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                  <text>ORIENTAÇÕES PARA USUÁRIOS DE REPOSITÓRIOS DIGITAIS NA
PLATAFORMA DIÁLOGO CIENTÍFICO

Miguel Ángel Márdero Arellano
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – Ibict
SAS, quadra 5, lote 6, bloco H, CEP. 70.070-914 Brasília-DF, Brasil
miguel@ibict.br
Ismênia do Socorro de Abreu Souza
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – Ibict
SAS, quadra 5, lote 6, bloco H, CEP. 70.070-914 Brasília-DF, Brasil
ismênia@ibict.bt

RESUMO
Este trabalho visa demonstrar o funcionamento e forma de utilização do software
Diálogo Científico (DiCi) para os bibliotecários e pesquisadores das Instituições de
Ensino Superior (IES). Definem-se os repositórios institucionais e temáticos e sua
utilidade para o armazenamento, preservação, divulgação e o acesso aos
trabalhos produzidos nestas organizações. Apresenta o DiCi – Ciência da
Informação, um repositório destinado à Ciência da Informação e as funções a
serem executadas para se obter as vantagens que o software oferece, incluindo a
possibilidade de ser utilizado para implementação de repositórios institucionais e
temáticos. Descreve detalhadamente cada uma das operações desta ferramenta,
incluindo: login no sistema, cadastramento do usuário, navegação (percorrer
registros), pesquisa simples e avançada, arquivamento de novo trabalho ou
comentário de trabalho já depositado, a revisão pelos editores e a publicação, na
Internet, dos trabalhos aceitos. Conclui-se que os bibliotecários e os autores da
IES devem conhecer profundamente as ferramentas disponibilizadas pela
Iniciativa dos Open Archives, de maneira que possam usufruir proveito de todas
as suas funcionalidades, possibilitando a oferta de diversos serviços à
comunidade universitária em que estão inseridos.

Palavras-chave: Repositórios institucionais; Diálogo Científico; EPrints; arquivos
abertos; bibliotecários de IES; autores de IES.

1

�INTRODUÇÃO

O arquivamento da informação científica de acesso livre traz benefícios
substanciais para os cientistas e suas instituições. Quando uma universidade
decide criar um repositório institucional ou temático, ela está permitindo que a
visibilidade de sua produção aumente, assim como, o impacto dos resultados das
pesquisas promovidas por ela.

Os

repositórios

consideravelmente

no

digitais
mundo,

de

acesso

disponibilizando

aberto
centenas

estão

crescendo

de

publicações

gratuitamente (http://archives.eprints.org). Nos países em desenvolvimento o
movimento do acesso livre ganha mais adeptos a cada dia. Periódicos científicos
tradicionais começam a co-existir com repositórios digitais de acesso livre,
demonstrando que periódicos por assinatura podem existir em paralelo e reforçarse mutuamente.

Segundo Harnad (2006), para conseguir um maior impacto dos
resultados das pesquisas em uma universidade são necessárias três ações: 1)
criar repositórios institucionais, 2) contar com a ajuda dos profissionais das
bibliotecas universitárias e 3) expedir uma política de auto-arquivamento. Esse
é o caso da Queensland University of TechnologyUniversidade de (Figura 1):

2

�Figura 1 - Crescimento do depósito no repositório da Queensland University of
Technology (Fonte: HARNAD, 2006)

O arquivamento digital em repositórios temáticos ou institucionais pode
trazer inúmeros benefícios para a sociedade através da distribuição imediata dos
resultados das pesquisas. A construção e manutenção de um repositório têm um
custo reduzido devido a maioria de eles usarem software livre. Entretanto, existem
alguns itens relacionados com pessoal e compromissos institucionais que devem
ser observados desde o início.

DESENVOLVIMENTO

1. Repositórios digitais interoperáveis
No

ano

de

2000

foi

criada

a

Iniciativa

dos

Arquivos

Abertos

(http://www.openarchives.org), ela tinha como missão o desenvolver e promover
os padrões de interoperabilidade que facilitariam a disseminação e a descoberta
dos conteúdos digitais. No princípio essa interoperabilidade estava direcionada
para um único tipo de documentos (e-prints), mas, com o tempo sua abrangência
cobriu toda a variedade existente de objetos digitais, como os arquivos de vídeo,
som, bases de dados, teses e dissertações relatórios e outros tipos de literatura
cinzenta.

