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                  <text>PEPSIC – A VIA DOURADA DAS REVISTAS DE PSICOLOGIA

André Serradas
coordenacao@bvs-psi.org.br
Biblioteca Virtual em Saúde – Psicologia

Av. Professor Mello Moraes, 1721 - Cidade Universitária
05508-030 São Paulo - SP Brasil

Eixo temático: As redes e virtualidades da pesquisa acadêmica

�As novas tecnologias de informação e comunicação – TICs causaram
grandes mudanças na forma como a sociedade produz, se apropria e dissemina
informações. As relações não presenciais são cada vez mais comuns e o meio
virtual se consagra como canal de comunicação preferencial de interação entre as
pessoas. Com a comunidade científica não foi diferente, iniciando pelo uso do-mails,
passando pelos sites e bases de dados online, pelas revistas eletrônicas e mais
recentemente com os blogs. Esses últimos colocam colocam em xeque o que é
informação formal e informal e abre novos espeços para discussão.

A revista científica ainda é o principal veículo para comunicação utilizado pela
comunidade científica. Não é estanho portanto que desde seu surgimento muitos
esforços têm sido feitos para aperfeiçoá-la e adequá-la às novas necessidades que
surgem. Os elementos de identificação foram incorporados ao longo do tempo e hoje
são considerados essenciais para sua configuração em canal científico. Isso para
citar o mínimo, pois sem uma linha editorial bem defina, pontualidade na publicação
dos fascículos e qualidade nos artigos garantida por uma política editorial e um
processo de peer review bem definidos uma revista dificilmente alcança prestígio
nos dias de hoje. Sabemos que nem sempre a situação foi essa, e no Brasil,
especificamente essa preocupação vem ganhando cada vez mais força devido a
necessidade de maior divulgação, nacional e internacional, dos artigos publicados.
Há poucos anos atrás a maior preocupação dos editores, e ela ainda existe, era
conseguir incluir sua revista em um serviço de indexação internacionalmente
reconhecido. Infelizmente apenas a presença em um bom indexador não garante a
efetiva disseminação da informação devido principalmente às dificuldades de acesso
motivadas por restrições financeiras.

O uso intensivo e crescente das TICs promoveu mudanças consideráveis no
canal de comunicação preferido da comunidade científica: a revista científica:
•

Maior velocidade na produção e distribuição;

•

Diminuição dos custos de produção e distribuição

�•

Possibilidade de uso de recursos multimídia;

•

Alto grau de interatividade.

Nesse contexto de mudanças no âmbito da comunicação científica, onde o
meio eletrônico facilita a produção e disseminação, mas empresas comerciais
dificultam ou limitam a circulação da informação, surge o Movimento de Acesso
Aberto, também chamado de Acesso Livre (Open Access Movement). O Movimento
de Acesso Aberto, vem de encontro ao modelo tradicional de comunicação científica,
que tem como um de seus principais atores o editor. A insatisfação é gerada
principalmente pelos preços elevados das assinaturas das revistas, imposição de
aquisição por pacotes, a falta de remuneração para os autores e consultores ad hoc
e também pelo fato de que as universidades se tornaram produtoras e consumidoras
da mesma informação, pagam pelo menos duas vezes para ter acesso à mesma
informação: no momento da pesquisa e após sua publicação.

O Movimento de Acesso Aberto promove a ampla disponibilização e
distribuição da informação científica publicada sob duas vertentes: em revistas de
acesso aberto (Open Access Journals), conhecida como Gold Road, ou em
repositórios institucionais ou temáticos, conhecida como Green Road.

O Movimento de Acesso Aberto se fundamenta em declarações que orientam
as iniciativas em andamento. As mais conhecidas e reconhecidas serão descritas
resumidamente a seguir no que se refere à definição de acesso aberto.

Declaração de Budapest – (Budapest Open Acess Iniciative - 2002 )

Por acesso aberto a literatura científica, entende-se sua disponibilização
gratuita na Internet, para que qualquer usuário possa ler, fazer download, copiar,
distribuir, ou imprimir, pesquisar ou referenciar o texto integral dos documentos,
processá-los para indexação, passá-los como dados de entrada de programas para

�softwares, ou usá-los para qualquer outro propósito legal, sem barreira financeira,
legal ou técnica para além daqueles que são inseperáveis da obtenção do acesso à
própria Internet. A única restrição sobre a reprodução e distribuição, e o único papel
do copyright é garantir aos autores o controle sobre a integridade de seu trabalho e
o direito de propriedade intelectual e citação.

