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gentilmente por:

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��IV CONGRIiSSO BRiiSILEiRC DT5 BIBLIOTECONOMIA E DOCUMTAÇÃO

Utilidade dos Centros de Docjnentaçao:
Fundação de um Centro de Documentarão Infanlío-Juvenil
por
Alice Camargo Guarnieri

Fortaleza
1963

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lí

�V

UNIVERSIDADE DO CEARÁ
IV CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
FORTALEZA, 7 a 14 DE JULHO DE 1965

Tema III

-

Informação Científica

Utilidade dos Centros de Documentação:
Fundação de um Centro de Documentação Infanto-Juvenil
por
Alice Camargo Guarnieri (*)
CDU 002.6.012-053.2-.7

V/. L

(*) Bibliotecária Chefe do Instituto de Eletrotécnica da
Universidade de São Paulo.

cm

1

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�EXPLICAÇÃO

Nao me dispvinha a escrever
convite, a meu ver," ponco tarde.
■útil ao nosso país,

na

sobre

o item 3 do Tema III por ter recebido

Gostaria de poder-apresentar trabalho realmente

profissão

que

exerço. Mudei pore'm, meu modo de pensar,

quando me dei conta dos gastos que a Universidade do Ceará está tendo comigo e me
senti, então, com novas forças para lançar idéia l:^á muito acalentada., exposta nês,te trabalho preliminar.
Espero

poder

rever e completar tudo quanto já escrevi, pois tenho tido

pouquíssimo tempo para estudo aprofundado de qualquer problema para o qual me sin
■to inclinada a conhecer.O vastíssimo campo à minha frente desperta meus entusiasmos juvenis, sempre me acena com ilusões sobre a possibilidade de vir ainda a ajudar a resolver os graves problemas educacionais do Brasil. No meu íntimo, continuo
a ser a professora inconformada com suas próprias faculdades, desconfiada dos seus
próprios recursos e ávida de conhecer mais sobre muita coisa. Nem sempre porem, me
tem

sido

possível conseguir meu intento. Êste trabalho e esboço que, apresento a

fim de me

desincumbir da tarefa a qual fui chamada a colaborar e aceitei levar a

termo.
Não poderei deixar de mencionar o motivo básico pelo qual não me' detenho
•»
nas informações gerais sobre centros de documentação e informações - a lembránça
daquele

pensamento

de Charles Jewett: um livro uma vez catalogado jamais deverá

se-lo outra vez; o que se gastou no primeiro catalogo de traia biblioteca,jamais deverá ser gasto outra vez tanto por essa mesma biblioteca, como por outra.
Muito já foi escrito sobre o assunto, de modo que sinto ser

redundância

repetir as mesmas informações. Prefiro citar a bibliogra^fia que me ocorre neste momento, remetendo os leitores às fontes existentes.
Remeto portanto os leitores para

os trabalhos de I^ia Sambaquy sobre o

I.B.B.D., pois alem da sua qualidade de presidente desse órgão nacional, possue o
*
entusiasmo e competência ne*cessária3 a quem real, sincera e honestamente se propõe
a orgard-zar, dirigir e desenvolver serviços de ajuda ao leitor; aos inúmeros trabalhos .apresentados, em Congressos anteriores, muitos dos quais publicados nos Boletins Informativos do I.B.B.D. Acredito ser preciso sim, procurarmos de agóra em
diante, as nossas falhas, a fim de iniciarmos luta no sentido de atingir os alicer-

�ces da educação, cujo edifício ruirá se não lhe injetarmos o cimento que o sustente e reerga.
êste trabalho

foi escrito com o pensamento voltado para as crianças e os

jovens, aos quais homenageio nesta oportunidade.

�S U M JÍ R I o

1. Bibliotecas e Centras de Documentação, como instituições sociais

1»1 Centro de Docximentação Infanto-Juvenil e Campanha da Educação- através da
'

Biblioteca

2. Serviços de Informação e Centros de Documentação *

3» Serviços prestados por Bibliotecas Especializadas nesse setor

4« Conclusões e Recomendações

5« Referências Bibliográficas

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3

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^Scan
^ ... ur...».,.,.

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�BIBLIOTECAS E CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO COMO INSTITUIÇÕES SOCIAIS
«■
"
sendo

O

cientista

pesquisado,

moderno

&gt;»

•

I

'

precisa saber o que já foi feito, o que está

o que está sendo planejado e o que não está sendo estudado.

Neste último aspecto, a informação negativa será de imensa utilidade, pois sig-,
nifica,

para

o

cientista, a " luz verde " que o estimula a continuar em suas
1

tentativas ".