3

�Com o protocolo de coleta de metadados OAI-PMH, desenhado para
localizar e coletar metadados e serviços, associados de diferentes provedores de
dados criou-se, uma rede de servidores conectados globalmente. O suporte para
essa interoperabilidade é um conjunto mínimo de metadados no formato Dublin
Core, reconhecido internacionalmente e usado em bibliotecas digitais e
catalogação de recursos digitais (http://www.dublincore.org).

O compartilhamento dos metadados está baseado no modelo de
funcionamento da Iniciativa dos Arquivos Abertos (OAI) que separa em dos grupos
os recursos de informação: provedores de dados e provedores de serviços. Com
essa estrutura, nem os autores nem as instituições precisam se preocupar na
criação de serviços que podem ser adicionados por outras instituições. Um
exemplo disso é o serviço que o mecanismo de busca OAIster

proporciona

(http://oaister.umdl.umich.edu/o/oaister/).

O protocolo OAI-PMH já esta amplamente aceito pela comunidade científica
internacional que deseja que seus recursos de informação estejam integrados na
Internet. A acessibilidade e o impacto de material de pesquisa são reduzidos e os
repositórios

ficam

invisíveis

quando

eles

não

seguem

padrões

de

interoperabilidade.

2. EPrints
O software EPrints foi desenvolvido na University of Southampton, na
Inglaterra (http://www.eprints.org), como uma solução simples para a promoção do
arquivamento digital de acesso livre. Por ser uma plataforma livre, ela contem
todos os componentes necessários para a criação dentro da universidade de um
repositório institucional, instalado e configurando de acordo com as necessidades
institucionais. Segundo Kuramoto (2005) o software EPrints é o mais disseminado
e que melhor representa os padrões e ideais da Open Archives Initiative, pelo fato
de ele ter promovido o auto-arquivamento desde seu surgimento (Quadro 1).
Quadro 1 – Conteúdo dos repositórios digitais OAI por software (Fonte: EPrints.org)

4

�Software

Repositórios

Total de
documentos

Media de
documentos por
repositório

EPrints

210

194563

1019

DSpace

162

288074

2667

Bepress

51

96246

2048

ETD-db

23

301394

15863

OPUS

21

6300

350

DIVA

14

9453

675

CDS

9

169963

28327

ARNO

6

157754

26292

HAL

4

39259

9815

DoKS

3

1970

657

Fedora

3

6946

2315

MyCoRe

1

1984

1984

Outros

212

3220717

24216

Um repositório EPrints está estruturado em duas partes, a primeira é uma
base de dados (mysql1) e a segunda uma página web (manipulada por um
servidor Apache2). As duas partes lidam com coleções de programas (scripts)
escritos numa linguagem de programação chamada Perl3. Esses scripts são
comandados pelo administrador do repositório e, alguns pelo servidor web, como
resposta a um comando ativado pelos usuários dentro de algum formulário. O
resultado disso é mostrado nas interfaces do repositório on-line.

As informações contidas no repositório são de dois tipos: um sobre o
próprio repositório (armazenado no banco de dados) e as outras sobre a sua

1

Servidor de banco de dados SQL, verdadeiramente multiusuário e multithreaded. O MySQL é
uma implementação que consiste em um daemon (programa residente em memória), um
servidor chamado mysqld e diversos programas clientes e bibliotecas.
2
Servidor web mais utilizado atualmente no mundo e funciona em qualquer sistema
operacional. Permite que linguagens de programação sejam agregadas a ele como módulos, o
que gera mais segurança, estabilidade e performance.
3
Linguagem de programação muito utilizada para construir aplicações CGI para o web. Tratase de uma linguagem de programação muito prática para extrair informação de arquivos de
texto e gerar informes a partir do conteúdo dos arquivos.

5

�configuração (contidas em arquivos em formato XML4). A pessoa responsável pela
instalação do software deve seguir as instruções técnicas contidas na
documentação do sistema (http://software.eprints.org/docs/php/installation.php).

Entre as responsabilidades do usuário cadastrado no sistema como
administrador ou como usuário editor está a de motivar à comunidade universitária
a depositar todos seus arquivos com todas as informações possíveis sobre os
mesmos, esclarecendo que com isso os resultados das suas pesquisas estarão
mais visíveis e permitindo um acesso maior. Dentro de uma biblioteca
universitária, o administrador do repositório deverá ajudar aos pesquisadores a
entender os benefícios que tanto eles quanto a universidade podem chegar a ter,
em termos do impacto e do arquivamento seguro da sua produção a longo prazo.