Declaração de Bethesda (2003)

Os autores e detentores dos direitos de autor concedem a todos os
utilizadores o direito de acesso gratuito, irrevogável, mundial e perpétuo; uma
licença para copiar, utilizar, distribuir transmitir e exibir o trabalho publicamente
assim como realizar e distribuir obras derivadas, em qualquer suporte digital e com
qualquer propósito responsável, sujeito à correta atribuição de autoria, bem como o
direito de fazer um pequeno número de cópias impressas para seu uso pessoal.

Depósito imediato após a publicação em um repositório de acesso livre,
vinculado

à

instituições

acadêmicas,

sociedades

científicas,

agências

governamentais etc., comprometidas com o arquivamento à longo prazo, promoção
do acesso aberto e a interoperabilidade.

Declaração de Berlin (2003)

A declaração de Berlin está de acordo com as declarções de Budapest e
Bethesda e enfatiza o papel das universidades, agências de fomento, bibliotecas,
museus e arquivos precisam levar em consideração para garantir a efetiva
concretização do que existe nas declarações.

As declarações refletem os fundamentos políticos e econômicos do
Movimento de Acesso Livre. Um dos fundamentos tecnológicos do Acesso Livre é a
Iniciativa de Archivos Abertos - OAI (Open Archives Iniciative).

�A Iniciativa de Arquivos Abertos – OAI tem como principais preocupações a
interoperabilidade (ou compatibilidade) entre sistemas, ou arquivos e sua
preservação à longo prazo. Nesse movimento identificamos três elementos
essenciais:
•

os provedores de dados que disponibilizam informações estruturadas de
acordo com metadados padronizados e reconhecidos internacionalmente,
como por exemplo o Dublin Core (http://dublincore.org/).

•

os provedores de serviços que fundamentalmente recolhem informações de
diversos provedores de dados para construir serviços de busca mais
refinados e completos;

•

o OAI-PMH (Open Archives Initiative Protocol for Metadata Harvesting), uma
linguagem baseada em http e xml, criada para a extração normalizada de
metadados e seu intercâmbio entre os diversos provedores.

Creative Commons: a vertente jurídica do Movimento de Acesso Livre?

Creative Commons (creativecommons.org) foi criado em 2001 por James
Boyle (especialista em direito na Internet), Michael Carrol, Lawrence Lessing, Hal
Abelson (professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts), Eric Saltzman e
Eric Eldred (editor web de domínio público), financiados pela Faculdade de Direito
da Universidade de Sanford y pela Sociedade de Domínio Público. Trata-se um
movimento que reflete “as mudanças na regulamentação do direito autoral que
contradizem a tradição construída nos séculos XIX e XX (LEMOS, 2005, p.
184),.onde o conceito de copyright (todos os direitos reservados) passa para “alguns
direitos reservados”.

Creative Commons cria e disponibiliza uma série de licenças para que o autor
possa escolher a forma como gostaria de publicar sua obra. As licenças podem ser
diferentes em cada país devido as particularidades jurídicas de cada um. Para
garantir a validade das licenças, cada país possui um órgão que coordena as

�atividades do Creative Commons, no Brasil a Faculdade de Direito da Fundação
Getúlio Vargas no Rio de Janeiro cumpre com esse papel. Para conhecer mais
detalhadamente

essa

iniciativa

vale

acessar

o

site

http://www.creativecommons.org.br/

No início de 2005 surge a Science Commons (http://sciencecommons.org/)
para ddar conta das necessidades específicas da comunidade cientíca. Já é comum
encontrarmos sites de eventos (http://www.cibersociedad.net/congres2004/) e
mesmo em portais de revistas científicas (redalyc.uaemex.mx/).

Iniciativas em acesso aberto

1991. ArXiv. http://arxiv.org/ (área de física, matemática e informática)
1993 Directory of Open Access Journals http://www.doaj.org/home
1996 RePEc (http://repec.org) Research Papers for Economics.
1997 CogPrints, en el área de psicología, neurociencias y lingüística
http://cogprints.org
1998 - SCIELO www.scielo.org
•

Modelo de publicação eletrônica de revistas científicas

•

Riguroso sistema de controle de qualidade

•

Metodologia para facilitar o acesso aos textos completos dos artigos.