•

Estas palavras encontradas num trabalho da Prof§^. Maria Laura da Cunha
Lion foram minha " luz verde " pois me impressionaram pela verdade que exprimem,
Na realidade, o que não está sendo estudado deve ser objeto de atenção^
dos estudiosos, em todos os campos do conhecimento humano, e em nosso caso, especialmenté no que se relaciona com os problemas da situação real da Biblioteca
no Brasil, sua

participação na vida do povo brasileiro, não apenas dos grandes

centros, mas principalmente das pequenas cidades.
Se aceitamos como verdade que só a educação e capaz de fazer surgir em "
cada

ser a parcela de infinito que ele traz em si mesmo; que essa parcela res-

plandecerá como estrela se a alimentarmos convenientemente; que o livro e' parte
imensa
todas

desse alimento.e que a biblioteca e seu guardião em todos os tempos, em
as latitudes e longitudes da terra, então e chegado o tempo de „chamarmos

os nossos Governos, nossas Universidades, nossas Instituições de Ensino, nossas
Indústrias, nosso Comercio, nossas Empresas Editoriais, nossas Fundações, enfim,
TÔDAS as instituições ' int^eäsadas em minorar os sofrimentos do nosso povo, em
desenvolver

as aptidões latentes, e aproveitar as massas aperceptivas, em desi ^
pertar do seu torpor capacidades adormecidas, em trazer para a luz a fim de podei^m «enxergar,
recursos,

não.

utilização

aqueles cegados pelas doenças g ignorancia, para cue nos deem
*
apenas financeiros, mas primordialmente humanos, necessários à

das bibliotecas de todos os tipos, como coadjuvantes das atividades

educacionais em nosso• país.
Não se
mente ao
;de

espaço

admite mais, num mundo de homens capazes de se lançarem ativana

desenvolvimento

país
fusão

.

ânsia de devassá-lo, demonstrando dessa forma o alto grau .
econômico,

científico,

técnico, cultural e social do seu

de origem, que em nossa TERíLA, as atividades chaves, responsáveis pela didos conhecimentos, ainda permaneçam desconhecidas, paralisadas, estagna-

nadas, relagadas à estaca zero nos planos educacionais dos nossos GOVERNOS.

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�Pois não são as Bibliotecas, as depositárias vivas do pensamento ?
i
Não estão guardados nos docmentos (sejam eles livros, revistas, folhetos, relatórios, selos,

gravxiras, pinturas, esculturas, partituras rausicaiß, filmes
m
e tantos outros), os pensamentos, as diretrizes, os ideais, as tendâncias, o
trabalho enfim

de

uma sociedade ? Não são essas manifestações do pensamento

científico, tecnológico, artístico, filosófico, sociológico reflexo das atividades do homem, reflexo do seu desenvolvimento, reflexo da sua cultura ?
Por que então ignorar os meios de tornar tudo isso conhecido de -todos
para uso de todos.

'

Os meios capazes de levar ao homem o conhecimento da produção do seu
e de outros povos, são preconizados também pelas Bibliotecas, desde_a antigüidade, A Biblioteca e instituição educativa, a partir dos jardins de infância,
e,'à falta destes,

os próprios centros de saúde, os quais começam a educar a,

infância através da educação das mães 1 E

nada

mais necessário e acertado 1

Educar a infância começando pelas mães, pois só a educação poderá, por certo,
salvar

da

pobreza

física, moral e intelectual a população abandonada à sua

própria condição de sub hc»ncns, sem direitos, sem assistência.
Esta

a realidade brasileira l Mlhares de crianças morrem por hora,

em todo o país pelos mais diversos motivos, incluindo o mais constrangedor, o
mais terrível, a fome. Sim l Estatísticas são publicadas 'pelos Serviços do
't
&gt;
Estatísticas dos Estados, e se nós atentarmos para as causas da mortalidade in
fantil, vamos

encontrar

a sub-alimentação ceifando vidas nos dois primôiros

anos, apesar das cruzadas contra a fome 1
' Êste aspecto negativo da influencia educativa da escola e da biblioteca deve ser estudado.

Cremos ser

desníveis culturais do .nosso

urgentíssimo que nós nos apercebamos dos

povo, a fim de, por todos os meios ao nosso al-

cance, lançarmos a " Campanha da Educação

através da Biblioteca

em todó o

território nacional.
Sem dúvida, aqui se evidencia -o imenso papel dos centros de dociamentação, nacionais

e

regionais

para a conquista dos objetivos dessa Campanha

Nacional.
Precisamos sim analisar esse aspecto negativo da educação a apressar
o seu desaparecimento, Mas^nos perguntarão, Como ? e responderemos;

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^a^s'ster,
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í

�- Procurando e sentindo a verdade, agindo

com coragem o amor l Verda-

de sobre o estado mise'rrimo em que vivem nossas crianças;

verdade

sobre o a¥
bandono em oue se encontram os seus pais; verdade sobre a ignorancia total de
grande parte da nossa população; verdade sobre a desesperança que vive no coração dos nossos caboclos e nossos caiçaras; verdade sobre o descaso de grande raímero de brasileiros responsáveis pela real aplicação dos dinheiros públi
COS no ataque a piór de ,t3das as doenças - o analfabetismo e o semi-alfabetis

mo; verdade sobre a tendencia que quase sempre temos,de nos acomodarmos à situação, sem coragem para com audácia, forçarmos as mudanças que o meio exige;
verdade sobre o êxodo de brasileiros do norte para o sul, do campo para as cidades, onde muitas vozes perecem â mingua de recursos e assistência.
Esta verdade,dura de ouvir mas que deve ser ouvida, verdade- sobre as
falhas do nosso sistema educativo

e assistencial, responsáveis pela situação

deplorável em que se encontra grande pí?.rte do povo brasileiro semi-alfabetiza
do, atinge

em sua essência, a organização das bibliotecas e centros de docu-

mentação . Se aceitarmos

a

premissa de que a biblioteca tem obrigação de "ir

ate o usuário ou possível usuário e não esperar que ele venha ate ela, precisamos