É necessário que o profissional da informação responsável pelo
repositório EPrints tenha conhecimento suficiente sobre o gerenciamento de
sistemas de informação digital e alguma experiência em editoração, para ser
capaz de entender os assuntos relacionados com a descrição bibliográfica em
metadados, assim como sobre o tipo de informação que a instituição estaria
disposta a coletar e arquivar digitalmente. A ferramenta foi desenvolvida para
motivar uma elevada qualidade dos dados depositados, ou seja, preciso e sem
ambigüidades. Desta forma é fundamental ter um conjunto de metadados bem
definidos, pois facilita o processo de interoperabilidade com outros sistemas.

Uma vez que o repositório foi criado e registrado na Iniciativa dos
Arquivos Abertos, ele será automaticamente incluído na coleta global de
metadados e nos outros provedores de serviços existentes em diversas
instituições de ensino e pesquisa. Essa inclusão permite que ele esteja visível
para buscas federadas, bibliográficas, análise de citações, mapeamento,
catalogação e classificação, assim, o conteúdo publicado e arquivado por uma
instituição será acessado de diferentes formas.

4

Linguagem que é considerada uma grande evolução na internet é definida como o formato
universal para dados estruturados na Web. Esses dados consistem em tabelas, desenhos,
parâmetros de configuração, etc. A linguagem XML então trata de definir regras que permitem
escrever esses documentos de forma que sejam adequadamente visíveis ao computador.

6

�3. Diálogo Científico
Em 2003 com base no software EPrints, foi implementado, pelo Ibict, o
Diálogo Científico (DiCi). O EPrints foi traduzido para o português e adaptado
para o Brasil tendo sido criada uma versão padrão customizada para repasse a
instituições do sistema de informação em C&amp;T do país. Para a representação
de assuntos e descrição do conteúdo temático dos documentos a serem
depositados, foi adotada a tabela de áreas de conhecimento do CNPq,
aplicável a qualquer associação ou instituição científica. Em 2004 foram
disponibilizadas no site do Ibict informações sobre o software com o objetivo de
auxiliar na instalação e implementação desse modelo de repositórios no país
(VIANA; MÁRDERO ARELLANO, 2006).

Também em 2004, foi lançado o repositório EPrints “Diálogo Científico
em Ciência da Informação” (http://dici.ibict.br), abrindo-se um espaço para que
os autores da área da Ciência da Informação no Brasil possam auto-arquivar
sua produção e garantir o acesso aberto e permanente à informação.
Procurando a sua adoção por parte dos pesquisadores da área, foi inserida a
produção científica dos especialistas do Ibict no sistema, e solicitado aos
editores das revistas Educação Temática Digital, Revista

Digital de

Biblioteconomia e Ciência da Informação, DataGramaZero, Arquivística.net e a
Revista de Biblioteconomia de Brasília que depositassem os trabalhos
publicados nas respectivas revistas. A revista Ciência da Informação sugere
aos autores que não tiveram seus trabalhos aceitos em algum periódico que
submetam os pré-prints ao repositório Diálogo Científico. Também vários
profissionais aceitaram que seus trabalhos publicados fossem arquivados nele
(LEITE; MÁRDERO ARELLANO; MORENO, 2006).

A partir da crescente disponibilização de repositórios no meio da
comunidade científica brasileira, os bibliotecários das IES estão interessandose por conhecer e capacitar-se no uso dessa ferramenta visando favorecer a
disseminação da produção intelectual de toda a instituição. O repasse dessa
tecnologia pelo Ibict envolve palestras e treinamento dos profissionais de

7

�informação da instituição parceira, para atendimento de sua comunidade de
usuários e para gerenciamento da ferramenta objetos digitais nela depositados
(http://www.ibict.br/dici). Com o DICI o Instituto procura minimizar alguns
problemas enfrentados pelos pesquisadores no processo de produção e
divulgação de resultados de pesquisas, tais como morosidade do processo e
desigualdade de acesso.

4. Gerenciamento do Diálogo Científico (DiCi)
Após a instalação o repositório deve ser customizado para que ele
responda às necessidades da instituição. Uma das primeiras decisões diz respeito
ao tipo de formatos serão usados, quais serão os metadados a serem solicitados
na submissão e as políticas específicas do gerenciamento e uso do repositório.

A interface Web apresenta, em sua página principal, as seguintes
opções: Navegação, Pesquisa, Cadastro, Área de autor e Ajuda (Figura2).

