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                  <text>O TRATAMENTO DESCRITIVO E TEMÁTICO DE FOTOGRAFIAS NA FORMAÇÃO
DE BIBLIOTECÁRIOS DO CURSO DE BIBLIOTECONOMIA DA UNESP – CAMPUS
DE MARÍLIA: UM RELATO DA COLABORAÇÃO DA COORDENADORIA GERAL DE
BIBLIOTECAS DA UNESP

Mariângela Spotti Lopes Fujita
Unesp – Faculdade de Filosofia e Ciências – Docente do Curso de Biblioteconomia;
Av. Vicente Ferreira, 1278 – Cascata
17515-901 - Marília - SP - Brasil
E-mail: goldstar@ flash.tv. br
Cássia Adriana de Sant’Ana Gatti
UNESP – Coordenadoria Geral de Bibliotecas - Bibliotecária
Av. Vicente Ferreira, 1278 – Cascata
17515-901 - Marília - SP - Brasil
E-mail: cgatti@marilia.unesp.br
Dilnei Fátima Fogolin
UNESP – Coordenadoria Geral de Bibliotecas - Bibliotecária
Av. Vicente Ferreira, 1278 – Cascata
17515-901 - Marília - SP - Brasil
E-mail: dilnei@marilia.unesp.br

�RESUMO

O projeto “Memorial Fotográfico da Faculdade de Filosofia e Ciências”, com ênfase na
trajetória acadêmica no período de 1959 até o momento, é desenvolvido pelo
Departamento de Ciência da Informação da UNESP – Marília em parceria com a
Coordenadoria Geral de Bibliotecas - CGB da UNESP para propiciar, principalmente, a
formação inicial dos futuros bibliotecários, em abordagem de cunho profissional, junto à
disciplina “Tratamento temático de fotografias” e estágio com bolsa, tendo em vista que
o Grupo de Automação da CGB é responsável pela elaboração do item de
representação descritiva de fotografias no “Padrão de Qualidade de Registros
Bibliográficos da UNESP” e inserção das fotografias na Biblioteca Digital da UNESP na
base Retrat@. Desse modo, as atividades dos alunos compõem-se de quatro fases:
análise de conteúdo temático; representação documentária do conteúdo temático com
uso de linguagens; catalogação em formato MARC 21 e digitalização. A participação dos
bibliotecários do Grupo de Automação da CGB, com o conhecimento do contexto
profissional e dos padrões de tratamento documentário de fotografias foi fundamental para
a inserção do futuro profissional no processo de análise documentária de fotografias para
a organização de acervos fotográficos e proporcionando condutas e procedimentos
metodológicos em perspectiva real dentro de bibliotecas universitárias.
Palavras-chave: Tratamento descritivo. Tratamento temático. Fotografias. Formação
profissional.

�Introdução

A Universidade Estadual Paulista – UNESP, uma das mais importantes
universidades públicas do Estado de São Paulo, com grande ênfase em sua eficiente
atuação no ensino, na pesquisa e na extensão, destaca-se como um centro de
excelência no aprimoramento do ensino nos níveis de graduação e pós-graduação e
na otimização e maximização do acesso à informação aos seus alunos e
pesquisadores.

Inserida neste último contexto encontra-se a Coordenadoria Geral de Bibliotecas CGB, responsável pelo funcionamento sistêmico da Rede de Bibliotecas da Unesp,
com a missão de propiciar uma efetiva interação entre a Rede de Bibliotecas, o meio
acadêmico e Instituições congêneres Nacionais e Internacionais, através de ações
conjuntas, facilitando a comunicação entre os vários segmentos da Universidade.

De uma forma mais ampla, considera-se que a CGB e Rede de Bibliotecas formam
um sistema de informação que agrega valor à informação, aprimorando e
promovendo a política informacional da Universidade, disponibilizando-a aos
usuários no atendimento dos seus interesses e necessidades.