dar

a

mão à palmatória 1 O sistema bibliotecário ainda está falho no

Brasil« O que não está sendo feito ? Onde está errado ou falho ?
Estamos diante de problema, de

grande complexidade. Não pretendemos

apresentar solução imediata, pois isso demonstraria ingenuidade da nossa parte, tanto quanto o medico que pretendesse curar sem antes fazer o diagnostico
da doença. O que estamos sentindo, pöre'm, nos leva a concluir que se o Estado
ainda não está devidamente aparelhado para solucionar os problemas economicos,
administrativos e da educação do povo, isso pãéftpode impedir que o tempo continue a passar e os problemas continuem a s\jrgir e se agravarl Portanto,e ne*
cessário, de qtolquer forma, proc\irar honestamente, onde estão os doentes ,
qual a doença, como combatê-la para curá-los l_A

nosso ver a solução está na

infancia e juventude. Nestas duas forças, tão maltratadas nesta vastidão bra*
sileira, repousa a vida, a saúde, a beleza T Demos portanto a atenção necessária a esses dois sustentáculos de um povo, a fim de conseguirmos, a' curto pra
zo, diminuir as discrepâncias existentes, extinguir êsse iáto na nossa cultvira,
"representado pelo semi-alfabetismo, doença do brasileiro que precisa ser curada.

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l'i

�o semi-alfabetizado, pensa

que

sabe

forças para vencer, acredita que tem capacidade
tas, porque não está preparado para
sua família,

a

enxergar

alguma coisa, julga que tem
para enfrentar todas as lu
a realidade, expondo-se, e à

toda sorte de dificuldades. Por essas estradas brasileiras

ainda caminham crianças e velhos maltrapilhos e esfomeados' que são obrigados
a acompanhar os mais moços no seu desejo de encontrar a terra prometida 1 A
terra prometida está em toda parte,mas o engano lhes acena com promessas de
dias melhores em lugares desconhecidos,,E a natioreza continua a aplicar ine
xoràvelmente a lei do mais fortel Os que se livram da morte chegam ao desti
no estropiados, para reiniciarem a sua batalha cotidiana - miséria l
Não vamos apresentar solução para este problema social. O que dese
jcunos e poder alertar os educadores (incluindo os bibliotecários) para essa
realidade, a fim de que nossa atenção seja atraída para os problemas da infancia

e juventude no sentido de com elas prepr.rarmos os degraus seguintes

da nossa emancipação total.
Lembremo-nos das palavras proferidas, em meados do se'culo dezenove
pelo grande educador americano Horace Mnn, que ate' os quinze anos não havia
cursado escola devido a extrema pobreza da sua família, são palavras saídas
do cerebro

e aquecidas pelo coração de quem conheceu a miséria e chegou ao

poder, sem jamais abusar dele.
t
" Nada, por certo, salvo a educação universal, pode contrabalançar
a tendência à dominação do capital e à servilidade do trabalho. Se uma cla£
se possui toda a riqueza e toda a educação, enquanto o restante da sociedade
6 ignorante

e pobre, pouco importa o nome que dermos à relação entre uns e

outros; em verdade e de fato, os segundos serão os dependentes servis e sub
jugados

dos primeiros. Mas, se a educação for difundida, por igual atrairá

ela, com a mais forte de todas as forças, posses e bens, - pois nunca aconteceu e nunca acontecerá que um corpo de homens inteligentes e práticos, ve
nha a

se conservar permanentemente pobre...A

educação, portanto, mais que

qualquer outro instrumento de origem htmiana, e a grande igualadora das condi
ções entre os homens- a roda de equilíbrio da maquinária social... Da a cada
homem

a independencia e os meios de resistir ao egoismo dos outros homens.
%
Faz mais do que desarmar os pobres de sua hostilidade para com os ricos; im

pede-os de ser pobres

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l'i

�.5
Esta, a fimção social da educação. Se nós, bibliotecários^^ que temos o alimento
valor

e

da

nas nossas ferramentas de trabalho, nao nos dermos conta do
força dessas ferramentas, faremos como o ferreiro que malha o

ferro sem a forja 1
A infancia e a juventude aí estão, à espera de
mos t As
guerra,
mento

bruscas mudanças verificadas

que os compreenda-

na estrutura das sociedades de após

trouxe, como conseqüência dos desiquilíbrios sociais, o desajustados

jovens e o retardamento educacional da infancia. Embora não te-

nhamos sofrido o que outros paises sofreram, os problemas de ordem economica, moral e social indiretamente nos abalaram.
Ate hoje, dezoito anos do termino da guerra, ainda se fazem sentir
os seus efeitos

nefastos. Façamos nós, o esforço necessário para fazer ca-

minharem peralelos os sustentáculos de um povo - cultura e saúde l
Abrir bibliotpcas, escolas, jardins de infancia e centros de saúde
para que

sejam

preensão

das

inoculados

nas mãos os germens do desenvolvimento e com-

suas necessidades fundamentais como ser humano com direito à

educação, saúde e bem estar.
Façamos
ao

lad«

para que haja em nosso país, orgão documentário capaz de,

da escola, atender- a infancia e juventude, tanto quanto nós vimos

fazendo no sentido de impulsionar o desenvolvimento científico e industrial.
Começamos

pelo telhado do edifício; desçamos agora ao terreno ainda virgem

e preparamo-lo

para as construções futuras. Pensamos que a criação de cen-

tro de documentação infanto-juvenil

com

serviço de informação

organizado

será poderosa arma no combat-e ao semi-alfabetismo l
Toda a atenção e gastos com a infância e juventude terá, em futuro
próximo, compensações imprevisíveis no sentido beae&amp;co» A hora e propícia }
A estabilidade

da escola e biblioteca condiciona os meios para as mudanças

que o povo exige, refletidas na segurança economica, saúde e educação.