•

Medição de uso e impacto

•

Revistas totalmente eletrônicas e revistas híbridas

Periódicos Eletronicos em Psicologia - PePSIC

O PePSIC é o resultado da parceria entre o Fórum Brasileiro de Entidades, a
Associação Brasileira de Editores de Revistas Científicas de Psicologia (ABECiP), a
BIREME- Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da
Saúde e coordenado pela Biblioteca Virtual de Psicologia.

�O PePSIC tem como objetivo publicar revistas em formato eletrônico
assegurando o acesso ao texto completo e garantindo a visibilidade da produção
gerada no país, visando contribuir para o desenvolvimento da pesquisa científica em
Psicologia no Brasil, melhorando os meios de disseminação, publicação e avaliação
de seus resultados.

A área de Psicologia também sofre com o fenômeno conhecido como “ciência
perdida” (MENEGHINI, 1997), ou seja, apesar do grande número de títulos
publicados apenas uma pequena parcela está indexada em bases de dados
internacionais e a maior parte delas é desconhecida mesmo no Brasil. Considerando
que em sua maioria as bases de dados são “referenciais”, ou seja, não oferecem o
texto completo, o problema se agrava devido ao alto custo cobrado pelos serviços
de acesso ao documento. Não é suficiente promover a visibilidade é imprescindível
garantir o acesso. Um engajamento mais articulado e agressivo de nossa
comunidade científica nos movimentos de Open Acess e Open Archives é uma
exigência para a permanência e desenvolvimento de nossas revistas nos próximos
anos.

Na tabela abaixo consta as bases de dados onde as revistas de Psicologia são
indexadas e o número de títulos em 2004, data em que o PePSIC foi idealizado e
em 2006.

Base de Dados

2004

Catálogo Coletivo Brasileiro de Periódicos de 237

2006
247

Psicologia (CCB-Psi)
Index Psi Periódicos

177

191

LILACS

55

65

PycINFO

15

16

CLASE – Citas Latinoamericanas em Ciências 9

12

Sociales e Humanidades
PSICODOC

7

9

�Sociological Abstracts

6

7

Boletin de Novedades des Credi

5

5

Red Alyc

4

7

IBSS – International Bibliography of the Social 3

7

Sciences
SciELO

5

6*

* 2 títulos aprovados mais ainda em fase de preparação para publicação no site.

A Scientific Electronic Library Online – SciELO festejada por seus resultados e
que dispensa apresentações, é uma das iniciativas mais profícuas nesse contexto
de Open Acess. A promoção da visibilidade das revistas através de convênios com
bases de dados internacionais, rígidos critério de seleção e permanência no portal e
a publicação de índices de uso e impacto configuram o conceito de qualidade das
revistas SciELO. Os resultados obtidos no Brasil chamou a atenção da comunidade
científica internacional e hoje existem projetos que utilizam a Metodologia SciELO
em vários países da América Latina, além de Espanha e Portugal. Esse portal
tornou-se um espaço almejado por editores de todas as áreas, no entanto, os
objetivos da SciELO de divulgação da produção científica brasileira através de um
grupo seleto de periódicos exige um rigoroso processo de seleção e inviabiliza a
participação da maior parte das publicações. A SciELO também produz índices de
uso e impacto que podem subsidiar diversos estudos cienciométricos.

Outro benefício é a compatibilidade com o protocolo OAI-PMH (Open
Archives Initiative Protocol for Metadata Harvesting), o que permite o intercâmbio de
metadados com várias instituições e bases de dados.

A Red Alyc - Red de Revistas Científicas de América Latina y el Caribe,
España y Portugal (http://www.redalyc.org/) é um projeto da Universidad Autónoma
de Estado de México (UAEM), e tem como objetivo contribuir para a difusão da
atividade científica editorial que se produz nos países iberoamericanos. Nesse

�espaço é possível disponibilizar, além dos dados referenciais, o texto completo em
formato pdf. As revistas publicadas também passam por um processo de seleção
segundo critérios Latindex
(http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/src/proyecto/criterios.html) Essa iniciativa
diferencia-se da SciELO em alguns aspectos: não publica os artigos em html e não
oferece os índices de uso e impacto.