Figura 2 – Interface inicial do Diálogo Científico

A opção de Navegação permite percorrer os registros por Área de
Conhecimento e por Ano; a opção de Pesquisa permite a busca no texto
completo, ou ainda Busca Simples ou Avançada; e a Área de Autor oferece as
opções de ver e alterar o cadastro, alterar os critérios de recebimento de

8

�Informações sobre os documentos depositados e a alteração do endereço de
e-mail.

A estrutura gerencial do DICI está dividida em três seções:
- Editorial: dedicada à verificação da qualidade dos metadados,
orientação na submissão e publicação.
- Técnica: concentrada na implementação, melhoria e desenvolvimento
de funcionalidades e ferramentas que permitam a interoperabilidade e,
- Administrativa: encarregada das políticas de uso, seu impacto na
comunidade científica e sua integração com outras comunidades.

Existem 3 funções principais no sistema: a do Autor, a do Editor e a do
Administrador. As ferramentas do Autor lhe permitem: ver/alterar seu
cadastro; alerta sobre novos documentos depositados e gerar novas versões
de seus documentos depositados. O papel do Autor no sistema consiste,
basicamente, no depósito de documentos de sua autoria, na atualização da
versão dos documentos de sua autoria, conforme comentários e sugestões
recebidos, e no comentário dos trabalhos de outros autores (Figura 3).

Figura 3 - Esquema de funcionamento das opções para o autor

9

�O papel do Editor é exercido através da revisão da adequação do
conteúdo ou tema do documento, da validação e correção do conteúdo dos
metadados e da autorização final para a publicação do item no repositório.
Além das opções do autor, ao Editor também é permitido: ver o status do
sistema (dados estatísticos); pesquisa com refinamento para a correção e
exclusão de depósitos; pesquisa no cadastro de autores para visualização e
alteração de todos os seus registros. O sistema envia um e-mail de alerta para
o editor da respectiva área temática, assim que novos depósitos são efetuados
no repositório.

Uma das tarefas que exigem maior atenção por parte do editor
responsável, além daquela de avaliar se os documentos submetidos são
relevantes para a área, é a correção dos equívocos mais comuns que
acontecem no momento de submeter informações nos respectivos metadados.
A maior parte dos autores não conhece as normas bibliográficas (ABNT),
motivo pelo qual é necessária a ação do editor na pontuação, nos excessos de
espaços entre as palavras e o uso de letras maiúsculas.

No que se refere às questões de copyright, por tratar-se de repositórios
de acesso livre, todos os trabalhos depositados continuam sendo propriedade
dos autores. Portanto, cabe a estes a responsabilidade sobre o que é
submetido e a decisão sobre quais conteúdos podem ser acessados ou não,
garantindo assim sua propriedade intelectual. Qualquer problema legal é de
exclusiva responsabilidade dos autores.

A maioria das publicações periódicas permite o depósito de pós-prints
(documentos avaliados pelos pares e publicados). Os autores podem tentar
modificar o acordo de transferência de copyrights ou requerer ao editor a
concessão de certos direitos. O Diálogo Científico permite que os textos
publicados previamente possam ser depositados com restrições no acesso. A
gestão correta do copyrights melhora significativamente os valores do sistema
educativo.

10

�A função do Administrador é a de gerenciar o desempenho e
acompanhar o desenvolvimento da utilização do sistema. Além opções
disponíveis aos autores e editores, o administrador também dispõe de recursos
para adicionar autores e editores e de gerenciar a tabela de áreas, podendo
criar, apagar, editar ou relacionar categorias de assunto.

5. Principais aspectos do processo de depósito
O depósito de documentos num repositório Diálogo Científico é apenas
uma parte do processo de workflow associado à disponibilização de
documentos em um provedor de dados. O Fluxograma de depósito de
documentos envolve as seguintes etapas:
a) Seleção do tipo de documento a ser depositado;
b) Opção de: comentar documento de outro autor, ou de responder a um
comentário recebido, ou ainda de efetuar alterações e nova versão de
seus próprios trabalhos;
c) Inclusão dos metadados correspondentes ao documento a ser
depositado;
d) indicação do formato de arquivo em que consiste o documento e do
nível de segurança para sua consulta;
e) seleção da localização (internet, HD), nível de compressão do conteúdo
(compactado ou não), e indicação da quantidade e tipos de
documentos que serão depositados (upload);
d) digitação do caminho completo para o local onde será obtido cada
documento a ser depositado;
d) verificação final do depósito;
d) apresentação do Termo de Aceite relacionado aos direitos de autoria e
distribuição do documento;
e ) confirmação do depósito e orientação quanto à sua disponibilidade no
sistema.
Um dos aspectos mais importantes no processo da submissão é a
identificação do documento como “publicado” ou “não publicado” e se o
documento foi avaliado pelos pares (Figura 4).