CENTRO NACIONAL DE DQCUMEMTAÇXo INFANTO-JUVENIL

Os centros
t
para atendimento

\
•
de documentação, não devem ser tão somente organizados
'
•

dos cientistas e industriais, mas sim existirem também

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ao

l'i

�6
nível da inf^cia e juventude, especialmente no Brasil,Organizados exclusivamente para atender às suas necessidades e à dos responsáveis pelo seu desenvolvimento, caber-lhes-á o papel de orientadores, divulgadores, organizadores
de rede de informações infanto-juvenil. Não é utópica esta nossa

sugestão I

Todos os centros de documentação no mundo, tiveram quase sempre sua
I
origem numa pequena l^iblioteca especializada a qual, pela pressão do meio,
foi ampliando sua ação, atingindo círculos cada vez mais vastos, incluindo o
internacional.
,Todos estamos lembrados do imenso valor, e do papel de .orientadora,
organizadora e divulgadora desempenhado pela Biblioteca Infanto-Juvenil Monteiro Lobato de são Paulo, Não e regionalismo falarmos aqui dessa Biblioteca,
podemos

afirmar

que

os atuais Diretores e chefes das Bibliotecas Infantis

brasileiras, de norte a sul, tiveram ocasião de ver, ler, solicitar ajuda

a

D. Lenyra Camargo Fraccarolli, agora aposentada.
f
A Biblioteca Infanto-Juvenil Monteiro Lobato de São Paulo não têm o
nome de Centro de Documentação Infanto-Juvenil, porem, na sua essencia, organização e funções e o maior existente em nossa patria. Salvador se orgulha cfe pos
suir sua bela, útil e eficiente Biblioteca Infantil com Denise Tavares à fren
teils de Recife, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro,Brasi
lia para citar algumas, poderão dentro de algum tempo, caminhar

para centros

regionais de informações ou documentação infantil aos. quais caberão as mesmas
fiinções dos centros que trabalham para a ciência, indústria, arte etc.*
Esta ide'ia,
muitos

hoje

bibliotecários

lançada, já deve ter sido objeto de cogitaçao de

das bibliotecas infantis e juvenis do Brasil, porem,

pensamos, não havia sido publicamente exposta.
Um centro nacional de informação ou documentação infanto-júvenil ,
poderá servir como viga mestra do sistema bibliotecário nesse importantíssimo estágio da educação,

E seria justo que a Biblioteca Infanto-Juvenil Mon-

teiro Lobato de São Paulo fosse o primeiro Centro de Documentação Infanto-Ju
venil do Brasil.

*

á na, infância e juventude que repousam os alicerces da cultura e de
senvolvimento de \jm povo.

Se

atendermos mais, agora, neste momento da vida

nacional, de arrancadas para o progresso, à infância e juventude, dando-lhes

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�imediatamente a atenção devida por direito, haveremos de atingir o Homem dentro de poucos anos, E, se Deus o quiser, nos todos estaremos vivos para sentir

os

benefícios

do nosso esforço, entusiasmo e sobretudo nosso amor, em

prol da criança e do jovem !
Nao esqueçamos

que qualquer centro de documentação representa con-

'junto de serviços organizados metòdicamente para serem postos ao alcance dos
interessados, oferecendo-lhes documentos especializados ou gerais.
Èsses serviços definem as funções dos centros de documentação e informação, resijmidas na procura, reunião, produção e difusão de documentos ou
informações. Tudo quanto se exige de centros destinados aos cientistas, também será exigido dos que se dispuzerem a atender a infancia e juventude.
^

Naturalmente, se tanto a investigação como a comunicação cientifica

da informação estão

condicionados e se vem cortinados pelos recursos dispo-

níveis, financeiros e himanos, um centro de'documentação infanto-juvenil também encontrará as mesmas dificuldades. Pore'm, tudo serã resolvido se as próprias Bibliotecas Infantis forem, gradativamente agindo sobre o meio através
de tare'fas básicas preliminares no molde dos centros de documentação existen
tes. Essas tare'fas podem ser resumidas no preparo de:
1» Guia das bibliotecas infanto-juvenis brasileiras
2, Catatlogos coletivos
3» Listas de instituições ligadas à infância e a juventude
4» Bibliografia infanto-juvenil
Em nosso pais, estamos inclinados a crer, a Biblioteca Infanto-Jiívenil Monteiro Lobato de São Paulo já constitue centro de docmentação, desempe
nhando as tare'fas acima expostas, já existe Bibliografia especializada sobre
literatura infantil.vários trabalhps foram, em Congressos anteriores, apresen
tados,'versandö sobre organizaçao de Bibliotecas infantis.'Na Bibliografia Brasileira de Docxmentação publicada pelo I.B.B.D, estão devidojnente inde'xados«
O livro de Lenyra Camargo Fraccarolli- "Bibliografia de literatura infantil"e realmente obra básica, ponto de partida

para novos caminhos, os quais po-

derão ser descobertos por tantos outros bibliotecários capazes, já conhecedores dos problemas existentes nas Bibliotecas Infantis e Juvenis".

