediato do livro. Com ele
revoluciona-se o aspecto da matéria escrita e o das bibliotecas. Códex
(pl. códices), na definição de Rouveyre, “ é o nome dado aos
manuscritos cujas folhas erma reunidas entre si pelo dorso e recobertas
de uma capa semelhante à das encadernações modernas. É, em suma,
o livro quadrado e chato, tal como ainda hoje o possuímos”. A diferença
é que o livro moderno apresenta-se em tamanhos reduzidos, graças ao
corte das folhas de impressão, ao passo que o pergaminho não era
dobrado nem cortado em folhas pequenas, o que significa que os
códices são livros grandes, “in-fólio”, quer dizer, “em folha”, no tamanho
da folha. Embora escritas dos dois lados as folhas do pergaminho,
conservou-se, até o fim da Idade Média, o hábito de apenas numerá-las
no reto, o que significa que a noção de páginas somente aparece no fim
desse período.

4 Papel
A invenção do papel foi um processo desenvolvido ao longo dos
tempos históricos, simultaneamente por diferentes povos em diferentes regiões
geográficas. A palavra papel é originária do latim “papyrus”, nome dado a um
vegetal da família “cepareas”. A medula dos seus caules era empregada como
referido, pelos egípcios há 2400 a.C.
Entretanto a maioria dos historiadores concorda com a opinião de que
o papel teria sido inventado no ano 105 de nossa era, pelo cortesão chinês T’sai
Lun; os segredos de sua produção teriam sido revelados aos árabes por
prisioneiros de guerra chineses, após a batalha de Samarcanda, em 751; teria
sido introduzido na Europa pelos árabes, via África; e finalmente, os princípios de

�sua fabricação hoje no ocidente, seriam basicamente os mesmos empregados há
1.900 anos na China.
O papel apresentava sobre o pergaminho a vantagem de um preço
inferior e de maiores possibilidades de fabricação. Não o substituiu de imediato,
mas revezou-o. Enquanto este se destinava aos manuscritos de luxo, o papel
servia para os manuscritos mais ordinários e de uso corrente, como os destinados
aos estudantes da época.
Febvre (1992, p. 45) cita:
Evidentemente, o papel não apresentava as mesmas qualidades
exteriores do pergaminho. Mais fino, de aspecto felpudo (por muito
tempo pensou-se que fosse fabricado com algodão) tinha menor firmeza
e rasgava-se facilmente. Desempenhou a princípio um modesto papel de
ersatz, finalmente aceitável, e mesmo vantajoso em certos casos:
principalmente quando o documento escrito não era destinado a durar
(cartas mensageiras, por exemplo, ou rascunhos) – ou ainda quando se
tratava de executar a minuta de um texto destinado a ser em seguida
copiado em pública-forma. Foi assim que os notários genoveses não
hesitaram em utilizar para seus registros cadernos de papel branco e
mesmo, por vezes, velhos manuscritos árabes em cujas margens
escreviam.

Katzenstein (1986, p.221) evidencia as semelhanças entre o papel e o
pergaminho:
Muitas semelhanças supreendentes entre o papel e o pergaminho
levaram os peritos a admitir que os fabricantes de papel imitavam o
pergaminho, considerando material mais nobre. Os primeiros fabricantes
realmente imitavam os materiais mais caros; as folhas de papel eram
cortadas exatamente no mesmo tamanho das folhas de papiro,
padronizadas e vendidas como “papel de faraó”. Supomos que os
primeiros fabricantes podem ter sido também pergaminheiros, que
tranferiram alguns elementos da técnica do pergaminho ao papel.
Uma semelhança entre o pergaminho e o papel era uma linha em
ziguezague, peculiar e idêntica, presente em alguns dos primeiros papéis
catalães e nos pergaminhos. Não pode ter sido uma marca d’água, uma
vez que não era um deserto artístico e, de qualquer maneira, não havia
marca d’água no pergaminho.