Fundamentada nestas questões, o Departamento de Ciência da Informação, da
Faculdade de Filosofia e Ciências – FFC, da Universidade Estadual Paulista –
Unesp, elaborou projeto intitulado “A memória acadêmica em imagens fotográficas:
análise de conteúdo e digitalização de fotografias” para organização do Memorial
fotográfico da FFC, que norteia as atividades do Grupo de Pesquisa “Análise
Documentária” na linha de análise e síntese documentária articulada com as
disciplinas curriculares do Curso de Biblioteconomia de Marília “Análise temática de
fotografias” (optativa) e “Análise documentária” (obrigatória), resultando no
desenvolvimento deste trabalho. (FUJITA, 2004, p.3).

�Fujita (2004, p.3) destaca que o desenvolvimento desse trabalho tem como proposta
resgatar a memória acadêmica, através de imagens fotográficas, da Faculdade de
Filosofia e Ciências a partir da instalação dos primeiros cursos no primeiro prédio
ocupado, da realização das defesas públicas de mestrado e doutorado e outros
eventos marcantes que modificaram o cenário de ensino, cultura e ciência no interior
paulista, por meio da digitalização das fotografias mais significativas e a
representação descritiva propiciando a recuperação e divulgação do memorial no
Banco de Dados Bibliográficos Athena.

O Departamento de Ciência da Informação e a CGB, com uma cultura organizacional
já estabelecida em suas estruturas, tem mostrado significativa importância em ações,
relevantes e prioritárias, articuladas nas propostas delineadas em seus objetivos em
relação à comunidade acadêmica, criando oportunidades e atendendo necessidades
conjuntas, estabelecendo, desta forma, uma relação de parceria. Esta efetiva
articulação entre esses dois segmentos propõe um nível de comprometimento na
continuidade e no aperfeiçoamento dos trabalhos já em andamento e também na
indicação de novas propostas a serem incorporadas.

Dentre estes trabalhos já em andamento encontra-se a participação dos bibliotecários, do
Grupo de Automação da CGB, junto à disciplina optativa “Tratamento temático de
fotografias”, que integra o currículo do Curso de Biblioteconomia da FFC, e supervisão
aos alunos contemplados com bolsa para estágio no referido projeto. Estes
bibliotecários, com o conhecimento do contexto profissional e dos padrões de tratamento
documentário de fotografias adotados para a Rede de Bibliotecas da Unesp, tornam-se
relevantes para a inserção do futuro profissional no processo de análise documentária de
fotografias para a organização de acervos fotográficos e proporcionando condutas e
procedimentos metodológicos em perspectiva real dentro de bibliotecas universitárias,
viabilizando uma efetiva integração entre a Universidade e a CGB. Esta prática tem o
intuito de tornar o ensino mais dinâmico.

�O papel do ensino de graduação deve ser o de, essencialmente, instrumentalizar o
estudante com as técnicas e ferramentas básicas de sobrevivência no meio
profissional, especialmente, aquelas que lhe garantam habilidades para adaptar-se a
transitoriedade, promover a inovação e utilizar-se da diversidade (SOUZA, 1998, p.4)

O envolvimento de docentes, de alunos e de bibliotecários em projetos universitários
converter-se em uma ação mais representativa dos objetivos propostos pela
Universidade, que ocupa um papel fundamental na formação dos futuros
profissionais, e cujos resultados beneficiarão os bibliotecários em forma de estímulo
ao aperfeiçoamento profissional no convívio acadêmico, aos alunos na absorção de
informação com o entrosamento da prática profissional e com o respaldo do
conhecimento teórico e aos docentes ao criar, com esta prática curricular, um
ambiente propício para o exercício da profissão favorecendo a aprendizagem.

O tratamento de forma e conteúdo da fotografia no Memorial fotográfico da FFC

Porque utilizar a fotografia na composição do conhecimento histórico e no processo
de transmissão deste conhecimento?

A fotografia, ao documentar um fato, registra uma compreensão histórica por meio da
leitura da imagem relacionando o acontecimento com a produção do conhecimento.
O processo contínuo no registro da memória histórica por meio de uma linguagem de
imagens deve ser aplicado e efetivado na disseminação deste conhecimento.

