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                  <text>PESQUISANDO E COLHENDO O CONHECIMENTO PRODUZIDO: A ÁRVORE DO
CONHECIMENTO DO DEPARTAMENTO DE AGRONOMIA DA UFRPE

Valéria Holanda
Pós-Graduanda em Marketing,
Técnica do Departamento de Agronomia - UFRPE
Recife, Pernambuco - Brasil.
valeriah@ufrpe.br
Conceição Lopes
Mestre em Comunicação pela UFPE
Bibliotecária do Núcleo do Conhecimento
Biblioteca Central - UFRPE,
Recife, Pernambuco - Brasil.
clopes@ufrpe.br
clopes2005@gmail.com

RESUMO

A Biblioteca Central tomou o Departamento de Agronomia da Universidade Federal Rural de
Pernambuco - UFRPE como nicho de uma densa produção à espera de ser socializada no
próprio Departamento e nas demais universidades, tornando a UFRPE visível à sociedade, a
partir da obtenção de respostas às perguntas: Existem
Grupos de Pesquisa no
Departamento de Agronomia? Quem são esses pesquisadores? Qual a interação entre os
mesmos? Como se apresenta esta produção grupal? Os dados foram identificados mediante
comunicação interativa com 40 docentes e 06 técnicos - administrativos, tendo como fonte
de investigação a Plataforma Lattes do CNPq, através da produção indexada no Currículo
Lattes. Os resultados deixaram à mostra, a existência de uma Rede entre os pesquisadores
do Departamento, revelando a interação entre esses produtores do conhecimento para a
formação de grupos de produção. Esse resultado possibilitou à Biblioteca Central a formação
da Árvore do Conhecimento do Departamento, que permitiu a elaboração de gráficos e
figuras que sintetizam e agregam valor a essas informações, a partir de então disponíveis
para uso do próprio Departamento, para o Pesquisador ou, ainda, para a Administração
Superior da UFRPE, visando à tomada de decisão.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária; Produção Científica; Agronomia; Grupos de
Produção;

�1 - SEMEANDO EM SOLO FÉRTIL

Informação, tecnologia e comunicação. Diariamente essas palavras são
ouvidas, lidas ou escritas, uma vez que os avanços científicos e tecnológicos
impõem maior agilidade e especialização para seu acompanhamento. Ratificam a
idéia de que o conhecimento produzido deve ser socializado, uma vez que o mesmo
é freqüentemente reconhecido como um dos principais indicadores da realidade e
assume papel de destaque, agregando a si, o uso intensivo da informação.

Nesse sentido, no senso comum o processo de comunicação é visto como
parte integrante da ciência, em virtude da necessidade do pesquisador em divulgar
os resultados das suas pesquisas, para que os dados por ele levantados se
transformem em informação, que por sua vez vai gerar conhecimento.

Um elemento importante para consolidação do conhecimento nas áreas do
saber é a chamada produção científica. A universidade é, portanto, o local por
excelência onde essa produção é gerada, advinda das pesquisas e estudos
desenvolvidos, necessitando tão somente, ser socializada.

Levantar, verificar e avaliar a produção científica de uma área do
conhecimento não é tarefa fácil. A dificuldade de acesso a tudo que é gerado e a
falta de uma cultura que leve em conta a importância da documentação da pesquisa,
constituem os principais entraves para esse resgate.

Nesse contexto, o conhecimento gerado por um pesquisador de qualquer área
tem que ter um compromisso social, ser conhecido e útil para a comunidade
acadêmica e para a sociedade em geral. A universidade atuando como centro de
produção sistematizada do conhecimento, necessita canalizar todo o seu potencial
no sentido de contribuir para o aperfeiçoamento da vida social, levando à opinião

�pública o saber e os progressos, os debates e as discussões que gera. A
universidade, através de programas comunicacionais baseados em sua produção,
exerce seu papel de transformadora da realidade (KUNSCH ; DENKER,1992, p.128).

Conseqüentemente, a universidade que não toma para si essa tarefa e não
promove uma reflexão crítica e contínua sobre o momento histórico em que vive,
sobre a sua comunidade, não está realizando a sua essência.

Nesse ensejo, a publicação científica é um instrumento através do qual a
comunidade científica se apropria, reapropria e ressignifica o conhecimento
produzido. Por outro lado, a sociedade em geral se beneficia do conhecimento
adquirido na pesquisa realizada pelos pesquisadores ou por um grupo de pesquisa.
Em função da publicação, os Pesquisadores ou Grupos de Pesquisa expõem os
resultados do trabalho científico realizado, visando que o mesmo seja socializado,
criticado, debatido e avaliado por seus pares e pela comunidade científica em geral.