11

�Figura 4 – Tela status do documento

Os usuários do sistema podem voltar para a tela do status do documento e
corrigir qualquer erro nos metadados, incluir uma nova versão ou mudar o a
definição do acesso ao documento.

Outras funções importantes do processo de submissão são:
Cadastro de autor: para que o usuário tenha permissão para acessar
algumas áreas no sistema é preciso se cadastrar. Ao se cadastrar, o
usuário poderá utilizar qualquer serviço oferecido pelo DiCi (Diálogo
Cientifico), mas para que isso aconteça o usuário tem que receber por email a confirmação do seu cadastro no sistema.
Depósito: Ao optar para fazer um depósito no DiCi o usuário terá que
selecionar o tipo de documento que será depósito.
Documentos na sua área de trabalho: após ter incluído um trabalho,
apareceram todas as informações correspondentes ao mesmo.
Novo Documento: consiste em uma janela com as opções de documentos
já existentes. Após escolher a opção novo documento aparecerá o menu
com as áreas de conhecimento.
Apagar: ao escolher esta opção o documento será excluído de sua área de
trabalho. Mas se isso aconteceu por um descuido, o documento só será
excluído ou apagado por definitivo se houver a confirmação vinda do
próprio sistema.
Clone: selecionada essa opção através do recurso “Revisar Documento” o
autor não irá se preocupar em preencher nenhum item, pois os dados que
foram anteriormente preenchidos, já estão depositados nesta caixa de
texto.
Versão mais atualizada: o autor tem que entrar com o código de
identificação do referido documento na caixa de texto e selecionar a opção

12

�“Versão Atualizada de” para que o sistema possa identificar do que refere e
o que o autor deseja fazer. O autor pode preencher a informação em
comum e copiar o documento e em seguida editar sem precisar entrar com
as informações várias vezes.
Tipo de Depósito: o autor poderá selecionar uma única opção existente na
lista ou então verificar qual a melhor maneira de descrever o seu
documento.

Se o autor estiver fazendo um comentário a respeito de um determinado
documento no repositório, é preciso informar o seu código de identificação na
caixa de texto e em seguida selecionar “Comentários sobre”, ao abrir essa caixa o
autor poderá fazer quantos comentários desejar a respeito de um único
documento (Figura 5).

Figura 5: Tela tipo de documento

O repositório pode interligar várias e diferentes versões do mesmo
documento, assim como comentários e respostas a respeito desses comentários.
O depositante deve certificar-se de entrar como código correspondente. O sistema
permite que o autor prossiga com o depósito se o código estiver correto. Caso
contrário o sistema não deixará que o autor prossiga. O autor poderá deixar a
caixa de texto vazia se o seu documento não for uma versão mais atualizada de
um documento, de um comentário ou de uma resposta.

13

�Um aspecto pouco abordado na divulgação dos repositórios digitais tem
sido a importância dos pré-prints e dos comentários dos pares. Estes
documentos são essenciais para o especialista envolvido na pesquisa porque
este procura constantemente conhecer aquilo que está sendo gerado em
termos de inovação levando-o, por sua vez, a buscar uma literatura ainda não
publicada e totalmente disponível. As novas tecnologias da informação
possibilitaram um aumento progressivo da produção de pré-prints e relatórios
de pesquisa e, conseqüentemente, uma demanda cada vez maior por
mecanismos que viabilizem a divulgação desta forma de informação no menor
prazo possível (BOYCE, 2000).

Controlada a sua disseminação nos arquivos de acesso aberto, os préprints e os comentários dos pares são imprescindíveis para alcançar a
solidificação desses repositórios.

A ausência do item “comentários” nas

estratégias de busca do software EPrints faz prevalecer a utilização dos
repositórios preferencialmente para “consulta/pesquisa” de informação e não
para “publicação/arquivamento” de comentários e outros tipos de documento
(CORREIA; NETO, 2001).

CONCLUSÃO
Pelo caráter da sua missão, as bibliotecas universitárias são as
instituições que melhor desempenham o papel de disseminadoras dos
repositórios digitais.