SERVIÇOS DE INFOmiAÇÕES E CENTROS DE DOCUÍffiNTAÇÃO^CIENTÍFICA

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lí

�Falar sobre

serviços

de informaçoes implica em saber, não somente,

quais são esses serviços, mas também onde existem, sobre que assuntos, o como
utilizá-los.
Foge às nossas possibilidades, devido ao restrito tempo para a busca
dos dados necessários, dar todas as informações acima. Trabalhos desta natureza

implicam no conhecimento pormenorizado de cada instituição que os possua,

tal como feito pelo I.B.B,D. antes da publicação em 1962, do livro " Bibliotecas Especializadas: Guia pa-ra intercâmbio bibliográfico ".
Entretanto, gostaríamos de recordar como introdução a este trabalho,
alguns

dos

centros mais importantes, como orgaos internacionais e regionais

de documentação,
1» Federação Internacional de Documentação

(FIP) Representa o orgão prin-

cipal da documentação, desde que promove o entrosamento dos centros bi'S
*
bibliográficos do mundo todo a ele filiados. Com sede atual em Haia te
ve sua origem em Bruxellas em lt95. Das suas Ö comissoes de estudo a quo
merece atenção.especial é sem dúvida ò "Comitê Internacional de Classificação

Decimal Universal " a fim de anipliá-la e corrigi-la constante-

mente .
2, Organização

Internacional

dardisation

de

Normalização (ISO - International Stan-

of'Organization) ■- Fundada em New York, em 1926 e com sede

atual em Genebra, preocupa-se com problemas da normalização da Documentação, A

A.B.N.T., no Brasil e membro nacional da ISO, tendo sido, por

sugestão do I.B.B.D,, criada entre suas Comissões, a de Documentação.
3» Conselho
of
nou

Internacional

das Uniões Científicas - International Council

Scientific Unions - ICSU) - Fundado em Haia em 1931» A Unesco assiacordo

com

a ICSU que a reconheceu como orgão coordenador das U-

niões Científicas Internacionais. Sao membros 43 paises e 13 Uniões Internacionais i entre

as

quais, Radioeletricidade. Física, Química etc.

Seu objetivo principal e âssegurar
a preocupação de ftindar

o

a rapidez da informação, tendo tido

Bioreau de Resiomos Analíticos, cujo programa

inclue normas para a publicação de trabalhos científicos. Duplicação da
Informação Científica, Cooperação ^ no Setor dos Resumos, e Troca de Informações

em caráter internacional. Neste sentido estabeleceu coopera-

ção entre Estados Unidos, Rússia, França e Grã-Bretanha, de modo que es-

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�SOS paises enviassem listas das publicações periódicas, seriadas ou nSo,
neles editadas, ,com indicação do editor, endereço etc.
4. UNESCO -(United Nations Education Scientific and Cultural Organization)
Fundada com a finalidade de promover a cooperação entre os povos, através a educação, ciência e cultura vem contribuindo para o desenvolvimento biblioteconomico no mundo, tanto pela promoção de Conferências internacionais

para

organização

o aperfeiçoamento dos Serviços Bibliográficos, como na

de Centros de Documentação, ta.is como os do Mexico, índia,

Uruguai, lugoslavia, Egito, Argentina, Brasil e outros»
Dentre os Centros Regionais podemos destacar:
1« Centro de Documentação Científica e Técnica de Mexico que edita o Boletin dei Centro para indexação de todos os periódicos científicos e técnicos publicados na America Latina e artigos de valor da literatura mun
dial.
2, Indian Scientific Documentation Centre (INSDOC) - Fundado em Nova Delhi
em 1951

para

promover o progresso científico do Sul da Ásia. Possue»©

Catálogo Coletivo do Ceilão, índia, Birmânia, Malaia e Indone'sia.
3« Centro Nacional para a Pesquisa Científica- em Paris, destinado a incrementar os serviços de informações e documentação da França.
4. Instituto de Informações Científicas da Academia de Ciências de Moscou»
Estabelecido

em 1952, tem por função principal, o preparo e publicação

do jornal de Referencias, constituído de resmos analíticos sobre matemática, mecânica, física, química, astronomia
tigos

científicos e copilação de dicionários,

etc.;

traduções do ar-

e a publicação de obras

e monografias das instituições e orgãps científicos dependentes da Academia «
5« Centro de Investigações e Desenvolvimentos Técnicos substituído pela kcademia