A partir desse olhar, identificar e mapear o conhecimento produzido pelo
Departamento de Agronomia da UFRPE, tendo em vista torná-lo público, veio
embasar o foco desta pesquisa que resultou em nosso trabalho final do Curso de
Especialização.

2 - NA SEMEADURA, O PENSAR CIENTÍFICO

Partindo do olhar inicial sobre a realidade da produção científica local,
ainda de certa forma à espera de socialização, o resgate do conhecimento produzido
pelo Departamento de Agronomia reveste-se de suma importância. Pelo menos é
dessa forma que foi considerada a questão.

�Deu-se início então, a pensar o processo de pesquisa como um ciclo, em que
cada fase é sentida, vivida e trabalhada com atividades específicas num movimento
permanente de integração e de sucessivo recomeçar, o conhecimento é uma
construção que se faz a partir de outros conhecimentos os quais exercita a
apreensão, a crítica e a dúvida, (MINAYO, 2000, p. 89). Nessa construção o sujeito
e o objeto interagem reciprocamente e de forma dinâmica.

A produção desses pesquisadores foi tomada sob o olhar de grupos de
trabalho, nos quais sujeitos produzem e transformam. Grupos compostos por
indivíduos que se tornaram pessoas e formam uma teia de relações, encontros e
desencontros que, rápidos ou permanentes, vão se cristalizando em grupos sociais
e, dentre eles, os grupos de trabalho ( LOPES ; PEREIRA, 2002).

É a diversidade de enfoques na literatura a respeito da formação dos grupos
que, nesse contexto, induziu a diferenciar agrupamento e grupo de trabalho. A
experiência tem mostrado que o agrupamento não é uma conduta especifica do
homem. Na realidade, muitas das características do agrupamento humano têm sua
origem no comportamento animal, tal como observado nos agrupamentos das
formigas, de uma colméia de abelhas ou de um grupo de primatas.

Observa-se, no entanto, que nem sempre a simples existência de interesses
ou atividades comuns faz um grupo. Para que um conjunto de pessoas possa ser
chamado de grupo, é preciso que elas estejam em contato, se considerem como
membros do grupo e tenham algo em comum. Foi o que se observou na Agronomia
nesse momento de busca de uma forma de socialização para o conhecimento ali
produzido. Produzir e disseminar resultados representam esse interesse em comum.

No caso da Agronomia, esse grupo profissional e sua identidade coletiva dão
sentido de continuidade aos seus pesquisadores, que adotam papéis, normas e

�valores válidos para todos os componentes do grupo. Esse sentido coletivo, o
reafirma, através de atividades que poderão cristalizá-lo ou transformá-lo.

No Brasil, a pesquisa que produz o conhecimento científico assume a
performance de atividade fundamental na universidade, externada através da política
institucional que determina as linhas de pesquisa e a alocação de recursos internos.
Em grande parte dos casos, observa-se que as pesquisas desenvolvidas resultam do
esforço e preferência individual ou de grupos. Importante observação a ser feita,
relacioná-se a oferta de recursos pelos agentes financiadores, criando ou recriando
temáticas que se sobrepõem muitas vezes, a vontade pessoal e institucional,
(SLEUTJES, 1999, p. 125).

A publicação do trabalho intelectual, na realidade, a busca pela divulgação do
conhecimento produzido pelos pesquisadores, segundo Russo (2001) é uma
tentativa de comunicação, de superação da barreira do tempo e do espaço, para
apresentar a um grupo, muitas vezes, em grande parte desconhecido, informações e
interpretações que, quando divulgadas, passam ao domínio público.

Com relação a essa publicação, Lopes (2004a, p. 4), chama a atenção para as
dificuldades que esses pesquisadores encontram na divulgação desses resultados,
uma vez que nas universidades brasileiras, de modo geral, temos problemas de
gestão da produção científica.

Sendo assim, ao produzir novos conhecimentos, os pesquisadores devem
informar aos seus pares e posteriormente à sociedade como um todo, as suas
descobertas. Essa comunicação, no âmbito da comunidade científica é altamente
relevante e necessária, pois as universidades precisam saber o que sabem e usar
efetivamente esse conhecimento para se tornarem competitivas.

�2 - PESQUISANDO E COLHENDO

Este tópico de análise e discussão dos resultados reúne um conjunto de
dados que teve como pretensão a identificação do conhecimento produzido em três
desdobramentos, um para a Área de Fitossanidade, outro para a Área de Solos e um
terceiro para a Área de Fitotecnia.