Tanto a SciELO quanto a Red Alyc são iniciativas que centralizam as
publicações em um mesmo servidor. Existem revistas que por sua vez são
publicadas sozinhas nos sites de suas instituições mantenedoras, algumas utilizam
softwares específicos para publicação e outras desenvolvem seus próprios métodos.
No Brasil, um dos softwares que vem se popularizando é o SEER –Sistema
Eletrônico de Editoração de Revistas “desenvolvido para a construção e gestão de
uma publicação periódica eletrônica. Esta ferramenta contempla ações essenciais à
automação das atividades de editoração de periódicos científicos” (IBICT, 2006).
Esse software é distribuído gratuitamente pelo Ibict e trabalha com o protocolo de
OAI. O SEER também é compatível com OAI-PMH.

Aquelas revistas que disponibilizam seus conteúdos em formato eletrônico,
mas sem a adoção de padrões de intercâmbio e usabilidade, como o OAI-PMH.
Normalmente esses conteúdos não são apontados nas bases de dados, anulando o
esforço de tornar visível o conhecimento, uma vez que o conteúdo fica perdido na
Internet.

Iniciativas como a SciELO, Red Alyc e SEER podem trazer benefícios
maiores para as revistas pois permitem uma articulação entre os produtores,
bibliotecários e financiadores das publicações, movimento difícil de conseguir de
forma isolada.

Concordamos com Castro (2005) quando diz que “estar indexada em uma ou
outra base de dados não significa, por si só, qualidade, mas sim adequação aos

�objetivos, às políticas de seleção e aos interesses dessas bases de dados. E
completa “uma base de dados de cobertura ampla ou internacional não
necessariamente irá incluir tudo o que se publica: as bases de dados tem seus
limites,determinados mais por limitações físicas e econômicas do que pela qualidade
científica” (CASTRO, 2005).

Considerando o exposto e atentos às questões concernentes às publicações
eletrônicas e ao problemas da ciência invisível as lideranças da psicologia brasileira
e os editores de revistas científicas reuniram-se em agosto de 2004 no I Encontro de
Editores de Revistas Científicas em Psicologia. Nessa ocasião estiveram reunidos
mais de 100 editores para discutir critérios de qualidade, indexação em bases de
dados, gestão editorial online e publicações eletrônicas. Entre as recomendações
finais do evento estava a criação de um portal para publicação de revistas
eletrônicas com a utilização da tecnologia e padrões editoriais desenvolvidos para o
projeto SciELO (Scientific Electronic Library Online).

A opção dos editores pelo uso da Metodologia SciELO baseou-se em que a
SciELO - Scientific Electronic Library Online (Biblioteca Científica Eletrônica
em Linha) é um modelo para a publicação eletrônica cooperativa de
periódicos científicos na Internet. Especialmente desenvolvido para responder
às necessidades da comunicação científica nos países em desenvolvimento e
particularmente na América Latina e Caribe, o modelo proporciona uma
solução eficiente para assegurar a visibilidade e o acesso universal a sua
literatura científica, contribuindo para a superação do fenômeno conhecido
como "ciência perdida". O Modelo SciELO contém ainda procedimentos
integrados para medir o uso e o impacto dos periódicos científicos (SciELO)

Além do portal de periódicos os editores se organizaram em uma Associação
e juntamente com a BVS-Psi coordenam esta iniciativa. O portal de Periódicos

�Eletrônicos em Psicologia – PePSIC, disponível na Internet desde abril de 2005,
reúne uma coleção de revistas científicas em Psicologia e áreas afins, facilitando
assim o acesso e a democratização do acesso à informação, otimizando as
pesquisas científicas na área e proporcionando o acesso imediato às informações
atualizadas e produzidas pelos profissionais e estudantes de Psicologia e áreas
afins.

Durante o I Encontro também foram definidas algumas responsabilidades em
relação à manutenção do PePSIC. A BVS-Psi é a responsável pela criação e
manutenção do portal e capacitação dos representantes das revistas no uso da
Metodologia SciELO/PePSIC. Os editores, por sua vez, são responsáveis pela
produção dos arquivos eletrônicos de acordo com o padrão adotado. Enquanto a
Bireme, através da Unidade SciELO Brasil comprometeu-se com o repasse do
pacote de softwares e suporte técnico relativos à própria Metodologia.

O PePSIC é um portal de caráter inclusivo, e sendo assim, não possui um
processo de seleção ao qual as revistas devam ser submetidas. Para destacar as
publicações de maior qualidade, cada revista do portal receberá um selo que
identificará seu conceito na na base Qualis (http://qualis.capes.gov.br/). O processo
de avaliação realizado pela Comissão Capes / Anpepp e que culmina com
atualização da base Qualis, tem impactado de forma muito positiva as revistas da
áreas. Trata-se de um processo bastante refinado e rigoroso e portanto
representativo da qualidade das revistas de psicologia.