Checoslóvaquia de Ciências, cujas atividades são desempenhadas

por três centros; Biblioteca das Universidades Técnicas que edita o Boletim de novas publicações classificadas sistematicamente fçla CDU; Instituto de Inform.'^.ções Técnicas e Economicas publicador de folhetos sobre
as

experiências checoslovaquias e estrangeiras nos diferentes ramos da

produção; Oficina de Invensões e de Normalização que também edita o Bo-

om

1

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�J.«
letim de Infornirições sobre p?.tentes etc.
6, Biblioteca da Academia de Ciências da Hungria fundada em 1Ö26 pelo Conde
Joseph Teleki

que fez doação à Academia de 30,000 volumes. O Serviço de

Informações Bibliográficas aos investigadores inclue a publicação de bibliografias e o intercâmbio com 1,260 instituições científicas de 72 pai
ses«
Italiano de Documentação (CID)em Milão, responsável pela publicação

do

bibliografias

especializadas de obras italianas e estrangeiras

(resumos)
Ö. Instituto de Engenheiros Eletrotécnicos de Londres, publica a Science AbstractS) resumos sobre todos os artigos no campo da Física e Eletrotécnica Section A - Physics Abstracts - Section B - Electricàl Engineeiring Ab_s
tracts)
9» Biblioteca do Congresso de Washington
Marietta Danielg
cios de información
sou

no

seu trabalho " La evolucion de los servi»ios

cientifica

de los Estados Unidos, " informa que no

país o desenvolvimento dos serviços do informações científicas pode

dividir-se em dois períodos: o primeiro ate 1950 de organização e fundos
bibliográficos, e o segundo, a partir daquele ano, de ampliação de meios
mecânicos (com base na maquina de escrever) para oferecer as informações
cora maior rapidez. Realmente a necessidade de obter informação mais rápida acerca dos

acervos

fês com que fossem adotados processos novos de

catalogação, surgindo especialmente na Biblioteca do Congresso em VJashing
gton, a^ catalogação cooperativa. Sob os auspicios da Association öf Research

Libraries, foram publicadas em forma de livro, as fichas impres-

sas da Biblioteca do Congresso, Depois dessa primeira
editados
ries,

suplementos

pai-a m?,nto-la

publicação

foram

atualizada, aparecendo em duas se-

uma para assuntos e outra para autores. Deste modo os bibliotecá-

rios conseguiram uma fonte de referência excelente.
Entretanto
quanto

desejam

relevante
cas,

em

e

ccmum

que nem sempre os leitores encontram tudo

uma única biblioteca. Aqui portanto aparece o papel

dos serviços de informações e dos emprestimos-entre-bibliote-

juntamente com o dos Catálogos Coletivos regionais, para localiza-

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s t e .O"
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çãó de daHos necessários â investigação. A descentralização desses serviços, mormente no Brasil, e absolutamente necessária.
Sem dúvida
nar

problema

bliotecas,

a

velha lei da oferta e procura ajudou a solucio-

criado pelo aumento dos pedidos de emprestimos-entre-bi-

originados pelo'desenvolvimento técnico-cientxficot Em fins

da década

de 1930 muitas bibliotecas norte americanas já haviam desço•
í
%
aw
*
berto as aplicações dos microfilmes.
•
Com
tecnologia
sa. De

a

segunda

A
*
grande guerra,' a eletrônica e .outros ramos da

foram chrjnadas a cooperar no controle da informação impres-

1930 a 1950 o preparo de bibliografias especializadas, serviços

de

consulta e ajuda aos leitores e emprego de processos mecânicos para
4
rehaver as informações, alcançaram grande desenvolvimento.
'

O uso automático da máquina de escrever, ou seja, sistema Flexo-

Writer, combinado com equipamentos IBM e outros, veio dar grande impulso
aos métodos automáticos usados pelas bibliotecas.
»/
Atenção tajnbém foi dada aos processos fotográficos, O bibliote
cario Ralph Schaw inventor do sistema " Photoclerk " para simplificação
dos empréstimos também criou o aparelho " Rapid Selector " para armazenagem das informações em microfilmes. Depois dêle a telecomunicação e a
televisão vem sendo usadas com objetivo de transmitir informações do lu
gar onde se encontre a um receptor situado em lugar distante. Êstes dois
últimos métodos serão o próximo passo enquanto são terminados os estudos
sobre automação que estão sendo feitos na Biblioteca do Congresso,
V
•

.
grandes

A

Biblioteca

centros

do Congresso de Washington encabeça q. lista dos
'
'

de informações dos Estados Unidos. Seguindo-a, encon-

tramos :
Biblioteca e^s Sociedades de
ry) que
ções etc.

Engenheiros (Engineering Societies Libra-

faz empréstimos, tem serviço de fotoduplicação, prepara traduNÓs já utilizambs êstes

serviços mas confessamos, são muito

caros.
11. Chemical

Abstracts

Services que também realiza buscas bibliográficas,

responde a perguntas técnicas e prepara resumos.
12, Serviços

da

Comis^^o de Energia Atômica que copila e resume a coleção

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de informações cientificas mais completa do mundo em matéria de ciênci"I

•»
as nucleares.