A imagem fotográfica, aliada ao documento impresso, remete para os aspectos mais
prementes da representação da informação no contexto histórico que a produziu,
possibilitando fazer uma nova abordagem acerca da evolução destes registros
históricos não convencionais.

Mauad (1996, p.9) facilita o entendimento sobre “a compreensão da imagem
fotográfica, pelo leitor/destinatário, que dá-se em dois níveis, a saber:

�y nível interno à superfície do texto visual, originado a partir das estruturas espaciais
que constituem tal texto, de caráter não-verbal; e
y nível externo à superfície do texto visual, originado a partir de aproximações e
inferências
com outros textos da mesma época, inclusive de natureza verbal. Neste nível,
podem-se descobrir temas conhecidos e inferir informações implícitas.”

Encontramos, ainda, em Maud (1996, p.9) a afirmação de que é ”importante destacar
que a compreensão de textos visuais é tanto um ato conceitual (os níveis externo e
interno encontram-se necessariamente em correspondência no processo de
conhecimento) quanto um ato fundado numa pragmática, que pressupõe a aplicação
de regras culturalmente aceitas como válidas e convencionalizadas na dinâmica
social.

Segundo Manini (1998) citada por Oliveira (2004, p.18) a
Análise documentária de fotografias tem como objetivo representar, de
maneira condensada, o conteúdo informacional da imagem, através de
resumo e/ou indexação e, caso seja pertinente, complementar a análise
incluindo dados relativos à expressão fotográfica.

Barthes (1984, p.12-13) citado por Estorniollo Filho (2004, p.2) ressalta que é papel
do profissional da informação traduzir a variada presença de signos representados,
nem sempre explicitamente, em uma imagem, com o objetivo de tornar acessíveis os
documentos de uma coleção. Essa representação documentária é feita pelos
processos de catalogação e indexação do documento.

No Memorial Fotográfico da FFC o projeto iniciou-se pelos procedimentos de
organização, identificação e guarda dos documentos e teve seqüência na
representação descritiva e análise de conteúdo para tornar acessível a recuperação
das fotografias.

�A organização temática foi elaborada durante o processo de pré-classificação das
fotografias com o levantamento e a seleção do conteúdo temático permitindo que as
fotografias fossem organizadas por assuntos específicos para melhor acesso e
recuperação. (FUJITA , 2004, p.7)

Desta organização surgiu inicialmente um conjunto de 25 classes temáticas com a
possibilidade de alteração dos temas, considerando a avaliação periódica de todo o
processo. As fotos estão acondicionadas individualmente com entrefolhamento em
papel neutro, em envelopes, agrupadas em pastas suspensas, com hastes de
plásticos.

Conforme Fujita (2004, p.7), para a organização e identificação das fotografias optouse pela atribuição de siglas, seguindo os títulos das classes temáticas, seguidas de
números, anotadas na borda direita superior dos envelopes.

Com o desenvolvimento do projeto, o acervo de 2220 fotografias foi distribuído em 40
séries e até final de 2005 os alunos concluíram o tratamento temático e descritivo de 13
séries com 580 fotografias.

O tratamento descritivo e temático de fotografias em sala de aula

Para realizar o tratamento descritivo e temático das fotografias com os alunos
durante as aulas da disciplina “Tratamento temático de fotografias” é adotada uma
metodologia que os coloca em contato com o desenvolvimento do projeto de
organização do Memorial Fotográfico da FFC, com os fundamentos teóricos e
metodológicos de tratamento de fotografias e com a prática de tratamento temático e
descritivo de fotografias em sala de aula.

Desse modo, as atividades dos alunos compõem-se de quatro fases: análise externa
e de conteúdo temático; representação documentária do conteúdo temático com uso
de linguagens; catalogação em formato MARC 21 com base no padrão de registros

�para fotografias da UNESP e digitalização das fotos, por meio de scanner, para
inserção na Biblioteca Digital da UNESP, na base Retrat@.