Logo a seguir, deu-se início ao acesso à Plataforma Lattes do CNPq que
possibilitou a impressão do Currículo Lattes de 40 docentes, incluindo ativos,
convidados e/ou visitantes. Com relação aos técnicos-administrativos, trabalhou-se
apenas com 06 dos 15 que possuem terceiro grau. Sendo assim, nosso público alvo
totalizou 46 docentes/técnicos-administrativos, nesse estudo denominados de
pesquisadores. Consideramos este número como representativo, corroborando com
a afirmação de Minayo (2000, p. 102) que uma amostragem ideal é aquela capaz de
refletir a totalidade nas suas múltiplas dimensões.

Dessa forma, toda a produção científica relacionada no citado Currículo,
foi mapeada seguindo as etapas preconizadas pelo Método da Bibliometria de
investigação da produção indexada no Currículo Lattes. A análise dos dados
extraídos desses Currículos priorizou os estudos bibliométricos que permitiu
identificar os grupos de produção dos quais cada pesquisador faz parte.

Na análise da produção indexada no Currículo Lattes, verificou-se, sobretudo,
a identificação dos grupos de produção existentes em cada área, deixando à mostra
líderes, empatias e quantitativo da produção intergrupos (MACIAS-CHAPULA, 1998,
p. 132).

�No que diz respeito ao conhecimento produzido, privilegiou a observação dos
grupos de produção existentes no Departamento, mas, especialmente, tornou visível
a Árvore do Conhecimento da Agronomia.

2.1 - O Conhecimento produzido pela Área da Fitossanidade

O estudo envolvendo a área da Fitossanidade contou com a participação de
15 docentes e 01 técnico-administrativo, cujos currículos nos permitiram identificar
elementos quantitativos referentes ao grupo de produção ali existente, a partir dele,
tecemos reflexões e considerações.

Na presente pesquisa, o período estudado abrange toda a produção científica
coletiva desde 1973 ao primeiro semestre de 2005 indexada no Currículo Lattes,
acessado e consultado nos dias 10, 11 e 25 de junho/2005 que permite ao final,
visualizar a produção desse grupo que forma um ramo da Árvore do Conhecimento
da Agronomia.

A leitura dos dados nos leva a considerar que a história desse momento e
desse grupo deve ser levada ao conhecimento de outros assim como a realidade
dessa produção no cotidiano de trabalho, que segundo Lopes e Pereira (2002)
constitui a essência do produzir individual que se transforma no coletivo.

Na Fitossanidade, a existência de grupos, os chamados Grupos de Produção,
trocam idéias e desenvolvem trabalhos conjuntos na busca por um trabalho coletivo,
trocando saberes e somando esforços. Na construção desse conhecimento ficou
bastante visível também que essa área enquanto ramo da Árvore do Conhecimento
da Agronomia possui quatro raízes para as quais converge grande parte do
conhecimento produzido. Esta parceria e a troca de saberes surge, então, como fio
condutor para a semeadura interna, que se encontra em plena atividade.

�2.2 - O Conhecimento produzido pela Área de Solos

No contexto da área de Solos, o desenvolvimento desse estudo focou o
universo de 16 professores. Entretanto, trabalhou-se apenas com 12 desses
docentes, uma vez que, não conseguimos acessar os currículos dos 04 restantes na
Plataforma Lattes nos dias 09 e 10 de junho, 11 e 28 de julho/2005, datas do citado
acesso.

Compôs ainda esse grupo, o conjunto dos 06 técnico-administrativos e, tal
qual os professores, desse total, apenas 03 dispunham de Currículos Lattes. Dessa
forma, foi localizada e recuperada toda a produção de 12 docentes associada à
produção de 03 técnico-administrativos indexada no Lattes até o primeiro semestre
de 2005.

Percebemos que, igualmente a Fitossanidade, há uma teia de relações entre
os pesquisadores desta área, representando assim o Grupo de Produção. Esse
entrelaçado de linhas demonstra também a existência interna de uma troca de
saberes, a fim de alcançarem objetivos pré-estabelecidos nesse outro ramo da
árvore. A leitura dessa teia nos possibilita identificar também quatro raízes que, de
certa forma, aglutinam a produção e a disseminação da produção científica da área.

2.3 - O Conhecimento produzido pela Área de Fitotecnia

O público alvo dessa Área foi composto por 13 professores de um total de 14,
ficando ausente apenas 01 devido a não localização do seu currículo na Plataforma
Lattes. A eles foram associados ainda 02 técnico-administrativos do total de 06
desses profissionais. Deixaram de participar 04 deles, pelo mesmo motivo
encontrado junto aos docentes, ou seja, a não localização do currículo nos dias 09 e
10 de junho e 28 de julho/2005, dedicados ao acesso à referida plataforma.