13» Escritório de Patentes dos Estados Unidos, desenvolve sistema mecanizado de armazenagem e

localização de patentes, bem como informação sobre

elas com a cooperação da I.B.M.
14« Centro de Documentação e Investigações sobre Ccmunicaçoes, da Universidade V/estern Reserve que faz pesquisas bibliográficas por meios automáticos, especialmente no campo metalúrgico.
15* Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação
Chegamos agora
janeiro

de

1951*

ao nosso pais. Desde a fundação do I.B.B.D., em 15 de

e depois dêsses catorze anos de lutas para angariar a con-

fiança

dos cientistas e estudiosos nos ^serviços que se propõe a prestar, mui-

tr*

conseguiu. Do Norte ao Sul, de Este a Oeste novos pequenos centros

se

informações

foram

mesmas - informar
mento

de

da

surgindo. Embora com deficiências, suas finalidades são as
com

bibliotecas

cializadas,

rapidez

pelos meios adequados, auxiliar o desenvolvi-

de pescuisa e promover a formação de bibliotecas espe-

Naturalmente,

alçada

de

como

é lógico, estas duas últimas finalidades são

quase exclusiva do I.B.B.D., porem, as novas Escolas de Biblioteco

nomia surgidas, sempre promovem a formação de novas bibliotecas»
O I.B.B.D,, a fim de facilitar o intercâmbio entre as bibliotecas bra
sileiras,

possue

o Catálogo Coletivo Nacional de

Livros e o Catálogo de Pe-

riódicos, cuja publicação em livro estava já programado desde 195Ö.
As

principais vantagens

dêsses

catálogos a todos que pesouisam e a

nós que precisamos ajudá-los, resumem-se em:
a) facilijrar a localização de publicações, onde quer que estejam;
b) facilitar a identificação das obras que já possuem fichas impressas pelo
Serviço de Intercâmbio de Catalogação (S.I.C.)
c) evitar a duplicação
ca

poderá

tecas

com

de obras nas bibliotecas, uma vez que cada bibliot^

facilmente verificar que obras ainda não existem nas biblioas

quais

costuma manter intercâmbio e, portanto, que obras

deverá, realmente adquirir por compra;
d) facilitar o Serviço de Permutas de publicações;
e) incrementar o emprestimo-entre-bibliotecas.

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Sobre
apresentado

o emprestimo-entre-bibliotecas já existem dois ante-projetos, am

por

Odete Oliveira Penna e publicado no IBBD, Boi, Inform., Rio de

Janeiro, 3(5)*.293-303, set./dez., 1957, e outro pela A.P.B, que aceitou o trabalho preliminar apresentado por Alice Camargo Guarnieri e Maria Antonieta Ferraz,
publicado no - Boletim Informativo da F'.E.B.AAB., São Paulo, 5(3/4):36-3Ö, mar./
abr,, 1962,
Tão

necessária

quanto a existência do I.B.B.D, é a instituição do em-

prestimo-entre-bibliotecas

dentro do território nacional, tí urgente que se con-.

siga a isenção de taxas do correio ou redução apenas para esse SERVIÇO.
Ale'm

de ser a se'de do Catálogo Coletivo Nacional,

pelo seu Serviço de

Bibliografia é autor de dezenas de bibliografias especializadas.
r
Através

do

Serviço

de publicações vem editando não só bibliografias,

mas igualmente Guias, Catálogos, índices,. Folhetos, Sumários de energia nu/
clear. Lista selecionada de livros, folhetos e periódicos da sua Biblioteca» Além

disso

promove a edição e distribuição das fichas de catalogação do Serviço

de Intercâmbio de Catalogação (S.I.C.), que já reviu quasi 50.000 fichas das bibliotecas cooperantes,
Pelo

Laboratório de reproduções fotográficas vem o I.B.B.D. permitindo

que as bibliotecas especializadas possam atender melhor seus usuários pela procu
ra de 'material não existente nos seus acervos,
Infelizmente

a demora entre o pedido do leitor e o atendimento pelo I,

B.B.D», ainda e

muito grande, provocando reclamações. Entretanto, a culpa não é
i
propriamente do I.B.B.D. Cremos que" a procura por parte de usuários e outros cen
tros tem aumentado nestes'dez anos, sem que aumentasse na mesma proporção os fun
cionários para atendê-la com a necessária rapidez*
Êste mal não é previlegio do I.B.B.D. Sentimo-lo igualmente, desde 1950,
por isso sabemos compreendê-lo.
*
«
Com serviços de informações organizados no molde

do

I.B.B.D,

podemos

destacar;
Amazonas

- Instituto Nacional de Pesquisas da àmazonia (ainda em or^nização);

Bahia

- Serviço

de Informações Bibliográficas da Reitoria da Univer-

sidade ;
Ceará

cm

1

;

-Serviço Central de-Informáções Bibliográficas da Universidade;

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�14
Goiás .......... - Serviço

de Informações Bibliográficas da Universidade Federal

de Goiás;

'

Guanabara ...... - Instituto
Nacional

Brasileiro de
de

Bibliografia e Documentação e Centro

Informação Científica em Microbiologia(lnstituto

de Microbiologia);
Minas Gerais

- Serviço

Central

de Informações Bibliográficas da Reitoria da

Universidade;
Pará

- Museid

Paraense " Emilio Goeldi " e Serviço Central de Infor-

mações Bibliográficas da Reitoria da Universidade;
Parama ......... - Centro

de Bibliografia e Documentação da Universidade;

Pernambuco ..... - Serviço Central das Bibliotecas da Universidade do Recife;
Rio Grande do Sul- Serviço Central de Informações Bibliográficas da Universidade;
Santa Catarina.. - Serviço Central de Informações Bibliográficas da Universidade;
são Paulo