Nas aulas introdutórias, ministradas pela docente da disciplina, os alunos fazem uma
visita ao local onde está armazenado o acervo fotográfico e verificam as etapas de
execução do projeto de organização. Nessa visita são apresentados: o projeto do
Memorial Fotográfico da FFC de maneira global, uma introdução às etapas de
tratamento temático e descritivo do acervo fotográfico e a distribuição das fotos da
classe temática escolhida para desenvolvimento das atividades práticas da disciplina
iniciando-se pela digitalização das fotos por cada aluno.

Nas aulas seguintes à visita, os alunos fazem a leitura e discussão de textos que
tratam dos fundamentos teóricos e metodológicos de tratamento de fotografias
(MOREIRO GONZÁLEZ, 1994; ROBLEDANO ARILLO, 2000; SMIT, 1987, 1996) e
elaboram uma grade descritiva e temática para análise de fotografias do Memorial
fotográfico da FFC com base no entendimento dos subsídios teóricos (Anexo 1).

Como exercício prático de análise temática e descritiva das fotografias do Memorial
Fotográfico da FFC, anteriormente distribuídas, os alunos preenchem a grade para
cada foto extraindo todos os dados necessários para sua posterior catalogação e
elaboram um resumo para contextualizar a análise temática e descritiva.

Para contextualizar o tema da foto os alunos utilizam recortes de jornal da época
como material de apoio e para sanar possíveis dúvidas relacionadas a datas,
identificação de pessoas nas fotos.

Dando seqüência às aulas práticas, o próximo passo é realizar a representação
documentária com uso de linguagens documentárias para controle de vocabulário e
garantia de uniformidade do sistema de recuperação. Antes da fase de
representação

documentária,

os

alunos

são

apresentados

às

linguagens

�documentárias: lista de cabeçalhos de assunto do Bibliodata1, a lista de cabeçalhos
de assunto da Library of Congress (LC)2 – Library Congress Subject Headings LCSH e o Thesaurus for Graphics Materials - TGM1, também da LC, para que
possam,

posteriormente,

fazer

a

representação

documentária

dos

termos

identificados durante a etapa de análise descritiva e temática de suas fotos. A LCSH
foi tomada como base fundamental da representação porque a lista de cabeçalhos
do Bibliodata é uma tradução da LCSH e o TGM1, também, foi consultado porque é
específico para Materiais Gráficos e oferece uma noção mais detalhada dos termos a
serem utilizados.

Como a indexação de imagens difere muito da indexação de textos, a especificidade
no caso da fotografia é muito maior. Em alguns casos a lista de cabeçalhos não
oferece o termo necessário. Para esses casos, há a opção de adotar um termo livre
para o assunto. Existe uma lista com os termos já utilizados e quando um termo novo
é necessário, acrescenta-se à lista.

Na seqüência é feito o tratamento descritivo automatizado, utilizando formato MARC
21 (Machine Readable Cataloging), seguindo as normas do código de catalogação
AACR2 (Anglo American Cataloging Rules, 2nd edition) em planilha específica para
fotos gerando registros bibliográficos no Banco de Dados Bibliográficos Athena da
Rede de Bibliotecas da UNESP. Existe também um padrão desenvolvido pelo Grupo
de Automação da CGB para este tipo de material, o “Padrão de Qualidade de
Registros Bibliográficos da UNESP” que serve como material de apoio para
esclarecer dúvidas e exemplificar como a planilha deverá ser preenchida (Anexo 2).
A última tarefa da disciplina é a inserção das fotografias na Biblioteca Digital da
UNESP na base Retrat@.