�A análise da rede revela o Grupo de Produção e, nele, a forma como esses
pesquisadores cooperam entre si, confirmando o pensamento de Pinheiro (2003) de
que a comunicação científica significa não somente a comunicação entre pares, mas
também engloba a informação a qual recorrem para as suas pesquisas e o
conhecimento que produzem por diferentes canais de comunicação e tipos de
documentos. Nesse terceiro ramo da árvore, percebe-se que há três raízes
convergentes.

3 - A Árvore do Conhecimento do Departamento de Agronomia

Tomamos a árvore e não o mapa, como ocorre na maioria dos estudos, como
referência e fonte inspiradora para a representação do conhecimento produzido pelo
Departamento de Agronomia durante o tempo pesquisado. Pois, a fecundação e a
gestação dessa produção científica, metaforicamente ocorreram de modo similar ao
que ocorre com a mangueira (Mangifera indica, L.) que, ao ser plantada, durante
anos vai desabrochando, crescendo lentamente de um diminuto broto a partir da
muda.

Mangueira enquanto símbolo de vida, de natureza de existência. Árvore
grande, de folhas simples que alcança sua plenitude a partir de um crescimento que,
embora exposto ao olhar, é quase sempre invisível aos observadores, que a olham e
não a enxergam, fato que ocorre também em muitos outros olhares na vida cotidiana.

No entanto, durante anos, sua maciça e fibrosa estrutura de raiz está sendo
construída. Vagarosamente, ao longo do tempo, ela se adentra no solo trazendo o
tônico da vida através da absorção das substâncias necessárias à subsistência do
todo. Raiz que se emaranha se bifurca, se contorce. Que muitas vezes fica exposta
na

superfície

entregue

às

vicissitudes

humanas

e

da

própria

natureza.

�Vagarosamente, enquanto cresce, surgem galhos de muitos formatos e espessuras
que se ramificam em todas as direções cobertos de folhas.

Mangueira que se renova periodicamente, cujas folhas têm um ciclo, brotam e
depois de certo tempo caem para a renovação da vida. Folhas que, unidas formam
uma densa e frondosa copa. Ora verde escuro, ora verde pálido, ora em tons
violáceos ou de cobre. Nuances que revelam a renovação das folhas para a chegada
das flores que se transformarão em suculentos e saborosos frutos.

Árvore cuja copa congrega e convivem espécies diferentes representando a
união, o coletivo. Produz sombra àqueles seres que sob ela descansam e fogem do
sol e do calor. Parece um evento único, mas é o resultado inexorável de centenas de
pequenos eventos repetidos que incluíram plantar, regar e cuidar. Todos os dias.

Ao tomar a mangueira, como metáfora, buscamos a essência histórica do ato
de repetir desenvolvido na Agronomia durante a realização dos estudos e pesquisas
que, ao longo do tempo, produziram um conhecimento gerado a partir da pesquisa
que nada mais é do que o ato do aprender a reaprender com prazer.

A mangueira e suas nuances de folhagem, aqui representa o conhecimento
emanado na cor verde escuro na Área da Fitossanidade, na cor verde pálido na Área
de Solos e em tons violáceos ou de cobre na Área da Fitotecnia. Produção científica
que não se fez uma vez ou outra, mas constantemente, revelando o Departamento,
suas raízes, folhas e frutos maduros colhidos nesse estudo e frutos que se
encontram amadurecendo a espera de futuras pesquisas, metaforicamente na Árvore
do Conhecimento.

�4  Algumas considerações finais sobre a socialização dessa produção

Verificar se havia grupos de produção que envolvesse pesquisadores de áreas
diferentes foi a idéia. Essa curiosidade natural surgiu a partir da nossa curiosidade
em verificar se além da produtividade individual havia interações locais e,
conseqüentemente, a existência de grupos em cada área pesquisada isoladamente.
Ao final da pesquisa, constatamos que há, é claro, tal ação coletiva em cada área
separadamente. E, mais, há uma outra ação coletiva composta por pesquisadores
que, apesar de representarem áreas diferentes se coadunam em uma nova ação.

Acerca dessa Produção Intergrupal, vale salientar que esse grupo congrega
pesquisadores que, em parceria, vêm desenvolvendo estudos e pesquisas de
interesse científico para as suas áreas que formam os ramos da Árvore do
Conhecimento, ou seja, o ramo da Fitossanidade, o ramo de Solos e o ramo da
Fitotecnia.