O portal PePSIC tem como princípio ser um agregador e não um selecionador,
não há interesse em criar impedimento para que os editores publiquem suas revistas
em formato eletrônico e texto completo. Muito pelo contrário desejamos que esta
iniciativa de Open Acess torne-se uma bandeira a ser defendida pela comunidade
psi. Diferente da SciELO que tem como missão garantir maior visibilidade
internacional para as publicações brasileiras e promover o aumento do fator de
impacto das mesmas nas bases de dados do Institut for Scientific Information - ISI

�(http://www.isinet.com/), o PePSI também se preocupa com aquelas publicações
com missão nacional ou local, mas que são essenciais em sua área. Vale ressaltar
que não existe nenhuma revista brasileira da área de Psicologia no ISI.
Considerando esse fato o PePSIC preocupa-se prioritariamente com uma melhor
difusão das revistas no Brasil e América Latina fornalecendo também um sistema de
comunicação científica no hemisfério sul.

Sendo assim, o editor que desejar disponibilizar gratuitamente sua revista em
formato eletrônico poderá publicá-la no PePSIC, desde que cumpra alguns prérequistos.
•

Possuir equipamentos e softwares compatíveis com a Metodologia SciELO;

•

Possuir os arquivos eletrônicos do periódico em HTML inclusive os dados prétextuais como missão, corpo editorial, assinatura, instruções para os autores,
etc.;

•

Possuir o logotipo da revista no formato imagem (gif, jpg);

•

Possuir conhecimentos básicos de informática (Windows, Word, HTML);

•

Conhecimento das normas bibliográficas e de editoração de periódicos
científicos;

•

Participar da capacitação para uso da Metodologia SciELO/PePSIC.

A participação no curso não é exigida para o editor, mas sim ao profissional que
efetivamente trabalhará com a produção da revista em formato eletrônico. As
informações

sobre

a

capacitação

podem

ser

obtidas

através

do

e-mail

coordenação@bvs-psi.org.br

Como é de conhecimento geral todas as publicações periódicas devem possuir
o Número Internacional Normalizado para Publicações Seriadas – ISSN. Esse
número que individualiza um título em uma base de dados mundial também é
atribuído às revistas eletrônicas. Os editores das revistas publicadas no PePSIC

�podem solicitar o ISSN ao Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e
Tecnologia- Ibict (www.ibict.br), Centro Brasileiro do ISSN.

O PePSIC vem conquistando gradativamente credibilidade junto a comunidade
científica da área de Psicologia. Desde janeiro de 2006 a Capes incluiu o PePSIC no
seu Portal de Periódicos (http://www.periodicos.capes.gov.br/portugues/index.jsp) E
em

março

de

2006

o

PePSIC

também

foi

incluído

no

portal

LIVRE

(http://livre.cnen.gov.br/Default800.asp) desenvolvido pela CNEN - Comissão
Nacional de Energia Nuclear, através do CIN - Centro de Informações Nucleares,
para facilitar a identificação e o acesso a periódicos eletrônicos de acesso livre na
Internet. Tanto o PePSIC quanto o Index Psi Periódicos são recomendados pela
CAPES como fontes de informação relevantes para a área de Psicologia. Esse fato
nos faz acreditar que outras instituições de fomento, como o Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq poderá reconhecer esse esforço
dos editores da área de Psicologia e financiar a produção de novos números o que
vem ao encontro das idéias difundidas pelo Movimento de Acesso Aberto.

Para garantir uma maior visibilidade das revistas publicadas, desde dezembro de
2005 o PePSIC possui links na base de dados Index Psi Periódicos. E desde maio
desse mesmo ano é possível encontrar links do PePSIC em revistas indexada para
a base de dados internacional LILACS da Bireme (www.bireme.br)

Como medida de preservação as revistas publicadas no PePSIC serão
cadastradas em LOCKSS (Lots of Copies Keep Stuff Safe)

“O Modelo Lockss (Lots of Copies Keep Stuff Safe) para preservar através da
replicação distribuída também implica que, sem o repositório, a preservação é
impossível. O projeto Lockss, da Stanford University, procura garantir a
integridade das publicações eletrônicas pela manutenção de cópias em vários
sites, checando periodicamente essas cópias para verificar a congruência
informacional. Com a clonagem e o armazenamento distribuído, o Lockss

�espera minimizar antecipadamente o impacto de uma catástrofe em um site
individual.”(Arellano, 2004)

Para aumentar a visibilidade alguns convênios com bases de dados internacionais
já estão em fase de negociação:
•

Citas Latinoamericanas em Ciências Sociales y Humanidades – CLASE:
todas as revistas indexadas nessa base receberão links para o texto completo
no PePSIC. Além disso a Coordenação de CLASE informou que irá avaliar
todas as revistas PePSIC que tenham pelo menos 3 fascículos publicados no
site.