1

Programa de catalogação cooperativa nacional sediado na Fundação Getúlio Vargas/RJ do qual a UNESP faz
parte
2
Biblioteca do Congresso Americano

�A parceria também propicia a alunos bolsistas, do curso de biblioteconomia, que
realizem estágio com o material fotográfico do Câmpus de Marília nas dependências
da CGB, com supervisão de um bibliotecário. Este bibliotecário transmite aos
bolsistas todo o treinamento passado em sala de aula. Os alunos contemplados com
bolsa para estágio no projeto, recebem inicialmente orientação quanto à proposta,
objetivos, metodologia, procedimentos e etapas de desenvolvimento do projeto, de
forma a assegurar a realização de suas atividades de maneira mais correta e eficaz.
A supervisão é constante por parte do bibliotecário supervisor.Este estágio tem
duração de 12 meses, podendo ser renovado para mais 12 meses. São cumpridas
aproximadamente 400 h de estágio/ano.

Considerações Finais

A parceria firmada entre a Coordenadoria Geral de Bibliotecas e o Departamento de
Ciência da Informação do Campus de Marília, trouxe benefícios para ambas as
partes: à CGB, que mediante trabalho desenvolvido com alunos, pode dar
prosseguimento ao tratamento deste material, muito rico em termos da história da
Universidade

e, em muitos aspectos, do próprio desenvolvimento da cidade de

Marília, e torná-lo acessível; para os alunos é uma oportunidade de trabalharem com
documentos não-textuais, em ambiente de sala de aula, vivenciando práticas
concretas.

Os alunos bolsistas, que tem a oportunidade de realizarem o estágio supervisionado
pelo bibliotecário, são envolvidos em um trabalho de orientação constante que exige
muita pesquisa histórica e social, o que propicia um aprimoramento e enriquecimento
de seus conhecimentos técnicos e culturais. O trabalho de análise documentária e
tratamento de fotografias ampliam o leque de opções no mercado de trabalho com a
experiência adquirida na organização de acervos fotográficos.

�The descriptive and thematic treatment of photographs in librarians’ education from
UNESP Librarianship Study – Campus de Marília: a report on the co-operation of
UNESP Libraries General Coordination.
Abstract:
The project “Photographic Memorial of Faculdade de Filosofia e Ciências” has been
developed by UNESP Information Science Department, Marília, SP, in partnership
with UNESP Libraries General Coordination – CGB, emphasizing the academic path
from 1959 till today. The activity aims at the initial education of future librarians,
together with the discipline “Photographs thematic treatment”, in paid traineeship. The
students’ activities consist of four stages: thematic content analysis, documentary
representation of thematic content using languages, cataloguing in MARC 21 format
and digitalization of photographs. Librarians from CGB Automation Group,
responsible for the publication “Padrão de Qualidade dos Registros Bibliográficos da
UNESP” and for inserting photographs in UNESP Digital Library – Retrat@ , have
prepared the descriptive representation pattern for photographs. They share the
professional experience in the project since their knowledge on professional context
and on patterns of documentary treatment are essential for qualifying the future
professional in the process of photograph documentary analysis and in the
organization of photographic holdings, providing methodological procedures in the
practice of university libraries.
Key words: descriptive treatment; thematic treatment; photographs; librarian
education; professional education.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ESTORNIOLO FILHO, José. A representação da imagem: indexação por conceito
e por conteúdo. São Paulo, 2004. 78 p. TCC (Bacharel em Biblioteconomia e
Documentação) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo.
FUJITA, Mariângela Spotti Lopes et. al. A memória acadêmica em imagens
fotográficas: representação documentária e digitalização de fotografias. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 13., 2004, Natal.
Anais... Natal, 2004. 1 CD-ROM.
GATTI, Cássia Adriana de Sant’Ana et. al. Padrão de qualidade de registros
bibliográficos da UNESP. Marília : Coordenadoria Geral de Bibliotecas/UNESP, 2002.
2 v. (Publicações técnicas, n. 4)
MAUAD, Ana Maria. Através da imagem: fotografia e história interfaces. Tempo, Rio
de Janeiro, vol. 1, n . 2, 1996, p. 73-98.