O naturalista Francês Reaumur (1719), sugere o uso da madeira como
matéria-prima para o fabrico do papel, ao observar que as vespas mastigavam

�madeira podre e empregavam a pasta resultante para produzir uma substância
semelhante ao papel na confecção de seus ninhos.
Os primeiros moinhos de papel conhecidos com certeza são os de
Jativa na Espanha (antes de 1.100), Fabriano (1276) na Itália peninsular, Troyes
(1348) na França e Nurumberg (1390) na Alemanha. Na América foi introduzido
pelos colonizadores e no Brasil em 1809. O papel ganhava a partida contra o
pergaminho. Seu uso começava a generalizar-se para a cópia dos manuscritos.
Uma das condições indispensáveis para a difusão do livro impresso estava
realizada.
No fim do século XVI, os holandeses inventaram uma máquina que
permitia desfazer trapos desintegrando-os até o estado de fibra. O uso desta
máquina passou a ser chamado de “holandesa”. Mesmo com o passar dos
tempos e aperfeiçoamentos nada foi modificado da sua idéia básica de produção.
No fim do século XVIII, a revolução industrial amenizou a constante
escassez de matéria prima para a indústria de papel e aumentou a demanda
criando um mercado com grande poder de consumo. Em fins do século XVIII e
princípios do século XIX a indústria do papel ganhou um grande impulso com a
invenção das máquinas de produção contínua e do uso de pastas de madeira.
O mundo evoluiu muito desde a invenção do papel. O século XX
introduziu práticas de manejo florestal, que garantem a sustentabilidade do
fornecimento de matéria-prima. Desde então, os materiais utilizados para gravar
informações evoluíram de forma extraordinária e culminaram hoje com o
aproveitamento de espécies florestais de rápido crescimento que ser transformam
em papéis de alta qualidade.
O papel difundiu-se e foi adotado pelas diferentes civilizações quando
surgiu a necessidade de um material mais barato. Hoje é o principal suporte do
livro escrito
Em outras épocas foram utilizados métodos pouco convencionais, mas
de grande importância para a inovação da escrita, tais como a utilização do
bambu, osso, carapaças, óstracos. Eles foram muito importantes para a leitura e a

�criação dos livros, isso sem falar nos principais suportes do livro, o papiro, o
pergaminho e o papel, que são os verdadeiros responsáveis por esse
desenvolvimento. O papiro foi substituído pelo pergaminho que mais tarde foi
substituído pelo papel, esse por sua vez é utilizado até hoje.
A Revolução Industrial trouxe grandes vantagens para a vida de todos,
as máquinas ajudaram na produção do papel em larga escala, contudo a
Revolução Tecnológica “ameaça” a existência do papel. Será que no futuro ele
será substituído pela tecnologia, pelas telas virtuais? Hoje não podemos afirmar
isso, pois o papel continua sendo o principal meio de escrever, publicar livros,
revistas, dentre outros. Cada vez mais as pessoas estão “presas” ao computador,
principalmente à Internet, onde basta um clique para ler o que deseja. No futuro,
talvez os livros estejam ao alcance desse clique, e quando isso acontecer, apesar
do papel hoje ser o principal suporte do livro escrito, nada garante que ele
permanecerá como tal. Ele quase não será mais usado, ou não será mesmo? Só
o tempo poderá responder a essas perguntas.

�REFERÊNCIAS

A INVENÇÃO do papel. &lt; apoema.com.br &gt;. Acesso em 08 maio de 2006.
A ORIGEM do papel. &lt; www.numaboa.com.br &gt;. Acesso em: 08 maio 2006.
FEBVRE, Lucien; MARTIN, Henri-Jean. O aparecimento do livro. São Paulo :
HUCITEC, 1992. 572p.
HISTORIA do papel. Disponível em: &lt;www.radiobras.gov.br&gt;. Acesso em: 17
maio 2006.
KATZENSTEIN, Ursula Ephraim. A origem do livro: da idade da pedra ao
advento da impressão tipográfica no ocidente. São Paulo : HUCITEC, 1986. 455p.
LABARRE, Albert. História do livro. São Paulo : Cultrix, 1981. 105p.
MARTINS, Wilson. A palavra escrita: história do livro, da imprensa e da
biblioteca. 2.ed. São Paulo : Ática, 1996. 519p.
O LIVRO em pergaminho. Disponível em : &lt;www.educaterra.terra.com.br&gt;.
Acesso em: 08 maio 2006.
WALDVOGEL, Luiz. A fascinante história do livro. 2.ed. Rio de Janeiro :
Shogun, 1984. 74p.

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              <text>O livro e seus principais suportes: papiro, pergaminho e papel.</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Lima, Ilane Coutinho Duarte; Azeredo, Rosany</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Salvador (Bahia)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>UFBA</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2006</text>
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          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Aborda historicamente o livro, dando ênfase a seus principais suportes: papiro, pergaminho e papel. O papiro, surgiu no Egito e a sua idade é desconhecida, já o pergaminho com sua resistência e qualidade do material ainda é utilizado nos dias de hoje. O papel teve sua invenção pelos chineses e os princípios da sua fabricação continuam os mesmos desenvolvidos há 1.900 anos na China.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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