•

Directory of Open Access Journals- DOAJ: todas as revistas PePSIC serão
cadastradas nesse repositório diretório de revistas de acesso livre, mantido
pela Lund University Libraries, que conta atualmente com mais de 1,500
revistas. A missão do DOAJ é incrementar a visibilidade e a facilidade de uso
das revistas científica de acesso livre, promovendo, portanto, o seu uso e
impacto.

•

Inclusão de publicidade do portal nas revistas da área;

•

Apresentação do portal em eventos da área;

Para garantir uma atualização mais dinâmica do site será criada uma
cooperativa para produção dos arquivos eletrônicos com vistas à diminuição de
custos e aumento da produtividade. Além disso, a SciELO já está na fase piloto para
o lançamento do Sistema SciELO de Publicação/OJS, uma ferramenta para gestão
editorial e que além disso incluirá funções para gerar os arquivos para publicação
nos portais SciELO e também PePSIC. É importante que os editores da área de

�psicologia continuem apoiando o PePSIC e adotem as ferramentas que fortaleçam
nossa iniciativa.

A inclusão do Módulo Estatístico para produção e publicação de indicadores
bibliométricos e estatísticas de uso do PePSIC fornecerão subsídios para diversos
editores e instituições preocupados com a qualidade das revistas e da informação
científica, como por exemplo a Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação
em Psicologia – ANPEPP responsável pela avaliação da publicações com vistas à
atualização da base Qualis.

O trabalho articulado entre a BVS-Psi e a ABECiP devem promover o PePSIC
como um espaço privilegiado para publicação das revistas da área configurando-o
efetivamente com uma via dourada

REFERÊNCIAS

ARELLANO, M. A. A preservação de documentos digitais. Ciência da informação.
v.33,

n.

2,

maio/ago.

2004

p.24.

Disponível

em

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S010019652004000200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso

CASTRO, R. C. F.; SANTOS, S. M. Procedimentos para indexação dos periódicos
científicos. In: ENCONTRO NACIONAL DE EDITORES CIENTÍFICOS, 10, 2005,
São

Pedro,

SP.

Disponível

http://www.eventos.bvsalud.org/abec/activity.php?lang=pt&amp;id=2&gt;.

em&lt;
Acessado

em

08/02/2006

IBICT – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Disponível em:
www.ibict.br . Acessado em 08/02/2006

�LEMOS, R. Creative commons, mídia e as transformações recentes do direito da
propriedade intelectual. Revista DireitoGV, vol. 1, n. 1, maio 2005 p. 181-187

MENEGUINI, R. Em busca de nossa ciência perdida. Jornal da USP, 2430/03/1997, p.2.

RED ALYC - Red de Revistas Científicas de América Latina y el Caribe. Site.
Disponível em: http://www.redalyc.org/. Acessado em 04/03/2006

RODRÍGUES LOPEZ, J. Ciencia e comunicación científica: edición digital y otros
fundamentos del libre acceso al conocimiento. El profesional de la información,
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SCIENTIFIC ELECTRONIC LIBRARY ONLINE – SciELO. Site. Disponível em
http://www.scielo.br Acessado em 05/01/2006

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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>SNBU - Edição: 14 - Ano: 2006 (UFBA - Salvador/BA)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>O PePSIC é o resultado da parceria entre o Fórum Brasileiro de Entidades, a Associação Brasileira de Editores de Revistas Científicas de Psicologia (ABECiP), a BIREME- Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e coordenado pela Biblioteca Virtual de Psicologia. O PePSIC tem como objetivo publicar revistas em formato eletrônico assegurando o acesso ao texto completo e garantindo a visibilidade da produção gerada no país, visando contribuir para o desenvolvimento da pesquisa científica em Psicologia no Brasil, melhorando os meios de disseminação, publicação e avaliação de seus resultados.</text>
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