�MOREIRO GONZÁLEZ, J.A.- Análisis documental de imágenes: un primer encuadre In:
PINTO MOLINA, M. (Coord.) Catalogación de documentos: teoría y práctica. Madrid:
Síntesis, 1994. p. 305-328/505.
OLIVEIRA, Vanda de Fátima Fulgêncio de. O pesquisador de palavras e o
pesquisador de imagens : reflexões sobre a organização de bancos de dados de
imagens em artes. ETD – Educação Temática Digital, Campinas, v.6, n.1, p.10-22,
dez. 2004. Disponível em:
http://143.106.58.55/revista/viewarticle.php?id=21&amp;layout=abstract. Acessado em: 03
jul. 2006.
ROBLEDANO ARILLO, J. Documentación fotográfica em médios de comunicación social.
In: MOREIRO, J. A. Manual de documentación informativa. Madrid: Cátedra, 2000. p.183290.
SMIT, J.W.- A análise da imagem: um primeiro plano. In: ______. (Coord) Análise
documentária: a análise da síntese. Brasilia: IBICT, 1987. p.99-111.
______. A representação da imagem. Informare: Cadernos do Programa de PósGraduação em Ciência da Informação, Rio de Janeiro, v.2, n.2, p. 28-36, jul./dez. 1996.
SOUZA, Francisco das Chagas. Organização do conhecimento na sociedade.
Florianópolis: Ed. UFSC, 1998. 107 p.
ANEXO 1 – Grade descritiva de forma e conteúdo

1. DADOS DE CONTROLE
 Nº de Registro:
 Data de entrada:
 Analista: Vilma Campagnoli Otre
2. ANÁLISE EXTERNA
Autor:
Produção:
Título:
Natureza do suporte: positivo
Tipo de processo: fotográfico
Formato ou dimensão: 10X15
Estado de conservação : Ótimo
Versões e unidades:01
Original ou cópia: original
Classe de assunto: BB8
Data da fotografia:

�3. ANÁLISE DE CONTEÚDO
3.1 ANÁLISE MORFOLÓGICA
- Formato: retangular
- Interior
- Colorido
- Imagem: horizontal
- Técnica utilizada:
- Luz: artificial
- Qualidade técnica: falta iluminação
- Valores de enquadramento: plano geral
- Ângulo de visão:
- Posição do objeto:
3.2 CONTEÚDO TEMÁTICO
3.2.1 ESPAÇO GEOGRÁFICO (DESCRIÇÃO DO LUGAR) – (ONDE?)
-

Marília SP BB FFC

3.2.2 DESCRITOR CRONOLÓGICO (TEMPO HISTÓRICO) - (QUANDO?)
-

datas, décadas, períodos históricos, horário.

3.2.3 DESCRITORES TEMÁTICOS
– (QUEM?)
– (O QUE?)
-

Elementos naturais:

-

Elementos artificiais:

estantes e livros

- (COMO?) - AÇÕES
- (POR QUE, PARA QUE) – Resumo descritivo-narrativo
Resumo: Inauguração da Biblioteca
A nova instalação da biblioteca foi inaugurada em 03 de novembro de 1980 como
parte das comemorações da XXI semana da Faculdade, onde foi ministrado o
curso de Extensão Universitária com o tema “Rendimento escolar e educação
especial”. Sua estrutura foi projetada pelo arquitetos da equipe FUNDUSP - Fundo
de construção da Universidade de São Paulo em convênio com a UNESP. O
prédio foi projetado com 2000m quadrados, em 02 pavimentos com acervo de
51000 livros, 2000 títulos de periódicos totalizando 25.000 fascículos, além de
micro fichas entre outros. Na época encontrava-se sob direção de Leila Magalhães
Mercadante e o evento contou com a participação do Reitor Armando Octávio
Ramos.