Ao longo do desenvolvimento da pesquisa, percebemos também que nessa
teia de relacionamentos surgem três novas raízes. Dessa feita, as raízes que
apareciam nos grupos de cada área já não se repetem exercendo o papel de
confluência nesse grupo de inter-relação. Apenas uma delas que integrava o grupo e
atuava também como raiz da Fitossanidade vem se associar às novas que surgem
nesse novo contexto. São elas, uma raiz que representa a Fitotecnia e em seu grupo
de origem não detinha esse destaque e, mais outra, que também representa a
Fitossanidade e, em seu grupo de produção aparecia sem esse status.

Observando mais atentamente, percebemos que dessas três raízes, uma
delas, a da Fitotecnia, inter-relacionou-se com apenas um colega da Área da
Fitossanidade e mais vezes com os pares da Área de Solos; Por sua vez, uma das
representantes da Fitossanidade produziu tão somente com os pares da Fitotecnia;
Para finalizar a nossa leitura, a terceira raiz também representando a Fitossanidade,

�manteve afinidade científica tanto com os pares da Área de Solos quanto com os da
Fitotecnia.

Desse ponto de vista, a partir da compreensão da dinâmica da produção
científica, conclui-se que no contexto da Agronomia, ocorrem as seguintes
particularidades:
- basicamente, os mesmos canais de comunicação são utilizados entre esses
pesquisadores, tais como a publicação de artigos em periódicos e a apresentação de
trabalhos em eventos científicos nacionais e internacionais para a socialização do
conhecimento

produzido

e,

conseqüentemente,

para

a

sua

validação

e

reconhecimento entre seus pares;
- fica explícita em cada área a capacidade de interação e cooperação interna, ou
ainda, o extrapolar do seu espaço enquanto área para o compartilhamento de
saberes e, a partir dessas relações, gerar conhecimento e promover novo
aprendizado e inovação;
- como acontece em outras instituições de ensino superior, esses pesquisadores
para publicar os resultados de suas pesquisas defrontam-se, muitas vezes, com
barreiras administrativas e de acesso aos poderes de decisão local, fatores que
dificultam o feedback do investimento aplicado para a geração de tal conhecimento

A partir dessas constatações, observamos que muitas são as barreiras a
serem ultrapassadas quando se fala em socialização do conhecimento, a começar
pela cultura organizacional que, muitas vezes, resiste a mudanças. A idéia dessa
difusão implica resgate, criação e novas formas de abordagem do pesquisador, com

�possibilidade de revisão de alguns fluxos de interação, além de uma política de
agregação de valor.

Por outro lado, o desenvolvimento de um estudo dessa natureza, certamente,
possibilitou resultados significativos. Nele, buscamos o suporte da literatura
especializada e foram feitas reflexões a respeito dos conhecimentos obtidos nessa
realidade concreta, ou seja, o espaço universitário assumiu o papel de um grande e
importante laboratório de pesquisa.

Enfim, os ramos e as raízes resgatados sintetizam informações para a tomada
de decisão. No entanto, fica claro que este é um resultado inacabado em virtude dos
muitos aspectos e particularidades, frutos dessa Árvore do Conhecimento que
continuam a espera de futuras pesquisas.

5 - Referências

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comunicação:

tendências

e

Portcom/Intercom/ECA/CNPq/FINEP,

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Saltando barreiras, lançando dardos, rompendo

limites, sujeitos em um contexto grupal de aprendizagem.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Pesquisando e colhendo o conhecimento produzido: a árvore do conhecimento do Departamento de Agronomia da UFRPE.</text>
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              <text>Salvador (Bahia)</text>
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              <text>A Biblioteca Central tomou o Departamento de Agronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE como nicho de uma densa produção à espera de ser socializada no próprio Departamento e nas demais universidades, tornando a UFRPE visível à sociedade, a partir da obtenção de respostas às perguntas: Existem Grupos de Pesquisa no Departamento de Agronomia? Quem são esses pesquisadores? Qual a interação entre os mesmos? Como se apresenta esta produção grupal? Os dados foram identificados mediante comunicação interativa com 40 docentes e 06 técnicos - administrativos, tendo como fonte de investigação a Plataforma Lattes do CNPq, através da produção indexada no Currículo Lattes. Os resultados deixaram à mostra, a existência de uma Rede entre os pesquisadores do Departamento, revelando a interação entre esses produtores do conhecimento para a formação de grupos de produção. Esse resultado possibilitou à Biblioteca Central a formação da Árvore do Conhecimento do Departamento, que permitiu a elaboração de gráficos e figuras que sintetizam e agregam valor a essas informações, a partir de então disponíveis para uso do próprio Departamento, para o Pesquisador ou, ainda, para a Administração Superior da UFRPE, visando à tomada de decisão.</text>
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