- Divisão

de Documentação da RUSP,

Biblioteca Central da RUSP,

Serviço de Documentação da Secretaria da Saúde, Serviço de Biblioteca e Docmentação do Instituto

de Eletrotécnica da Uni-

, versidade e outros,
3. SERVIÇOS PRESTADOS POR BIBLIG1T:CAS ESPECIALIZADAS NÊSTE SETOR
De que

devem se ocupar basicamente as bibliotecas especializadas que

reúnem as funções de centros de informações? Tomando por exemplo, não o I.B.B.
D., orgão nacional, mas um pequeno centro, nascido de biblioteca especializada
que possuía apenas 800 volmes em 1945&gt; podemos afirmar, são as seguintes ás ta
refas fundamentais:
a) atendimento rápido tanto na sede,como por telefone e fora dela (acesso li
vre);
b) empréstimos domiciliares e entre-bibliotecas(se possível, fora da sede tam
be'm);
o) respostas a perguntas dos consulentes com os recvirsos que possue;
i) fichário de indústrias (endereços e linha de fabricaçãp);
li) fichário de endereços de outros centros e bibliotecas;
iii) fichário de catálogos técnicos das indústrias nacionais e estrangeiras ;

■

iv) fichário

das retiradas individuais dos cientistas, técnicos e enge-

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llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|llll|
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lí

�nheiros;
v) fichário das entidades permutadoras;
d) resume artigos de revistas. Cataloga-os;

.

. ' ■

'

e) encarrega-se de localizar e ir buscar publicações de interesse dos pesquisado-res, existentes em outras bibliotecas;

'

:j|

f) prepara bibliografias a pedido e ajuda no pie par o delas quando solicitado;

J

s) procura, localiza e manda traduzir artigos de revistas;
h) prepara e distribue listas de obras sobre o assixnto;
i) ajuda na redação de trabalhos quando solicitado;
j) encarrega-se de procurar obras de interesse dos leitores, tanto nas
como nas livrarias;

,

editõras

-

-

i I;
k) ajuda os usuários na escolha de obras básicas sobre a especialização;
í j1
1) prepara microfilmes, ampliações e fotocópias;
m) prepara comunicados para a. imprensa;
n) ajuàa na revisão das sinopses e referências bibliográficas dos trabalhos dos
especialistas quando solicitado;
o) publica trabalhos sobre biblioteconomia e documentação;

.

•

p) organiza exposições, conferências, palestras e cursos rápidos sobre documentação »

'
Para conseguir levar a bom termo essas tarefas a biblioteca especializada

que, através seu desenvolvimento e por imposição do meio, se ampliôü de modo a ccns
titu2.r centro de informaçao, precisa:
1. Procvrrar os documentos necessários â sua especialização e de interesse dos seus
usuários;
2# Reunir os documentos organizando-os de modo a serem usados nas suas se'des e fó-.
'
s
y
ra dela.
i
^

3» Produzi-los»
4» Difundi-los entre os técnicos da sede, do país e fora dele, através .seus setores de Permutas e doações, e Intercâmbio de informações e fotoreprodução.
4. CONCLUäOES E RECOtíENDAÇÕES .

.

-

.

Pelo exposto e face a um novo Congresso que se realizará no Brasil em data a sex" determin?.da, solicitiamos seja encaminhada às autoridades competentes su
I
gestão para que considerem imprescindível;

cm

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�■

•
1. Seja fundado

o

16

Centro Nacional de Docimentação Infanto-Juvenil com sede

na cidade de São Paulo.
2» Seja dado

o

nome de Centro Nacional de Documentação Infanto-Juvenil Mon-

teiro Lobato à

atual

Biblioteca

Infanto-Juvenil Monteiro Lobato de São

Patilo,
apresentado,

no

próximo Congresso plano de Organização desse Cen-

tro, e, se a ide'ia

se

concretizar antes

3» Seja

destes dois anos, trabalho so-

bre o mesmo»

Sugerimos igualmente aos organizadores dos próximos Congressos;

1. Sejam revistas, Eeestudadas e postas em prática.as conclusões e recomenda
ções aprovadas nos congressos anteriores;
2, Sejam
dência

solicitadas teses

originais sobre os temas propostos, com antece-

de no mínimo, um-ano,-a fim de que, não sejam debatidos trabalhos

idênticos e se evite duplicata de esforços;
3» Sejam

permitidas

inscrições

para apresentação desses trabalhos com tí-

tulos provisórios, com antecedência também de um ano;
4* Seja

estudado

•

questionário sobre empre'stimos-entre-bibliotecaa ccano su-

gerido no trabalho da A.P.B, a ser enviado às bibliotecas dos cursos seA
cxmdários, universitários, especializadas e públicas;
■ k
5» Sejam debatidos os ante-projetos de códigos de Emprestimos-entre-Bibliotecas,

'se

não

neste, mas, em reuniões no I.B.B.D,, à qual deverão com-

parecer não apenas os autores,

pore'm,

como já sugerido, comissões esta-

duais para sua redação;
6» Sejam feitas reuniões anuais para debate de problemas da profissão;
7. Seja lembrado o rlome de Lenjo-a Camargo PVacçarolli para presidente Ou diretor de honra do Centro Nacional de Documentação Infanto-Juvenil,

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I Sc a n
Syst em
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lí

�,

REFEEÍ^NCIAS BIBLIOGRiÍFICAS
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Boi, Unesco Bibl»

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Boi, Unesco Bibl,

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LARSEN, K. - Los servidos bibliográficos
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nacionales.

Boi, Unesco Bibl,

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