�Cabeçalhos de assunto:
610 - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Campus de Marília).
Faculdade de Filosofia e Ciências. Biblioteca.
650 - Estantes (livros)
650 - Bibliotecas

ANEXO 2 – Exemplo de registro elaborado em MARC 21
1
LDR
001
002
007
008
040
084
245

2

0

3

4

1

a
b
a
a

500
500
500
500
500

h
a
b
c
a
v
a
a
a
a
a

520

a

300

440

1

5
-----ngca-22------|-4500
UN000985871
n
kiboo
------q1973----spbnnn-g----------zzpor-d
BIBLIODATA
por
PF03
[Discurso proferido pela Profa. Dra. Olga Pantaleão, Marília,
SP, 1973]
[material iconográfico]. 1 foto :
P&amp;b ;
16 x 23 cm. (Pedra fundamental,
PF03)
Papel: 18 x 24 cm
Estado de conservação: bom,
Tipo de iluminação: dia/natural – luz lateral
Valor de enquadramento: plano geral
Seres vivos: Carmen Galhardo da Silva (1), Monsenhor
Magela (2), Olga Pantaleão (3), Theobaldo de Oliveira Lírio (4)
e outros
Discurso proferido pela Profa. Dra. Olga Pantaleão, diretora da
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Marília, durante o
lançamento da Pedra Fundamental, levnado ao conhecimento
do público o local para a construção do novo campus
universitário, mostrando a antevisão da obra e salientando a
importância do ensino superior para o desenvolvimento do
interior paulista. O lançamento da Pedra Fundamental
consistiu no enterro de uma caixa de chumbo contendo

�600

1

4

600

1

4

600

1

4

650
690
CAT

4

a
c
a
c
a
c
a
a
a

exemplares dos jornais do dia, publicações da escola e os
nomes dos que compunham a direção, administração e os
corpos docente e discente, no dia 02 de fevereiro de 1973, às
17:00 hs
Silva, Carmen Galhardo,
funcionária.
Pantaleão, Olga,
Diretora da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de
Marília.
Lírio, Theobaldo de Oliveira,
Vice-prefeito de Marília.
Discursos, alocuções, etc.
Pedra fundamental – assentamento.
VANEST \b 40 \c20050608 \1 UEP01 \h 0906

LEGENDA:
1 = Campo MARC21
2 = Indicador 1
3 = Indicador 2
4 = Subcampos MARC21
5 = Texto

�</text>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
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                <text>SNBU - Edição: 14 - Ano: 2006 (UFBA - Salvador/BA)</text>
              </elementText>
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            <description>The topic of the resource</description>
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              <elementText elementTextId="51379">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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            <description>An account of the resource</description>
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                <text>Tema: Acesso livre à informação científica e bibliotecas universitárias.</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>O Tratamento descritivo e temático de fotografias na formação de bibliotecários do Curso de Biblioteconomia da UNESP- Campus de Marília: um relato da colaboração da Coordenadoria Geral de Bibliotecas da UNESP.</text>
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              <text>Fujita, Mariângela Spotti Lopes; Gatti, Cássia Adriana de Sant’Ana; Fogolin, Dilnei Fátima</text>
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              <text>O projeto “Memorial Fotográfico da Faculdade de Filosofia e Ciências”, com ênfase na trajetória acadêmica no período de 1959 até o momento, é desenvolvido pelo Departamento de Ciência da Informação da UNESP – Marília em parceria com a Coordenadoria Geral de Bibliotecas - CGB da UNESP para propiciar, principalmente, a formação inicial dos futuros bibliotecários, em abordagem de cunho profissional, junto à disciplina “Tratamento temático de fotografias” e estágio com bolsa, tendo em vista que o Grupo de Automação da CGB é responsável pela elaboração do item de representação descritiva de fotografias no “Padrão de Qualidade de Registros Bibliográficos da UNESP” e inserção das fotografias na Biblioteca Digital da UNESP na base Retrat@. Desse modo, as atividades dos alunos compõem-se de quatro fases: análise de conteúdo temático; representação documentária do conteúdo temático com uso de linguagens; catalogação em formato MARC 21 e digitalização. A participação dos bibliotecários do Grupo de Automação da CGB, com o conhecimento do contexto profissional e dos padrões de tratamento documentário de fotografias foi fundamental para a inserção do futuro profissional no processo de análise documentária de fotografias para a organização de acervos fotográficos e proporcionando condutas e procedimentos metodológicos em perspectiva real dentro de bibliotecas universitárias.</text>
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