Os profissionais da informação podem ajudar aos

pesquisadores no processo de auto-arquivamento, fazendo esse trabalho para
aqueles que não dispõem de tempo para arquivar seus documentos.5

O software EPrints possui inúmeras funções editoriais que permitem que
os administradores ou editores possam monitorar a qualidade das submissões
facilmente. Qualquer submissão pode ser removida e devolvida ao autor com
anotações. As tabelas de área do conhecimento podem ser modificadas de
acordo com as necessidades da instituição ou grupo de pesquisa.
5

Ver a política recomendada por Stevan Harnad para a criação de repositórios em
universidades: &lt;http://www.ecs.soton.uk/~harnad/Tp/resolution.html#7.3&gt;.

14

�A escolha pelo tipo de repositório digital deve observar um critério
importante no desenvolvimento do acesso livre à informação: a adoção de uma
política institucional de auto-arquivamento. O gerenciamento de bibliotecas e
repositórios digitais deve incluir não apenas a publicação dos resultados de
pesquisas e sua preservação, mas também permitir que os produtos
intelectuais criados por uma ou várias comunidades de pesquisadores,
estudantes e professores possam ser discutidos, avaliados e gerados em
ambientes abertos.

Referências Bibliográficas
BOYCE, P. For better or for worse. Preprints are here to stay. College and Research
Libraries News, Annapolis Junction, v. 61, n. 5, p. 404-407, 2000. Disponível em
&lt;http://www.ala.org/ala/acrl/acrlpubs/crlnews/backissues2000/may4/betterworse.htm&gt;
Acessado em 29 de jul. de 2006.
CORREIA, A. M. R.; NETO, M. de C. Repositórios digitais de literatura científica cinzenta:
estudo de caso sobre as percepções e atitudes das comunidades científicas da
Matemática e das Ciências Agrárias em Portugal. In Conferência da Associação
Portuguesa de Sistemas de Informação, 2., 2001, Évola. Anais... Évola: [s.n.], 2001. p. 119.
HARNAD, S. Generic Rationale for University Open Access Self-Archiving Policy.
Southampton:
University
of
Southampton,
2006.
Disponível
em:
&lt;http://eprints.ecs.soton.ac.uk/12078/&gt; Acessado em: 26 de jul. 2006.
KURAMOTO, Hélio. Software livre para bibliotecas digitais. In: MARCONDES, Carlos
H., KURAMOTO, Hélio, TOUTAIN, Lídia B., SAYÃO, Luís. Bibliotecas digitais:
saberes e práticas. Salvador: UFBA; Brasília: IBICT, 2005. p. 147-164.
LEITE, F. C. L.; MÁRDERO ARELLANO, Miguel A.; MORENO, F. P. Acesso livre a
publicações e repositórios digitais em Ciência da Informação no Brasil. Perspectivas
em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 11, n. 1, p. 82-94, 2006.
VIANA, Cassandra. Lúcia de Maya, MÁRDERO ARELLANO, Miguel Angel. Diálogo
Científico: EPrints como um ambiente virtual aberto da comunicação científica In:
CONFERÊNCIA IBEROAMERICANA DE PUBLICAÇÕES ELETRÔNICAS NO
CONTEXTO DA COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA, 1. Brasília, 25 a 28 de abril de 2006.
Anais.
p.
155-163.
Disponível
em:
&lt;http://portal.cid.unb.br/CIPECCbr/viewabstract.php?id=13&gt;. Acesso em: 16 de maio de
2006.

15

�</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Este trabalho visa demonstrar o funcionamento e forma de utilização do software Diálogo Científico (DiCi) para os bibliotecários e pesquisadores das Instituições de Ensino Superior (IES). Definem-se os repositórios institucionais e temáticos e sua utilidade para o armazenamento, preservação, divulgação e o acesso aos trabalhos produzidos nestas organizações. Apresenta o DiCi – Ciência da Informação, um repositório destinado à Ciência da Informação e as funções a serem executadas para se obter as vantagens que o software oferece, incluindo a possibilidade de ser utilizado para implementação de repositórios institucionais e temáticos. Descreve detalhadamente cada uma das operações desta ferramenta, incluindo: login no sistema, cadastramento do usuário, navegação (percorrer registros), pesquisa simples e avançada, arquivamento de novo trabalho ou comentário de trabalho já depositado, a revisão pelos editores e a publicação, na Internet, dos trabalhos aceitos. Conclui-se que os bibliotecários e os autores da IES devem conhecer profundamente as ferramentas disponibilizadas pela Iniciativa dos Open Archives, de maneira que possam usufruir proveito de todas as suas funcionalidades, possibilitando a oferta de diversos serviços à comunidade universitária em que estão inseridos.</text>
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